Richarlison brilha em estreia que mostra Vini Jr como novo substituto de Neymar

Se a torcida queria bom futebol para voltar a torcer pela Seleção, agora tem motivos de sobra: na estreia da Copa do Catar, contra a Sérvia, na tarde desta quinta, o time fez uma partida exuberante em que até Neymar apresentou um futebol decente. O destaque, Richarlison, atacante do Tottenham da Inglaterra, marcou os dois gol da partida, o segundo num voleio sensacional após boa jogada de Vinicius Júnior pela esquerda. O craque do Real Madri, revelado nas categorias de base do Flamengo, comandou as jogadas ofensivas da seleção e já estabeleceu um limite para Neymar – Vini Júnior virou protagonista da equipe, com o camisa 10 na posição de 1o coadjuvante. Não chega a lembrar a empolgação da Copa de 82 na Espanha, mas de norte a sul do país o sentimento é de que o Brasil finalmente encaixou um time com pinta de campeão e que joga para vencer, sem medo do adversário. O técnico Tite acertou na estratégia de levar uma equipe ofensiva, em alguns momentos com até 4 atacantes. No segundo tempo, substituiu vários jogadores e a equipe não perdeu rendimento, pressionando o tempo todo. Na segunda, 28, o Brasil enfrenta a Suíca, às 13h, na segunda rodada do Grupo G. Neymar, que machucou o tornozelo e foi substituído no segundo tempo, é a única dúvida da equipe. Copa do Mundo 2022: calendário por fase Fase de grupos: 20 de novembro a 2 de dezembro (quatro jogos por dia) Oitavas de final: 3 de dezembro a 6 de dezembro (dois jogos por dia) Quartas de final: 9 e 10 de dezembro (dois jogos por dia) Semifinais: 13 e 14 de dezembro Disputa de 3º lugar: 17 de dezembro Final: 18 de dezembro Copa do Mundo 2022: grupos No Grupo G, a Seleção brasileira, além da Sérvia, vai enfrentar também a Suíça e Camarões: Grupo A: Catar, Equador, Senegal, Holanda Grupo B: Inglaterra, Irã, Estados Unidos, País de Gales Grupo C: Argentina, Arábia Saudita, México, Polônia Grupo D: França, Peru/Austrália, Dinamarca, Tunísia Grupo E: Espanha, Costa Rica/Nova Zelândia, Alemanha, Japão Grupo F: Bélgica, Canadá, Marrocos, Croácia Grupo G: Brasil, Sérvia, Suíça, Camarões Grupo H: Portugal, Gana, Uruguai, Coreia do Sul Horários dos jogos Fase de grupos: 7h, 10h, 13h e 16h (última rodada: 12h e 16h) Oitavas e quartas: 12h e 16h Semifinal: 16h Decisão do 3º lugar e final: 12h
Por que Richarlison é um craque necessário além das 4 linhas

A fera do Tottenham inglês não tem medo de cara feia quando o assunto envolve temas fora das 4 linhas Ao contrário, o atacante que veste a camisa do Tottenham, da Inglaterra, não se intimida diante de assuntos fora das quatro linhas. Richarlison foi embaixador da USP na campanha de conscientização sobre a covid-19 É defensor das causas feministas, foi crítico das queimadas criminosas no Pantanal e nas redes sociais é apontado por torcedores como ‘necessário’. Criticou o uso da camisa da seleção por bolsonaristas que atentam contra as instituições democráticas. Depois de uma vitória da seleção nas Eliminatórias, aproveitou para defender os moradores do Amapá que estavam sem energia elétrica. “Infelizmente o povo do Amapá não vai poder ver meu gol hoje porque não tem luz há DUAS SEMANAS. Estão vivendo dias muito difíceis e espero que resolvam isso logo. Queria dedicar o gol e a vitória de hoje a todos os amapaenses”, escreveu em suas redes. “Quero falar de algo muito importante