O Norte de Minas é a região mais quente do país, indica INMET

Das vinte localidades mais quentes, o Norte de Minas entra com 6 cidades – Arinos no noroeste e Araçuaí no Jequitinhonha também estão no ranking * Por Álbano Silveira Machado O INMET – Instituto Nacional de Metereologia informou que o norte de Minas é a região mais quente do país. Das vinte localidades mais quentes do Brasil, seis estão localizadas no norte de Minas. São Romão, com 40,8º , e Montalvânia com 40º ficaram em segundo e terceiro lugar, respectivamente, no ranking das 20 ciades mais quentes do país, nas últimas 24 horas segundo, o INMET. Outras localidades do norte, Jequitinhonha e noroeste também registraram alta temperatura, nesse domingo, dia 03.10.21: Arinos (39,9º), Januária (39,2º), Araçuaí (39,0º), Mocambinho- distrito da Jaíba (38,7º), Pirapora (38,5º) e Salinas 38,5º) . Confira tabela abaixo. O IMET alerta que as situações mais críticas são onde os termômetros ultrapassam os 40º. Para o meteorologista Claudemir de Azevedo, do Inmet, a onda de calor que está atuando nas regiões norte, noroeste, Vale do Jequitinhonha, centro-oeste e Triângulo, proporcionando valores extremos de temperatura, não pode ultrapassar 5ºC a mais que a média que persistem por mais de cinco dias, porque isso gera um risco elevado à saúde humana. Para evitar problemas de saúde, profissionais de saúde recomendam: – o aumento na ingestão de líquidos, – a preferência por ambientes ventilados e sem aglomeração, – aplicação do protetor solar a cada duas horas, – uso de roupas leves para evitar a transpiração excessiva e – prática de atividades físicas ao ar livre antes das 10h e depois das 17h. RANKING DO INMET – Data Referência: 03/10/2021 # CÓDIGO OMM CÓDIGO INMET ESTAÇÃO UF Valor (°C) 1 86767 A724 CORUMBÁ MS 41.1 2 86739 A547 SÃO ROMÃO MG 40.8 3 86693 A526 MONTALVANIA MG 40.0 4 83384 83384 ARINOS MG 39.9 5 86623 A452 FORMOSO DO RIO PRETO BA 39.9 6 83288 83288 BOM JESUS DA LAPA BA 39.7 7 83076 83076 STa. R. DE CASSIA (IBIPETUBA) BA 39.6 8 81868 A311 FLORIANO PI 39.5 9 81794 A335 PIRIPIRI PI 39.4 10 83386 83386 JANUARIA MG 39.2 11 86835 A758 JARDIM MS 39.2 12 83442 83442 ARACUAI MG 39.0 13 86671 A416 CORRENTINA BA 38.8 14 86652 A402 BARREIRAS BA 38.7 15 86705 A901 CUIABÁ MT 38.7 16 86720 A539 MOCAMBINHO MG 38.7 17 86704 A935 PORTO ESTRELA MT 38.7 18 86836 A743 RIO BRILHANTE MS 38.7 19 86759 A545 PIRAPORA MG 38.5 20 83441 83441 SALINAS MG 38.5 Fonte: https://tempo.inmet.gov.br/ValoresExtremos/TMAX * Jornalista e psicólogo
Emater realiza na quarta-feira julgamento do 13º concurso do queijo minas artesanal

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) realiza, em Belo Horizonte, no dia 6 de outubro (quarta-feira), a partir de 9h, o julgamento dos queijos inscritos no 13º Concurso Estadual do Queijo Minas Artesanal. Neste ano, o evento será realizado no Restaurante Escola do Senac Minas. A comissão organizadora recebeu inscrições de oito regiões caracterizadas como produtoras do Queijo Minas Artesanal (Araxá, Campo das Vertentes, Canastra, Cerrado, Serras da Ibitipoca, Serra do Salitre, Serro e Triângulo Mineiro). Foram inscritos também queijos dos municípios de São João Evangelista, Guanhães, Entre Rio de Minas e Porteirinha, que estão fora das regiões caracterizadas, mas todos são registrados junto ao Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). No total, serão 133 queijos concorrentes ao título de melhor de Minas em 2021. O