Casarão dos Teles de Menezes é a nova sede do Procon de Montes Claros

A Prefeitura de Montes Claros inaugurou na sexta-feira, 31, a sede própria do Procon de Montes Claros. A cerimônia de inauguração contou com a presença do prefeito Humberto Souto, vereadores, secretários municipais, representantes de entidades da sociedade civil e população em geral. A partir de agora o órgão de defesa do consumidor passa a funcionar em sede própria, instalada no casarão histórico da família Teles de Menezes, que foi totalmente restaurado para receber o novo equipamento municipal. O casarão é um dos principais monumentos históricos da cidade, tendo sido tombado pelo decreto 1761/99. A partir de uma ampla restauração, que manteve todas as características originais, o prédio se tornou apto a receber os serviços do Procon. Durante a cerimônia, a secretária de Cultura do município, Júnia Rebello, destacou o trabalho que vem sendo feito no centro histórico da cidade. “Esta administração mostra o comprometimento com o patrimônio histórico. Assim como neste casarão, outras melhorias foram feitas nesta parte da cidade, como a reforma completa da praça da Matriz, por exemplo”, destacou. O prefeito de Montes Claros, Humberto Souto, destacou a atuação do Procon e falou ainda sobre a preservação do patrimônio histórico. “Foi destinada a Montes Claros uma verba oriunda de multa aplicada a empresas, então decidimos unir o Procon à Cultura de Montes Claros, reconstruindo este prédio histórico para abrigar a sua sede”, disse. PROCON – O Procon é um órgão público que atua primordialmente na proteção e defesa dos direitos dos consumidores e seus interesses, na esfera individual e coletiva. Trata-se de um órgão extrajudicial considerado como um meio alternativo para a solução de impasses e conflitos decorrentes das relações de consumo. Em Montes Claros, o órgão foi criado no ano de 1986 através do Programa Municipal de Defesa do Consumidor, antes mesmo da entrada em vigor do Código de Defesa do Consumidor. A nova sede do Procon está localizada à rua Justino Câmara, nº 93, Centro. Ascom/Prefeitura de Montes Claros
Tríplex do Guarujá – 04 de abril de 2018, o dia que o Supremo pariu Bolsonaro

Põe na conta de Cármen Lúcia, Luiz Fux, Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Edson Fachin esta aberração jurídica Há cinco anos, o STF cometia o maior erro de sua história Por José Reinaldo Carvalho, 247 – O 4 de abril entra na história do Brasil como o dia da ignomínia nacional. Na noite daquela quarta-feira, o Supremo Tribunal Federal, tomou uma decisão indigna, cobriu-se de opróbrio, conspurcou a democracia e ofendeu o povo brasileiro, punindo injustamente um dos seus mais ilustres filhos, o maior líder político nascido no solo pátrio. Por 6 a 5, a mais alta corte do país rejeitou o pedido de habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, postulado pela defesa para tentar evitar que ele fosse preso até que o processo chegasse ao fim em todas as instâncias da Justiça. Votaram pela concessão do habeas corpus Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio e Celso de Mello. Pela rejeição, votaram Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Rosa Weber. Com a decisão proclamada já na madrugada de 5 de abril, Lula foi preso dois dias depois por ordem de um togado de fancaria, um juizeco tão desqualificado para o exercício de qualquer função do mundo jurídico que três anos depois foi eliminado de suas funções ao ser declarado suspeito e parcial por decisão da 2ª Turma do Supremo e subsequentemente pelo Plenário. O juiz que fabricou a condenação de Lula e forcejou sua prisão cometeu atos venais e espúrios de lesa-pátria ao se colocar a serviço de potentados internacionais para destruir capacidades produtivas da indústria e dos serviços nacionais. Sua ação mutilou a ordem jurídica e democrática e danificou a engenharia nacional. A negação do habeas corpus de Lula e sua prisão constituíram uma sucessão de arbitrariedades típicas de um país sob regime ditatorial, vítima que tinha sido de um golpe de Estado travestido de procedimento constitucional, onde o Estado democrático de direito tinha sido violado, com a Carta Magna vilipendiada pelas próprias instituições encarregadas de