Piracema: pesca está restrita em rios de Minas a partir de 1º de novembro

Durante essa época, a pesca é controlada em todas as bacias hidrográficas de Minas Gerais para preservar as espécies O defeso da Piracema em Minas Gerais está previsto para começar em 1º de novembro e deve terminar em 28 de fevereiro. De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad – MG), todas as bacias hidrográficas do estado estão abrangidas no defeso, incluindo os rios São Francisco, Doce, Jequitinhonha, Paranaíba e Grande. A engenheira de pesca Caroline Vieira Feitosa explica que durante a Piracema, algumas espécies de peixe de água doce migram para a nascente do rio, contra a correnteza, para se reproduzir. “É uma estratégia reprodutiva e é fundamental para manter as populações, ou seja, para o estabelecimento e perpetuação dessas espécies”, afirma. Segundo Rafael Antônio Vieira Gabriel, professor de biologia do Colégio Objetivo, o período do defeso da Piracema é uma época do ano em que a pesca para algumas espécies de peixes é proibida ou controlada, com o objetivo de preservar a reprodução das espécies. “Ele ajuda, sem sombra de dúvidas, a preservar a fauna aquática, garantindo a preservação dos peixes de diferentes espécies. Assim você consegue controlar, e ao mesmo tempo, impedir o desequilíbrio ambiental em determinada região”, destaca o professor. Publicidade Roberto Souza, analista ambiental da Diretoria de Fauna do Instituto Estadual de Florestas, informa que informa que a proibição da pesca é voltada para proteger todas as espécies nativas da bacia. “Em Minas Gerais, nesta época, é permitida apenas a pesca amadora de espécies exóticas ou alóctones, que são as não nativas. Lembrando que as espécies nativas, exóticas e alóctones variam entre as bacias, sendo necessário consultar as portarias do IEF [Instituto Estadual de Florestas] em vigor.” Ainda de acordo com ele, a pesca permitida tem um limite de quantidade de 3Kg mais um exemplar de qualquer tamanho. Os equipamentos permitidos durante o período de defeso são: linha de mão com anzol, vara ou caniço, carretilha ou molinete de pesca, com iscas naturais ou artificiais. Veja os rios afetados durante o período de defeso: Auxílio do governo O diretor da Associação de Pescadores e Amigos do Rio Doce (Apard), José Francisco Abreu, afirma que é importante que os pescadores respeitem o defeso, devido à procriação dos peixes. “Ainda porque, no período de defeso, eles [pescadores] recebem um salário do governo pelo INSS. Além disso, a água do rio suja [nesse período] porque tem chuvas, os rios enchem. O melhor mesmo é não pescar”, explica. No período de defeso todos os profissionais da atividade têm direito a solicitar o seguro-defeso no aplicativo “Meu INSS”, do Instituto Nacional do Seguro Social. Para isso, é necessário cumprir os seguintes requisitos: exercer a atividade pesqueira de forma contínua (individualmente ou em regime de economia familiar); estar inscrito no Registro Geral de Pesca (RGP) há pelo menos 1 ano; comprovar o recolhimento da contribuição previdenciária referente à comercialização da sua produção; não estar recebendo BPC ou qualquer benefício previdenciário, exceto auxílio-acidente e pensão por morte limitado a um salário mínimo; não ter outra fonte de renda; pedir o benefício dentro do prazo (entre 30 dias antes da data de início do defeso até o último dia do período de defeso). As informações são do INSS. Multa De acordo com o Decreto Federal 6.514/2008, quem estiver pescando, transportando, comercializando, armazenando ou exportando espécies sem autorização deve receber uma multa que varia entre R$ 700 a R$ 100 mil, com acréscimo de R$ 20 por quilo ou fração do produto da pescaria, ou por espécime quando se tratar de produto de pesca para uso ornamental.