julgamento, neste ano, devido à pandemia de Covid-19, não será aberto ao público. Participarão apenas a equipe técnica e os jurados. A competição será realizada em duas fases, no mesmo dia. Na etapa regional, a partir de 9 horas, serão avaliados, separadamente, por região, todos os queijos inscritos. Após a avaliação dos jurados, serão classificados os cinco queijos com maior pontuação de cada grupo, que serão então avaliados na etapa estadual. Desta vez, concorrerão juntos os queijos de todas as regiões classificados na etapa anterior. O que receber maior pontuação será o grande vencedor estadual. O júri técnico é formado por estudiosos da produção queijeira e por profissionais com ampla experiência na área. Os quesitos de avaliação incluem apresentação, cor, textura, aroma, consistência e, claro, sabor. O resultado do concurso será anunciado no dia 20 de outubro, em solenidade on-line transmitida pelo canal do YouTube da Emater-MG, a partir das 10 horas. Tradição O Queijo Minas Artesanal mantém, há séculos, as características de produção artesanal, predominantemente a partir de mão de obra familiar, com produção em baixa escala. É produzido a partir de leite de vaca cru (a legislação não permite que seja usado leite pasteurizado), com utilização de coalho, sal e um ingrediente fundamental, que é o pingo (soro fermentado recolhido após a segunda salga da produção do dia anterior). A iguaria, além de seu sabor especial, se destaca por ser um dos representantes mais típicos da história mineira, com seu modo de preparo sendo passado entre gerações. O modo artesanal da fabricação foi registrado como patrimônio cultural imaterial brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O Concurso Estadual do Queijo Minas Artesanal é promovido pelo Governo de Minas, por meio da Emater-MG, vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). De acordo com a coordenadora estadual da Emater-MG Maria Edinice Soares, o objetivo é estimular a melhoria da qualidade dos queijos, promover a divulgação entre consumidores e incentivar a legalização de queijarias. “Para os produtores, é um reconhecimento de todo o esforço de produzir um queijo de qualidade. Assim, ele passa a ser mais conhecido e pode conseguir maior agregação de valor ao produto”, destaca a especialista. Como parte de suas ações para a melhoria da qualidade do queijo, a Emater-MG presta assistência técnica aos produtores, desde o manejo das vacas leiteiras, com as boas práticas agropecuárias, até o processo de instalação de queijarias e fabricação do produto final. (Portal Emater)
BNB prevê aplicação de R$ 1,3 bilhão do FNE no Norte de Minas em 2022

O Banco do Nordeste realizou hoje, em transmissão no seu canal no YouTube, reunião para apresentar a proposta da Programação FNE 2022, documento que norteia a aplicação anual dos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) para o ano que vem. A previsão orçamentária, sujeita a revisão até o final do exercício, indica a aplicação de R$ 1,32 bilhão em Minas Gerais. O orçamento global do FNE é de R$ 26,6 bilhões para o ano na área de atuação do BNB. O montante projetado para o estado prevê a seguinte distribuição por setor: R$ 372,5 milhões para pecuária, R$ 260,0 milhões para comércio e serviços, R$ 220,0 milhões para indústria, R$ 175,5 milhões para agricultura, R$ 18,9 milhões para agroindústria, R$ 13,1 milhões para pessoas físicas e R$ 10,1 milhões para o turismo. Os recursos para investimentos