Dono do Madero se arrepende de fala na pandemia e de apoio a Bolsonaro

Ele chegou a afirmar que o país não podia parar por “cinco ou sete mil mortes” O empresário Luiz Renato Durski Junior, presidente do Grupo Madero, afirmou em entrevista ao jornal “O Globo”, que se arrepende de ter apoiado Jair Bolsonaro e ter criticado a quarentena durante a pandemia da Covid-19. “Se me perguntar: ‘Faria de novo?’. Não, eu iria seguir a recomendação do meu avô e tocar a vida. A torcida é muito grande para que tudo dê muito certo. E naquilo que a gente puder ajudar é o que tem de acontecer. O Brasil é um país maravilhoso, forte, com um povo muito trabalhador, uma potência mundial em trabalho, em território, que é abençoado. Já passamos por tanto. Está difícil, mas nunca foi fácil”, afirmou. Sobre a citação ao avô, o empresário aponta que ele sempre falou para não se misturar com política. “Junior, quem abriu comércio não tem candidato, não tem político. Não pode tomar partido muito fácil porque para o negócio não é bom”, revelou ele, lembrando as palavras do familiar. Ainda em entrevista, o empresário confirmou que, no segundo trimestre do ano passado, sua empresa apresentava uma dívida bruta próxima de R$ 1 bilhão, entretanto, ele minimizou que a declaração durante a pandemia e o apoio ao candidato derrotado foram os responsáveis diretos por afetar o negócio. “Para o negócio, não foi nem bom nem ruim. Não teve efeito prático. Se todo mundo diminuiu a venda, como saber? E eu estava ali me culpando por ter prejudicado a companhia porque falei. Aí fomos ver nossas vendas nas mesmas lojas por região. Ficou evidente: São Paulo, ruim. Rio, horrível. Sul do Brasil, muito positivo. Centro-Oeste, muito bom. Quando fomos para o Nordeste, o maior resultado foi na Bahia. Salvador é o maior de todo esse momento. Aracaju era o segundo maior. Fortaleza era ruim. Se era para ter vendas nas mesmas lojas com um efeito porque era mais Lula ou Bolsonaro, então aonde o Lula é mais forte deveria ter caído, mas a Bahia foi o maior (ganho) dele e o maior nosso”, apontou
Arcebispo de Montes Claros é reeleito presidente do Regional Leste 2 da CNBB

Dom José Carlos de Souza Campos, arcebispo de Montes Claros (MG) foi reeleito na tarde desta quarta-feira, 31 de maio, como presidente do Regional Leste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O episcopado do Estado de Minas Gerais também escolheu Dom Airton José dos Santos, arcebispo de Mariana (MG), como vice-presidente e Dom Joel Maria dos Santos, bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG), como secretário. A eleição foi realizada durante a Assembleia do CONSER – Conselho Episcopal Regional Leste 2. Continue depois do comercial A Presidência é o órgão dirigente e administrativo do CONSER, constituído pelo Presidente, Vice-Presidente e Secretário. Secretário Dom Joel Maria dos Santos Bispo Auxiliar de Belo Horizonte Conselho Fiscal Dom José Aristeu Vieira Bispo de Luz Dom Antônio Carlos Felix Bispo de Governador Valadares Mons. José Hamilton de Castro Bispo nomeado para Almenara Conselho Permanente Dom José Luiz Majella Delgado Arcebispo de Pouso Alegre Dom Pedro Cunha Cruz (1º Suplente) Bispo da Campanha Dom Marco Aurélio Gubiotti (2º Suplente) Bispo de Itabira e Coronel Fabriciano Dom José Carlos de Souza Campos – Nasceu em Itaúna (MG) em 03 de janeiro de 1968. Filho de José Pinheiro Campos e Piedade Souza Campos. Fez seu curso de mestrado em teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, de 2000 a 2002. Durante boa parte de sua vida exerceu o magistério. Foi professor em Belo Horizonte e Pará de Minas.
