Emprego e renda – Montes Claros ganha mais 658 empresas

Quinta maior cidade de Minas Gerais e 58ª maior do Brasil, Montes Claros segue na sexta colocação em abertura de empresas do Estado. Neste ano, foram 658 novas constituições, com média de 164,5 firmas por mês. Em abril, a abertura de empresas na capital simbólica do Norte de Minas ficou um pouco acima da média: 174 empresas abertas. Os dados são do último relatório mensal da Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (Jucemg), entidade vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG), responsável por movimentações como abertura, alterações e fechamentos empresariais. Vale destacar que o balanço da Jucemg considera empresas de qualquer porte, com exceção dos microempreendedores individuais (MEIs), cujas inscrições são realizadas diretamente no Portal do Empreendedor do Governo Federal, sem passar pelas juntas comerciais estaduais. Os MEIs representam mais de 90% das empresas ativas em Montes Claros. O ranking mineiro é liderado por Belo Horizonte, seguido por Uberlândia, Contagem, Juiz de Fora, Uberaba e Montes Claros. MELHOR DESEMPENHO A abertura de empresas em Minas Gerais alcançou o melhor desempenho dos últimos seis anos no mês de abril, com a marca de 9.021 novos empreendimentos registrados no período. O número equivale a 300 empresas abertas por dia, superando em 27,6% a média de 2023, que foi de 235 constituições empresariais diárias. “Os números refletem o trabalho do Governo de Minas, que facilita, desburocratiza e faz com que o ambiente de negócios seja o mais livre possível. Minas Gerais é hoje um grande atrativo não só no Brasil, mas internacionalmente, para qualquer empresa que busca um lugar para produzir, gerar empregos e fomentar a economia”, afirma o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passalio. DESBUROCRATIZAÇÃO Segundo a Jucemg, os números de abril ultrapassam em mais de 44% o volume verificado no mesmo período de 2023, que teve 6.261 registros. Representam ainda o melhor desempenho para o mês de abril desde 2019, quando a entidade passou a disponibilizar a ferramenta de totalização em tempo real dos registros mercantis. Presidente da entidade, Patrícia Vinte Di Iório reforça a importância das ações do Estado no sentido de melhorar o ambiente de negócios. “Em sintonia com os esforços do Governo de Minas, a Jucemg tem buscado, com muita energia, implementar ações concretas para facilitar a vida de quem quer empreender em Minas. É o caso, por exemplo, da ampliação do número de atividades classificadas como de baixo risco”, comenta Patrícia. A presidente se refere à publicação, em 6/4, da resolução 03/2024 do Comitê Gestor Estadual da Redesim-MG, coordenado pela Jucemg, que ampliou de 701 para 730 o número de atividades que não dependem mais do ato público de dispensa de alvará para começar a funcionar. Em 2024, já são 32.465 novos empreendimentos abertos em todas as regiões de Minas, o que representa aumento de 14,35% no comparativo aos quatro primeiros meses de 2023, quando foram abertos 28.391 novos negócios. POR ATIVIDADE Por segmento, todos os setores – indústria, comércio e serviços – registraram alta, entre janeiro e abril deste ano, em relação ao mesmo período no ano passado. O setor de serviços foi o que obteve maior crescimento, com 15,78% no período comparado. Foram 23.507 constituições nos quatro primeiros meses deste ano, 3.203 a mais em relação a 2023. Já o setor industrial avançou 13,97% no comparativo entre os períodos. No acumulado do ano, foram abertos 1.615 empreendimentos industriais, enquanto, em 2023, foram 1.417 indústrias. O comércio registrou alta de 10,07% nas formalizações. Foram 7.343 empreendimentos formalizados no primeiro quadrimestre de 2024, contra 6.671 do mesmo período do ano passado. RANKING REGIONAL No acumulado do ano, as regiões que mais abriram novos negócios em proporção foram: Noroeste (25,05%), Sul de Minas (21,05%), Triângulo (18,91%), Alto Paranaíba (16,63%), Rio Doce (16,01%) e Centro-Oeste (13,94%). Em sequência, aparecem: Zona da Mata (13,34%), Central (13,23%) e Jequitinhonha/Mucuri (10,48%), O Norte de Minas foi a única região que abriu menos empresas no comparativo do ano, com queda de 3%. RANKING MUNICIPAL Belo Horizonte, capital do Estado, segue com o maior número de formalizações de empresas entre janeiro e abril deste ano. Foram 8.685 novas empresas no período, sendo 2.399 em abril. Na sequência, no acumulado do ano, estão Uberlândia (1.955 no ano e 516 em abril), Contagem (1.079 e 313); Juiz de Fora (866 e 258); Uberaba (673 e 186); Montes Claros (658 e 174); Betim (488 e 115); Divinópolis (469 e 137); Ipatinga (436 e 114) e, para completar, Governador Valadares (417 e 127).
