Funcionários dos Correios entram em greve contra perda de direitos

– Servidores dos Correios entraram em greve nacional por tempo indeterminado. Oficialmente, o movimento começou no domingo (11) a partir das 22h, com a paralisação do trabalho pelos funcionários do turno da noite. De acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), os trabalhadores são contra mudanças no plano de saúde da empresa, que preveem o pagamento das mensalidades pelos funcionários e a retirada de dependentes dos contratos. “Além disso, o benefício poderá ser reajustado conforme a idade, chegando a mensalidades acima de R$ 900”, informou a Fentect, em nota, ressaltando que o salário médio dos trabalhadores dos Correios é de R$ 1,6 mil – “o pior salário entre empresas públicas e estatais”. O início da greve coincide com o julgamento sobre o plano de saúde dos trabalhadores no Tribunal Superior do Trabalho (TST), nesta segunda (12). A greve é motivada também por alterações propostas pelo governo de Michel Temer no Plano de Cargos, Carreiras e Salários; a terceirização na área de tratamento; a suspensão das férias dos trabalhadores; a extinção do diferencial de mercado e a redução do salário da área administrativa; medidas unilaterais que indicam que o governo mira a privatização da estatal. Além disso, entre as demandas da categoria estão a contratação de novos funcionários por meio de concurso público, a segurança dos trabalhadores e o fim dos planos de demissão. A federação também é contra a extinção e terceirização do cargo de operador de triagem e transbordo, “importante para o movimento do fluxo postal interno”. “Para piorar a situação, a empresa também anunciou o fechamento de mais de 2.500 agências próprias por todo o Brasil”, diz a nota da Fentect. Para a categoria, o “desmonte” promovido pela gestão dos Correios tende a prejudicar ainda mais os serviços à população. “A Fentect esclarece que alguns argumentos repassados transmitem uma visão enganosa da realidade na estatal. Por exemplo, quanto ao monopólio dos Correios, que, hoje, corresponde apenas a cartas, malote e telegrama. O segmento de encomendas, como o Sedex, entretanto, sempre foi concorrencial”, informou. Quanto ao reajuste dos preços dos serviços da estatal, a federação discorda de que houve aumentos abusivos nos valores. No dia 6 deste mês, os Correios começaram a cobrar uma taxa extra de R$ 3 para encomendas com destino ao Rio de Janeiro. O motivo seria a elevação dos custos da entrega por causa da violência no município. A federação alega que o aumento não beneficiou os trabalhadores. “Já em relação ao argumento da ECT para esse reajuste a respeito da segurança dos trabalhadores, a Fentect esclarece que não há nenhum benefício pago ao trabalhador por esse motivo, bem como nenhum adicional”. No dia 9, após decisão da Justiça Federal, a estatal suspendeu a cobrança. Para a Fentect, a empresa não onera o governo federal ou o bolso do cidadão com arrecadação de impostos. “Ao contrário, é o governo quem tem retirado verbas da empresa, sem retorno, nos últimos anos, da ordem de R$ 6 bilhões”, informou. “Com todos os erros e ingerências políticas na administração dos Correios, a direção da estatal promove essas e outras retiradas de direitos dos próprios trabalhadores, responsabilizando-os pelos danos da ECT.” A assessoria dos Correios não respondeu aos chamados da reportagem durante o fim de semana. Fonte: Rede Brasil Atual
ATAQUE DO LATIFÚNDIO CONTRA SEM TERRAS EM CAPITÃO ENÉIAS

A Violência do Latifúndio contra os Pobres do Campo. A impunidade e o latifúndio geram violência. No ano que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) nos chama a refletir na Campanha da Fraternidade o tema: Fraternidade e Superação da Violência, deparamo-nos com este fato. No dia 08 de março de 2018, pessoas ligadas ao Léo Andrade, fazem um massacre contra Sem Terras em Capitão Enéias, Norte de Minas Gerais. Visitamos as famílias no local do massacre e pudemos sentir de perto os relatos das famílias. A ocupação na fazenda Norte América ocorreu em janeiro de 2017 e os Sem Terras ocuparam uma área próxima à sede, resultado de um acordo para a desapropriação da área. O processo parou e as 140 famílias ligadas à Frente Nacional de Lutas (FNL) ocuparam a sede da Fazenda Norte América em fevereiro de 2018. Havia ameaças e constantes disparos de armas de fogo contra os Sem Terras. Nesta semana as lideranças tiveram informações que pessoas ligadas ao fazendeiro iriam atacar a comunidade, inclusive informaram a PM