para mim e que deveria importar para você também”, opinou sobre as queimadas no Pantanal. “Estou muito triste e preocupado com o que está acontecendo no Pantanal”, escreve. “(…) Olha, não sou político. Não consigo interromper as queimadas sozinho. Mas como jogador da Seleção Brasileira e do Everton, posso ao menos mostrar às pessoas o que está acontecendo. Por isso, postei algumas fotos nas minhas redes sociais em demonstração de apoio ao Pantanal. Não queria apenas me solidarizar com o problema. Era para chamar a atenção das autoridades”. Mariana Ferrer, estuprada em uma casa noturna de Florianópolis, também mereceu comentários do craque. Compartilhou sem medo #justicapormariferrer. O atacante de Tite sabe bem o seu lugar no mundo: “O racismo é um assunto que nós, que viemos da favela, estamos acostumados”, diz Richarlison. “Sempre fui tratado de forma diferente. Acompanhei o caso da morte do João Pedro, no qual a polícia deu mais de setenta tiros em sua casa. Poderia ser comigo. Lá atrás, convivi com tiroteios e fui até confundido com traficante. É triste. Lá atrás, convivi com tiroteios e fui até confundido com traficante. (…) Também acompanhei o caso dos Estados Unidos. As pessoas que estão nas ruas estão no direito delas de protestar e pedir justiça. Se estivesse lá, faria o mesmo”. Agindo assim, sem medo de cara feia diante do goleiro ou fora do gramado, Richarlison talvez consiga devolver ao brasileiro o prazer de torcer pela seleção sem medo de ser feliz. Agora que reparei, o Richarlison tirando o Fred do meio da foto oficial Kkkkkkkkkkkkkkkk “Sai daí Fred, sai daí, vai lá pro canto. Para de graça, você sabe que é o Neymar.” ???? pic.twitter.com/5BMvzpedzm — Penta ???????? (@Selecaoinfo) November 19, 2022
Montes Claros visita sistema de água que abastecerá a cidade pelos próximos 30 anos

A Prefeitura de Montes Claros, através da Agência Municipal de Água, Saneamento Básico e Energia (AMASBE), visitou, na semana passada, o novo sistema de captação de água que vai abastecer Montes Claros – o Sistema São Francisco, localizado no município de Ibiaí-MG. O investimento, realizado pela Copasa, tem por objetivo garantir o abastecimento de água dos próximos 30 anos da maior cidade do Norte de Minas. É importante destacar que o Município apresentou períodos críticos de escassez de água nos anos de 2019 e 2020. No município de Ibiaí está localizada a captação por balsas do rio São Francisco, a Estação de Tratamento de Água (ETA) e três Estações Elevatórias de Água Tratada (EEAT). Já no município de Coração de Jesus está localizada a quarta EEAT, que realiza o bombeamento para a ETA Pacuí. O novo sistema de captação complementará o Sistema Pacuí com até 500 litros por segundo de água tratada, totalizando 92 quilômetros de rede adutora, sendo dois quilômetros de água bruta e 90 quilômetros de água tratada. O controle de todas as unidades será automatizado, permitindo visualização e acionamento de bombas de forma remota. A equipe responsável pelo controle do sistema Pacuí também será responsável por esse novo sistema. A AMASBE visitou todas as unidades que integram o novo sistema, de Ibiaí até Coração de Jesus, onde a Copasa, em agosto de 2017, implantou o Sistema do Rio Pacuí para contribuir com o abastecimento de água do município de Montes Claros. Os primeiros testes já foram realizados e o sistema encontra-se pronto para entrar em operação.
