Enem: uso de ponto eletrônico leva irmãos para a prisão em Moc

Segundo informações da Polícia Militar, os dois são irmãos gêmeos e foram flagrados na mesma sala logo no início da aplicação das provas; eles estavam utilizando pontos eletrônicos, aparelhos celulares, fones de ouvido e documentos de identidade falsos. O caso foi registrado na Escola Estadual Armênio Veloso, no Bairro de Lourdes. Duas pessoas foram presas em Montes Claros (MG) por uso de ponto eletrônico durante o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste domingo (4). Essas pessoas já vinham sendo monitoradas pela Polícia Federal. Além desses participantes, 69 foram eliminados, dois por se recusarem a ser revistados por detector de metal, e 67 por descumprimento das regras do edital, como ausentar-se antes do horário permitido, não atender orientações dos fiscais, entre outras. O Enem é monitorado, pela primeira vez, no Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN), além dos Centros Integrados de Comando e Controle Regionais (CICCR), distribuídos pelas unidades da Federação e com representantes de todas as forças de segurança envolvidas na aplicação. Polícia Federal vai pedir perícia no ponto eletrônico usado por irmãos presos durante prova do Enem em Montes Claros A Polícia Federal irá pedir uma perícia no ponto eletrônico apreendido com os irmãos gêmeos durante tentativa de fraude na prova do Enem nesse domingo (4). De acordo com o delegado responsável pelo caso, Thiago Garcia Amorim, o objetivo da perícia será identificar se o equipamento era capaz de receber sinais de fora do prédio onde a prova era realizada, ou se os dois estavam agindo sozinhos. Os gêmeos de 22 anos foram flagrados na mesma sala da Escola Estadual Armênio Veloso, no Bairro de Lourdes. Com eles foram apreendidos ponto eletrônico, celulares, fones de ouvidos e RGs falsos. Segundo o delegado, os dois se mostraram arrependidos da tentativa de fraude. “Eles perceberam que fizeram besteira. Pelo depoimento, eles afirmam que um deles terminaria a prova para passar as respostas ao irmão. Nossas investigações agora se concentram em esgotar todas as possibilidades de envolvimento de outras pessoas neste esquema”, afirma o delegado. Gêmeos são presos usando durante prova do Enem No depoimento, os gêmeos afirmaram ainda que estavam trabalhando e não estavam totalmente focados na realização da prova, e um deles pretente cursar medicina. De acordo com o advogado Emerson Coredeiro, os irmãos trabalhavam como atendentes de telemarketing e acredita que a atitude dos clientes foi apenas uma brincadeira de mau gosto. “Eles são dois garotos que não o possuem envolvimento com nenhum tipo de crime. Isso foi uma atitude isolada, atípica. Como eles foram retirados da sala bem no início das provas, o crime está classificado na modalidade tentada. Inclusive, os celulares estavam sem bateria, o que impossibilita o crime. Estamos pedindo uma audiência de custódia e esperamos que eles sejam soltos nesta audiência”.
