Somente 20% das mulheres brasileiras conhecem bem a Lei Maria da Penha

É o que mostra Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher Apenas duas em cada dez mulheres se sentem bem informadas em relação à Lei Maria da Penha, que criou mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher e foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2006. Os dados fazem parte da 10ª edição da Pesquisa Nacional de Violência Contra a Mulher, realizada pelo Observatório da Mulher Contra a Violência (OMV) e o Instituto DataSenado, ambos do Senado. A sondagem é bianual e foi divulgada nesta quarta-feira (28) em Brasília. Ela envolveu entrevistas por telefone com 21.787 mulheres de 16 anos ou mais entre os dias 21 de agosto a 25 de setembro do ano passado. Esta é primeira edição do levantamento que traz dados por estado. O estudo atualiza, também pela primeira vez, o Mapa Nacional da Violência de Gênero, projeto viabilizado pelo OMV, o Instituto Avon e a organização Gênero e Número, que cobre questões de gênero e raça no Brasil e na América Latina desde 2016. Na avaliação de Beatriz Accioly, coordenadora de Parcerias do Instituto Avon, o que chama bastante a atenção na pesquisa é que a Lei Maria da Penha é conhecida pela população brasileira de maneira geral, mas quando se pergunta o quanto as pessoas sabem da lei, sobretudo as mulheres, percebe-se que o conhecimento ainda é muito pequeno. “É quase de ouvir falar. Não dá segurança de saber exatamente o que a lei garante em termos de direitos e o que ela muda de fato”, disse Beatriz à Agência Brasil. Ela explicou que a pesquisa alerta para a necessidade de entender não só o que as pessoas já ouviram falar sobre a lei, mas o quanto elas conhecem nos detalhes, o quanto esse conhecimento têm a ver com os seus próprios direitos. De acordo com o estudo, mesmo nas localidades onde há maior conhecimento entre a população feminina sobre a Maria da Penha, o índice é muito baixo, passando pouco de 30%. É o caso do Distrito Federal (33%), Paraná (29%) e Rio Grande do Sul (29%). “O conhecimento está muito longe de ser o ideal”, afirmou Beatriz. As mulheres das regiões Norte e Nordeste são as que afirmam conhecer menos a Lei Maria da Penha, principalmente no Amazonas (74%), Pará (74%), Maranhão (72%), Piauí (72%), em Roraima (71%) e no Ceará (71%). Diagnóstico Para a coordenadora de Parcerias do Instituto Avon, o diagnóstico mostra que ainda não se conversa tanto sobre a lei quanto é necessário. “É preciso furar a bolha”. O objetivo é aumentar a parcela da população com conhecimento sobre a legislação. Isso pode ser feito a partir da construção de medidas educativas e de conscientização sobre leis, recursos e políticas públicas voltadas para o enfrentamento à violência de gênero, afirma Daniela Grelin, diretora executiva do Instituto Avon. Para ela, o maior conhecimento é fundamental para que as mulheres brasileiras possam reivindicar seus direitos, além de interromper ciclos de abusos e agressões. A coordenadora do Observatório da Mulher contra a Violência, do Senado, Maria Teresa Prado, destaca que a pesquisa constitui ferramenta que pode auxiliar os legisladores na criação de leis, políticas públicas e programas que funcionem de fato e que sejam mais adequados às especificidades de cada estado. Segundo Beatriz Accioly, todos os senadores e senadoras vão receber um relatório específico de seu estado, com diagnóstico do território. “É necessário que a gente alerte os parlamentares para o fato de que esse problema de violência familiar contra a mulher é um dos mais graves. É preciso que eles conheçam a realidade de seus estados e possam cobrar das autoridades locais mudanças de atuação para reverter a situação”. A presidente e diretora de conteúdo da Gênero e Número, Vitória Régia da Silva, lembrou que a dificuldade em reconhecer situações de violência e a falta de conhecimento dos próprios direitos podem impedir que as vítimas tenham acesso aos serviços da rede de proteção. Por isso, é preciso mudar esse cenário. Índice Em relação ao grau de conhecimento sobre os serviços que integram a rede de proteção à mulher, há equilíbrio entre as unidades federativas brasileiras. A delegacia da mulher é o serviço mais conhecido entre elas (95%), enquanto a Casa da Mulher Brasileira, por sua vez, é conhecida por somente 38% das entrevistadas. A pesquisa identificou também que o índice nacional de mulheres que declaram