Turistas denunciam “show de horrores” em excursão para Porto Seguro

Viagem ao litoral baiano foi organizada pela empresa Stylle Turismo, que teria se recusado a compensar prejuízos causados aos passageiros O que seria um agradável passeio se transformou num drama para os 52 passageiros que partiram de Montes Claros e Francisco Sá em uma excursão para Porto Seguro, no litoral baiano. A viagem, organizada pela Stylle Turismo ao valor médio de R$ 750 por pessoa, apresentou uma série de problemas, incluindo pane elétrica no ônibus, atrasos na chegada ao destino e falta de local adequado para as refeições. O ônibus saiu de Montes Claros na noite de quarta-feira, com chegada a Porto Seguro prevista para o meio-dia da quinta-feira (26), mas próximo a Salinas sofreu uma pane elétrica e parou repentinamente no meio da pista, totalmente às escuras. A falta de informação e a demora para a evacuação do veículo causou pânico geral, pois o risco de uma tragédia era iminente. Famílias com crianças e idosos permaneceram por mais de 2 horas na pista, até que um eletricista, vindo de Salinas, conseguiu resolver parcialmente a avaria, possibilitando que o ônibus chegasse até o Posto Jenipapo, logo à frente. Lá, os passageiros, ainda assustados, aguardaram por mais 2 horas a chegada de uma bateria, vinda de Montes Claros. Com o atraso – a excursão só chegou a Porto Seguro após às 17 horas -, os turistas perderam o dia de praia, o que causou revolta.. Ante as cobranças por uma compensação das horas no domingo, dia previsto para o retorno, a empresa acenou apenas com a promessa de um desconto de 10% numa viagem futura. A proposta não agradou, pois a ideia era alongar a permanência no domingo, para que as pessoas pudessem ir à praia, já que isso não foi possível na quinta. “A empresa quer lucrar com próprio erro. Ou seja, lesa o cliente e propõe que ele contrate novamente seu serviço para ganhar um hipotético desconto. Não viajo jamais com eles”, desabafou um turista. Na volta, por volta das 13 horas de domingo, ainda em Porto Seguro, todos foram levados para almoçar num restaurante sem nenhuma estrutura para receber centenas de turistas de outras excursões, além dos moradores da própria cidade. Muitos ficaram sem almoçar, devido à demora no atendimento, o que provocou longas filas, e a má qualidade da comida. Passageiros também reclamaram da sujeira nos banheiros. Às 22h30 o ônibus parou em um restaurante localizado no quilômetro 859 da BR-116, em Vitória da Conquista. O motivo da parada, anunciado pela empresa, era o jantar. O gerente do local, entretanto, informou que o estabelecimento não servia refeição após às 22 horas. Quem já não tinha conseguido almoçar teve que encarar longas horas de viagem com fome. O martírio só terminou pouco depois das 6 horas da manhã de segunda-feira (30), com o desembarque em Montes Claros. A vendedora Michele Roseane Carvalho classificou a experiência como um “show de horrores”. Ela informou que contratou a viagem por indicação do irmão do dono. “Em nenhum momento a empresa olhou o lado do cliente. Jamais nos perguntaram o que seria melhor para nós, uma forma de compensar tudo que passamos. Todos nós investimos nessa viagem, que não é barata, com a intenção de descansar, relaxar, e só tivemos aborrecimentos”, disse, revoltada. Segundo ela, sua decepção com a Stylle Turismo começou já no momento de contratar o pacote. “No Instagram fui informada que havia vaga para o dia 21. Já no whatsapp a informação foi a de que não havia disponibilidade para esse dia”, revela Michele. Ela acredita que a empresa poderia ter contornado facilmente a situação, em respeito a dezenas de pessoas que correram risco de morte durante a madrugada, numa estada perigosa, e depois passaram por inúmeros contratempos durante a estadia em Porto Seguro, por omissão e negligência. Um dos episódios que mais causou indignação foi o momento do almoço. “Eles poderiam ter compensado as horas no domingo e as pessoas teriam almoçado onde quisessem, ao invés de levar todo mundo para um restaurante superlotado, sem ar-condicionado, estrutura e com banheiros imundos”, denunciou, revelando que não pretendo viajar de novo com a empresa. A postura negligente surpreendeu as irmãs Shirley e Ester, que disseram já ter participado de outras viagens com a Stylle Turismo sem a ocorrência de problemas. Fiel ao apelido de “Lombardi”, como é conhecido, por sua discrição, Célio, o dono da Stylle Turismo, não apareceu para dar esclarecimentos sobre os ocorridos relatados pelos passageiros. A reportagem tentou desde segunda-feira falar com ele, mas uma funcionária que se apresentou como Suzy, contactada via whatsapp, se recusou a dar qualquer informação sobre seu paradeiro, informando que estava “cumprindo ordens” e teria sido orientada a não informar nem mesmo o nome completo do chefe e muito menos seu contato. Segundo ela, a direção da empresa estava reunida com advogados para resolver como se pronunciar a respeito. Este espaço continua à disposição, caso a empresa resolva prestar esclarecimentos.
