Minha história é marcada pela defesa da democracia e contra o fascismo

CIRO DESCARTA BOLSONARO NO 2º TURNO E ADIANTA: ‘ELE NÃO’ – Ocupando o terceiro lugar nas urnas, Ciro Gomes (PDT), que registrou 12,51% dos votos válidos, anda não decidiu se irá apoiar ou não Fernando Haddad (PT) na disputa pela Presidência da República no segundo turno, mas adiantou que não irá apoiar o fascismo representado pelo candidato de extrema direita jair Bolsonaro (PSL). “Ele não, sem dúvida”, disse Ciro em referência ao #elenão, movimento contra Bolsonaro Bolsonaro, que também estará na segunda fase das eleições. “Gratidão profunda ao povo brasileiro. Muita angústia e preocupação (sobre o resultado da eleição).”Minha história de vida é marcada pela defesa da democracia e contra o fascismo”, afirmou Ciro. CIRO SAI FORTALECIDO COMO FIADOR DO SEGUNDO TURNO O candidato à presidência da República, Ciro Gomes (PDT), agradeceu a votação que teve, em pronunciamento na noite do domingo (7) e apesar não antecipar seu apoio a Fernando Haddad, afirmou que está “do lado da democracia” e contra o fascismo. Ele também repetiu o bordão da campanha anti-Bolsonaro: “uma coisa está decidida: ele não, sem dúvida”. Ele disse que anunciará sua posição em breve: “Não vou demorar uma semana, não. Eu costumo decidir as coisas assim.” O candidato do PDT repete a condição de outro candidato do partido, Leonel Brizola, em 1989, como o grande fiador da candidatura de Lula no segundo turno da eleição de 1989. Na ocasião, sem o alicerce de uma frente democrática, pois o centro decidiu marchar com Fernando Collor, Lula foi derrotado por 53% a 46%. Mas o cenário agora é outro, com a urgência de uma ampla frente contra o candidato fascista posta diante do país. “Esse é o sentimento que eu termino: gratidão, profunda gratidão ao povo brasileiro”, disse. “Minha historia de vida é uma história de luta em favor da democracia e contra o fascismo”, ressaltou Ciro Gomes. Ao deixar seu apartamento, em bairro nobre da cidade de Fortaleza, para falar com a imprensa, Ciro foi muito aplaudido por apoiadores. Acompanhando pelo irmão, senador recém eleito, Cid Gomes (PDT), da mulher, Giselle Bezerra, e de assessores, Ciro disse que vai anunciar seu apoio em breve. “Não vou demorar uma semana, não. Eu costumo decidir as coisas assim. Só que agora tem um conjunto muito grande de forças. Então, eu quero anunciar, por mim, o meu espírito é de continuar fazendo o que eu fiz a vida inteira: lutar em defesa da democracia e contra o fascismo. Uma coisa já está decidida: Ele não [citando campanha #elenão contra o candidato Jair Bolsonaro] sem dúvida”, assegurou.
Jair Bolsonaro e Fernando Haddad disputam Presidência no 2° turno

Bolsonaro ganha em 16 estados e no Distrito Federal; Nordeste garante segundo turno O candidato do PSL, Jair Bolsonaro, é o mais votado em 16 estados e no Distrito Federal. O capitão reformado do Exército só ficou atrás de Fernando Haddad (PT) nos oito Estados do Nordeste e no Pará. Ciro Gomes (PDT) liderou a disputa no Ceará, seu berço político. Bolsonaro e Haddad disputam a Presidência pela primeira vez e foram os dois mais votados entre os 13 postulantes ao Palácio do Planalto. O resultado do primeiro turno quebrou a polarização entre PT e PSDB na eleição presidencial. Nas últimas seis eleições, houve duas vitórias do PSDB (1994 e 1998) e quatro do PT (2002, 2006, 2010 e 2014). O Nordeste que garantiu a vitória a Dilma Rousseff em 2014 também assegurou a ocorrência de segundo turno neste ano. O Estado em que Bolsonaro teve vitória mais acachapante foi Santa Catarina, onde ficou na casa dos 65%, contra 15% de Haddad. O petista, por sua vez, dominou com maior diferença no Piauí, com 62% dos votos válidos ante 19% do candidato do PSL. No Ceará, Ciro obteve 41% e venceu Haddad, que pontuou 32%.Minas Gerais, Estado conhecido politicamente por ser representativo do Brasil – com um Norte pobre e um Sul rico -, espelhou