Em 31 de março, milicos festejam tortura de crianças – é sobre isso e nada mais

* Por Mauro Lopes Conheci Dermi Azevedo brevemente na Folha de S.Paulo, quando trabalhamos por lá no final dos anos 1980. Era discreto, afável, cuidadoso com seu trabalho e relações pessoais. Quem o via à distância não desconfiava o drama que marcava e ainda marca sua vida. Presos pelos militares do golpe de 1964, ele, Darcy, sua esposa, e seu filho, Carlos Alexandre, foram barbaramente torturados pelo famigerado delegado Fleury e os milicos. Isso mesmo: torturaram um bebê de 1 ano e 8 meses, que era a idade de Carlos Alexandre no momento da prisão, em 1974 – em fevereiro de 2013, aos 40 anos, os traumas das torturas gritavam de maneira insuportável aos ouvidos e coração de Carlos e ele suicidou-se. O regime militar de 1964 tem em seu panteão máximo dois heróis máximos diante dos quais se dobram Bolsonaro e a atual cúpula das Forças Armadas: Carlos Alberto Brilhante Ustra e Sérgio Paranhos Fleury. Sob o comando desses heróis, militares, policiais civis e militares e “cidadãos de bem” torturaram crianças, estupraram e torturaram mulheres, torturaram e assassinaram homens, alguns meninos, outros maduros, outros velhos. Quantos conheceram o inferno nas mãos dos militares e seu aparato? Milhares. A celebração que Bolsonaro e a atual cúpula militar fazem do golpe de 1964 é o festim macabro das torturas, estupros, assassinatos que cometeram e pelos quais são historicamente responsáveis. Aqui não há desavisados, como houve nas últimas eleições. Quem comemora o golpe desumanizou-se e festeja a tortura de crianças, mulheres e homens sem a desculpa do desconhecimento. A postura diante de 1964 é um divisor de águas na sociedade brasileira. Uma observação final: os que porventura apresentam-se com a conversa de “evento complexo”, condenação à “polarização” e posam de “democratas” são cúmplices dos milicos e Bolsonaro. A foto que ilustra este artigo é de Dermi, Darcy e o pequeno Carlos, no aniversário de 3 anos do menino -nos olhos dos três está a dor da perversidade dos milicos e seus capatazes, que agora celebram sua “obra” como um escárnio a todo o povo brasileiro. O crime do casal à época: realizar uma pesquisa e escrever um livro sobre Educação Moral e Cívica por encomenda do Conselho Mundial das Igrejas e por Dermi ser da equipe de assessores pastorais de dom Paulo Evaristo Arns. * Mauro Lopes é jornalista e editor do site Paz e Bem
Marcelo de Freitas vira a casaca e tenta explicar o inesplicável

O Deputado Federal Marcelo Freitas (PSL-MG) que adotou tom sindicalista em artigo escrito em 2018 e defendeu servidores contra reforma e falou em ‘suposto déficit’ da Previdência, mudou de opinião Relator da Previdência na CCJ justifica críticas que já fez a mudançasEstadão Conteúdo O relator da PEC da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na Câmara, deputado Marcelo Freitas (PSL-MG), afirmou nesta sexta-feira, 29, em Belo Horizonte, que críticas anteriores feitas por ele sobre as mudanças nas regras previdenciárias não afetariam seu trabalho como relator. De acordo com o parlamentar, suas opiniões se referiam à proposta de reforma anterior, enviada pelo ex-presidente Michel Temer (MDB). “A reforma anterior diverge completamente da nova reforma. São textos e objetivos bem diversos, por isso não há divergências com o que eu disse”, destacou. Por ser delegado da Policia Federal, Freitas já saiu em defesa dos servidores públicos que seriam afetados pela PEC. Além disso, Marcelo Freitas defendeu o texto da PEC proposta enviada ao Congresso pelo governo do presidente Jair Bolsonaro. “A parcela que ganha mais será mais afetada pela reforma. Ela não afetará os pobres de nosso País, pelo contrário, o objetivo é preservar os pobres.” O parlamentar também afirmou que a presidência irá “melhorar o discurso” para fazer chamadas e explicar com clareza a reforma para a população. Leia tamém Reforma da previdência sacrifica pobres, mulheres e trabalhadores rurais Delegado Marcelo Freitas será o relator da reforma da Previdência
Estudantes mineiros criam algoritmo para reconhecer fake news