Crime da Samarco completa três anos e nada de reparação

Atingidos pelo rompimento da Barragem do Fundão realizam marcha de Mariana a Vitória para protestar contra o descaso de empresas e autoridades As vítimas do crime ambiental da Samarco, que devastou o Rio Doce e suas margens, realizam manifestações ao longo do curso do rio de 650 km a partir deste domingo (4). Na segunda-feira (5), o crime completa três anos, sem resposta real da Justiça e sem punição das empresas. Nenhuma casa foi construída, milhares não são reconhecidos, e a população denuncia que a Fundação Renova, constituída para restituir a sociedade e o meio ambiente, “empurra” os problemas sem previsão de reparação real na vida dessas famílias. Para denunciar os três anos sem respostas e fortalecer a luta nas regiões, os atingidos e atingidas pelo crime da Samarco-Vale-BHP, organizados no Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), realizam a Marcha “Lama no Rio Doce: 3 Anos de Injustiça”, até 14 de novembro. A Marcha tem início nos dias 4 e 5 de novembro, com um encontro de mulheres que debate as consequências do crime na vida das mulheres e crianças na Bacia do Rio Doce, em Mariana, em Minas Gerais, de onde os atingidos seguem para iniciar o mesmo trajeto feito pela lama, até Vitória no Espírito Santo. “As mulheres não são reconhecidas pela Renova; somos 70% que não são atendidas por nenhum dos programas em toda a Bacia. Nós é que temos que lidar com os problemas de saúde, a falta do território que tínhamos antes, a perda de laços comunitários e familiares que o crime trouxe, devemos ser reconhecidas e respeitadas”, reafirma a atingida Márcia, de Colatina. Com a mensagem “Do Rio ao Mar: Não vão nos calar!”, a marcha realiza ações em outros dez municípios do trecho até o mar, com feiras de saúde, atos culturais, caminhadas, celebrações religiosas e assembleias. “Estamos fazendo uma marcha ampla, que vai unir nós atingidos de toda a Bacia do Rio Doce para lutarmos juntos, porque só assim somos ouvidas pela sociedade e atendidas pelas empresas criminosas”, afirma Letícia, do MAB. Histórico do descaso No dia 5 de novembro de 2015, a Barragem de Fundão, da mineradora Samarco, controlada pela Vale e pela BHP Billiton, se rompeu e derramou 48,3 milhões de metros cúbicos de lama de rejeitos na natureza. A lama percorreu cerca de 650 km entre Mariana, em Minas Gerais, até a foz do Rio Doce no município de Linhares, Espírito Santo, espalhando-se por várias comunidades ao norte e ao sul da foz. Atingiu, pela sequência, o córrego Santarém, o Rio Gualaxo do Norte, o Rio Carmo e todo o Rio Doce em um trajeto que compreende 43 municípios. Destruiu diversas casas, bens, modos de vida, fontes de renda, sonhos e projetos de vida. O rompimento matou 19 pessoas e provocou um aborto forçado pela lama no distrito de Bento Rodrigues (MG). Destes, ainda há um corpo desaparecido de um trabalhador direto da Samarco. Via Rede Brasil Atual
Pelo poder, Moro cometeu 11 violações aos direitos de Lula

Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) vai entrar com representação no Conselho Nacional de Justiça pedindo garantia da legalidade de atos de membros do Judiciário A Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) emitiu nota em que critica a decisão do juiz federal de primeira instância Sergio Moro de aceitar o cargo de ministro da Justiça no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Os juristas elencam 11 episódio que exemplificam a conduta “excepcionalmente ativista” por parte do magistrado, que foi criticado por especialistas brasileiros e estrangeiros. “Em diversos episódios, restou evidente a violação do principio do juiz natural no critério da imparcialidade que deve reger o justo processo em qualquer tradição jurídica. Um juiz deixa de ser independente quando cede a pressões decorrentes de outros Poderes do Estado, das partes ou, mais