em infraestrutura ainda somam R$ 250 milhões. Um dos destaques da programação projetada para o ano que vem é a reserva de R$ 7,43 bilhões para investimentos em projetos de energia sustentável no Nordeste, Norte de Minas e do Espírito Santo, que favoreçam o enfrentamento da atual crise hídrica e energética a partir do desenvolvimento do potencial da Região para geração de energia eólica e solar. O orçamento previsto para o próximo ano traz um aporte de recursos 10,37% maior que os estabelecidos na programação do presente exercício, que trabalha com o montante de R$ 24,1 bilhões. Os valores projetados são passíveis de ajustes, a partir da apreciação e aprovação pelo Conselho Deliberativo da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste, com o propósito de atender necessidades determinadas por contextos econômicos e demandas dos setores produtivos. O montante global projetado para 2022 prevê investimentos pelo BNB da ordem de R$ 5,9 bilhões para o setor de comércio e serviços, R$ 3,8 bilhões para pecuária, R$ 3,8 bilhões para agricultura, R$ 2,6 bilhões para indústria, R$ 551,1 milhões para turismo, R$ 349,2 milhões para agroindústria e R$ 165 milhões para negócios com pessoa física, além de R$ 9,1 bilhões para projetos de infraestrutura. Metodologia participativa A construção da programação anual do FNE é orientada por metodologia participativa, elaborada sob a coordenação do Banco do Nordeste e em diálogo com o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), Sudene, representantes de governos estaduais e municipais e representantes do setor produtivo. As reuniões para elaboração da Programação FNE 2022 foram iniciadas em junho, com encontros presenciais e on-line, para contemplar contribuições dos diversos atores de todos os estados que integram a área de atuação da Sudene. A distribuição dos valores projetados por estado, setores econômicos e portes de empreendimentos já foram apreciados pelos parceiros e o texto elaborado dará origem ao Plano de Aplicação Regional, a ser encaminhado ao MDR e à Sudene até 30 de outubro. Os recursos do FNE constituem uma fonte de financiamento a atividades produtivas conduzidas na área de atuação da Sudene, por meio de investimentos de longo prazo, oferta de capital de giro e custeio. Também são beneficiados estudantes atendidos pelo Programa de Financiamento Estudantil (P-Fies) e pessoas físicas que investem em mini e microgeração de energia fotovoltaica. Por orientação legal, os recursos do Fundo beneficiam prioritariamente empreendimentos de pequeno porte localizados em espaços considerados prioritários à Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR), a exemplo do Semiárido nordestino, além de seguir as diretrizes de aplicação constantes no Plano Regional e Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE). A reunião teve a presença do presidente do BNB, Romildo Rolim; o superintendente de Supervisão da rede de agências do BNB, Luiz Abel; o superintendente de Políticas de Desenvolvimento Sustentável do BNB, Henrique Tinoco; o diretor do Departamento de Instrumentos Financeiros e Inovação do MDR, Diego Antonio Link; a secretária de Fomento e Parceria com o Setor Privado, Veronica Sánchez; o diretor da Sudene, Raimundo Gomes de Matos; a presidente da Câmara Setorial de Turismo e Eventos do Ceará, Anya Ribeiro e; o coordenador executivo de projetos especiais da Secretaria de Planejamento do Estado da Bahia, Antônio Alberto Valença.
