Unimontes e Adunimontes discutem a concessão de benefícios a servidores

Na última quarta-feira (27/12), o reitor da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), professor Wagner de Paulo Santiago reuniu-se com representantes da Associação de Docentes da Unimontes (Adunimontes), professores Rômulo Soares Barbosa e Narciso Ferreira dos Santos Neto. Na pauta foram tratados assuntos como o pagamento de benefícios (biênios e quinquênios) e a publicação de promoções de professores após o encerramento do ciclo de avaliação de desempenho, remontando-se a discussões que já tem acontecido, ao longo do ano de 2023, entre DDRH e Adunimontes. Em relação ao primeiro item, o diretor de Recursos Humanos informou sobre os atos de concessão de benefícios e que os pagamentos são calculados a considerar a ordem de publicação desses atos, sendo que cerca de 85% dos professores com direito ao benefício já receberam os respectivos valores ou receberão na folha de pagamento referente ao mês de janeiro/2024. Estima-se que todos os professores ainda não contemplados receberão tais valores até a folha de março/2024. Em relação às promoções e progressões de professores, o diretor da DDRH informou ainda que dentro do primeiro trimestre de 2024 serão publicadas as Portarias com as promoções dos professores, realizados todos os esforços para que significativa parcela destes seja contemplada nas folhas referentes ao período de janeiro a março de 2024. Na reunião ainda foram tratados assuntos relacionados à carreira dos professores e traçadas estratégias para ações conjuntas da Reitoria e Adunimontes no intuito de pleitear melhorias para a carreira.

Governo libera R$ 6,1 bi para poupança de estudantes do ensino médio

O programa Pé-de-Meia pretende estimular a presença na escola de alunos de baixa renda matriculados na rede pública O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou o repasse de R$ 6,1 bilhões para custear o Pé-de-Meia, programa que concede poupança aos estudantes carentes do ensino médio para que permaneçam na escola. “Vamos começar com os recursos garantidos para isso. Hoje, nós perdemos praticamente 8% dos jovens por repetência no 1º ano do ensino médio e quase 8% por abandono ou evasão”, disse o ministro. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que, em 2022, estavam fora da escola 7,8% dos brasileiros de 15 a 17 anos, idade de referência para o ensino médio. Além disso, apenas 75,2% dos adolescentes nessa faixa etária estavam no ensino médio. “Então, isso significa que nós não queremos mais perder nenhum jovem da educação básica e é importante garantirmos um bom ensino médio”, afirma Santana. Para receber o benefício, os estudantes terão que pertencer a famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), tendo prioridade aqueles com renda familiar mensal de até R$ 218 por pessoa. O pagamento também será feito aos estudantes da modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA) somente se tiverem entre 19 e 24 anos incompletos. De acordo com o projeto aprovado no Congresso, o aluno vai receber depósitos a cada ano letivo ao realizar a matrícula e comprovar a frequência mínima. Os valores serão depositados ao menos nove vezes ao longo de cada ano e poderão ser movimentados pelo aluno a qualquer momento. Já os depósitos feitos na conclusão do ano letivo com aprovação e após a participação no Enem poderão ser movimentados depois de obtido o certificado de conclusão do ensino médio. Condicionantes – Fazer a matrícula no início de cada ano letivo; – Manter frequência escolar de 80% do total de horas letivas (a Lei de Diretrizes e Bases da Educação prevê 75%); – Ser aprovado ao fim de cada ano letivo; – Participar dos exames do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e de avaliações aplicadas pelos outros entes federativos, quando houver; – Participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) quando estiver no último ano do ensino médio público; e – Participar do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), no caso da modalidade EJA. Com informações da Agência Senado