grave, a interesses alheios à estrita análise do processo, deixando não apenas as partes, como também toda a sociedade sem o resguardo dos critérios de justiça e do devido processo legal”, diz a nota. Nesta quinta-feira (1º), em reunião na casa de Bolsonaro, no Rio de Janeiro, foi confirmada a indicação de Moro para o cargo. Na ocasião, o magistrado afirmou que aceitou o convite com a “perspectiva de implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado”. Entre outras críticas, ABJD aponta as conversas entre o juiz e representantes de Bolsonaro ainda durante a campanha eleitoral. “Moro não poderia, em acordo com as normas democráticas vigentes, praticar qualquer ato de envolvimento político com o governo eleito ou com qualquer outro enquanto fosse juiz. Ao fazê-lo viola frontal e acintosamente as normas que estruturam a atuação da magistratura, tornando tal violação ainda mais impactante ao anunciar que ainda não pretende se afastar formalmente da magistratura, em razão de férias vencidas”. Para tirar Lula da disputa eleitoral, Moro descumpriu leis e antecipou trâmites, entre outras ilegalidades Confira a íntegra da nota: A Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD), entidade que congrega os mais diversos segmentos de formação jurídica em defesa do Estado Democrático de Direito, vem a público, diante do aceite do juiz federal Sergio Moro para integrar o Ministério da Justiça e da Segurança Pública do governo de Jair Bolsonaro, manifestar espanto e grave preocupação com este gesto eminentemente político e consequencial ao comportamento anômalo que o juiz vinha adotando na condução da operação Lava Jato. A conduta excepcionalmente ativista adotada pelo juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba sempre foi objeto de críticas contundentes por parte da comunidade jurídica nacional e internacional, rendendo manifestações em artigos especializados e livros compostos por centenas de autores, a denunciar o uso indevido da lei em detrimento das garantias e liberdades fundamentais. Em diversos episódios, restou evidente a violação do principio do juiz natural no critério da imparcialidade que deve reger o justo processo em qualquer tradição jurídica. Um juiz deixa de ser independente quando cede a pressões decorrentes de outros Poderes do Estado, das partes ou, mais grave, a interesses alheios à estrita análise do processo, deixando não apenas as partes, como também toda a sociedade sem o resguardo dos critérios de justiça e do devido processo legal. Um juiz que traz para si a competência central da maior operação anticorrupção da história do Brasil não pode pretender atuar sozinho, à revelia dos demais Poderes e declarando extintas ou suspensas determinadas regras jurídicas para atender a quaisquer fins de apelo popular. Um juiz com tal concentração de poder deveria ser exemplo de máxima correição no uso de procedimentos jurídicos e tomada de decisões processuais, tanto pelos riscos às liberdades e direitos dos acusados como pelos efeitos nocivos de caráter econômico inexoravelmente provocados pela investigação de agentes e empresas. No entanto, o que se viu nos últimos anos foi o oposto. O comportamento do juiz Sergio Moro, percebido com clareza até pela imprensa internacional ao noticiar um julgamento sem provas e a prisão política de Lula, foi a de um juiz acusador, perseguindo um réu específico em tempo recorde e sem respeitar o amplo direito de defesa e a presunção de inocência garantida na Constituição. Recordem-se alguns episódios que denotam que o ativismo jurídico foi convertido em instrumento de violação de direitos civis e políticos, a condicionar o calendário eleitoral e o futuro democrático do país, culminando com a aceitação do magistrado ao cargo de Ministro da Justiça: 1. No início de 2016, momento de grave crise política, o juiz Sergio Moro utilizou uma decisão judicial para