zelar pela estrita aplicação dos seus dispositivos. A prisão de Lula, decorrente da sua injusta condenação em janeiro de 2018 pelo TRF 4 e da rejeição ao pleito de habeas corpus, foi uma ação atrabiliária, repressiva e odiosa pela qual são responsáveis – independentemente das cínicas declarações que alguns próceres do governo, do parlamento e do judiciário politizado pudessem fazer diante do fato consumado – os personagens envolvidos no golpe de Estado de 17 de abril e 31 de agosto de 2016. Todos, sem exceção. Todos os que estiveram implicados na trama golpista que resultou na derrubada da presidenta legítima Dilma Rousseff e posteriormente na prisão de Lula, que era indubitavelmente parte do golpe. A prisão do presidente Lula resultante da ação de procuradores e juízes com mentalidade de meganhas e torquemadas foi uma expressão concentrada do retrocesso político por que passou o país depois de haver vivido um ciclo virtuoso de ampliação da democracia, do exercício de direitos sociais e da soberania nacional, entre 2003 e 2016. Sob o regime golpista, e posteriormente sob o governo de extrema-direita recentemente derrotado nas urnas, o país viveu a tragédia do aniquilamento da democracia, conquistada a duras penas em 1985, após o fim da ditadura militar. Foi um episódio revelador da guerra ao povo, declarada pelos setores mais reacionários do país, mancomunados com o imperialismo internacional. Uma guerra que levou a nação ao abismo, à mutilação da vida democrática, ao aumento da dependência e à degradação das condições de vida do povo. Felizmente, com o posterior desenrolar dos acontecimentos, fez-se a justiça, Lula foi libertado após um cativeiro de 580 dias, reassumiu seu posto de comando na luta democrática e patriótica, colocando-se à frente do povo, que resistiu, uniu-se e venceu, abrindo novas perspectivas para a vitória da democracia e da justiça social. Cinco anos depois que o Supremo cometeu o maior erro da sua história, Lula deu uma completa volta por cima e mais tarimbado, exerce de novo a Presidência da República, para dar o melhor de si à causa da democracia, da independência e do progresso social, abrindo nova etapa no desenvolvimento político do povo brasileiro.
Governo Bolsonaro tinha mapa com locais para impedir votação em Lula

Informações sobre os locais com maior desempenho de voto no primeiro turno resultaram em estratégia para conter passagem de ônibus de eleitores, segundo PF O ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (PL), Anderson Torres, tinha em mãos um “boletim de inteligência” que continha os locais em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi mais votado no primeiro turno. A informação foi compartilhada neste domingo (2/4), na coluna do jornalista político Lauro Jardim, para o jornal O Globo. Segundo a coluna, o documento descoberto recentemente pela Polícia Federal (PF) foi produzido pela então diretora de Inteligência do Ministério da Justiça, Marília Alencar, que posteriormente foi trabalhar com Anderson Torres na Secretaria de Segurança do Distrito Federal — cargo ocupado pelo ex-ministro durante os atos antidemocráticos do 8 de janeiro e pelo qual ele é investigado por suposto envolvimento. Os investigadores observam que o material serviu para que Anderson Torres colocasse em curso uma operação que atrapalhasse a chegada dos eleitores aos locais de votação. Marília tentou apagar o documento do seu celular, mas o material foi recuperado pela PF. Dias antes do segundo turno, Anderson Torres também fez uma viagem fora da agenda oficial, até a Bahia. Em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), o ex-ministro estava acompanhado do então diretor da PF, Márcio Nunes. Já no dia do segundo turno, em 30 de outubro de 2022, as abordagens da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em ônibus, foram 70% maiores do que no primeiro turno. Somente em alagoas, 82 ônibus foram parados pelos policiais. Na época, as operações foram vistas como uma tentativa de obstruir os votos a Lula, favorecendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Cabe lembrar que um dia antes, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, proibiu operações da PRF contra veículos de transporte de passageiros.