SEM AVANÇOS – Apenas 1,1% dos resíduos coletados em BH são reciclados

Índice é inferior à média do país e ao que o Plano Municipal de Gestão de Resíduos Sólidos, feito em 2018, previu para 2021 Quando se trata de reutilização de material, Belo Horizonte caminha a passos lentos. Neste mês, em que se celebra o Dia Mundial da Reciclagem (17 de maio), a constatação é que a capital mineira tem um grande desafio: conseguir avançar no serviço de reaproveitamento de resíduos, que, segundo especialistas ouvidos pela reportagem, está quase estagnado. Atualmente, BH recicla só 1,1% do material coletado na cidade, menos que a média nacional, de 2,37%, e abaixo dos 2% previstos para serem alcançados em 2021 pelo Plano Municipal de Gestão de Resíduos Sólidos de BH, que foi feito em 2018. Entre metas não cumpridas, obstáculos para catadores e falta de colaboração entre setores, a capital acumula os impactos sociais e ambientais desse problema, como o aumento da degradação do ambiente para extração de matéria-prima, o maior descarte de resíduos e a limitação de um mercado sustentável, com novos negócios e empregos. Além de ser considerado baixo, o índice de reciclagem na cidade não cresce significativamente há anos, afirma o professor Raphael Tobias de Vasconcelos Barros, do departamento de engenharia sanitária e ambiental da UFMG. “Desde que o plano foi feito, a gente vê pouquíssimas iniciativas, e muito tímidas”, avalia. Entre as necessidades está a de ampliar a coleta seletiva de lixo. Atualmente, conforme a Prefeitura de Belo Horizonte, somente 90 dos 487 bairros têm o serviço porta a porta, e a maioria conta com cobertura apenas parcial – o que dificulta a vida de quem quer colaborar, como o aposentado Fernando Oliveira Duarte, de 65 anos. Ele dirige por 6 km para levar o material que separa em casa até um ponto fixo de coleta, no bairro Ouro Preto, na Pampulha, porque não há o serviço no Alípio de Melo, bairro da região Noroeste, onde ele mora. “Se eu não pudesse levar lá, não teria como reciclar o que eu separo. Se a cidade tivesse mais atendimento, mais gente participaria”, avalia. A expansão da abrangência da coleta seletiva está prevista no plano como principal solução para o aumento da taxa de reciclagem. No entanto, a melhoria na infraestrutura de coleta e tratamento ainda está longe do ideal em BH, segundo Raphael Barros. Nesse aspecto, Curitiba (PR) é uma referência, por oferecer o serviço em 100% da cidade. “Alguns municípios fizeram planos bons, ajustados à realidade, porque, com eles, conseguem ter acesso a algumas fontes de recurso federal”, explica. Desafios Segundo a analista de Políticas Públicas da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), Vanúzia Amaral, um dos entraves para ampliar a reciclagem de lixo em BH é a falta de recursos, especialmente para financiar ações de educação ambiental e fiscalização: “Temos que disputar recursos no caixa único da prefeitura e em agências de fomento externas”, afirma. Fabrício Soler, advogado especializado em direito ambiental, aponta que parcerias público-privadas podem ser soluções para obter o investimento necessário e reforça que o consumidor tem papel crucial na separação de recicláveis para a coleta. “O cidadão precisa aderir à coleta”, defende ele, que é gestor do Instituto Brasileiro de Resíduos Sólidos. Entrevista com SLU A reportagem de O Tempo conversou com a analista de Políticas Públicas da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), Vanúzia Amaral, sobre o assunto. Como a PBH justifica o não cumprimento das metas do plano de gestão de resíduos? Ele prevê a revisão das metas de saneamento e limpeza urbana a cada quatro anos, e isso tem que ser feito em intervalo menor. Houve interrupção pela pandemia, mas ela está prevista para este ano. Quais são as maiores dificuldades para garantir que o material coletado seja reciclado? A indústria local não absorve toda a produção de vidro, que acaba sendo enviada a outros Estados, o que dificulta o processo. E vai ocorrer o mesmo com o plástico: pegar a matéria-prima virgem para fazer o plástico mais duro, por exemplo, está mais barato (do que reciclar). A PBH mensura a participação de catadores informais na reciclagem? Os dados deles não são divulgados. Dados da reciclagem em BH Coleta domiciliar 2018 – 678.814 toneladas 2019 – 673.838 toneladas 2020 – 668.500 toneladas 2021 – 662.161 toneladas 2022 – 623.660 toneladas 2023 – 643.716 toneladas Quantidade de material reciclado recolhida 2018: 5.656 toneladas 2019: 6.591 toneladas 2020: 4.451 toneladas 2021: 6.438 toneladas 2022: 6.321 toneladas 2023: 7.161 toneladas *a coleta seletiva foi paralisada entre 22/03/2020 e 09/11/2020 devido à pandemia. Índice de resíduos recicláveis coletados 2018: 0,83% 2019: 0,98% 2020: 0,67% 2021: 0,97% 2022: 1,01% 2023: 1,11% Em 2018, o Plano Municipal de Gestão de Resíduos Sólidos de Belo Horizonte determinou que em 2021 a meta era uma taxa de 2% e, em 2026, atingiria 4%. BH tem 487 bairros, 90 são atendidos pela coleta seletiva. Até 2021, o Plano Municipal previa que fosse 41% da população, mas a PBH não soube informar quanto da população é efetivamente atendida pelo serviço. Recuperação dos materiais recicláveis coletados em 2023: 47% Papel 28% Vidro 11% Plástico 3% Metal 12% Rejeito A taxa de recuperação ficou em 88%. O Plano Municipal previa uma meta de 83% para 2021 e de 90%, até 2026. Fonte: Prefeitura de Belo Horizonte