quase que de modo idêntico a disputa em âmbito nacional. Lá, Bolsonaro obteve 48% e Haddad, 27% A disputa final entre os dois candidatos ocorrerá em 28 de outubro. Com porcentagem semelhantes de rejeição nas pesquisas, não é possível apontar ainda quem é o favorito. Em quase 30 anos de atuação parlamentar, Bolsonaro conseguiu aprovar apenas dois projetos de sua autoria. O primeiro trata de uma proposta que estendia o benefício de isenção do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) para bens de informática. O segundo é o projeto que autorizava o uso da chamada “pílula do câncer” – a fosfoetanolamina sintética. Nunca ocupou cargo de destaque no Parlamento, sempre integrou o chamado baixo claro. Racista, homofóbico, misógino e pró-ditadura, como resumiu o jornal francês Liberátion em recente reportagem de capa, Bolsonaro foi alvo de várias acusações por preconceito. No Supremo, é réu em duas ações penais, nas quais é acusado de injúria e apologia do estupro por ter afirmado, na Câmara, que só não estupraria a deputada petista Maria do Rosário porque ela era “feia demais. Haddad também cresceu nas pesquisas após o PT formalizar sua candidatura, depois de o ex-presidente Lula ser barrado da disputa pelo Tribunal Superior Eleitoral. O petista ficou estagnado nos últimos dias, mas manteve patamar suficiente para chegar ao segundo turno. O petista foi ministro da Educação do ex-presidente Lula e ex-prefeito de São Paulo. Em 2016, ele perdeu a disputa à prefeitura paulistana para João Doria, do PSDB. Ciro Gomes, do PDT, ficou em terceiro: até o momento, tem 12,52% dos votos. Geraldo Alckmin, do PSDB, ficou em quarto, com 4,83% por ora.
Raquel Muniz perdeu a eleição? Sim, sim, sim … Tchau querida!

A ainda deputada Raquel Muniz, foi duplamente derrotada nestas eleições. Primeiro, porque ela não conseguiu ser reeleita, mesmo com toda dinheirama na sua mega campanha política. Segundo, por enxergar seu algoz, o delegado da Polícia Federal de Montes Claros, sendo eleito deputado federa. O delegado Marcelo de Freitas, foi o responsável pela prisão do marido de Raquel, o ex-prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz. Ao votar pela abertura do processo de impeachment, Raquel elogiou a gestão do marido em Montes Claros. “Meu voto é em homenagem às vítimas da BR-251. É para dizer que o Brasil tem jeito, e o prefeito de Montes Claros mostra isso para todos nós com sua gestão”, declarou. No dia seguinte, Ruy Muniz foi preso pela Polícia Federal por suspeita de favorecer hospitais particulares e depois cumpriu prisão domiciliar.
Conheça os deputados eleitos para a Assembleia Legislativa de Minas

Confira a nova composição da ALMG para a 19ª Legislatura Lista oficial dos eleitos ainda terá que ser homologada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Veja abaixo os 77 parlamentares eleitos para 19ª Legislatura na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Agostinho Patrus (PV)Nome Completo: Agostinho Célio Andrade PatrusData de nascimento: 1º/7/1971Local de nascimento: Belo Horizonte (MG)Número: 43500Coligação: Juntos por Minas (MDB-PDT-PV-Pode-PRB)Reeleito, assume em 2019 seu quarto mandato na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), onde ingressou em 2006. Adota o nome parlamentar de Agostinho Patrus Filho. É presidente estadual do Partido Verde (PV). Durante a 18ª Legislatura, lidera o Bloco Compromisso com Minas Gerais. É vice-presidente da Comissão de Administração Pública e foi presidente da Comissão Extraordinária das Barragens. Na 17ª Legislatura, se afastou das atividades parlamentares para ocupar o cargo de secretário de Estado de Turismo Alberto Pinto Coelho – Betinho (Solidariedade)Nome Completo: Alberto Pinto Coelho NetoData de nascimento: 28/4/1975Local de nascimento: Belo Horizonte (MG)Número: 77888Coligação: não háÉ filho do ex-governador Alberto Pinto Coelho, que foi também deputado estadual por 16 anos e duas vezes presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), e da professora, escritora e ex-vice-reitora da Universidade Estadual de Minas Gerais (Uemg), Santuza Abras. Betinho chega ao Parlamento mineiro, em 2019, ao cabo de sua primeira campanha política. Natural de Belo Horizonte, tem 43 anos e é formado em Administração – Negócios Internacionais na instituição de ensino Fead. Alencar da Silveira Jr. (PDT)Nome Completo: Alencar Magalhães da Silveira JúniorData de nascimento: 12/1/1962Local de nascimento: Sete Lagoas (MG)Número: 12212Coligação: Juntos por Minas (MDB-PDT-PV-Pode-PRB)Reeleito, assume em 2019 seu sétimo mandato consecutivo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), onde ingressou em 1995. Na 18ª Legislatura, ocupa o cargo de 2°-secretário da Mesa da Assembleia durante todo o mandato. Também ocupou os cargos de 2°-secretário e de 3º-secretário em legislaturas anteriores. Em 1998, foi presidente da CPI dos Bingos; e, entre 2005 e 2006, exerceu a presidência da Comissão Especial dos Aeroportos, da Frente Parlamentar pelo Direito do Transporte Público. Ana Paula Siqueira (Rede)Nome Completo: Ana Paula SiqueiraData de nascimento: 2/2/1980Local de nascimento: Belo Horizonte (MG)Número: 18444Coligação: Minas à Frente (PRTB-Rede)Ana Paula Siqueira assume, em 2019, seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). É assistente social, formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). Foi chefe de gabinete do ex-deputado Paulo Lamac, atual vice-prefeito de Belo Horizonte. Assessorou o parlamentar tanto na Assembleia de Minas quanto na Câmara Municipal de Belo Horizonte, na época em que ele foi vereador. Andreia de Jesus (Psol)Nome Completo: Andreia de Jesus SilvaData de nascimento: 28/6/1978Local de nascimento: Belo Horizonte (MG)Número: 50130Coligação: Frente Minas Socialista (Psol-PCB)Assume, em 2019, seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). É advogada popular, educadora infantil e funcionária pública, nascida no distrito de Venda Nova, em Belo Horizonte. Trabalhou como doméstica na juventude. Iniciou seu envolvimento com a política a partir do contato com as Comunidades Eclesiais de Base (CEBS) e com a Teologia da Libertação. Atuou junto às Pastorais de Rua e Carcerária e nas brigadas populares. André Quintão (PT)Nome Completo: André Quintão SilvaData de nascimento: 5/8/1964Local de nascimento: Belo Horizonte (MG)Número: 13555Coligação: Unidos com o Povo (PT-PSB-PR)Reeleito, assume em 2019 seu quinto mandato consecutivo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), onde ingressou em 2003. Durante a 18ª Legislatura, se afastou das atividades parlamentares para ocupar o cargo de secretário de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social, de fevereiro de 2015 a abril de 2016. É líder do Bloco Minas Melhor. Em legislaturas anteriores, foi presidente e membro da Comissão de Participação Popular, que ajudou a implantar. Antonio Carlos Arantes (PSDB)Nome Completo: Antônio Carlos ArantesData de nascimento: 6/8/1960Local de nascimento: Jacuí (MG)Número: 45010Coligação: Juntos para Reconstruir Minas (PSDB-DEM-PP-PPS-PSD)Reeleito, assume em 2019 seu quinto mandato na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Na 18ª Legislatura, exerce a presidência da Comissão de Agropecuária e Agroindústria. Também foi presidente, vice-presidente e membro de outras comissões. Durante o mandato, foi membro titular do Conselho Integrado de Desenvolvimento (Coind) junto à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, ao Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e ao Conselho Estadual de Turismo. Arlen Santiago (PTB)Nome Completo: Arlen de Paulo Santiago FilhoData de nascimento: 25/7/1954Local de nascimento: Montes Claros (MG)Número: 14111Coligação: Para Renovar Minas (PTB-PMN)Reeleito, assume em 2019 seu sexto mandato consecutivo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), onde