O tempo parece suspenso no Vale do Jequitinhonha – Por Manoel de Freitas

Pela estrada a fora… A partir da narrativa poética de registros fotográficos, reportagem revela a tradição que faz o tempo caminhar lento no Jequitinhonha Via – O Norte O Vale do Jequitinhonha, de cultura riquíssima, é o mais genuíno retrato da mineiridade. Permite à sua gente reviver o passado e contemplar belezas naturais pouco tocadas, transmitindo de uma geração à outra saberes tão valiosos como o ouro que no final do século XVII promoveu ao longo de suas montanhas a formação de uma rede de aglomerados urbanos. Então, na antiga rota para os colonizadores portugueses que extraiam pedras preciosas, permaneceu um povo ordeiro, de simplicidade infinita e notável sabedoria popular, em cujo cerne habita elementos africanos, indígenas e europeus. E motor de arranque dessa narrativa são as imagens de dois irmãos casados com duas irmãs, que até pouco tempo moravam numa mesma casa e que há mais de uma década cobrem percurso de 15 quilômetros com seus filhos, entre Botumirim e a comunidade de Córrego Fundo, parede e meia com o povoado de Bonito e o distrito de Piedade, município Cristália. Na verdade, ao caminharem pelas montanhas, ficam em comunhão com a natureza e mantêm viva tradição secular de percorrer longas distâncias por carreiros e trilhas que serviram ao garimpo, mesmo com bagagem e crianças de colo. COSTUMES RESISTEM Mineiro que se presa aprecia comida quentinha saindo do fogão a lenha, que exala vapores aromáticos, um ingrediente a mais para impregnar no assado, proporcionando sabor levemente defumado. Mas esse ritual começa na escolha da madeira, na feitura do feixe, sua amarração e posterior transporte na cabeça. No passado com forte cheiro de presente, o hábito, principalmente no Vale do Jequitinhonha, além de tradição, era importante renda para a população, posto que a venda de seu excedente contribuía para o custeio de outras despesas. O costume, que denota os saberes e a resistência do povo do Jequitinhonha, foi igualmente retratado pela reportagem. Histórias de um tempo que poeticamente permanece vivo na memória, onde os moradores se encontravam nas matas “para catar lenha, cantar e contar causos”, no dizer da botumiriense Dona Zenália. Sob a ótica da ciência, para gerar o conteúdo contamos com os conhecimentos e a sensibilidade de outro filho do Jequitinhonha, José Claudionor dos Santos Pinto, natural de Itinga. Além de professor, graduado e pós graduando em Filosofia, é quilombola, poeta, escritor, desenhista e radialista. Conhecido como Jô Pinto, o mestre resume: “o povo do Vale é uma brava gente, que desde sempre lutou pela sobrevivência, respeitando seu território e tudo que ele tem, seja nos aspectos sociais, educacionais, ambientais e culturais”. Dois irmãos, duas irmãs, uma história Cobrir longas caminhadas em família, no Vale do Jequitinhonha, são práticas que se mantém vivas graças ao legado de outras gerações. O NORTE, por duas vezes, registrou imagens de parte da jornada de dois irmãos que são casados com duas irmãs, que cobrem com frequência os 15 km que separaram a sede de Botumirim à comunidade de Córrego Fundo, divisa com Piedade, distrito do município de Cristália. Na verdade, cada um dos casais tem sete filhos, que são chamados de primos-irmãos, embora essa não seja uma nomenclatura oficial, mas uma tradição da língua portuguesa. Têm mais afinidade ainda porque, até pouco tempo, todos os também chamados duplos-primos viviam na mesma casa: Elizabeth, casada com Adão Rodrigues; e Natalina Bispo, casada com José Hilton Batista. Sobre as tradições do povo do Jequitinhonha, O NORTE ouviu o professor José Claudionor dos Santos Pinto, pós graduando em Ensino de Filosofia e diretor do Centro Cultural Escrava Feliciana, em Itinga, sua terra natal, no vale do Jequitinhonha. “Para falar do povo do Jequitinhonha, é preciso conhecer a formação do seu território pelos povos originários, colonizadores e o povo negro escravizado”, explicou o também poeta. Nesse sentido, observou que “essas