Temer quer colocar os caminhoneiros no xilindró, se a greve continuar

GOVERNO AMEAÇA PRENDER CAMINHONEIROS E PODE PIORAR AINDA MAIS A SITUAÇÃO – O governo segue acumulando sucessão inédita de erros na condução da greve dos caminhoneiros, que entra em seu 9º dia. Sem conseguir pôr fim à greve, o governo tensiona o quadro mais uma vez e passa pela terceira fase de terceirização de responsabilidade. Primeiro, desovou fakenews nos jornais (anunciando o fim da greve), depois convocou o exército e, frustradas as tentativas, chamou a Polícia Federal, que está sendo pressionada a prender os caminhoneiros que se recusarem a encerrar a mobilização. “Sem conseguir acabar com a greve dos caminhoneiros, o governo Michel Temer pressiona a Polícia Federal a acelerar investigações e prender suspeitos de dar suporte ilegal ao movimento. A ofensiva atípica em cima da PF ignora o fato de os inquéritos serem sigilosos e estarem em fase inicial e se dá em meio a diversas tentativas frustradas de interromper a paralisação. Em reunião no Palácio do Planalto, o diretor-geral da polícia, Rogério Galloro, chegou a ter de fazer uma explicação básica de como as prisões ocorrem no Brasil (…) A explanação se deu como resposta a diversas cobranças feitas durante uma das reuniões do fim de semana, de que as detenções seriam importantes para colocar fim na mobilização. À cúpula do governo, Galloro esclareceu que isso só pode acontecer em casos de flagrante ou com ordem judicial.” Leia mais aqui.
COMPRADOR DO TRIPLEX JÁ FOI CONDENADO EM FRAUDE LIGADA AO PSDB

Fernando Gontijo, um dos compradores do triplex atribuído a Lula, é bandido notório e processado por fraudar licitações. O seu sócio é um primo do presidenciável Alkmin. É tudo uma farsa, montada para denegrir a imagem do Lula, liderado pelo juizeco Moro O “empresário” Fernando Gontijo, que arrematou no último momento, por R$ 2,2 milhões, o triplex do Guarujá cuja propriedade foi atribuída, sem provas, ao ex-presidente Lula, foi condenado por improbidade no âmbito da Operação Confraria, deflagrada contra fraudes em licitações na Prefeitura de João Pessoa. Gontijo e outros oito sentenciados – entre eles, o ex-governador do Estado e ex-prefeito de João Pessoa Cícero de Lucena Filho (PSDB), devem pagar multa de R$ 852 mil, por superfaturamento de obras públicas de infraestrutura bancadas com dinheiro de convênios entre a União e a Prefeitura. Entre os projetos superfaturados, estão infraestruturas hídricas para comunidades ribeirinhas, dragagem e urbanização da Lagoa João Chagas e a dragagem do Rio Jaguaribe. Na ação, Fernando é apontado como representante da Via Engenharia em uma licitação que teria sido fraudada. Ele recorre da decisão ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região. A Via Engenharia tem uma história mais irônica: está citada na Lava Jato, como se vê na matéria do Metrópoles: Fundada em Brasília na década de 1980, a empreiteira candanga é citada pelo delator Marcos Pereira Berti, diretor da Toyo Setal, como integrante de um grupo intermediário — uma espécie de Segunda Divisão — do chamado “Clube VIP” de construtoras que comandavam as fraudes em licitações da petroleira. As informações do executivo fazem parte de uma ação civil pública por improbidade administrativa apresentada, em 30 de maio, à 5ª Vara Federal de Curitiba. Assinam o documento a Advocacia-Geral da União (AGU), a Procuradoria da União no Paraná, o Grupo Permanente de Atuação Proativa da AGU e a Força-Tarefa da Lava Jato. O inquérito de 161 páginas ao qual o Metrópoles teve acesso acusa nove réus e sete empreiteiras de improbidade administrativa. São eles: os ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa, Renato Duque e Pedro Barusco Filho; o doleiro Alberto Youssef; os executivos da OAS José Aldemário Pinheiro Filho (conhecido como Leo Pinheiro), Agenor Franklin