Sem misericórdia! Justiça Eleitoral proíbe uso político na Santa Casa

A Santa Casa de Misericórdia de Montes Claros, ligada à Igreja Católica, foi proibida pela Justiça Eleitoral de fazer politicagem em benefício do seu superintendente, Maurício Sérgio Sousa e Silva, pré-candidato a prefeito da cidade pelo PL. Várias publicações foram excluídas do site do hospital, por ordem judicial. A Santa Casa tem mais de 400 leitos, sendo 80% deles destinados ao atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). São realizados, mensalmente, mais de 100 mil procedimentos – 1,5 milhão/ano. Além disso, emprega 2,1 mil funcionários, sendo 450 médicos e outros profissionais que compõem os corpos clínico, assistencial e administrativo. Nos últimos meses, em razão do ano eleitoral, a instituição virou birô eleitoral, com uso político escancarado em favor do seu superintendente. Em razão disso, a medida foi adotada pela Justiça Eleitoral, excluindo do site oficial as publicações dos dias 27 e 28 de abril e de 8 de maio. As postagens faziam propaganda política expressa a Maurício. Enquanto isso a Santa Madre Igreja cruza os braços e faz ouvidos de mercador, diferentemente do que faz com os padres que querem participar da política.
Kalil chama Zema de mentiroso e cobra cumprimento de promessas de campanha

Em entrevista exclusiva ao Jornal O TEMPO, o ex-candidato ao governo de Minas disse ter sido derrotado por um “rio de mentiras” O ex-prefeito de Belo Horizonte e ex-candidato ao governo de Minas Alexandre Kalil (PSD) acusou o atual chefe do Executivo estadual, Romeu Zema (Novo), de derrotá-lo nas eleições de 2022, graças a uma campanha eleitoral baseada em promessas falsas. “Eu perdi uma eleição por um rio de mentiras que foi jogado contra mim”, afirmou Kalil, em entrevista exclusiva à reportagem de O TEMPO, na qual questionou, principalmente, propostas feitas por Zema para os eixos de saúde, infraestrutura e gestão fiscal. “Cadê os seis hospitais que foram prometidos em campanha? Cadê o Estado nos trilhos? Falaram que o Estado ia entrar nos trilhos, e estamos devendo R$ 170 bilhões e com a capacidade de endividamento em 240%. O que foi feito? Isso me derrotou. Hoje eu estou falando o que me derrotou”, questionou Kalil. O ex-candidato alega que perdeu a disputa ainda no primeiro turno por defender que o Estado não teria condições de arcar com a construção das unidades de saúde devido à falta de recurso em caixa. “Eu perdi a eleição por isso, (a campanha de Zema falava em) Minas no trilho, hospital, e eu gritando que não tinha hospital, que não tinha dinheiro, que Minas não estava no trilho. Isso aqui não é crítica de derrotado. Eu perdi e estou falando”, atacou. Kalil argumentou ainda que Zema sabia que não poderia cumprir as promessas registradas em seu plano de governo e que, mesmo assim, decidiu anunciá-las. “Era mentira, não tem como concretizar. Como é que você vai fazer um plano de recuperação fiscal e abrir seis hospitais, se você está proibido de contratar servidor público?”, questionou o político, ao lembrar que o governador já pleiteava, àquela época, a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal para pagamento da dívida de Minas Gerais com a União. Durante a entrevista a O TEMPO, o político ainda criticou o reajuste de 300% dos salários de Zema e de seu secretariado, em 2023, e comparou o índice proposto pelo Executivo para recomposição salarial dos servidores públicos, que é de 3,62%. “Mas o funcionário público, que faz muito bem, ele berra e todo mundo fica sabendo”, comentou Kalil, em referência às manifestações do funcionalismo contra o projeto de reajuste, que tramita na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
TCE suspende licitação para aquisição de pneus em Porteirinha