longas caminhadas foram herdadas da convivência com os povos originários, de forma que o território para o povo do Vale do Jequitinhonha vai além da terra, é um espaço de convivência, sobrevivência, ancestralidade e espiritualidade”. Segundo o professor, “andar por esse território significa conhecer tudo o que nele tem e no qual é repassado de geração a geração”. Feixe de lenha na cabeça, comida no fogão Rodilhas de pano cuidadosamente feitas em formato de círculo para atenuar o peso dos feixes de lenha. Desde sempre, esse é o primeiro passo para ir a campo e trazer feixe de lenhas na cabeça. Escolhida a madeira, fardo pequeno para os mais jovens e pesado para os adultos. Família descendo e subindo a ladeira para preparar comida caseira quentinha no fogão a lenha, fogão caipira, fogão tropeiro. No Jequitinhonha, graças à tradição, ainda é assim. O NORTE, com a imagem de mãe e filhos levando feixes de lenha na cabeça, foi recebido em Botumirim pela avó de Mônica, Genilton, Gabriele e Rayane, Dona Zenália, que também integrava o grupo liderado pela filha Maria Helena Pereira Dias, “mas consegui fugir da fotografia (risos)”. Revelou que “além da tradição, todos nós pegávamos lenha até mesmo para comprar mantimentos, a situação era difícil, aqui melhorou de pouco tempo para cá, mas todo mundo que tem mais de 60 anos já passou muita necessidade”. Dona Zenália, com oito filhos, “graças a Deus todos vivos e com saúde”, lembrou ter herdado a tradição da mãe, Ana Medeiros de Souza. Segundo a matriarca, “se a madeira for boa, um moizinho só dá para fazer almoço, jantar e o almoço do outro dia, sem contar que a comida feita no fogão a lenha tem mais sabor. “Se você cozinha feijão, por exemplo, vai ver a diferença, muito mais gostoso, cozinha à vontade, não cozinha à força”.
Caminho do Sertão reproduz roteiro de Guimarães Rosa em Minas Gerais

Projeto está com inscrições abertas até 13 de abril – Foto: Lia Rezende Domingues Quem se agarra à célebre frase do escritor Guimarães Rosa e, como convoca ele, responde à vida com coragem pode se inscrever, até o dia 13 de abril, na 8ª edição do Caminho do Sertão, projeto que se coloca como “sócio-eco-literário”, em que os participantes percorrem territórios por onde andou o autor mineiro. O caminho, a ser percorrido de dias 8 a 16 de julho, tem 192 quilômetros de caminhada e inclui possibilidades de conhecer o Cerrado. O grupo parte do município de Arinos, noroeste mineiro, locomovendo-se sobre as pegadas do jagunço Riobaldo, personagem do romance Grande Sertão: Veredas. No itinerário, que abrange as regiões norte e noroeste de Minas Gerais, ficam quatro unidades de conservação: o Parque Estadual Sagarana, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Veredas do Acari, o Parque Estadual Serra das Araras e o Parque Nacional Grande Sertão Veredas. Segundo o idealizador do projeto, Almir Paraca, observa-se que fazem parte do roteiro tanto áreas preservadas por comunidades tradicionais, como Fazenda Menino, Serra das Araras, Morro do Fogo e Vão dos Buracos, quanto outras exploradas pelo agronegócio ou com presença de posseiros. Portanto, a caminhada coloca em questão também, além da obra de Guimarães Rosa, a devastação do bioma, que pode perder até 34% das águas dos rios até 2050 e alternativas que assegurem sustentabilidade ao território, como o turismo de base comunitária e a agroecologia. “Um dos propósitos, de fato, é sensibilizar o poder público, dar visibilidade às tensões e contradições que existem nesse território, principalmente aquelas de natureza socioambiental e atrair também a atenção de possíveis colaboradores, seja, de organizações individuais, para as diversas frentes de ação comunitária que existem e sobrevivem, com muita dificuldade, no território”, afirma Paraca. O tema da edição deste ano é Terra em Transe, inspirado no filme homônimo, de Glauber Rocha, um dos expoentes do Cinema Novo. O convite que a temática sugere é o de romper com o individualismo e manter a permeabilidade a novas ideias e ao tempo da natureza. Para