De Leopoldina vem a notícia (verdadeira) de uma ferramenta que detecta a notícia falsa por suas próprias características na rede Os estudantes Antony Leme e Davi Guerra, junto ao professor Samuel Basílio (Facebook) Assim que as fakenews começaram a se disseminar nas redes sociais e, consequentemente, na vida dos brasileiros, algumas instituições, em especial órgãos de imprensa, criaram sites cuja função é desmenti-las. Caso do Agência Lupa, da revista Piauí com a Fundação Getúlio Vargas ou o Aos Fatos, de membros da Rede Internacional de Investigadores, além do Boatos.org, mantido por jornalistas originários de grandes empresas jornalísticas. Eles têm um papel importante: proteger os usuários contra a desinformação e o perigo de compartilhar inverdades. Mas é de Leopoldina, zona da mata de Minas Gerais, que vem uma ferramenta tecnológica que, segundo seus criadores, detecta a notícia falsa por suas próprias características na rede. Criada pelos estudantes Antony Leme e Davi Guerra, junto ao professor Samuel Basílio, todos do Cefet-MG, campus Leopoldina, ela analisa os metadados (códigos dos sites) de uma publicação on line, para poder identificar e classificar uma notícia como falsa ou não. Pontos como presença ou não de autor, formato do título, reaparecimento na Web, posição no Google irão alimentar um algoritmo que os mineiros estão desenvolvendo para representar o potencial de veracidade da notícia. Naturais de Cataguases, também na zona da mata, Antony e Davi cursam o terceiro ano de Informática e, pela segunda vez, apresentam um trabalho na Febrace – Feira Brasileira de Ciências e Engenharia – que aconteceu entre os dias 19 e 21 de março, em São Paulo, no Inova USP. No ano passado, a dupla levou um estudo sobre o uso das tecnologias de realidade aumentada para o tratamento do AVC – que teve grande repercussão por conta dos benefícios que proporciona a seus usuários.
Recuperação de rios é afetada pela falta de repasses estaduais

36 entidades que desenvolvem projetos nesse sentido reclama falta de repasses da ordem de R$ 150 milhões O rol de dívidas do governo mineiro parece não caber em uma lista. Melhor procurar uma agenda para elencar todos os débitos. Conforme apurou o site Novos Inconfidentes, o governo deve cerca de R$ 150 milhões aos comitês de bacias hidrográficas, entidades responsáveis por desenvolver ações de proteção a rios e nascentes. São 36 comitês que reclamam a falta de repasses do governo. As transferências não são feitas desde a gestão de Pimentel e nada mudou na atual administração. “O recurso, na verdade, não pertence ao governo, ele só recolhe tributos de empresas que exploram água, e depois deve repassar às entidades”, afirmou o diretor do projeto Manuelzão da UFMG, que acompanha os comitês, Marcus Vinícius Polignano. “Dessa maneira projetos de recuperação de nascentes, por exemplo, podem ficar prejudicados”, completou. Por: Marcelo Gomes – Os Novos Inconfidentes
Governo Zema tem avaliação positiva, mas com viés de queda

