Zema toma posse para segundo mandato como governador de Minas Gerais

Governador de Minas Gerais foi reeleito em primeiro turno nas eleições de 2022, em outubro, ao receber 56,18% dos votos válidos – Zema fez o juramento antes de ser empossado para o segundo mandato como governador (foto: Jair Amaral/EM/DA Press) Romeu Zema (Novo) tomou posse neste domingo (1) para o segundo mandato consecutivo como governador de Minas Gerais. Em cerimônia na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em Belo Horizonte, Zema fez o juramento e assinou o termo de posse, sendo assim oficializado como chefe do Executivo estadual até 2026. Ao lado de Zema, esteve o vice-governador eleito Professor Mateus (Novo). Neste ponto, há mudança em relação ao primeiro mandato: Mateus Simões ocupará a vaga de Paulo Brant (PSDB), que deixa o posto. Em discurso de posse com duração de 20 minutos, Zema pontuou que o trabalho continua e que o segundo mandato é de sequência das ações já tomadas. “Após arrumar a casa e colocar o trem de Minas de novo nos trilhos, estamos prontos para fazer essa locomotiva acelerar. Com a experiência adquirida, agora em um cenário mais positivo de equilíbrio fiscal, meu compromisso é o de fazer nesses próximos quatro anos um governo muito melhor que o primeiro”, disse. Ele também relembrou quando assumiu em 2019. “Com a mesma humildade que subi na tribuna desta Casa há quatro anos, aqui retorno para demonstrar que com trabalho, respeito ao dinheiro público, cortes de mordomias e escolhas de profissionais com competência técnica é possível, sim, fazer um governo diferente com o objetivo de transformar o Estado de maneira eficiente”. Entre citações aos atos do primeiro mandato, abordando, Zema disse que Minas Gerais está no “meio do caminho” de um “protagonismo político”. Outro ponto foi o trabalho em conjunto com a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), ponto de embates num primeiro mandato. “É agora, percorrendo esse caminho, que podemos influenciar o futuro que deixaremos para os mineiros. A saída já ficou pra trás, é parte do passado. A chegada é uma meta. Mas a nossa travessia está em curso e ela será bem mais rápida e bem-sucedida se estivermos todos juntos, no mesmo barco, remando na mesma direção. Muitos dos desafios que enfrentaremos nesse novo governo só serão superados com o apoio desta Casa legislativa”, completou. No evento, estavam presentes diversas personalidades políticas, como Fuad Noman, prefeito de BH, e Gabriel (sem partido), vereador belo-horizontino e presidente da Câmara Municipal da capital mineira. Chamou atenção que o deputado estadual reeleito Antonio Carlos Arantes (PL) – vice-presidente da ALMG – conduziu os trabalhos, não o presidente Agostinho Patrus (PSD). Agostinho e Zema foram tidos como rivais no primeiro mandato, de 2019 a 2022. O deputado estadual não seguirá no posto para a legislatura de 2023 a 2026 e vai integrar o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG). Governador de Minas Gerais, Zema foi reeleito em primeiro turno nas eleições de 2022, em outubro, ao ter 56,18% dos votos válidos. Logo após a cerimônia de posse, ele foi reconduzido ao cargo em nova solenidade no Palácio das Artes, também na capital mineira. EM
Mourão detona Bolsonaro, prega alternância de poder e enterra golpe