ingressou em 1999. Na 18ª Legislatura, foi eleito 3º-secretário da Mesa da Assembleia no biênio 2017/2019. Foi ainda presidente da Comissão de Saúde, tendo atuado também em outras comissões. Durante a 17ª Legislatura, exerceu a presidência da Comissão Especial das Enchentes. Em 2009, foi vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos. Sua principal região de atuação política é o Norte de Minas. Bartô do Novo (Novo)Nome Completo: Bernardo Bartolomeo MoreiraData de nascimento: 2/6/1981Local de nascimento: Belo Horizonte (MG)Número: 30000Coligação: não háAos 37 anos, o mineiro de Belo Horizonte foi eleito para o seu primeiro mandato como deputado estadual e é um dos fundadores do Diretório do Partido Novo em Minas Gerais. Formado em Economia pelo Ibmec e em Direito pela Fumec, é pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC Minas; em Parceria em Desenvolvimento de Acionista, pela Fundação Dom Cabral; e Controladoria e Finanças pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Beatriz Cerqueira (PT)Nome Completo: Beatriz da Silva CerqueiraData de nascimento: 3/3/1978Local de nascimento: Belo Horizonte (MG)Número: 13123Coligação: Unidos com o Povo (PT-PSB-PR)Eleita para seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), está licenciada da presidência da Central Única dos Trabalhadores (CUT/MG) e da coordenação-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG). Esta é a primeira vez que se candidata a um cargo eletivo. Filha de garçom e manicure, é professora da educação básica da rede pública. Concluiu o curso de magistério no Instituto de Educação de Minas Gerais. Betão (PT)Nome Completo: Roberto CupolilloData de nascimento: 5/9/1964Local de nascimento: Juiz de Fora (MG)Número: 13613Coligação: Unidos com o Povo (PT-PSB-PR)É vereador na Câmara Municipal de Juiz de Fora
Ciro Gomes a Bolsonaro: seu atestado para não ir ao debate é falso!

“Eu vou mostrar que você é uma cédula de R$ 3”! Via Conversa Afiada Por Géssica Brandino, na Fel-lha: Ciro intima Bolsonaro para debate e o chama de ‘nota de três reais’ O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, intimou Jair Bolsonaro (PSL) a comparecer ao debate que será promovido pela Rede Globo nesta quinta-feira (4). “Aqui é uma democracia que vai sobreviver a você e eu vou tirar a sua máscara. Você não pode deixar de ir ao debate. Você está mentindo e atestado médico falso é crime. Vá ao debate da Globo e vou mostrar que você é uma cédula de três real (SIC)”, afirmou. Ciro disse que recebeu ontem as regras do debate da emissora, que precisaram ser adaptadas após a confirmação de que Bolsonaro não vai participar. O candidato falou ainda que vai tentar processar os médicos por emitirem um atestado falso. “O camarada passa esse tempo todo doente, viaja em voo de carreira. Se ele tiver recomendação médica, vou processar o médico que estiver dando atestado médico falso pra ele, porque ele está absolutamente pronto para o debate”, declarou. O candidato participou de ato no diretório do PDT em São Paulo nesta quarta-feira (3). Após a nova pesquisa Datafolha, em que segue estagnado com 11% das intenções de voto, enquanto Bolsonaro chegou a 32%, Ciro voltou a fazer um apelo contra o voto útil, dizendo que o voto não pode ser transferido para os institutos de pesquisa, que tentam antecipar uma decisão que não está tomada. (…)
Lula é nomeado presidente honorário de seção do Partido Trabalhista Inglês