Famílias pobres são enganadas e pagam para receber cisternas sob Bolsonaro

Contrato de R$ 15 milhões previa instalação de 3.012 cisternas em cinco municípios mineiros contemplados em convênio – Modelo de cisterna implantada pelo governo federal – (foto: Divulgação/Agência Brasil) Por SCHIRLEI ALVES E ADRIANO VIZONI CORAÇÃO DE JESUS, MG (FOLHAPRESS) – Famílias pobres que vivem em comunidades isoladas no semiárido mineiro tiveram de pagar para serem beneficiadas pelo Programa de Cisternas do governo federal, cujo orçamento já incluía todas as despesas relacionadas. O contrato, de R$ 15 milhões, previa a instalação de 3.012 cisternas em cinco municípios contemplados por um convênio firmado entre o Consórcio Inframinas, que reúne prefeituras da região, e o então Ministério da Cidadania, ainda durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). A partir do convênio, uma entidade privada sem fins lucrativos com sede em Alagoas, a Ceapa (Central das Associações de Agricultura Familiar), foi contratada para executar as obras. O convênio, porém, não previa contrapartida das famílias beneficiárias, uma vez que elas vivem em situação de vulnerabilidade social. Enganados, os moradores disseram à reportagem que precisaram pedir dinheiro emprestado para bancar parte da construção das cisternas –tecnologia social que armazena água da chuva para consumo. Algumas desistiram de participar do programa por causa da dificuldade financeira. Após questionamento da reportagem na última semana, o ministério, rebatizado de Integração e Desenvolvimento Regional com a posse de Luiz Inácio Lula da Silva no dia 1º, informou que, diante da gravidade do caso, iria suspender a entidade responsável pela cobrança. A direção da Ceapa disse à Folha que cobrou a contrapartida dos moradores porque considerou inicialmente que as prefeituras iriam arcar com parte dos custos das obras. Como não houve essa contribuição, disse, se viu obrigada a pedir a participação dos beneficiários. Após questionamentos, afirmou que passou a ressarcir os beneficiários. Entre os moradores que tiveram que assumir os custos está o casal Eva Pereira Silva, 54, e Antônio Aguimar da Silva, 60, de Vertente, uma das comunidades isoladas de Coração de Jesus (a 450 km de Belo Horizonte), município contemplado pelo convênio. Eles deixaram de investir R$ 870 que emprestaram do banco na plantação de capim e preparação do solo, tendo em vista a criação de animais, para acessar o Programa de Cisternas. O dinheiro acabou sendo usado na compra de cinco metros de areia lavada e na contratação de um ajudante de pedreiro que pudesse abrir um buraco no solo –cujo espaço servirá para acomodar a cisterna de 16 mil litros. Essa foi a condição estabelecida pelos representantes do convênio para que as famílias entrassem no programa. Além de comprar a areia e, em alguns casos, complementar o material com alguns sacos de cimento, as famílias tiveram que trabalhar como ajudantes do pedreiro contratado pela empresa e fornecer a alimentação dele. Quem não tivesse condições de fazer o serviço, por alguma questão de idade ou saúde, deveria pagar um servente. Para economizar tempo e dinheiro, o casal Silva acabou pegando na enxada e ajudando a terminar a escavação. Quando a reportagem da Folha esteve na casa deles, em novembro passado, fazia quase quatro meses que eles haviam comprado a areia e pouco mais de um mês que haviam aberto o buraco. Só que, até a publicação desta reportagem, a cisterna não havia sido construída e parte da areia já havia ido embora com a chuva. A reportagem ouviu mais dez famílias em comunidades isoladas de Coração de Jesus e São João da Lagoa. Todos confirmaram a cobrança de contrapartida. Entre as famílias ouvidas há os que já abriram o buraco e estão à espera das cisternas, os que pediram dinheiro emprestado para arcar com as despesas e os moradores que não tiveram condições de entrar com a contrapartida e foram excluídos do programa. “Só o frete para trazer a areia até aqui é R$ 400, e cada metro de areia custa R$ 150. Como é que você vai pagar quatro metros e meio de areia? Fica caro demais. Aí eu falei: vamos desistir”, lamentou o morador José Antônio Pereira da Silva, 27, que vive com a mulher e três filhos pequenos na comunidade Mocambo 2, em Coração de Jesus. Apenas R$ 200 seriam depositados na conta das famílias beneficiárias para arcar com a despesa da alimentação. A contrapartida foi anunciada em reuniões que