Aécio sabe que provavelmente será preso

 – Quem diz é o jornalista Gabriel Mascarenhas, da coluna Radar Online; a previsão foi feita pelo próprio tucano a amigos depois que a Primeira Turma do STF decidiu manter a prisão de sua irmã, Andrea Neves –  – O senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) sabe que provavelmente será preso, diz é o jornalista Gabriel Mascarenhas, da coluna Radar Online. A previsão teria sido feita pelo próprio tucano a amigos depois que a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu manter a prisão de sua irmã, Andrea Neves, na última terça-feira. O pedido de prisão contra Aécio, feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, será julgado pela Corte no próximo dia 20. TEMENDO PRISÃO, AÉCIO PEDE PARA SER JULGADO PELO PLENO DO STF   Felipe Pontes – Repórter da Agencia BrasilA defesa do senador Aécio Neves (PSDB-MG) pediu hoje (16) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o pedido de prisão contra ele seja julgado por todos os 11 integrantes da Corte, em plenário, e não pela Primeira Turma, composta por cinco ministros, conforme previsto. Para a defesa de Aécio Neves, o tema afeta a relação entre os poderes e deve ser julgado pelo plenárioArquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil Está marcada para terça-feira (20), na Primeira Turma, o julgamento de dois recursos: um do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que quer a prisão preventiva de Aécio, e outro do próprio senador pedindo que seja assegurada sua liberdade. Para julgar a questão, os ministros deverão analisar a aplicação ao caso do artigo 53 da Constituição, segundo o qual os parlamentares “não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável”. O advogado Alberto Zacharias Toron, que representa Aécio, argumentou que o tema afeta a relação entre os poderes, e, por isso, deve ser analisado pela composição completa do Supremo, “diante do inegável alcance político/institucional que a controvérsia assume”. Ao negar um primeiro pedido da PGR pela prisão de Aécio, o ministro Edson Fachin, então relator do caso, mencionou a garantia constitucional do parlamentar, mas disse que, em um momento posterior, o assunto deveria ser melhor discutido em plenário. Entretanto, após a redistribuição do processo, a pedido da defesa, o novo relator, Marco Aurélio Mello, pautou a questão para a Primeira Turma. Nesta semana, a Primeira Turma do STF decidiu, por 3 votos a 2, manter Andréa Neves, irmã de Aécio, presa preventivamente, ao julgar improcedente um recurso da defesa. Votaram a favor da prisão os ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux, enquanto o relator, Marco Aurélio Mello, e Alexandre de Moraes votaram pela soltura da investigada.

