Passado o clássico mineiro, Atlético e Cruzeiro já projetam sequência pesada

Vencedor e vencido na noite desta quarta-feira, no Independência, seguem almejando grandes coisas na temporada 2019. Enquanto o Cruzeiro segue em busca do terceiro título seguido da Copa do Brasil e do tri da Copa Libertadores, além de se recuperar no Campeonato Brasileiro, o Atlético vai se concentrar nas disputas da Copa Sul-Americana e do Nacional. No caso celeste, as dificuldades sentidas no clássico vão se repetir. Afinal, a Raposa encara o Bahia fora de casa, sábado, pela 11ª rodada do Brasileiro, e no domingo já viaja para Buenos Aires, onde na terça-feira fará o jogo de ida das oitavas de final da competição continental. A intenção do técnico Mano Menezes era nem levar os atletas que aturam no Independência para Salvador. Porém, como não poderá contar com jogadores importantes, como os armadores Thiago Neves, que já não atuou ontem devido a incômodo na panturrilha direita, e Rodriguinho, que foi submetido a cirurgia na região lombar, além do volante Ariel Cabral, recuperando-se de pancada na face, e do lateral-direito Edílson, com problema na panturrilha esquerda, deverá escalar ao menos alguns dos titulares no clássico. “Vamos decidir como iremos a Salvador e faremos isso pensando na sexta-feira. O problema é que nosso grupo é pequeno. Nossa ideia inicial era ficar com a equipe aqui treinando, mas não será possível. Temos de encontrar soluções e vamos encontrá-las”, afirmou o técnico Mano Menezes. Ele explicou que chegou a divulgar a escalação da equipe com Ariel Cabral e Thiago Neves ao chegar no Independência porque havia possibilidade de eles irem para o jogo. Porém, depois do aquecimento ficou claro que o melhor era que ficassem fora. “A ausência do Thiago Neves foi importante. Sem ele, perdemos a saída rápida para o ataque. A entrada do Fred muda a característica do time e era para segurar mais a bola, mas isso ocorreu poucas vezes. Acabamos sofrendo um pouco, principalmente depois que eles fizeram o primeiro gol. Na situação que o jogo foi disputado, o adversário fazer um gol no primeiro tempo o coloca no jogo. Mas ajustamos no intervalo e a equipe se comportou bem no segundo tempo”, justificou o treinador celeste, que, por outro lado, gostou da entrada de Orejuela. “Ele voltou a jogar depois de seis semanas em recuperação e uma de transição. Ainda assim, suportou os 90 minutos, mesmo em um setor muito explorado.” ALVINEGRO Pelo lado atleticano, os jogadores e o técnico Rodrigo Santana enfatizaram a intensidade e a disposição dos atletas na vitória sobre o Cruzeiro, a primeira nesta temporada de 2019. E o objetivo agora é levar esse espírito para os jogos do Brasileiro e nos mata-matas contra o Botafogo, pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana. O Galo já entra em campo na quarta-feira que vem para encarar os cariocas, no Rio, no jogo de ida. Antes, recebe o Fortaleza, domingo, às 16h, no Independência, pelo Nacional. Por mais que um eventual título da Sul-Americana leve o Galo à Libertadores em 2020, o clube já definiu como meta na competição nacional se manter entre os seis primeiros. Rodrigo Santana alegou que os atletas aprenderam a lição em relação à atuação no Mineirão, no jogo de ida. Para ele, é natural que todos entrem mais concentrados no próximo mata-mata, contra o Botafogo: “A gente cresce nas derrotas. Às vezes, aprendemos muito mais nas derrotas do que nas vitórias. E isso já vale de lição. Nosso primeiro jogo contra o Botafogo é no Rio. Se entrarmos como jogamos no Mineirão, vamos sofrer novamente. Vamos bater sempre nessa tecla para ficarmos sempre atentos. Vamos dar nossa vida como colocamos no clássico”. Um dos pilares da vitória por 2 a 0 sobre o Cruzeiro, o armador equatoriano Cazares elogiou a postura dos companheiros e afirmou que o torcedor pode ficar confiante em títulos ainda em 2019: “Não conseguimos os três gols. Sabemos que demos tudo, entregamos o que tínhamos. Que a torcida espere muito de nós porque estamos trabalhando forte para darmos coisas importantes”. Já o capitão Réver valorizou o apoio do torcedor e a exibição coletiva da equipe. O zagueiro manteve o discurso de Rodrigo Santana e culpou a atuação ruim no primeiro jogo na eliminação: “Esse apoio da torcida não é novidade, principalmente para mim, que esteve aqui em outros anos. O mínimo que poderíamos fazer era encurralar. Pagamos um preço muito alto pelo mau jogo que fizemos no Mineirão, onde não fomos agressivos quando tínhamos a bola. Provarmos que somos capazes de enfrentar qualquer equipe de igual para igual. Fomos ativos, agressivos com a bola e sem ela. Precisamos tirar essa lição para não sofrermos tanto em outras competições”.

