Stedile: ‘Se o governo não colocar recursos na mídia popular, vai se arrepender depois’

Indagado sobre a comunicação no governo Lula 3, João Pedro Stédile, dirigente do MST, foi contundente: “se não colocar recursos na mídia popular, irão se arrepender, especialmente quando chegarem as eleições!”. Durante a coletiva concedida nesta segunda-feira, 28 de agosto, às mídias progressistas, a convite do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Stédile também criticou a divulgação do governo sobre seus programas neste primeiro ano de mandato. “O povo precisa estar informado sobre o que é necessário saber, inclusive as políticas públicas”, diz. “Não adianta ter bons programas de governo se ninguém sabe que existem ou como participar”. Em relação à distribuição da publicidade oficial, amplamente concentrada pela mídia hegemônica e, em especial, nas mãos da Globo, Stédile ironiza: “dar dinheiro para a Globo é como lavar um porco com xampu. Não dura 15 minutos!”. Abaixo, o vídeo com a íntegra da entrevista de Stédile à mídia alternativa. Viomundo

DPVAT – Empresário e policiais civis são condenados em Montes Claros

Eles são acusados de envolvimento em esquema de fraude contra o o Seguro Obrigatório por Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT). De acordo com a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o sócio-administrador da Santana Seguros foi o responsável pelo patrocínio de milhares de pedidos administrativos e ações judiciais fraudulentas que reclamaram, junto ao Poder Judiciário, o pagamento de vantagens indevidas por supostas lesões ocorridas em acidentes de trânsito. Os policiais, por sua vez, em troca do recebimento de vantagens indevidas, encarregavam-se de elaborar boletins de ocorrência, com conteúdo de falsidade ideológica, destinados a instruir os pedidos administrativos e as ações judiciais. Consta ainda que a intermediária tinha acesso às informações quanto a pessoas acidentadas no trânsito por meio de acesso ao banco de dados do Sistema Reds, levado a efeito a partir de senhas fornecidas pelos policiais corrompidos. A decisão da 2ª Vara Criminal de Montes Claros condenou os réus às seguintes penas: Sócio-administrador da Santana Seguros: condenado por organização criminosa e corrupção ativa a 13 anos, 10 meses e oito dias de reclusão, em regime inicial fechado. Delegado de Polícia: condenado por organização criminosa e corrupção passiva a 17 anos, quatro meses e sete dias de reclusão, em regime inicial fechado. Um dos investigadores da Polícia Civil: condenado por organização criminosa, corrupção passiva e violação de sigilo funcional a seis anos, quatro meses e 16 dias de reclusão, em regime inicial semiaberto. O policial teve a pena reduzida em virtude de acordo de colaboração premiada celebrado. Outro investigador da Polícia Civil: condenado por organização criminosa e falsidade ideológica a sete anos, um mês e 22 dias de reclusão, em regime inicial semiaberto. Todos foram condenados ao pagamento de multa e poderão recorrer da decisão em liberdade. O oferecimento da denúncia pela Promotoria de Justiça de Montes Claros ocorreu após a deflagração da operação Tempo de Despertar, deflagrada em 2015 pela Coordenadoria Regional de Defesa do Patrimônio Público do Norte de Minas, em conjunto com as polícias Federal e Militar. Esquema de fraude no seguro DPVAT Conforme narrado na denúncia, apesar de o próprio acidentado poder pleitear o pagamento da indenização, a contratação de empresas como a Santana Seguros, que ficava com até 40% do valor recebido pela suposta vítima, ocorria basicamente por dois motivos: a suposta vítima não havia se acidentado e era preciso “fabricar” um boletim de ocorrência para legitimar o recebimento do seguro, ou as lesões efetivamente decorrentes do acidente de trânsito não legitimavam o recebimento do seguro nos patamares desejados. Em ambas as hipóteses, o empresário, agindo por meio de extensa rede de colaboradores, obtinha a documentação falsa utilizada para alicerçar os requerimentos indenizatórios. Foram identificados cinco grupos que levavam a efeito as fraudes: dos financiadores, no qual se destaca a atuação de representantes da Seguradora Líder; dos empresários e facilitadores sócios das empresas que prestam serviço na área de seguros e servem de intermediários entre a Líder e supostas vítimas de acidentes de trânsito; de policiais civis e militares, que valendo-se da condição de servidores públicos, vendiam informações às seguradoras acerca de pessoas acidentadas e ainda se responsabilizavam pela confecção de boletins de ocorrência com conteúdo falso; dos profissionais que atuam na área da saúde, como médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, odontólogos e agentes administrativos responsáveis por fornecer laudos periciais com conteúdo falso; e dos profissionais que atuam na área da advocacia responsáveis por ajuizar ações com documentos falsos, inovando e agravando condições de saúde de supostos acidentados. Segundo apurado, o grupo condenado agia em Montes Claros e região. Dados levantados pela Polícia Militar demonstram um crescimento injustificável dos acidentes de trânsito em municípios onde havia representantes ou filiais de empresas investigadas. Em alguns casos, como em Cristália, Japonvar, Lontra e São João da Ponte, entre 2010 e 2013, o número de acidentes automobilísticos cresceu mais de 200%. Em Montes Claros, saltou de 4.451 em 2010, para 10.951 em 2013, um crescimento de 146%. Outras pessoas envolvidas foram denunciadas em ações distintas. As fraudes contra o seguro DPVAT reveladas no âmbito da operação Tempo de Despertar contribuíram para importantes mudanças no sistema de cobranças do seguro obrigatório, reduzindo significativamente os valores cobrados dos proprietários de veículos automotores nos últimos exercícios. Fonte: MPMG