A política mineira de pernas pro ar

 – Em Minas, quando as coisas estão confusas na política, se diz que “vaca está estranhando bezerro”, numa viagem às antigas tradições, costumes e linguagem, próprios de uma época que já vai longe.- *Por Carlos Lindenberg  Era um tempo em que do interior mineiro vinham os coronéis do PSD, da UDN, do PR e de outras siglas mortas pela ditadura de 1964 e enterradas pelos anos que se passaram. Era a Minas rural de Raul Soares, de Benedito Valadares, de Artur Bernardes e de tantos outros que formaram a velha escola do jeito mineiro de fazer política. Essa, não existe mais. Para saudade de uns e comemoração de outros. Mas algumas expressões permanecem, como a de ”vaca estranhando bezerro” ou ainda a de “catitu fora da manada é comida de onça”. A de “vaca estranhando bezerro” se aplica ao momento atual da politica não apenas em Minas como de resto no país, desde que no ano passado o vice-presidente Michel Temer se aliou aos seus antigos adversários do PSDB e juntos, com a inestimável ajuda do então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, não por acaso também do PMDB, resolveram tirar da presidência da República a recém-reeleita Dilma Rousseff. Instigava e liderava o movimento golpista o senador Aécio Neves, ex-governador do Estado, neto do antológico ex-presidente Tancredo Neves e até então comandante supremo das forças políticas do Estado. Na reeleição, Dilma derrotou o condestável Aécio em seu próprio Estado e as forças aecistas perderam o Palácio da Liberdade para o adversário do PT, Fernando Pimentel. Pronto, de lá para cá as coisas desandaram, no País e, particularmente, em Minas. A primeira consequência do revés de 2014 foi uma nova derrota do PSDB, em 2016, em que o estreante Alexandre Kalil, com discreto apoio do governador Pimentel, venceu o tucano João Leite e se elegeu prefeito de Belo Horizonte. Com isso, o partido parece que perdeu a rota dos votos no Estado e ainda não se reencontrou. Para complicar as coisas, o senador Aécio Neves, em cuja sombra não cresceu ninguém, o que parece ser uma característica da família, foi abatido em pleno voo pelas denúncias de Joesley Batista, um dos donos da JBS, que lhe faz graves acusações, o que culminou com o seu afastamento do cargo de senador – por determinação do STF – na prisão de sua irmã, Andrea, coisa impensável em Minas em qualquer tempo, e de seu primo Frederico. Com Aécio correndo ainda o risco de ser preso, como quer o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot. O resultado de tudo isso é que o PSDB não tem um candidato natural à sucessão do governador Fernando Pimentel, a despeito do esforço que faz o ex-deputado Dinis Pinheiro, do PSDB e presidente da Assembleia Legislativa no governo Aécio/Anastasia, percorrendo o Estado de ponta a ponta, ou do ex-prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, do PSB, que também vem se reunindo com prefeitos e ex-prefeitos na busca de um discurso municipalista que possa viabilizar sua pretensa candidatura. Com isso, Fernando Pimentel, mesmo que enfrentando dificuldades financeiras no governo, como de resto boa parte dos Estados, se não encontra facilidades também não vê obstáculos intransponíveis para uma tentativa de reeleição, ainda que não possa contar com seu vice, Antônio Andrade, do PMDB, que se rendeu a Michel Temer já na fase do pré-golpe contra Dilma Rousseff. Para culminar com esse desarranjo do PSDB no Estado, acirrado pela reafirmação do apoio tucano ao governo de Temer, coube ao deputado estadual João Vitor Xavier, um dos mais votados do partido na última eleição, e secretário-geral do diretório regional ocupar a tribuna da Assembleia para um vigoroso ataque à decisão da cúpula de permanecer no “cambaleante governo Temer” e de lhe dar suporte parlamentar. Indignado com decisão, João Vitor destacou o que chama de incoerência do PSDB que “há um ano decidiu participar do governo que pouco antes questionara judicialmente, ao pedir a anulação da chapa Dilma-Temer. Incoerência reforçada agora com a decisão de permanecer nesse governo já morto, embora não sepultado”, recordando a postura histórica dos ex-governadores Franco Montoro e Mário Covas – este último, por sinal, responsável pela não adesão do PSDB ao governo do então presidente Collor, na década de 90. Bravo, o deputado tucano atacou da tribuna da Assembleia: “Lamento profundamente a decisão do partido de compactuar com um governo que não tem razão de ser ética e moral. O PSDB não perde a mania do caciquismo, distanciando-se das ruas em troca de espaço no governo. Isso é fisiologismo. Uma incoerência e um equívoco em sua história recente.” Ninguém do partido, nem na Assembleia, nem de outra forma, contestou o deputado. Por situações assim é que em Minas, quando a confusão política aumenta, é que se diz que “vaca está estranhando bezerro”. E é exatamente assim que está a política mineira desde que Pimentel desalojou os tucanos do Palácio da Liberdade, que o PSDB ajudou a derrubar Dilma e que seu líder maior no Estado foi alvejado pelas denúncias de Joesley Batista, culminando com a decisão do partido de permanecer como condômino do PMDB na sustentação de Temer – para desencanto certamente de muitos tucanos, como manifestou o deputado mineiro João Vitor Xavier. * Carlos Lindenberg é diretor do 247 em Minas

GLOBO DESTILAM ÓDIO E PRECONCEITO

 – O ex-ministro Aldo Rebelo (PCdoB) usou as redes sociais para se posicionar sobre os supostos ataques que a jornalista Miriam Leitão teria sofrido, durante um voo, de militantes do PT –  Aldo disse que o ataque a Miriam até seria lamentável, mas que ela e o jornalista Merval Pereira destilam diariamente “ódio e preconceito” além de “fazerem mal ao convívio democrático” – Por coluna Labafero/cadaminuto.com.br – O ex-ministro alagoano Aldo Rebelo, do PC do B, resolveu se manifestar em suas redes sociais sobre os ataques que a jornalista Miriam Leitão recebeu de delegados do PT em um vôo que ia de Brasília a São Paulo. As manifestações do político, natural de Viçosa, passaram longe de ser uma mensagem de apoio. Pelo contrário. Aldo disse que o ataque a Miriam até seria lamentável, mas que ela e o jornalista Merval Pereira destilam diariamente “ódio e preconceito” além de “fazerem mal ao convivio democrático”