ter solicitado medidas protetivas para a sua segurança é de 27%, à exceção do Rio Grande do Sul, onde 41% das mulheres que sofreram violência com base no gênero solicitaram medidas protetivas. Beatriz Accioly avaliou, entretanto, que embora o Rio Grande do Sul, junto com Paraná e o Distrito Federal, sejam os locais onde o grau de conhecimento das mulheres sobre a Lei Maria da Penha é “menos pior” no Brasil, ainda há muito a avançar. “Esses dados mostram que as pessoas sabem que a lei existe. Mas elas precisam conhecer os seus instrumentos, as suas ferramentas, como utilizar a lei e transformá-la em direito difuso”, disse Beatriz. Mapa Lançado em novembro de 2023, o Mapa Nacional da Violência de Gênero é uma plataforma interativa que reúne os principais dados nacionais públicos e indicadores de violência contra as mulheres, incluindo a Pesquisa Nacional de Violência contra as Mulheres, mais longa série de estudos sobre o tema no país. Legislação A Lei Maria da Penha, sancionada em 7 de agosto de 2006, tornou mais rigorosas as penas contra crimes de violência doméstica. O nome da lei é uma homenagem a Maria da Penha Maia, farmacêutica e bioquímica cearense que sofreu diversas tentativas de homicídio por parte do marido. Em maio de 1983, ele deu um tiro em Maria da Penha, que ficou paraplégica. Após aguardar a decisão da Justiça por 15 anos e sem resultado, ela entrou com uma ação contra o país na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). Esse foi o primeiro relato sobre violência doméstica feito ao órgão na América Latina. Em 2001, o Estado
PT, PCdoB e PV lançam pré-candidatura de Rogério Correia em BH

Federação discute temas como transporte, participação popular e combate às desigualdade, de olho nas eleições municipais A Federação Brasil da Esperança, composta pelo PT, PCdoB e PV, lançou na quinta-feira (29) a pré-candidatura do deputado federal Rogério Correia (PT) à Prefeitura de Belo Horizonte. O encontro aconteceu no Hotel Dayrell, no centro da capital, e reuniu mais de 1200 lideranças e apoiadores. Em dezembro do ano passado, o pré-candidato já havia reunido quase mil pessoas para o lançamento do movimento “BH Pode Mais”, que tem como objetivo discutir propostas para o município, tendo em vista a corrida eleitoral que se aproxima. O evento desta quinta contou com a presença de parlamentares e lideranças nacionais dos partidos que compõem a federação, entre elas, a presidenta do PT Gleisi Hoffmann, evidenciando o apoio nacional das legendas ao nome do deputado federal para a disputa. “O companheiro Rogério Correia é nosso pré-candidato à Prefeitura de Belo Horizonte e está preparado para apresentar um projeto humano para desenvolver ainda mais a capital mineira. Tenho certeza que, com o apoio do presidente Lula, a população de BH terá saúde, educação e emprego de qualidade”, disse Gleisi, após o evento. Durante a atividade, temas como a melhoria do transporte público, com redução das tarifas, a participação popular nas definições importantes sobre a cidade e o combate às desigualdades sociais, raciais e de gênero estiveram em pauta. Também participaram da atividade o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais do governo Lula, Alexandre Padilha, o líder do governo federal na Câmara dos Deputados, José Guimarães, o ex-prefeito da capital mineira, o deputado federal Patrus Ananias, as deputadas estaduais Beatriz Cerqueira (PT) e Macaé Evaristo (PT), representantes de movimentos de juventude e de entidades sindicais, entre outras representações.
Golpe foi diretriz institucional das cúpulas das Forças Armadas

As provas coletadas nas investigações da Polícia Federal fornecem informações importantes para a reconstituição do plano golpista. E confirmam o envolvimento institucional das Forças Armadas com o golpe. Por Jeferson Miola, em seu blog São fartas as evidências de que não ocorreram apenas atitudes isoladas de alguns indivíduos fardados, porque foi um empreendimento arquitetado e cadenciado na hierarquia militar. O golpe era o trampolim para a longevidade do projeto de poder militar. Após a vitória do Lula na eleição de 30 de outubro, o comando golpista incorporou um forte “dispositivo popular” – os acampamentos nas áreas dos quartéis com extremistas de direita, militares da ativa, da reserva, fundamentalistas religiosos e integrantes da família militar. O comunicado de 11 de novembro de 2022 “Às Instituições e ao Povo