local. Por volta das 16 horas de ontem, dia 08 de março de 2018, segundo as famílias acampadas, um caminhão baú, que presta serviços para Léo Andrade entrou na fazenda alegando buscar pertences de Andréia, gerente da fazenda. No caminhão tinham vários jagunços fortemente armados que iniciaram os disparos contra as famílias. O primeiro a ser espancado foi um funcionário da fazenda que morava próximo à porteira. Também um idoso, de 74 anos, que estava na porteira, foi alvejado. Uma das lideranças aproximou-se do caminhão na estrada que dava acesso à sede. Os jagunços o renderam no chão e deram 3 disparos sobre ele: no abdome, na cabeça e na perna. Após os disparos, o colocaram em um carro, forçando-o a dirigir o veículo com os jagunços armados no banco traseiro. Na estrada, ao verem a PM, os pistoleiros abandonaram o carro, mas foram capturados pela polícia. Os outros jagunços foram atirando em direção à sede. Muitos acampados correram, mas alguns foram capturados, amarrados e espancados pelos jagunços. Os bandidos queimaram muitos pertences das famílias, principalmente os documentos. Deram vários disparos de 12 e 44. Há várias cápsulas e marcas na parede da sede. Destruíram muitas coisas na sede da fazenda e reviraram os móveis como se procurassem algum objeto. O advogado Robson Lima e a gerente da fazenda, Andréia Beatriz, estavam junto com os capangas na ação, segundo os acampados, e foram presos.A polícia prendeu 10 pessoas até agora. Importante recordar que os Sem Terra acampados fizeram várias denúncias de pedofilia, estupros e condições de trabalho análogas à escravidão praticados por Léo Andrade. Os depoimentos estão sendo feitos junto a polícia civil que instaurou um inquérito. Léo Andrade e Ruy Muniz estão sendo investigados por desvios de recursos públicos.Duas lideranças foram baleadas e uma está em estado grave, mas fora de perigo de morte. Muitos foram espancados, inclusive adolescentes e idosos. A mídia local não deixa claro que os acampados não reagiram ao ataque. Simplesmente fugiram. Basta observar que os 10 presos não tem nenhum ferimento. Há muitos anos ocorrem denúncias de um esquema de milícias armadas nesta região entre Montes Claros e Capitão Enéias, envolvendo os latifundiários/coronéis locais. O Estado tem obrigação de agir de forma a acabar com esses bandidos acobertados e a serviço dos fazendeiros. Os conflitos estão sendo permanentes. No ano passado, as famílias do acampamento viveram o mesmo drama. É urgente a Reforma Agrária. Solidarizamo-nos com as famílias Acampadas de Capitão Enéias, da fazenda Norte América. Os pobres possuirão a terra! (Sl 37,11)Montes Claros, MG, 09 de março de 2018. Assina essa nota pública: Comissão Pastoral da Terra de Minas Gerais (CPT/MG)
Grito de liberdade – Por Felipe Gabrich

Era o todo poderoso PSD. Desde menino, o velho partido das classes dominantes comandava a política tupiniquim. Fazia e desfazia prefeitos. E Câmara de Vereadores. Por sinal, vereador não ganhava nada. Tinha apenas prestígio popular. Como os “coronéis” Deba e Neco Santamaria. Depois surgiu a arenona dos governos da ditadura militar. Foi aí que um bando de meninos rebeldes ainda em bancos escolares pensou: por que a juventude não tem vez na política partidária da cidade? Por que os jovens não constroem a cidade progressista tão sonhada pelos mais novos? Criou-se então o MDB para aglutinar essa meninada insurgente. A memória ainda se lembra de alguns nomes: João Avelino, José da Conceição, Luiz Tadeu Leite, Manoel Messias, Miguel Vinícius, Pedro Narciso, Aparecida Bispo, Carlão Alcântara, Zé Maria Peito de Aço e mais uma meia dúzia de sonhadores. Depois, o partido só foi crescendo: doutor Aroldo Tourinho, João Carlos Sobreira, Orlando Pereira, os irmãos Mário e Genival Tourinho (este estudando em Belo Horizonte), Nozito Mota, Augustão Bala Doce, João Carlos Revert, Paulo César Gonçalves de Almeida, Tião de Lu, Adão Machado e muitos outros. Mas a autoritária Arena militar continuava mandando. E chamava a seus opositores de subversivos. E diziam jocosamente que a agremiação oposicionista era um partido tão grande que as suas reuniões ocorriam no interior de uma Kombi. Mas o pequeno partido foi crescendo na surdina e tomando corpo de uma força popular. E a cada ano penetrando no seio da sociedade montes-clarense, inclusive, na zona rural, de distritos de expressivos colégios eleitorais. Já em 76, o MDB elegeu três vereadores, dentre os quais, o mais jovem do Brasil: Tadeu Leite, que à época mantinha um programa de rádio