Unimontes aplicou provas do vestibular com recorde para o curso de Medicina

A Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) aplicou, neste domingo, as provas do Vestibular Próprio com um total de 39.168 inscrições para preenchimento e 2.734 vagas em 68 cursos para o ano de 2024. O que chama atenção é o curso de Medicina, que alcançou 833,83 candidatos para cada uma das 12 vagas sem reservas. É o recorde nacional deste curso, que tem 10.002 candidatos inscritos. Trata-se do processo seletivo com maior número de inscritos na história da Universidade, que completou 61 anos de existência em maio de 2023. O reitor da Universidade Estadual de Montes Claros, professor Wagner de Paulo Santiago destacou o resultado surpreendente. “Esse é o maior vestibular da história da Unimontes. Foram ao todo 53.633 mil inscritos e destes, 39.168 completaram a inscrição e tiveram a inscrição deferida no processo seletivo. Isso se deve a muito trabalho e dedicação de toda a equipe da Universidade. Teremos um processo justo e transparente que vai realizar o sonho de milhares de pessoas em ingressar na Unimontes”. Os trabalhos de elaboração das provas são desenvolvidos pela Comissão Técnica para a Organização e Acompanhamento dos Processos Seletivos no âmbito da Unimontes (Coteps). A presidente da Coteps, professora Jussara Maria de Carvalho Guimarães lembrou que o motivo para a volta do Vestibular Próprio da Unimontes foi uma escolha da comunidade. “Foi realizada uma escuta acadêmica com participação de todos os departamentos, professores, e acadêmicos sobre a volta do vestibular e também do Programa de Avaliação Seriada de Acesso ao Ensino Superior (PAES), com obtenção de mais de 90% de aceitação de retorno para os dois processos. Além disso, temos recebido manifestações favoráveis também da comunidade externa. Isso aumenta nossa responsabilidade na realização do vestibular”, ressalta a presidente da Coteps. Os candidatos ao vestibular próprio da Unimontes estão divididos em dois grupos, concorrendo às vagas para as entradas na instituição nos dois semestres de 2024. Pelo sistema adotado, o mesmo candidato poderá concorrer a vagas em dois cursos diferentes no mesmo processo seletivo, para entradas em semestres diferentes. Também foi aberta a possibilidade para um mesmo candidato disputar vagas no mesmo curso, mas de turmas diferentes, com entradas na universidade no primeiro e no segundo semestres de 2024. Foram recebidas 20.103 inscrições para o grupo 1, cujos candidatos vão realizar as provas no dia 10 de dezembro pela manhã (8 às 12 horas), e foram registradas 19.065 inscrições para os cursos do grupo 2, que realizarão os testes também no dia 10 de dezembro, no período da tarde (15 às 19 horas), Os inscritos no vestibular próprio da Unimontes vão realizar as provas em Montes Claros e nas demais cidades onde a instituição possui unidades: Almenara, Bocaiuva, Brasília de Minas, Espinosa, Janaúba, Januária, Paracatu, Pirapora, Salinas, São Francisco e Unaí.  