Brasileiro”, no qual os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica contrariaram ordens judiciais, afrontaram o STF e defenderam a permanência dos acampamentos, traduziu a coesão e a unidade institucional dos comandantes militares. Divulgado 11 dias após a eleição, o provocativo comunicado assinado pelo general Freire Gomes, pelo brigadeiro Batista Júnior e almirante Garnier Santos definiu os acampamentos como “manifestações populares” de pessoas que defendem “demandas legais e legítimas da população”. Financiados por empresários e apoiadores, e com infraestrutura assegurada das próprias áreas militares, os acampamentos foram considerados ilegais e criminosos por ministros do STF. O acampamento do Quartel-General do Exército funcionava como logística estratégica de/para ações terroristas e golpistas. Isso ficou evidente nos atos terroristas de 12 e 24 de dezembro de 2022 em Brasília e nos atentados de 8 de janeiro de 2023. Evento importante na cronologia dos acontecimentos foi a decisão do então comandante do Exército, general Freire Gomes, que hoje se diz legalista e herói da democracia, mas que no dia 29 de dezembro de 2022 impediu o desmonte do acampamento golpista no QG do Exército. Hordas saíram do QG para aterrorizar a capital federal no dia da diplomação de Lula e Alckmin [12/12] e, semanas depois, para vandalizar as sedes dos poderes da República no 8 de janeiro. Pretendiam, com isso, justificar a convocação de operações GLO e de medidas de exceção, como concebido na minuta de golpe. A repercussão da vitória do Lula no país e no exterior, ao lado da oposição do governo Biden ao golpe quebrou o consenso golpista –ou arrefeceu a posição golpista majoritária– na caserna, comprometendo a unidade de ação e a coesão das cúpulas militares. Apesar disso, a articulação golpista não se encerrou. A expectativa de concretização do golpe ainda com Bolsonaro na Presidência durou pelo menos até o dia 27 de dezembro de 2022, quando faltavam apenas quatro dias para o fim oficial do governo. Prova disso é o intercâmbio de mensagens do general Braga Netto, candidato a vice na chapa militar, com o capitão Sérgio Rocha Cordeiro, então integrante da equipe de segurança do Bolsonaro, que queria conseguir um cargo no governo para uma pessoa. Braga Netto então respondeu: “Cordeiro, se continuarmos, poderia enviar para a Sec. Geral. Fora isso vai ser foda” [grifo meu]. Este diálogo surreal, em que um general 4 estrelas do Exército ainda tinha alguma expectativa de continuidade do Bolsonaro no poder apesar do resultado da eleição, o que somente seria possível com uma ruptura institucional, aconteceu 15 dias depois da diplomação de Lula e Alckmin pelo TSE e a apenas quatro dias do término do governo. Antes da posse do presidente Lula, os comandantes das três Forças deram outra demonstração cabal de insubordinação institucional ao se recusarem permanecer nos respectivos comandos até a transmissão do cargo no novo governo. Recusaram-se bater continência para Lula, pois não aceitaram o resultado da eleição e não o reconheceram como o eleito soberanamente comandante supremo das Forças Armadas. Neste contexto de evidências significativas do envolvimento institucional dos altos comandos militares com o golpe, é pouco fiável a hipótese de que a conspiração foi atitude isolada de alguns oficiais. No depoimento à PF [29/2], o general Estevam Theóphilo disse que se reuniu com Bolsonaro em 9 de dezembro de 2022 para tratar do golpe a pedido do general Freire Gomes. Ao invocar obediência à hierarquia para protagonizar um ato criminoso, o general Theóphilo arrastou para a cena do crime a instituição militar, confirmando que o golpe foi, de fato, uma diretriz institucional das cúpulas das Forças Armadas. O avanço das investigações da PF, inclusive com a análise do conteúdo do celular do general Lorena Cid, pai do tenente-coronel Mauro Cid, pode revelar outras camadas do plano golpista e alcançar também aqueles oficiais do Alto Comando que continuam incólumes, além da própria institucionalidade militar. Há uma mensagem implícita no depoimento do general Theóphilo, com um claro recado à cúpula: ou salvam-se todos os golpistas fardados, ou caem todos em desgraça. A bandeira da anistia, lançada por Bolsonaro no ato da avenida Paulista em 25 de fevereiro, poderá ser usada como tábua de salvação das cúpulas militares. Se isso acontecer, estará instalado o impasse no país.