Falso moralismo tucano deixa legião de órffão

 – Se não bastasse a decepção com Aécio, que poderá ser preso no dia 20, os simpatizantes do PSDB ainda viram o partido embarcar num abraço de afogados com Michel Temer para salvar seus investigados na Lava Jato –   – Da advogada Janaina Paschoal, que pediu a prisão de Aécio Neves, ao apresentador Marcio Garcia, que comparou a queda do tucano a um flagra com sua mulher na cama, a crise moral do PSDB deixou uma legião de órfãos; nos últimos dias, o ex-ministro Miguel Reale e o empresário Ricardo Semler anunciaram sua desfiliação; na Globo, tanto João Roberto Marinho, em editorial, como o colunista Merval Pereira, expressaram seu descontentamento; lista de ex-amigos de Aécio inclui ainda nomes do entretenimento como Luciano Huck e Marcelo Madureira Nunca foi tão difícil ser simpatizante do PSDB como neste idos de 2017. Um ano depois de um golpe parlamentar que arruinou a economia brasileira, liderado pelo senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) e feito “só para encher o saco”, os tucanos perderam também o discurso moralista que usaram como trampolim político nos últimos anos. Nesta semana, quando muitos esperavam que o PSDB entregasse seus cargos no governo de Michel Temer, que será denunciado pela Procuradoria-Geral da República por corrupção, organização criminosa e obstrução judicial, a cúpula tucana fechou um acordo com o PMDB de proteção mútua. De um lado, o PSDB dá votos a Temer no Congresso. De outro, os peemedebistas impedem a cassação de Aécio, pego num esquema filmado e gravado de propinas de R$ 2 milhões da JBS. Tamanha lassidão moral causou profundos danos à imagem do partido. O ex-ministro Miguel Reale Júnior, um dos autores da peça jurídica das pedaladas fiscais, usadas para justificar o golpe, se desfiliou do PSDB, alegando ser impossível continuar ligado a um partido tão frouxo eticamente. A advogada Janaina Paschoal, co-autora da peça, defendeu a prisão de Aécio. Na mídia mais alinhada ao PSDB, a decepção foi também gigantesca. Tanto o jornal O Globo, de João Roberto Marinho, como seu colunista Merval Pereira se posicionaram contra o pacto espúrio firmado entre tucanos e peemedebistas. Para completar, a lista de órfãos do falso moralismo tucano também atingiu diversas personalidades do mundo do entretenimento, como Luciano Huck, Marcelo Madureira e Márcio Garcia, que passaram a integrar a lista de ex-amigos de Aécio. Garcia disse que a decepção foi gigantesca e comparável à de encontrar sua mulher na cama com outro amante. Mas já dava para desconfiar de Aécio, Temer e companhia, não é?

A farra continua na Câmara de Montes Claros

 – Por 13 votos à 9, a Câmara municipal de Montes Claros rejeitou o projeto do vereador Oliveira Lêga que puniria a prática de abandono de plenário do vereador que, mesmo ausente das reuniões, recebe o pagamento integral -.  A Câmera Municipal de Montes Claros impediu, na última terça-feira (13), a aprovação do projeto do vereador Oliveira Lêga, que proibia a figura do vereador fujão, que responde a chamada e vai embora, mesmo ganhando R$15.193,00 por mês, para, obrigatoriamente, participar de oito reuniões ordinárias e extraordinárias. O edil propôs uma emenda no regimento interno, onde seria considerado presente apenas os vereadores que registrarem a presença desde o início da sessão e durante todo procedimento, inclusive da votação. Porém, os vereadores: Idelfonso Saúde; Wilton Dias; Edmilson Magalhães; Ailton do Vilage; Doutor Marlon; Dr.Valdivino; Graça da Casa do Motor; Ildeu Maia; Marcos Nem; Pastor Elair; Raimundo do INSS; Valcir da Ademoc e Valdecy Contador derrotaram a iniciativa de acabar com esta “farra’ na Câmara de Montes Claros. Apenas os vereadores: Oliveira Lêga; Daniel Dias; Aldair Fagundes; Rodrigo Cadeirante; Soter Magno; Maria Helena Lopes; Júnior Martins; Neia do Criança Feliz e Leão votaram contra a continuidade desta “farra” na Câmara municipal de Montes Claros..