Chefe de quadrilha que emitiu 65 diplomas falsos de medicina é presa na 251

Prisão foi feita pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na tarde deste domingo (27/8) (foto: PRF/Divulgação)

Foragida, líder do grupo criminoso foi capturada na BR-251, em Montes Claros. Falsos médicos pagavam até R$ 400 mil Uma mulher, de 42 anos, apontada como a chefe de uma quadrilha especializada na falsificação de diplomas de medicina, foi presa na tarde deste domingo (27/8) na BR-251, em Montes Claros, no Norte de Minas, durante uma fiscalização de rotina da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Ela foi capturada após um veículo Jeep Compass, com placas de Montes Claros, ser abordado no KM 514 da rodovia. Segundo a PRF, a mulher, que estava sentada no banco do passageiro, apresentou uma CNH Digital como identificação pessoal. O documento, no entanto, era de outra pessoa. Após a tentativa de fraude ser descoberta, os policiais também identificaram que ela tinha um mandado de prisão em aberto expedido pela 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. A ocorrência foi encaminhada à delegacia da PF em Montes Claros. Falsos médicos pagavam até R$ 400 mil Vale dizer que a Polícia Federal já havia cumprido quatro mandados de prisão em junho, quando três homens envolvidos no esquema foram presos. Na ocasião, a chefe do grupo criminoso, Ana Maria Monteiro Neta, segundo revelou o Fantástico, estava foragida. A Polícia Federal disse que falsos médicos pagavam até R$ 400 mil por diplomas de faculdades de medicina. A quadrilha, conforme revela a reportagem, falsificava documentos de faculdades de medicina para obter registros e vendê-los aos interessados. O Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) emitiu ao menos 65 registros com documentos falsos. Para enganar os conselhos regionais, o grupo criava e-mails falsos em nome das instituições de ensino, já que a primeira documentação dos alunos formados é enviada pelas universidades. Maioria dos registros fraudados eram da Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Na ocasião, em nota enviada ao Fantástico, a instituição de ensino informou que “todos os documentos recebidos pelo Cremerj não foram emitidos ou assinados pela universidade e são ilegítimos”. Fonte: Jornal Estado de Minas