Brasil e 23 países da Celac exigem cessar-fogo em Gaza

Declaração com seis pontos sobre o conflito no Oriente Médio não foi assinada por todos os países do grupo. Documento foi um pedido do presidente Lula Os chefes de Estado e de governo do Brasil e mais 23 países da Celac (Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos ) assinaram, na última sexta-feira (1), uma declaração conjunta em que manifestam repúdio às milhares de mortes decorrentes do conflito entre Israel e Palestina e pedem pelo cessar-fogo. Os líderes estavam reunidos em Kingstown, capital de São Vicente e Granadinas, para a 8ª Cúpula do grupo. Na chamada “Declaração sobre as ações israelenses em Jerusalém Oriental Ocupada e no resto do Território Palestino Ocupado”, divulgada neste sábado (2) pelo Ministério das Relações Exteriores, os signatários pedem à “Corte Internacional de Justiça para determinar se a ocupação continuada do Estado da Palestina pelo Estado de Israel constitui uma violação do direito internacional”. Somente 24 países da Celac assinaram o texto. Ficaram de fora Argentina, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Panamá, Paraguai e Uruguai. Entre os seis pontos da declaração, os países exigem a libertação imediata de todos os reféns e a garantia de acesso humanitário às áreas afetadas. O texto é parte de um apelo feito pelo presidente Lula por uma moção nesse sentido ao final do encontro. Confira na íntegra o texto: Nós, os Chefes de Estado e de Governo de Antígua e Barbuda, Bahamas, Barbados, Belize, Bolívia, Brasil, Colômbia, Cuba, Chile, Dominica, República Dominicana, Granada, Guiana, Haiti, Honduras, Jamaica, México, Nicarágua, São Cristóvão e Nevis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Suriname, Trinidad e Tobago e República Bolivariana da Venezuela, reunidos em Buccament, São Vicente e Granadinas, por ocasião da VIII Cúpula da Comunidade da América Latina e Estados do Caribe (CELAC); Cientes de que a Proclamação da América Latina e do Caribe como Zona de Paz da CELAC em 2014 “reafirmou o compromisso dos países membros com os propósitos e princípios consagrados na Carta das Nações Unidas e no Direito Internacional” e declarou “que a paz é um bem supremo e uma legítima aspiração de todos os povos” e “um princípio e valor comum da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC);” Conscientes da intransigência refletida nas declarações do Governo de Israel e do agravamento da crise humanitária em Gaza: 1. Deploramos o assassinato de civis israelenses e palestinos, incluindo os cerca de 30.000 palestinos mortos desde o início da incursão de Israel em Gaza, e manifestamos profunda preocupação com a situação humanitária catastrófica na Faixa de Gaza e com o sofrimento da população civil palestina. 2. Endossamos fortemente a exigência da Assembleia Geral das Nações Unidas (A/ES-10/L.27) de um cessar-fogo humanitário imediato em Gaza e de que todas as partes no conflito cumpram o direito internacional, nomeadamente no que diz respeito à proteção de civis. 3. Tomamos nota dos casos em curso perante a Corte Internacional de Justiça para determinar se a ocupação continuada do Estado da Palestina pelo Estado de Israel constitui uma violação do direito internacional e se o ataque de Israel a Gaza constituiria genocídio. 4. Exigimos a libertação imediata e incondicional de todos os reféns, bem como a garantia de acesso humanitário às áreas afetadas, e apoiamos a Agência das Nações Unidas de Assistência e Obras aos Refugiados da Palestina (UNRWA). 5. Recordamos as múltiplas Resoluções relevantes da Assembleia Geral das Nações Unidas e do Conselho de Segurança, que reiteram a importância crucial do estabelecimento de dois Estados, Israel e Palestina, vivendo lado a lado dentro de fronteiras seguras e reconhecidas. 6. Decidimos convocar, sob a presidência ´pro tempore´ da República de Honduras, um mecanismo apropriado para monitorar ativamente o impacto dessa incursão na recuperação, no desenvolvimento e na segurança da Palestina, e na busca de uma paz justa e duradoura entre os Povos israelense e palestino
Semifinais definidas! Veja os confrontos do Campeonato Mineiro

América, Atlético, Cruzeiro e Tombense disputarão duas vagas na decisão do Campeonato Mineiro; veja confrontos As semifinais do Campeonato Mineiro estão definidas! América, Atlético, Cruzeiro e Tombense disputarão duas vagas na final do Estadual. Veja os confrontos. Cruzeiro, primeiro colocado geral, e Tombense, melhor segundo, disputarão uma das semifinais. Enquanto isso, América, segundo melhor posicionado, e Atlético, terceiro, vão buscar o outro espaço na decisão. Os jogos de ida estão previstos para 9/3 (sábado) ou 10/3 (domingo). Os da volta, para o sábado (16/3) ou o domingo (17/3) posteriores. A Federação Mineira de Futebol (FMF) ainda não divulgou as datas definitivas e nem os horários dos confrontos. Cruzeiro x Tombense O Estádio Antônio Guimarães de Almeida, em Tombos, deverá receber o primeiro jogo do confronto entre Tombense e Cruzeiro. A Raposa, por ter feito a melhor campanha na fase de grupos, decidirá em casa, no Mineirão, em Belo Horizonte. A equipe celeste ainda tem a vantagem de jogar por dois empates. América x Atlético À frente do Atlético na etapa classificatória, o América também desfruta dos dois benefícios: resolver como mandante e jogar pelo empate na soma dos dois resultados. Desta forma, a primeira partida será na Arena MRV, e a segunda no Independência, ambos na capital. Regulamento semifinais Campeonato Mineiro Tombense (4º colocado geral) x Cruzeiro (1º colocado geral) – 9/3 (sábado) ou 10/3 (domingo) Atlético (3º colocado geral) x América (2º colocado geral) – 9/3 (sábado) ou 10/3 (domingo) Cruzeiro (1º colocado geral) x Tombense (4º colocado geral) – 16/3 (sábado) ou 17/3 (domingo) Final do Campeonato Mineiro O Campeonato Mineiro será resolvido em duas partidas. A de ida, está prevista para 30/3 (sábado). A de volta, para 6 de abril (sábado).