Suplente de Aécio é réu por improbidade administrativa

 – Elmiro Nascimento responde processo desde 2013 sob a suspeita de empregar funcionários fantasmas quando era deputado estadual – Com o afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG) do mandato por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, o nome de Elmiro Alves do Nascimento (DEM) reaparece no cenário político. Ele é o primeiro suplente na chapa e pode ficar com a vaga, em caso de cassação do mandato de Aécio. Ex-deputado estadual, ex-prefeito de Patos de Minas e ex-secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento na gestão de Antonio Anastasia (PSDB), Elmiro responde no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) por improbidade administrativa. Elmiro Nascimento é réu em ação movida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) que o acusa de lotar funcionários fantasmas em seu gabinete quando era deputado estadual. Segundo o MP, a prática causou um dano ao erário público de R$ 458 mil. Além do político, também respondem Welington Ney da Silva, Dario Rodrigues Caixeta Campos Júnior e Márcio Lopes Cançado. Os crimes teriam ocorrido entre 2005 e 2009. O MP recebeu representação de que os três réus tinham cargos na Assembleia Legislativa de Minas, mas na verdade trabalhavam em fazendas e em negócios pessoais de Elmiro Nascimento em Patos de Minas. O MP ajuizou ação na 5ª Vara da Fazenda contra os quatro em 2011. A denúncia foi aceita em 23 de outubro de 2013 pelo juiz Manoel dos Reis Morais. “Há indícios de que referidos Réus, a bem da verdade, eram vinculados a outros trabalhos (a propriedade rural ou empresa do primeiro Réu). Portanto, frente a esses elementos probatórios, mostra-se aconselhável o recebimento da inicial”, despachou na época. O processo está em andamento na 5ª Vara da Fazenda em Belo Horizonte desde 2013 e tem audiência de julgamento agendada para 12 de setembro de 2017. Procurado pela reportagem do Dom Total, o TJMG explicou, via assessoria, que somente os andamentos locais estão suspensos, medida necessária até o retorno de depoimentos de testemunhas que estão fora de BH. Outros processos: Elmiro Nascimento (DEM/MG) TRF-1 Subseção Judiciária de Patos de Minas Processo Nº2005.38.06.000683-5 – Sofre ação de execução fiscal movida pelo INSS, tendo como objeto contribuições previdenciárias. TRF-1 Subseção Judiciária de Patos de Minas Processo Nº2005.38.06.000737-8 – Sofre ação de execução fiscal movida pela Fazenda Nacional, tendo como objeto contribuição social. TRF-1 Subseção Judiciária de Patos de Minas Processo Nº2008.38.06.001502-0 – Sofre ação de execução fiscal movida pela Fazenda Nacional, tendo como objeto contribuições previdenciárias.