ACABOU PORRA! Presidente em exercício diante da ausência de Bolsonaro convocou cadeia nacional de rádio e televisão para deixar claro que atual governo chegou ao fim Hamilton Mourão, na condição de presidente em exercício diante da fuga de Jair Bolsonaro para os EUA, convocou cadeia nacional de rádio e televisão, na noite deste sábado (31), e fez um pronunciamento em que deu um recado claro aos golpistas de plantão: o atual governo acabou e Lula (PT) iniciará um novo mandato a partir de 1º de janeiro. Após fazer um balanço dos 4 anos de governo, mentindo, entre outras coisas, que a atual administração fez uma boa gestão da pandemia do coronavírus, o militar, que se elegeu senador pelo Rio Grande do Sul, criticou a postura de Bolsonaro – sem citar o nome do agora ex-presidente -, pelo fato desta conduta ter motivado reações golpistas de seus apoiadores. “Lideranças que deveriam tranquilizar e unir a nação em torno de um projeto de país deixaram com que o silêncio ou o protagonismo inoportuno e deletério criasse um clima de caos e desagregação social e, de forma irresponsável, deixaram com que as Forças Armadas, de todos os brasileiros, pagassem a conta, para alguns por inação e por outros por fomentar um pretenso golpe”, disparou. Main Logo Forum Apoie-nos Menu Pincipal ACABOU Em pronunciamento, Mourão detona Bolsonaro, prega alternância de poder e enterra golpe: “Mudaremos de governo” Presidente em exercício diante da ausência de Bolsonaro convocou cadeia nacional de rádio e televisão para deixar claro que atual governo chegou ao fim Hamilton Mourão em pronunciamento. Créditos: Reprodução Ivan Longo Por Ivan Longo POLÍTICA31/12/2022 · 20:24 hs Comparta este artículo Hamilton Mourão, na condição de presidente em exercício diante da fuga de Jair Bolsonaro para os EUA, convocou cadeia nacional de rádio e televisão, na noite deste sábado (31), e fez um pronunciamento em que deu um recado claro aos golpistas de plantão: o atual governo acabou e Lula (PT) iniciará um novo mandato a partir de 1º de janeiro. Após fazer um balanço dos 4 anos de governo, mentindo, entre outras coisas, que a atual administração fez uma boa gestão da pandemia do coronavírus, o militar, que se elegeu senador pelo Rio Grande do Sul, criticou a postura de Bolsonaro – sem citar o nome do agora ex-presidente -, pelo fato desta conduta ter motivado reações golpistas de seus apoiadores. “Lideranças que deveriam tranquilizar e unir a nação em torno de um projeto de país deixaram com que o silêncio ou o protagonismo inoportuno e deletério criasse um clima de caos e desagregação social e, de forma irresponsável, deixaram com que as Forças Armadas, de todos os brasileiros, pagassem a conta, para alguns por inação e por outros por fomentar um pretenso golpe”, disparou. Por mais de uma vez, Mourão afirmou que o atual governo chegou ao fim e pregou a alternância de poder. “A alternância do poder em uma democracia é saudável e deve ser preservada (…) Aos eleitos, cumpre o dever de dar continuidade aos projetos iniciados”, declarou. “A partir de 1º de janeiro mudaremos de governo, mas não de regime. Manteremos nosso caráter democrático”, disse ainda. Ai final, antes de desejar feliz ano novo, o vice-presidente voltou a se dirigir aos golpistas que insistem em não aceitar o resultado das urnas: “Tranquilizemo-nos”. Assista a um trecho do pronunciamento Mourão basicamente dizendo que essa bagunça que Bolsonaro deixou pra trás ao partir pra Orlando é responsabilidade de Jair, que, além do mais, largou a bomba no colo dos militares ???? pic.twitter.com/CsSvU6pxIE — Jeff Nascimento (@jnascim) December 31, 2022
Wagner Santiago é o novo reitor da Unimontes

O Governador Romeu Zema nomeou o professor Wagner de Paulo Santiago, para exercer o cargo de Reitor daU niversidade Estadual de Montes Claros – Unimontes, com mandato de quatro anos. A nomeação foi publicada no Diário Oficial de Minas Geraid deste sábado (31). Concorreram ao cargo de reitor da Unimontes os professores Antônio Alvimar Souza (ex reitor), Geélison Ferreira da Silva e Wagner de Paulo Santiago. Os candidatos a vice-reitor foram os professores Danilo Fernando Macedo Narciso, Dalton Caldeira Rocha e Helena Amália Papa (atual Pró-Reitora de Ensino). Em 2014, o professor Wagner Santiago. Em 2014, foi o vencedor da eleição na Unimontes, mas foi preterido pelo então governador Alberto Pinto Coelho, que nomeou o segundo colocado da lista tríplice.