PIB cresce e Brasil retorna ao grupo das 10 maiores economias do mundo

Segundo o presidente Lula “crescemos bem mais que o previsto e vamos continuar trabalhando para crescer com qualidade e pela melhora de vida de todos.” O registro do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro marcou alta 2,9% em 2023, com um valor de R$ 10,9 trilhões, na cotação atual em dólar US$ 2,2 trilhões. Os dados foram divulgados pelo IBGE na última sexta-feira (1) e a partir deles a agência de risco Austin Rating, com estimativas do FMI (Fundo Monetário Internacional), classificou o Brasil como a 9º maior economia do mundo. O expressivo resultado do PIB alcançado logo no primeiro ano do terceiro mandato do presidente Lula fez com que o Brasil ultrapassasse a Rússia (US$ 1,9 trilhão) e o Canadá (US$ 2,1 trilhões), colocando o país de volta no grupo das dez maiores economias do mundo. O Brasil não figurava no simbólico grupo desde 2019, no qual entrou em 2008 e chegou até a 7º posição. O crescimento foi alavancado pela agropecuária, com recorde de safra e registro de alta de 15,1% no setor. Ainda que o resultado seja excelente, dado que as projeções apontavam para valores menores, é preciso se atentar para a variação que se deu no PIB entre o primeiro e segundo semestre. No primeiro trimestre de 2023 a alta foi de 1,3%, no segundo trimestre 0,8%, porém nos dois restantes o crescimento ficou estagnado. Mais que o previsto A primeira projeção do Boletim Focus, relatório do Banco Central (BC), em 2023, indicou que o PIB chegaria ao final do ano em 0,78%. Ao longo dos meses a projeção foi sempre corrigida para cima. Com bons resultados atrás de bons resultados, o presidente Lula sempre demonstrou otimismo quanto à recuperação da economia. Ao comentar sobre o resultado oficial que coloca o Brasil de volta entre as dez maiores economias do mundo, Lula disse nas redes sociais: “O PIB do Brasil cresceu 2,9% em 2023, segundo o IBGE. Vocês lembram que a previsão de alguns era 0,9%? Crescemos bem mais que o previsto e vamos continuar trabalhando para crescer com qualidade e pela melhora de vida de todos.” O PIB do Brasil cresceu 2,9% em 2023, segundo o IBGE. Vocês lembram que a previsão de alguns era 0,9%? Crescemos bem mais que o previsto e vamos continuar trabalhando para crescer com qualidade e pela melhora de vida de todos. — Lula (@LulaOficial) March 1, 2024 Confira a lista das 10 maiores economias segundo a Austin Rating: 1) Estados Unidos: US$ 26,9 trilhões 2) China: US$ 17,7 trilhões 3) Alemanha: US$ 4,4 trilhões 4) Japão: US$ 4,2 trilhões 5) Índia: US$ 3,7 trilhões 6) Reino Unido: US$ 3,3 trilhões 7) França: US$ 3 trilhões 8) Itália: US$ 2,18 trilhões 9) Brasil: US$ 2,17 trilhões 10) Canadá: US$ 2,11 trilhões
Trump vence Biden por 48% a 43%, diz pesquisa do New York Times

Uma nova pesquisa conduzida pelo New York Times em parceria com o Siena College, divulgada neste sábado (2), revela um cenário desafiador para o presidente Joe Biden, a oito meses das eleições nos Estados Unidos. Segundo os resultados, Donald Trump lidera nas intenções de voto, com 48%, contra 43% do atual presidente. Este último atinge seu mais alto índice de desaprovação desde que assumiu o cargo, com 47% dos entrevistados expressando forte desaprovação à sua gestão. Enquanto isso, 43% consideram suas políticas prejudiciais, e apenas 18% afirmam terem sido impactados positivamente por sua administração. A insatisfação se reflete também na direção do país, com 65% dos entrevistados acreditando que os EUA estão seguindo na direção errada. A pesquisa também abordou a escolha de Biden como candidato democrata à reeleição, com uma diferença mínima entre aqueles que apoiam sua permanência (46%) e os que prefeririam outra pessoa (45%). Trump, por sua vez, enfrenta ampla rejeição, com 43% dos entrevistados expressando opinião muito desfavorável sobre ele, embora apenas 22% tenham uma visão muito favorável. Temas políticos também foram discutidos Além das questões envolvendo os candidatos, a pesquisa abordou temas cruciais como a Guerra da Ucrânia e a imigração pela fronteira com o México. A maioria (59%) apoia um aumento do suporte econômico e militar dos EUA à Ucrânia, enquanto metade (50%) acredita que a busca por asilo nos EUA deve ser dificultada para aqueles que cruzam a fronteira sul. Em relação a Trump, 53% dos entrevistados acreditam que ele cometeu crimes federais graves, enquanto 36% discordam dessa afirmação. Conduzida com 980 eleitores registrados em todo o país, a pesquisa, realizada entre os dias 25 e 28 de fevereiro, apresenta uma margem de erro de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos. Dos respondentes, 823 completaram todas as respostas, com uma margem de erro de 4 pontos entre aqueles que responderam a todas as questões.