vazar a setores da imprensa uma conversa telefônica entre a então presidenta da República, Dilma Rousseff, e o ex-presidente Lula por ocasião do convite para assumir um ministério; 2. Em março de 2016, o juiz autorizou a condução coercitiva contra o Lula numa operação espetáculo, eivada de irregularidades e ilegalidades também contra familiares e amigos do ex-presidente; 3. Em 20 de setembro de 2016, às vésperas das eleições municipais, o juiz aceitou uma denúncia do Ministério Público contra Lula e iniciou a investigação do caso Triplex. O que se seguiu durante os meses seguintes foi um festival de violações ao devido processo legal, de provas ilícitas a violação de sigilo profissional dos advogados. Esses abusos foram denunciados ao Comitê Internacional de Direitos Humanos da ONU; 4. A sentença condenatória do caso Triplex, em julho de 2017, provocou revolta na comunidade jurídica, que reagiu com uma enxurrada de artigos contestando tecnicamente o veredito nos mais diversos aspectos e chamando a atenção para o comportamento acusatório e seletivo do magistrado; 5. A divulgação da sentença condenatória do caso foi feita um dia após a aprovação da reforma trabalhista no Senado Federal, quando então já se falava em pré-candidatura de Lula ao pleito de 2018; 6. O julgamento recursal pelo TRF4 em 27 de março de 2018, como se sabe, foi realizado em tempo inédito, em sessão transmitida ao vivo em rede nacional. Vencidos os prazos de embargos declaratórios, o Tribunal autorizou a execução provisória da pena, dando luz verde à possível prisão a ser decretada pelo juiz Sergio Moro, momento em que as
Cruzeiro vence clássico, cola no G-6 e joga o América para a Zona

Clube celeste chegou aos 46 pontos, enquanto o Coelho entrou no Z-4 O Cruzeiro dominou o América a maior parte do jogo, venceu por 2 a 1, e alcançou o segundo triunfo consecutivo no Campeonato Brasileiro em clássico disputado na tarde deste domingo, no Independência. O time celeste marcou com Arrascaeta ainda na primeira etapa e ampliou com Thiago Neves, de pênalti, no segundo tempo. O Coelho ainda conseguiu descontar com Rafael Moura, também de pênalti, mas não teve tempo suficiente para buscar uma reação. O time do Lanna Drumond chegou ao seu nono jogo sem vitória. Com o resultado positivo, o Cruzeiro chegou aos 46 pontos e ultrapassou o Atlético-PR. O time de Mano Menezes agora ocupa a 8ª colocação da Série A. Já o América entrou na zona do rebaixamento. Na 17ª posição, o time de Adilson Batista ainda poderá cair para 18º caso o Sport vença o Ceará nesta segunda-feira, às 20h, na Ilha do Retiro. Em mais uma semana cheia para treinamentos, o técnico Mano Menezes agora passará a preparar sua equipe para o jogo diante do Atlético-PR, no próximo sábado, às 19h, na Arena da Baixada. Os jogadores se reapresentam na Toca da Raposa II nesta terça-feira, às 16h. O grupo embarca para Curitiba na tarde de sexta-feira, véspera do duelo contra o Furacão. O América, por sua vez, terá mais um duelo em seus domínios, contra o Paraná, às 21h de sábado.
Coelho está na zona de rebaixamento, com grande risco de queda

Adilson diz como pretende fazer para segurar o América na Série A do Brasileiro Pressionado pela má fase do América, que entrou na zona de rebaixamento e corre grande risco de cair para a Série B, o técnico Adilson Batista disse que vai trabalhar com os jogadores sem pressioná-los ainda mais. O técnico prometeu muita conversa e correção de erros nos treinos durante a semana. “Mostrando, corrigindo, mostrando vídeo, levando para o treino”, enumerou o treinador. A última vitória do time americano ocorreu no dia 6 de setembro, pela 23ª rodada. Desde então, foram cinco empates (Ceará, São Paulo, Corinthians, Atlético e Grêmio) e quatro derrotas (Botafogo, Atlético-PR, Chapecoense e Cruzeiro). Antes da derrota no clássico, um grupo de torcedores foi ao CT Lanna Drumond. A