Zema tenta atacar governo e ofende Norte e Nordeste do país

Para o governador mineiro, apenas o Sul e o Sudeste seriam terras de ‘pessoas que trabalham’; Relembre últimas falas infelizes O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) esteve no 8º Encontro do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud) nesta sexta-feira (2), em Belo Horizonte, onde tentou fazer uma crítica ao Governo Lula mas acabou ofendendo os estados do Centro Oeste, Norte e do Nordeste do país. Segundo o político oriundo do mercado financeiro, apenas o Sul e o Sudeste seriam terras de “gente que trabalha”, enquanto as demais regiões viveriam de auxílios do govrno. “Quando se fala em Sul e Sudeste nós temos aqui uma semelhança enorme. Se tem estados que podem contribuir para esse país dar certo, eu diria que são esses 7 estados. São estados onde, diferente da grande maioria, há uma proporção muito maior de pessoas que trabalham do que vivendo de auxílio emergencial”, afirmou. ????BIZARRO: O Governador Romeu Zema (NOVO-MG) disse que os sete estados do Sul e Sudeste são os únicos que têm mais pessoas trabalhando do que vivendo de auxílios do Governo Federal. Depois a direita não entende porque sempre perde as eleições no Nordeste!! pic.twitter.com/OdMvdz83HA — PESQUISAS E ANÁLISES ELEIÇÕES 2022 (@pesquisas_2022) June 2, 2023 No novo mandato, o governador mineiro coleciona uma série de gafes e falas infelizes como esta. Em 21 de abril, Dia da Inconfidência Mineira, a comunicação do seu governo afirmou que a revolta ocorrida no século XVIII seria um movimento golpista contra a monarquia portuguesa que governava o Brasil, por conta de uma política fiscal que desfavorecia os mineiros em detrimento da então capital, o Rio de Janeiro. “Temendo as consequências do golpe à Coroa Portuguesa, os inconfidentes não confessaram seus crimes. O único a fazê-lo foi Joaquim José da Silva Xavier, que se tornou o Mártir Tiradentes, ao receber a pena mais dura, em 21 de abril de 1792”, diz a publicação. Meses antes, em fevereiro, foi a vez do governador incomodar a cidade mineira de Divinópolis. Em entrevista a uma rádio local, cometeu uma gafe vergonhosa. Após conceder sua entrevista, o jornalista Flaviano Cunha, apresentador do programa, presenteou o governador com um livro da famosa escritora Adélia Prado, contendo uma seleção com 150 poemas.
Bolsonaro torrou R$ 2 bilhão em auxílios irregulares às vésperas da eleição, diz CGU

A Controladoria-Geral da União (CGU) identificou que o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro gastou R$ 2 bilhões de maneira irregular com auxílios a caminhoneiros e taxistas no segundo semestre de 2022. Segundo auditoria do órgão, 356.773 pessoas receberam as parcelas sem ter direito legal ao valor por conta de falhas na operacionalização dos pagamentos. O projeto de Bolsonaro pagou R$ 1 mil mensais entre julho e dezembro de 2022 a caminhoneiros e taxistas, período em que o ex-presidente buscava a reeleição. O valor foi aprovado pelo Congresso Nacional como uma forma de mitigar os impactos do preço dos combustíveis. Segundo a CGU, Bolsonaro teria incluído 110.051 pessoas irregularmente no Auxílio-Caminhoneiro e outras 314.025 no Auxílio-Taxista. Eles receberam até R$ 7 mil sem ter direito ao benefício. Com as irregularidades, os pagamentos indevidos representam 75% do valor pago aos taxistas (R$ 1,395 bilhão de R$ 1,84 bilhão). A CGU também constatou que 78% das pessoas atendidas (246.722 entre os 314.025 que receberam) foram beneficiadas de forma irregular. Diversos motoristas de táxi que estavam com a carteira de habilitação vencida ou não eram segurados do regime geral de Previdência receberam o valor. Outros tinham o CPF irregular, moravam no exterior ou constavam como mortos em algum sistema do governo. Já no caso dos caminhoneiros, 25% do valor total pago foi feito de maneira irregular (R$ 582,8 milhões dos R$ 2,32 bilhões desembolsados) e 27,3% dos beneficiários (110.051 do total de 402.773) receberam sem ter direito. O valor irregular foi destinado a caminhoneiros que não tinham cadastro ativo no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas até a data prevista ou recebiam outros benefícios, como seguro-desemprego.