líder de audiência chamado Boca no Trombone. E em 1982, com a adesão da velha raposa da política tupiniquim, ressurgindo do ferrenho Partido Republicano de priscas eras, o extrovertido e popular médico Mário Ribeiro, ganhou a Prefeitura e assumiu as rédeas da política municipal. Toda essa luta teve lugar nos anos de chumbo da ditadura militar, tempo em que os governadores de Minas eram indicados pelo presidente da República de plantão. Não havia ideologias de esquerda e de direita. Havia sim, uma oligarquia civil que mandava e desmandava nos destinos da cidade, as eternas classes dominantes. E um grupo de jovens idealistas que queria que o povo fosse o dono do próprio nariz e imprimisse uma nova visão de desenvolvimento do município. Que tinha a estrutura de uma cidade de porte médio, mas uma política que pensava pequeno. E não houve movimentos populares como o Diretas-já. Houve sim, uma revolução calada nas urnas, onde o povo deu o seu próprio grito de liberdade. O metalúrgico Lula, líder sindical, travou luta idêntica, em nível nacional. Para empreender suas batalhas, fundou o Partido dos Trabalhadores. E saiu de peito aberto pelo país afora sem medo de ser feliz. Com habilidade, carisma e jogo de cintura, ele conseguiu o consenso de todas as correntes de pensamento do país e caiu nos braços do povo. Sem ideologia de esquerda e de direita, tinha na cabeça e no bolso o idealismo dos que sonham em fazer do país uma nação mais justa e igualitária. Suas políticas sociais foram moldadas nas letras da mais fina sociologia de quem nunca sequer soletrou a cartilha do socialismo como forma de governo. “Vou fazer o que o povo necessita e quer”, pensou com seus botões, e começou a fazer, como se estivesse empunhando com maestria um torno mecânico. O nordestino analfabeto e de quatro dedos na mão direita foi presidente da República por duas vezes, elegeu e reelegeu sua sucessora. Ia lá tocando o seu partido em direção à invejável marca de 20 anos no comando político nacional. Por ironia ou capricho do destino, no entanto, teve o seu sonho transformado em pesadelo pelos adversários políticos e por setores da elite organizada. Tudo começou com o vergonhoso impeachment da presidenta Dilma Rousseff. A partir do golpe de estado, ex-presidente populista tem sofrido, ao longo dos últimos dois anos, a maior perseguição dos segmentos reacionários e de uma mídia marrom que querem vê-lo e a seu partido bem longe do poder político nacional. Que lhe valeu, inclusive, uma condenação judicial em segunda instância e a ameaça latente de prisão e perda dos direitos políticos por oito anos. Uma história e tanto, não? Mas infelizmente ainda há poderes e instituições neste pais que não se lembram dela. (*) Felipe Gabrich é jornalista e colaborador do Em cima da notícia
Justiça protege os condenados do PSDB até a pena prescrever

– CASO DO TUCANO AZEREDO, CONDENADO EM SEGUNDA INSTÂNCIA, NÃO SERÁ PUNIDO – – Ao contrário do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teve sua pena aumentada acrescida da possibilidade de prisão quando se esgotarem a possibilidade de recursos em segunda instância, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) reduziu o tempo de prisão do ex-governador tucano Eduardo Azeredo (PSDB) e permitiu que ele respondesse ao processo em liberdade até a última instância. De acordo com reportagem de Patrícia Faermann, no Jornal GGN, “a decisão foi tomada na noite desta quarta-feira (07), quando a condenação de Azeredo por peculato e lavagem de dinheiro no mensalão tucano foi mantida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Dois dos três desembargadores entenderam que poderiam ser tirados nove meses da condenação do tucano”, revela. “Se para Lula foram necessários seis meses para o caso ser analisado por turma colegiada de segundo grau, mais de dois anos se passaram para o Tribunal de Justiça mineiro dar a sua sentença: que além de diminuir em nove meses o tempo de prisão de Azeredo, autorizou o político tucano a esperar o fim do seu julgamento até o Supremo Tribunal Federal (STF) em liberdade”, destaca o texto. “Enquanto o TRF-4 tenta fazer tramitar os processos do juiz Sergio Moro, de Curitiba, que chegam ao segundo grau o mais rápido possível, o TJ-MG não tem prazo para julgar os recursos do tucano, como os embargos. Ainda, o julgamento precisaria ser concluído até setembro deste ano: caso contrário, a defesa de Azeredo já pode entrar com pedido por extinção da pena porque o político completa 70 anos de idade”, destaca a matéria.