Veja como renegociar dívidas na terceira fase do Desenrola Brasil

Após renegociar quase R$ 16 bilhões na primeira fase e leiloar R$ 126 bilhões em descontos na segunda fase, o Desenrola, programa especial de renegociação de dívidas de consumidores, inicia a terceira etapa. Nesta segunda-feira (9), será lançada a plataforma online para o refinanciamento de dívidas bancárias e de consumo de até R$ 5 mil para devedores que ganham até dois salários mínimos. Desenvolvida pela B3, a bolsa de valores brasileira, a plataforma está disponível no site www.desenrola.gov.br. Para acessá-la, o consumidor precisa ter cadastro no Portal Gov.br, com conta nível prata ou ouro e estar com os dados cadastrais atualizados. Em seguida, o devedor terá de escolher uma instituição financeira ou empresa inscrita no programa para fazer a renegociação. Em seguida, bastará selecionar o número de parcelas e efetuar o pagamento. A página listará os credores que ofereceram os descontos por ordem de juros, do mais baixo para o mais alto. Na etapa de leilões, 654 empresas apresentaram as propostas, com o desconto médio ficando em 83% do valor original da dívida. No entanto, em alguns casos, o abatimento superou esse valor, dependendo da atividade econômica. Os consumidores precisam ficar atentos. A portaria do Ministério da Fazenda que regulamentou o Desenrola dá 20 dias, a partir da abertura do programa, para que as pessoas peçam a renegociação de suas dívidas. Caso o devedor não renegocie nesse intervalo, a fila anda e a oportunidade passa a outras pessoas. Portal Gov.br Só pode consultar se o débito foi contemplado no programa e verificar o desconto oferecido quem tiver conta nível ouro ou prata no Portal Gov.br, o portal único de serviços públicos do governo federal. O login único também é necessário para formalizar a renegociação. As dívidas podem ser pagas à vista ou em até 60 meses, com juros de até 1,99% ao mês. Os consumidores com débitos não selecionados no leilão podem conseguir o desconto oferecido pelo credor, desde que paguem à vista Leilões Os leilões da segunda fase do Desenrola ocorreram de 25 a 27 de setembro. Ao todo, 654 credores disputaram os descontos no sistema desenvolvido pela B3, a bolsa de valores brasileira. Foram ofertados descontos de R$ 59 bilhões para dívidas até R$ 5 mil e R$ 68 bilhões para dívidas entre R$ 5 mil e R$ 20 mil. O lote que ofereceu o maior valor de desconto médio (96%) foi o de dívidas com empresas de cartão de crédito. As empresas que propuseram os maiores descontos foram contempladas com recursos do Fundo de Garantia de Operações (FGO). Com R$ 8 bilhões do Orçamento da União, o fundo cobrirá eventuais calotes de quem aderir às renegociações e voltar a ficar inadimplente. Isso permitiu às empresas concederem abatimentos maiores aos consumidores. O credor que não conseguir recursos do FGO poderá participar do Desenrola, mas não receberá ajuda do Tesouro. Setores As empresas credoras estão agrupadas em nove setores: serviços financeiros; securitizadoras; varejo; energia; telecomunicações; água e saneamento; educação; micro e pequena empresa, educação. Destinadas à Faixa 1 do programa, a segunda e a terceira etapas do Desenrola pretendem beneficiar até 32,5 milhões de consumidores com o nome negativado e que ganhem até dois salários mínimos. Em tese, só poderão ser renegociadas dívidas de até R$ 5 mil, que representam 98% dos contratos na plataforma e somam R$ 78,9 bilhões. No entanto, caso não haja adesão suficiente, o limite de débitos individuais sobe para R$ 20 mil, que somam R$ 161,3 bilhões em valores cadastrados pelos credores na plataforma. A formalização das renegociações pelos consumidores só foi possível porque o Senado aprovou, no último dia do prazo, o projeto de lei do Programa Desenrola. Se a medida provisória do programa, incorporada a um projeto durante a tramitação na Câmara dos Deputados, não fosse aprovada até 2 de outubro, o Desenrola perderia a validade. Primeira etapa Aberta em julho, a primeira etapa do Desenrola, destinada à Faixa 2, renegociou R$ 15,8 bilhões de 2,22 milhões de contratos até o fim de setembro. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), isso equivale a 1,79 milhão de clientes, já que um correntista pode ter mais de uma dívida. Além disso, 6 milhões de pessoas que tinham débitos de até R$ 100 tiveram o nome limpo. Nesse caso, as dívidas não foram extintas e continuam a ser corrigidas, mas os bancos retiraram as restrições para o devedor, como assinar contratos de aluguel, contratar novas operações de crédito e parcelar compras em crediário. A desnegativação dos nomes para dívidas nessa faixa de valor era condição necessária para os bancos aderirem ao Desenrola. Diferentemente da segunda fase, a primeira etapa renegocia apenas débitos com instituições financeiras. Podem participar correntistas que ganhem até R$ 20 mil por mês e tenham dívidas de qualquer valor, o que permite a renegociação de débitos como financiamentos de veículos e de imóveis. As renegociações para a Faixa 2 devem ser pedidas nos canais de atendimento da instituição financeira, como aplicativo, sites e pontos físicos de atendimento