Vestibular próprio da Unimontes recebe mais de 39 mil inscrições

A Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) recebeu o total de 39.168 inscrições para o seu vestibular próprio, cujas provas serão realizadas em 10/12/2023. Serão preenchidas 2.734 vagas em 68 cursos (divididos em dois grupos) para o ano de 2024. Este é o processo seletivo com maior número de inscritos na história da universidade, que completou 61 anos em maio de 2023. Os candidatos ao vestibular próprio da Unimontes estão divididos em dois grupos, concorrendo às vagas para as entradas na instituição nos dois semestres de 2024. Pelo sistema adotado, o mesmo candidato poderá concorrer a vagas em dois cursos diferentes no mesmo processo seletivo. Também foi aberta a possibilidade para um mesmo candidato realizar provas duas vezes, disputando vagas no mesmo curso, mas de turmas diferentes, com entradas na universidade no primeiro e no segundo semestres de 2024. Foram recebidas 20.103 inscrições para o grupo 1, cujos candidatos vão realizar as provas em 10/12 pela manhã (8h às 12h), concorrendo às vagas nos cursos que vão iniciar as atividades no primeiro semestre. Foram registradas 19.065 inscrições para os cursos do grupo 2, que realizarão os testes também em 10/12, no período da tarde (15h às 19h), valendo para o ingresso na universidade no segundo semestre do próximo ano. Os inscritos no vestibular próprio da Unimontes vão realizar as provas em Montes Claros e nas demais cidades onde a instituição possui unidades: Almenara, Bocaiuva, Brasília de Minas, Espinosa, Janaúba, Januária, Paracatu, Pirapora, Salinas, São Francisco e Unaí. Dos 39.168 inscritos no processo seletivo, 25.468 se inscreveram para os cursos ministrados no campus-sede em Montes Claros, sendo 13.131 candidatos do grupo 1 e 12.337 concorrentes aos cursos do grupo 2. Para os cursos do campus de Unaí (Noroeste do estado) foram recebidas 2.567 inscrições (1.304 do grupo 1 e 1.263 do grupo 2). Para os cursos dos demais campi, os números de inscrições recebidas foram: Almenara – 724 – 370 do grupo 1 e 354 do grupo 2; Bocaiuva: 1.148 – 591 (grupo 1) e 557(grupo 2); Espinosa: 254 (grupo 1) e 248 (grupo 2); Janaúba: 1.746 – 886 (grupo 1) e 860 (grupo 2); Januária: 1.074 – 547 (grupo 1) e 527 (grupo 2); Paracatu: 1.647 – 844 (grupo 1) e 803 (grupo 2); Pirapora: 1.464 – 734 (grupo 1) e 730 (grupo 2); Salinas – 1.445 – 733 (grupo 1) e 712 (grupo 2); e São Os trabalhos de elaboração das provas são desenvolvidos pela Comissão Técnica para a Organização e Acompanhamento dos Processos Seletivos no âmbito da Unimontes (Coteps). De acordo com o edital, 80% das vagas dos cursos da instituição serão oferecidas no seu vestibular próprio e 20% serão preenchidas pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Reserva de vagas A Unimontes mantém o sistema de reserva de vagas (50% do total). Além de contemplar egressos de escolas públicas, indígenas e negros (de baixa renda) e pessoas com deficiência, a universidade destinará um percentual de vagas para integrantes de comunidades quilombolas (de baixa renda). Os candidatos realizarão provas específicas, diferenciadas por áreas do conhecimento: Ciências Biológicas e da Saúde, Ciências Exatas e Tecnológicas, Ciências Humanas e Ciências Sociais Aplicadas. Porém, as provas de redação, Língua Portuguesa, Literatura Brasileira, Língua Estrangeira, Filosofia e Sociologia serão comuns para todos os inscritos. Obras indicadas Os candidatos inscritos para o preenchimento de vagas em todos os cursos de graduação deverão fazer a leitura das obras literárias indicadas para o processo seletivo, relacionadas com a temática “sertão”. Os livros indicados para o processo Seletivo 01/2024 são “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa; “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos; e “Hora da Estrela”, de Clarice Lispector. [Agência Minas]

Servidores da educação realizam mais uma paralisação contra o RRF

Convocado pelo Sind-Ute, ato acontece em meio a mais uma audiência pública para discutir políticas do governo Zema Depois de uma greve geral contra o Regime de Recuperação Fiscal (RRF) e em defesa dos serviços públicos, realizada no último dia 7, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-Ute/MG) convoca educadores para paralisar as atividades, novamente, nesta terça-feira (14). Na data, ocorre uma nova audiência da Comissão de Administração Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), às 14h, para discutir o Projeto de Lei (PL) 1202/19, que prevê a adesão de Minas Gerais ao RRF. A paralisação faz parte do calendário de lutas deliberado durante a greve geral, na semana passada. Além da categoria, a Frente Mineira em Defesa dos Serviços Públicos, composta por 22 sindicatos, com apoio da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT Minas), também chama servidores públicos para participar de mais um Dia Estadual de Lutas. Dessa vez, a audiência pública acontece com a participação do secretário de governo, Gustavo Valadares; da secretária de Planejamento e Gestão, Luísa Barreto; e do secretário da Fazenda, Luiz Cláudio Gomes. RRF O Regime de Recuperação Fiscal prevê, entre suas principais medidas, o congelamento dos salários dos trabalhadores do funcionalismo público pelos próximos nove anos, permitindo apenas duas recomposições de 3%. Além disso, suspende a realização de concursos públicos. Para sindicatos, sua aprovação pode precarizar os serviços públicos e não resolver o problema fiscal do Estado. Nesta segunda-feira (13), o projeto passou novamente por discussão na Comissão de Administração Pública, mas segue sem previsão de votação. Foi a terceira audiência sobre o tema realizada na ALMG, desde que o projeto foi desarquivado no dia 11 de outubro. Na próxima quinta-feira (16), o presidente da ALMG Tadeu Martins Leite (MDB) se reúne com o presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD), em Brasília, para discutir alternativas para o RRF. Calendário Além da agenda do RRF, no dia 17 de novembro está programado um debate público na ALMG sobre a situação das universidades mineiras, que enfrentam a retirada de recursos e o sucateamento da educação. No dia 20, nas atividades do Dia da Consciência Negra, manifestações ocorrerão em toda Minas Gerais, envolvendo também a solidariedade ao povo palestino.