SRS e SMS de Janaúba realizam oficina prática com médicos e enfermeiros

Numa iniciativa da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Montes Claros, juntamente com o Serviço de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Janaúba, dezenas de médicos e enfermeiros participaram de Oficina Prática em Avaliação Multidisciplinar em Hanseníase. A doença, também conhecida como lepra, é uma infecção causada por uma bactéria que ataca os nervos periféricos e a pele. É uma das doenças mais antigas que acometem o homem, com referências datadas de 600 anos antes de Cristo. Os médicos e enfermeiros que participaram da oficina trabalham em Unidades Básicas de Saúde (UBS), principal porta de entrada da população ao Sistema Único de Saúde (SUS). Na abertura da capacitação, o secretário de saúde de Janaúba, Helvécio Campos Albuquerque, ressaltou que “as atividades práticas fazem parte da meta de ações do município, com foco na atualização dos profissionais que atuam na saúde pública”. Durante a oficina, foi apresentado o panorama epidemiológico da hanseníase no município de Janaúba. Os profissionais receberam orientações quanto aos aspectos microbiológicos, sorológicos e também com relação ao teste rápido para a detecção da doença. As referências técnicas das Coordenadorias de Vigilância Epidemiológica e de Saúde da SRS Montes Claros, Siderllany Aparecida Vieira Mendes e Damaris Soares do Carmo; o médico e professor da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), Mariano Fagundes Neto Soares; Karine Suene Ribeiro, doutoranda em ciências da saúde; e Thaís Emanuely de Freitas Teixeira, referência técnica em vigilância epidemiológica de Janaúba, fizeram apresentações sobre o avanço no diagnóstico da hanseníase; tratamento; notificações de casos no Sistema de Informações de Agravos de Notificações (Sinan) e avaliação dermatoneurológica simplificada em hanseníase. (Ascom SES-MG)

Equinox Gold promove seminário sobre segurança de barragens de mineração

BOAS PRÁTICAS – A Mineradora Equinox Gold, que explora a Mineração Riacho dos Machados, realizará seu I Workshop de Segurança de Barragens de Mineração, com a presença de técnicos e autoridades das microrregiões de Grão Mogol, Salinas e Janaúba, principalmente dos secretários municipais de Defesa Social, além da participação de técnicos da Defesa Civil do Governo de Minas. O evento, que faz parte do projeto “Boas Práticas” da Equinox Gold – Mineração Riacho dos Machados e integra as ações de PAEBM do ciclo 2023-2024, será realizado entre os dias 22 e 23 de agosto de 2023, das 8:00 às 17:00 hs, na Câmara de Vereadores de Porteirinha (Av. Dalton Cunha, SN, Vila Kennedy) “O Workshop de Segurança de Barragens tem como propósito capacitar as Coordenações Municipais de Defesas Civis–COMDEC ́s dos municípios das regiões vizinhas ao nosso empreendimento. Para tanto, contaremos com a parceria da empresa Sete e da CEDEC de Minas Gerais”, informou o gerente-geral Herbert Guido Ernesto. Além do investimento empresarial, que implica no desenvolvimento da região em que a empresa está inserida, a presença do empreendimento tem forte viés social, com incentivo a vários projetos em benefício da comunidade, tendo consequência, inclusive, na geração de renda e no estímulo às manifestações culturais do local.