Pesquisa da Fapemig pode trazer 1º tratamento à base de plantas contra diabetes

Fitoterapia não é novidade. Nem coisa pouca. A utilização de plantas e raízes para amenizar dores e tratar males diversos já é parte da “medicina popular”. Mas vale ressaltar que o alcance vai muito além dos efeitos de um chá ou uma pomada de ervas. O estudo aprofundado do poder medicinal das plantas, principalmente relacionado a doenças crônicas, pode resultar no primeiro tratamento fitoterápico contra diabetes e obesidade no mundo. E o estudo é conduzido em solo mineiro. A pesquisadora Fernanda Magalhães é professora do curso de medicina da Universidade de Uberaba (Uniube) e responsável por um dos projetos finalistas do Prêmio Euro 2023. Encampado pela Fapemig, a agência mineira de fomento à pesquisa, no ano passado, o trabalho foca nos efeitos da planta Plathymenia reticulata Benth, popularmente conhecida como vinhoto ou vinhático, no tratamento da diabetes tipo 1 em camundongos e, recentemente, associada à Azadirachta indica, conhecida como Neem, para o tratamento contra o tipo 2. Segundo Magalhães, os primeiros resultados da pesquisa recente são muito satisfatórios e empolgantes. No modelo experimental do diabetes tipo 1, ela (planta) diminuiu bem a glicemia dos animais, diminuiu os lipídios e diminuiu também o peso. “Encontramos resultados que mostraram que a Plathymenia é muito boa. No modelo experimental do diabetes tipo 1, ela diminuiu bem a glicemia dos animais, diminuiu os lipídios e diminuiu também o peso”, diz a pesquisadora, lembrando que começou seu estudo com as plantas medicinais em 2005, inicialmente com o vinhático, para descobrir seu potencial. Publicidade Ela conta que a sugestão de trabalhar com a planta veio da vivência de um aluno que relatou histórias de pessoas do interior de Goiás que utilizavam o chá do vinhoto para controlar diabetes. “Eu sou endocrinologista, trabalho muito com diabetes, e esse aluno perguntou se a gente não poderia desenvolver um projeto para estudar essa planta. Nós formatamos um projeto experimental com animais e o iniciamos. Teve um resultado positivo”. Durante os anos e apresentações do projeto e dos resultados, os pesquisadores começaram a incorporar sugestões e aprimorar os testes. Em 2009, o grupo de pesquisa da professora entrou com um pedido de patente para o tratamento desenvolvido com a planta. O projeto continuou se aprimorando e, em 2018, eles incorporaram às pesquisas a Azadirachta para potencializar o tratamento. Origens Enquanto o vinhoto é uma planta tradicional do Cerrado brasileiro, o neem é de origem indiana e comprovada eficácia contra enfermidades. “Fizemos o estudo de toxicidade da Plathymenia por três meses. Foram 12 semanas de tratamento para ver se existiria alguma toxidade crônica e descobrimos que no extrato aquoso não tem”, diz a pesquisadora, sobre possíveis efeitos colaterais por causa do uso da planta. Na indústria farmacêutica, fitoterápicos são transformadas em extratos, comprimidos ou em substâncias desidratadas. Desde 2006, o Brasil possui a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (PNPIC), que inclui e regulamenta a prática de terapias não convencionais, incluindo a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. Com isso, o mercado internacional desses medicamentos vem recebendo investimento para pesquisas e aprimoramentos. Uma vantagem é o potencial de não apresentar efeitos colaterais, além do baixo custo de produção. * Com informações da Fapemig