ocorreram nas comunidades. Segundo moradores de Coração de Jesus, essas reuniões ocorreram entre meados de julho e setembro, na presença do prefeito, Robson Adalberto Mota Dias (PL), o Robinho Dias, e do seu irmão, Ronaldo Soares Mota Dias, que já foi prefeito de São João da Lagoa e Coração de Jesus e é secretário-executivo do Consórcio Inframinas. Outro irmão, Carlos Alberto Mota Dias (PL), é prefeito hoje de São João da Lagoa. O Ministério da Cidadania ficou responsável por quase a totalidade do convênio, de R$ 15 milhões. No sistema Mais Brasil, do governo federal, consta que R$ 12,6 milhões desse montante já foram desembolsados. O convênio é um dos 11 divulgados em um edital de justificativa para dispensa de licitação publicado pelo Ministério da Cidadania em 2021. Desses, apenas seis foram para frente. A dispensa de concorrência pública foi justificada pela condição de extrema pobreza do público atendido pelo programa. Segundo o próprio edital de justificativa, 647 mil famílias rurais não contam com nenhum meio adequado de acesso à água no semiárido. As prefeituras e consórcios de municípios que firmaram os convênios ficaram responsáveis por contratar as entidades que construiriam as cisternas. Essa contratação deveria ocorrer por meio de chamamento público (procedimento feito pelo poder público para executar projetos em parceria com ONGs ou entidades privadas sem fins lucrativos). Apenas as entidades credenciadas no Ministério da Cidadania poderiam concorrer. Há pelo menos 151 entidades credenciadas, sendo 10 em Minas Gerais. O termo de contrato de prestação de serviço, firmado pelo Inframinas, diz que a Ceapa deveria “disponibilizar os recursos físicos, humanos e materiais necessários para garantir a perfeita execução dos serviços”, entre outras atribuições. Em nenhum momento o contrato fala que o público beneficiário deve contribuir financeiramente. Segundo Márcia Muniz, membro do
Adolescentes participam do projeto NUCAS pelo Clima, em Montes Claros

Será realizado nesta sexta-feira (03), pelo Fundo das Nações Unidas para Infância – UNICEF, o Encontro Estadual de Adolescentes – NUCAS pelo Clima. O evento faz parte da agenda do Selo UNICEF 2021-2024 e será realizado no auditório da AMAMS, em Montes Claros, com participações do parceiro técnico do Unicef, o Centro Dom José Brandão de Castro (CDJBC), do seu apoiador em Minas Gerais, a Associação Brasileira de Ações Integradas para o Desenvolvimento Humano (ABRADH) e AMAMS. O encontro reunirá representantes de municípios mineiros engajados nas ações de participação cidadã de adolescentes. O encontro, que é o primeiro a reunir meninos e meninas presencialmente na atual edição do Selo UNICEF, pretende estimular a reflexão sobre como a alimentação saudável pode ser instrumento de preservação ambiental, bem como sobre impactos ambientais das mudanças climáticas. O evento está previsto para começar às 8h e terminar às 16h. Conforme destacou a psicóloga e coordenadora do departamento de Assistência Social da AMAMS, Laila Souza, a esses encontros e parceria são realizados desde 2017 junto à entidade, no intuito de contribuir e aprimorar as políticas públicas junto aos municípios da região. A coordenadora ressalta que a AMAMS auxilia no processo de orientação junto aos municípios, no intuito de contribuir com esta pauta. O Selo UNICEF é uma iniciativa para fortalecer as políticas públicas voltadas às crianças e aos adolescentes em mais de 2 mil municípios do Semiárido e da Amazônia. O UNICEF estimula e apoia os municípios a garantir o cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente e avançar em direção aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A experiência com as edições anteriores mostra que os municípios que participam do Selo UNICEF avançam mais na melhoria de indicadores sociais da infância e adolescência do que municípios das mesmas regiões que não participam da iniciativa. Ao longo de cada edição, o UNICEF e seus parceiros promovem um conjunto de atividades formativas (presenciais e a distância), e oferecem as orientações técnicas necessárias em cada área – educação, saúde, proteção e participação social. E há, ainda, uma grande contribuição estruturante: ajudar os municípios a trabalhar de forma intersetorial e alcançar uma maior eficácia na gestão municipal. Tendo como lógica unir esforços, dentro de cada município, para que a infância e a adolescência sejam prioridade nas políticas públicas.