‘Rei da cachaça’ é preso em BH após ser condenado por estuprar adolescentes

Antônio Eustáquio Rodrigues é proprietário das marcas de cachaça Seleta, Boazinha e Saliboa e estava foragido desde junho deste ano Por Clara Mariz EM Antônio Eustáquio Rodrigues, conhecido popularmente como o “Rei da Cachaça”, foi preso na tarde desta sexta-feira (18/8), em Belo Horizonte. Ele estava foragido desde junho deste ano após ser condenado por estupro e estupro de vulnerável. O homem é proprietário das marcas de cachaça Seleta, Boazinha e Saliboa, todas produzidas em Salinas, no Norte de Minas Gerais O empresário deverá cumprir 15 anos de reclusão, em regime fechado. Antônio já havia sido preso durante as investigações, em agosto de 2014, mas foi solto em novembro do mesmo ano após a Justiça acatar o pedido de revogação da prisão temporária acusado de estuprar dois adolescentes, uma menina de 15 anos e um menino de 14 anos. Após a primeira detenção, a Polícia Civil de Minas Gerais recebeu novas denúncias, entre elas mais uma de abuso sexual. Além disso, ele foi acusado de tentativa de homicídio. Na época das investigações, a reportagem do Estado de Minas teve acesso aos depoimentos prestados pelas vítimas. Conforme os documentos, o menino relatou que  estava com a garota, nas proximidades de sua casa, em uma rodovia, na saída de Salinas para a cidade de Rubelita, quando foram abordados por Antônio Ainda segundo o relato da vítima, o  empresário teria convidado os adolescentes para irem até sua fazenda. Ao chegarem na propriedade, Rodrigues “após verificar que não tinha ninguém na fazenda, os chamou para entrarem em casa”. Em seguida, o empresário teria convidado os adolescentes para irem até o quarto da casa e que fizessem uma “massagem pelo seu corpo”. O jovem ainda afirmou que, com medo de ser deixado na fazenda e ser obrigado “a voltar a pé para casa”, ele e a amiga atenderam aos pedidos de contato sexual feitos pelo fazendeiro. De acordo com o Ministério Público, o “Rei da Cachaça” foi condenado por dois estupros e um estupro de vulnerável. Na época em que os crimes vieram à tona, os parentes do “Rei da Cachaça” alegaram que o homem teria “problemas psicológicos e transtorno bipolar”. Em 2014, por meio de nota, a Seleta e Boazinha Indústria Comércio Importação e Exportação Ltda, detentora da marca Seleta, afirmou que Antônio estava afastado das atividades de gestão da empresa desde 2006, por decisão do conselho administrativo, por conta de graves problemas de saúde. A reportagem procurou a empresa novamente, mas até a publicação desta matéria não obteve nenhum retorno. O que diz a lei sobre estupro no Brasil? Código Penal Brasileiro, em seu artigo 213, na redação dada pela Lei  2.015, de 2009, estupro é ”constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso.” No artigo 215 consta a violação sexual mediante fraude. Isso significa ”ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima”

Governo Lula – Novo PAC vai investir R$ 171,9 bilhões em Minas Gerais

Construção  da BR 135 entre Manga e Itacarambi é um dos projetos que será contemplado no programa O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), lança nesta sexta-feira (11), em uma cerimônia no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A iniciativa vai investir R$ 171,9 bilhões em Minas Gerais em obras e serviços. Confira a lista das obras mineiras contempladas pelo Novo PAC: Concessão das rodovias BR-381/MG  entre BH e Governador Valadares; Obras de ampliação e melhorias (trecho João Monlevade a Espírito Santo ) – BR-262 – OGU – Prevista a restauração do trecho e estudo de concessão; Relicitação da BR-262/MG (trecho de Uberaba a Betim); BR-040/495/MG/RJ – RIO – BH – Concessão; BR-040/GO/MG Rota dos Cristais – Concessão; Concessão das BRs 251/MG e BR 116/MG – Concessão; Projeto Hidroagrícola do Jequitaí – Concessão; Pavimentação e implantação da BR-367 (Pavimentação dos trechos Salto da Divisa a Almenara e Virgem da Lapa a Berilo); Adequação, restauração e melhorias da BR-135 (Trecho Manga a Itacarambi) com a construção de 57,41 km; Barragem Rio Gravatá; Pavimentação da BR-352 (Trechos não pavimentados de Patos de Minas a Goiânia). O programa tem objetivo de chegar a R$ 1,7 trilhão em todos os estados do Brasil, selando uma parceria entre parceria entre governo, estados, municípios, setor privado e movimentos sociais. A expectativa é que a maior parte desse montante venha da Petrobras.

