Conheça os mineiros cotados para virar ministros de Lula

Alexandre Kalil, Reginaldo Lopes, Alexandre da Silveira e André Janones estão entre os principais nomes de Minas cogitados para assumir ministérios (foto: Alexandre Guzanshe, Gladyston Rodrigue e Túlio Santos/EM/D.A Press) Em meio aos trabalhos da transição entre o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) e o terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que fazem a nova administração federal começar a tomar forma, ganham corpo as primeiras conversas a respeito da escolha dos ministros de Estado. A fim de não perder aliados, Lula evitou durante toda a campanha apontar nomes de chefes de setores importantes, como a economia. Agora, depois da vitória nas urnas, interlocutores do PT e aliados de outros partidos admitem possibilidades. De Minas Gerais, ao menos dois nomes são listados por fontes ouvidas pelo Estado de Minas para eventuais cargos no governo. Um deles é o deputado federal Reginaldo Lopes (PT); o outro, o senador Alexandre Silveira (PSD). O petista é aventado para o Ministério da Educação, enquanto Silveira é citado para um possível cargo na área da infraestrutura federal – a favor dele, pesa o fato de já ter sido diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Reginaldo encabeçou o comando da campanha de Lula em Minas Gerais. No segundo turno, passou a ter a companhia de Silveira, que assumiu a coordenação política do grupo. Embora seja economista de formação, o deputado do PT tem trajetória ligada à educação. Foi, inclusive, o representante da coalizão lulista em uma sabatina sobre o tema promovida pela Folha de S.Paulo em setembro. Reginaldo é ligado, também, à ciência e tecnologia, setor que, sob Bolsonaro, tem ministério próprio, desvinculado da pasta que cuida do ensino público. A percepção de aliados sobre a possibilidade de Reginaldo emplacar posto de primeiro escalão na Educação ou na Ciência e Tecnologia vai ao encontro da boa relação do deputado com Lula. Líder do PT na Câmara dos Deputados, o parlamentar ensaiava uma pré-candidatura ao Senado e liderava pesquisas sobre a disputa, mas abriu mão para apoiar a campanha de Silveira à reeleição. O movimento proporcionou a união da federação formada por PT, PCdoB e PV a Alexandre Kalil (PSD), que se candidatou ao governo e abriu o palanque a Lula. “Atitude histórica” À época da saída de Reginaldo do páreo pelo Senado, o então presidenciável chamou o gesto do correligionário de “atitude histórica”. “Reginaldo, da forma mais extraordinária, solidária e fraterna que um ser humano pode ser, resolveu retirar a candidatura dele ao Senado e se colocar à disposição, a pedido meu e de Gleisi Hoffmann, para ser o coordenador de minha campanha em Minas”, festejou Lula na época. Silveira, por sua vez, tem o nome ligado ao comando do Dnit, mas aliados também citam a chance de ele assumir alguma pasta fruto do desmembramento do Ministério do Desenvolvimento Regional. Da divisão, devem ser recriados, por exemplo, os ministérios das Cidades e da Integração Nacional. As duas pastas estão relacionadas ao papel que o senador teve na campanha de Lula em Minas. Bem relacionado com prefeitos, ele foi escalado para conter a ofensiva que Bolsonaro e o governador Romeu Zema (Novo) fizeram para tentar atrair o apoio de lideranças municipais. Nas urnas, embora tenha crescido mais de seis pontos percentuais em relação ao primeiro turno, o candidato à re- eleição perdeu a disputa final para Lula no estado por 50,2% a 49,8%. Silveira mergulhou na campanha de Lula mesmo após perder a reeleição para Cleitinho Azevedo (PSC). O empenho do senador, citado, também, para a pasta de Minas e Energia, é valorizado pelo PT. Se o provável embarque do PSD à base de Lula for concretizado, o partido deve ter a chance de indicar nomes para a administração federal. Ben-quisto pelo presidente da sigla, Gilberto Kassab, o parlamentar mineiro poderia ser um dos escolhidos para a cota partidária. Reeleição do correligionário A necessidade de ter um nome mineiro no governo, aliás, é um dos pontos que podem auxiliar Reginaldo Lopes. Isso porque, embora a senadora Simone Tebet (MDB-MS) também seja cotada para a cadeira de chefe da Educação, o deputado teria o apoio dos diretórios mineiros do PT, PCdoB e PV em eventual concorrência pela vaga. O estado foi o único das quatro unidades federativas do Sudeste que Bolsonaro não arrematou no segundo turno. O deputado ganhou protagonismo também no núcleo responsável pela