Congresso aprova R$ 20 mi para obras na BR-135, entre Manga e Itacarambi

O Congresso Nacional aprovou recurso de R$ 20 milhões para dar início à pavimentação de um trecho rodoviário na BR-135, entre os municípios de Itacarambi, São João das Missões e Manga, de aproximadamente 48 km. “Esse é um sonho antigo da região Norte de Minas que ajudamos a viabilizar. Estive pessoalmente, por diversas vezes, nos ministérios da Infraestrutura e da Casa Civil para assegurar o recurso para essa obra”, assinalou Alexandre Silveira, diretor da Presidência do Senado e suplente de senador. “Estive pessoalmente com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, que se comprometeu em licitar a obra”, acrescentou Silveira, que ressaltou também o empenho pessoal do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, para ajudar a viabilizar o recurso no orçamento. A BR-135 estende-se por 2.432 km, fazendo a ligação do Norte com o Sul do país. Mas a partir de Manga, no Norte de Minas, até o município de Itacarambi, a rodovia está sem pavimentação nesse trecho de cerca de 48 km. Os R$ 20 milhões assegurados pelo Congresso vão possibilitar o início das obras. “Estamos reparando uma injustiça que sucessivos governos vêm cometendo com o Norte do Estado, em especial nesse trecho da rodovia 135 que está sem pavimentação. O asfalto é fundamental para o desenvolvimento econômico e social da região e vai proporcionar mais segurança para quem tem que transitar por esse trecho diariamente, inclusive estudantes”, destacou Alexandre Silveira. A aprovação do recurso para o início da obra de pavimentação da BR-135 teve o apoio de toda a bancada mineira no Congresso, em especial dos deputados federais e estaduais da região Norte do Estado. O deputado Gil Pereira parabenizou Alexandre Silveira pela sua atuação à frente da diretoria da Presidência do Senado, pois tem viabilizado, juntamente com o presidente Rodrigo Pacheco, importantes recursos para a região Norte do Estado de Minas Gerais, tirando do papel demandas de décadas que geram entraves ao desenvolvimento. “Com o senador Rodrigo Pacheco e Alexandre Silveira estamos tendo voz e vez no Senado Federal, acrescentou o deputado Gil Pereira. Jornal Gazeta
Turismo funcionará como um elo em todo o território mineiro

O turismo rural funcionará como um elo que permeia todo o território de Minas Gerais e nos liga enquanto mineiros em torno de uma identidade comum. Ao atrair turistas a uma localidade, os benefícios se estendem à cadeia do comércio, podem fomentar também a ampliação da rede hoteleira e outros setores. Estamos em fase de elaboração de um estudo com o BDMG para que seja criado um programa específico para o desenvolvimento do turismo rural com investimento no setor”, pontuou o secretário de Cultura e Turismo. CIRCUITO – A inclusão de Araxá no Circuito Turístico Nascentes das Gerais e Canastra permite que o município receba recursos estaduais e federais para aplicação no turismo, como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) Turístico. Uma parcela de recursos arrecadados no Estado é destinada aos municípios participantes dos circuitos turísticos, para investimentos em gestão de atividades no setor e preservação do patrimônio cultural. A Emater-MG mantém um programa de orientação aos produtores de queijo Minas Artesanal, com o objetivo de garantir a qualidade sanitária do produto. Atualmente, 17 queijarias em uma das regiões do Estado e já são regularizadas junto ao Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), e oito já têm o Selo Arte, que permite a comercialização do queijo em todo o território nacional. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Minas Gerais é o Estado brasileiro com melhor desempenho no turismo, entre maio e junho deste ano. A Pesquisa Mensal de Serviços, realizada pelo instituto, mostra crescimento de 19,7% nas atividades do setor, no período, enquanto a média nacional foi de 11,9%. Em relação às receitas, Minas também ocupa a liderança, com arrecadação de mais 26% em junho, em relação ao mês anterior. Na média nacional, a receita com o turismo aumentou 6,2%.