Como o Hamas enganou Israel enquanto planejava um ataque

O ataque de sábado ocorreu após dois anos de silêncio do Hamas, que manteve seus planos militares em sigilo e convenceu Israel de que não queria uma luta Reuters – Uma cuidadosa campanha de engano garantiu que Israel fosse pego de surpresa quando o grupo islâmico palestino Hamas lançou seu ataque devastador, permitindo que uma força usando tratores, asa-deltas e motocicletas enfrentasse o exército mais poderoso do Oriente Médio. O ataque de sábado, a pior violação das defesas de Israel desde que os exércitos árabes travaram guerra em 1973, seguiu dois anos de subterfúgio do Hamas, que envolveu manter seus planos militares em sigilo e convencer Israel de que não queria uma luta. Enquanto Israel acreditava que estava contendo um Hamas cansado de guerra, oferecendo incentivos econômicos aos trabalhadores de Gaza, os combatentes do grupo estavam sendo treinados e preparados, muitas vezes à vista de todos, disse uma fonte próxima ao Hamas. Esta fonte forneceu muitos dos detalhes para a narrativa do ataque e sua preparação que foi montada pela Reuters. Três fontes dentro do aparato de segurança de Israel, que, como outros, pediram para não serem identificadas, também contribuíram para esta narrativa. “O Hamas deu a Israel a impressão de que não estava pronto para uma luta”, disse a fonte próxima ao Hamas, descrevendo os planos para o ataque mais surpreendente desde a Guerra do Yom Kippur há 50 anos, quando o Egito e a Síria surpreenderam Israel e o obrigaram a lutar pela sobrevivência. “O Hamas usou uma tática de inteligência sem precedentes para enganar Israel nos últimos meses, dando a impressão pública de que não estava disposto a entrar em uma luta ou confronto com Israel enquanto se preparava para esta operação massiva”, disse a fonte. Israel admite que foi pego de surpresa por um ataque planejado para coincidir com o Sábado Judaico e um feriado religioso. Os combatentes do Hamas invadiram cidades israelenses, matando 700 israelenses e sequestrando dezenas. Israel matou mais de 400 palestinos em sua retaliação em Gaza desde então. “Isto é o nosso 11 de setembro”, disse o Major Nir Dinar, porta-voz das Forças de Defesa de Israel. “Eles nos pegaram.” “Eles nos surpreenderam e vieram rápido de muitos lugares – tanto pelo ar, como pelo solo e pelo mar.” Osama Hamdan, o representante do Hamas no Líbano, disse à Reuters que o ataque mostrou que os palestinos tinham a vontade de alcançar seus objetivos “independentemente do poder militar e das capacidades de Israel.” ‘Eles se espalharam’ – Um dos elementos mais marcantes de seus preparativos foi a construção de uma simulação de um assentamento israelense em Gaza, onde praticaram um pouso militar e treinaram para invadi-lo, disse a fonte próxima ao Hamas, acrescentando que eles até mesmo fizeram vídeos das manobras. “Israel certamente os viu, mas estava convencido de que o Hamas não estava interessado em entrar em confronto”, disse a fonte. Enquanto isso, o Hamas tentou convencer Israel de que se importava mais em garantir que os trabalhadores em Gaza, uma faixa estreita de terra com mais de dois milhões de habitantes, tivessem acesso a empregos na fronteira e não tinha interesse em iniciar uma nova guerra. “O Hamas conseguiu construir toda uma imagem de que não estava pronto para uma aventura militar contra Israel”, disse a fonte. Desde a guerra de 2021 com o Hamas, Israel tem buscado fornecer um nível básico de estabilidade econômica em Gaza, oferecendo incentivos, incluindo milhares de permissões para que os habitantes de Gaza possam trabalhar em Israel ou na Cisjordânia, onde os salários em construção, agricultura ou serviços podem ser até 10 vezes maiores do que os salários em Gaza. “Acreditávamos que o fato de eles virem trabalhar e trazer dinheiro para Gaza criaria um certo nível de calma. Estávamos errados”, disse outro porta-voz do exército israelense. Uma fonte de segurança israelense reconheceu que os serviços de segurança de Israel foram enganados pelo Hamas. “Eles nos fizeram pensar que queriam dinheiro”, disse a fonte. “E o tempo todo eles estavam envolvidos em exercícios e treinamentos até que se espalharam.” Como parte de seu subterfúgio nos últimos dois anos, o Hamas se absteve de operações militares contra Israel, mesmo quando outro grupo armado islâmico baseado em Gaza, conhecido como Jihad Islâmica, lançou uma série de seus próprios ataques ou lançamentos de foguetes. Sem pista – A contenção mostrada pelo Hamas atraiu críticas públicas de alguns apoiadores, novamente com o objetivo de construir a impressão de que o Hamas tinha preocupações econômicas e não uma nova guerra em mente, disse a fonte. Na Cisjordânia, controlada pelo presidente palestino Mahmoud Abbas e seu grupo Fatah, houve aqueles que zombaram do silêncio do Hamas. Em um comunicado do Fatah publicado em junho de 2022, o grupo acusou os líderes do Hamas de fugir para capitais árabes para viver em “hotéis luxuosos e vilas” deixando seu povo na pobreza em Gaza. Uma segunda fonte de segurança israelense disse que houve um período em que Israel acreditava que o líder do movimento em Gaza, Yahya Al-Sinwar, estava ocupado em administrar Gaza “em vez de matar judeus”. Ao mesmo tempo, Israel desviou seu foco do Hamas enquanto buscava um acordo para normalizar as relações com a Arábia Saudita, acrescentou. Israel sempre se orgulhou de sua capacidade de infiltrar e monitorar grupos islâmicos. Como resultado, disse a fonte próxima ao Hamas, uma parte crucial do plano foi evitar vazamentos. Muitos líderes do Hamas não tinham conhecimento dos planos e, durante o treinamento, os 1.000 combatentes enviados no ataque não tinham ideia exata do propósito dos exercícios, acrescentou a fonte. Quando o dia chegou, a operação foi dividida em quatro partes, disse a fonte do Hamas, descrevendo os vários elementos. O primeiro movimento foi uma barragem de 3.000 foguetes lançados de Gaza que coincidiu com incursões de combatentes que voaram em asa-deltas ou parapentes motorizados sobre a fronteira, disse a fonte. Israel havia dito anteriormente que foram lançados 2.500 foguetes inicialmente. Uma vez que os combatentes em asa-deltas estavam no chão, eles