passagem de bastão entre os governos. Ele é um dos responsáveis por construir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição, articulada pela base lulista para abrir espaço fiscal no Orçamento de 2023 e tentar garantir, por exemplo, a continuidade de pagamentos mensais de R$ 600 de auxílio. O deputado estadual Cristiano Silveira, presidente do PT em Minas Gerais, diz estar “otimista” sobre a presença de representantes do estado em assentos importantes do terceiro governo de Lula. “Um ministério tem de ser convite do presidente. Minas tem bons quadros e pode colaborar no governo Lula”, afirma, listando não apenas Reginaldo e Silveira, mas, também, Alexandre Kalil. “Lula, se precisar, poderá contar com esses personagens”, garante o dirigente. Janones entre os mais cotados A avaliação é que Janones poderia replicar, no governo, as táticas que usou para minar os efeitos da estratégia digital bolsonarista. O deputado travou embates digitais com figuras como Nikolas Ferreira (PL), apoiador do presidente derrotado. Na reta final do segundo turno, a coligação de Bolsonaro pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que os perfis do parlamentar do Avante nas redes sociais fossem suspensos. A solicitação, contudo, acabou negada. Ainda no Avante, quem também pode ganhar impulso com a vitória de Lula é Luis Tibé, deputado federal por Minas e presidente nacional da agremiação. Tibé articula uma candidatura ao Tribunal de Contas da União (TCU), em eleição a ser realizada pela Câmara. A expectativa é que, após o apoio do partido ao PT na corrida ao Palácio do Planalto, os deputados petistas endossem a empreitada de Tibé. Ele deseja ocupar o assento que vai ser deixado após a aposentadoria da ministra Ana Arraes.
PPP – Minas Gerais terá primeiro centro de reabilitação rentável do país

Projeto objetiva qualificar o atendimento aos adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa, para ampliar as chances do rompimento da trajetória infracional Um acordo fechado entre a União, o governo de Minas Gerais e a Organização das Nações Unidas (ONU) prevê a construção de dois centros de reabilitação para jovens infratores que, além do compromisso social, funcione como um negócio rentável. A previsão é que a licitação ocorra em março do próximo ano. Com investimentos privados da ordem de R$ 800 milhões ao longo de 30 anos de contrato, a parceria público-privada (PPP) quer operar com taxa média de retorno de 10% ao ano à empresa que vencer a concorrência. Se o modelo de negócio der certo, deverá ser replicado em outras Unidades da Federação. O que cabe a cada parte Pelo acordo, a iniciativa privada será responsável por construção, gestão e atendimento nos dois centros de internação para jovens que cometeram delitos. As cidades escolhidas foram Betim, na região metropolitana de BH, e Santana do Paraíso, na região do Rio Doce. Inicialmente, cada unidade terá 90 leitos. Caberá ao poder público a fiscalização do contrato e a garantia da segurança e integridade nas unidades. A parceria tem coordenação do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (Unops). Entre as atribuições do parceiro privado, estão a de manter a infraestrutura adequada nos centros e a prestação de serviços aos jovens. Em que consiste Estão previstos atendimento multidisciplinar, educação, formação profissional e ações para fortalecimento de vínculos com a família e a comunidade. O projeto tem o objetivo de qualificar o atendimento aos adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa, ampliando as chances do rompimento da trajetória infracional. (Folhapress) Via: O Tempo
Governo Lula prepara ‘revogaço’ em normas sobre meio ambiente, armamento e sigilos

A lista de normas que serão derrubadas ou modificadas logo no início de 2023 está sendo elaborada pela equipe de transição coordenada pelo vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin. O governo do presidente eleito Lula (PT) planeja para as primeiras semanas de 2023, quando assume, um “revogaço” de portarias e decretos do governo Jair Bolsonaro, segundo reportagem do jornal O Globo, focando na questão do armamento e nas questões ambientais, além das medidas de sigilos a informações. A lista de normas que serão derrubadas ou modificadas está sendo elaborada pela equipe de transição coordenada pelo vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin. “O compromisso expresso na campanha foi revogar decretos que facilitam o acesso a armas e munições”. aponta