Partido de Kalil, PSD será base de governo de Zema na ALMG

Bancada do PSD começou a se aproximar do governo Zema ainda em novembro de 2022, quando se reuniu com o vice-governador, Mateus Simões (PSD) e o secretário de Governo, Igor Eto (Novo) | Foto: Reprodução / Instagram Douglas Melo Sigla, que tem a segunda maior bancada do Legislativo mineiro, indicou Duarte Bechir (PSD) para fazer parte da Mesa Diretora A bancada de deputados eleitos do PSD decidiu, nesta terça-feira (31), que fará parte da base de governo de Romeu Zema na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Com os nove parlamentares do partido, a base de Zema chega a 49 parlamentares — número suficiente para aprovar privatizações e mudar a Constituição Estadual. O PSD é o partido do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), que foi candidato a governador de Minas contra Zema na última eleição. De acordo com o deputado estadual Cássio Soares (PSD), a bancada do PSD, a segunda maior do Legislativo mineiro ao lado do PL, está tranquila e disposta a colaborar com o governo Zema. “Nós sempre trabalhamos pela governabilidade e por bons resultados para a população mineira. Dessa maneira, fomos convidados pelo governo e percebemos que as diferenças ficaram no processo eleitoral e eventuais divergências foram superadas. Houve maturidade muito grande de ambos os lados para termos um relacionamento político em prol de Minas Gerais”, afirmou ele. O PSD fará parte do bloco parlamentar que concentra a maior parte dos deputados governistas, que também tem PP, Partido Novo, Republicanos, entre outras legendas. Como mostrou O TEMPO, o PL vai liderar a criação de um outro bloco de apoio a Zema. Apesar de ainda não ter sido oficializada, deputados próximos ao próximo presidente da Casa, Tadeu Martins Leite (MDB), e outros parlamentares que também estão na base de Zema dão como certo que Cássio Soares (PSD) será o líder do bloco de governo. Na reunião desta terça-feira (31), o PSD também decidiu que vai indicar o deputado estadual Duarte Bechir (PSD) para integrar a Mesa Diretora. A tendência é que ele ocupe a 2ª vice-presidência, mas o martelo sobre o cargo ainda não foi batido. Gonye: Jornal O Temoo
Após post sobre ‘tiro na cara de Lula’, Wallace é suspenso pelo Cruzeiro

Nessa segunda-feira (30), oposto de 35 anos fez uma publicação em tom ameaçador contra o presidente Lula (PT) O time de vôlei do Cruzeiro anunciou, no fim da tarde desta terça-feira (31), a suspensão por tempo indeterminado de Wallace, de 35 anos. Na noite dessa segunda-feira (30), o oposto de 35 anos fez uma publicação em tom ameaçador contra o presidente Lula (PT). O jogador republicou uma pergunta que recebeu de um seguidor no Instagram: ‘Daria um tiro na cara do Lula com essa (calibre) 12?’. No início da tarde desta terça, o Cruzeiro divulgou nota apenas repudiando a publicação. Após grande pressão nas redes sociais, o clube informou, em novo comunicado, o afastamento do atleta “por tempo indeterminado”. “Conforme previsto em contrato, o Sada Cruzeiro informa que Wallace será punido com afastamento e uma suspensão por tempo indeterminado, a partir desta terça-feira”, disse o clube. “Esperamos que o episódio sirva de aprendizado para todos, com uma reflexão sobre o uso consciente das redes sociais, e da responsabilidade que cada um tem em disseminar bons valores. O esporte deve ser uma ferramenta para propagar igualdade, tolerância e respeito”, complementou (leia a nota, na íntegra, ao fim da reportagem). Wallace se desculpa Depois da repercussão, Wallace se desculpou. Também pelas redes sociais, o oposto disse que jamais teve a “intenção de incitar violência ou ódio”. “Não é da minha pessoa. Não foi isso que o esporte me ensinou e não é isso que eu quero passar para ninguém”, complementou. “Quem me conhece sabe muito bem que eu jamais incitaria violência, em hipótese alguma, contra qualquer pessoa, principalmente o nosso presidente. Por isso, venho aqui pedir desculpas”, declarou o jogador. AGU O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta, disse que acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) sobre a postagem de Wallace. “Já acionei a AGU e vamos tomar todas as providências necessárias. Não vamos tolerar ameaças feitas por extremistas e golpistas!”, publicou Pimenta no Twitter. Wallace é nome histórico da Seleção Brasileira de Vôlei. Na sua lista de conquistas com a camisa canarinho está a medalha de ouro na Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016, e o título da Liga das Nações, em 2021. Nota do Cruzeiro A diretoria do Sada Cruzeiro, reforça, novamente, que repudia qualquer ato que possa significar incitação à violência, após as postagens do atleta Wallace. Atento aos desdobramentos, o clube informa que vem tomando providências diante do fato. O clube exigiu do atleta Wallace a plena retratação e um pedido de desculpas a todos que se sentiram ofendidos com as suas postagens. Conforme previsto em contrato, o Sada Cruzeiro informa que Wallace será punido com afastamento e uma suspensão por tempo indeterminado, a partir desta terça-feira. Esperamos que o episódio sirva de aprendizado para todos, com uma reflexão sobre o uso consciente das redes sociais, e da responsabilidade que cada um tem em disseminar bons valores. O esporte deve ser uma ferramenta para propagar igualdade, tolerância e respeito.