Tema de redação do Enem traz à luz organização patriarcal da sociedade

Como em anos anteriores, assunto chama atenção para problema social O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023 traz à luz uma questão estrutural da sociedade brasileira: mulheres que cuidam de familiares, de filhos, de companheiros e da casa e que muitas vezes têm duplas ou triplas jornadas diárias sem opção de escolha e sem remuneração ou reconhecimento. Para professores de redação entrevistados pela Agência Brasil, o tema segue a linha de temas anteriores, chamando atenção para uma problemática social. Apesar disso, pode ser bastante desafiador para os candidatos do exame. O tema da redação deste ano é “Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil”. Ao ler o tema, a professora de língua portuguesa e produção textual do colégio Mopi Tatiana Nunes Camara comemorou: “Eu adorei. Eu acho que é bem interessante porque nós, mulheres, temos realmente tantos trabalhos e não temos reconhecimento nenhum. São tantas mulheres com tantas jornadas de trabalho dentro e fora de casa”, diz. Segundo a professora, o tema é atual e está em linha também com acontecimentos recentes deste ano. Um deles é o lançamento e o sucesso de bilheteria do filme Barbie. O filme discute a organização patriarcal da sociedade em contraposição ao mundo da Barbie, onde as mulheres ocupam a centralidade e os cargos de liderança. O filme, de acordo com a professora, pode servir de repertório para a elaboração do texto. Além disso, o governo brasileiro anunciou este ano a criação de um grupo de trabalho para a elaboração da Política Nacional de Cuidados. A política é voltada para aqueles que cuidam de crianças, de adolescentes, de idosos, de pessoas com deficiência ou com alguma limitação, trabalho majoritariamente realizado por mulheres. Segundo o grupo, as mulheres dedicam ao trabalho de cuidados não remunerado no interior dos seus próprios domicílios em média 22 horas por semana (o dobro do tempo dos homens). “Eu acho que o aluno que estudou, que acompanhou as notícias e toda essa trajetória de assuntos está bem preparado e vai conseguir fazer”, diz Camara. Um dos erros que os estudantes podem cometer é, segundo a professora, questionar se esse trabalho é invisível ou mesmo se é um trabalho. “[O candidato] vai ter que ter cuidado para entender que o tema foca na invisibilidade do trabalho de cuidado. Ou seja, não é para questionar se é ou não invisível. Ele é invisível. Tem que partir de que o Inep já está dizendo que é invisível”. Os estudantes precisam também elaborar uma proposta de intervenção, ou seja, o que é preciso fazer para buscar uma solução para a questão. “A gente pode pensar em subsídios fiscais para empresas contratarem mulheres, em investimento público em creches públicas, porque muitas mães não conseguem trabalhar porque não têm com quem deixar os filhos e na criação de leis que garantam subsídios a essas mulheres cujo trabalho muitas vezes, quase nunca é reconhecido”, diz. Para o professor de língua portuguesa Noslen Borges, da plataforma Clube do Noslen, o tema segue a linha de edições anteriores da prova. “Eu acho que vem dentro do histórico do Enem, que trabalha com problemáticas brasileiras, focando em grupos deixados de lado. Isso faz parte da estrutura do Enem”, diz. Segundo ele, mais do que uma discussão pertinente, é uma realidade há muitos anos não só no Brasil, mas em todo o mundo. “Com certeza esse trabalho invisível é um tema pertinente e profundo, mas não sei o quanto os adolescentes conseguem discutir sobre isso. E que esse tema não fique só no Enem, mas que essa discussão venha para a sociedade”, acrescenta. Segundo o professor, os estudantes devem buscar qualificar a discussão. Citar filmes e livros e situações em que isso acontece pode ser formas de qualificar o texto. Em relação à proposta de intervenção, ele diz que um caminho é propor a criação de leis para que esse trabalho saia da invisibilidade e que as pessoas recebam suporte e mesmo bolsas para essas atividades. A professora de redação da plataforma de estudos Descomplica Roberta Panza diz que é importante os candidatos se aterem ao que está sendo pedido na prova. Um caminho é discutir no texto por que é tão difícil combater a invisibilidade desse trabalho. “É muito importante que o aluno entenda a força da palavra enfrentamento. Estamos falando de combate a uma perspectiva. Tem que refletir por que é tão difícil combater a invisibilidade desse tipo de trabalho”, explica De acordo com Panza, o tema chama atenção não apenas para um recorte de gênero, por ser um trabalho mais realizado por mulheres, mas também para o recorte racial, já que muitas vezes são as mulheres negras que desempenham essas atividades. Outro ponto a ser levado em consideração é que historicamente esse tipo de trabalho é relegado às mulheres, mas as tarefas domésticas poderiam ser feitas por todas as pessoas que moram na casa. Ela aponta ainda como uma das problemáticas que podem ser incluídas no texto o fato de que mudanças poderiam ser feitas por meio de leis, mas as leis são feitas majoritariamente por homens, que são maioria nas casas legislativas. Segundo dados da Câmara dos Deputados, as mulheres ocupam 17,7% das cadeiras da Casa. Enem 2023 Os participantes do Enem 2023 fazem neste domingo as provas de linguagens, redação e ciências humanas. No próximo domingo (12), os candidatos farão as provas de ciências da natureza e matemática. Ao todo, são 180 questões, sendo 45 de cada área do conhecimento. O Exame Nacional do Ensino Médio avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica. O Enem é a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A nota também pode ser usada para ingresso em universidades no exterior. O Canal Educação transmite neste domingo o programa Caiu no Enem, com a participação ao vivo de professores