Primeira pesquisa após eleição, do Instituto Paraná, mostra apoio da maioria e, ao mesmo tempo, sinais preocupantes de desgaste A caminho dos cem dias de mandato, o governo Zema mantém saldo positivo em sua avaliação popular segundo pesquisa publicada no site do Instituto Paraná, de Curitiba. No levantamento com 1.805 entrevistas em 81 municípios mineiros, nos últimos dias 23 a 27, a gestão novista marcou 38,8% de ótimo/bom contra 25% de ruim/péssimo. Mais: 59,8% disseram aprovar a administração do governador, quase o dobro dos 32,5% que a desaprovaram. É a primeira pesquisa de avaliação do governo publicada após a posse de Romeu Zema. O resultado não é nada mal, realmente, para quem chegou ao governo sem nenhuma experiência política ou pública e assumiu um Estado em situação de calamidade financeira. Pelos dados, a maioria compreende as dificuldades que o novo governador encontrou ao assumir e reconhece os seus esforços no início do mandato. Mas, tem o outro lado. Embora positiva, a pesquisa dá sinais de alerta ao governo. Em relação à votação nas urnas, houve um desgaste de imagem. Zema foi eleito com o voto de cerca de 45% dos mineiros (que representaram 70% da votantes válidos). Quem votou no governador esperava dele um governo bom, se não ótimo. Então, tomando por base as urnas e os dados do Paraná, Zema já caiu uns 6 ou 7 pontos e perdeu aí em torno de 15% dos seus eleitores. É um dado preocupante, que mostra uma tendência nítida de desidratação de popularidade. Em resumo, Zema ainda conserva o apoio do grosso do eleitorado que o elegeu, mas sua aprovação é frágil e apresenta viés de queda. Via Os Novos Inconfidentes
Circuito Literário de Aprendizado para supervisores em Moc

Trilha da Leitura – Em uma forma dinâmica de apresentar o que será trabalhado nas unidades de ensino do município no primeiro semestre deste ano, a equipe do Projeto Montes Claros na Trilha da Leitura realizou na última segunda-feira, 25, no Parque Municipal Milton Prates, um “Circuito Literário de Aprendizado” com a participação de todos os supervisores (do Infantil à EJA) do Sistema Municipal de Ensino. Na ocasião, os supervisores foram divididos em três grupos que contavam com temas e personagens específicos. Cada grupo seguiu por uma trilha em busca do baú do tesouro (baú de livros do Trilha), onde, por meio de histórias e peças teatrais, descobriram a temática a ser trabalhada nas unidades de ensino, que será “Na trilha da paz”, em continuação ao trabalho iniciado em 2018. “A nossa ideia é incentivar todos a cultivar a paz na natureza, com o apoio da Educação Infantil com o ‘Paz no Cerrado’; incentivar a paz na escola, paz na casa e paz na vida. Escolhemos o Parque para dar início a este trabalho porque aqui encontramos muitas árvores do cerrado, tudo que estamos propondo que se preserve”, explica a professora e coordenadora do Trilha da Leitura, Éllen Santa Rosa. Também no Circuito Ainda durante o “Circuito Literário de Aprendizado”, os supervisores participaram de uma dinâmica com um balão, que teve como propósito despertar o sentimento de importância do meio ambiente; e acompanharam uma apresentação musical do cantor e compositor Carlos Maia. “Foi um evento maravilhoso, recheado de criatividade e alegria. Dinâmicas muito ricas em fantasias, surpresas e novidades, que irão contribuir de uma forma muito positiva no nosso trabalho, com ideias que poderemos adaptar e colocar em prática nas nossas unidades escolares”, avalia a supervisora do CEMEI Alegria de viver, Simone Paixão.
Obras no Parque Cândido Canela, em Montes Claros, são intensificadas