Rogério Correia: Blindagem a Aécio era absurda

 – O homem preparado para governar o Brasil, era na verdade um perfeito menino do Rio, com brasão tatuado no braço. Um príncipe – Mas o príncipe virou irremediavelmente cururu. Aquele que, quando morre, nem formiga come. Em entrevista à jornalista Conceição Lemes, do Viomundo, o deputado estadual Rogério Correia (PT-MG) revela como Minas Gerais foi sucateada nos governos tucanos; Correia também fala da blindagem midiática e judicial em favor de Aécio Neves; “Todos tinham conhecimento desse conjunto de denúncias que você está publicando hoje. Eu mesmo entreguei a essas instituições os documentos demonstrando as irregularidades, como improbidade administrrativa, corrupção, truculência desmedida contra os que dele discordassem. Assim como sempre passei amplamente à imprensa essas denúncias. Só que preferiram blindá-lo absurdamente”, diz Correia Conceição Lemes, no Viomundo Ao disputar a presidência da República, em 2014, Aécio Neves, queridinho da Globo, Veja, Isto É, Época, Estadão, Folha, recebeu apoio maciço da grande mídia, que prontamente incorporou o slogan dos marqueteiros dele — “o homem preparado para governar o Brasil”. Um perfeito menino do Rio, com “brasão” tatuado no braço. Um príncipe. No início da noite de 17 de maio, assim que caiu na rede a reportagem de O Globo, revelando grampos-bomba, ele começou a se transformar: * Joesley Batista, dono da JBS, havia gravado uma conversa de 30 minutos com o senador e presidente nacional do PSDB, pedindo-lhe R$ 2 milhões. *O dinheiro vivo, entregue a um primo de Aécio, Frederico Pacheco de Medeiros, foi depositado na conta de empresa do senador Zezé Perrella (PMDB-MG). Na manhã do dia seguinte, 18 de maio, ao olhar-se no espelho, ele viu um sapo. O primo Fred e a irmã, Andrea Neves, tinham sido presos em suas casas, na Grande Belo Horizonte. Andrea é considerada operadora do irmão nas irregularidades investigadas pela Lava Jato. Fred foi o administrador financeiro da campanha de Aécio à presidência. O seu gabinete no Senado, a casa em Brasília, o apartamento no Rio de Janeiro e o em Belo Horizonte foram alvo de busca apreensão pela Polícia Federal (PF). O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento imediato de atividades parlamentares, mandou apreender o passaporte e o proibiu de ter contato com outros investigados. No final da tarde, menos de 24 horas após a denúncia vir a público, Aécio pediu o afastamento da presidência do PSDB. Em comunicado oficial, disse: “Me dedicarei diuturnamente a provar a minha inocência e de meus familiares para resgatar a honra e a dignidade que construí ao longo de meus mais de 30 anos de vida dedicada à política e aos mineiros, em especial”. A cada dia, novas denúncias são divulgadas. Aguarda-se para breve a delação de Oswaldo Borges da Costa, o Oswaldinho, principal operador de Aécio, inclusive na Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig). O príncipe virou irremediavelmente cururu. Aquele que, quando morre, nem formiga come. Pesquisa da CUT/Vox Populi divulgada na segunda-feira passada (06/06) sobre intenção de voto para presidência da República em 2018 aponta nessa direção. Aparece com zero por cento de intenção de voto. “Aécio ludibriou os brasileiros”, disse há alguns dias o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. “Judiciário, Ministério Público, imprensa e mesmo boa parte dos eleitores tinham conhecimento das denúncias envolvendo o senador Aécio”, rebate o deputado estadual Rogério Correia (PT-MG), em entrevista exclusiva ao Viomundo. “Eu mesmo entreguei a essas instituições — em alguns casos várias vezes — documentos demonstrando improbidade administrativa, corrupção, truculência contra os que dele discordavam, entre outros crimes do senador Aécio”, atenta Rogério. “Assim como eu sempre passei amplamente à grande imprensa essas denúncias”, frisa. “Só que todos preferiram ignorá-las solenemente e blindar Aécio de forma absurda”, põe o dedo na ferida. Segue a íntegra da nossa entrevista. Viomundo – Nos últimos 13 anos, o senhor remou contra a maré na Assembleia Legislativa. Foi praticamente uma voz solitária, persistente, contra os malfeitos de Aécio Neves, Antônio Anastasia e o PSDB de Minas. Tem ideia de quantas representações fez contra as gestões deles ao Ministério Público Estadual (MPMG) e ao Ministério Público Federal (MPF)? Rogério Correia – Nossa! Muitas, a maioria contra o Aécio. No levantamento que acabamos de fazer, a pedido de vocês, do Viomundo, nós elencamos uma porção delas. Mas há muito mais coisas. Eu não coloquei, por exemplo, os parentes do Aécio que trabalharam nos seus governos para não dizerem que é um problema pessoal. Não incluí também a perseguição implacável aos que ousassem discordar ou denunciar Aécio, tornando-se seus “inimigos”. Desse modus operandi de Aécio resultaram, por exemplo: *Tentativa da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) de cassar o meu mandato. *Prisão do jornalista Marco Aurélio Carone e o fechamento do jornal dele, o Novo Jornal. * No mesmo dia da prisão do Carone, houve invasão da casa do jornalista Geraldo Elísio – o Picapau –, com busca e apreensão de computador, pen-drives e documentos. *Perseguição ao lobista Nílton Monteiro, que atuou nos bastidores tucanos e também foi preso. *25 processos contra a Beatriz Cerqueira, coordenadora do SindUTE-MG e da CUT-MG, para intimidar a sua atuação sindical. Viomundo – Conhece o Aécio? Rogério Correia — Eu mal o conheço. Nós nos cumprimentamos umas poucas vezes em atividades institucionais. O meu problema em relação a ele não é pessoal. Devido à minha persistência em denunciar os malfeitos dele, muitos brincam comigo: “isso é caso de amor (risos). Não é, claro! (risos, de novo)”. O meu problema é com o que representam politicamente o aecismo e o PSDB mineiro. Eles provocaram o desmonte do Estado de Minas! Esse processo começou com Eduardo Azeredo [1995 a 1999] e Fernando Henrique Cardoso [na presidência da República, 1995 a 2003]. Todo o setor financeiro de Minas foi entregue a empresas privadas, preferencialmente de amigos. Venderam o Bemge, o Credireal, a Minas Caixa. Venderam a Cemig. Até o Mineirão foi entregue à iniciativa privada dos amigos. A Lei Kandir [Lei complementar nº87, de 13 de setembro de 1996], do governo Fernando Henrique, liquidou Minas! Viomundo – Por