Em clássico tenso e com expulsões, Cruzeiro perde para Atlético, mas avança na Copa do Brasil

Equipe celeste levou dois gols, mas conseguiu segurar rival e garantir classificação à semifinal em pleno Independência Não faltou nenhum componente tradicional dos grandes clássicos na noite desta quarta-feira, no Independência. Tensão, expulsões, ansiedade, belos gols e clima decisivo. Após vencer a partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil por 3 a 0, no Mineirão, o Cruzeiro jogou como sabe jogar: firme na marcação e em busca de contragolpes. E os contra-ataques nem foram necessários. O time celeste perdeu por 2 a 0 para o Atlético, mas garantiu a classificação. Cazares, ainda no primeiro tempo, e Patric, num chutaço no finalzinho, marcaram. Na semifinal, o Cruzeiro enfrentará Internacional. No Allianz Parque, a equipe paulista venceu por 1 a 0 o jogo de ida, na última semana. O Colorado devolveu o placar e avançou nos pênaltis. As partidas da próxima fase ainda não têm datas e horários definidos, mas estão agendadas para as semanas dos dias 7 e 14 de agosto. A ordem dos mandos de campo será definida em sorteio, na próxima segunda-feira. Com a classificação, o Cruzeiro garante R$ 6,7 milhões por participação na semifinal. Esse valor, somado aos valores arrecadados nas oitavas e nas quartas de final, totaliza R$ 12,35 milhões em premiação ao longo do torneio. O campeão receberá mais R$ 52 milhões, enquanto o vice ‘abocanha’ R$ 21 milhões. Eliminado, o Atlético – que disputou as mesmas fases da competição que o principal rival – ficou com R$ 5,65 milhões. As equipes voltam a campo neste final de semana, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. A partir das 17h deste sábado, o Cruzeiro visita o Bahia, na Fonte Nova. Na briga para sair da zona de rebaixamento, o time celeste ocupa a 17ª posição, com nove pontos – dez a menos que o principal rival. Em 4º, o Atlético recebe o Fortaleza neste domingo, às 16h. Tensão, recuo celeste e esperança alvinegra Tensão, ansiedade e pressa das arquibancadas do Independência se transportaram para o gramado já no início da partida. Com necessidade de buscar uma goleada após perder o primeiro jogo por 3 a 0 no Mineirão, o Atlético foi a campo com duas mudanças que tornavam o time mais ofensivo: Jair e Otero entraram, respectivamente, nas vagas de Zé Welison e Luan. E, taticamente, o time realmente avançou as linhas e tentou pressionar. Faltava, no entanto, maior efetividade nas investidas na área rival, muito bem protegida, como de costume. Com a vantagem em mãos, o Cruzeiro jogava do jeito ao melhor estilo Mano Menezes: linhas recuadas e pronto para contragolpear. De última hora, a escalação anunciada previamente foi alterada, com as entradas de Orejuela e Fred nas vagas de Ariel Cabral e Thiago Neves. Apesar de ter a bola por menos tempo, o Cruzeiro, num 4-4-2 que tinha Fred e Pedro Rocha avançados, criou mais oportunidades. Num jogo tenso e muito brigado no meio-campo, a primeira chance clara apareceu só aos 17’. Marcado por três, Marquinhos Gabriel fez grande jogada pela esquerda e cruzou para Robinho finalizar para fora. Aos 20’, Patric, de cabeça, quase marcou contra após cobrança de falta. Victor fez grande defesa. O Atlético chegou com perigo pela primeira vez aos 25’, quando Elias recebeu na área e girou, num sem-pulo, para finalizar cruzado. Bem posicionado, Fábio espalmou. O goleiro, aliás, foi peça importante na estratégia do Cruzeiro de esfriar o jogo. Segundos preciosos eram ganhos a cada tiro de meta – os dois primeiros deles acompanhados por um grito homofóbico da torcida alvinegra, que bradava “bicha” assim que a bola era lançada. Pelas pontas, o Atlético achava mais espaços. Abertos, Chará e Otero – que se revezaram entre a esquerda e a direita ao longo da etapa inicial – tentavam encontrar caminhos. Numa dessas, aos 34’, saiu o gol alvinegro. O venezuelano encontrou Patric, que cruzou para Fábio Santos desviar para o meio da área. Cazares, no alto, acertou um belo chute e venceu Fábio: 1 a 0. Foi a deixa para as arquibancadas, que já demonstravam os primeiros sinais de irritação, voltarem a ser apoio e esperança. Os gritos de “Eu acredito”, o mantra que embalou as viradas nas campanhas dos títulos da Copa Libertadores de 2013 e da Copa do Brasil de 2014, se fizeram escutar. Apenas três minutos depois, o primeiro “milagre” da noite no Horto. Mas do lado celeste. Fábio, à queima roupa, impediu o que seria o gol de Alerrandro, que finalizou já de dentro da área. Acuado, o Cruzeiro encontrava dificuldades para buscar contra-ataques. Fred, pouco operante, não conseguia vencer as disputas com a zaga alvinegra. Com mais posse de bola, o Atlético tinha dificuldades para finalizar e levar perigo à meta de Fábio. O 1 a 0, então, seguiu até o intervalo. Expulsões, VAR e Cruzeiro nas semis O Atlético tentou, no início da etapa final, esboçar a pressão que exerceu por alguns minutos durante o primeiro tempo. Em dez minutos, porém, a melhor oportunidade foi um chute sem grande perigo de Jair, que finalizou de fora da área. Os jogadores mais experientes do Cruzeiro tentavam chamar a responsabilidade de prender a bola e buscar triangulações pelas pontas, mas a marcação alta alvinegra dava resultado. Elias deu lugar a Luan aos 11’. E o camisa 27 fez boa jogada logo em seguida, ao fintar Leo e cruzar. A bola passou por toda a extensão da área e se ofereceu para Fábio Santos. Livre e de frente para o gol, o lateral-esquerdo desviou, mas não conseguiu acertar o alvo. Aos 18’, explosão de alegria do lado celeste. Em contragolpe fatal – daqueles que o Cruzeiro tanto buscava desde o início do jogo -, Pedro Rocha recebeu do lado esquerdo, finalizou firme entre as pernas de Victor para empatar o jogo. Após consulta ao VAR, o árbitro Flávio Rodrigues de Souza anulou o lance por falta em Patric. Nesse meio-tempo, muita confusão no gramado. Pedro Rocha recebeu cartão amarelo por tirar a camisa ao comemorar na frente da torcida atleticana. David,