Foram Intensificadas as obras de construção e revitalização do Parque Municipal Cândido Canela, nos fundos do Terminal Rodoviário Ildeberto Alves de Freitas. Esta semana, operários estão plantando grama nas laterais da pista de 500 metros de extensão e 2,10 de largura. O Parque deve ser inaugurado quarta-feira, dia 1º de maio, quando se comemora o Dia do Trabalhador. Nos próximos dias, será feita a sinalização, com instalação de placas com orientações para a boa utilização do local, a exemplo do que foi feito no Parque Municipal Milton Prates e no Espaço Sagarana. O novo parque tem área total de 18.337 m2 (dezoito mil, trezentos e trinta e sete metros quadrados). Parte das obras de drenagem já foi realizada pela Prefeitura, assim como também foram iniciados os serviços para instalação da nova iluminação do local, que será cercado e dotado de academia ao ar livre, quadra poliesportiva, móveis rústicos, bebedouro e obras de arte (como esculturas feitas com aço e sucata), visando embelezar o local, que será mais uma opção de lazer para crianças, jovens, adultos e idosos. O secretário muncipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Paulo Ribeiro, se mostra entusiasmado com as obras e lembra que o logradouro possui localização privilegiada e será o primeiro daquela região. “Será um ótimo local para a prática de esporte, lazer e entretenimento”, afirmou o secretário, reforçando que o Parque terá o nome de Cândido Canela em homenagem ao ex-vereador de Montes Claros, que foi um ardoroso defensor do meio ambiente, tendo sido o autor de uma lei pioneira que proibiu a derrubada ou corte de pequizeiros – a Lei Municipal n° 355, de 12 de abril de 1957, que virou referência nacional. “Atualmente, vários estados e cidades já proibiram o corte do pequizeiro, caso de Minas Gerais, que declarou a árvore como de preservação permanente, de interesse comum e imune de corte, através da Lei Estadual nº 10.883, de 1992”, concluiu Via Ascom / Montes Claros
Em fevereiro, rombo nas contas públicas chegou a R$ 14,9 bilhões

As contas públicas tiveram saldo negativo em fevereiro; segundo dados do BC, o setor público consolidado, formado pela União, os estados e municípios, registrou déficit primário de R$ 14,931 bilhões no mês passado; em fevereiro de 2018 o resultado negativo foi de R$ 17,414 bilhões; em 12 meses encerrados em fevereiro, o déficit primário ficou em R$ 105,818 bilhões, o que representa 1,54% do PIB; meta para o setor público consolidado é de um déficit primário de R$ 132 bilhões neste ano Kelly Oliveira, repórter da Agência Brasil – As contas públicas tiveram saldo negativo em fevereiro. De acordo com dados divulgados hoje (29) pelo Banco Central (BC), o setor público consolidado, formado pela União, os estados e municípios, registrou déficit primário de R$ 14,931 bilhões no mês passado. Em fevereiro de 2018 o resultado negativo foi maior: R$ 17,414 bilhões. O resultado primário é formado por receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros. Em fevereiro, o Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional) foi o responsável pelo saldo negativo, ao apresentar déficit primário de R$ 20,612 bilhões. Os governos estaduais e municipais registraram saldo positivo: R$ 4,292 bilhões e R$ 558 milhões, respectivamente. As empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídas as dos grupos Petrobras e Eletrobras, registraram superávit primário de R$ 832 milhões no mês passado. Devido ao resultado positivo registrado em janeiro (R$ 46,897 bilhões), o setor público acumulou superávit primário no primeiro bimestre de R$ 31,967 bilhões. Em 12 meses encerrados em fevereiro, o déficit primário ficou em R$ 105,818 bilhões, o que representa 1,54% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país. A meta para o setor público consolidado é de um déficit primário de R$ 132 bilhões neste ano. Despesas com jurosOs gastos com juros ficaram em R$ 30,082 bilhões em fevereiro, contra R$ 28,393 bilhões no mesmo mês de 2018. No primeiro bimestre, essas despesas acumularam R$ 50,936 bilhões. Em fevereiro, o déficit nominal, formado pelo resultado primário e os resultados dos juros, ficou em R$ 45,013 bilhões, praticamente estável ante o resultado de R$ 45,806 bilhões de fevereiro de 2018. No acumulado de dois meses do ano, o déficit nominal chegou a R$ 18,969 bilhões. Dívida públicaA dívida líquida do setor público (balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a R$ 3,752 trilhões em fevereiro, o que corresponde 54,4% do PIB, estável em relação a janeiro. Em fevereiro, a dívida bruta – que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais – chegou a R$ 5,336 trilhões ou 77,4% do PIB, 0,1 ponto percentual a mais que o registrado em janeiro
Reforma administrativa de Zema é mais uma economia miúda