o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que integrou o grupo responsável por discutir propostas para a segurança pública. Durante o governo, Bolsonaro abriu caminho aos CACs (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador), aumentando a quantidade a que a categoria podia ter acesso de 16 armas, 40 mil projéteis e quatro quilos de pólvora para 60 armas, 180 mil cartuchos e 20 quilos de pólvora. O número de CACs cresceu de 117 mil em 2018 para mais de 673 mil até junho de 2022, enquanto as armas registradas pelo grupo saltaram de 350 mil para mais de 1 milhão no período. Durante o governo, Bolsonaro abriu caminho aos CACs (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador), aumentando a quantidade a que a categoria podia ter acesso de 16 armas, 40 mil projéteis e quatro quilos de pólvora para 60 armas, 180 mil cartuchos e 20 quilos de pólvora. O número de CACs cresceu de 117 mil em 2018 para mais de 673 mil até junho de 2022, enquanto as armas registradas pelo grupo saltaram de 350 mil para mais de 1 milhão no período. “Temos que trabalhar nisso agora no início do governo, pois esses atos emperram as outras pautas”, afirmou. Ele irá junto com Lula à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP27), no Egito. Durante a pandemia da Covid-19, o governo Bolsonaro, através do ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, “passou a boiada” nos atos que flexibilizavam normas ambientais. Como afirmou durante a campanha eleitoral, Lula pretende revogar decretos que impuseram sigilos de cem anos a assuntos envolvendo o governo federal, como a carteira de vacinação do presidente, o processo interno do Exército sobre a participação do então general Eduardo Pazuello em manifestação ao lado de Bolsonaro no Rio em maio de 2021, os crachás de acesso dos filhos de Bolsonaro ao Palácio do Planalto e a investigação da Receita Federal contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), entre outros temas
NATUREZA EM MONTES CLAROS – Pequi, o Fruto do Norte de Minas Gerais

Em Montes Claros, assim como em todo o Norte de Minas, já se pode sentir o aroma do fruto mais querido da nossa região: o pequi. Além de ser uma estrela da nossa culinária, trazendo seu sabor e cheiro inconfundíveis para uma infinidade de pratos, o pequi garante renda a milhares de famílias da zona rural. A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMMA) da Prefeitura de Montes Claros atua de forma efetiva na proteção do pequizeiro: quem derruba a árvore incorre em crime ambiental, estando sujeito a responder dentro dos rigores da lei. O pequi é utilizado como alimento puro, além de integrar a tradicional dupla “arroz com pequi”. Também é utilizado como medicamento fitoterápico no tratamento de várias enfermidades. Sua polpa pode ser encontrada para venda. O vendedor ambulante Gilvani Freitas Melo, mais conhecido como Lorim, garante que o comércio do pequi é garantia de uma renda a mais e que, nessa época do ano, já faz compromissos financeiros contando com o lucro da venda desse fruto.
Georgino Neto apresenta seus trabalhos no Painel Permanente de Poesia

Permanece até o dia 15 deste mês, no Painel Permanente de Poesia Juca Silva Neto, os trabalhos poéticos de Georgino Neto. A exposição estará aberta à visitação pública gratuita de segunda a sexta, das 8 às 18 horas. O Painel fica dentro da Biblioteca Municipal “Dr. Antônio Teixeira de Carvalho”, no Centro Cultural Hermes de Paula. Georgino é professor da Universidade Estadual de Montes Claros. Sua trajetória artística se inicia após o lançamento do livro de poemas e contos intitulado “Poesia ainda que à tardinha”, em 2019. Em 2018 lançou nas plataformas Instagram e Facebook uma página de artes literárias intitulada “Tabacaria”, onde publica seus textos recorrentemente. Ascom/Prefeitura de Montes Claros
Acabou: Bolsonaro se reúne com Alckmin e garante ajudar na transição para o governo Lula