O Partido Trabalhista do Reino Unido, maior partido de esquerda da Grã Bretanha e com 118 anos de tradição, acaba de nomear Lula como presidente honorário de sua seção de jovens, o Young Labour. O gesto simbólico é um reconhecimento pela importância de Lula para os trabalhadores de todo o mundo e um protesto contra o julgamento midiático que levou impediu o candidato preferido do povo brasileiro de disputar as eleições deste ano. Segundo a nota oficial do partido, Lula é fonte de inspiração para os trabalhistas britânicos e “foi preso porque simboliza dignidade e progresso para os trabalhadores, camponeses e expropriados do Brasil”. Tradução livre da nota oficial do Partido Trabalhista britânico: “Eles podem matar uma, duas ou três rosas, mas nunca vão conseguir parar a Primavera.” Desde o início de abril, Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente do Brasil, cumpre uma condenação de 12 anos em confinamento solitário com acesso limitado ao mundo exterior. Ao longo do período que antecedeu sua prisão, ele enfrentou – e continua a enfrentar – um julgamento pela, como parte de uma campanha organizada de difamação dirigida pelas elites dominantes do Brasil contra o movimento trabalhista de Lula. A sentença de Lula é extremamente desproporcional às frágeis acusações que lhe foram feitas. A principal acusação, baseada em delações premiadas de empresários acusados de corrupção, é que lhe foi oferecido um apartamento (no qual ele nunca passou um dia). A verdadeira razão para punir Lula é que nos próximos dias o Brasil terá uma eleição de profunda importância para o futuro do país. Nesta eleição, o candidato preferido dos reacionários brasileiros é Jair Bolsonaro, um candidato de extrema-direita, que se apresenta como “anti-establishment”. Bolsonaro, que admite abertamente simpatizar com a antiga ditadura militar do Brasil, promete continuar as políticas neoliberais do presidente Michel Temer, que esteve envolvido no “golpe suave” contra a presidente Dilma Rousseff em 2016. Depois de atropelar a vontade democrática de 54 milhões de brasileiros removendo Rousseff, Temer colocou em prática sua política de austeridade: impôs um congelamento de 20 anos nos gastos públicos e declarou claramente sua intenção de privatizar a empresa petrolífera brasileira, a Petrobras. Paulo Guedes, o economista-guru de Bolsonaro, treinado em Chicago, pretende continuar essa trajetória, sua solução declarada para o “caos” predominante na economia brasileira é “privatizar tudo”. Todas as pesquisas de opinião mostravam que Lula era de longe o mais popular candidato em qualquer cenário. Como ex-trabalhador não-universitário, militante sindical e importante figura política no país, Lula teria representado a resistência do povo brasileiro ao horrível futuro oferecido pelo establishment político. Lula foi preso porque simboliza dignidade e progresso para os trabalhadores, camponeses e expropriados do Brasil. É por isso que estamos fazendo dele o presidente honorário do Young Labour [a seção jovem do maior partido de esquerda no Reino Unido]. Aqui na Grã-Bretanha, o movimento trabalhista não ficará calado. Praticamente todos os nossos principais sindicatos se posicionaram firmemente em defesa de Lula e de nossas irmãs e irmãos no Partido dos Trabalhadores (PT). O Young Labour espera que este pequeno ato simbólico de solidariedade se somará à onda de apoio que o PT já conquistou em todo o movimento global de trabalhadores. Também esperamos que isso ajude a aumentar a pressão internacional sobre o governo brasileiro para libertar Lula. Nós estendemos nossa amizade a todas as forças progressistas no Brasil, e desejamos boa sorte a Fernando Haddad, que todos nós estamos firmemente esperando que conquiste a vitória nas eleições e comece a reverter o ataque neoliberal que o Brasil está enfrentando. Nossa luta por um mundo socialista nunca é apenas sobre grandes homens ou indivíduos inspiradores. Mas seja Marcos Ana na Espanha fascista, Nelson Mandela no apartheid da África do Sul ou Lula no Brasil do século XXI, nossa luta pela dignidade humana pode ser refletida neles. Lula é uma figura imponente do movimento trabalhador mundial e um ataque a ele é um ataque a todos os socialistas e democratas em todo o planeta. Ele deve ser libertado. Venceremos! Lula Livre! Via: Instituto Lula Por Marcus Barnett, em nome do Comitê Nacional Young Labour e do Escritório de Assuntos Internacionais Young Labour.