Magalhães Medeiros, Mateus Coutinho de Sá Oliveira, José Ricardo Nogueira Breghirolli e Fernando Augusto Stremel Andrade. As empresas são a OAS S/A, a Construtora OAS Ltda., a Coesa Engenharia Ltda., a Construtora Norberto Odebrecht, a Odebrecht Plantas Industriais e Participações S.A., a Odebrecht S.A. e a UTC Engenharia S/A. A ação civil pública, assinada por oito advogados da União, pede que os réus devolvam aos cofres públicos R$ 12 bilhões. (…) Apesar da negativa da empresa, outro delator da Lava Jato, o presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, coloca sob suspeição uma das mais suntuosas obras da Via Engenharia. Segundo o executivo, o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha é uma das construções em que houve sobrepreço para o pagamento de propinas e abastecimento de campanhas eleitorais. A arena, erguida pelo consórcio formado entre a Andrade Gutierrez e a Via Engenharia, tem custo estimado em R$ 1,7 bilhão — o maior valor entre as 12 praças desportivas construídas para a Copa do Mundo de 2014. A cifra, entretanto, pode chegar a R$ 1,9 bilhão graças a um último contrato adicional, que ainda está ativo, referente a intervenções ao redor da praça desportiva que até hoje não foram executadas. A Andrade Gutierrez confessou integrar o esquema para conseguir obras federais, incluindo estádios construídos para o Mundial. O caso veio à tona em novembro de 2015. Na ocasião, a Via Engenharianegou irregularidades à reportagem e afirmou “desconhecer as relações de outras empresas nos respectivos contratos com o governo”. Além do Mané Garrincha, a Via Engenharia assina obras emblemáticas de Brasília, como as sedes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da Câmara Legislativa e o Shopping Popular.
Ditadura militar mandou executar opositores, diz documento da CIA
O serviço secreto dos Estados Unidos, a CIA, divulgou documento de 1974 revelando que a ditadura militar (1964-985) mandou executar sumariamente opositores do regime. Segundo o órgão norte-americano, o ditador Ernesto Geisel (1974-1979) teria ordenado o então chefe do SNI (Serviço Nacional de Inteligência), chefiado pelo general João Baptista Figueiredo, a continuar com as execuções sumárias. Sucessor de Geisel, Figueiredo foi ditador do Brasil entre 1979 e 1985, quando caiu o regime de exceção após as memoráveis manifestações pelas Diretas Já. De acordo com o documento da CIA, até a ordem de Gleisi, em 1974, o temido Centro de Informação do Exército (CIE) já havia assassinado sumariamente 104 opositores. Nunca é demais lembrar que a velha mídia brasileira, mormente a Folha e a Globo, apoiaram a ditadura militar que ceifou centenas e de vidas e castrou politicamente várias gerações. Agora a história vai se repetindo com o golpe de Estado de 2016 e a prisão política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No golpe militar de 1964 o pretexto dos militares era o combate ao comunismo. Em 2016, o pretexto de parlamentares corruptos para dar o golpe foi o combate à corrupção. Em ambos os casos, a luta era simplesmente pelo poder. Relatório da CIA revela crimes da ditadura militar brasileira O ex-presidente do Brasil Ernesto Geisel, que governou o país entre 1974 e 1979, autorizou que o Centro de Inteligência do Exército (CIE) desse continuidade à “política de execuções sumárias” adotadas durante o governo de Emílio Garrastazu Médici, centralizando a coordenação das ações no Palácio do Planalto, via Serviço Nacional de Informações (SNI). A informação foi divulgada em um memorando da CIA recentemente tornado público. O documento foi encontrado pelo pelo professor de Relações Internacionais da FGV Matias Spektor. O relatório, enviado em abril de 1974 por William Egan Colbim, diretor da CIA entre 1973 e 1976, para o então secretário de Estado dos EUA, Henry Kissinger, descreve o encontro entre