Enquanto alguns golpistas insistem em bloquear rodovias, transição de governo avança e o próprio Bolsonaro já conversa com membros da equipe de Lula O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB), escolhido por Lula (PT) para ser o coordenador da equipe de transição, se reuniu com o ainda presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta quinta-feira (3) e o mandatário prometeu que vai colaborar para o processo de mudança de governo – reconhecendo, assim, sua derrota no pleito de 30 de outubro. Alckmin participou, mais cedo, da primeira reunião oficial com o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, para tratar da transição de governo, no Palácio do Planalto. Quando já deixava o local, o vice-presidente eleito foi chamado pelo chefe de gabinete de Bolsonaro para se reunir com o presidente. Comparta este artículo O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB), escolhido por Lula (PT) para ser o coordenador da equipe de transição, se reuniu com o ainda presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta quinta-feira (3) e o mandatário prometeu que vai colaborar para o processo de mudança de governo – reconhecendo, assim, sua derrota no pleito de 30 de outubro. Alckmin participou, mais cedo, da primeira reunião oficial com o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, para tratar da transição de governo, no Palácio do Planalto. Quando já deixava o local, o vice-presidente eleito foi chamado pelo chefe de gabinete de Bolsonaro para se reunir com o presidente. “Foi positivo. O presidente convidou, nós estávamos saindo já. Reiterou o que disse o ministro Ciro Nogueira e o general Ramos. Para que se tenha transição tranquila, da disposição do governo de prestar todas as informações, colaborações, pautadas pelo interesse publico”, disse Alckmin sobre o encontro com Bolsonaro. O fato de o próprio Bolsonaro, sem interlocutores, ter reconhecido a derrota e dado início ao processo de transição, enfraquece ainda mais o movimento golpista de apoiadores do ainda presidente, que vêm bloqueando de forma criminosa rodovias pelo país por não aceitarem o resultado das eleições. As manifestações, no entanto, vem arrefecendo e, nesta quinta-feira (3), a maior parte delas já havia sido dispersada.
Alvo do TSE e de pedidos de prisão, Carla Zambelli viaja aos EUA para “agendas pessoais”

Deputada extremista, após incentivar atosDeputada extremista, após incentivar atos golpistas de apoiadores de Bolsonaro, os abandonou para fazer viagem internacional golpistas de apoiadores de Bolsonaro, os abandonou para fazer viagem internacional Após o deputado federal André Janones (Avante-MG) alardear nas redes sociais que a também deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) “fugiu” do país, a parlamentar enviou nesta quinta-feira (2) uma nota à Fórum, através de sua assessoria de imprensa, confirmando que, de fato, deixou o Brasil. Apesar de negar que esteja fugindo, a bolsonarista viajou aos Estados Unidos em meio a um inquérito do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do qual ela é alvo e após ter pedidos de prisão protocolados junto às autoridades por advogados por ter sacado arma de fogo e ameaçado um eleitor no meio da rua, em São Paulo, um dia antes da realização do segundo turno da eleição, no último sábado (29).e Na trça-feira (1), Zambelli perdeu o acesso aos seus perfis nas redes sociais, por ordem do TSE, pelo fato de ter, em publicações, fomentando os bloqueios criminosos em rodovias de todo o Brasil impostos por bolsonaristas que não aceitam o resultado eleitoral. “Não divulguei a viagem aos Estados Unidos simplesmente porque não tenho onde publicar, oras! Estou no meio desse movimento de contenção, repressão e ataque à Liberdade. Estou cumprindo agendas pessoais e aproveitarei a ocasião para estudar meios de assegurar e restaurar a liberdade de expressão no Brasil junto a autoridades americanas”, diz Carla Zambelli em nota enviada à Fórum. Ação do TSE e pedido de prisão Segundo a decisão do TSE que derrubou as redes sociais de Zambelli, suas publicações sobre os bloqueios visavam “tumultuar o processo eleitoral e incentivam comportamentos ilegais e beligerantes”. O documento argumenta ainda que as postagens são “ilegais, de natureza grave e com grande potencial para tumultuar as eleições em andamento, visto que o processo termina somente com o ato da diplomação” Além da investigação do TSE, Carla Zambelli pode ser enquadrada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por incitação ao crime devido ao fato de ter incentivado atos antidemocráticos. Comparta este artículo Após o deputado federal André Janones (Avante-MG) alardear nas redes sociais que a também deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) “fugiu” do país, a parlamentar enviou nesta quinta-feira (2) uma nota à Fórum, através de sua assessoria de imprensa, confirmando que, de fato, deixou o Brasil. Apesar de negar que esteja fugindo, a bolsonarista viajou aos Estados Unidos em meio a um inquérito do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do