Morre aos 95 anos o papa emérito Bento XVI

Papa emérito Bento 16 (Foto: Sven Hoppe/Pool via REUTERS) – No início desta semana, o Papa Francisco divulgou que seu antecessor estava “muito doente” e pediu que as pessoas orassem por ele Reuters – O ex-papa Bento XVI, que em 2013 se tornou o primeiro pontífice em 600 anos a renunciar, morreu neste sábado (31) aos 95 anos no mosteiro Mater Ecclesiae, no Vaticano, onde viveu desde sua renúncia, disse um porta-voz para a Santa Sé. “Com pesar, informo que o Papa Emérito Bento XVI faleceu hoje às 9h34 no mosteiro Mater Ecclesiae no Vaticano. Mais informações serão fornecidas o mais breve possível”, disse o porta-voz em um comunicado por escrito. No início desta semana, o Papa Francisco divulgou durante sua audiência geral semanal que seu antecessor estava “muito doente” e pediu que as pessoas orassem por ele. Por quase 25 anos, como cardeal Joseph Ratzinger, Bento foi o poderoso chefe do escritório doutrinário do Vaticano, então conhecido como Congregação para a Doutrina da Fé (CDF). Os conservadores da Igreja consideram o ex-papa seu porta-estandarte e alguns ultratradicionalistas até se recusaram a reconhecer Francisco como um pontífice legítimo. Eles criticaram Francisco por sua abordagem mais receptiva aos membros da comunidade LGBTQ+ e aos católicos que se divorciaram e se casaram novamente fora da Igreja, dizendo que ambos estavam minando os valores tradicionais.
Aos prantos, Bolsonaro frustra radicais ao negar o golpe e reconhecer derrota na última live

Confuso e gaguejando, Bolsonaro protagonizou uma live patética e despertou a ira dos golpistas ao dizer que não vai “duvidar das urnas”, descartou “soco na mesa” e caiu no choro, a ponto de silenciar a transmissão. De forma confusa, gaguejando e sem os arroubos autoritários das lives que protagonizou durante o governo, Jair Bolsonaro (PL) voltou às redes sociais na manhã desta sexta-feira (30) para fazer uma “prestação de contas” e comentar o “atual momento político brasileiro” exatos 60 dias após a derrota para Lula (PT) nas eleições presidenciais. O enredo patético, transmitido pelo Facebook do futuro ex-presidente, foi finalizado com um Bolsonaro aos prantos e gerou revolta e indignação nos apoiadores que seguiam pelo chat. Bolsonaro repetiu antigas ladainhas, abrindo seu discurso falando novamente sobre a facada nas eleições de 2018 dada “por um filiado do PSOL”, e em seguida, com voz trêmula, reclamou da cobertura jornalística sobre os atos terroristas em Brasília no último dia 12, que classificou como “bolsonarista” o terrorista George Washington Oliveira, que instalou uma bomba próximo ao aeroporto de Brasília e, em depoimento, disse que agiu incitado pelo presidente. Em seguida, ele condenou a ação, comparando ao assassinato do petista Marcelo Arruda por Jorge Guaranho, um apoiador seu em Foz do Iguaçu, no Paraná. “Durante a campanha, aquela tragédia em Foz do Iguaçu, quando uma pessoa mata a outra, ‘bolsonarista’, né?”, reclamou. “Nada justifica o que aconteceu ali, como nada justifica o que aconteceu aqui em Brasília, essa tentativa de um ato terrorista. Nada justifica. O elemento foi pego, graças a Deus, não tem ideia se [ininteligível] cidadão. Agora massifica em cima do cara como bolsonarista o tempo todo”, diz reclamando que hoje “a imprensa aplaude quando alguém é preso”. A declaração iniciou uma onda de indignação entre apoiadores no chat da transmissão que foi aumentando a medida que o presidente sinalizava que não iria apoiar o tão esperado – pelos extremistas – golpe de estado usando o artigo 142 da Constituição. Reconhecimento da derrota Naquela que considerou a “segunda parte da live”, Bolsonaro falou sobre as eleições presidenciais, reclamou do resultado dizendo que “o voto você vê pelas ruas”, mas enfim admitiu que foi derrotado nas urnas, mesmo se mostrando chateado e contrariado. “As esperanças de vitória eram palpáveis. Veio o horário eleitoral e fomos massacrados com mentiras da outra parte, de que íamos acabar com o décimo terceiro. Acusações absurdas. Lá a questão das rádios também, de mais para