Prefeitura leva o projeto RECICLA AOS MONTES para a comunidade escolar

A Escola Estadual Antônio Canela, do bairro Jardim São Geraldo, recebeu uma ação de educação ambiental realizada pela bióloga Jannyne Amorim e pela Prefeitura de Montes Claros, através da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMMA). Além da palestra da bióloga, os estudantes assistiram a uma apresentação da equipe da Gerência de Educação Ambiental da SEMMA, que mostrou aos alunos o funcionamento do projeto da Prefeitura RECICLA AOS MONTES. A catadora de materiais recicláveis Silvana Alves Costa, que atua na linha de frente do processo de reciclagem, relatou sua rotina de trabalho. RECICLA AOS MONTES – O Projeto Recicla aos Montes foi criado pela Prefeitura com o objetivo de implantar a coleta seletiva de materiais recicláveis no Município, com o intuito de reduzir a quantidade de resíduos que chega ao Aterro Sanitário, buscando uma prática mais sustentável e socialmente consciente. Via: Prefeitura de Montes Claros
Como psicólogos têm tratado o adoecimento político na clínica

Adoecimento político: depois das eleições, o divã (foto: Arte: Soraia Piva/EM/D.A Press) Reatar laços que foram desfeitos após brigas em famílias e entre amigos por causa da polarização política virou um desafio até mesmo para psicanalistas “Meu irmão sempre soube que eu não era a favor do Bolsonaro, desde a última eleição (2018). Até então, ele me respeitava. Recentemente, antes do primeiro turno, ele começou a mudar, ficou muito agressivo. Fiz um post no grupo da família contra o Bolsonaro, aí ele respondeu com uma enxurrada de post a favor (de Bolsonaro). Um dia, às 2 da madrugada, ele me mandou um monte de mensagem no privado, me agredindo. Desde então, não conversamos mais. Bloqueei ele no Whatsapp. O triste é que isso gerou um racha na nossa família, que é pequena, são só quatro pessoas. O Natal deste ano está em aberto. Falei com o meu pai que enquanto ele não me pedir desculpas, não entra na minha casa.” *Ana Maria (nome fictício), 42 anos, designer. Ainda se recuperando de traumas psicológicos do longo período de restrição e isolamento impostos pela pandemia, os brasileiros vivem outro dilema social: a polarização política. Assim como o relato da Ana Maria, o racha ideológico entre amigos, familiares e até mesmo casais tem provocado brigas, rompimento e adoecimento mental para uma parcela da população. Em uma enquete feita nas redes sociais do Estado Minas, 49% dos nossos leitores disseram que vivenciaram alguma briga séria na família por causa da política antes ou depois das eleições, encerrada em 30 de outubro. Brigas que começaram em redes sociais, na rua ou dentro de casa e foram parar no divã. “Nesse momento de polarização que a gente viveu no período eleitoral ou está vivendo agora, praticamente todos os meus pacientes trazem algum tipo de problema para a clínica. É uma questão que atravessa a todos”, comenta o psicanalista Marcelo Bizzotto. Essa espécie de adoecimento político, como classifica o psicanalista Christian Dunker, tem atravessado tanta gente porque atinge os recursos naturais da saúde mental das pessoas. “Quais são esses recursos? São relações, família, comunidade, laços. Pessoas que nos escutam, que fazem parte da nossa história. E por isso, essa situação política fez muito mal, porque fez a gente perder uma parte desses recursos”, explica Dunker, que é professor titular do Departamento de Psicologia Clínica do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP). Emoção e afeto Marcelo Bizzotto acredita que recompor esses laços desfeitos pelos rachas políticos impõe desafios até mesmo para os profissionais da saúde mental, uma vez que o problema é coletivo e todos estão imersos no mesmo caldeirão. “A dimensão política, hoje, está muito ligada a uma questão dos afetos. A política deixou de ser algo simplesmente argumentativo e ideológico passou a ser algo muito da emoção e dos afetos mesmo”, comenta. Daí a necessidade de um afastamento profissional durante a análise, como explica Dunker. “Essa neutralidade, no fundo, é um afastamento que a gente tem em relação à vida das pessoas, que permite dizer coisas que ajudam essas pessoas. Não é sobre quem está certo, quem ganhou ou quem perdeu”, comenta. Não existe receita simples para solucionar o problema e restabelecer a harmonia entre os