Vitor Galvani, que já fez a caminhada e hoje responde pela comunicação do projeto, o Caminho do Sertão proporcionou contatos em profundidade, consigo e com o exterior. “Não é só o ato de caminhar, mas é todo o contorno que a organização promove, de diálogos, contatos com pessoas que viveram muitos ciclos”, diz. Galvani conta que a primeira obra de Guimarães Rosa que leu foi a coletânea de contos Primeiras Estórias. Mais especificamente, o conto A Terceira Margem do Rio, um dos mais famosos, que narra a história de um homem que abandona a família e se isola de todos os demais, para viver em uma canoa. Ele classifica a obra do escritor mineiro como uma literatura que toca em temas muito universais e muito atuais. “Se pudesse resumir em uma palavra, senti um grande abraço do Cerrado. Por um lado é muito seco, o povo com uma história bem difícil de vida, mas, ao mesmo tempo, superacolhedor, aberto. São várias metáforas ao longo do caminho. Uma delas é de que, no Cerrado, o dia a dia é do sol, do clima mais seco. Quando vem a chuva, todo mundo fica muito feliz e aberto para ela. Nós, como visitantes, somos como a chuva para aquele sertão, aquelas pessoas. Então, todos são abertos”, afirma Galvani sobre a experiência da caminhada. Como participar Para participar da caminhada, é preciso, primeiro, inscrever-se por meio de um formulário. Nessa etapa, os candidatos podem contribuir com um valor de até R$ 50. Em seguida, devem encaminhar uma carta de intenções, explicando por que desejam fazer a caminhada. O custo médio é de R$ 2 mil por candidato, mas o projeto oferece bolsas integrais e parciais a pessoas que não podem arcar com o valor, condição que devem sinalizar já no formulário de inscrição. A quantia pode, ainda, chegar a R$ 3 mil, porque, segundo os organizadores, atenderam-se pedidos de participantes que tinham vontade de contribuir com valores maiores do que os estipulados anteriormente. Com isso, alguns participantes acabam garantindo a inscrição de outros, com o montante que pagam. O edital estabelece como públicos prioritários produtores de agricultura familiar, quilombolas, pesquisadores com estudos relacionados ao uso da terra, a comunidades tradicionais, ao Cerrado ou ao Território do Mosaico do Sertão Veredas-Peruaçu, ativistas culturais e socioambientais, artistas, entre outros. O edital pode ser consultado pela internet. A equipe do projeto também mantém no ar um perfil no Instagram e o site oficial. (Agência Brasil)
Ex-amante de Jô afirma que ex-jogador pediu que ela fizesse um aborto

A influenciadora é mãe de João Gabriel, de três meses Maiára Quiderolly usou sua página no Instagram para fazer um desabafo sobre a postura de Jô, ex-jogador do Corinthians. A influenciadora, que ainda está tentando fazer com que o atleta faça um exame de DNA e registre João Gabriel, de três meses, afirmou que ele sugeriu que ela abortasse e ainda disse que ele não paga a pensão alimentícia corretamente. “Enfim, vamos lá, vocês sabem que eu não sou muito de vir aqui falar sobre a paternidade do Jô. Eu evito, só falo quando estou realmente de saco cheio, e eu estou de saco cheio! Estou cansada da mídia querer colocar a culpa só em mim, tô cansada de sempre ser a errada em tudo! Eu não tô falando que eu não fui errada, eu fui errada! E eu pago, paguei e vou pagar as consequências desse erro pro resto da minha vida, porque graças do meu erro, eu escolhi um pai bosta pro meu filho, e eu vou carregar esse fardo pro resto da minha vida”, lamentou. A blogueira alegou ter vivido muitos aborrecimentos enquanto estava grávida, incluindo uma ligação em que ela teria sido ofendida aos nove meses de gestação. “Com quase nove meses, também eu recebi um processo, que eu até comentei aqui, me pedindo uma indenização de R$ 48 mil para a esposa, falando que eu dou a entender que ela era uma corna mansa. Sendo que essas palavras nunca saíram da minha boca, porque ‘eu estava errada, não tinha que ficar falando coisas do outro lado e ficar querendo dar a entender…’, eu falei a minha vida”, continuou.