um candidato e menos para outro. Tivemos também decisões da justiça eleitoral que ninguém conseguiu entender. Tive que deixar de fazer live em casa”, disse, referindo-se ao Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República. Em tom mais ameno comparada aos chiliques que tinha em ataques ao Tribunal Superior Eleitoral, Bolsonaro apenas reclamou que “obviamente não foi uma eleição imparcial”. “E tivemos, então, o resultado do segundo turno: 50,9% contra 40,1%. Se fosse duvidar da urna você está passível de responder processo”, disse afinando a voz. “É crime”. “Tudo bem, não vamos duvidar das urnas aqui”, emendou, com olhar vazio. “O partido nosso entrou com petição para que fosse ajustado algumas coisas, tirando tudo e, em vez do TSE [ininteligível], no dia seguinte indeferiu, arquivou e deu uma multa de R$ 22 milhões”, clamou novamente. Bolsonaro ainda justificou porque não iria tentar um golpe, provocando a ira dos apoiadores no chat. “Qualquer medida de força gera uma reação. A gente tem que buscar o diálogo para resolver as coisas, não pode dar um soco na mesa e não se discute mais esse assunto”, afirmou, contrariando a postura que teve por toda a vida, quando chegou a dizer que a Ditadura matou pouco no Brasil. Por fim, Bolsonaro caiu no choro e entrou em prantos, a ponto de silenciar a live quando afirmou que “deu a vida para o Brasil”. “O Brasil não vai se acabar no ano que vem. Pode ter certeza disso”, afirmou em um chororô sem fim. “O bem vai vencer”, emendou engolindo o choro. Assista
Ex-candidata a prefeitura é presa suspeita de vandalismo em Brasília

Klio Hirano era uma das pessoas que estava acampado em frente ao Quartel-General do Exército (QG) e foi presa na noite desta quarta-feira (28) Klio Hirano e presidente Jair Bolsonaro(foto: Reprodução/Redes Sociais) A ex-candidata a prefeita da cidade de Tupã, em São Paulo, Klio Hirano é uma das pessoas presas por participar dos atos de vandalismo no centro de Brasília, em 12 de dezembro. Na manhã desta quinta-feira (29/12), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e a Polícia Federal (PF) cumprem 32 mandados de busca e apreensão e prisão contra os suspeitos de envolvimento. Klio Hirano faz parte do grupo de pessoas que estava acampado em frente ao Quartel-General do Exército (QG). A publicitária bolsonarista usava as redes sociais para publicar fotos e vídeos do movimento. No Instagram, Klio fazia questão de postar vários registros ao lado do presidente Jair Bolsonaro (PL). A primeira foto ao lado do chefe do Executivo foi em maio de 2018. Em 2020, Klio se candidatou pelo Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) ao cargo de prefeita da cidade de Tupã. O Correio Braziliense apurou que a publicitária foi presa pela Polícia Civil na noite dessa quarta-feira (28/12) em frente ao Palácio da Alvorada. Na ocasião, ocorreu uma espécie de manifestação no local. A prisão de Klio chegou a ser publicada minutos depois pela página Advogados de Direita, no Twitter. Operação da PF e PCDF A operação Nero tem o objetivo de identificar e prender os vândalos suspeitos de tentar invadir o Edifício-Sede da PF, além de atearam fogo em oito veículos, incluindo ônibus e carros, e depredaram a estrutura da 5ª Delegacia de Polícia (área central). As investigações tiveram início na Polícia Federal e na Polícia Civil do Distrito Federal. Os suspeitos teriam tentado invadir a sede da PF com o objetivo de resgatar o indígena José Acácio Serere Xavante, conhecido como cacique Tsereré. As duas investigações foram encaminhadas, em razão de declínio de competência, ao STF. A investigação buscou identificar e individualizar as condutas dos suspeitos de depredar bens públicos e particulares, fornecer recursos para os atos criminosos ou, ainda, incitar a prática de vandalismo. Os crimes objetos da apuração são de dano qualificado, incêndio majorado, associação criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, cujas penas máximas somadas atingem 34 anos de prisão. O nome da operação faz referência a um imperador romano do primeiro século que ateou fogo em Roma.