Justiça determina leilão de minério extraído ilegalmente de terra Yanomami

Valor arrecadado será revertido em ações de segurança do território indígena e combate ao garimpo ilegal na região (Terra Indígena Yanomami — Foto: Leonardo Prado/PG/FotosPúblicas/2015) A Justiça Federal determinou que a Agência Nacional de Mineração (ANM) realize um leilão da cassiterita extraída ilegalmente da Terra Indígena Yanomami, em Roraima. O valor arrecadado será revertido em ações para garantir a segurança do território e combate ao garimpo ilegal na região. Todo o trâmite para promoção do leilão deve ser finalizado até 28 de fevereiro, prazo que não pode ser prorrogado, sob pena de multa no valor da R$ 100 mil ao mês, em caso de descumprimento. A ANM também deve apresentar em até cinco dias os dados de todos os agentes públicos responsáveis pelo cumprimento da ordem judicial. A decisão atendeu a um pedido do Ministério Público Federal (MPF), em um processo movido contra a ANM, a Fundação Nacional do Índio (Funai) e a União. O minério, fruto de extração ilegal nas terras indígenas e apreendido pela Agência, tem valor estimado em R$ 25 milhões. Decisão anterior foi descumprida Em julho de 2022, a Justiça Federal concedeu uma liminar determinando a realização do leilão e prevendo o repasse do valor das vendas para o programa de ações contra o garimpo ilegal na terra Yanomami, entre elas, a retirada de não indígenas da área. Ela previa que as ações deveriam ser planejadas e apresentadas em 90 dias, incluindo um plano de aplicação dos recursos. No entanto, a medida nunca chegou a ser cumprida. O MPF ressaltou a demora da Agência Nacional de Mineração para o leilão e disse que o órgão “sequer se dá ao trabalho de justificar, objetivamente, por qual razão o prazo transcorrido se mostrou insuficiente” – decorridos mais de 200 dias. O Ministério Público alegou ainda que a agência apresenta “entraves burocráticos” para paralisar a eficácia da decisão e demonstra descaso tanto com os povos indígenas quanto com o patrimônio público. Na decisão de agora, a Justiça Federal considerou “evasivas e inaceitáveis” as manifestações da ANM diante do tempo que a agência teve para cumprir a ordem judicial. Se não cumprir o prazo de fornecimento dos dados em até cinco dias, a Agência será multada em R$ 1 mil por dia de atraso. E se descumprir o prazo do leilão, a multa é de R$ 100 mil por mês de atraso até sua realização.
Bolsonarista Wallace, jogador de vôlei do Cruzeiro, faz enquete sobre assassinato de Lula

Extremista, armamentista e apoiador de Bolsonaro, Wallace Leandro de Souza fez a enquete ao ser indagado por um apoiador “se daria um tiro na cara do Lula com essa 12”. Sada Cruzeiro “lamenta”, mas não demitiu jogador. O ex-jogador da seleção brasileira de Vôlei masculino, Wallace Leandro de Souza, campeão olímpico em 2016, divulgou em suas redes sociais uma enquete sobre um eventual assassinato do presidente Lula (PT). Apoiador contumaz de Jair Bolsonaro (PL), defensor do armamento e fã do também ex-seleção de Vôlei e deputado eleito Maurício Souza, deputado federal eleito pelo PL-MG – que foi demitido do Minas Tênis Clube por postagem homofobica -, Wallace fez a enquete ao ser indagado por um apoiador “se daria um tiro na cara do Lula com essa 12”, em relação à espingarda calibre 12. “Alguém faria isso?”, indagou Wallace na enquete com um emoji de anjo. A enquete terminou com 64% dos apoiadores dizendo que “sim” e outros 36% afirmando “não”. Sada Cruzeiro Em tuite, o Sada Cruzeiro, clube onde o jogador atua “lamenta profundamente a publicação realizada pelo nosso atleta Wallace e o seu conteúdo”, mas não fala em demissão do atleta. “O Sada Cruzeiro lamenta profundamente a publicação realizada pelo nosso atleta Wallace e o seu conteúdo. Vivemos um momento delicado, em que precisamos ter muita cautela com as nossas manifestações”, diz tuite. Na sequência, o clube afirma que “as redes sociais podem parecer um espaço em que tudo está liberado, sem muita avaliação das possibilidades de interpretação, e isso é uma grande armadilha”. “Reforçaremos com todo o nosso staff, atletas e comissão técnica sobre a importância da responsabilidade no uso das mesmas”, diz o texto, que termina afirmando que “ressaltamos, principalmente, que a violência nunca deve ser exaltada ou estimulada, e da parte do Sada Cruzeiro pedimos sinceras desculpas a todos”. O Sada Cruzeiro lamenta profundamente a publicação realizada pelo nosso atleta Wallace e o seu conteúdo. Vivemos um momento delicado, em que precisamos ter muita cautela com as nossas manifestações. — Sada Cruzeiro (@sadacruzeiro) January 31, 2023 As redes sociais podem parecer um espaço em que tudo está