qual ela é alvo e após ter pedidos de prisão protocolados junto às autoridades por advogados por ter sacado arma de fogo e ameaçado um eleitor no meio da rua, em São Paulo, um dia antes da realização do segundo turno da eleição, no último sábado (29). Na terça-feira (1), Zambelli perdeu o acesso aos seus perfis nas redes sociais, por ordem do TSE, pelo fato de ter, em publicações, fomentando os bloqueios criminosos em rodovias de todo o Brasil impostos por bolsonaristas que não aceitam o resultado eleitoral. “Não divulguei a viagem aos Estados Unidos simplesmente porque não tenho onde publicar, oras! Estou no meio desse movimento de contenção, repressão e ataque à Liberdade. Estou cumprindo agendas pessoais e aproveitarei a ocasião para estudar meios de assegurar e restaurar a liberdade de expressão no Brasil junto a autoridades americanas”, diz Carla Zambelli em nota enviada à Fórum. Ação do TSE e pedido de prisão Segundo a decisão do TSE que derrubou as redes sociais de Zambelli, suas publicações sobre os bloqueios visavam “tumultuar o processo eleitoral e incentivam comportamentos ilegais e beligerantes”. O documento argumenta ainda que as postagens são “ilegais, de natureza grave e com grande potencial para tumultuar as eleições em andamento, visto que o processo termina somente com o ato da diplomação”. Além da investigação do TSE, Carla Zambelli pode ser enquadrada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por incitação ao crime devido ao fato de ter incentivado atos antidemocráticos. Em paralelo, a oposição no Congresso Nacional e advogados articulam pedido de cassação do mandato da deputada e já protocolaram pedido de prisão pelo fato da parlamentar ter sacado uma arma e ameaçado um eleitor, um dia antes do segundo turno, simplesmente por ter sido xingada. Resolução do TSE proíbe o porte de arma, exceto a agentes de forças de segurança, nas horas que antecedem a eleição
Equipe de Lula propõe PEC da Transição para garantir auxílio de R$ 600

“Não cabem no orçamento atual as demandas que nós precisamos atender”, afirmou o relator-geral do Orçamento. Alckmin diz que a preocupação é não paralisar obras e serviços. Após reunião com a equipe de transição do governo Lula (PT), liderada pelo vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB), o senador Marcelo Castro (MDB-PI), relator-geral do Orçamento, anunciou que representantes da nova gestão apresentarão ao Congresso a ‘PEC da Transição’, para liberar o pagamento de “despesas inadiáveis” que não estão previstas no orçamento apresentado pelo governo Jair Bolsonaro (PL) e que furariam o teto de gastos. “Chegamos a um entendimento, que não cabem no orçamento atual as demandas que nós precisamos atender. Então, em comum acordo, decidimos levar aos líderes partidários, ao presidente do Senado, ao presidente da Câmara a ideia de aprovarmos uma PEC em caráter emergencial, de transição deste governo para o próximo, excepcionalizando do teto de gastos algumas despesas que são inadiáveis, como por exemplo o Bolsa Família de R$ 600, que é um compromisso público assumido pelo presidente Lula. Então houve esse entendimento”, declarou o senadsor Marcelo Castro. Assista: O orçamento 2023 que Bolsonaro enviou para o Congresso não tem dinheiro para o Bolsa Família de R$ 600, para a Farmácia Popular, saúde indígena, nem para a merenda escolar. Tudo desviado para o orçamento secreto na tentativa fracassada de ganhar a eleição!pic.twitter.com/vBORyKVnyD — Natália Bonavides (@natbonavides) November 3, 2022 o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin disse que já há novas reuniões marcadas, inclusive com Lula, para tratar do tema. “Vamos procurar o presidente da Comissão Mista de Orçamento, deputado Celso Sabino (União Brasil-PA), e conversar com os presidentes da Câmara e do Senado. Na próxima terça-feira nos encontraremos novamente para poder detalhar as necessidades. Preocupação é em manter o Bolsa Família de R$ 600. Para pagá-lo em janeiro, há a necessidade de até 15 de dezembro termos a autorização da chamada PEC da Transição e a Lei Orçamentária, para não termos a interrupção de serviços e obras. Essa é uma preocupação, garantir o orçamento para não ter a interrupção de serviços públicos ou paralisação de obras públicas. Isso não está adequado no orçamento enviado ao Congresso. Há a necessidade de haver uma suplementação para garantir os serviços, as obras e, ao mesmo tempo, por exemplo, a questão do Bolsa Família de R$ 600”.