Na semana da Eleição, o juizeco de Curitiba tenta prejudicar o PT

A SEIS DIAS DA ELEIÇÃO, MORO LIBERA DELAÇÃO DE PALOCCI – Faltando apenas seis dias paras eleições presidenciais, o juiz Sérgio Moro quebrou nesta segunda-feira, 1, o sigilo de parte do acordo de colaboração de Antonio Palocci com a Polícia Federal. Segundo a colunista Monica Bergamo, da Folha, Moro incluiu as informações delatadas por Palocci na ação penal do Instituto Lula. No despacho, o juiz afirma que “examinando o seu conteúdo, não vislumbro riscos às investigações em outorgar-lhe publicidade”. “Em um dos anexos, Palocci detalha um suposto esquema de indicações para cargos na Petrobras durante o governo Lula. Ele relata uma reunião no Palácio do Planalto com a presença do então presidente na qual, segundo diz, teria sido acertado o pagamento de R$ 40 milhões em propina para a campanha de Dilma Rousseff em 2010. Ela estaria presente”, diz a jornalista. A delação de Antonio Palocci é criticada por um dos membros mais importantes da operação Lava Jato, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima. para ele, a delação premiada de Antônio Palocci, que a mídia conservadora qualificou como “delação do fim do mundo”, que seria capaz de “destruir o PT”, era um blefe. “Está mais para o acordo do fim da picada”, afirmou. Leia reportagem do Conjur sobre o assunto: Moro levanta sigilo da delação do ex-ministro petista Antonio Palocci O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, tornou público, nesta segunda-feira (1°/10), o acordo de delação premiada firmado entre o ex-ministro petista Antonio Palocci e a Polícia Federal. O levantamento do sigilo se deu a uma semana das eleições presidenciais, que têm o primeiro turno no domingo, dia 7. Como indenização, Palocci se comprometeu a pagar, por danos penais, cíveis, fiscais e administrativos, o valor de R$ 37,5 milhões. Pelos termos do acordo, o ex-petista terá redução de pena de prisão em até dois terços. Além disso, o ex-ministro poderá conseguir novos benefícios caso amplie a colaboração acertada. “Considerando que o presente termo versa sobre meios de obtenção de provas para investigações realizadas exclusivamente no âmbito da operação lava jato e elencadas nos incisos acima, eventuais benefícios em procedimentos investigatórios em que o colaborador é ou venha a ser investigado perante outros juízos não poderão ser pleiteados pelo delegado de Polícia Federal signatário. No entanto, considerando a espontânea e voluntária manifestação do colaborador em não limitar sua contribuição aos procedimentos mencionados, será possível, com a concordância do colaborador e de sua defesa técnica, a adesão, mediante novos acordos de colaboração premiada com outras autoridades, aos termos do presente acordo”, disse Moro na decisão. Para produzir os efeitos acertados, a colaboração deve ser “ampla, efetiva, eficaz e conducente” para identificar autores, coautores e participantes da organização criminosa e das infrações penais por eles praticadas, a revelação da estrutura hierárquica e a divisão de tarefas dela e a recuperação, total ou parcial dos valores desviados. A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a pedir que o prazo para suas alegações fosse aberto apenas após a apresentação das alegações finais pela defesa dos acusados colaboradores e que a ação penal fosse suspensa durante as eleições para evitar exploração política. Moro, no entanto, afirmou não haver fundamento legal para os pedidos. “Não cabe fazer distinção entre acusados colaboradores e acusados não-colaboradores, outorgando vantagem processual a uns em detrimento de outros. Por outro lado, os acusados colaboradores já prestaram depoimento em Juízo, revelando o que sabiam, não havendo chance da Defesa ser surpreendida por alegações finais”, disse o magistrado. O titular da 13ª Vara Federal de Curitiba acusou, ainda, o ex-presidente Lula de tornar interrogatórios “eventos partidários”, negando, também, o segundo pedido, por não haver mais audiências previstas. “Ora, na ação penal 5021365-32.2017.404.7000 suspendi os interrogatórios para evitar qualquer confusão na exploração das audiências, inclusive e especialmente pelo acusado Luiz Inácio Lula da Silva que tem transformado as data de seus interrogatórios em eventos partidários, como se viu nesta e na ação penal 5046512-94.2016.4.04.7000. Realizar o interrogatório dele durante o período eleitoral poderia gerar riscos ao ato e até mesmo à integridade de seus apoiadores ou oponentes políticos. Não vislumbro os mesmos riscos na continuidade do curso normal da presente ação penal, já que não haverá mais audiências, mas apenas a apresentação de peças escritas.” O desembargador João Pedro Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, homologou o acordo de delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci em 22 de junho. A decisão foi tomada dois dias depois de o Supremo Tribunal Federal ter declarado constitucional trecho da Lei da Organização Criminosa que autoriza a polícia a negociar delações. Condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, Palocci está preso preventivamente desde agosto de 2016. Em abril de 2017 o ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, negou um pedido de HC monocraticamente. Houve agravo regimental da defesa para que a 2ª Turma julgasse o caso, mas Fachin decidiu levar o processo diretamente ao Plenário, onde o ex-ministro também teve o pedido indeferido por maioria de votos.