Mutirão “Direito a Ter Pai” terá a participação de seis cidades do Norte de Minas

A Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG) está com inscrições abertas para o Mutirão “Direito a Ter Pai 2021”. Esta é a 9ª edição estadual do mutirão de reconhecimento de paternidade/maternidade, promovido anualmente pela DPMG. Todo o serviço é gratuito e contempla exames de DNA e reconhecimento espontâneo de paternidade e maternidade. Belo Horizonte e mais 55 unidades no interior do Estado participam da iniciativa. Do Norte de Minas, participam do mutirão as cidades de Montes Claros, Francisco Sá, Janaúba, Januária, Pirapora e São João da Ponte. Devido à pandemia de covid-19, em algumas unidades as inscrições e o atendimento do mutirão serão realizados de forma remota e, em outras, presencialmente. Quem quiser participar deve ficar atento ao período de inscrição, que vai de 20/9 a 22/ 10. Os solicitantes deverão comprovar a ausência do nome do pai ou da mãe na certidão de nascimento. A documentação necessária deve ser enviada diretamente para a unidade da DPMG da cidade do interessado, pelos canais digitais ou presencialmente, conforme disponibilizado por cada unidade. São exigidos os seguintes documentos: certidão de nascimento daquele que pretende ser reconhecido, sem o nome do pai ou da mãe na certidão de nascimento; documento pessoal com foto; comprovante de endereço; documento pessoal do representante legal, no caso de requerente menor; nome, número de telefone e endereço do suposto pai. EXAME DE DNA – Nos casos em que será necessário o exame de DNA, a coleta será realizada nos laboratórios indicados pela DPMG. A marcação será feita pela própria Defensoria, com os devidos cuidados, em horários espaçados e pré-determinados, para respeitar a distância social imposta pela pandemia de covid-19. Ao se inscrever para fazer o exame, a pessoa que pretende ser reconhecida ou seu representante legal (no caso de menores de idade) deverá informar o nome, número de telefone e endereço do suposto pai. A Defensoria Pública entrará em contato para convidar o suposto pai para participar do Mutirão e informando o dia, horário e endereço do laboratório onde será feito o exame de DNA. O suposto pai também pode solicitar a realização do exame. Nesse caso, deverá ser informado o nome, endereço e telefone do suposto filho para que a DPMG possa entrar em contato com ele, convidando-o a participar do mutirão. ESPONTANEIDADE – O suposto pai que deseja reconhecer espontaneamente o filho também pode fazer a inscrição para participar do mutirão. Nesse caso, ele deverá informar o nome da pessoa que deseja reconhecer, número de telefone e endereço. Para aqueles que quiserem fazer o reconhecimento espontâneo, as partes (pai ou mãe e filhos) também devem enviar a documentação. A Defensoria Pública marcará uma sessão de conciliação entre eles e uma defensora ou defensor público. Na sessão, o defensor ou defensora elaborará o Termo de Reconhecimento e tomará as providências para a averbação da certidão de nascimento do filho com a inclusão da informação quanto à identidade do pai ou da mãe.
Programa Jovem no Campo em Ubaí foca na Olericultura – Por Ricardo Guimarães*

O Programa Jovem no Campo está capacitando adolescentes da cidade de Ubaí para atuação na olericultura, área da horticultura que abrange a produção de hortaliças. Dividido por módulos, o primeiro contato dos alunos foi com o levantamento dos canteiros e viveiros que receberão as primeiras mudas, instalados na área externa de uma escola estadual da cidade. Com a capacitação, os jovens poderão aprender todos os processos de produção de hortaliças, até a fase de comercialização dos produtos. “No próximo mês, vamos retornar com o controle de pragas e doenças, e integração dos manejos. Depois vamos abordar colheita e pós-colheita, explicando sobre processo de avaliação para o ponto de colheita, seleção e higienização dos alimentos. Por fim, a parte do empreendedorismo, para estes jovens conseguirem comercializar seus produtos”, explicou o instrutor Ronny Alex Araújo. O programa, desenvolvido pelo Sistema FAEMG/SENAR/INAES, visa contribuir com a inserção do jovem no mercado de trabalho rural, com foco nas oportunidades locais e regionais. “A preocupação com os jovens que tem vocação com o meio rural é uma prioridade, fomentando conhecimentos e geração de renda para os jovens e seus familiares”, destaca o gerente regional em Montes Claros, Dirceu Martins. Mirtes Viviane Pereira da Silva mora na Comunidade Rural de Veloslândia. Recém-formada no ensino médio e no primeiro ano de um curso técnico em administração, ela vê na atividade uma oportunidade de renda extra e também a chance de iniciar uma carreira profissional sem precisar