A cada seis horas, uma mineira perde a batalha contra o câncer de mama

Doença é a primeira causa de óbito entre as mulheres no Estado; outubro é o mês de conscientização sobre a doença A cada seis horas, uma mineira perde a batalha contra o câncer de mama, doença que já matou quase mil só neste ano. É a primeira causa de óbito entre as mulheres no Estado. O diagnóstico precoce do tumor aumenta consideravelmente a chance de cura. No entanto, 40% dos casos são descobertos já na fase mais aguda, o que reforça a urgência da prevenção e dos exames de rotina. O tema rege campanhas em massa de conscientização neste mês, com a realização do Outubro Rosa. A média de tragédias familiares leva em conta as mortes de 926 mães, filhas, tias e avós de janeiro a julho após complicações provocadas pela enfermidade. O levantamento é da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). Em 2023, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca), são esperados 7.670 novos casos de câncer de mama no território mineiro. O tumor é raro em mulheres jovens e a incidência aumenta com a idade, principalmente a partir dos 50 anos. Homens também podem desenvolver a doença, mas representam 1% das notificações, segundo o Inca. Atualmente, o SUS oferece exames e tratamento. A Unidade Básica de Saúde (UBS) acolhe e orienta a paciente de acordo com o caso. A mamografia realizada na rede pública, o rastreamento (indicado para mulheres de 50 a 69 anos, sem sinais e sintomas de câncer de mama, a cada dois anos) e a diagnóstica (para avaliar lesões mamárias suspeitas, em qualquer idade e também em homens). Pessoas com histórico familiar de câncer de mama devem fazer avaliação e acompanhamento individualizado. Conforme a Secretaria de Estado de Saúde, as mortes por câncer de mama ocupam o primeiro lugar entre mulheres. Em Minas, o câncer é a segunda causa de morte em toda a população. No topo estão as doenças cardiovasculares. Na tentativa de ampliar a oferta do serviço à população, o Estado promete recurso de R$ 77 milhões a cerca de 60 estabelecimentos de saúde para aquisição de mamógrafos. Os locais e os prazos não foram informados. No entanto, a subsecretária de Redes de Atenção à Saúde, Camila Moreira de Castro, garante que as ações são prioritárias. “A SES-MG atua durante todo o ano, em diversas frentes, para promover a saúde integral da mulher, tanto na política de média complexidade quanto nos centros estaduais de atenção especializada presentes. Estamos falando não só de promoção, prevenção e diagnóstico, mas também de alimentação saudável e cuidados na rotina diária e a porta de entrada para esses atendimentos é sempre a Unidade Básica de Saúde”, explica. Câncer do colo do útero Mulheres de 25 a 64 anos devem fazer o exame preventivo (Papanicolaou) a cada três anos. Por meio dele, as alterações das células do colo do útero são descobertas e curáveis em quase todos os casos. Por isso, é importante sua realização periódica. O principal fator de risco para o desenvolvimento deste tipo de câncer é a infecção pelo Papiloma Vírus Humano (HPV), infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo. A transmissão do HPV ocorre principalmente por via sexual, mas pode ocorrer por qualquer contato direto com a pele ou mucosa infectada. * Com Agência Minas

Zema reata aliança com Bolsonaro de olho em 2026 e duelos com a extrema direita

Nas últimas semanas, o governador de Minas foi atacado pelo círculo próximo de Bolsonaro O governador de extrema direita de Minas Gerais, Romeu Zema, e Jair Bolsonaro trocaram afagos durante a visita do ex-ocupante do Palácio do Planalto a Belo Horizonte neste fim de semana. Bolsonaro e Zema tomaram café da manhã em uma padaria na Pampulha juntos no sábado, em um clima sorridente e descontraído, sinalizando uma reaproximação após o núcleo duro do bolsonarismo partir para cima de Zema nas últimas semanas. “Com um cafezin e pão de queijo, todo mundo se entende!”, publicou Zema nas redes sociais, referindo-se a Bolsonaro como “presidente. Ainda durante o encontro, Bolsonaro declarou ao jornal Estado de Minas não ter “nenhum tipo de briga”, e que é comum ter “desentendimentos”. Nas últimas semanas, o governador de Minas foi atacado pelo círculo próximo de Bolsonaro, especialmente pelo vereador Carlos Bolsonaro. Essa onda de críticas foi desencadeada após Zema destacar diferenças entre ele e Bolsonaro, incluindo, segundo ele, não empregar familiares e criticar a resposta federal à pandemia de Covid-19. Em resposta, Carlos chamou Zema de “insosso” e “malandro com cara de pastel”. Tanto Zema quanto o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, já descartaram concorrer à presidência em 2026. Mas, após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarar Bolsonaro inelegível em junho, devido à disseminação de informações falsas sobre o sistema eleitoral em um encontro com embaixadores, Zema emergiu como um dos principais nomes para unificar os bolsonaristas em torno de uma candidatura presidencial. Enquanto Zema tenta atrair os bolsonarristas mais fervorosos, Tarcísio age para não ficar em desvantagem.

Governo atualiza ‘lista suja’ do trabalho escravo, com mais de 200 nomes

Segundo o Ministério do Trabalho, carvoarias e áreas de criação de gado têm o maior número de casos O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou nesta quinta-feira (5) versão atualizada da chamada “lista suja”, relação de empregadores envolvidos com trabalho análogo à escravidão. Desta vez, segundo a Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), são 204 nomes, a maior quantidade já registrada. Desse total, 19 referem-se a trabalho doméstico. A relação completa pode ser conferida aqui. De acordo com o MTE, a atualização tem “decisões irrecorríveis” referentes a casos identificados pela Inspeção do Trabalho desde 2018. Esses casos abrangem 25 das 27 unidades da federação – as exceções são Acre e Amapá. Entre os estados com maior quantidade, estão Minas Gerais (37), São Paulo (32), Pará (17), Bahia e Piauí (14 cada), Maranhão (13), Goiás (11) e Rio Grande do Sul (8). Carvão, bovinos, domésticos Ainda segundo a SIT, as atividades econômicas com maior número de empregadores incluídos são produção de carvão vegetal (23) e criação de bovinos para corte (22). Em seguida, vêm serviços domésticos (19), cultivo de café (12) e extração e britamento de pedras (11). “A inclusão de pessoas físicas ou jurídicas no Cadastro de Empregadores só ocorre quando da conclusão do processo administrativo que julgou o auto específico de trabalho análogo à escravidão, no qual tenha havido decisão administrativa irrecorrível de procedência”, ressalta o MTE. A atualização, semestral, visa a “dar transparência aos atos administrativos que decorrem das ações fiscais de combate ao trabalho análogo à escravidão” realizadas por auditores-fiscais do Trabalho. Mais de 1.400 resgates em 2023 Essas operações costumam incluir agentes de outros órgãos públicos, como Defensoria Pública da União (DPU), Ministérios Públicos Federal (MPF) e do Trabalho (MPT), Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os nomes dos empregadores devem permanecer publicados durante dois anos. Por isso, a atual lista teve 12 excluídos. Das centenas de casos, dois se destacam pela quantidade de trabalhadores resgatados. Foram 138 na Fazenda São Franck, da Agro Pecuária Nova Gália, em Acreúna (GO). E 78 em instalações de uma fábrica, ao lado de igreja em Ceilândia, no Distrito Federal, envolvendo o pastor Alírio Caetano dos Santos Junior. De acordo com os dados disponíveis na SIT, neste ano, até agora, foram resgatados 1.443 trabalhadores de situação análoga à escravidão. Em todo o ano de 2022, foram 2.587. Desde que as operações tiveram início, em 1995, o total chega a 61.711.  