Museu Regional realiza mostra em homenagem a Konstantin Christoff

O Museu Regional do Norte de Minas (MRN), vinculado à Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) vai realizar a mostra “Tudo, Konsta”, em homenagem ao artista plástico Konstantin Christoff, marcando o centenário do seu nascimento, comemorado neste ano. A exposição será aberta segunda-feira (5), às 19 horas. A exposição, gratuita, poderá ser visitada até 30 deste mês. A mostra é uma realização do Museu Regional do Norte de Minas juntamente com o Laboratório Universitário de Pesquisa e Produção em Arte (CNPQ/Unimontes/LUPPA, que tem como objetivo apresentar a trajetória de Konstantin Christoff Raeff e marcar a comemoração de anos de nascimento do artista, falecido em março de 2011, aos 87 anos. A exposição exibe um recorte da vasta produção artística de Konstantin, que nasceu na Bulgária e chegou a Montes Claros em 1933, aos 10 anos, acompanhado de sua mãe, Dona Rosa; e de seu irmão Rayu; vindo se encontrar com seu pai, Sr. Christoff Raeff que estava na cidade desde 1929. O coordenador do Museu Regional do Norte de Minas, professor Georgino Jorge de Souza Neto explica como foi a montagem da exposição. “Resgatamos todas as obras originais de Konstantin para a mostra dentro de uma produção tão vasta, múltipla e de grandes dimensões avantajadas. Buscamos, então, selecionar originais do seu acervo particular, apresentando pinturas, desenhos, esboços, esculturas e objetos pessoais”. Os visitantes poderão observar folders e convites nas diversas exposições individuais e coletivas das quais o renomado artista plástico participou, assim como detalhes de seu ateliê e o seu percurso da Bulgária para o Brasil. De acordo com a organização do evento, com base nas pesquisas científicas existentes e no acervo do grupo LUPPA, poderão conferidas na mostra cópias coloridas das séries pictóricas de Konstantin Christoff como “Auto-retratos”, “Via-Sacra” e “Viagem à América”, além de fotografias, esculturas e charges. Biografia Konstantin Christoff nasceu na Bulgária, em 1923. Ainda menino, aos 9 anos, migrou para o Brasil e fixou residência em Montes Claros, juntamente com pai, mãe e do irmão Rayu… Ainda adolescente, interessou-se pelo desenho de humor e pelas histórias em quadrinhos. Na década de 40, mudou-se para Belo Horizonte onde cursou Medicina, na Universidade de Minas Gerais (atual UFMG) Já diplomado em Medicina e após o retorno a Montes Claros, ele se dedicou à pintura. Fez retratos, paisagens, naturezas mortas. Desenhava obsessivamente. Na Santa Casa, trabalhou como cirurgião geral e, depois, cirurgião-plástico respeitado pelo trabalho inovador, competente e ousado para o seu tempo. Ilustrou livros e publicou numerosos desenhos na Imprensa brasileira, inclusive nas famosas revistas “Careta”, do Rio de Janeiro, “Edição Extra” de São Paulo e Playboy que deu-lhe a oportunidade de mostrar os encantos da mulher nua numa exposição individual: “Nus – Estudos para a Viúva do Grande Homem”, em uma galeria em Belo Horizonte. No início da década de 80, iniciou uma série de autorretratos que chamou a atenção da crítica de arte brasileira. Organizou uma exposição itinerante, que percorreu importantes espaços culturais de vários estados brasileiros, tornando-o nacionalmente conhecido. Produziu as séries: Via Sacra, Viagem à América, Os Oito Pecados Capitais. Em 21 de março de 2011, Konstantin Christoff, morreu aos 87 anos de idade, em Montes Claros e se imortalizou através da genialidade do seu trabalho.