Ricardo Lewandowski libera entrevista de Lula e manda Fux aquietar o facho

– O ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, determinou à Justiça Federal do Paraná que cumpra a ordem de liberar as entrevistas do ex-presidente Lula aos jornalistas Florestan Fernandes Júnior e Mônica Bergamo. No fim de semana, o ministro Luiz Fux, também do Supremo, rasgara a Constituição brasileira, determinando que a decisão de Lewandowki fosse suspensa e determinando censura prévia. A nova posição de Lewandowski ocorre depois de breve encontro reservado com o presidente do STF, Dias Toffoli, na manhã desta segunda-feira em São Paulo, nos corredores da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), onde ambos participaram de um evento. De acordo com interlocutores, os dois tiveram uma reunião tensa. A ideia de Lewandowski é não levar o caso ao plenário da Corte, ao contrário do que havia afirmado Toffoli, que anunciara que o caso seria examinado pelo plenário do STF apenas depois do primeiro turno. Num dos trechos de seu despacho, Lewandowski atacou frontalmente seu colega Fux, com uma formulação desmoralizante: “Verifico que a decisão proferida pelo ministro Luiz Fux […] não possui forma ou figura jurídica admissível no direito vigente, cumprindo-se salientar que o seu conteúdo é absolutamente inapto a produzir qualquer efeito no ordenamento legal”. Em outro trecho, determinou o cumprimento imediato de sua decisão: “Em face de todo o exposto, reafirmo a autoridade e vigência da decisão que proferi na presente Reclamação para determinar que seja franqueado, incontinenti, ao reclamante e à respectiva equipe técnica, acompanhada dos equipamentos necessários à captação de áudio, vídeo e fotojornalismo, o acesso ao ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a fim de que possam entrevistá-lo, caso seja de seu interesse, sob pena de configuração de crime de desobediência, com o imediato acionamento do Ministério Público para as providência cabíveis, servindo a presente decisão como mandado. Comunique-se ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, à Juíza Federal da 12ª Vara Federal de Curitiba/PR. Publique-se e intimem-se. Cumpra-se”.
Alexandre Kalil ironiza suspeita de fraude de Bolsonaro, nas eleições

– Perguntado sobre a suspeita do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) de que poderia haver fraude nas eleições caso ele não seja o vencedor, o prefeito licenciado de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, respondeu de forma irônica: “Toda vez que vou ao Mineirão e o Atlético vai jogar contra o Cruzeiro eu falo a mesma coisa. Se o Atlético não ganhar é porque foi roubado”. Kalil também analisou, de acordo com reportagem de Ana Clara Brant, no Estado de Minas, os números da pesquisa Datafolha divulgados na noite de sexta (28). Bolsonaro lidera com 28%; Haddad (PT) aparece com 22%; Ciro (PDT) – candidato apoiado pelo prefeito – tem 11%, enquanto que Alckmin (PSDB) surge com 10%. “Eu estou esperando a pesquisa do Ibope. Eu não desqualifico pesquisa, mas estou meio descrente no Datafolha. Na eleição para prefeito (2016), eu assustei como dormi com 17 pontos atrás e acordei com 7 na frente. Isso me assustou”.
Manifestação contra Bolsonaro reúne centenas de pessoas em Moc

Centenas de pessoas participaram na manhã deste sábado (29/6), em Montes Claros, de uma manifestação contra o candidato da extrema direita, Jair Bolsonaro (PSL). Esta manifestação faz parte do movimento “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro”, que surgiu a partir de um grupo fechado no Facebook, e foi criado para unir mulheres indignadas com o posicionamento político e plano de governo do candidato do PSL à presidência da República, deputado federal Jair Bolsonaro. Para a professora Marilene Souza, a Leninha, que é candidata a deputada estadual, este ato é apartidário e contra o retrocesso que representa o candidato Bolsonaro. “O Brasil está repudiando este candidato machista, misógino, racista e homofóbico, e que não respeita as liberdades individuais e, sem qualquer proposta concreta, apenas se promove com discursos de ódio, o que é inaceitável”, disse a candidata do PT de Montes Claros.Com uma articulação iniciada via redes sociais, mulheres de todo o País saíram às ruas neste sábado (29) na mobilização #EleNão, em referência ao candidato de extrema-direita à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL). No Manifesto das Mulheres Unidas contra Bolsonaro, elas definem como as principais razões para as manifestações, o fato de Bolsonaro ter apoiado a reforma trabalhista, defender um modelo de segurança falido que causa o extermínio das juventudes negras, o preconceito contra LGBTs, suas declarações misóginas e o temor com a volta da ditadura militar.