Geisel, que havia acabado de assumir a presidência (em 15.mar.1974), os generais Milton Tavares de Souza e Confúcio Danton de Paula Avelino – respectivamente o ex-chefe e o novo chefe do CIE–, e o general João Baptista Figueiredo, então chefe do SNI, que mais tarde também se tornaria presidente. Durante a reunião, segundo o memorando, o general Milton expôs o trabalho feito pelo CIE durante o governo Médici, destacando os métodos adotados para conter o que chamou de “ameaça subversiva”, em referência aos grupos de resistência política que atuaram no Brasil durante a ditadura. O grupo informa que cerca de 104 pessoas consideradas subversivas haviam sido executadas sumariamente pelo CIE durante o último ano de administração Médici. Milton e Figueiredo advertem a Geisel que essa política “deve ter continuidade” e pedem sua permissão. Segundo o documento, Geisel afirma que a medida possuía “aspectos potencialmente prejudiciais” e pede um fim de semana para refletir. Em primeiro de abril, Geisel concede permissão para continuar com as execuções, mas pediu que “apenas subversivos perigosos” fossem mortos. Além disso, Geisel afirmou que os assassinatos só deveriam ocorrer após Figueiredo aprovar as execuções. Em nota, o Exército disse que documentos secretos no Brasil referentes à época foram destruídos, “de acordo com as normas vigentes”. O memorando completo pode ser visto, em inglês, no site do Departamento de Estado dos EUA. *Com Opera Mundi e informações de Agências
O Supremo Tribunal Federal virou uma esculhambação geral

Celso de Melo profere voto “Maria vai com as outras” para manter Lula na prisão, mesmo declarando que a prisão do ex-presidente é esdruxula Não precisa ser nenhum jurista para saber que a Constituição brasileira vem sendo rasgada diariamente pelo Poder Judiciário, especialmente pelo guardião da nossa Constituição, que é Supremo Tribunal Federal. Ontem, o togado Bandeira de Melo, respeitável juizeco do STF, no julgamento do pedido de soltura de Lula, disse em alto e bom som ao proferir a sua sentença: “a prisão de Lula é esdrúxula. Mas eu voto com a maioria”. Recentemente, a ministra Rosa Weber disse que era contra a prisão em 2ª instância, antes de esgotar todos os recursos, de acordo com a constituição, mas votou a favor da prisão em 2ª instância para não contrariar o colegiado, que negou o habeas corpus preventivo de Lula, que buscava garantir que o ex-presidente respondesse em liberdade sua esdruxula condenação, como admitiu o decano Celso de Melo.Lembrando que a maior responsável pela continuidade da insegurança jurídica que impera desde 2016, após o golpe, é a presidente Cármen Lúcia, favorita disparada a pior presidente do Supremo desde a redemocratização.
Os golpistas, liderado pelo STF não querem o povo no comando do País

A Casa Grande avisa: enquanto Lula não abrir mão de sua candidatura, ele continuará encarcerado O Ministro Gilmar Mendes, acaba de cumprir com sua palavra, e registrou seu voto no julgamento virtual negando recurso apresentado pela defesa de Lula para soltar o ex-presidente. Com o voto de Gilmar, já há maioria na Segunda Turma do STF para manter prisão; antes, o relator, Edson Fachin, e Dias Toffoli também votaram contra.Recentemente, Gilmar Mendes disse para a revista Época que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixaria a prisão caso desista formalmente da disputa presidencial. Abaixo um trecho: “Mendes tem dito que as possibilidades de o ex-presidente deixar a cadeia só vão melhorar quando ele se declarar fora do páreo presidencial. Com Lula fora da eleição, prevê Mendes, é possível que a pena do ex-presidente seja diminuída pelo Supremo. Mendes tem alardeado sua tese de que o Supremo deve rever a pena por lavagem de dinheiro aplicada a Lula, crime que, na visão de alguns juristas, não estaria caracterizado no caso do triplex.”