Acordo garante a sobrevivência da Fundação Educacional Caio Martins

A sobrevivência da Fundação Educacional Caio Martins (Fucam) está garantida. Pelo menos é o que prevê acordo celebrado pelo Executivo e deputados de oposição e anunciado na Reunião Ordinária de Plenário da Assembleia legislativa de Minas Gerais. Segundo adiantado por vários deputados de oposição que subiram à tribuna do Plenário, a Fucam deve manter sua infraestrutura atual e servidores, mas ceder cargos em comissão, funções gratificadas e gratificações temporárias estratégicas para outras estruturas do Executivo, como a Secretaria de Estado de Governo (Segov). Fundada em 1948, a Fucam oferece a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social educação básica e atividades de formação voltadas para a redução da pobreza no campo. A entidade tem escolas e centros educacionais em quatro cidades do Norte de Minas: Buritizeiro, São Francisco, Januária e Juvenília. Ainda pela manhã, desde o início da Reunião Extraordinária do Plenário em que o projeto também constava da pauta, foram feitas várias tentativas pelos deputados de oposição de obstrução de votação desta proposição e das outras constantes na pauta (dois vetos parciais do governador). Com esse objetivo foram feitos pedidos para discussão das atas das reuniões anteriores e pronunciamentos de encaminhamento de votação, conforme anunciado pelo líder do Bloco Democracia e Luta, deputado Ulysses Gomes (PT). Todos esses artifícios são previstos no Regimento Interno da ALMG. Com a celebração de acordo entre Executivo e oposição, já no início da tarde, o PL 359/23 foi votado e aprovado na Reunião Ordinária, na forma de uma terceira versão do texto (substitutivo nº 3), apresentado pela Comissão de Fiscalização Financeira (FFO). Essa votação é necessária para que a matéria possa continuar sua tramitação e assim receber as modificações advindas do acordo que deve garantir a sobrevivência da Fucam. Em linhas gerais, na versão aprovada no Plenário, o PL 359/23 ainda tenta manter o trabalho desempenhado pela Fucam, mas não mais como uma fundação e sim na forma da Coordenadoria Educacional Caio Martins (Cecam), unidade especial dentro da estrutura da Secretaria de Estado de Educação (SEE). Polêmica, originalmente a proposição do Executivo transfere as competências da Fucam para a SEE, mas vários deputados, inclusive da base de apoio do governador, argumentam que, na prática, o efeito da medida será a extinção da instituição, sem nenhuma garantia futura da continuidade de suas atividades educacionais e assistenciais nos moldes atuais. De acordo com o PL 359/23, além das competências da Fucam, a SEE também absorveria os servidores, a gestão dos contratos sob responsabilidade da entidade e os bens móveis. Já os bens imóveis da fundação, propriedades urbanas e rurais onde funcionam suas unidades, seriam incorporados ao patrimônio do Estado por intermédio da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag). Além disso, a proposição estabelece que os servidores da Fucam poderiam ser cedidos a outros órgãos do Poder Executivo. Cargos em comissão, funções gratificadas e gratificações temporárias estratégicas da instituição seriam extintos, enquanto seriam criados outros do mesmo tipo na SEE e Segov. O autor da proposição, no caso o governador, argumenta que o projeto integra o processo de readequação da estrutura orgânica do Poder Executivo e visa promover a racionalização da estrutura administrativa e a otimização dos gastos e da relação entre meios e fins, com economia e qualidade na prestação dos serviços públicos. (Portal ALMG)
Abrir os cofres para reeleger Bolsonaro quase quebrou a Caixa Econômica, diz UOL