Emendas de Ricardo Campos garantem a não extinção dos pequenos cartórios

 Um choque de realidade: a dura situação dos cartórios do interior de Minas Gerais  O deputado estadual Ricardo Campos, acaba de apresentar 3 emendas parlamentares ao substitutivo n° 2 do Projeto de Lei 4.000/2022, que trata dos serviços notariais, como forma de proteger principalmente a população mais pobre que vive em localidades distantes e de difícil acesso. Em meio a debates e discussões sobre a eficiência dos serviços públicos, o tema da permanência dos cartórios instalados nos distritos e municípios mineiros, volta e meia vem à tona na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Fato é que muitos dos parlamentares que discutem a redução dos cartórios desconhecem por completo tanto a realidade da população dos municípios mais carentes do Estado, quanto a realidade dos prestadores desses serviços notariais. São realidades extremas quando comparadas aos cartórios dos grandes centros urbanos. A existência desses estabelecimentos em suas próprias comunidades do interior sempre foi de extrema importância para os habitantes terem acesso ao direito à sua cidadania e participação plena na sociedade, através dos registros, validação de documentos, como certidões de nascimento, casamento, óbito, escrituras, procurações, entre outros. São serviços imprescindíveis em diversas ocasiões da vida de qualquer indivíduo. É importante reconhecer que a ausência de cartórios em distritos e municípios pode acarretar um aumento significativo nas desigualdades sociais. Aqueles que têm recursos financeiros podem deslocar-se para locais mais distantes para buscar tais serviços, enquanto os menos favorecidos acabam excluídos do acesso a documentos e trâmites essenciais. “A distância e a falta de recursos são grandes empecilhos para os moradores dos distritos de pequenos municípios, pois, na sua grande maioria, essas pessoas não possuem dinheiro para viajar para municípios próximos a fim de terem acesso aos cartórios, mesmo que sejam os gratuitos”, lembrou Ricardo Campos. Outro aspecto relevante a ser considerado é o impacto econômico nas regiões onde os cartórios estão localizados. Sua presença contribui para a geração de empregos locais, bem como para o desenvolvimento das áreas circunvizinhas, favorecendo o comércio local e a prestação de serviços complementares. Portanto, é essencial apresentar medidas que assegurem a permanência e ampliação dos cartórios nos distritos e municípios, garantindo o acesso igualitário aos serviços notoriais a toda a população. As emendas apresentadas pelo deputado Ricardo Campos garantirão, de certa forma, essa estabilidade para os cartórios dos distritos mineiros. As emendas de autoria do deputado foram: I – EMENDA GARANTE RENDA MENSAL MÍNIMA AOS INTERINOS DOS CARTÓRIOS Diferentemente dos grandes cartórios, muitos profissionais no interior não possuem garantia de salário, devido ao baixo nível de serviços pagos e ao alto número de serviços gratuitos ali realizados. Ao assegurar uma retirada mensal mínima de R$ 5.000,00 aos interinos designados nos cartórios, a emenda reconhece a importância e responsabilidade associadas ao cargo para responder pelo serviço notarial e de registro do município. II – EMENDA PROPÕE CONVÊNIO COM SERVIÇOS BÁSICOS PARA OS CARTÓRIOS DE MUNICÍPIOS COM MENOS DE 2 MIL HABITANTES Em muitos distritos menores é comum que a oferta de serviços públicos seja limitada ou insuficiente. Ao permitir que o cartório firme convênios com concessionárias de energia, água e telefonia, a emenda busca facilitar o acesso da comunidade a serviços essenciais, melhorando a qualidade de vida dos moradores. Essa possibilidade de estabelecer parcerias com concessionárias já presentes na região poderá otimizar recursos, evitando a duplicação de estruturas e aproveitando a infraestrutura já existente. III – EMENDA TORNA PATRIMÔNIO MATERIAL E IMATERIAL OS CARTÓRIOS DOS DISTRITOS DO INTERIOR DE MINAS GERAIS Os cartórios dos grotões mineiros têm uma longa tradição e estão intrinsecamente ligados à história e à cultura das comunidades locais. Ao declará-los como patrimônio material e imaterial do Estado, Ricardo Campos pretende preservar esses elementos históricos e culturais, além de fortalecer a identidade regional para as futuras gerações. Ricardo ressaltou ainda que “Essas emendas são ações concretas e precisam muito do apoio de toda a população mineira, em especial aquela que faz uso desses pequenos cartórios, e também do apoio de todos profissionais que trabalham direta e indiretamente nesses cartórios.” As emendas apresentadas objetivam incentivar a instalação e manutenção desses estabelecimentos em áreas de maior vulnerabilidade social, através de ações concretas que busquem alcançar uma sociedade mais justa e inclusiva, onde todos os cidadãos, independentemente de sua condição socioeconômica, tenham a oportunidade de exercer seus direitos e cidadania plenamente.