Os conselheiros da Segunda Câmara do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG), na sessão dessa terça-feira (21/05/24), suspenderam o pregão eletrônico para registro de preços n. 024/2024, promovido pela prefeitura de Porteirinha, município situado ao Norte de Minas. O objetivo do procedimento é “a aquisição de pneus, câmaras de ar e protetores de pneus diversos para manutenção de máquinas e veículos da frota do município”, com entrega parcelada, por um período de 12 meses. O colegiado confirmou a decisão do conselheiro Mauri Torres, relator da denúncia (processo n. 1168129), que, em conformidade com a análise do órgão técnico, manifestou-se pela procedência dos apontamentos de irregularidades apresentados pela empresa Augusto Pneus Eureli, sobretudo pela “ausência de previsão dos meios dispostos no art. 42 da Lei Federal n. 14133/2021 para a prova de qualidade de pneus de outras marcas, apresentados por proponentes como similares às marcas de referência e, ainda, pela exigência quanto à restrição de participação a licitantes sediados na região do Norte de Minas, fundamentada apenas no desenvolvimento econômico regional, cláusula restritiva, que compromete a licitação. Por entender que tais apontamentos constituem razão suficiente para deferimento da medida liminar de suspensão do procedimento, a Corte de Contas, além de adotar a medida cautelar, sob pena de multa diária de R$1.000,00 até o limite de R$10.000,00, também fixou o prazo de 5 dias úteis para que o secretário municipal de Administração e subscritor do termo de referência, Pablo Santhiago Silva Santos, comprove a adoção da medida ordenada, mediante publicação do ato de suspensão do procedimento licitatório, bem como promova o encaminhamento da documentação referente às fases interna e externa do certame e realize os esclarecimentos que entender cabíveis.
Lula anuncia aos prefeitos renegociação de dívidas e construção de moradias

“O governo disponibilizará o programa Minha Casa Minha Vida para municípios com menos de 50 mil habitantes, então os pequenos municípios terão Minha Casa Minha Vida”, discursou o presidente O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou o discurso nesta terça-feira (21), durante cerimônia de abertura da 25ª edição da Marcha a Brasília em Defesa dos Munícipios, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília, para anunciar diversos benefícios às prefeituras. Entre as principais medidas, o presidente garantiu que os pequenos municípios também serão favorecidos por moradias construídas pelo programa Minha Casa Minha Vida. “O governo disponibilizará o programa Minha Casa Minha Vida para municípios com menos de 50 mil habitantes, então os pequenos municípios terão Minha Casa Minha Vida”, discursou o presidente. Além disso, Lula confirmou acordo entre os poderes para a manutenção da alíquota de 8% da contribuição previdenciária sobre a folha de pagamento de municípios. A reoneração será gradativa e com nova legislação do tema nos próximos dias. O presidente também anunciou novas regras para refinanciamento de dívidas previdenciárias dos municípios com renegociação de juros e destacou a liberação de R$ 7,6 bilhões em emendas individuais, de bancada e de comissão. “O governo apresentará novo prazo para financiamento de dívidas previdenciárias dos municípios com renegociação de juros e teto máximo de comprometimento da receita corrente líquida. O governo apresentará novas regras para pagamentos de precatórios, a fim de facilitar a liquidação dos mesmos, e aliviar as contas públicas dos municípios por meio de um teto máximo de comprometimento da receita corrente líquida do órgão”, afirmou. Depois de seis anos sem reajuste, o presidente informou que haverá aumento do valor destinado a merenda escolar. Também garantiu repasse para custeio de Equipes de Saúde da Família, de Saúde Bucal e Multiprofissionais nos municípios, R$ 4,3 bilhões a mais entrando na conta das prefeituras nesta semana. “Não permitam que as eleições deste final de ano façam com que vocês percam a civilidade. Este país está precisando de civilidade, este país está precisando de harmonia, este país está precisando de compreensão”, pediu o presidente que levou à Marcha dos Prefeitos mais de 15 ministros. Lula disse que “nunca na história do Brasil, um presidente tratou os prefeitos e prefeitas com o carinho e o respeito” como atual governo. “No ano passado nós lançamos o Novo PAC e o PAC Seleções. Possivelmente tenha sido a atitude mais republicana já feita na história deste país, em que a gente não pergunta de que partido é o prefeito”, observou. Crise climática Aos prefeitos e prefeitas do Rio Grande do Sul, Lula prometeu voltar aos municípios após as enchentes parar ver o que precisa ser reconstruído. Ele disse que não faltará ajuda do governo federal. “O dado concreto é que mudou o paradigma diante do desastre climático. Qualquer crise climática nós estamos obrigados a fazer igual ou melhor do que fizemos no Rio Grande do Sul. O Brasil voltou à civilidade”.