Danny Glover, ativista, ator e embaixador da ONU traz solidariedade a Lula
– O ex-presidente Lula recebeu nesta quinta-feira 8 o ativista, ator e embaixador da ONU Danny Glover. O americano já havia assinado o manifesto que afirma que “Eleição sem Lula é golpe” e, no ano passado, chegou a visitar a presidente eleita e afastada pelo golpe, Dilma Rousseff, defendendo o apoio de ela governar. “Eu vim aqui para demonstrar minha solidariedade e dizer que há outros em meu país que também tem solidariedade contigo”, declarou o ator, segundo informações divulgadas pelo site de Lula. “Nós temos que usar a nossa voz porque sabemos que o momento atual é importante não só para o Brasil mas para todas as Américas. Nós também estamos lutando contra a extrema-direita em nosso país. E a sua presidência foi um exemplo notável de políticas paras os mais pobres. Você nos inspirou nos Estados Unidos e em outras regiões. E eu tenho muito orgulho de estar aqui com você. Eu gosto de citar o Dr. (Martin Luther) King, que dizia, citando Dante, que o lugar mais quente do inferno está reservado para aqueles que ficam neutros em tempos de crise”, disse ainda. Lula e Danny Glover já se encontraram outras vezes, quando Lula era presidente, e também em 2011, último encontro entre os dois, quando o ator, grande apoiador das lutas sindicais norte-americanas, esteve em um congresso da CUT em Guarulhos.
Golpista Raquel Muniz pede e Justiça condena quem a denunciou por suposta corrupção

Deputada do “sim, sim, sim” quer R$ 15 mil de blogueiro que apontou farra dela com aeronave de entidade filantrópica * Por Paulo Cason A deputada federal Raquel Muniz (PSD) e seu staff comemoraram desbragadamente a condenação, em primeira instância, do jornalista Luis Carlos Gusmão, autor de denúncias contra a parlamentar, suspeita de inúmeros atos de corrupção no exercício do mandato.Por causa de uma delas – de que ela teria cedido avião do Grupo Soebras (Associação Educativa do Brasil), que controla junto com o marido e ex-prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz, para viagem do ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, publicada no site Em Cima da Notícia -, o jornalista foi condenado a pagar R$ 15 mil a Raquel Muniz, por danos morais.É bom ressaltar que as atividades empresariais e políticas do casal Muniz são permeadas de denúncias de corrupção, muitas delas já comprovadas, o que resultou na condenação de Raquel e Ruy várias vezes. Mas, a vida pregressa deles é farta em ilicitudes. O marido, por exemplo, já foi preso duas vezes, por roubo ao Banco do Brasil; e malversação do dinheiro público, quando foi prefeito de Montes Claros. Na véspera de sua última prisão, inclusive, a mulher deputada disse, no momento em que fazia sua declaração de voto pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, que ele era exemplo de honestidade e correção.Raquel Muniz, que ficou conhecida como “a deputado do sim, sim, sim”, é uma das signatárias do golpe que culminou no afastamento de Dilma Rousseff e ascensão de Michel Temer. Muniz é acusada de receber milhões para votar contra os pedidos de investigação contra Temer. Fiel à quadrilha que se instalou no poder central, a deputada votou a favor de todos os projetos que tiraram direitos dos trabalhadores e da parcela mais necessitada da população – terceirização, reforma trabalhista e redução de investimentos na área social, entre outros. Ela também já avisou que votará a favor da reforma da Previdência.Embora indignado pela condenação, que considera injusta, Luis Carlos Gusmão disse tê-la recebido como um “troféu”, pois, segundo ele, demonstra seu acerto, como jornalista combativo, em apontar ilícitos contra a administração pública. “Isso serve de incentivo para o meu trabalho. Sou ciente do meu papel de jornalista, que deve ser fiscalizar os atos daqueles que são eleitos para gerir bem os recursos públicos. Toda vez que os agentes públicos ignorarem o preceito da moralidade na sua atividade pública nossa obrigação é denunciar”, enfatizou.De acordo com Gusmão, sua cabeça está erguida e só seria o contrário se sua postura fosse de aceitação e cumplicidade com os malfeitos cometidos pelos corruptos. Ele criticou a utilização da estrutura jurídica da Câmara dos Deputados, mantida com dinheiro público, para impetrar a ação, o que configuraria mais um desmando da deputada. “Essa decisão esdrúxula somente me motiva a continuar denunciando os atos supostamente corruptos do casal”, afirmou. Ele informou que recorrerá da sentença. * Professor e articulista do Jornal Daqui