sair de Ubaí. “O programa tem sido muito bom, especialmente para nós jovens, porque aqui na comunidade não temos muitas opções de trabalho. Temos a chance de nos estabilizarmos aqui na zona rural, e o curso vai ajudar muito. Tenho uma pequena horta em casa, para consumo familiar. Já cheguei a vender, mas agora quero aproveitar para trabalhar de fato com isso, expandir mais”. Com os irmãos trabalhando em Uberlândia, a jovem, de 18 anos, mora com o pai, que está impossibilitado de trabalhar. É Mirtes quem cuida da maior parte das finanças da casa, se dividindo entre pequenos serviços e o trabalho como manicure, sem ter um valor fixo no fim do mês. Ela espera tirar o máximo de aprendizado do Programa Jovem no Campo para crescer profissionalmente. “Aprendi muitas coisas. Já mexo e tenho plantio de hortaliças. Agora é aprender a fazer de uma maneira mais correta. Espero que me dê uma estabilidade e segurança maior”. Jovens produtores O espírito empreendedor de Mirtes é o que o programa espera alcançar. Para isso é preciso um trabalho pontual com os jovens, para que eles vejam na atividade rural um meio de melhorar a qualidade de vida, como explica Ronny Alex. “Não é fácil, é desafiador atuar com os adolescentes, mas eles têm potencial e estão sempre motivados. Ter o jovem no campo é muito importante, porque a mão de obra qualificada está cada vez mais escassa. Quando pego uma turma como essa, de jovens, com a aluna mais velha tendo somente 24 anos, me deixa com os olhos brilhando. Eles não precisam, e não devem trabalhar só como os pais trabalhavam. Precisam agregar novos conhecimentos. E o nosso trabalho é mostrar que é possível ter retorno e tornar a atividade sustentável, e com isso eles vão melhorar a qualidade de vida, empreender e também ajudar os pais”. Ainda no ensino médio, Deivid Marques da Fonseca, de 17 anos, almeja trabalhar com alimentação no futuro. Ele viu no curso de olericultura uma oportunidade de ter um primeiro contato com técnicas para plantio e manejo das hortaliças. “Procurei o curso para ajudar minha mãe, que planta alguns alimentos e quer começar a vender, e também para ser uma base para o meu futuro. Vejo como uma boa oportunidade para os jovens atuarem no campo, já que a maioria precisa sair da cidade para conseguir emprego fora”. Ricardo Guimarães é jornalista e assessor de comunicação do escritório regional do Senar
Norte de Minas registra seis casos da variante Delta

Avanço da cepa indiana exige ampliação na vacinação, principalmente da segunda dose Minas Gerais já registra mais de cem casos da variante Delta, distribuídos, principalmente, nas regiões Centro, Sudeste, Leste do Sul e Noroeste, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (26) pelo secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti. “Dentro das 200 amostras semanais avaliadas, por meio de estudos genômicos, ela já aparece na maior parte delas, ou seja, é a variante predominante no Estado”, afirma o secretário. No Norte de Minas, das 220 amostras genotipadas, seis confirmaram presença da Delta. São duas em Montes Claros (uma já com a confirmação final), duas em Claro dos Poções, uma em Mirabela e outra em Porteirinha. O avanço da cepa indiana torna a ampliação da vacinação ainda mais determinante para proteger a população, principalmente a segunda dose. Além disso, destaca o secretário, é preciso que os mineiros continuem a aplicar as medidas sanitárias, como uso de máscara, do álcool em gel e do distanciamento social. TERCEIRA DOSE Também em função da Delta, o Estado confirmou que Minas vai começar, ainda em setembro, a aplicação da dose de reforço da vacina contra a Covid-19. O esquema vacinal será feito com um imunizante diferente do que foi administrado anteriormente e, neste primeiro momento, a terceira dose será destinada para a população idosa e pessoas com baixa imunidade. “Em Minas, daremos início, no próximo mês, à aplicação das doses de reforço nos idosos, acima de 80 anos, e pessoas imunossuprimidas. E, depois, vamos avançando para as idades e grupos vacinados há mais tempo”, disse Baccheretti. ESTRATÉGIA O secretário ressaltou que serão utilizadas três plataformas diferentes para a terceira dose, sendo uma da Coronavac, uma da Pfizer e uma da AstraZeneca e Janssen. “Ou seja, quem completou o esquema vacinal com a CoronaVac, receberá a 3ª dose da Pfizer, Astrazeneca ou Jansen”, explicou. O cenário em território mineiro mostra que, pela primeira vez, nas últimas semanas, foram registrados menos de cem óbitos às quintas-feiras. O dado demonstra uma queda nos casos de internações em decorrência da doença e, consequentemente, no número de mortes. A tendência de queda permanece mesmo com a circulação da variante Delta em todas as regiões.