Homem morre após confronto entre torcidas de Cruzeiro e Atlético em BH

Confronto entre as torcidas aconteceu na região do Barreiro e deixou mais três feridos Um torcedor cruzeirense morreu após ser baleado durante uma briga generalizada entre atleticanos e cruzeirenses na avenida Tereza Cristina, na região do Barreiro, em Belo Horizonte, na tarde deste sábado (2). Ferido, o cruzeirense foi levado para um hospital localizado próximo do confronto, mas não resistiu. Outras duas pessoas também foram encaminhadas para o mesmo local, também com ferimentos de bala. Briga entre torcidas organizadas de Atlético e Cruzeiro próximo a Tereza Cristina, no Barreiro ???? Reprodução/Redes Sociais #jornalhojeemdia pic.twitter.com/Z0UIOVkpuh — Jornal Hoje em Dia (@jornalhojeemdia) March 2, 2024 Além deles, uma pessoa também ficou ferida após levar pancadas na cabeça. Até o momento, dois suspeitos foram presos. As duas torcidas se encontraram enquanto iam para os jogos que ocorrem no mesmo horário, na Arena MRV, no Califórnia, e no Mineirão, na Pampulha. Torcedor fica inconsciente em briga generalizada na região do Barreiro ???? Reprodução/Redes Sociais#jornalhojeemdia pic.twitter.com/cxz3icROeG — Jornal Hoje em Dia (@jornalhojeemdia) March 2, 2024 A briga ocorreu próximo do viaduto que conecta o Barreiro à Cidade Industrial. Segundo a corporação, os torcedores estavam destruindo carros e tentando entrar em estabelecimentos. Com a ação dos militares, os torcedores se dispersaram do local.
Fugas expõem fragilidade na segurança dos presídios de Minas

Nove detentos conseguiram sair de um presídio na Grande BH durante banho de sol Por Isabela Abalen – 0 Tempo Detentos A fuga de nove detentos do presídio Santa Luzia I, na região metropolitana de Belo Horizonte, durante o banho de sol nessa quinta-feira (29 de fevereiro), acendeu um alerta sobre a segurança do sistema prisional em Minas Gerais. A cadeia está localizada em um bairro residencial, entre uma escola e uma unidade de saúde. Por fora, os muros se misturam e é difícil saber onde acaba o presídio. Os criminosos abriram um buraco na grade e, num momento sem vigia no pátio, escalaram em si mesmos como em uma pirâmide humana e escaparam por dentro do lote escolar. Especialistas em segurança pública avaliam que o caso chama atenção por denunciar a fragilidade da segurança e expor o descontrole da situação dentro dos presídios. O perigo é a fuga em Santa Luzia motivar outros detentos a fazerem o mesmo. De acordo com dados do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG), no ano passado, foram registradas 28 ocorrências de fuga em cadeias, isto é, uma média de duas por mês. O Depen não informou quantos detentos escaparam nem quantos foram recapturados. Este ano, apesar de ainda não haver dados consolidados, dois casos foram noticiados dentro das últimas duas semanas. Antes da fuga em Santa Luzia, no dia 16/2, dois presos fugiram do presídio de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri. Conforme a pasta de Justiça do Estado, os homens fugiram por “transposição de barreira” (a Sejusp não detalhou como) enquanto aguardavam atendimento jurídico. “São sinais preocupantes de deterioração da gestão prisional em Minas. Quando as fugas começam a ficar recorrentes, é sinal de que alguma coisa vai mal, isso não é comum. O Estado tem investido na contratação de pessoal e em equipamentos de vigilância. Então, de alguma forma, esses indicadores preocupam. É um sinal amarelo de piora na segurança das unidades”, avalia o especialista em segurança pública Luiz Flávio Sapori. O pesquisador, que também é sociólogo, reforça que é preciso uma investigação para avaliar se não houve algum tipo de facilitação na fuga dos nove detentos em Santa Luzia. No momento em que eles escaparam, ninguém vigiava os presos. “A deficiência da estrutura física dos presídios, as falhas no sistema de proteção, no sistema de vigilância, já são graves por si só. Existe um protocolo de segurança que precisa ser cumprido e que impossibilita as fugas. Agora, no caso de Santa Luzia, é muito estranho. Não existe banho de sol sem vigia. Precisa ter algum agente, algum policial penal atento, mesmo que com déficit de pessoal. Isso é algo a ser investigado pelas autoridades”, afirma. No presídio Santa