Humorista Saulo Laranjeira se apresenta em Montes Claros

– Praça dos Jatobás recebe evento cultural gratuito – A Praça dos Jatobás recebe, no próximo dia 17 de março, o Projeto Arte De Lá Pra Cá. Trata-se de um evento musical e cultural que terá, entre suas atrações, o show do cantor Saulo Laranjeira, além de apresentações de teatro, música instrumental e feira de artesanato. A atração terá apoio da Prefeitura de Montes Claros, que fornecerá banheiros químicos, grades e apoio logístico. Será uma ótima oportunidade para a população conferir um evento cultural gratuito recheado de espetáculos de qualidade, colocando Montes Claros no circuito das artes. O Projeto Arte De Lá Pra Cá está programado para começar às 17 horas. Fonte: Ascom/Prefeitura de Montes Claros
MULHERES OCUPAM JORNAL O GLOBO EM DEFESA DA DEMOCRACIA
– Neste dia da Mulher (8 de março), 800 mulheres ocuparam o jornal O Globo, que apoiou os golpes de 1964 e 2016 para denunciar a atuação decisiva da empresa sobre a instabilidade política brasileira – Um protesto neste Dia Internacional da Mulher, 800 mulheres de diversos movimentos populares ocuparam o parque gráfico do jornal impresso no Rio de Janeiro, que pertence ao grupo Globo Comunicação. O objetivo da ação, iniciada às 5h30 da manhã, é denunciar a atuação decisiva da empresa sobre a instabilidade política brasileira. Elas destacam a articulação da Globo no processo do golpe, desde o impedimento da presidenta Dilma em 2016 até perseguição ao presidente Lula, para inviabiliza-lo como candidato em uma eleição democrática. Participaram mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, do Levante Popular da Juventude, do Movimento dos Atingidos por Barragens e do Movimento dos Pequenos Agricultores, além de moradoras de comunidades da cidade. “A Globo promove os golpes em pró de seus interesses empresariais, não interessa as consequências para o país. Por isso ela é criminosa. Ela não é inimiga só dos trabalhadores, ela é inimiga de toda a nação”, afirmou Ana Carolina Silva, do Levante Popular da Juventude. Intervenção contra os direitos As mulheres também deram visibilidade ao caráter político e contrário aos direitos do povo da intervenção militar no Rio de Janeiro. Com o mote “A Globo promove intervenção para dar golpe na eleição” elas lembram que o próprio golpista Michel Temer declarou que vai suspender o decreto caso tenha maioria na Câmara e no Senado para votar a reforma da Previdência. Para Maria Gomes de Oliveira, da Direção do MST, se trata de uma questão eleitoral e de um processo de coação social. “A Globo e os articuladores desse processo abordam a intervenção militar no Rio de Janeiro como medida de segurança. Ao mesmo tempo em que ela promove o medo para manter a classe trabalhadora calada, Temer e aliados se aproveitam de um anseio da sociedade para esconder sua estratégia eleitoral”, explica. A dirigente ressalta ainda que a empresa tem interesses econômicos na Reforma da Previdência. “A globo opera ativamente na política para manter seus lucros e o monopólio sobre a mente das pessoas. No caso da previdência, ela está diretamente ligada à Mapfre Seguros, uma empresa que presta serviços de previdência privada”. Para ela, o momento caracteriza um desvio de função das Forças Armadas. “Tanques e soldados armados com fuzil não resolvem a violência. Os militares deviam cuidar de proteger nossa soberania, inclusive