Com Zema no governo, número de escolas no meio rural caiu 46%

Representantes de instituições de ensino pedem equiparação entre a educação no campo e as escolas públicas nas cidades. Debate aconteceu em audiência da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia, a pedido dos deputados Leleco Pimentel (PT) e Beatriz Cerqueira (PT). De acordo com a pesquisadora da UFMG Maria Isabel Antunes, entre 2019 e 2022, houve a redução de cerca das escolas de ensino fundamental no meio rural, com queda de 5.614 para 3.016 unidades das redes estadual e municipais.

Enem: MG tem novamente a maior pontuação média por escola

Pelo terceiro ano consecutivo, Minas Gerais obteve a maior nota média por escola no Enem. O estado alcançou 561 pontos em 2022, considerando as pontuações das provas objetivas e de redação. Minas Gerais também saiu na frente no ranking das instituições públicas com melhor aprendizado, um avanço em relação a 2020. Segundo o pesquisador Mateus Prado Henfil, um dos responsáveis pelo levantamento, Minas Gerais aparece em três pontos importantes. “Em 2020, 2021 e 2022, Minas foi o estado com a maior nota média por escola do Enem. É agora o estado que tem uma escola pública que não seleciona, ou seja, aquela que não realiza prova para admissão, com a maior nota”, declarou. “Além disso, entre as escolas privadas, Minas tem também uma escola particular com a melhor pontuação. O resultado é muito bom, animador, mas é importante que a gente trabalhe para que esses indicadores aumentem e que usemos os dados para chegar a resultados cada vez melhores”, ressalta Henfil. O levantamento apontou que a região Sudeste detém a maior a maior quantidade de instituições com bom desempenho no Enem. Entre as escolas públicas que não realizam provas de admissão, a Escola Estadual Maurílio Albanese Novaes obteve média de 817 na redação e 625 geral, obtendo o maior destaque. Enquanto Minas manteve o primeiro lugar, São Paulo deixou o top 3 das melhores notas do país e, agora, figura na quarta posição, com uma média de 550. Já o Distrito Federal conseguiu 560 pontos, garantindo o segundo lugar, enquanto o Rio de Janeiro ficou em terceiro com 554 pontos.