Delegado calça curta da Polícia Federal ataca o acampamento Pro-Lula

– O acampamento em Curitiba que faz vigília em defesa da liberdade do ex presidente Lula sofreu um terceiro ataque na manhã desta sexta-feira, enquanto os militantes davam o tradicional “Bom Dia presidente Lula”. O delegado da Polícia Federal, Gastão Schefer Neto, quebrou o equipamento de som. A deputada federal Ana Perugini PT/SP e a deputada estadual Ana Lia PT/SP negociaram para falar com a Polícia Militar, a fim de registrar um boletim de ocorrência. O homem foi levado pela PM, mas ainda conseguiu circular tranquilamente entre os militantes e ainda gravar um vídeo, mesmo com os policiais presentes, como mostra o vídeo.No primeiro ataque, houve tentativa de agressões a paus em cima de militantes. No segundo o local foi alvo de tiros, deixando duas pessoas feridas. Um rapaz baleado no pescoço já recebeu alta. Vale ressaltar que, em março, apoiadores do ex-presidente também haviam sido alvo de um ataque, também no Paraná, onde tiros foram disparados contra dois ônibus da caravana. O delegado Hélder Laudia, responsável pelas investigações, informou que os tiros contra os ônibus foram planejados. Leia a nota da Vigília Lula Livre:Em que pese o apoio e solidariedade com que contam, em Curitiba, a Vigília #LulaLivre, o acampamento Marisa Leticia e os diferentes espaços em defesa da democracia e da liberdade de Lula, há incidentes e manifestações esporádicos de ódio contra nossos espaços e militantes. Seguimos cobrando das autoridades proteção aos nossos espaços e medidas contra provocadores e fascistas, como é o caso do delegado da Polícia Federal, Gastão Schefer Neto, que na manhã de hoje (4) tentou destruir o equipamento de som da vigília, numa atitude fascista e ensandecida. Nada irrita mais os ignorantes, os que não querem o jogo político baseado na disputa de ideias, os que não têm outra narrativa a não ser o ódio, os que não têm argumentos, os que não aceitam o fato de Lula seguir à frente das pesquisas e se manter sereno e crítico à sua prisão, nada os irrita mais do que ver nossas manifestações organizadas e firmes, a ponto de alcançar 30 dias de luta. Seguimos, coletivamente, aprendendo e caminhando, cantando e denunciando o país que os golpistas querem cada vez mais destruído, como denunciou Lula ontem durante a visita de Gleisi Hoffmann e Jaques Wagner. E que, como o presidente ressaltou, esse país vamos reerguer. Reafirmamos que a Vigília #LulaLivre segue organizada e nas imediações da Superintendência da Polícia Federal, respeitando nossos acordos coletivos e o combinado com as autoridades. Daqui só sairemos com a liberdade de Lula. *Curitiba, Vigília Lula Livre, 4 de maio de 2018.*
A carcereira coxinha Carolina Lebbos, libera tudo para a Veja

– JUÍZA QUE NEGOU VISITA DE NOBEL DA PAZ LIBERA VEJA NA PRISÃO PARA HUMILHAR LULA – A juíza Carolina Lebbos, responsável pelas condições da prisão de Lula em Curitiba, ficou conhecida por negar, mesmo contra a Lei das Execuções Penais, o direito a visitas ao ex-presidente. Os casos mais escandalosos foram os do médico de Lula, do prêmio Nobel da Paz e do frei Leonardo Boff, cuja foto sentado à soleira da sede da PF correu o mundo. Tão rigorosa, a juíza-carcereira permitiu que a revista Veja tivesse acesso à sede da PF para uma reportagem que tem como única intenção denegrir novamente a imagem do ex-presidente. Mesmo