Frota de veículos em Montes Claros chega a 246,7 mil, segundo o Senatran

Montes claros ocupa o 6º lugar no ranking mineiro geral, 7º no de automóveis e 3º no de motos maio 21, 2024 Entre o fechamento de dezembro 2023/início de janeiro e o encerramento de março, a frota de veículos emplacados em Montes Claros avançou 1,06%. Percentualmente, parece um crescimento muito tímido. Porém, quantitativamente, são mais 2.599 automotores licenciados na cidade trafegando pelas vias da urbe norte-mineira, sem contar os veículos emplacados em outras praças pelo Brasil afora. Do total de automotores emplacados em Montes Claros no primeiro trimestre, 972 são motocicletas/motonetas e 916 são automóveis. A cidade-mãe do Norte de Minas fechou o período de janeiro a março com frota própria de 246.720 veículos. Os dados são da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), vinculada ao Ministério dos Transportes. Do total de veículos emplacados em Montes Claros alcançados em março, 103.590 são automóveis e 98.507 são da linha de duas rodas. A diferença pró-carros de passeio entre fevereiro e março caiu de 5.110 unidades para 5.083, revelando o reaquecimento das vendas de motocicletas e motonetas, após o crescimento do transporte por aplicativo feitos por carros, levando-se em consideração também o aumento dos congestionamentos, uma vez que, com motos, os condutores têm mais facilidades de driblar os nós viários. MOTO APP Vale destacar ainda que o mesmo transporte por aplicativo também está utilizando motocicletas, ajudando a sacramentar Montes Claros como detentora da terceira maior frota da linha de duas rodas, atrás apenas de Belo Horizonte, com 313.562 unidades; e Uberlândia, com 131.210 motos. Entretanto, de todos os acidentes de trânsito ocorridos em Montes Claros neste, 42% envolvem motocicletas. No ranking quantitativo de veículos emplacados na capital simbólica do Norte de Minas, após os automóveis e motocicletas, vêm as caminhonetes, com 19.430 unidades; seguidas pelas camionetas, com 7.208 automotores; 5.403 caminhões; 5.398 reboques; 2.627 utilitários; 1.277 ônibus; 1.046 semireboques; 857 caminhões-tratores; 527 ciclomotores; 527 microônibus; 200 triciclos; 110 outros modelos; 15 tratores de rodas; e 7 side-cars. RANKING MINEIRO Montes Claros detém a sexta posição no ranking mineiro de maiores frotas emplacadas nos municípios, com 246.720 automotores. Belo Horizonte lidera com 2.653.618 veículos; seguido por Uberlândia (523.776), Contagem (352.991), Juiz de Fora (301.587), Uberaba (253.889), Montes Claros, Betim (232.773), Ipatinga (164.861), Divinópolis (160.935), Governador Valadares (157.680), Sete Lagoas (151.099), Ribeirão das Neves (128.434) e Patos de Minas (127.571). AUTOMÓVEIS – Em relação aos automóveis, o ranking mineiro é liderado por Belo Horizonte (1.723.946), Uberlândia (270.624), Contagem (205.952), Juiz de Fora (190.963), Betim (135.495), Uberaba (133.327), Montes Claros (103.590), Ipatinga (92.565), Divinópolis (87.952), Sete Lagoas (79.859), Ribeirão das Neves (77.440), Governador Valadares (68.688) e Patos de Minas (55.500 automóveis). O ranking de motos também é liderado por Belo Horizonte (313.562), seguida por Uberlândia (131.210), Montes Claros (98.507), Uberaba (64.288), Contagem (61.961), Governador Valadares (59.887), Juiz de Fora (50.461), Ipatinga (42.701), Patos de Minas (41.416), Betim (40.959), Divinópolis (40.439), Sete Lagoas (36.496) e Ribeirão das Neves (31.336). NORTE DE MINAS No Norte de Minas, além de Montes Claros, o ranking as maiores frotas de veículos emplacados nos municípios é liderado por Janaúba, com 41.944 automotores. Em seguida, vêm Pirapora (31.141), Januária (28.605), Taiobeiras (27.916), Bocaiúva (27.245), Porteirinha (23.847), Salinas (22.817), São Francisco (20.147), Jaíba (19.339), Espinosa (18.845), Várzea da Palma (18.096), Brasília de Minas (14.649), Rio Pardo de Minas (13.792), Buritizeiro (11.713) e Francisco Sá (9.387). O ranking dos automóveis no Norte de Minas, além de Montes Claros, é liderado por Pirapora, com 12.914 unidades. Em seguida, vêm Janaúba (12.674), Bocaiúva (12.048), Taiobeiras (8.821), Januária (8.372), Salinas (7.699), Várzea da Palma (6.912), Porteirinha (6.893), São Francisco (6.358), Brasília de Minas (5.989), Jaíba (5.920), Espinosa (5.082), Buritizeiro (4.354), Rio Pardo de Minas (4.167) e Francisco Sá (3.643). DOMÍNIOS DAS MOTOS No Norte de Minas, nove municípios têm mais motos do que automóveis: Janaúba, Januária, Espinosa, Jaíba, Porteirinha, Rio Pardo de Minas, São Francisco, Taiobeiras e Salinas. O ranking da linha de duas rodas é liderado por Janaúba (21.757), Januária (15.633), Porteirinha (13.360), Taiobeiras (12.576), Pirapora (12.216), Espinosa (11.307), Salinas (10.871), São Francisco (10.700), Jaíba (9.886), Bocaiúva (9.353), Rio Pardo de Minas (7.611), Várzea da Palma (6.874), Brasília de Minas (6.278), Buritizeiro (4.658) e Francisco Sá (3.601 motos). Vendas de veículos avançam em Minas Gerais no 1º quadrimestre O mercado de veículos seminovos e usados em Minas Gerais está aquecido. Considerando todos os segmentos analisados (automóveis, motos, comerciais leves e pesados e outros), o crescimento da venda no acumulado dos quatro primeiros meses de 2024 foi de 7,1% frente ao mesmo intervalo do exercício anterior. Foram 607.645 unidades comercializadas no Estado de janeiro a abril, conforme dados da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto). Considerando as vendas totais, os resultados foram positivos nas demais análises feitas pela federação. Em abril deste ano frente igual mês de 2023, o avanço na comercialização foi de 31,4%. E na comparação com março, o incremento foi de 19,8%. Presidente da Associação dos Revendedores de Veículos de Minas Gerais (Assovemg), Glenio Leonardo de Oliveira Junior explica que vários fatores foram responsáveis pelo desempenho positivo da venda de veículos em Minas Gerais, entre eles, o aumento na geração de postos de trabalho no Estado e a redução nos últimos meses da taxa básica de juros, a Selic. De fato, o emprego vem crescendo no Estado. Somente em março, Minas Gerais abriu 40,8 mil postos de trabalho com carteira assinada. O resultado foi o melhor para o mês desde 2020, quando iniciou a nova metodologia do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), e representa alta em relação aos meses de janeiro e fevereiro deste ano, quando foram geradas 11,6 mil e 35,9 mil vagas, respectivamente. Ainda conforme o Caged, no acumulado do primeiro trimestre de 2024, Minas gerou 88,4 mil empregos com carteira assinada, o maior volume para este intervalo desde 2021. E no último dia 8, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), reduziu a meta para a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual. Com isso, a Selic passou para 10,50% ao
Minas pode ajudar a salvar a lavoura de arroz

Colheita do grão no estado tem resultado quase sete vezes maior na safra 2023/2024 O cultivo de arroz está em destaque na agricultura de Minas Gerais. Cerca de 78 mil toneladas do grão foram produzidas em terras mineiras na safra 2023/2024 – o número representa um aumento de mais de 600% em relação à colheita anterior, que atingiu 10 mil toneladas. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a área de cultivo também cresceu e ultrapassou os 3 mil hectares registrados em 2022, alcançando 17 mil hectares. O crescimento pode se transformar em alternativa para a descentralização produção no país, que é dependente do Rio Grande do Sul – a calamidade pública que o estado enfrenta com as enchentes exigiu ações para evitar o desabastecimento. As razões para o fortalecimento do interesse dos produtores no cultivo de um dos grãos mais tradicionais no prato do brasileiro são diversas, entre elas, o aumento do preço internacional. Uma saca de 50kg custa em média R$ 105. O pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Alcido Wander, ressalta a contribuição do arroz de sequeiro ou de terras altas, feita em Minas, para que a concentração dos cultivares não esteja restrita ao Rio Grande do Sul, responsável por 70% da produção nacional. “A diferença entre o arroz irrigado e o arroz de terras altas está na forma e local de cultivo. No primeiro caso, comum no Sul do país, o grão é produzido em áreas planas e baixas, onde a