Mulheres indígenas de Minas Gerais realizam seu primeiro encontro estadual

Reunião será do dia 28 a 31 de julho e busca a garantia de uma vida segura e com direitos, dentro e fora dos territórios Por Ana Carolina Vasconcelos | Brasil de Fato MG Para ampliar a união, a solidariedade e o fortalecimento da identidade ancestral feminina, entre os dias 28 e 31 deste mês, acontece o primeiro Encontro Estadual de Mulheres Indígenas de Minas Gerais. A atividade, que também busca o empoderamento e compartilhamento de vivências, será na Aldeia Ibiramã Kiriri do Acré, em Caldas, na região Sul do estado. Organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (Apoinme), o evento também tem o objetivo de preservar a cultura indígena. Por isso, a programação conta com a realização de rituais tradicionais, troca de saberes, atividades de artesanato e danças, que são herança geracional dos povos tradicionais. Giselma Xucuru-Kariri, que faz parte do departamento de mulheres indígenas da Apoinme, conta que a principal expectativa é de que o encontro seja um espaço privilegiado de debate, alinhamento e construção de encaminhamentos para a garantia de uma vida segura e com direitos, dentro e fora dos territórios. “Nós vamos tratar de pautas como a violência contra as mulheres indígenas, as questões da educação, saúde, segurança alimentar, sustentabilidade, desenvolvimento, entre outras. Queremos a garantia dos direitos dentro dos territórios e uma vida segura. Queremos semear e gerar frutos com o encontro”, comenta. Para cumprir com esses objetivos, a atividade terá, além das mesas de debate, uma série de oficinas que permitem a troca entre as mulheres. Ao final, a organização espera criar um canal permanente entre as indígenas de todas as etnias em Minas Gerais. Dessa forma, elas buscam conseguir pautar o reconhecimento e a valorização. “Tem muito tempo que nós não conseguimos sentar juntas e nos ouvir. Nosso espaço precisa ser afirmado, reafirmado, defendido e garantido, para que a gente consiga trabalhar nas bases, junto às nossas lideranças, e ter reconhecimento e valorização”, destaca Giselma. Desafios O encontro acontece em meio a uma série de impasses sobre a implementação do novo marco temporal, aprovado na Câmara dos Deputados e em debate no Supremo Tribunal Federal (STF). A proposta, defendida por ruralistas, é caracterizada como genocida pelos indígenas e por defensores dos povos tradicionais. Se entrar em vigor, a demarcação de terras só deve acontecer quando for comprovado que os indígenas a habitam de forma permanente antes de 5 de outubro de 1988, quando foi promulgada a Constituição Federal. A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) calcula que existam 41 mil indígenas em Minas Gerais, de 20 etnias pertencentes ao tronco linguístico Macro-Jê e Tupi-Guarani. Até abril deste ano, apenas 16 terras foram demarcadas ou estão em processos de demarcação no estado, o que corresponde a menos de 0,2% dos 586.528 quilômetros quadrados do território mineiro. Em entrevista ao Brasil de Fato MG, publicada em junho deste ano, Haroldo Heleno, representante do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), avaliou que, independentemente da situação regulatória das terras, todos os povos que habitam o estado serão impactados negativamente pelo marco temporal. Giselma destaca que, diante desse desafio, o encontro das mulheres indígenas ganha ainda mais relevância. “O marco temporal traz riscos para nós indígenas, principalmente para aqueles que estão com seu território em fase de homologação e demarcação. A luta é resistir e persistir para que a gente consiga garantir o direito de viver em nossos territórios, com a esperança de tempos melhores para todas nós. Acreditamos que vamos sair vitoriosas”, conclui.