liberado, sem muita avaliação das possibilidades de interpretação, e isso é uma grande armadilha. Reforçaremos com todo o nosso staff, atletas e comissão técnica sobre a importância da responsabilidade no uso das mesmas. — Sada Cruzeiro (@sadacruzeiro) January 31, 2023 Extremista Na rede social, Wallace se diz “louco por carro” e ressalta seu perfil extremista de apoiador de Jair Bolsonaro, além de publicar diversos posts realçando seu apoio à cultura armamentista e atacando Lula. Em vídeo publicado em dezembro, Wallace aparece praticando tiro em um clube de tiro de Belo Horizonte. O jogador ainda ataca Lula em publicação no dia 30 de outubro, após o resultado das eleições. “Realmente o Brasil não é para amadores!!! Ps: aproveitar agora antes de começar a censura”, escreve propagando teorias da conspiração da ultradireita radical. https://www.instagram.com/wallaceleandro08/?utm_source=ig_embed&ig_rid=cee7333a-d310-4bfd-a7e4-30692dfc43a8
Visibilidade Trans – Eleitas em 2022 enfrentam violência política

Além da preocupação com a integridade física, mesmo dentro do Parlamento, deputadas e vereadoras ainda enfrentam ataques dos próprios colegas parlamentares. Duda Salabert, Erika Hilton, Dani Balbi, Linda Brasil e Carolina Iara A visibilidade trans avançou nos últimos anos de forma inimaginável para o final do século XX, quando ocorriam as primeiras paradas do orgulho LGBT+ do país. Há cerca de vinte anos, esse cenário vem mudando drasticamente e pode influenciar o cenário de violência, conforme estas pessoas se empoderam, pautam a sociedade e exigem garantia de direitos. Nunca se elegeram tantas travestis e transexuais para cargos legislativos, muitas outras ocupando cargos de gestão. O primeiro impacto positivo da visibilidade trans crescente na sociedade brasileira é a força simbólica dos modelos positivos, de pessoas travestis, transexuais e não-binárias, que passam a ocupar espaços de poder e influência na sociedade. Pessoas que provam que é possível ser médica, psicóloga, advogada, engenheira, cantora, parlamentar, gestora pública, educadora, atriz, modelo, influenciadora digital, atleta, jornalista. Aos poucos, a atividade de profissional do sexo vai deixando de ser a única possibilidade para meninas expulsas de casa, sem formação educativa ou qualificação profissional. As travestis que conseguiam se destacar como maquiadoras e cabeleireiras no passado, e circulavam em ambientes da mídia, foram um primeiro avanço para sensibilização da sociedade. No Brasil, houve destaques também na indústria do Carnaval e no humor. Desse período “heróico” podemos citar personalidades que contribuíram para mudar a história e a percepção da sociedade sobre pessoas trans: a escritora Ruddy Pinho, as atrizes Claudia Celeste e Rogéria, modelos como Roberta Close e Sam Porto, a vereadora Kátia Tapety, primeira eleita em 1992 em Colônia do Piauí, e as ativistas Bianca Magro e João W. Nery, que ficaram conhecidos por sua luta para realizar cirurgias de redesignação sexual, quando o SUS ainda não estava preparado para isso. Violência política Neste século, essas possibilidades se ampliaram muito. Se ainda há preconceito com travestis e transexuais em algumas profissões, e isso ainda é um desafio de enfrentamento, em outras, elas se destacam e se tornam referência. Um dos enfrentamentos mais difíceis é feito pelas parlamentares, que além de toda a violência destinada as mulheres e homens trans anônimos, sofrem com a violência política. Travestis e transexuais também foram eleitas aos parlamentos, sendo que algumas foram as mais votadas em seus estados. É o caso de Erika Hilton (PSol-SP) e Duda Salabert (PDT-MG), ambas deixaram os parlamentos locais para brilharem em Brasília. No total são 27 eleitas em todo o país. Dani Balbi (PCdoB-RJ), Linda Brasil (PSol-SE) e Carolina Iara (PSol-SP) também foram eleitas para os legislativos estaduais. Segundo levantamento da Folha de S. Paulo, de 24 parlamentares trans entrevistadas, 17 relataram situações de violência política transfóbica e 11 sofreram ameaças. Elas reclamam que não têm as mesmas condições parlamentares de seus colegas, de frequentar livremente as Casas Legislativas, sentar em suas mesas e analisar Projetos de Lei. Em vez disso, precisam se preocupar com sua integridade física, evitando entrar pela porta da frente, usando carros blindados, ficando dias sem aparecer publicamente e tendo que manter segredo sobre agendas públicas. As entidades dizem que essas mulheres e homens trans chegam a um parlamento que não está nem um pouco preparado para recebê-los e protegê-los. Ex-vereadora em Piracicaba (SP), Madalena Leite (PSDB) foi imobilizada e morta a golpes de facão na cabeça –a polícia