Rebeca Andrade conquista mais duas medalhas e fecha Mundial com 5

Foi ao som de Movimento da Sanfoninha, de Anitta, que Rebeca Andrade fechou o Mundial da Ginástica com com cinco medalhas neste domingo (8). Um recorde para o Brasil em uma mesma edição da modalidade que acontece em Antuérpia, na Bélgica. No ano passado, em Liverpool, o Brasil havia subido no pódio três vezes. A paulista de 24 anos teve um ouro no salto, duas pratas, no individual e equipes, e bronze na trave. Ao fechar a Copa do Mundo, Rebeca Andrade conquistou mais uma prata no solo com 14,500 pontos. Ela também igualou o recorde de número de medalhas em uma única edição de Mundiais ao lado de César Cielo. O nadador atingiu a meta em 2014, com 3 ouros e 2 bronzes. Flávia Saraiva esteve ao lado de Rebeca no pódio, fazendo uma dobradinha brasileira. A carioca de 24 anos conquistou o bronze com 13,966 pontos, sendo a primeira medalha na carreira em mundiais. A grande vencedora do solo foi a americana Simone Biles com 14,633 pontos. Essa foi a primeira competição internacional da americana desde a pausa de dois anos no esporte. Com a conquista, Simone terminou o mundial com quatro ouros e a 23ª medalha em Antuérpia. Mais cedo, Rebeca Andrade havia conquistado a quarta das medalhas do Mundial, com um bronze nos saltos. A brasileira desponta como a principal adversária de Simone Biles, maior ginasta de todos os tempos em número de medalhas olímpicas, nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. A norte-americana também conquistou 5 medalhas na Copa do Mundo da Bélgica.