regiamente recompensada pelo governo Temer, o grupo empresarial da revista, controlado pela família Civita, está ameaçado de quebrar – Para os amigos, tudo, diz o ditado. Ele se encaixa à perfeição à juíza-carcereira de Lula na prisão em Curitiba, Carolina Lebbos. Ela, que negou a visita a Lula na sede da PF em Curitiba ao prêmio Nobel da Paz, Adolfo Pérez Esquivel, ao frei Leonardo Boff, e a políticos e amigos, alegando “o rigor da lei”, franqueou a entrada da revista Veja numa reportagem que tem o único intuito de denegrir a imagem do presidente, como se ele fosse detentor de “regalias”. A reportagem tem só este objetivo: atacar o ex-presidente, insinuando que ele teria privilégios e alimentando a campanha de ódio da qual a revista tem sido ao longo dos anos uma das principais protagonistas. Lula, diz a reportagem da revista dos Civita, teria “uma rotina diferente da dos outros 22 presos na carceragem da PF em Curitiba”. O texto, simulando discreto escândalo com a “vida boa” de Lula, descreve: “O ex-presidente não tem hora para acordar ou dormir, não tem hora para o banho de sol, pode receber os advogados quando desejar, as visitas não passam pela revista íntima e a cela, confortável se comparada às demais, não fica trancada. Normalmente, a porta permanece apenas fechada. Mesmo sem horários rígidos, o dia de Lula na prisão começa por volta das 7 horas — e segue uma rotina especial.” Mais ainda, um ex-presidente da República, preso injustamente, numa solitária, teria uma “deferência” que, no tom que perpassa a reportagem, seria inadmissível: “o encarregado de servir a refeição bate na porta antes de abri-la. Entra, coloca a marmita sobre a mesa redonda e aplica uma dose de insulina no ex-presidente, necessária para o tratamento do diabetes.” Sintomaticamente, a revista deixa de mencionar a idade de Lula, 72 anos, e seu estado de saúde. Além de diabético e cardíaco, o ex-presidente combateu por cinco anos um câncer na laringe, do qual foi declarado curado apenas em 2016. A juíza Lebbos negou o direito de visita ao médico de Lula. Para a revista Veja, no entanto, tudo é permitido. Com uma tiragem cada vez menor, a revista, que nos últimos anos tornou-se uma publicação que abandonou o jornalismo para tornar-se numa espécie de panfleto semanal contra os governos petistas e foi protagonista no processo do golpe de Estado contra a ex-presidenta Dilma Roussef. A revista foi regiamente recompensada pelo governo Temer. No primeiro ano do governo, a contar do afastamento de Dilma em maio de 2016, Veja viu sua receita publicitária com o governo federal crescer nada menos que 490%, superando todos os “jornalões” e revistas, incluindo Folha, Globo e Estadão. Foram mais de R$ 3 milhões para os cofres dos Civita, por decisão da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidiência. Todo o dinheiro não tem sido suficiente, no entanto, para tirar o grupo Abril da crise. Em janeiro deste ano, o grupo demitiu mais de 150 funcionários, na enésima onda de demissões, que inclui fechamento de títulos, mudança da icônica e suntuosa sede da revista na Marginal do Rio Pinheiros, numa agonia de anos, em sucessivas renegociações de dívidas com os bancos, sem sucesso. Em julho de 2017, saiu a público relatório da auditoria PricewaterhouseCoopers (PwC) sobre o balanço de 2016 da empresa, anotando dívidas de quase R$ 400 milhões e indicando o risco de quebra da Abril.