prendeu os suspeitos do crime. Além de ser mulher trans, Madalena era negra e moradora da periferia. Filipa Brunelli (PT), primeira vereadora travesti de Araraquara (interior de SP) eleita em 2020, pensou em abandonar a política logo nos primeiros meses de mandato. Se na campanha, as ameaças já eram difíceis de engolir, com a vitória, o ódio se torna maior. Filipa coleciona ataques transfóbicos e ameaças para documentar e levar à polícia. Em menos de dois anos de mandato, já são 36 pessoas denunciadas. Mas a situação é ainda mais intolerável quando vem dos próprios colegas de parlamento. Logo nos primeiros meses de mandato de Erica Malunguinho, em 2019, ouviu o deputado Douglas Garcia, hoje no Republicanos, dizer que tiraria a tapas do banheiro uma transexual que usasse o mesmo que sua mãe ou irmã. Muitas reclamam de serem tratadas no masculino, especialmente por colegas evangélicos. Duda Salabert já ouviu que deveria sair de uma mesa composta só por mulheres. Invisibilidade do homem trans Thammy Miranda (PL-SP) é o transexual masculino que ocupa uma cadeira na Câmara Municipal de São Paulo. Do mesmo partido de Jair Bolsonaro, ele é criticado por suas posturas conservadoras, mas é respeitado pelo impacto que sua presença física no espaço de poder exerce. Thammy ficou famoso por ser filho da cantora Gretchen e ter sua transição física acompanhada pelas mídias. Embora costume dizer que se sente respeitado no parlamento, nem o vereador conservador, no entanto, escapou de ataques por participar de uma publicidade do Dia dos Pais. Até seu colega de partido Eduardo Bolsonaro o agrediu nas redes sociais, naquela ocasião. A propósito, transexuais masculinos ainda enfrentam o desafio da invisibilidade. São poucos os destaques famosos, com pouca inserção até mesmo nos ambientes LGBT+. Mas, aos poucos, eles vão ocupando espaço nas redes sociais e se tornando celebridades e influenciadores importantes. O ator e modelo Tarso Brant, o multiartista Dante Olivier e o cantor Nick Cruz são alguns dos mais conhecidos. Mas também há influências crescentes nas mídias como o atleta Bernardo Gonsales, Cleyton Bittencourt, o chef Thales Alves, Alan Oliveira, Nathan Santos, Pedro Jorge, o jornalista Caê Vasconcelos. Todos contam muitos seguidores nas redes sociais. Mas sempre cabe mais um para acompanhar suas ideias e talento no Instagram, TikTok, Facebook, Twitter e Youtube.
O caso Daniel Alves e a falência do futebol brasileiro

Daniel Alves e Robinho encerraram a carreira em meio a julgamentos por estupro De uma geração de jogadores que vê o bolsonarismo com indisfarçável simpatia, não se pode esperar um repúdio enfático à cultura do estupro. E não convém esperar mais nada nem dentro de campo. * Por André Cintra / Vermelho Em pouco mais de dois meses, o torcedor brasileiro esteve às voltas com duas decepções. Uma, dentro de campo: a eliminação nas quartas-de-final da Copa do Mundo de 2022. Outra, fora das quatro linhas: a prisão do lateral-direito Daniel Alves, de 39 anos, acusado de agressão sexual e estupro na Espanha. Derrotas e escândalos são comuns no mundo da bola, mas o País parece viver uma crise crônica. O desempenho da Seleção Brasileira nas últimas Copas talvez seja o sintoma mais escancarado dessa crise. Após chegar às finais de três Mundiais seguidos (1994, 1998 e 2002), vencendo dois deles, o time acumula fracassos. Desde 2002 – quando venceu a Alemanha por 2 a 0 e se sagrou pentacampeão mundial –, o Brasil não vence uma seleção europeia nos mata-matas da mais importante competição do futebol. Perdemos para a França em 2006, para a Holanda em 2010, para a Alemanha em 2014, para a Bélgica em 2018 e para a Croácia em 2022. Mesmo em nível continental, a hegemonia brasileira está em xeque. Na classificação geral das Copas, ficamos atrás do Uruguai em 2010 e 2018, bem como da Argentina em 2014 e 2022. Das cinco edições mais recentes da Copa América, o Brasil só levou o título uma vez. A crise no âmbito coletivo é acompanhada da crise no âmbito pessoal. Entre 1994 e 2007, jogadores do País conquistaram nada menos que oito dos 14 prêmios de melhor jogador do mundo. A maioria dos clubes badalados do Planeta tinha ídolos brasileiros. Nossos craques não eram monumentos morais ou exemplos comportamentais. Porém, com eles em campo, a Seleção continuou a ser uma referência coletiva, que esbanjava talentos individuais. O Brasil era respeitado e temido porque seguia acima da curva. Para usar um clichê, era impossível questionar que ainda se tratava do “país do futebol”. Tampouco se podia negar que, pecadilhos à parte, craques como Romário e Ronaldo levaram a sério a responsabilidade de representar o País por meio do futebol. Não havia