pressão promete aumenta ainda mais. O próximo jogo promete ser decisivo para o América. Último colocado e já virtualmente rebaixado, o Paraná será o rival, em jogo no Independência. Uma vitória pode elevar o moral do grupo americano. Empate ou derrota deixa o cenário ainda mais complicado. Adilson tem experiência em comandar clubes brigando contra a queda. Segundo ele, o momento é de passar tranquilidade. “Cheguei e nós estávamos na zona. Saímos com as vitórias contra Santos e Inter. A gente sabia da dificuldade, lamento alguns pontos. Agora, é passar tranquilidade. Tenho experiência. Conseguimos em 2003 no Grêmio, em 2004 no Paysandu, depois em 2005 no Figueirense (…)”, afirmou Adilson
Atlético perde para o Grêmio e tem vaga na Libertadores ameaçada

‘Gol-relâmpago’ de Pedro Geromel definiu triunfo gaúcho no Independência Nem as recentes mudanças fora de campo foram suficientes para impedir mais uma derrota do Atlético no Campeonato Brasileiro. No primeiro jogo após a escolha de Marques para a diretoria de futebol no lugar de Alexandre Gallo, o time alvinegro não conseguiu apresentar evolução esperada pelo presidente Sérgio Sette Câmara. O resultado no Independência? Derrota por 1 a 0 para o Grêmio, pela 32ª rodada, na tarde deste sábado. Derrota não abala confiança de Levir Culpi: ‘Cabe a mim levantar esses atletas’ Após a derrota para o Grêmio, por 1 a 0, dentro de casa, o técnico Levir Culpi lembrou outras passagens suas pelo Galo para reforçar a ideia de que o time poderá voltar a vencer nas rodadas restantes do Brasileiro – de preferência no próximo domingo, contra o Palmeiras, no mesmo Independência -, e manter as chances de garantir vaga na Libertadores do ano que vem. “Sinto que isso é possível porque passamos por momentos muito piores do que este. Estamos aqui tentando ir para a Libertadores e já houve ocasiões em que buscávamos coisas mais difíceis. Nós chegamos a disputar a Série B, o que espero que jamais aconteça de novo”, citou o treinador. Levir também afirmou que se fia na qualidade do elenco, que considera apto a dar a volta por cima no campeonato. “Cabe a mim levantar esses atletas. Porque temos 25 ou 30 aqui, todos com currículo, não tem nenhum fraquinho. Trata-se de um time que hoje é capaz de vencer o Grêmio, que é uma das melhores equipes do país, e poderíamos de fato ter conseguido isso pelo que apresentamos, mas não aconteceu”, disse. O técnico, que comanda o Galo pela quinta vez, voltou a afirmar que ainda está em processo de familiarização com os profissionais que tem à disposição, cada um com características próprias. Reconheceu a legitimidade da bronca dos torcedores, que vaiaram a equipe após a derrota para os gaúchos, e ressaltou que se esforçará para fazer um bom trabalho psicológico com o grupo, durante a semana, visando ao confronto com o Palmeiras, líder do Brasileiro. “Estamos muito abaixo do que podemos opferecer, por uma série de fatores. O momento é muito delicado porque a gente verifica até a perda de autoestima por alguns jogadores. Mas ainda há tempo de darmos uma virada”, garantiu. Desequilíbrio tático ofensivo é problema que Levir Culpi precisa ajustar no Atlético É natural que equipes de futebol, por mais desenvolvido que seja o nível de jogo apresentado, repitam padrões na construção ofensiva e tenham setores preferenciais para realizar determinadas jogadas. Com o Atlético, entretanto, esse se tornou um dos motivos para o fraco desempenho do ataque nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro. Nas últimas cinco partidas, a equipe marcou apenas um gol. Esse cenário fez com que o Atlético perdesse quatro vezes, empatasse uma e não vencesse nenhuma. Com isso, a tão sonhada vaga na próxima edição da Copa Libertadores ficou ameaçada. Existe um claro desequilíbrio na criação de oportunidades. O time insiste, sem sucesso, em repetidos avanços por um mesmo setor.