AÉCIO NEVES SERÁ PRESO NO PRÓXIMO DIA 20

 – Maior articulador do golpe parlamentar de 2016 que arruinou a economia do País, o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) será preso no próximo dia 20, por determinação da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal que decidiu manter sua irmã Andrea Neves na prisão. Por coerência, Aécio não terá escapatória, por ser o chefe da quadrilha. Ele é acusado de corrupção passiva pelo recebimento de R$ 2 milhões em propina da JBS, e por obstrução de Justiça, por tentar impedir os avanços da Operação Lava Jato. O pedido de prisão de Aécio, feito pelo procurador-geral Rodrigo Janot, será julgado no próximo dia 20 também pela Primeira Turma, que é composta por cinco ministros, dos quais três – Luis Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Marco Aurelio Mello e Alexandre de Moraes. Os três primeiro votaram pela manutenção da prisão preventiva de Andrea Neves. Enquanto os dois últimos votaram pela libertação de Andreaa 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal, presa na operação Patmos após da delações da JBS, acusada de corrupção passava. Ao pedir a conversão da preventiva em medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, ela disse sua prisão se baseia em acusações contra o irmão. Andrea diz que se as acusações feitas pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, forem confirmadas, eventuais irregularidades são de responsabilidade de Aécio Neves. Se a maioria dos ministros da Primeira Turma do STF manteve Andrea Neves na prisão, que apontou para crimes praticados pelo irmão, é improvável imaginar que os magistrados deixariam o “líder” solto.

JIMI 2017 começa nesta quarta-feira (14/6)

 – Com a participação de 194 municípios, Jogos do Interior de Minas acontecem, simultaneamente, em oito cidades – Árbitro da FIFA, Alexandre Campos, apita disputa de futsal Os próximos dias serão de muito esporte nos quatro cantos de Minas Gerais. Entre os dias 14 e 18 de junho (quinta-feira a domingo), oito cidades recebem as etapas microrregionais dos Jogos do Interior de Minas (JIMI) 2017: João Monlevade, Pitangui, Jequitinhonha, Montes Claros, Pouso Alegre, Frutal, Cataguases e Ponte Nova. Estão previstas 974 partidas de basquete, futsal, handebol e voleibol, nos naipes masculino e feminino, com a participação de 194 municípios. As cerimônias de abertura acontecem nesta quarta-feira (14/6). Substituído em 2012 pelos Jogos de Minas, o JIMI volta ao seu formato original, atendendo a uma demanda da população mineira levantada durante os Fóruns Regionais de Governo. Neste ano, 321 municípios se inscreveram na competição – mais que o dobro da edição de 2016 dos Jogos de Minas Gerais. Para o secretário de Estado de Esportes, Arnaldo Gontijo, com 33 anos de tradição o JIMI traduz a importância do esporte na vida do povo mineiro. “É muito bom poder fazer parte deste retorno dos Jogos do Interior, que por tantos anos encantou, atraiu torcidas e motivou atletas de centenas de cidades. Quem é do interior, como eu, sabe o valor deste evento para a população, sabe como o JIMI mobiliza os municípios por onde passa, potencializa a economia, o turismo e a interação entre os participantes”, destaca. O secretário ressalta ainda o papel do evento no incentivo à prática esportiva pela população. Uma pesquisa divulgada recentemente pelo Ministério do Esporte revelou que, no país, seis em cada dez pessoas com 15 anos ou mais não praticaram esporte ou atividade física entre setembro de 2014 e setembro de 2015, contra 37,9% que praticaram. Em termos de população projetada, são mais de 100 milhões de sedentários e 61,3 milhões que se consideram mais ativos. Atletas vivem expectativa Cerca de 1.225 km separam Araporã, cidade com 6.717 habitantes na divisa de Minas com Goiás, e Jequitinhonha, município com 25.465 moradores, sede da microrregional Jequitinhonha-Mucuri, localizada no leste do estado. A distância, no entanto, não diferencia a expectativa dos atletas pela