Em poucos meses, apicultores evoluem técnicas e garantem mais renda

“Fico contando os dias para a visita da técnica de campo”. Essa fala não sai da rotina do apicultor Lucas Rodrigues, da cidade de Monte Azul. Em seu primeiro ano no Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), o produtor rural tem conseguido, enfim, tornar seu apiário produtivo, após a adoção de novas técnicas de trabalho. “O ATeG alavancou a atividade, melhorou tudo. Eu quase perdi todas as colmeias por erros de manejo e falta de conhecimento. O pouco que colhia de mel ficava próximo a 30 litros, de uma só florada. Agora cheguei a 100 litros só na florada do meio do ano, de aroeira”, exalta o apicultor. O cenário vivenciado por Lucas Rodrigues é comum para muitos apicultores da região. Apesar de já atuar na atividade, a rotina de trabalho dele ainda não era a adequada para que a apicultura se tornasse fonte de renda. “Eu era mais extrativista. Esse foi o primeiro ano que usei a centrífuga para colher o mel, por exemplo. Agora vejo o dinheiro entrar na conta com a atividade”, explica Lucas. Segundo a técnica de campo Jozelia Aparecida Ribeiro de Melo, foi feito um diagnóstico dos principais problemas no apiário de Lucas Rodrigues. Muitas correções de manejo, se não fossem realizadas, poderiam ter resultado no fim da atividade. “Ele não percebia o prejuízo que estava tendo com material, mão de obra e venda de mel por falta de produção. Com os ajustes feitos, a dedicação e entusiasmo do apicultor fizeram total diferença”, destaca a técnica de campo. Para os próximos meses estão programados mais ajustes, para que o produtor siga crescendo, como melhoria na alimentação das abelhas, divisões de enxames, troca e seleção de rainhas, troca de cera e formação de novos apiários. “Estou me preparando para ter colheita de ano completo para essa segunda etapa de ATeG. A intenção é que a apicultura venha a ser minha principal fonte de renda. Fico contando os dias para a visita da técnica de campo para ter novas ideias e aplicar no apiário”, finaliza o apicultor. Produção do zero A estruturação produtiva também vem ocorrendo para Margarida Soares Oliveira, em Coração de Jesus. Ela começou sua produção do zero, atuando de forma mais básica, deixando as colmeias soltas no matagal, sem controle e manejo. O resultado era, quase sempre, perda de mel e desânimo com a atividade. Agora, com técnica e conhecimento, ela já registra lucro na propriedade. A última florada teve produção de cerca de 52 quilos de mel. “Eu falo que ao entrar no ATeG eu fui iluminada. Foi uma graça de Deus. Eu achava que não tinha dinheiro para fazer os investimentos iniciais e manutenção da atividade. Mas o técnico foi me mostrando como atuar certinho e ter lucratividade com a atividade. Eu estava com duas colmeias e hoje tenho 12 em funcionamento e mais algumas para iniciar, investimento conquistado com o retorno financeiro do mel que vendi. Eu melhorei mais de 90% da minha atividade. Minha expectativa é finalizar o ATeG com 20 caixas bem trabalhadas, com planejamento e manejo corretos. A assistência melhorou meu trabalho e qualidade de vida”, afirma feliz Margarida Soares. A receita, segundo o técnico de campo Vanderson de Negreiro Alves, que acompanha o grupo de Margarida, é seguir aprimorando técnicas no campo. Ele comenta que várias pequenas ações foram determinantes para a apicultora. “Realizamos ações de manejo, como troca de cera e revisões periódicas das colmeias; fizemos o povoamento de colmeias vazias; a padronização de material de trabalho, para ajudar no manejo de todo o apiário, entre outros. A avaliação até aqui é que o trabalho já está surtindo efeito. A produção praticamente triplicou, o que simboliza mais motivação com a apicultura. Até os familiares que não viam como alternativa de renda é outro cenário”, opina Vanderson de Negreiro. Empreender Ânimo renovado também não falta para Nivaldo Soares Correia. Após anos trabalhando em fazendas na região de Grão Mogol, ele decidiu se dedicar exclusivamente à produção agrícola própria, e a apicultura vem tomando papel primordial na decisão. Mas o contorno empreendedor da atividade só ganhou forma nos últimos meses. Apicultor há 20 anos, ele não conseguia transformar o apiário produtivo. “Eu comecei e parei algumas vezes na atividade. Mantive minhas caixas em bom estado, mas com pouca atividade e colheita. Agora que veio o desenvolvimento e o Sistema Faemg Senar tem ajudado. A forma de trabalho mudou. Eram muitas práticas e manejos errados, prejudicando o desenvolvimento das colmeias”, lembra. A média de produção nem entrava em anotações muito certeiras por ser baixa. Hoje, somente do balanço do mês de setembro, foram mais de 200 kg de mel de floradas diversas. “Faço a gestão de 114 colmeias, algumas em pastos apícolas de fazendas em ex-empregadores. Eu mudei completamente a forma de trabalhar, fazendo corretamente o que o técnico passa”, finaliza Nivaldo Soares. O resultado tem sido tão positivo neste primeiro ano de ATeG, que ele já está trabalhando a sucessão do negócio. O filho de Nivaldo, Wemerson Fernando, de 26 anos, deixou o trabalho em Montes Claros para voltar a Grão Mogol e trabalhar com o pai na apicultura.