Escola municipal de Montes Claros é finalista em prêmio global de sustentabilidade

A Escola Municipal Rozenda Zane Moraes, situada no bairro Planalto, em Montes Claros, foi uma das 35 finalistas do Prêmio de Sustentabilidade Global 2023, promovido pela ArcedTech (ARC), startup educacional de impacto social, com sede em Nova Delhi, na Índia, que fornece soluções de ensino-aprendizagem impressas e digitais para integrar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, Educação Climática e Cidadania Global no currículo escolar, e premia escolas do mundo inteiro pelos seus esforços em prol da preservação do meio ambiente. * Por Jerúsia Arruda A cerimônia de premiação foi realizada à 1 da manhã dessa segunda-feira, 16 (horário de Brasília – 9 horas da manhã no horário de Nova Delhi), no India International Centre, Nova Delhi, quando a escola recebeu uma menção honrosa pela participação. O prêmio é aberto a instituições de Ensino Fundamental e Médio de todo o mundo, proporcionando às escolas uma plataforma para mostrar os seus esforços em prol de um futuro sustentável. A escola montes-clarense concorreu na categoria “Campeão da ESD (Educação para o Desenvolvimento Sustentável)”, que reconhece a excelência na integração da sustentabilidade com todas as áreas da educação. As escolas que concorrem nesta categoria demonstram um compromisso excepcional em cultivar uma geração de cidadãos globais ambientalmente conscientes e socialmente responsáveis. De acordo com a diretora Paloma Dias dos Santos Oliveira, a escola Rozenda Zane apresentou o projeto “Alinhavos: moda sustentável – o futuro do planeta está em seu guarda-roupa”, criado com objetivo de estimular a criatividade dos estudantes, desenvolvendo, dentre outras habilidades, a responsabilidade e a consciência ambiental. “A partir da cultura fast fashion e os seus impactos ambientais, os alunos foram convidados a refletir sobre o processo de produção das roupas, analisando a indústria da moda de forma geral, e a intervir com ideias de sustentabilidade”, explica a diretora. O projeto foi desenvolvido na escola entre março e julho deste ano, de forma interdisciplinar , tendo a moda sustentável como temática central. “Cada professor contribuiu com o seu conteúdo. Português trabalhou com o livro ‘Alinhavos’ e com a oficina de confecção de brinquedos recicláveis e brechó de trocas; Matemática contribuiu com estudo de área e cálculos para confecção das peças; Geografia com a oficina de tapete de retalhos e decoração com materiais reaproveitados, trabalhando conceitos da disciplina; História com o estudo da evolução da moda e o significado das peças ao longo da História; Ciências com a oficina de bijuterias e acessórios a partir do papel e com o estudo do impacto da produção de roupas para o meio ambiente. Inglês e Educação Religiosa trabalharam valores como respeito, solidariedade e amizade na produção das peças”, relata a diretora. As famílias dos estudantes se envolveram em todo o processo, sobretudo na confecção das colchas de retalhos, que foram doadas aos asilos São Vicente de Paula e Casa Santa Ana. Paloma destaca que, através da participação em eventos de impacto, como foi essa premiação, os estudantes conseguem compreender o significado prático dos conteúdos trabalhados em sala. “A participação no prêmio é de grande importância para a valorização dos trabalhos desenvolvidos e para que os estudantes tenham a dimensão do quão significativas são as práticas escolares para sua formação, enquanto cidadãos e para o meio ambiente”, avalia. Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável foram elaborados pelas Nações Unidas em 2015 e adaptados pelos seus 193 países membros para trabalhar em prol de três objetivos: acabar com a pobreza, reduzir a desigualdade e tomar medidas para conter as alterações climáticas. Os objetivos estão interligados e são um apelo para que tomemos medidas para ajudar a resolver os desafios mais sérios que enfrentamos hoje. * Jornalista