participação no JIMI. Os times masculinos araporenses participarão das disputas de basquete, futsal e handebol em Frutal – microrregional Triângulo Noroeste. Para o atleta Rodrigo Santana, goleiro do time de handebol, voltar ao JIMI é uma oportunidade de retomada do tradicional time da cidade. “Já participei em outras seis edições, comecei quando tinha 17 anos, e agora estou com 32. Nosso time é bem mesclado, alguns atletas com mais trinta anos e outros ainda são jovens”, afirma. O atleta ainda conta que as expectativas da equipe para os Jogos são grandes. “Temos uma base forte em Araporã e vamos entrar em quadra com o intuito de ganhar medalha”, declara. Já em Jequitinhonha, a ansiedade é dupla: por sediar a competição e para entrar em quadra. A cidade receberá representantes de 32 municípios – o maior número entre as microrregionais. Segundo o técnico de basquete masculino jequitinhonhense João Paulo Cabral, o time já está preparado para a disputa. “A equipe já participa há muitos anos dos Jogos, temos um time jovem, com atletas que disputaram o JEMG e não têm mais idade para a competição escolar”, afirma. “Desde 2013 conseguimos boas campanhas e chegamos à fase estadual”, prosseguiu. De acordo com o profissional, a cidade também está pronta para receber o evento. “Estamos ansiosos pelo começo da etapa, o município se preparou, o comércio, e a população está bem animada também”, conclui. Competição de futsal contará com árbitro FIFA Alexandre Campos é de Juiz de Fora. Árbitro de futsal do quadro da FIFA desde 2011, ele traz no currículo importantes competições: torneios sul-americanos, Grand Prix, Mundial Universitário, quatro finais de Liga Nacional, quatro finais de Taça Brasil, diversos desafios internacionais – entre eles, o confronto entre Brasil e Argentina, realizado em 2014 em Brasília diante de 69 mil torcedores – e 13 edições do JIMI. Neste ano, Alexandre atuará na microrregional Vertentes-Mata, em Cataguases e garante que traz a mesma expectativa de quando é escalado para jogos profissionais. “Minha estreia no JIMI foi em 2004, em Conselheiro Lafaiete. Desde então, sempre que posso, tenho muito prazer de participar. Para mim, é uma competição de igual importância se comparada àquelas em que represento o Brasil”, conta. “Independente de qualquer coisa, o trabalho do árbitro deve ser sempre sério. Desde o primeiro dia, é necessário disciplinar as equipes para que as disputas transcorram com tranquilidade. Por se tratar de um evento que não é profissional, às vezes é necessário também instruir alguns atletas que não conhecem tão bem as regras”, relata. A poucos dias do início dos Jogos, ele assume a ansiedade. “Esse friozinho na barriga faz parte, é importante para o árbitro. Se você não tem isso, pode não conseguir realizar o trabalho de forma eficaz. É sempre bom e motivador”, encerra. JIMI terá três etapas Em 2017, o JIMI é realizado em três etapas. A microrregional é a primeira delas e aponta os classificados para a regional, que será realizada, entre 6 e 10 de setembro de 2017, em quatro sedes – Pitangui, São João del-Rei, Montes Claros e Itabira – com disputas de basquete, futsal, handebol e voleibol. Diferente do que aconteceu em 2016, as equipes classificadas serão agrupadas em apenas uma divisão. Já a etapa estadual acontece entre 11 e 15 de outubro, com esportes coletivos, além dos individuais e paralímpicos: atletismo (paralímpico e convencional), natação (paralímpica e convencional), ciclismo speed, ciclismo mountain bike, judô, karatê, taekwondo, xadrez, bocha paralímpica e basquete em cadeira de rodas. Confira a programação das cerimônias de abertura das microrregionais: João Monlevade (Metropolitana)Data e horário: 14 de junho (quarta-feira), às 19hLocal ainda será definido Pitangui (Sudoeste-Oeste) | Sede tem a presença confirmada do secretário de Estado de Esportes, Arnaldo GontijoData e horário: 14 de junho (quarta-feira), às 19hLocal: Ginásio Poliesportivo da Praça de EsportesEndereço: Rua Francisco Borja, s/nº