Em Minas, capacho de Aécio Neves leva uma surra no segundo turno

Anastasia (PSDB) teve apenas 28,18% dos votos válidos, enquanto Zema (Novo) conquistou 71,82% na votação. Após vangloriar que derrotou o PT e de ter sido o responsável de tirar Dilma da Presidência da República, injustamente, o serviçal de Aécio Neves, Antônio Anastasia levou uma surra de Romeu Zema.Visivelmente abatido, o tucano disse acreditar que não venceu a disputa pelo governo de Minas porque pagou por erros de outros políticos. Ele, no entanto, não quis citar o nome de seu padrinho político, Aécio Neves. As declarações foram dadas na noite deste Domingo (28), em coletiva de imprensa que aconteceu no comitê da campanha, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. “Vimos não só em Minas, mas no país todo uma onda que busca por algo novo. Aqui em Minas Gerais isso aconteceu de forma muito clara. Acho até que eu acabei pagando um pouco por erros que não são meus, mas que na classe política como um todo isso acontece. Mas também a responsabilidade é minha. Eu sou o candidato, eu fui derrotado, eu assumo todos os ônus dessa derrota, mas com muita tranquilidade porque fiz uma campanha limpa e sempre fui muito bem recebido por onde andei”, declarou o golpista senador que felicitou o adversário Romeu Zema (Novo) pela vitória. Anastasia teve 28,18% dos votos válidos, enquanto Zema (Novo) conquistou 71,82% na votação. E quando esse resultado foi anunciado no comitê de campanha do tucano por meio de um telão, o clima dos poucos militantes presentes era de inconformismo com a situação de que uma pessoa técnica e experiente na política foi derrotada por um novato na política, que apresentava dificuldade sobre o campo da gestão pública em debates com o senador. Disputa. A dificuldade de aliados em aceitar a derrota ficou mais evidenciada por conta do primeiro turno, momento em que Anastasia aparecia na liderança em todas as pesquisas de intenções de votos em que Zema nem mesmo pontuava dois dígitos, mas contra todas as expectativas conseguiu deslanchar nas urnas.Na segunda etapa da disputa eleitoral, a equipe do candidato do PSDB utilizou como estratégia comparar as trajetórias e perfis dos dois concorrentes e explorar falas polêmicas do empresário. Contudo, nada disso surtiu efeito.O entendimento interno é de que o partido agora precisa reaprender a fazer campanha num momento em que uma pessoa já experimentada na política e até então preferida no pleito não conseguiu vencer a disputa.
Fascismo vence e o Brasil volta a enfrentar uma ditadura militar

Os eleitores brasileiros foram às urnas neste domingo, dia 28 de outubro de 2018, e fizeram uma opção pelo caminho da extrema-direita, votando no reacionário Jair Messias Bolsonaro para presidente da República Federativa do Brasil. Candidato ao Planalto pelo PSL, Bolsonaro venceu o segundo turno das eleições, contra Fernando Haddad, do PT. Jair Bolsonaro liderou as pesquisas de intenção de voto durante toda a campanha eleitoral. Na reta final, ele chegou a perder alguns pontos, mas mesmo assim venceu. Antes do primeiro turno, no dia 6 de setembro, ele sofreu um ataque a faca durante um ato em Juiz de Fora (MG) e teve de passar por dois procedimentos cirúrgicos. Com a saúde debilitada, o capitão reformado passou a fazer campanha junto aos eleitores somente nas redes sociais, além das propagandas gratuitas de rádio e TV. Bolsonaro também evitou os debates contra Haddad no segundo turno, mesmo tendo liberação médica para participar.