Cármen Lúcia olhou para os lados, embaraçada – Por Laurez Cerqueira

Depois de cruzarem o portal de entrada do Supremo Tribunal Federal, os ministros parecem sofrer, curiosamente, uma profunda transformação pessoal. Como se o mundo da corte, no Brasil, se assemelhasse à antessala do céu. Com as despesas de salários, servidores-assessores, alimentação, moradia, viagens, hospedagens, e, ao final, aposentadoria vitalícia, garantidas e pagas pelos cidadãos, mais as togas pretas sobre os ombros, fica a impressão de que um sentimento de apartheid social aflora nos magistrados, arrancando deles todas as raízes e vínculos com a sociedade. Como se uma espécie de vida em bolha se estabelecesse. A presidenta do SFT, Cármen Lúcia, revelou um pouco disso recentemente, ao ouvir do presidente do Chile, Sebastián Piñhera, a pergunta, em tom zombeteiro, “a quem se poderia recorrer quando, no Brasil, a corte falha em suas decisões.” Percebendo o silêncio da ministra, adiantou-se e respondeu: “À instância Suprema”, apontando o dedo para o céu. Além disso, o presidente Sebastián Piñhera comentou que TVs chilenas transmitem, ao vivo, sessões do STF e que ele tem acompanhado julgamentos do judiciário brasileiro. Ele, um liberal clássico, deve ter feito os comentários movido por certa perplexidade. Afinal, foram escandalosas as manobras de Cármen Lúcia, na condução dos trabalhos da Corte, a fim de negar ao ex-presidente Lula, com exclusividade, o direito universal ao habeas corpus, para que ele fosse preso mesmo que ilegalmente, sem provas, como queria o juiz Sérgio Moro. Diante do presidente do Chile, Cármen Lúcia olhou para os lados, embaraçada, como que procurando uma justificativa, sem tê-la. Naquele momento, parece ter se dado conta de que os julgamentos conduzidos por ela e seus ministros não ocorrem apenas entre as quatro paredes da Suprema Corte. Todas as lambanças feitas por ela e os ministros aliados são vistas completamente nuas por todo o mundo. Argentinos também acompanham sessões do judiciário brasileiro e têm dado gargalhadas ao verem os espetáculos de procuradores, policiais e magistrados rastaqueras nas tais operações, imitando filmes de quinta do lixão de Hollywood, em busca de câmeras e notoriedade. O mundo está acompanhando os pecados do lado de baixo do Equador e sabe da banda de autoridades brasileiras comprometidas com o golpe de Estado, da ilegalidade e do estado de exceção que se estabeleceram no Brasil. A presidenta do STF precisa, talvez, de uma assessoria que a informe, e aos ministros, sobre o que a imprensa internacional tem publicado sobre os absurdos praticados, no Brasil, pelo judiciário. Principalmente pelo STF. Desde o impeachment da presidenta Dilma, forjado por um bando de corruptos nas sessões pastelão do Congresso Nacional, e o pedido de anulação engavetado pelo STF, até a prisão ilegal do ex-presidente Lula, à proteção a correligionários de magistrados, todos os fatos relativos à crise brasileira estão sendo fartamente noticiados, com destaque, pela imprensa internacional. Como os brasileiros vivem nos “corralitos” criados pela mídia oligárquica, não viram devidamente que militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) entraram no tal tríplex, em Guarujá, filmaram e desmentiram a farsa do processo montado pelo Ministério Público e o juiz Sérgio Moro para condenar o ex-presidente Lula. Mas o vídeo e a transmissão de sessões do judiciário ganharam o mundo, foram divulgados pelos maiores grupos da imprensa internacional. Mostraram a parcialidade do judiciário e as evidências das ligações de autoridades com poderosas forças políticas defensoras de interesses internacionais no Brasil. Derrubaram as palestras do juiz Sérgio Moro, da procuradora Raquel Dodge e do ministro Luís Roberto Barroso, que recentemente andaram se autopromovendo em Harvard com informações que não condizem com a realidade dos fatos. Resta saber se os corruptores da Constituição e das leis sentem constrangimento, vergonha, ou qualquer outro sentimento de pessoas dignas e honradas. Talvez não. Costumam ser áridos, não se importam com a injustiça, com a moral. Impõem sacrifícios a pessoas inocentes como o ex-presidente Lula e sua mulher, Dona Marisa Letícia, submetidos a tratamento degradante, perverso, de aniquilamento, e vão para as redes sociais se divertirem sem nenhum remorso. Afinal, vivem na antessala do céu. * Laurez Cerqueira é autor, entre outros trabalhos, de Florestan Fernandes – vida e obra; Florestan Fernandes – um mestre radical; e O Outro Lado do Real