Hemominas comemora o Dia do Doador de Sangue

 – A campanha Junho Vermelho — liderada em Minas Gerais pelo Governo do Estado, por meio da Fundação Hemominas — chama a atenção da população para a importância da doação de sangue, principalmente nesse período do ano, em que os estoques ficam muito baixos, alguns chegando a níveis críticos.- A doação de sangue — em sua maioria — é espontânea e se destina a pacientes que quase nunca serão conhecidos pelo doador, em um gesto revestido de amor, desprendimento e solidariedade Nesta quarta-feira (14/6) é celebrado o Dia Mundial do Doador de Sangue, data criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para lembrar o cidadão da importância de salvar vidas.   Desafio permanente A realidade das doações em Minas Gerais é parecida com a nacional, com menos de 2% da população cadastrada como doadora. Contudo, o ideal, segundo a Hemominas, seria alcançar 3%. Conforme a captadora do Hemocentro de Belo Horizonte, Cíntia Calu , há um trabalho permanente com a Assessoria de Comunicação a fim de atrair novos doadores e manter os que já existem. Campanhas são realizadas em períodos que antecedem os momentos mais críticos como Carnaval, Dia das Mães, Junho Vermelho, Dia dos Pais e festas de fim de ano.    Além da atuação dos servidores da Hemominas, os próprios funcionários dos hospitais, após treinamento, mantêm contato com familiares dos pacientes mostrando a eles a importância de se tornarem doadores permanentes. No mês de junho, os estoques ficam muito baixos em razão da queda na temperatura, quando as pessoas costumam ficar mais reclusas, porém, mais propensas a resfriados e gripes. Outro ingrediente que diminui o número de doadores é a vacinação. Nessa época, muitas pessoas se imunizam contra a gripe, e neste ano, especialmente, a vacina da febre amarela foi bastante procurada em razão do surgimento de casos da doença em muitos municípios brasileiros. Quando são vacinadas, as pessoas precisam obedecer a um prazo variável para restabelecer a condição de doador. A vacina da febre amarela, por exemplo, exige 30 dias. O hemocentro da capital tem capacidade para receber 400 doadores ao dia, mas a redução chega a 30% nos grupos sanguíneos negativos e 20% nos demais. Conforme a Hemominas, 42% de todos os doadores são do tipo “O positivo”, enquanto os outros 58% são formados por todos os outros grupos sanguíneos juntos, sendo que os negativos são imprescindíveis nos casos de urgência e emergência, como vítimas de acidentes. Atualmente, existe um sistema eletrônico que facilita o acesso do doador, entretanto, há preocupação constante com a segurança na doação e a entrevista se repete todas as vezes com os mesmos questionamentos numa relação de confidencialidade. A Hemominas considera imprescindível que o doador se preocupe com a saúde e tenha sinceridade nas informações prestadas, inclusive se ele está alimentado no momento da doação. Os homens podem doar sangue até quatro vezes ao ano, e as mulheres, três vezes. Amor e solidariedade Não há como não exaltar a atitude do doador de sangue. Cada rosto observado nos locais de doação reflete uma mistura de bons sentimentos como amor, serenidade, alegria, respeito, emoção e, acima de tudo, solidariedade. O funcionário da farmácia do Hospital das Clínicas, Gilmar Ferreira Júnior, 31 anos, é doador há alguns anos. Ele diz ter enorme satisfação em poder ajudar o próximo com a doação de sangue. “Para os que nunca doaram, podem vir tranquilos. Não há problema nenhum. Pessoas necessitam de sangue e esse nosso gesto pode salvar muitas vidas”, afirma Keila Villiere, turismóloga e doadora: “Estou feliz em contribuir” – Crédito: Divulgação/Hemominas Ao fazer a doação de sangue pela segunda vez, a turismóloga Keila Carla de Jesus Villiere, 33 anos, ressaltou a facilidade e a rapidez no atendimento do Hemocentro de Belo Horizonte. “Estou muito feliz em poder doar, contribuir com as pessoas que necessitam neste momento. E que eu possa vir mais vezes, contribuir de outras formas também. Já preenchi o formulário manifestando a minha disposição de fazer doação de medula óssea e espero que achem alguém compatível”, revelou Keila, esbanjando esperança.      Outro caso exemplar é o da administradora de empresas Audrey Moura. Ela é de uma família que tem a cultura da doação de sangue, mas precisa de uma superação pessoal para manifestar sua solidariedade. “Eu tenho um medo muito grande de agulha, sempre tive, mas um dia me enchi de coragem e falei: vou doar sangue”, conta. Apesar dos calafrios, ela conseguiu e não se arrepende. “Doar sangue é uma coisa que para você não faz uma diferença tão grande, mas para outra pessoa pode ser a diferença entre estar vivo ou não”. Ouça aqui seu depoimento. Se algumas décadas atrás as doações traziam alguma desconfiança, hoje a situação é bem diferente. Com os avanços da ciência e as inovações tecnológicas, as doações são cada vez mais seguras, sendo possível registrar qualquer alteração no sangue antes de utilizá-lo. Quando isso acontece, a bolsa é descartada e o doador recebe uma carta para que retorne ao local onde realizou a doação a fim de passar por novos exames. Existem ainda dois laboratórios específicos para a investigação do HIV, por exemplo, com resultados rápidos e confiáveis.  Em todo o estado A Fundação Hemominas tem uma história de 32 anos e desde o seu início investe no aperfeiçoamento dos processos para uma melhor e continuada prestação de serviço. Assim, desde 2002, a fundação fez opção pela gestão da qualidade, aprimorando práticas administrativas, que possibilitaram, em 2015, atingir 92% das transfusões no estado. Nessa trajetória, a Hemominas atendeu, em seus ambulatórios, mais de 7 mil pacientes com doenças genéticas do sangue, entre elas anemia falciforme e hemofilia. Nesse período de três décadas a evolução da Hemominas tem como resultado a garantia da qualidade, a segurança na transfusão e a ampliação do atendimento ao doador. Em 2016 foram registrados cerca de 360 mil candidatos à doação de sangue, bem como uma produção de 765 mil hemocomponentes. São mais de 5 milhões de testes laboratoriais, incluindo testes sorológicos, moleculares e imunohematológicos realizados nos laboratórios da administração central para todas as unidades, além de mais de 93 mil procedimentos e consultas. Também o