Justiça cassa mandato do prefeito de São Romão e presidente do Cisrun, Marcelo Meireles

O Juiz da Comarca de São Romão, Eliseu Silva, cassou os mandatos de Prefeito e Vice-Prefeito do Município de São Romão, Marcelo Meireles de Mendonça e Leonardo Vasconcelos Ribeiro, no norte de Minas Gerais, por terem praticados captação de sufrágio no curso da campanha eleitoral. A sentença, que foi publicada no dia 26/8, cabe recurso. Segundo a denúncia, o prefeito prometia tratamento fora do domicílio para a população indevidamente, segundo as gravações apresentadas pelo denunciante, onde o prefeito fala que para os amigos ele dava o valor que queria. E para o povo um valor mínimo, e que a Secretária de Saúde não resolvia e nem mandava nada. O uso indevido dos TFDs, pode ter interferido no resultado das eleições em São Romão, que foram decididas com quantidade mínima, 48,64% para Marcelo Meireles e 47,62% Allan do Sax.. Leia aqui a sentença do juiz Eliseu Silva, de São Romão Cisrun Marcelo Meireles de Mendonça também foi eleito presidente do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência do Norte de Minas (Cisrun). Ele venceu o prefeito de Claro dos Poções, Norberto Marcelino, por 36 votos a 23.
Enquanto o Exército torra milhões com churrascadas, população do semiárido é ignorada

SOBRA DINHEIRO PARA O LEITE CONDENSADO, PICANHA E CERVEJA, MAS FALTA PARA A ÁGUA! Em plena seca no semiárido mineiro, o Exército anunciou que vai interromper o programa Operação-Pipa, que leva água para o Vale do Jequitinhonha e Norte de Minas, há 20 anos. A justificativa do cancelamento é falta de dinheiro. Mas para os supérfluos como vinho, chiclete, leite condensado, pizza e refrigerantes, o dinheiro não falta, pelo contrário: já supera R$ 1,8 bilhão para os cofres públicos. Exército vai cortar distribuição de água no semiárido de Minas Gerais em plena seca Os caminhões-pipa atendem principalmente comunidades afastadas das sedes dos municípios Exatamente num momento de forte seca, o Exército Brasileiro vai cortar o fornecimento de água potável por caminhões-pipa para municípios do Vale do Jequitinhonha e do norte de Minas Gerais -regiões que fazem parte do chamado semiárido do estado e que já sofrem normalmente com a falta d’água. Em Minas 127 municípios já decretaram estado de emergência este ano por conta da seca, todos localizados ou na região norte ou nos vales do Jequitinhonha e do Mucuri, segundo dados desta quarta-feira (25). Há quatro meses, no fim de abril, 74 cidades estavam nessa situação. Prefeitos receberam um comunicado, ao qual a Folha de S.Paulo teve acesso, emitido pelo 55º Batalhão de Infantaria do Exército, baseado em Montes Claros, uma das principais cidades do norte de Minas, informando sobre a suspensão do fornecimento de água. Os caminhões-pipa atendem principalmente comunidades afastadas das sedes dos municípios. O documento, de caráter urgentíssimo, é assinado pelo comandante do batalhão, o coronel Hidelgard Borba de Vasconcelos. A justificativa do cancelamento é falta de dinheiro. O texto de 12 de agosto afirma que a paralisação no fornecimento do serviço ocorrerá em a partir de 20 de setembro -o Exército disse que o serviço continuará suspenso até dezembro. O programa de distribuição de água potável do Exército, batizado de Operação-Pipa, foi criado há mais de 20 anos e chega a nove estados: além de Minas Gerais, atende ainda a Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Em Minas, conforme informações do site do Exército, cinco municípios participam do programa, sendo que todos estão entre os que já decretaram estado de emergência pela falta d’água. A lista inclui Espinosa, Francisco