Nicolás Maduro virá ao Brasil para posse de Lula

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, virá ao Brasil para a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo (1°), em Brasília. Segundo o colunista Lauro Jardim, do Globo, uma portaria assinada pelo atual ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, revoga a proibição do presidente venezuelano de entrar em solo brasileiro. A medida deve ser publicada no Diário Oficial da União ainda nesta quinta-feira (29). A medida hostil ao líder do país foi assinada pelo então ministro da Justiça, Sérgio Moro, em 2019, logo após Jair Bolsonaro ter assumido o poder.
Esplanada sem ministro do PT de Minas frustra diretório estadual

Para Cristiano Silveira (PT), a ausência de um petista mineiro entre os ministro traz “um sentimento de frustração, sem dúvida alguma” — Foto: Clarissa Barçante/ALMG Pela primeira vez, um presidente eleito pelo partido não terá um mineiro petista à frente de uma das pastas do primeiro escalão A formação de um gabinete sem um petista de Minas Gerais frustrou o diretório estadual do PT. Até então, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT) iniciaram o mandato com pelo menos um ministro das hostes do PT de Minas Gerais. Agora, o único entre os 37 ministros do terceiro mandato de Lula à frente da presidência da República será o senador Alexandre Silveira (PSD), cuja cota é para acomodar os pessedistas na base do governo no Congresso Nacional. A O TEMPO, o presidente do PT de Minas Gerais, Cristiano Silveira, embora diga que tem muita esperança no governo Lula, admite a frustração. Questionado a que atribui a ausência, Cristiano afirma que todos querem saber as respostas. “São Paulo tem oito ministros. Outros estados em que Lula nem foi vitorioso, como o Rio de Janeiro, vão ter ministros. Por que o PT de Minas Gerais, o único estado do Sudeste onde (Lula) venceu em 1º e 2º turno, não foi lembrado?”, indaga o deputado estadual. Cristiano questiona se a decisão foi de Lula ou de “outros atores trabalhando contra Minas”. “Todos diziam que Minas é a síntese do Brasil. Se o candidato (à presidência) vencesse em Minas, venceria no Brasil. Nós trabalhamos muito para que isso acontecesse e, por fim, Minas Gerais não está lá? É isso o que a gente quer entender”, afirma, lembrando que, “há mais de um ano antes da eleição”, o diretório já havia decidido que o principal compromisso seria eleger Lula. O presidente do PT de Minas ainda observa que, durante o 2º turno, quando o governador Romeu Zema (Novo), já reeleito, explicitou o apoio à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL) em Minas, a campanha foi “muito dura”. “Mesmo assim, nós seguramos, Minas segurou. O deputado Reginaldo Lopes, que foi o coordenador da campanha, fez um grande trabalho. Claro, junto aos aliados. Então, assim, tem um sentimento de frustração, sem dúvida alguma”, acrescenta. No fim, Lula ficou à frente de Bolsonaro em Minas por apenas 49.650 votos. O deputado federal Reginaldo Lopes, líder do PT na Câmara, era justamente o mais cotado para a Esplanada dos Ministérios. Interlocutores trataram a indicação de Reginaldo para o o Desenvolvimento Agrário como “bem encaminhada”, mas, no final das contas, o deputado federal foi rifado por Lula para acomodar o União Brasil. Inicialmente apontado para assumir o Ministério das Comunicações, o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) foi levado para o Desenvolvimento Agrário, já que Juscelino Filho (União) ficou com as Comunicações. Antes, Reginaldo já havia sido escanteado em meio à disputa pelo Ministério da Educação. Mesmo apoiado pelo ex-ministro do Turismo e da Secretaria