10 anos após a PEC das Domésticas, cresce a ‘uberização’ da categoria

Manifestação no Congresso Nacional pela ratificação da Convenção 189 da OIT e aprovação da PEC das trabalhadoras domésticas. Brasília, 2012 — Foto: José Cruz/Agência Brasil Trabalhadoras, quase sempre negras e acima dos 40 anos, continuam na informalidade por falta de registro e para conseguir melhores remunerações Por Camila da Silva – Carta Capital Ana Selma Trajano, de 47 anos, mora em Rondonópolis (MT) e trabalha há nove anos como diarista. No início, em 2014, ainda recém-chegada no município e cuidando sozinha dos dois filhos pré-adolescentes, ela recorreu às agências para ter contato com os os primeiros clientes. A empresa indicava as casas, ela ia até o empregador e faziam a negociação. “Eu não colocava o meu preço, era o que o cliente pagava”, relata. “Chegava às 6h30 e saia às 17h, eram quase 12h de trabalho e eu não enxergava isso”. Na época com um valor pela diária menor que 180 reais. Ela chegou a migrar para um trabalho em supermercado, mas saiu pela falta de estabilidade financeira. “O salário era muito pouco, não dava para suprir a necessidade, porque eu morava numa vila bem pequena e mudei para a cidade grande, então tudo é mais caro: aluguel, água e luz”, conta. ” Como eu já tinha experimentado trabalhar de faxina e vi que dava para tirar mais, eu voltei para faxina novamente.” Ana faz parte do primeiro grupo de trabalhadoras que entram na profissão após a PEC das Domésticas — que posteriormente virou emenda constitucional e lei, que estabeleceu igualdade de direitos dos trabalhadores domésticos com os demais trabalhadores. No ramo da limpeza, porém, ela nunca foi registrada. Antes de 2013, ano em que a PEC foi promulgada, as domésticas não tinham acesso a salário-mínimo e a garantias como seguro desemprego, salário-maternidade, auxílio-doença, auxílio-acidente de trabalho e aposentadoria via INSS. No entanto, todo esse pacote de direitos existe apenas para uma parcela específica das domésticas, as que têm registro na carteira de trabalho – para isso, é preciso trabalhar mais de dois dias na semana na mesma residência – o que, atualmente, é a “exceção da exceção” dentro da categoria. Em janeiro de 2023, o País contava ao todo com quase 5,9 milhões de trabalhadores domésticos. Do total, apenas 25,2% tinham carteira assinada. Os outros 74,8% (ou 4,4 milhões de trabalhadores) atuavam na informalidade. Em 2013, a taxa de informalidade também alcançava 4,1 milhões de trabalhadores. Como mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), do IBGE. Para Camila Carvalho, advogada trabalhista, esse movimento ganhou novas proporções com a pandemia da Covid-19 e com a reforma trabalhista. “Elas acabam indo para informalidade justamente pela dificuldade de conseguir um trabalho como empregada doméstica com um valor bacana”, explica. “O mínimo é o que está garantido pela lei.” E complementa: “O ideal seria que elas fossem registradas com valores assim de salário, mas infelizmente por conta da oneração da pessoa que contrata criou uma nova modalidade de informalidade que são diaristas”. com valores assim de salário, mas infelizmente por conta da oneração da pessoa que contrata criou uma nova modalidade de informalidade que são diaristas”. Sobre a oneração, o empregador que registra o trabalhador doméstico arca, além do salário, com uma cobrança de impostos chamada “Simples Doméstico”, que conta com o valor de 8% — a parte do salário, para contribuição patronal para o INSS, 8% para o FGTS e 3,2% para indenização por perda do trabalho. Diante disso, a maioria propõe apenas o salário mínimo como remuneração às profissionais. “Eu já tive várias propostas de trabalhar registrada [como doméstica] e eu recusei todas, o salário hoje de uma diarista… acho que é o triplo de uma empregada doméstica, dependendo do combinado [com o empregador]“, conta Ana. Atualmente, ela adaptou sua rotina para contratação por hora trabalhada e serviços solicitados pelo morador. “Calculei [o piso salarial] e