Bolsonaro dobrou o analfabetismo no Brasil – Por Altamiro Borges

Estudo divulgado na última terça-feira (10) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) é mais uma prova contundente do desastre promovido pelo “capetão” Jair Bolsonaro em seus quatro anos de trevas. Ele mostra que o “percentual de crianças de sete a nove anos que não sabem ler e escrever passou de 20% para 40%” entre 2019 e 2022, afirma o relatório. Em seu site oficial, o Unicef alertou para “a urgência de priorizar as políticas públicas intersetoriais voltadas para crianças e adolescentes no Brasil, em especial a educação”. “A pobreza vai além da renda, e precisa ser olhada em suas múltiplas dimensões. Estar fora da escola ou sem aprender, viver em moradias precárias, não ter acesso à renda, água e saneamento, não ter uma alimentação adequada e não ter acesso à informação são privações que fazem com que crianças e adolescentes estejam na pobreza multidimensional”, explicou Santiago Varella, especialista em Políticas Sociais do Unicef, em artigo que analisa os dados do relatório “Pobreza Multidimensional na Infância e Adolescência no Brasil”. 31,9 milhões em situação de pobreza multidimensional Segundo o estudo, em 2022 o Brasil possuía 31,9 milhões de crianças e adolescentes em situação de pobreza multidimensional, ou seja, privadas de um ou mais direitos. O Unicef analisou o acesso a seis direitos básicos: renda, educação, informação, água, saneamento e moradia. “De todas as dimensões analisadas, a que mais piorou no país foi a alfabetização, chamando a atenção para a urgência de políticas públicas coordenadas em nível nacional, estadual e municipal para reverter esse quadro”, alertou Santiago Varella no texto citado. Diante desses números dramáticos, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) postou em suas redes: “O que será que aconteceu com o Brasil de 2019 a 2022 para dobrar o analfabetismo? Uma dica: começa com Jair e termina com Bolsonaro”. Já o site do PT enfatizou: “Com a eleição do presidente Lula, as crianças voltaram a ser prioridade no Brasil. Diante da triste herança deixada por Jair Bolsonaro, o governo lançou, em junho, o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, que vai financiar ações concretas dos estados, municípios e Distrito Federal para a promoção da alfabetização de todas as crianças do país”. “Não há inação” no governo Lula O objetivo desse programa é garantir que 100% das crianças estejam alfabetizadas ao fim do 2º ano do ensino fundamental, conforme a meta 5 do Plano Nacional de Educação. Até 2026, serão investidos R$ 3,6 bilhões na ação. “O governo está investindo também em novas escolas, ampliação do ensino de tempo integral e na garantia de acesso à internet de qualidade”. “Congelada por seis anos nos governos Temer e Bolsonaro, Lula reajustou em até 39% o valor do repasse da merenda no programa que atende 40 milhões de crianças e adolescentes… É também prioridade a retomada das obras de mais de 3,5 mil creches e escolas inacabadas, com a liberação de quase R$ 4 bilhões até 2026, e ampliação da escola em tempo integral. Além de garantir escolas para as crianças, o governo Lula vai levar internet de qualidade para 138,3 mil escolas públicas de todo o país até 2026”, registrou o site do PT. O esforço do novo governo em priorizar crianças e adolescentes inclusive já é reconhecido pelo próprio Unicef. Segundo postagem do site Metrópoles nesta quinta-feira (12), “para o especialista em políticas públicas do órgão, há alguns bons sinais vindos do poder público, seja a priorização de crianças e adolescentes no Plano Plurianual 2024/2027, que estabelece os principais eixos do gasto orçamentário, seja no anúncio de um novo plano nacional de alfabetização, o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. ‘Não há inação, mas a gravidade desse dado deveria suscitar ainda mais investimentos’”.