as riquezas como o petróleo, a água, as terras, que o golpista está entregando numa bandeja para o capital internacional”, afirma. Ana Paula Silva destaca que a taxa de desemprego beira a 12% e, assim com o desmonte de serviços básicos de educação e saúde, são fatores que contribuem para o aumento da violência. “O crime se combate com o desenvolvimento de uma política de segurança e não com intervenção militar. Sabemos que o caminho é crescimento econômico e políticas públicas para o povo, mas para garantir isso precisamos retomar a democracia que perdemos com o golpe. Garantir eleições sem fraude é central para barrar os ataques aos direitos dos brasileiros”, garante a militante.Decadência O parque gráfico ocupado é o maior da América Latina. Sua construção foi, em parte, financiada pelo BNDES, com o montante de R$ 217 milhões, em valores atuais. Ele foi projetado para a impressão de 800 mil jornais diários, mas a média de produção do O Globo em 2017 não passa de 130 mil exemplares/dia, segundo dados do Instituto Verificador de Circulação (IVC). Ou seja, não utiliza nem 50% da capacidade produtiva. “Este lugar é um elefante branco a serviço da desinformação. Com tanto recurso público investido, deveriam ao menos se dignar a fazer um jornalismo de qualidade. Não é à toa que o jornal está em decadência. As trabalhadoras não engolem mais as mentiras e manipulações da Globo”, afirmou. A ação faz parte da Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra, que tem por lema a célebre frase de Rosa Luxemburgo “Quem não se movimenta, não sente as cadeias que a prendem”.
Aécio poderá ficar na rabeira comendo o pó, na disputa pelo Senado

– Rejeitado no partido, Aécio pode provocar debandada – Para deputados, situação do senador prejudica a legenda e torna difícil manter o tamanho da bancada Via Jornal O Tempo Já rejeitado no palanque de dois pré-candidatos ao governo de Minas – Rodrigo Pacheco (ainda no MDB, mas prestes a se filiar ao DEM) e Marcio Lacerda (PSB) –, o senador Aécio Neves (PSDB) enfrenta um crescente isolamento em seu partido. Desde que foi flagrado pedindo R$ 2 milhões a Joesley Batista, da JBS, o ex-governador tem sofrido resistências que agora se ampliaram, inclusive com ameaças de debandada na legenda. Vários tucanos, sob a condição de anonimato, revelaram que a crise de imagem pela qual passa Aécio está atrapalhando o partido e todos os deputados. Por isso, hoje o senador está “sozinho e isolado”. “Seria melhor se ele saísse do partido. Assim, livraria todo mundo desse constrangimento. Ele conseguiu destruir o clima na legenda. E, por isso, ninguém quer coligar com a gente, e nenhum nome, como o senador Antonio Anastasia (PSDB), aceita disputar o governo. Ninguém quer carregar a culpa dele”, admitiu um deputado. Na avaliação de um correligionário, esse processo sinaliza uma “implosão” do PSDB, já que muitos deputados e prefeitos cogitam sair do partido. Como Anastasia insiste em não ser candidato ao governo de Minas e Aécio quer pleitear o Senado, a sigla pode ficar sem coligações e a chapa ficar mais pesada, sem a possibilidade de eleger ou manter as atuais bancadas estadual e federal.O isolamento de Aécio é tamanho que ele não foi nesta segunda-feira (5) ao evento Conexão Empresarial, que recebeu o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), pré-candidato da legenda ao Palácio do Planalto. Alckmin saiu pela tangente ao ser questionado se contaria com o senador em seu palanque. “O Aécio tem um serviço prestado a Minas, foi um grande governador e ele deve falar”, despistou. Por outras diversas vezes, Alckmin foi indagado sobre a presença do mineiro em seu palanque, mas não respondeu. Mais tarde, em uma sessão de perguntas feitas por empresários, não teve como fugir do questionamento. Um dos participantes perguntou: “Aécio ajuda ou atrapalha nas eleições de 2018?” “Tenho grande apreço pelo Aécio, pelos serviços prestados a Minas. Caberá a ele decidir o seu futuro”, disse. O descrédito da