irrigação é feita pela inundação da lavoura. O sistema do arroz de terras altas é encontrado em Minas, Goiás, Maranhão, Mato Grosso e Tocantins e é cultivado sem irrigação. Por isso costuma ter um custo menor”, explica. A irrigação é com a água da chuva e, em alguns casos, usa sistema suplementar por aspersão. Na década de 1970, Minas cultivou 635 toneladas de arroz e chegou a ficar entre os cinco maiores produtores do país. Atualmente, apesar do crescimento, registra cerca de 0,75% da produção nacional e ocupa a 12ª posição. “O arroz perdeu a importância em Minas ao longo do tempo. Os produtores começaram a investir em outros grãos mais vantajosos à época, como soja e milho”, esclarece Alcido. Além do baixo custo de produção e compatibilidade com o relevo e clima do estado, o sistema de cultivo do arroz de terras altas permite que o grão seja implementado com outras culturas. “Na região tropical do Brasil, o arroz entra como uma segunda cultura, já no Sul, as plantações são de cultura única”, diferencia o pesquisador. O arroz como segunda cultura, ou cultura consorciada, é apontado como uma técnica assertiva de melhoramento do solo. A pesquisadora e coordenadora do Programa Melhor Arroz da Universidade Federal de Lavras (UFLA), no Sul de Minas, professora Flávia Botelho, destaca que o arroz de sequeiro foi levado ao Cerrado na década de 1970, durante a expansão da fronteira agrícola, para corrigir solos. “O arroz tem uma alta relação carbono-hidrogênio e deixa a matéria no solo para a outra cultura se beneficiar. Além disso, o grão atinge áreas profundas, garantindo aeração do solo, ou seja, o solo fica mais poroso. Isso contribui para o desenvolvimento das outras culturas e garante um sistema particular mais profundo”, diz a professora. Para cultivar o arroz de terras altas com a irrigação da chuva e suplementar, de forma que pudesse ser consumido, foram necessários anos de pesquisa em melhoramento genético. Em Minas, a UFLA promove o estudo de mais de 5 mil tipos e busca hibridizar as melhores plantações de acordo com as características de cada região do estado. A qualidade, adaptação e resistência à doença são fatores levados em consideração durante dois anos antes que as sementes sejam entregues aos produtores parceiros do Programa Melhor Arroz. PROTETOR DO CAFÉ Nas plantações de café, o cultivo do arroz atua como um protetor. O extensionista da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), Geraldo José Rodrigues, afirma que o grão faz parte do que os produtores chamam de planta de cobertura. O arroz ainda atua no combate a parasitas e outros tipos de plantas que possam crescer no local. “O principal objetivo é não deixar o solo exposto. Por causa do clima tropical, precisamos trabalhar sempre pensando em cobrir o solo, ainda mais porque na cafeicultura o uso de máquinas é muito intenso e essas plantas vêm para diminuir o índice de compactação. A gramínea reestrutura o solo”, completa. No Sul de Minas, a Emater-MG, a UFLA e a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) implementaram unidades demonstrativas de arroz de sequeiro em consórcio com o café. Na Fazenda Pimenteiras, em São Sebastião do Paraíso, foi plantado cerca de 1km em linha de arroz, com mil plantas de café. O administrador da propriedade, João Eduardo Vieira, relata que a produção é destinada ao consumo local. “Como foi um teste, a primeira vez que plantamos, é para o consumo mesmo aqui da fazenda. Mas já estou com um projeto para o ano que vem e vamos ampliar a área”, conta O agricultor Elton Silva, de Guaxupé, também aderiu ao arroz na produção de café. Para ele, o crescimento da produção em Minas veio para ficar. “Na minha visão para o futuro, daqui um tempo muita gente vai começar a cultivar arroz, porque nós temos uma crise chegando com essa tragédia no Rio Grande do Sul”, aponta. Diante dos estragos no Rio Grande do Sul e do comprometimento de parte dos cultivares, a Conab foi autorizada a importar até um milhão de toneladas de arroz por meio de leilões públicos, ao longo deste ano. Com a portaria assinada pelos ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Fazenda, a primeira aquisição, de até 104 mil toneladas, está agendada para terça-feira (21/5). O estado produziu, na última safra, 7,27 milhões de toneladas de arroz em casca. Em Minas, atualmente 280 municípios produzem arroz, em sua maioria cultivado por pequenos agricultores