Pedro Guimarães e Bolsonaro: dupla atuou para fazer da Caixa uma arma para tentar mudar os rumos das eleições de 2022 – Empréstimos a pessoas de baixa renda, mesmo com nomes negativados, foram suspensos logo após vitória de Lula Reportagem publicada nesta segunda-feira (29) pelo portal UOL mostra que a tentativa desesperada de Jair Bolsonaro de (PL) vencer a disputa com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e permanecer na presidência em 2022 teve consequências diretas na Caixa Econômica Federal. Ações determinadas por Pedro Guimarães, presidente do banco na gestão bolsonarista, tentaram reverter a desvantagem do então presidente em meio aos eleitores mais pobres com concessão de empréstimos, mas geraram inadimplência e colocaram o banco sob risco. A reportagem cita duas linhas de crédito criadas em março de 2022, quando pesquisas indicavam que Lula liderava as intenções de voto entre as pessoas mais pobres por larga margem. Uma das iniciativas era a oferta de crédito para pessoas com nome negativado, em um programa chamado SIM Digital. O outro era a liberação de empréstimos consignados atrelados às parcelas do Auxílio Brasil. Segundo apurou o UOL, contando com dados enviados pelo banco via Lei de Acesso à informação, foram liberados R$ 10,6 bilhões nos dois programas, em empréstimos para cerca de 6,8 milhões de pessoas. A maior parte desse dinheiro não retornou aos cofres da empresa, devido à inadimplência que, no caso do SIM Digital, por exemplo, chegou a 80%. Os planos do SIM Digital previam que novos empréstimos seriam oferecidos à medida que os primeiros credores quitassem suas dívidas com o banco. Como isso não aconteceu, a Caixa, sob direção bolsonarista, criou uma solução que se revelou um novo problema: foi lançado um fundo garantidor com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Foram reservados R$ 3 bilhões e, segundo cálculos do UOL, para cobertura do rombo será necessário usar pelo menos R$ 1,8 bilhão desse montante. A conta para o banco não demorou a chegar, e ainda em 2022, a Caixa atingiu seu menor nível no índice de liquidez de curto prazo, importante indicador de risco no mercado bancário. Em outras palavras, a Caixa esteve perto de não ter, em seus cofres, valores necessários para garantir as operações em caso de risco de quebra. No fim de 2002, esse montante era de R$ 162 bilhões – R$ 70 bilhões a menos que no ano anterior. Em meio às tentativas de equilibrar as operações do SIM Digital, vieram à tona as denúncias de assédio sexual contra Pedro Guimarães. Após o afastamento dele, técnicos do banco suspenderam os empréstimos para pessoas negativadas. Isso, inclusive, foi feito sob sigilo, segundo o UOL. Jamais houve comunicação formal de que os negativados deixariam de ter acesso ao crédito pelo programa. O consignado do Auxílio Brasil veio depois, e só teve regulamentação definida em setembro de 2022, poucos dias antes do primeiro turno das eleições. As operações efetivas pela Caixa (único grande banco a aderir ao programa) só foram realizadas em 10 de outubro, ou seja, poucas semanas antes do segundo turno. E foi um sucesso de público. O aplicativo Caixa Tem, por onde era possível solicitar o consignado, teve mais de 200 milhões de acessos no canal de contratação do produto. Logo após a derrota de Bolsonaro Para Lula, porém, a Caixa cortou o acesso ao consignado vinculado ao Auxílio Brasil. O banco também diminuiu a oferta de outras modalidades de crédito após a derrota de Bolsonaro para Lula. A reportagem conta ainda que o Tribunal de Contas da União (TCU) abriu investigação sobre o caso. O UOL procurou Pedro Guimarães, que não quis comentar, e o advogado de Bolsonaro, Fabio Wajngarten, que não respondeu aos contatos. A Caixa confirmou os números apresentados pela reportagem, e garantiu que “observa a legislação vigente em todos seus processos”.