desafetos gerados pela política. “O trabalho que a gente faz na clínica é para que a pessoa trabalhe nela para tentar separar o que é a escolha dela na política e de fazer com que isso não seja algo maior do que deveria ser. No sentido de atrapalhar as relações”, explica Bizzotto. A tarefa, no entanto, não é nada fácil. Para a psicanalista Cristiane Barreto, nem sempre vai ser possível retomar ou estabelecer diálogo com quem tem ideologia oposta, mesmo que essa pessoa seja um amigo querido ou um familiar. “A proposta em si da psicanálise não é só terapêutica no sentido de a gente vender por terapêutica essa harmonia social. A oferta da psicanálise é justamente mostrar como cada um vai fazer para se virar com o sintoma que tem, com o mal-estar que está localizado para construir o melhor laço, o melhor arranjo. Não é então a promessa de uma certa pacificação. Às vezes um termo que aponta para um extremo é que dá essa boa medida”, analisa a profissional, que é membro da Escola Brasileira de Psicanálise e da Associação Mundial de Psicanálise. Os especialistas ressaltam que a psicanálise é o lugar do acolhimento, não um lugar doutrinador e de julgamentos. “Nesse sentido, a psicanálise vem como uma grande aliada. O remédio, digamos assim, é muito mais nessa perspectiva de você conhecer a você mesmo para você dar conta de estar num coletivo”, afirma Cristiane Barreto. Nessa perspectiva, segundo Marcelo Bizzotto, é importante atentar para a origem do próprio desconforto. “É preciso reconhecer que esse estranho que a gente localiza no outro, na verdade, está em nós mesmos. O trabalho de análise é a gente tratar isso que a gente projeta no outro como sendo mal e entender que, na verdade, está na gente”, afirma. Estratégia do ódio Bizzotto destaca que para entender como e porquê a política causou tantos rompimentos de relação aqui no Brasil, é preciso compreender que, embora haja suas peculiaridades, a estratégia política pautada na questão do ódio não tem nada de individual, nem é completamente nova. “O (Sigmund) Freud, por exemplo, no seu texto sobre a psicologia das massas, fala que a estratégia publicitária do fascismo era justamente essa de você fazer a pessoa ficar um pouco confusa no que é verdade, o que é mentira. E com isso você escolher um inimigo para poder descredenciá-lo, para poder atacá-lo, eliminá-lo. Foi assim que se constituíram as bases do fascismo e que hoje parece ter um retorno um pouco diferente”, explica Bizzotto. O profissional aponta que para amenizar o mal-estar social provocado pela divergência política é preciso autoconhecimento com uma boa dose de desapego. “Não cabe a você resolver o que é uma limitação que não é sua, é do outro. Mas é importante que você fale sobre isso
Repórter da Band desabafa no ar durante cobertura de atos antidemocráticos: ‘Autoridades golpistas e idiotas úteis

Luiz Megale criticou duramente a falta de posicionamento da Polícia Rodoviária contra os bloqueios das estradas O jornalista Luiz Megale, da BandNews, fez um desabafo ao vivo durante a cobertura de um protesto antidemocrático na terça-feira (22), afirmando que a sociedade brasileira não pode mais fingir que os manifestantes não são criminosos e que estão atentando contra a democracia e o sistema eleitoral do país ao bloquearem estradas por não concordarem com a derrota de Jair Bolsonaro (PL) na disputa para presidente. ‘Até quando a gente vai ver uma postura tão leniente da Polícia Rodoviária Federal, das polícias estaduais? Esse conluio entre autoridades golpistas e idiotas úteis que querem tocar fogo nesse país?’, questionou Luiz Megale. Na sequência, o profissional do Grupo Band enfatizou que os apoiadores do presidente derrotado são pessoas violentas, golpistas e antidemocráticas. ‘Eu tenho certeza que, quando acontecem protestos, bloqueios de estradas, do outro lado da linha ideológica, dizem que não pode acabar com o direito de ir e vir do cidadão e que a polícia ‘tem que entrar rasgando”, disparou. O repórter da BandNews também salientou que os manifestas arruaceiros devem ser punidos com o rigor da lei brasileira. ‘Que barbaridade. E o termo vale também para as autoridades que se acumpliciam, que não podem mais fingir que não estão vendo o que está acontecendo no Brasil’, concluiu Luiz Megale. Na @bandnewstv, @lmegalefaz desabafo sobre protestos sociais que contestam as eleições 2022. Megale ainda questionou a relação entre as pessoas envolvidas e órgãos do Governo, como a Polícia Federal e adjetivou tais manifestantes: “Canalhas!”. Confira! pic.twitter.com/BZx9dwKaDZ — RD1 (@rd1oficial) November 22, 2022