Nikolas gastou R$10 mil da Câmara dos Deputados em viagem aos EUA

Câmara gastou R$ 32,7 mil com a viagem de três deputados aos Estados Unidos para acompanhar uma audiência sobre perseguição a lideranças de direita A Câmara dos Deputados gastou ao menos R$ 32,7 mil com a viagem de três deputados bolsonaristas aos Estados Unidos para acompanhar uma audiência no Congresso americano sobre a suposta perseguição a lideranças de direita no Brasil. Entre eles, estava o mineiro Nikolas Ferreira (PL-MG), o mais bem votado da história do país. Apenas Nikolas gastou R$10.169,28 em diárias. Os dados foram divulgados pelo colunista Igor Gadelha do Metrópoles e confirmados pelo Estado de Minas. Gustavo Gayer (PL-GO) e Bia Kicis (PL-DF) também participaram da comitiva até Washington como viagem oficial no sistema da Câmara. Segundo dados da Casa, Gayer e Bia receberam cinco diárias de R$ 2.259,84, totalizando R$ 11,3 mil para cada deputado. Até o momento, nenhum dos três parlamentares bolsonaristas registrou o gasto com passagem aérea referente a essa viagem aos Estados Unidos no sistema de viagens da Câmara. O EM entrou em contato com a assessoria do deputado Nikolas Ferreira, que apenas confirmou que os valores das diárias pagas aos deputados em missão oficial estão disponíveis na transparência do portal da Câmara. A viagem ocorreu entre os dias 6 e 10 de maio e contou com a presença de outros deputados bolsonaristas. Entre eles, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Filipe Barros (PL-PR), atual líder da oposição na Casa. Estes dois não solicitaram a ajuda da Câmara para pagar a hospedagem. Comitiva A viagem dos bolsonaristas aconteceu após ataques do empresário Elon Musk ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. O grupo alega sofrer censura por parte de autoridades brasileiras, principalmente pelo ministro. Foram quatro integrantes do painel ouvidos: o ex-apresentador da Jovem Pan, Paulo Figueiredo; o jornalista norte-americano Michael Shellenberger, responsável pela divulgação dos documentos sobre o Twitter no Brasil; Chris Pavlovski, CEO da plataforma de vídeos Rumble, popular entre conservadores, e Fábio de Sá e Silva, professor de estudos brasileiros na Universidade de Oklahoma. Fábio de Sá e Silva rebateu as alegações dos outros três integrantes sobre as supostas violações de liberdade de expressão no Brasil. Chegou a mostrar uma foto do jornalista Vladimir Herzog, torturado e morto durante a ditadura militar brasileira, para dizer que nada remotamente similar a isso está acontecendo no Brasil nesse momento.
Dino rejeita liminar e mantém decisão que afastou desembargadores da Lava Jato

Os desembargadores haviam recorrido ao STF, argumentando que a medida foi “excessiva e inadequada” O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve nesta segunda-feira (20)a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que determinou o afastamento dos desembargadores Loraci Flores de Lima e Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). Na decisão, o ministro afirmou que não encontrou “a existência de manifesta ilegalidade na decisão cautelar proferida no âmbito administrativo pelo CNJ”. Dino também destacou que o afastamento está relacionado a eventos recentes e à “conduta funcional dos impetrantes”. O Conselho afastou os desembargadores do TRF-4 em abril, como parte de uma reclamação disciplinar aberta de ofício pelo corregedor do CNJ, Luis Felipe Salomão, em setembro do ano passado. Segundo Salomão, os dois magistrados teriam descumprido uma ordem do Supremo ao julgarem as exceções de suspeição do juiz Eduardo Appio. Os desembargadores, então, recorreram ao STF, argumentando que a medida foi “excessiva e inadequada”. Além de Loraci Flores e Carlos Eduardo Thompson, a decisão de Salomão também afastou os juízes Gabriela Hardt e Danilo Pereira, que trabalharam na operação Lava Jato. (Com informações da Folha).