força de Aécio faz com que alguns conselheiros defendam uma candidatura dele a deputado federal. “Falamos com ele que, se tiver 150 votos em cada cidade, será eleito deputado sem sair de casa”, disse um interlocutor tucano, que realçou o “orgulho” de Aécio como um empecilho para essa mudança de planos. Outro tucano disse que o senador está sendo “egoísta ao não dar o braço a torcer”. Tem sido cada vez mais difícil fazer com que antigos aliados topem ficar no mesmo palanque do parlamentar. “Quando vamos a Brasília conversar com deputados, dizem que, se Aécio estiver no projeto, estarão em outro lado”, diz um tucano. O ápice do constrangimento se deu quando um grupo do partido em Contagem tentou resistir a recepcionar Aécio, nos próximos dias, no município, que deve receber, graças ao empenho do senador, cerca de R$ 350 milhões do PAC das Cidades. O enfraquecimento de Aécio tem feito, inclusive, com que outros nomes da legenda ousem voos mais altos. É o caso do presidente da Câmara de Belo Horizonte, Henrique Braga, que tem se colocado como pré-candidato da legenda ao Senado, a despeito do interesse de Aécio em disputar mais uma vez o cargo. A aliados, ele já avisou que, se preciso for, enfrentará Aécio em prévias. Cavaleiro solitário. O presidente do PSDB de Minas e deputado federal, Domingos Sávio, disse que Aécio Neves não foi receber Alckmin na segunda-feira porque estava em Brasília, cumprindo sua missão. Ele ainda saiu em defesa do tucano e declarou que já passou do limite a tentativa de, toda hora, alfinetar o senador. “Essa tentativa insistente de colocar o Aécio como se fosse carta fora do baralho, além de interessar às oposições, parece-me um jogo muito injusto com quem fez tanto por Minas, com quem tem uma história que foi, obviamente, desconstruída. E essa história está sendo reconstruída por aqueles que, de fato, conhecem o seu trabalho. O senador terá um papel importante na organização do PSDB em Minas e no Brasil”, garantiu. Lacerda Silêncio. Questionado se Aécio dificulta uma aliança com o PSDB, o ex-prefeito da capital Marcio Lacerda (PSB), pré-candidato em Minas, desconversou. “Não sei. Ele está definindo que caminho vai tomar”, disse.
Lula, o ‘condenado’, é o presidente mais desejado e o menos rejeitado

– Vejam o paradoxo a que a insânia midiático-judicial nos levou. Por Fernando Brito – Tijolaço A pesquisa CNT/MDA divulgada na terça-feira (6) mostra que, somados os que dizem que Lula “é o único candidato em que votariam” (27,6%) e os que “poderiam votar nele” (22,5%) tem-se a maioria absoluta dos eleitores e, se considerado o percentual dos que “não votam em ninguém”, algo como 60% dos brasileiros. É mais ou menos o percentual de votos válidos que ele alcança nas simulações de segundo turno. Lula também é o menos rejeitado de todos os candidatos, um milagre, se considerados os tr~es anos de campanha midiática avassaladora contra ele. Os 27,6% de vinculação do voto exclusivo em Lula – “o único em que poderia votar” – superam em mais de o dobro os de Bolsonaro (13,3%) e ainda mais quando se trata de Marina Silva (5%) e Geraldo Alckmin (3,5%). Quase o dobro – ou mais, muito mais – é também o mínimo que Lula tem em qualquer das simulações de segundo turno. O adversário mais forte, Jair Bolsonaro, perde de 25,8 (36,86 dos válidos) a 44,1 (63,14% dos válidos) para ele. O resto é daí para pior. E no entanto, estamos na iminência de termos uma eleição na qual o franco favorito é impedido de concorrer. O que, pela pesquisa, poderá ser inócuo: 16,4% dizem que votam em qualquer candidato indicado por ele e mais 26, 4% poderiam votar, dependendo do candidato. Nada menos, portanto, que 42,8% dos eleitores têm disposição de seguir sua recomendação de voto. Mais que o suficiente, tirando a parcela dos que não votam em ninguém, para fazer maioria. Uma advertência a quem quiser entender de que poderemos ter um candidato eleito “em nome de Lula”. E, claro, uma crise anunciada. A íntegra da pesquisa está aqui, em pdf