Justiça condena senador bolsonarista Rogério Marinho à perda do mandato

A Justiça do Rio Grande do Norte condenou o senador Rogério Marinho (PL-RN) no âmbito de uma ação de improbidade administrativa que investiga um suposto esquema de nomeação de cargos fantasmas na Câmara Municipal de Natal na época em que ele era vereador. O senador foi condenado à perda de qualquer função pública que esteja ocupando, à suspensão dos direitos políticos por oito anos, pagamento de multa e proibição de contratação com o poder público. A decisão foi proferida nesta quarta-feira (31) pelo juiz Bruno Montenegro Ribeiro Dantas, da 6ª Vara da Fazenda Pública de Natal, em uma sentença de 58 páginas. Cabe recurso da decisão. Os efeitos não são imediatos. Além de Rogério Marinho, foram condenados o vereador Bispo Francisco de Assis (Republicanos) e outros cinco ex-vereadores de Natal: Adenúbio Melo, Aquino Neto, Sargento Siqueira, Dickson Nasser e Fernando Lucena. Foram absolvidos nesta ação os ex-vereadores Edivan Martins e Salatiel de Souza. O ex-vereador Renato Dantas também era acusado na ação, mas a ação quanto a ele não prosseguiu porque ele morreu em abril de 2021, vítima da Covid-19. Confira abaixo a pena de cada um Na decisão, o juiz aponta que os vereadores investigados foram “padrinhos” na indicação de servidores fantasmas na Casa. O magistrado escreve que, durante as investigações, “constatou-se que diversos supostos servidores comissionados, os quais figuravam na folha de pagamento da Câmara Municipal de Natal-RN, (…) jamais trabalharam na referida casa parlamentar, tampouco perceberam, a qualquer título, os vencimentos relativos ao desempenho do cargo comissionado para o qual constava que haviam sido nomeados”. “Em linhas gerais, restaram amplamente demonstradas a atuação fraudulenta, dolosa e deliberada, na formatação do famigerado esquema ilícito consistente na inclusão na folha de pagamentos da Câmara Municipal de Natal, de pessoas que não exerciam, efetivamente, qualquer atividade pública, concorrendo, assim, para que terceiros ou eles próprios enriquecessem ilicitamente às custas do erário”, acrescenta o juiz. “É dizer: ficou patente que parlamentares indicaram ‘servidores fantasmas’ para cargos comissionados, os quais, apesar de nomeados e remunerados, negaram possuir ou ter mantido vínculos funcionais com a Câmara Municipal de Natal”, endossa o juiz.
26 deputados federais de Minas Gerais votaram contra os povos indígenas

O marco temporal define que só podem ser demarcadas terras dos povos indígenas que comprovarem que ocupavam aquele território na data da promulgação da constituição de 88. – Foto: Matheus Veloso/ Mídia Ninja Se entrar em vigor, legislação defendida por ruralistas deve contribuir com o aumento do genocídio Brasil de Fato Com protestos dos povos indígenas e de defensores da luta pela terra de todo o Brasil, o Projeto de Lei 490/07, do marco temporal, foi aprovado pela Câmara Federal, na terça-feira (30). A proposta, defendida por ruralistas, recebeu votos favoráveis de 26 deputados federais mineiros, todos de partidos conservadores que, no estado, compõem a base do governo de Romeu Zema (Novo). Ao todo, o placar ficou em 283 a 155. Apenas as bancadas do PT, PCdoB, PSOL e Rede votaram integralmente contra o PL, que determina que a demarcação de terra só deve acontecer quando for comprovado que os indígenas habitam de forma permanente o espaço desde antes de 5 de outubro de 1988, quando foi promulgada a Constituição Federal. Na avaliação dos defensores das causas dos povos originários, o