de Relações Institucionais Walfrido dos Mares Guia e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), o líder do PT na Câmara dos Deputados foi preterido por Lula, que optou por indicar o ex-governador do Ceará e senador eleito Camilo Santana (PT) para a pasta. Conforme Cristiano, a frustração permanecerá mesmo caso quadros do PT em Minas integrem o segundo escalão. “Sempre, em quatro governos do Partido dos Trabalhadores no Brasil, o PT mineiro teve os seus quadros participando do primeiro escalão. Podemos ter companheiros participando de outros espaços – não tenho dúvida que teremos -, mas a fotografia que fica não é uma boa imagem, não é um bom reconhecimento de Minas Gerais”, aponta. Como já mostrou O TEMPO, o ex-deputado federal Nilmário Miranda (PT) retornará ao Ministério dos Direitos Humanos. Secretário especial durante o primeiro mandato de Lula, Nilmário irá assessorar o futuro ministro Silvio Almeida como chefe da Assessoria Especial de Defesa da Democracia, Memória e Verdade. Além disso, o deputado estadual André Quintão (PT), candidato a vice-governador de Alexandre Kalil (PSD), é cotado para o segundo escalão do Ministério do Desenvolvimento Social. Via O Tempo
PT mineiro fica “chupando o dedo” no Ministério de Lula

* Por Waldo Ferreira Foi por um triz, mas o voto dos mineiros, notadamente daqueles mais vulneráveis, deu a Lula a vitória em Minas. E esses votos, que também foram decisivos em nível nacional, vieram do Norte de Minas e dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. Por isso, o estado ter ficado praticamente de fora do primeiro escalão do governo que se inicia em 1º de janeiro de 2023 causou frustração, especialmente de lideranças petistas. De resto, apenas o senador Alexandre Silveira (PSD) foi contemplado. Ele, que é pupilo de Aécio Neves, vai chefiar o Ministério de Minas e Energia. Ou seja, nenhum filiado do PT em Minas foi nomeado para a equipe ministerial de Lula. É como se o presidente eleito tivesse quebrado a tradição da “política do café com leite”, como ficaram conhecidos os arranjos políticos entre São Paulo e Minas, no período de 1898 a 1930. Sai o leite e fica apenas o café. Isso, porque não coube a Minas nem o “pingado”, que é a porção do leite misturado ao café. Assim, considerados 37 ministérios, a nomeação de apenas um mineiro mal chega a representar uma gota. E de um leite não tão consistente, visto que o escolhido não é das hostes do PT, partido de Lula e que carregou sua candidatura nas costas pelos rincões do estado. Pior fica o quadro quando lembramos que a política levada a cabo durante a República Oligárquica pressupunha a igualdade. Na canetada de Lula, entretanto, São Paulo terá 10 ministros, enquanto Minas apenas um. Lideranças petistas avaliam que ficamos “a ver navios” num ambiente em que nem mar há. A expectativa era de participação efetiva no novo governo. Lembram que o estado teve muita representatividade nos governos Lula e Dilma, com sete ministros em cada um deles, com primazia para o PT. O deputado federal Reginaldo Lopes, líder do partido na Câmara dos Deputados, e o deputado estadual André Quintão, líder da oposição a Romeu Zema (Novo) na Assembleia, ficaram de fora. Reginaldo, inclusive, abriu mão de sua candidatura ao Senado em favor de Alexandre Silveira, a pedido de Lula. Para aumentar a decepção ainda há o fato de que Minas Gerais foi o único estado do Sudeste onde Lula ganhou, o que torna a ausência de representantes, especialmente petistas, no Ministério, ainda mais frustrante. A vitória de Lula por aqui foi um feito, especialmente quando se sabe que a grande maioria dos prefeitos se alinhou ao governador Romeu Zema no apoio a Bolsonaro nos dois turnos da eleição presidencial. Nos últimos 133 anos, desde a proclamação da República em 1889, o Estado sempre teve protagonismo político, seja pelos presidentes, vice-presidentes ou ministros. * Jornalista