Moraes rejeita ação do PL de Bolsonaro contra urnas e aplica multa de R$ 22,9 milhões

Presidente do TSE indeferiu representação do partido de Bolsonaro com base em um relatório questionando a credibilidade das urnas e ainda penalizou a legenda bloqueando seu fundo partidário O ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), rejeitou nesta quarta-feira (23) a ação golpista protocolada pelo PL, partido de Jair Bolsonaro, solicitando que parte dos votos do segundo turno das eleições fossem anulados – o que favoreceria o ainda mandatário -, e ainda aplicou multa de mais de R$ 22 milhões à legenda por litigância de má-fé. Na ação, o partido se baseou em um relatório de uma auditoria que contratou apontando que os votos de 279.336 urnas eletrônica de modelos anteriores ao do ano de 2020 deveriam ser anulados, sob a alegação de que elas teriam apresentado “mau funcionamento”. O PL diz que, com a anulação desses votos, Bolsonaro teria vencido o segundo turno da eleição contra o presidente eleito Lula com 51%. Logo depois, então, Moraes determinou que o PL entregasse em 24 horas também o número de urnas que deveriam ter os votos anulados no primeiro turno, já que os aparelhos foram os mesmos usados no segundo turno. A legenda, no entanto, insistiu em questionar apenas os resultados do segundo turno. Em resposta, o presidente do TSE indeferiu a ação e aplicou multa de R$ 22 milhões ao partido por litigância de má-fé. O ministro ainda determinou a suspensão do Fundo Partidário das legendas que compõe a coligação de Bolsonaro. Segundo Moraes, não há na representação do partido de Bolsonaro “quaisquer indícios e circunstâncias que justifiquem a instauração de um verificação extraordinária”. O ministro diz ainda, em seu despacho, que os argumentos do PL apontando “mau funcionamento” das urnas são “absolutamente falsos”, e utiliza adjetivos como “pueril” e “fraudulento” para se referir aos pedidos do partido de Bolsonaro. O presidente do TSE finaliza sua decisão da seguinte maneira: “A Justiça Eleitoral, conforme tenho reiteradamente afirmado, continuará atuando com competência e transparência, honrando sua histórica vocação de concretizar a Democracia e a autêntica coragem para lutar contra todas as forças que não acreditam no Estado Democrático de Direito. A Democracia não é um caminho fácil, exato ou previsível, mas é o único caminho e o Poder Judiciário não tolerará manifestações criminosas e antidemocráticas atentatórias aos pleito eleitoral. A Democracia é uma construção coletiva daqueles que acreditam na liberdade, daqueles que acreditam na paz, que acreditam no desenvolvimento, na dignidade da pessoa humana, no pleno emprego, no fim da fome, na redução das desigualdades, na prevalência da educação e na garantia da saúde de todos os brasileiros e brasileiras”. Confira abaixo a íntegra da decisão de Moraes
Em busca do hexa, Brasil estreia hoje na Copa do Mundo no Catar contra a Sérvia

Seleção Brasileira de Futebol que vai disputar a Copa do Mundo do Catar 2022 (Foto: Ag. Brasil) A Copa do Catar começa para o Brasil com o duelo desta quinta-feira (24), contra a Sérvia, pelo Grupo G, às 16h (horário de Brasília). Dos 26 jogadores selecionados para a Copa de 2022, 16 são estreantes. O grupo de estreantes reúne jogadores experientes e bem conhecidos no futebol nacional, como o meio-campista Éverton Ribeiro (Flamengo) e o goleiro Weverton (Palmeiras), ambos com extensa experiência profissional. Boa parte do elenco, no entanto, foi revelada por times brasileiros e deixou o país logo após completar 18 anos, para atuar em clubes europeus, como ocorreu com Vinícius Júnior e Rodrygo (ambos do Real Madrid) e Fabinho (Liverpoool). Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (23), o treinador Tite disse que a Seleção não tem problemas em lidar com a pressão por ser considerado favorito para conquistar pela 6ª vez o título de campeão mundial. “A pressão é inevitável”, disse o treinador. Tite ainda não revelou a escalação da equipe para a estreia. Mas é dado como certo que Vini Jr. e Raphinha devem compor o ataque ao lado do camisa 10 Neymar.