novo marco temporal é um retrocesso e irá contribuir com o genocídio indígena. Além disso, se entrar em vigor, deve servir de argumento para que fazendeiros e grandes proprietários de terra questionem demarcações que ainda não foram concluídas. A deputada federal Célia Xakriabá (PSOL-MG) destacou, durante a sessão de votação, a quantidade de lideranças indígenas que são assassinadas no Brasil. “Todos os territórios indígenas do Brasil, que eu conheço, só foram demarcados depois da morte de alguma liderança. Eu sou fruto dessa luta. A cada vez que votam projetos como esse, o genocídio e os conflitos territoriais são acelerados. O que estamos dizendo aqui é que em 2019 foram 135 lideranças indígenas assassinadas. Em 2021, foram 185 lideranças tombadas”, lamentou. Os parlamentares da base de Lula (PT) afirmam que o governo irá tentar reverter a questão no Senado. Saiba como votaram os deputados mineiros: Favoráveis Ana Paula Leão (PP) Bruno Farias (Avante) Delegada Ione (Avante) Delegado Marcelo Freitas (União) Dimas Fabiano (PP) Domingos Sávio (PL) Dr. Frederico (Patriota) Emidinho Madeira (PL) Eros Biondini (PL) Euclydes Pettersen (Republicanos) Gilberto Abramo (Republicanos) Greyce Elias (Avante) Hercílio Coelho Diniz (MDB) Igor Timo (Podemos) Lafayette de Andrada (Republicanos) Lincoln Portela (PL) Luiz Fernando Faria (PSD) Marcelo Álvaro Antônio (PL) Mauricio do Vôlei (PL) Misael Varella (PSD) Nely Aquino (Podemos) Newton Cardoso Jr (MDB) Pinheirinho (PP) Rosângela Reis (PL) Samuel Viana (PL) Zé Silva (Solidariedade) Contrários Ana Pimentel (PT) André Janones (Avante) Célia Xakriabá (PSOL) Dandara (PT) Duda Salabert (PDT) Fred Costa (Patriota) Leonardo Monteiro (PT) Luis Tibé (Avante) Mário Heringer (PDT) Miguel Ângelo (PT) Odair Cunha (PT) Padre João (PT) Paulo Guedes (PT) Pedro Aihara (Patriota) Reginaldo Lopes (PT) Rogério Correia (PT) Weliton Prado (Solidariedade) Abstenções Stefano Aguiar (PSD) Edição: Larissa Costa
Torcida do São Paulo arremessa objetos contra Bolsonaro no Morumbi

Ex-presidente resolveu assistir ao jogo do clube paulista contra o Sport e reação dos torcedores ultrapassou as vaias e xingamentos Prestes a ser declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ex-presidente Jair Bolsonaro resolveu testar sua popularidade nesta quinta-feira (1) e compareceu ao estádio do Morumbi, na capital paulista, para assistir ao jogo do São Paulo contra o Sport, válido pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Acompanhado do governador Tarcísio Gomes de Freitas, o ex-mandatário teve uma recepção “calorosa” dos torcedores do time tricolor. Faixas com os dizeres “Fora Bozo”, “Bolsonaro porco maldito” e “Bolsonaro racista cagão”, ainda do lado de fora do estádio, já passaram o recado. Já do lado de dentro, o grito era o clássico “Ei, Jair, vai tomar no cu”, enquanto o ex-presidente se mantinha discreto num dos camarotes do Morumbi, tirando fotos com alguns admiradores e seguidores extremistas. No final da partida, quando Bolsonaro saia do camarote para deixar o estádio, torcedores revoltados com a presença do ex-presidente passaram a xingá-lo ainda mais e ainda arremessaram objetos contra ele, impondo uma humilhação histórica àquele que se intitulava como “capitão do povo”. “Vai tomar no cu!” e “Filho da puta!” eram alguns dos gritos entoados pelos são-paulinos, enquanto copos voavam na direção do ex-mandatário. Assista Bolsonaro sendo muito “bem” tratado pela torcida do São Paulo há pouco. Escute os “elogios”. pic.twitter.com/wudtIAXLFj — GugaNoblat (@GugaNoblat) June 2, 2023