Alexandre Silveira é o único representante de Minas nos ministérios de Lula

Lula e Alexandre Silveira — Foto: Manuel Marçal/OTEMPO O senador mineiro Alexandre Silveira (PSD) foi confirmado, nesta quinta-feira (29), pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como futuro ministro de Minas e Energia. Nascido em Belo Horizonte, o senador foi o relator da PEC da Transição na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e foi um dos coordenadores da campanha de Lula em Minas Gerais ao lado do deputado federal Reginaldo Lopes (PT). “É uma alegria muito grande e uma imensa responsabilidade dirigir uma pasta da maior importância para o Brasil e o mundo. É um momento onde se discute transição energética, utilização de biocombustíveis na composição dos combustíveis para diminuir o custo e, cada vez mais, melhorar a qualidade da energia e fazer a transição para uma energia mais limpa. O Brasil já é líder em energia limpa no mundo e nós, nestes próximos quatro anos, vamos nos tornar ainda mais referência neste setor”, comemorou o senador em comunicado enviado à imprensa. A nomeação de Silveira, segundo aliados, é um reconhecimento do apoio do PSD a Lula no Estado. No segundo turno das eleições presidencias, o senador, apesar de ter sido derrotado pelo deputado estadual Cleitinho Azevedo (Republicanos) no senado, articulou uma contraofensiva de prefeitos em apoio à eleição do ex-presidente em resposta ao governador reeleito Romeu Zema (Novo). O senador teve ainda papel fundamental nas negociações da Proposta de Emenda à Constituição, que pretende liberar o pagamento de R$ 600 aos beneficiários do Bolsa Família no próximo ano. No senado, a proposta foi aprovada rapidamente sem grandes embates. Trajetória Já ao fim de mandato como senador, Silveira assumiu o posto no dia 3 de fevereiro de 2022, após a saída de Antonio Anastasia do Senado. Antes, foi deputado federal entre 2007 e 2015. Na carreira, o mineiro já foi também advogado e delegado de polícia. Em 2003, assumiu um cargo no Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit). No ano seguinte, foi nomeado por Lula como diretor-geral da pasta. Como deputado federal, entre 2007 e 2014, Silveira foi vice-presidente da Comissão de Infraestrutura na Câmara Federal. Em 2014, foi o primeiro suplente do senador Antonio Anastasia e assumiu, em 2022, como senador após a saída do titular, que se tornou ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Fora da lista O deputado Reginaldo Lopes (PT), que até então foi cotado para assumir o Ministério da Educação e a pasta de Desenvolvimento Agrário, ficou sem espaço no próximo governo. A não indicação do parlamentar para algum ministério frustrou a expectativa de alguns colegas de partido. O PT de Minas Gerais passou a considerar o deputado como possível ministro ainda na pré-campanha, quando Reginaldo Lopes abriu mão de se candidatar ao Senado para que Lula fechasse aliança com o PSD e tivesse Alexandre Kalil (PSD) como palanque no Estado. O deputado foi também o coordenador da campanha de Lula em Minas. “Lula venceu em Minas nos dois turnos (único estado do Sudeste). Mas pela primeira vez em cinco governos, o Estado não estará representado com nenhuma liderança petista na Esplanada dos Ministérios. Isso não diminui minha confiança no sucesso do novo governo, mas confesso a frustração”, desabafou o presidente do PT no Estado, Cristiano Silveira. Via Jornal O Tempo