conflitos entre suas metas e vontades pessoais com a missão coletiva – o projeto maior – de servir com excelência à Seleção. A falência do futebol brasileiro se expressa, em boa medida, no ideário da geração pós-Romário e pós-Ronaldo. Os melhores jogadores brasileiros são vendidos cada vez mais cedo para clubes estrangeiros, tornando-se praticamente desconhecidos no País. O desapego – a falta de identidade – leva craques milionários e mimados a se recusarem a jogar amistosos pela Seleção, para não “atrapalhar a temporada”. Ao longo da crise, nomes como Ronaldinho Gaúcho, Robinho e Neymar foram apontados como ícones da transição. Mais velho, Ronaldinho se destacou na Copa-2002 e foi o melhor do mundo em 2005 e 2006. Mas a segunda fase de sua carreira foi de declínio. Depois do fiasco no Mundial-2006, praticamente se despediu da Seleção. Em 2019, já aposentado e cheio de problemas judiciais, foi detido no Paraguai por estar com passaporte falso – ele e o irmão Assis permaneceram 171 dias preso. Robinho, apresentado com pompa ao Real Madrid em 2005, disse logo em sua primeira entrevista coletiva na Espanha que seu “grande” sonho era se “tornar o número um” do mundo. Em campo, não foi sequer o melhor jogador do Real em seu período – quem dera do mundo! – e pouco contribuiu para a Seleção Brasileira. Atuou como titular somente em uma Copa, a de 2010, mas já como coadjuvante de Kaká. Encerrou a carreira após ser condenado a nove anos de prisão na Itália por crime de violência sexual e estupro em grupo. Neymar permaneceu por mais de uma década na condição de principal jogador do Brasil. Teve boas atuações na Copa de 2014, da qual saiu contundido, sem ter participado da humilhante derrota de 7 a 1 para a Alemanha. Mas falhou nos Mundiais seguintes e, como Robinho, foi ofuscado por outros craques enquanto jogou no futebol europeu. Nos tribunais da Justiça, teve arquivado um inquérito que o acusava de estupro e foi absolvido das acusações de fraude e corrupção. Nos tribunais da torcida, o reconhecimento a Neymar cai ano a ano. Para todos os efeitos, Neymar personifica como ninguém este período em que a Seleção Brasileira se resume a um apanhado de profissionais alienados e despolitizados, obcecados pela popularidade nas redes sociais e pelos contratos publicitários. A torcida brasileira mal conhece sua atual Seleção, não sabe onde a maioria dos jogadores atua, não vê empatia no time. São os que se calam covardemente ante os descalabros do governo de destruição de Bolsonaro, mas forjam valentia ao se unirem para atacar um crítico como Casagrande. O caso de Daniel Alves agrava a crise ao revelar que, mesmo depois da condenação de Robinho, muitos jogadores continuam a se acha acima da lei. A juíza italiana à frente do julgamento de Robinho em segunda instância criticou especialmente “os sinais inequívocos de falta de escrúpulos e quase consciência de uma futura impunidade”. Contra o jogador brasileiro, por sinal, já pesava uma denúncia anterior de abuso sexual na Inglaterra. Para Daniel Alves, é o fim melancólico da carreira do maior vencedor de títulos oficiais na história (43, segundo a Fifa) e também o ocaso do jogador mais velho a vestir a camisa da Seleção Brasileira numa Copa do Mundo. Há um silêncio dos colegas em relação a seu caso, o que pode até ser considerado um avanço, já que muitos atletas saíram em defesa de Robinho mesmo diante de evidências cada vez mais esclarecedoras. Já perdemos Copas – como a de 1982 – com a convicção da injustiça. Mas o que as eliminações recentes nos deixam é um sentimento de indignação com a apatia, o descompromisso e até certa irresponsabilidade da equipe. De
Auxílio Gás volta a ser pago em fevereiro

Os primeiros a receber são os beneficiários com NIS de final 1. O pagamento seguirá de forma escalonada, de acordo com o final do NIS, do dia 13 ao dia 28 de fevereiro (Foto: Paulo Emílio) A partir do dia 1 de fevereiro volta a ser pago o benefício do Auxílio Gás junto com o Auxílio Brasil, que terá o nome mudado para Bolsa Família. O benefício, que é bimestral, terá o valor mantido em 100% da média nacional do botijão de gás de cozinha de 13 quilos. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, o valor de fevereiro ainda será definido, já que leva em conta a média semestral de preços do GLP, publicada no portal da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O benefício também segue as mesmas regras de pagamento do Bolsa Família. Os primeiros a receber são os beneficiários com NIS de final 1. O pagamento seguirá de forma escalonada, de acordo com o final do NIS, do dia 13 ao dia 28 de fevereiro, com intervalo durante o feriado de Carnaval. As informações são do site R7.