Morre o ex-deputado Roberto Mauro Amaral aos 84 anos de idade.

Com base no Norte de Minas, ex-parlamentar também foi superintendente da Codevasf e diretor regional da Sudene. Por Luiz Ribeiro – Estado de Minas O ex-deputado estadual Roberto Amaral, de 84 anos, morreu na manhã desta sexta-feira (21/6), em um hospital de Belo Horizonte, onde estava internado. O velório será realizado neste sábado (22/7), a partir das 9 horas, no saguão da Assembleia Legislativa. O corpo será cremado na capital no mesmo dia. Com base no Norte de Minas, Roberto Amaral exerceu mandato na Assembleia Legislativa no período de 1991 a 1994, retornando à Casa na legislatura seguinte como suplente. Em seu primeiro mandato, filiado ao PTB, foi vice-líder do então governador Hélio Garcia. Em 1994, ele foi o relator do projeto-de-lei, sancionado por Hélio Garcia e que viabilizou a gratuidade do ensino superior na Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), a antiga Fundação Norte Mineira de Superior (FUNM), estadualização pela Constituição Mineira de 1989. Atualmente, a instituição conta com mais de 13 mil alunos matriculados com 11 unidades fora de sua sede nas regiões Norte e Noroeste do estado e no Vale do Jequitinhonha. A Unimontes divulgou nota de pesar, na qual manifesta o reconhecimento ao ex-deputado como “um grande benfeitor do ensino superior público, com elevada contribuição ao desenvolvimento do Norte de Minas e do estado de Minas Gerais”. Natural de Sete Lagoas, Roberto Amaral foi radicado em Montes Claros, onde o pai se destacou como comerciante. Formado em Engenharia Agrônoma pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) foi servidor de carreira do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) e, por 13 anos, foi superintendente regional da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf) em Montes Claros. O ex-parlamentar foi responsável por importantes obras voltadas para o combate à seca no Norte de Minas. No Dnocs, na década de 1960, ele atuou na construção da barragem do Bico da Pedra, no rio Gorutuba, em Janaúba, no Norte de Minas. No comando da Superintendência Regional da Codevasf, liderou a implantação dos projetos de irrigação do Jaíba e Pirapora (nos municípios homônimos), viabilizados com água do Rio São Francisco); e Gorutuba, que aproveita água retirada da barragem do Bico da Pedra, entre os municípios de Janaúba e Nova Porteirinha. Além disso, durante sua gestão na unidade regional de Codevasf, o órgão construiu diversas barragens que garantem o fornecimento de água para o consumo humano, manutenção das criações e para a produção agrícola no Norte de Minas. Entre obras que inaugurou estão as barragens de Itacarambi (município de São João das Missões) e Jiboia (município de São Francisco), Mocambinho (Porteirinha), Sao Domingos, Canabrava e Pedro Jú (municípioi de Francisco Sá). Por um curto período (no final da década de 1990), no segundo mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, exerceu o cargo de diretor regional da Superintenndência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) em Montes Claros. Ainda na gestão de Fernando Henrique, a Sudene foi extinta, sendo “recriada” no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2007. Roberto Amaral deixou a mulher (Neide Peres Amaral) e quatro filhos: Roberto Mauro Filho, Greycielle, Priscila e Ronney.