São mudanças superficiais e midiáticas, feitas sob medida para sacudir e sensibilizar as redes sociais, novo modo de nossos políticos governarem Por: Bianca Alves – Os Novos Inconfidentes Novos InconfidentesA reforma administrativa de Zema chega à Assembleia como mais uma política de miudezas de seu governo. Ao ser anunciada, prometia uma economia em quatro anos de R$ 1 bilhão, ou R$ 250 milhões por ano. O que já não era grande coisa, quando comparada por exemplo aos gastos com a folha de pessoal, que é de R$ 3 bilhões por mês. Cálculos do departamento técnico da Assembleia, porém, apontam para uma economia ainda menor – meros R$ 39 milhões anuais ou menos de R$ 200 milhões ao final de quatro anos. Se o cálculo anterior acenava com uma redução de despesas de pífios 0,72%, a nova projeção apronta para um percentual cinco vezes menor. Ou oito, se for computado um substitutivo de última hora, que cria novos cargos comissionados. Em matéria no site Os Novos Inconfidentes, sua criadora Raquel Faria já apontava: “nos últimos 30 anos, pelo que se recorda, nenhum governador deixou de fazer sua reforminha, sempre com a justificativa de reduzir despesas e aumentar a eficiência da máquina. A proposta de Zema repete o roteiro batido. É mais do mesmo”, escreveu. “A prova de que as sucessivas reformas não produziram os efeitos esperados é o fato de que o Estado, depois de exaustivamente reformado, ostenta hoje um déficit crônico e recorde. O reformismo deu em calamidade financeira”, completou Raquel. A extinção de secretarias e cargos proposta pelo governo se junta assim a outras miudezas sem efeito prático, como a venda de aviões, que colocou R$ 2 milhões no cofrinho do governador e não paga sequer o que o governo deve de vigilância nas escolas – o débito é de R$ 11 milhões. Da posse até agora, Zema comemorou economia com bufê na posse, que teve suco e pão de queijo doados por empresas. Também alugou uma casa na Pampulha, para gastar menos gasolina em seus deslocamentos para a Cidade Administrativa. Está doando o salário, cancelou medalhas e comendas, além de fotos suas nas repartições públicas. Em tempos de crise, gastar menos é imperativo. Afinal, caro é o que não resolve problemas. Como mudanças superficiais de efeito apenas midiático, feitas sob medida para sacudir e sensibilizar as redes sociais, novo modo de nossos políticos governarem.
Brigou, levou: Governo de Minas antecipa 13º e dá abono só para policiais

Benefícios exclusivos em meio à crise financeira do Estado mostram força de pressão da categoria, que ameaça protestos a partir de amanhã Em reunião nesta quarta-feira com representantes das forças de segurança, o governo de Minas se comprometeu a pagar integralmente as parcelas restantes do 13º para os policiais no dia 21 de maio. Também prometeu conceder à categoria, junto com o salário de junho, um ‘abono-fardamento’ de cerca de R$ 2,1 mil. É o que informou há pouco o Estado de Minas. Segundo o jornal, Zema cedeu aos policiais para evitar um grande protesto programado pela categoria para esta sexta-feira na Cidade Administrativa. A conquista dos benefícios, em meio à crise financeira dramática vivida pelo Estado, mostra a força política adquirida pelos policiais, uma das categorias mais organizadas de servidores públicos. Cientes de sua capacidade de pressão, os policiais têm desafiado sucessivos governos desde meados dos anos 90 e suas mobilizações para greves ou protestos são hoje um dos maiores pesadelos para os governadores.