Montes Claros reelege mais da metade dos seus conselheiros tutelares

Das 20 vagas para os quatro Conselhos Tutelares de Montes Claros, que são responsáveis por zelarem pelos direitos das crianças e dos adolescentes, conforme estabelecido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), mais da metade será ocupada por candidatos reeleitos. A eleição para a gestão 2024/2028 aconteceu no último domingo, 1, na Unimontes. Leonardo da Silva Prates foi o candidato mais votado, com 507 votos, e irá permanecer no cargo de conselheiro tutelar por mais quatro anos. O mesmo aconteceu com Rita de Cássia de Jesus Neves – 443 votos; Luciano de Sá Santos – 346 votos; Gustavo Cruz Mendes – 310 votos; Matheus Maia Abreu Lopes – 307 votos; Helen Shalomanhia Fonseca de Medeiros – 280 votos; Camila Lima Oliveira – 268 votos; Gilmar Nicodemos Ramos – 266 votos; Fabilce Jaqueira Almeida – 213 votos; Kamila Geórgia de Paula Antunes Souto – 208 votos; e Zenaide Alves Barbosa – 191 votos. Já entre os candidatos que não buscavam e reeleição, Maria de Lourdes Gino Ferreira foi a eleita mais votada, com 423 votos, seguida por Sara de Jesus Pereira da Silva (349); João Batista Ferreira de Freitas (319); Luciana de Jesus Santos Cardoso (317); Ilma Tiago dos Santos Lopes (264); Crislaine Fernandes Oliveira dos Santos (252); Bruna Cristina Alves (201); Katherinne Stefanny Silva Alves (199) e Júnia Marise Fagundes Magalhães (192). Os nomes dos eleitos e suplentes foram publicados no Diário Oficial do Município desta terça-feira. Veja aqui. Para a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Montes Claros – CMDCA, Karine Neves Dias, o processo eleitoral fluiu tranquilo e sem ocorrências. “A eleição para os Conselhos Tutelares aconteceu sem nenhum transtorno, graças à colaboração de todos os parceiros, especialmente dos promotores de Justiça Valmira Alves Maia e Danniel Librelon Pimenta, responsáveis por zelar pelos direitos da criança e do adolescente de Montes Claros, que garantiram a participação popular, democrática e cidadã na escolha dos novos conselheiros”, celebrou. Perfil dos Conselheiros Tutelares 1) Leonardo Prates é Conselheiro Tutelar em exercício. Formado como assistente social, pós-graduado em Gestão de Políticas Públicas e estudante da disciplina “Democracia, Cidadania e Direitos Sociais” do Mestrado em Desenvolvimento Social da Unimontes. Já atuou como coordenador do Projeto Universitário Cidadão e do Programa Brasil Alfabetizado. Ele também é diretor do Conselho Regional de Serviço Social da seccional de Montes Claros e servidor da Secretaria Municipal de Juventude e Esportes de Montes Claros. 2) Rita de Cássia de Jesus Neves é graduada em Letras/Português e foi reeleita ao cargo de conselheira tutelar. 3) Maria de Lourdes Gino Ferreira é graduada em Psicologia Sistêmica e pós-graduada em Psicologia Jurídica. Terapeuta familiar. Realiza trabalhos sociais voluntários e terapêuticos com crianças e adolescentes. Com sua vivência, busca trabalhar de forma interdisciplinar. 4] Sara de Jesus Pereira da Silva é formada em Pedagogia e tem pós-graduação em Atendimento Educacional Especializado e Educação Especial. Há mais de 15 anos desenvolve trabalhos sociais e voluntários com crianças e adolescentes da cidade. 5) Luciano de Sá Santos foi reeleito conselheiro tutelar pela segunda vez. Com ensino médio completo, Luciano atua na defesa da Criança e do Adolescente desde 2019. 6) João Batista Ferreira de Freitas é formado em Psicologia, História e Filosofia. Participou no programa Força nos Esportes, que promove o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes e a inclusão social através do esporte, no 55º BI. Atualmente é voluntário no projeto “Jovens e Adolescentes em Busca de Superação- JABS”. 7) Luciana de Jesus Santos Cardoso é acadêmica de Serviço Social e coordenadora do Projeto Social do Grupo Sou Humano, que presta serviço assistencial a crianças, adolescentes e adultos em situação de rua, famílias carentes e desabrigados. 8) Gustavo Mendes é formado em Sistemas de Informação e em Engenharia de Produção. Já ministrou cursos de informática para crianças e adolescentes carentes e, atualmente, está engajado no combate à violação de direitos das crianças e adolescentes no município de Montes Claros. 9) Matheus Maia é professor de jiu-jitsu há mais de 10 anos e atuou com crianças e adolescentes em projeto social. Foi reeleito conselheiro tutelar para a gestão de 2020/2023. 10) Helen Shalomanhia é assistente social e está comprometida com o Estatuto da Criança e do Adolescente. Foi reeleita Conselheira Tutelar. 11) Camila Lima é graduanda em Serviço Social, pesquisadora da temática das violências contra crianças e adolescentes, com ênfase em violências sexuais, ativista das cozinhas solidárias e do MTST Montes Claros. 12) Gilmar Nicodemos Ramos é formado em Ciências Sociais. Atuou em organizações da Sociedade Civil, como a Visão Mundial/PRODERES, foi presidente do Conselho Comunitário de Segurança Pública, presidente da Associação de Moradores do bairro Alterosa, e atuou na Pastoral da Juventude da Paróquia São Sebastião. Conselheiro Tutelar em seu 3° mandato. 13) Ilma Tiago dos Santos Lopes é agente da Pastoral do Menor e da Pastoral Familiar da Paróquia São João Batista. Foi conselheira tutelar no período de 2016 a 2020. 14) Crislaine Fernandes é professora de reforço escolar e alfabetização. Formada em Pedagogia e estudante de Libras, Crislaine desenvolve trabalho voluntário com crianças e adolescentes há vários anos. 15) Fabilce (Bia) Almeida é graduada em Serviço Social, pós-graduada em Políticas Públicas com ênfase no atendimento psicossocial na Saúde e na Educação, e atuou em Unidade de Acolhimento para crianças e adolescentes. Conselheira Tutelar titular reeleita para o 2° mandato. 16) Kamila Souto é formada em Comunicação Social/Jornalismo e foi reeleita como Conselheira Tutelar. 17) Bruna Cristina Alves é assistente social e atualmente atua na Secretaria de Educação de Montes Claros. Ex-conselheira tutelar do Município de Montes Claros de 2016 a 2020. 18) Katherinne Stefanny Silva Alves, bacharel em Serviço Social e pós-graduada em Educação. Foi estagiária na Prefeitura de Montes Claros no projeto Trabalho Social da Diretoria de Habitação e no CREAS I. Realiza trabalho voluntário com crianças e adolescentes há nove anos. 19) Junia Marise Fagundes é graduada em Serviço Social. Atuou como conselheira tutelar de 2016 a 2020, ampliando conhecimentos para a utilização do ECA, e participou assiduamente de capacitações voltadas