Nova denúncia contra Lula é reação da PGR a seu descrédito

A denúncia apresentada pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, contra o ex-presidente Lula (e também contra a Senadora Gleisi Hoffmann, o ex-ministro Paulo Bernardo, Antonio Palocci e Leonardo Dall’agnol, chefe de Gabinete de Gleisi) é coisa das mais curiosas. Por Fernando Brito Seria o caso de uma “propina hibernante”, que teria sido produzida a partir de financiamentos do BNDES a obras da Odebrecht em Angola, no ano de 2010, que teria sido operacionalizada quatro anos depois, em 2014, em benefício de campanha da senadora paranaense. Mas a história vai mais longe: seria a ampliação de uma linha de crédito existente há décadas para Angola, país com o qual cooperávamos desde 1974, ainda no Governo Geisel, quando o Brasil passou a ter uma postura ativa nos países africanos descolonizados por Portugal, no contexto da Revolução dos Cravos. O empréstimo tinha garantias em recusos de petróleo, do qual Angola é um dos grandes exportadores mundiais. É, até agora, algo sem pé nem cabeça, apenas recheio da delação premiada de Marcelo Odebrecht. Como as delações de Palocci e a anunciada colaboração do ex-diretor Renato Duque, parecem fazer parte de um esquema de reação do “lavajatismo” à situação de perda de credibilidade que tiveram com a prisão de Lula. Não há o menor vestígio material de que estes valores tenham sido recebidos. Muito menos há lógica em que vantagens supostamente obtidas num ano eleitoral sejam “congeladas” para serem usadas quatro anos depois. Mas há muito sentido em que, diante do questionamento generalizado sobre o que se está fazendo com Lula, a manipulação de acusações se intensifique, na base, pode ser que não haja “nada no Guarujá, mas em Angola, ah, lá tem”. Via Fernando Brito – Tijolaço
O dogma da Procuradora-geral de Temer somente contra Lula e o PT

PT: DENÚNCIA DE DODGE É IRRESPONSÁVEL E VISA ATINGIR LULA, LÍDER NAS PESQUISAS – Após a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, oferecer denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira (30), véspera deste 1 de maio, que terá ato unificado de sete centrais sindicais e várias mobilizações pela liberdade dele e contra a Reforma Trabalhista, o PT afirma que, mais uma vez, o órgão “atua de maneira irresponsável, formalizando denúncias sem provas a partir de delações negociadas com criminosos em troca de benefícios penais e financeiros”. “O Ministério Público tenta criminalizar ações de governo, citando fatos sem o menor relacionamento, de forma a atingir o PT e seus dirigentes”, diz o partido, em nota. De acordo com a legenda, “além de falsas, as acusações são incongruentes, pois tentam ligar decisões de 2010 a uma campanha eleitoral da senadora Gleisi Hofmann em 2014”. “A denúncia irresponsável da PGR vem no momento em que o ex-presidente Lula, mesmo preso ilegalmente, lidera todas as pesquisas para ser eleito o próximo presidente pela vontade do povo brasileiro”. A PGR denunciou Lula, Gleisi, os ex-ministros Antônio Palocci e Paulo Bernardo, e o empresário Marcelo Odebrecht, pelos crimes de corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro. Também foi denunciado Leones Dall Adnol, chefe de gabinete da senadora. ” Dogmatismo é uma corrente filosófica que se fundamenta nas verdades absolutas. Consiste em acreditar em algo, por imposição e de forma submissa, sem questionar a sua veracidade”