“Com Supremo, com tudo”: Romero Jucá é alvo de operação da PF sobre corrupção

Esquema investigado pode ter movimentado mais de R$ 15 milhões por meio de convênios celebrados pelo governo federal junto a vários municípios de Roraima A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (23) uma operação para apurar suspeitas de corrupção e fraudes em um esquema que pode ter movimentado mais de R$ 15 milhões por meio de convênios – que somam mais de R$ 500 milhões – celebrados pelo governo federal junto a vários municípios de Roraima. O ex-senador Romero Jucá (MDB-RR) é um dos alvos da ação. Jucá foi um dos principais articuladores do golpe dado contra a presidente Dilma Rousseff. para safar a si e aliados de denúncias de corrupção. Agora, a casa caiu. De acordo com a GloboNews, estão sendo cumpridos 22 mandados de busca e apreensão nos estados de Roraima e São Paulo, além do Distrito Federal, expedidos pela 4ª Vara Federal Criminal da Justiça Federal em Roraima. Ainda segundo a reportagem, as investigações giram em torno de convênios feitos pela Calha Norte, que tem por objetivo fomentar o desenvolvimento da região Norte. O inquérito foi aberto após o Tribunal de Contas da União (TCU) identificar possíveis irregularidades nos convênios celebrados entre os anos de 2012 e 2017. A PF suspeita do envolvimento de ao menos três empresas de engenharia que pagariam propinas em contratos que seriam distribuídas ao ex-senador Romero Jucá e a outros servidores públicos. Ainda segundo a reportagem, a PF chegou a solicitar uma prisão, mas o pedido foi negado pela Justiça Os envolvidos no esquema podem responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Gravação com Jucá indica que impeachment foi golpe para conter a Lava Jato Em diálogos gravados em março, ministro interino do Planejamento sugeriu a ex-presidente da Transpetro uma ‘mudança’ no governo federal para ‘estancar a sangria’ representada pelas operação da PF São Paulo – Em diálogos gravados em março passado – e revelados na edição do dia 23 de maio de 2016, pelo jornal Folha de S.Paulo, o então ministro interino do Planejamento, Romero Jucá (PMDB-RR) sugeriu ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que uma “mudança” no governo federal resultaria em um pacto para “estancar a sangria” representada pela Operação Lava Jato. À época, ambos se sentiam ameaçados pela eminente revelação de envolvimentos em casos de corrupção e propina. Segundo a reportagem, as conversas, que estão em poder da Procuradoria-Geral da República, ocorreram semanas antes da votação na Câmara que desencadeou o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Leia a reportagem completa da Folha de S.Paulo Machado se mostra preocupado com o envio do seu caso para a PF de Curitiba e chegou a fazer ameaças: “Aí f…. Aí f… para todo mundo. Como montar uma estrutura para evitar que eu ‘desça’? Se eu ‘descer’…”. O atual ministro concorda que o envio do processo para o juiz Sérgio Moro não seria uma boa opção e o chamou de “uma ‘Torre de Londres’”, em referência ao castelo da Inglaterra em que ocorreram torturas e execuções entre os séculos 15 e 16. Segundo ele, os suspeitos eram enviados para lá “para o cara confessar”. Por sua vez, Jucá afirma que seria necessária uma resposta política: “Tem que resolver essa p…. Tem que mudar o governo para estancar essa sangria”, diz Jucá. Ele acrescenta que um eventual governo Michel Temer deveria construir um pacto nacional “com o Supremo, com tudo”. Machado concorda: “aí parava tudo”. Na conversa, eles dizem que o único empecilho no pacto era o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), porque odiaria Cunha. “Só Renan que está contra essa p… porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha. Gente, esquece o Eduardo Cunha. O Eduardo Cunha está morto, p…”, afirma Jucá no diálogo gravado. “O Renan reage à solução do Michel. P…, o Michel, é uma solução que a gente pode, antes de resolver, negociar como é que vai ser. ‘Michel, vem cá, é isso, isso e isso, vai ser assim, as reformas são essas’”, diz Jucá a Machado. O advogado do ministro do Planejamento, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou que Romero Jucá “jamais pensaria em fazer qualquer interferência” na Lava Jato e que as conversas não contêm ilegalidades. Leia trechos dos diálogos gravados entre Romero Jucá e Sergio Machado. A data das conversas não foi especificada SÉRGIO MACHADO – Mas viu, Romero, então eu acho a situação gravíssima. ROMERO JUCÁ – Eu ontem fui muito claro. […] Eu só acho o seguinte: com Dilma não dá, com a situação que está. Não adianta esse projeto de mandar o Lula para cá ser ministro, para tocar um gabinete, isso termina por jogar no chão a expectativa da economia. Porque se o Lula entrar, ele vai falar para a CUT, para o MST, é só quem ouve ele mais, quem dá algum crédito, o resto ninguém dá mais credito a ele para porra nenhuma. Concorda comigo? O Lula vai reunir ali com os setores empresariais? MACHADO – Agora, ele acordou a militância do PT. JUCÁ – Sim. MACHADO – Aquele pessoal que resistiu acordou e vai dar merda. JUCÁ – Eu acho que… MACHADO – Tem que ter um impeachment. JUCÁ – Tem que ter impeachment. Não tem saída. MACHADO – E quem segurar, segura. JUCÁ – Foi boa a conversa mas vamos ter outras pela frente. MACHADO – Acontece o seguinte, objetivamente falando, com o negócio que o Supremo fez [autorizou prisões logo após decisões de segunda instância], vai todo mundo delatar. JUCÁ – Exatamente, e vai sobrar muito. O Marcelo e a Odebrecht vão fazer. MACHADO – Odebrecht vai fazer. JUCÁ – Seletiva, mas vai fazer. MACHADO – Queiroz [Galvão] não sei se vai fazer ou não. A Camargo [Corrêa] vai fazer ou não. Eu estou muito preocupado porque eu acho que… O Janot [procurador-geral da República] está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho. […] JUCÁ – Você tem que ver com seu advogado como é que a gente pode
Bolsonaro suspende fornecimento de água a famílias no semiárido nordestino

Cerca de 1,6 milhão de pessoas foram prejudicadas no semiárido nordestino com paralisação do serviço de carro-pipa, que leva água potável às famílias há 20 anos. A operação Carro-Pipa, do governo federal, teve os recursos cortados neste mês, levando os caminhões a pararem o fornecimento do produto a moradores do interior no Nordeste. A coluna de Carlos Madeiro no UOL apurou que o primeiro estado a ter o abastecimento suspenso, logo no início do mês, foi Alagoas. Já em Pernambuco, Paraíba e Bahia, a paralisação foi informada apenas na quinzena final de novembro, assim como vem ocorrendo nos demais estados, com os caminhões deixando de prestar o serviço à população. A operação Carro-Pipa é financiada com recursos do Exército Brasileiro em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). Ambos confirmaram à coluna que a suspensão ocorreu por falta de verbas para continuidade. O MDR diz que alertou o Ministério da Economia sobre a falta de recursos, sem retorno. O UOL teve acesso a um documento do 72º Batalhão de Infantaria Motorizado, com sede em Petrolina (PE), endereçado a Defesas Civis de municípios de Pernambuco e Bahia. No documento do dia 14, assinado pelo coronel Paulo Francisco Matheus de Oliveira, o Exército informa que “o recebimento parcial de recursos financeiros para atender a execução do serviço será somente para até o dia 15 de novembro corrente”. A suspensão, porém, pegou as Defesas Civis, pipeiros e moradores de surpresa. Pela regra, cada família tem direito a 20 litros de água por dia a cada integrante assistido. Ou seja, se a casa tem cinco moradores, são 100 litros diários. Eles já relatam prejuízos. Orlando Vieira da Silva, 54, vive no sítio Boa Esperança, em Ouricuri (PE), e exerce a função de apontador (liderança local que ajuda a coordenar distribuição da água) da operação na comunidade. Ele diz que, das 30 famílias que vivem lá, apenas quatro conseguiram receber água recentemente e 26 estão completamente desabastecidas. “A região está precisando de água. Não sei por que, justo nesse período mais seco —que vai de setembro até janeiro—, parou. É muito ruim para nós”, lamentou. Só em Pernambuco são 529 mil moradores de 105 cidades que estão aptos para receber água da operação. Em Ouricuri, são 19 mil pessoas atendidas, o maior número de beneficiários do estado. Confira a íntegra da reportagem