Fátima Bezerra vence no RN e será a única governadora do país

A Petista Fátima Bezerra disputava com o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo (PDT) A senadora Fátima Bezerra (PT) foi eleita governadora do Rio Grande do Norte. Ela disputava com o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo (PDT). Com 90% das urnas apuradas, Fatima tem 57,46%. A vitória de Fátima consolida a quarta vitória do PT no Nordeste, região onde o partido também vai governar Bahia, Ceará e Piauí nos próximos quatro anos. A senadora será a única mulher a governar um estado brasileiro na próxima legislatura. Sua eleição também faz do Rio Grande do Norte o estado que mais teve mulheres governadoras no país – Fátima será a terceira, sendo precedida por Wilma de Faria (1945-2017), eleita em 2002 e 2006, e Rosalba Ciarlini, eleita em 2010. Favorita desde o início da campanha, Fátima foi alçada pela popularidade do ex-presidente Lula para chegar ao segundo turno, mas consolidou sua vitória ao conseguir formar uma frente ampla nas últimas semanas. A petista recebeu o apoio do PSDB, que no primeiro turno havia apoiado a reeleição do governador Robinson Faria, e também atraiu para seu palanque Benes Leocadio (PTC), deputado federal mais votado do estado nestas eleições. Seu adversário, por outro lado, iniciou o segundo turno alinhando-se à candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência da República – no primeiro turno, ele apoiou Ciro Gomes, presidenciável de seu partido. O apoio a Bolsonaro foi decidido após o bom desempenho do capitão reformado no Rio Grande do Norte no primeiro turno, onde chegou a 30% dos votos e venceu em Natal. Pedagoga e militante histórica do PT, partido ao qual é filiada desde 1981, Fátima Bezerra nasceu na Paraíba, mas mudou-se ainda jovem para o Rio Grande do Norte. Foi professora das redes municipal e estadual e ganhou projeção com sua militância no Sindicato dos Trabalhadores em Educação. Foi deputada estadual entre 1995 e 2003 e deputada federal entre 2003 e 2015. Em fevereiro de 2015, assumiu um mandato de senadora. Com uma trajetória ligada ao movimento sindical, Fátima colocou-se como contraponto a seu adversário, que faz parte de um dos clãs mas tradicionais da política potiguar, a família Alves. Carlos Eduardo é primo do senador Garibaldi Alves (MDB) -derrotado neste ano em sua tentativa de reeleição- e do ex-ministro Henrique Eduardo Alves (MDB), que responde por suspeitas de corrupção e estava preso até julho deste ano. A segurança pública também foi um dos temas predominantes na campanha eleitoral. O Rio Grande do Norte é proporcionalmente o estado mais violento do país, com 88 homicídios por cada 100 mil habitantes, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A senadora propôs medidas de combate à violência como fortalecimento da inteligência nas investigações policiais e a implantação de videomonitoramento nas principais cidades do estado. Já Carlos Eduardo defendeu aumento da capacidade de investigação das polícias Civil e Militar, mais investimentos em inteligência e tecnologia e o aumento do efetivo das forças policiais. Com a vitória de Fátima Bezerra, assume uma cadeira no Senado pelos próximos quatro anos o seu suplente, o economista e advogado Jean-Paul Prates (PT). Com informações da Folhapress.
Esculturas já enfeitam a Praça dos Tropeiros em Montes Claros

As obras na Praça dos Tropeiros, na rotatória do Max Min Clube (Estrada da Produção com avenida Governador Magalhães Pinto), estão em fase de acabamento. O logradouro deverá ser inaugurado nas próximas semanas. As obras estão sendo realizadas pela Prefeitura de Montes Claros, em parceria com o empresário Américo Martins Filho, em homenagem aos tropeiros e ao publicitário Alexandre Martins, falecido em 2011. O local ganhou novo paisagismo, com padrões arrojados de design. Uma iluminação moderna destaca, à noite, a estrutura principal da praça: um outdoor vazado que abriga as esculturas de um tropeiro, um burro e um cachorro, adquiridas pelo empresário junto ao projeto Dedo de Gente, de Curvelo. O empresário Americo Martins Filho e a praça dos Tropeiros – Foto: Girleno Alencar “Montes Claros está sendo enfeitada e fazendo por merecer seu slogan de ‘a cidade da arte e da cultura’. Estamos valorizando o nosso patrimônio cultural, ao contratar excelentes artistas para fazer importantes intervenções artísticas nos nossos parques e praças”, afirmou o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Paulo Ribeiro. A praça já está chamando a atenção de quem passa por ali. Afonso Prates, de 83 anos, frisou que a cidade está cada vez mais bonita. Disse ter notado que a Prefeitura está valorizando as tradições dos norte-mineiros e dos montes-clarenses, resgatando suas origens. “A praça está linda”, resumiu o fazendeiro. Via: Ascom/Prefeitura de Montes Claros