fiz o meu pacote de horário, coloquei 4h de trabalho por 120 reais, 6h por 170 e 8h por 200 reais”, explica. A ideia surgiu a partir do relato de outra diarista, Geisiane Almeida dos Santos, conhecida como ‘Geisa Diaristax’, através das redes sociais. Tanto Ana quanto Geisa produzem vídeos para a internet sobre o cotidiano da profissão. “Hoje eu me vejo assim.. eu me imponho, sabe? Nossa gente, hoje eu trabalho 6 horas e ganho mais do que em 12 horas de trabalho”, conta. Além das indicações e do costumeiro “boca a boca”, a busca de profissionais cresceram também a partir dos sites e aplicativos. ‘Pagar pra tentar trabalhar’ As formas de contratação funcionam entre a uberização – onde não há vínculo trabalhista, nem com o site que hospeda as vagas, nem com o empregador – e uma dinâmica de rede social, ao qual é disponibilizado o perfil dos trabalhadores disponíveis e o perfil dos contratantes. Plataformas como a Famyle possue mais de 100 mil cadastrados. No entanto, as reclamações dos usuários é a necessidade de pagar para pleitear uma vaga. A maioria dos sites funcionam por assinatura ou pagamento de uma taxa para desbloqueio dos contatos, tanto para os empregadores, quanto para os trabalhadores profissionais. Em outro site, o GetNinjas, por exemplo, um pacote básico de “moedas virtuais” para o trabalhador ter acesso aos clientes interessados no serviço custa 150 reais e o valor aumenta conforme o tamanho da lista. Além das diaristas As babás, copeiras, cozinheiras, caseiros e cuidadores de idosos integram a categoria protegida pela PEC das Domésticas e também sentem a repercussão da informalidade em seus ramos. Priscilla Cleia Machado, de 44 anos, trabalha em São Paulo como cuidadora de idosos há seis anos e relata que grandes demandas surgem através de agências, que não fazem contratações formais no ramo. “A agência quer pagar em torno de 100 a 120 reais, um plantão de 12 horas onde o cuidador deixa a sua casa duas horas antes, até chegar a essa família. Você tem que ir com o EPI (Equipamento de Proteção Individual) impecável, porque você vai cuidar de uma pessoa, você não pode ir de qualquer jeito”, conta.
Papa Francisco condena golpe contra Dilma e prisão ilegal de Lula

Papa Francisco, Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Reuters | Ricardo Stuckert/Divulgação O papa Francisco afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi vítima de perseguição política e que a ex-presidente Dilma Rousseff sofreu um processo de impeachment injusto. “O lawfare abre caminho nos meios de comunicação. Deve-se impedir que determinada pessoa chegue a um cargo. Então, o pessoal o desqualifica e metem a suspeita de um crime. Então, faz-se todo um sumário, um sumário enorme, onde não se encontra [a prova do delito], mas para condenar basta o tamanho desse sumário. ‘Onde está o crime aqui?’ ‘Mas, sim, parece que sim…’ Assim condenaram Lula”, afirmou o sumo pontífice, em entrevista exibida pela rede argentina C5N. O Papa também citou outros casos de lawfare na América Latina, como Equador, Argentina e Bolívia. Sobre a ex-presidente Dilma Rousseff, Francisco disse que ela teve o mandato cassado por um “ato administrativo menor” e é “uma mulher de mãos limpas, uma mulher excelente”. O papa ainda citou o “fumus delicti”, termo jurídico em latim para conceituar a comprovação de um crime por meio de indícios suficientes de autoria, e ainda disse que “às vezes, a fumaça do crime te leva ao fogo, outras vezes é uma fumaça que se perde porque não há fundamento”. Ao jornalista dizer que “inocentes são condenados”, o pontífice ressaltou que “no Brasil, isso aconteceu nos dois casos”, referindo-se a Lula e a Dilma. Para ele, “os políticos têm a missão de desmascarar uma Justiça injusta”. Em dezembro passado, Francisco já havia dito em entrevista a um jornal espanhol que o processo que levou Lula à prisão começou por uma notícia falsa. “Um julgamento tem que ser o mais limpo possível, com tribunais que não têm outro interesse senão fazer justiça”, disse na ocasião.