Luzia I, existe uma guarita, mas sem um notável esquema de segurança ou vigilância monitorada por câmeras. Cada nova fuga influencia outros detentos a tentar a sorte O Sindicato dos Policiais Penais de Minas Gerais (Sindppen-MG) se pronunciou logo após a fuga dos nove detentos em Santa Luzia – até o momento, três foram recapturados. O órgão sindical apontou a precariedade do sistema penitenciário mineiro e disse que as fugas podem se tornar rotineiras devido ao déficit de profissionais da segurança. “Não temos policiais penais suficientes para manter a ordem”, afirmou o presidente sindical Jean Ottoni ao O TEMPO. A reação em “onda” de novas tentativas de escape dos presídios também é uma preocupação do especialista Sapori, mas por outros motivos. “Fugir está sempre na perspectiva de um preso, não necessariamente pela situação da unidade prisional. Em Mossoró, por exemplo, não existe superlotação, mas conseguiram escapar”, diz, citando a fuga de dois detentos da penitenciária federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, no início do ano. Para Luiz Flávio Sapori, o problema é a influência de uma fuga de sucesso dentro das cadeias. “Não há dúvida que isso crie um estímulo para presos de outras unidades. Notícias de fuga circulam rápido. Se deu certo, significa que há falha. Outros detentos podem estar buscando alternativas e oportunidades de também saírem de onde estão. É um alerta para que o sistema de segurança nos presídios de Minas seja reforçado”, analisa. “Quem quer ficar em uma cadeia superlotada, sem higiene, precarizada?”, questiona Conselheiro da OAB A irmã de um detento do presídio Santa Luzia I conversou em anonimato com a reportagem de O TEMPO e desabafou que o interior do presídio é pequeno e possui condições insalubres. “A cada 15 dias visito o meu irmão. O espaço é muito apertado, as celas são pequenas. Tanto, que sempre tem detento sendo transferido. No lugar, não cabe mais ninguém”, reclamou. De fato, de acordo com o Conselheiro da Ordem dos Advogados de Minas Gerais (OAB-MG), William Santos, que realiza visitas ao local com frequência, a sensação que se tem é de uma unidade abandonada. “As condições são péssimas. Quem vai lá, mesmo que como visita, como advogado, se assusta. É um presídio muito pequeno, abafado. Com frequência, recebemos denúncias de familiares de detentos, dizendo que o parente não está com condição mínima de higiene, que está revezando para ficar em pé na cela, que a comida servida está estragada”, diz. Santos afirma que a má condição das cadeias acaba por provocar ainda mais a vontade de fuga dos detentos e que, por isso, a melhoria do sistema prisional mineiro também é uma forma de evitar violações. “Quem quer ficar em uma cadeia sem estrutura, superlotada, sem higiene? Agora, com esse calor que está fazendo, está pior ainda. O sistema está precarizado, em todo o sentido. Às vezes, nem a lei de assistência médica e jurídica é seguida”, denuncia. O Depen-MG administra 172 unidades prisionais em todo Estado, e tem sob sua custódia cerca de 60 mil presos. Para o conselheiro da OAB, o Estado deveria ampliar e investir no modelo de Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac), que é focada na recuperação e reintegração social, com assistência espiritual, médica, psicológica e jurídica. Posicionamento da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sejusp) Minas Gerais
Papa diz que “ideologia de gênero” ameaça humanidade
O Papa Francisco recebeu em audiência, nesta sexta-feira (1°/03), no Vaticano, os participantes do encontro internacional “Homem-Mulher, imagem de Deus. Por uma antropologia das vocações”, promovido pelo Centro de Pesquisa e Antropologia das Vocações (CRAV) e coordenado pelo prefeito emérito do Dicastério para os Bispos, cardeal Marc Ouellet. O encontro se realiza, no Vaticano, neste 1° de março e no sábado, dia 2, e reúne vários estudiosos, filósofos, teólogos e pedagogos para refletir sobre a antropologia cristã, o pluralismo, o diálogo entre culturas, e o futuro do cristianismo. Antes de seu discurso, lido pelo seu colaborador o mons. Filippo Ciampanelli, porque o Papa ainda está resfriado e se cansa quando lê, Francisco proferiu algumas breves palavras. Encontro importante entre homens e mulheres Gostaria de sublinhar uma