Começa nesta quinta (3/11) a vacinação ampliada contra meningite no estado

Poderão ser imunizados jovens de 16 a 30 anos, estudantes universitários e técnicos e profissionais de saúde e da educação Começou nesta quinta-feira (3/11), em Minas Gerais, a ampliação do público-alvo para imunização com a vacina Meningocócica C. Poderão ser vacinados contra a meningite jovens de 16 a 30 anos, estudantes e, sem limite de idade, professores e trabalhadores da educação superior e profissionais de saúde. O imunizante estará disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde do estado, para a faixa etária ampliada, até fevereiro de 2023. A primeira remessa de imunizantes vai contar com 587,1 mil doses que serão distribuídas para todas as regiões de Minas. A vacina meningocócica C (Conjugada) está contemplada no Calendário Nacional de Vacinação e é recomendada aos três e cinco meses de vida e um reforço com 1 ano de idade. Além disso, atualmente, também está disponível para adolescentes de 11 e 14 anos. “A meningite C é uma doença que podemos prevenir por meio da vacinação. Portanto, não podemos abrir mão de vacinar. Seguimos agora com duas metas: alcançar 95% de imunização entre as crianças de 1 anos de idade e imunizar este novo público”, disse o secretário de Estado de Saúde, o médico Fábio Baccheretti. A doença A meningite meningocócica é causada pela bactéria Neisseria meningitidis (meningococo) e se caracteriza por ser uma infecção das membranas que recobrem o cérebro. A vacinação é a principal maneira de prevenir a doença. As vacinas são seguras e eficazes, protegendo as pessoas contra a doença. O sorogrupo de meningococo mais frequente no Brasil é o C, razão pela qual a vacina foi incluída em 2010 no Calendário Nacional de Vacinação da criança pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). Desde então, o número de casos de todos os tipos de meningite caiu quase três vezes no país, e o de casos do tipo C caiu quase quatro vezes.
Golpistas mantêm bloqueios após fala de Bolsonaro: “Não o queremos mais como presidente”

Líder golpista em SC, um dos estados onde ainda há mais bloqueios ilegais, diz que vídeo divulgado por Bolsonaro para liberar estradas é “zum zum zum” e prega abandono ao presidente. “Queremos, sim, uma intervenção militar” Mesmo após pedido de Jair Bolsonaro (PL) em live para que os apoiadores liberassem as rodovias, os golpistas mantiveram bloqueios das estradas em ao menos 8 estados. Segundo o último boletim da Polícia Rodoviária Federal (PRF), divulgado às 6h17 desta quinta-feira (3), ainda há 63 interdições. O maior número de bloqueios está em Mato Grosso, com 27 interdições, seguido de Santa Catarina, com 17. ???? Ocorrências em rodovias federais no Brasil ????️ Total de manifestações desfeitas: 834 pic.twitter.com/CMG3P0qbU2 — PRF Brasil (@PRFBrasil) November 3, 2022 Segundo publicou o site Metrópoles, a PRF já multou cerca de dois mil motoristas até essa quarta-feira, num total de R$ 18 milhões em autuações em rodovias federais e estaduais. Em vídeo que circula nas redes e em grupos de WhatsApp, parte dos golpistas dão sinais que abandonaram Bolsonaro e agora pedem intervenção das Forças Armadas. “Que essas informações cheguem a outros grupos que estão com esse mesmo propósito, que é salvar a nossa pátria. Teve um zum zum zum ai, que o Bolsonaro se pronunciou, pediu a liberação das pistas. Se acontecer, se botamos no lugar dele, ele ainda é presidente. Cada um de nós senta na cadeira dele, se ele não fizer, vai ser omisso, se ele está gostando, ou seja… Temos que ter noção de uma coisa: nós não temos mais presidente, não queremos mais o Jair Messias Bolsonaro como presidente. Queremos, sim, uma intervenção militar, queremos o Exército para vim botar a ordem no nosso país”, diz o homem, que foi identificado no Twitter como “líder do movimento em Rio do Sul, Santa Catarina”. Líder do movimento em Rio do Sul, Santa Catarina, diz que eles não querem mais Bolsonaro, querem o exército ????????♀️ que vergonha disso tudo! pic.twitter.com/7LBEvUjx7y — Greici Siezemel (@greicisiezemel) November 2, 2022 Na noite desta quarta, Bolsonaro disponibilizou o vídeo em suas redes em que ele pede para os golpistas liberarem as rodovias. “É legítimo. Mas eu quero fazer um apelo a você: desobstrua as rodovias. Isso daí não faz parte, no meu entender, de manifestações legítimas”, disse o presidente, pedindo que os atos continuem em outros locais.