Sá, Jaíba e Manga (na região norte) e Itaobim (no Vale do Jequitinhonha). Ao todo, 13 veículos participavam da distribuição de água na região, que beneficiava uma população de 11.916 moradores. “Não sei o que vou fazer. A prefeitura não tem estrutura para levar essa água às comunidades”, afirma o prefeito de Manga, Anastácio Guedes Saraiva (PT). No município, segundo o Exército, 4.592 pessoas dependem dos caminhões-pipa. O prefeito afirma que está tentando reunir outros chefes do Poder Executivo das cidades que terão o fornecimento de água suspenso para pressionar os militares a manterem as entregas. O comunicado sobre o fim do serviço já foi feito também à prefeitura de Espinosa, onde, ainda segundo o Exército, a água dos caminhões-pipa atendem a 1.970 pessoas. TUDO SECO O cenário de falta d’água no semiárido mineiro piora a cada ano, afirma Paulo Sérgio Vieira Magalhães, presidente da Associação de Moradores da Comunidade de Palmito, no município de Montes Claros, que também já declarou situação de emergência pela seca. A comunidade, onde moram cem famílias, é atendida por dois rios, o Ressaca e o das Irmãs. O problema é que nenhum deles é perene -ou seja, a água só corre no período das chuvas, que cada vez é menor, segundo Magalhães. “Não tem chovido. Com isso, os rios não seguram mais água. Há dez anos encerrava-se o período de chuvas e eles corriam até agosto. Atualmente chove e nenhum dura mais que dois meses”, relata. O período normal de chuvas na região começa em outubro e vai até março. Outro problema que vem sendo enfrentado pela população é em relação aos poços artesianos, que também estão secando. “As famílias dependem exclusivamente dos caminhões-pipa”, diz o representante dos moradores de Palmital. Em relação à comunidade, no entanto, o fornecimento de água via caminhões-pipa é feito pela prefeitura de Montes Claros que mantém o fornecimento sem interrupções. No entanto, a água é repassada para consumo humano. Animais domésticos também a usam, mas plantações, por exemplo, ficam prejudicadas. “Quando os rios corriam por mais tempo, bombas retiravam água e levavam para irrigar hortas, por exemplo”, afirma Magalhães. EXÉRCITO DIZ QUE CUIDA APENAS DA EXECUÇÃO DO PROGRAMA A reportagem entrou em contato com o Exército para saber sua posição sobre o fim do fornecimento de água potável via caminhões-pipa em cidades do semiárido de Minas. Em nota, os militares afirmaram que a Operação-Pipa foi criada por uma cooperação técnica e financeira entre os ministérios do Desenvolvimento Regional e da Defesa. “O seu objetivo principal é promover o abastecimento de água potável para o consumo humano na região do Nordeste e no norte de Minas Gerais. Nesse contexto, o Exército Brasileiro é responsável apenas pelas ações que envolvem a execução das Operações”. Também em nota, o Ministério do Desenvolvimento Regional afirma que há recursos suficientes para manter a operação apenas até o final do mês de agosto, “quando o montante aprovado na Lei Orçamentária Anual (LOA) 2021 será utilizado em sua integralidade”. O texto diz ainda que a pasta “busca alternativas no âmbito do Governo Federal para garantir a execução da Operação e evitar prejuízos”. Segundo a pasta, os valores repassados a cada ano para o programa mudam dependendo das demandas dos municípios, “respaldadas no reconhecimento federal da situação de emergência por seca ou estiagem -que tem relação com a sazonalidade climática (ocorrência de chuvas)”. Em junho, o valor repassado foi de R$ 55,3 milhões. O Ministério da Defesa ainda não se posicionou sobre o corte no fornecimento de água para as cidades do semiárido mineiro. Com Jornal O Tempo