Lewandowski entrega pedido para antecipar sua aposentadoria do STF

Ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski pede que sua aposentadoria seja efetivada no dia 11 de abril, 30 dias antes de completar 75 anos O ministro Ricardo Lewandowski entregou na noite desta quinta-feira (30/3) para a presidente do Supremo Tribunal Federal, a ministra Rosa Weber, um ofício para que antecipe em cerca de 30 dias sua aposentadoria. “Todos os nomes que estão aparecendo como candidatos são de pessoas com reputação ilibada, trajetória jurídica impecável. O Supremo Tribunal Federal e a sociedade brasileira estarão muito bem servidos com qualquer dos nomes que tenha aparecido com frequência na mídia”, afirmou o ministro ao ser questionado sobre a possibilidade do advogado Cristiano Zanin ocupar a vaga. Lewandowski, que completa 75 anos em maio, idade em que é obrigado a se aposentar, pediu que sua retirada se torne efetiva a partir do dia 11 de abril. Ele afirmou que não chegou a conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o tema. “Tive a oportunidade, de maneira muito informal, de comunicar ao presidente que eu anteciparia minha aposentadoria. Não tive nenhum encontro com ele para tratar deste assunto e, a respeito do meu sucessor, é uma decisão exclusiva do presidente da República. Eu nem ousaria fazer uma sugestão neste sentido”, afirmou o ministro. Anteriormente, o ministro disse a pessoas próximas que gostaria que o jurista Manoel Carlos de Almeida Neto fosse o nome escolhido para o cargo. Lewandowski acredita que o substituto deve, além dos critérios definidos na Constituição, ser “corajoso para enfrentar as enormes pressões que um ministro do Supremo Tribunal Federal tem que enfrentar no seu cotidiano”. Cristiano Zanin Advogado de Lula durante as acusações da Operação Lava-Jato, Cristiano Zanin é um dos nomes mais fortes para assumir o cargo. O petista afirmou, em entrevista à BandNews, que “todo mundo compreenderia que ele merece” a vaga no Supremo Tribunal Federal. Zanina foi responsável pelo pedido de habeas corpus no STF, em 2021, que permitiu que o presidente Lula pudesse concorrer ao cargo em 2022. Lula também deve indicar mais um nome para o STF. A ministra Rosa Weber, indicada em 2011 pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT), também terá que se aposentar neste ano. Ela completa a idade limite no dia 2 de outubro.
Como surgiu o apelido de ‘chupetinha’ para Nikolas Ferreira

Caso polêmico tem provocado um grande debate entre internautas nas redes sociais desde terça-feira (28/3) – Felipe Neto criou o apelido, mas afirma que não se trata de homofobia(foto: AFP PHOTO-PLAY9/TV Camara/YouTube/Reprodução) O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) foi chamado de “chupetinha” em uma sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), na tarde dessa quarta-feira (28/3), pelo também deputado André Janones (Avante-MG) e, desde então, o apelido tem causado polêmica entre os parlamentares de esquerda e direita. O apelido, no entanto, não é de autoria do deputado Janones, mas, sim, do youtuber e influenciador Felipe Neto. A confusão fez com que Neto fosse fosse às redes sociais para afirmar que é o autor do apelido. Em outubro do ano passado, o youtuber fez um vídeo em que chamou o apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de “chaveirinho da milícia”, “acessório do fascismo” e, enfim, “chupetinha de genocida”. Na ocasião, Felipe Neto rebateu um vídeo feito por Nikolas Ferreira em que o deputado comentava afirmações do youtuber sobre o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A ideia das ofensas proferidas pelo youtuber era fazer uma ligação de Nikolas como alguém que possui condutas infantis para um parlamentar. Homofobia Vai arregar, foca? @felipeneto https://t.co/Uh0A4VM0G4 — Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) March 29, 2023 Nesta quarta-feira, o deputado André Fernandes (PL-CE) informou que a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC) aprovou um requerimento para convocar Felipe Neto para prestar esclarecimentos sobre postagens que supostamente propagariam discurso de ódio na internet. “Ele ofende, xinga e dissemina ódio nas redes sociais com frequência”, disse. Nikolas Ferreira aproveitou e provocou o seu “algoz”. “Vai arregar, foca? @felipeneto”. Os deputados lembraram que Felipe Neto faz parte de um grupo de trabalho do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania que apresenta estratégias de combate aos discursos de ódio e ao extremismo. EM