coisa: é muito importante que haja este encontro, este encontro entre homens e mulheres, porque hoje o perigo mais feio é a ideologia de gênero, que anula as diferenças. Pedi para fazer estudos sobre essa ideologia ruim do nosso tempo, que apaga as diferenças e torna tudo igual; cancelar a diferença é cancelar a humanidade. Homem e mulher, porém, vivem uma “tensão” fecunda. A seguir, o Papa disse que leu um romance do início do século XX, escrito pelo filho do arcebispo de Cantuária intitulado: “O Senhor do Mundo”. Segundo Francisco, “o romance fala do futurismo e é profético, pois mostra essa tendência de cancelar todas as diferenças”. “É interessante lê-lo, porque há esses problemas de hoje. Aquele homem era um profeta”, sublinhou. A seguir, o mons. Ciampanelli leu o discurso do Papa, que destaca que “o objetivo desta conferência é, primeiramente, considerar e valorizar a dimensão antropológica de cada vocação. Isto remete-nos para uma verdade elementar e fundamental, que hoje precisamos redescobrir em toda a sua beleza: a vida do ser humano é uma vocação. Não nos esqueçamos: a dimensão antropológica, subjacente a cada chamado no âmbito da comunidade, tem a ver com uma característica essencial do ser humano como tal: isto é, que o próprio homem é vocação”. Em seu discurso, o Pontífice ressalta que “cada um de nós, tanto nas grandes escolhas que dizem respeito a um estado de vida quanto nas muitas ocasiões e situações em que elas se encarnam e tomam forma, descobre e se expressa como chamado, como uma pessoa que se realiza na escuta e na resposta, compartilhando seu ser e seus dons com os outros para o bem comum”. Identidade em relação Segundo o Papa, “esta descoberta nos tira do isolamento de um eu autorreferencial e nos faz olhar para nós mesmos como uma identidade em relação: eu existo e vivo em relação a quem me gerou, à realidade que me transcende, aos outros e ao mundo que me circunda, em relação ao qual sou chamado a abraçar com alegria e responsabilidade uma missão específica e pessoal”. De acordo com Francisco, “essa verdade antropológica é fundamental porque responde plenamente ao desejo de realização humana e de felicidade que habita em nosso coração”. No contexto cultural atual, às vezes há uma tendência a esquecer ou obscurecer essa realidade, com o risco de reduzir o ser humano apenas às suas necessidades materiais ou exigências primárias, como se fosse um objeto sem consciência ou vontade, simplesmente arrastado pela vida como parte de uma engrenagem mecânica. Neste sentido, o Papa recomenda não sufocar a “saudável tensão interior” que cada um carrega dentro de si, ou seja, o chamado “à felicidade, à plenitude da vida, a algo grande a que Deus nos destinou”. A vida de cada um não é um acidente de percurso A vida de cada um de nós, sem exceção, não é um acidente de percurso; a nossa existência no mundo não é mero fruto do acaso, mas fazemos parte de um plano de amor e somos convidados a sair de nós mesmos e realizá-lo, para nós e para os outros. Segundo o Papa, “cada um de nós tem uma missão, ou seja, é chamado a dar a sua contribuição para melhorar o mundo e moldar a sociedade”. Francisco encoraja as pesquisas, os estudos e as oportunidades de debates sobre as vocações, os diferentes estados de vida e a multiplicidade de carismas: “São também úteis para nos questionar sobre os desafios de hoje, sobre a crise antropológica em andamento e sobre a necessária promoção das vocações humanas e cristãs.” É importante também que se desenvolva “uma circularidade cada vez mais eficaz entre as diferentes vocações”, para que as obras que surgem do estado de vida laical a serviço da sociedade e da Igreja, junto com o dom do ministério ordenado e da vida consagrada, possam contribuir para gerar esperança num mundo sobre o qual pairam pesadas experiências de morte”. Por fim, o Papa desejou a todos um bom trabalho e disse-lhes “para não terem medo nestes momentos tão ricos na vida da Igreja”. O Espírito Santo nos pede algo importante: fidelidade. Mas a fidelidade está a caminho e muitas vezes a fidelidade nos leva a arriscar. A “fidelidade de museu” não é fidelidade. Sigam em frente com a coragem de discernir e se arriscar, buscando a vontade de Deus. Coragem e sigam em frente, sem perder o senso de humor!