Vinicius marca golaço no fim, e reservas do Atlético viram sobre a Chapecoense

Vitória faz equipe alvinegra subir para a quarta colocação do Brasileirão – Quando o empate parecia sacramentado, Vinicius apareceu. Aos 53′ do segundo tempo, o meia fez fila e, de cobertura, fez um golaço para garantir a virada dos reservas do Atlético sobre a Chapecoense por 2 a 1, na Arena Condá, em Chapecó, pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os titulares foram preservados, já que o foco é o clássico contra o Cruzeiro, na próxima quarta-feira. Com a virada, o Atlético sobe da quinta para a quarta colocação, com 19 pontos. Já a Chape cai do 17º para o 18º lugar, com oito. Agora, o Atlético volta de vez as atenções para o clássico contra o Cruzeiro, pela volta das quartas de final da Copa do Brasil. Na partida de ida, na última quinta-feira, no Mineirão, o time celeste venceu por 3 a 0. As equipes voltam a se enfrentar na próxima quarta, no Independência, a partir das 19h15. Para avançar sem depender de disputa por pênaltis, a equipe alvinegra precisa vencer por pelo menos quatro de vantagem. Diferença de três leva a decisão para as penalidades. Desde 2018, o gol fora de casa não é critério de desempate no torneio. Pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Atlético volta a campo no próximo domingo, às 16h. No Independência, o time alvinegro recebe o Fortaleza. Na noite seguinte, a Chapecoense visita o São Paulo, no Morumbi, a partir das 20h. ‘Gol-relâmpago’ Com foco na Copa do Brasil, o técnico Rodrigo Santana mandou a campo uma formação alternativa do Atlético e promoveu as estreias do lateral-esquerdo Lucas Hernández e do volante Ramón Martínez. Seria a chance de os jogadores buscarem, quem sabe, vaga na equipe titular. A missão, porém, ficou ainda mais difícil com menos de 30 segundos de partida. Eduardo avançou pela direita e cruzou para Everaldo. O artilheiro da Chapecoense no Campeonato Brasileiro precisou se abaixar para cabecear e tirar do goleiro Cleiton: 1 a 0. No minuto seguinte, Camilo, de falta, quase ampliou, mas a bola foi para fora. O Atlético parecia baqueado. Apesar de ficar com a bola, a equipe tinha dificuldades na criação no gramado molhado na chuvosa Chapecó. Com o tempo, as oportunidades apareceram. A produtividade ofensiva alvinegra, no entanto, dependia muito de ações individuais dos pontas Geuvânio, pela direita, e Otero, pela esquerda. O venezuelano ainda assustou em chutes de longe, mas não conseguiu vencer Tiepo. Melhora alvinegra e virada As chances de gol do Atlético se multiplicaram no início do segundo tempo. Logo a 1’, Maidana cabeceou no travessão. Em seguida, Otero recebeu de Ricardo Oliveira e saiu na cara de Tiepo, que fez grande defesa. Antes mesmo dos 10’, Geuvânio e o próprio Ricardo Oliveira finalizaram, mas não conseguiram o gol. Recuada, a Chape apostava nos contra-ataques, especialmente na velocidade de Arthur Gomes nas costas de Guga. Aos 20’, Maicon Bolt – que havia entrado na vaga de Geuvânio – invadiu a área e chutou. A bola foi bloqueada pelo braço de Douglas. Pênalti marcado com o auxílio do VAR. Na cobrança, Tiepo pulou no canto certo e defendeu a finalização de Ricardo Oliveira. Em busca por alternativas, Rodrigo Santana colocou o centroavante Papagaio na vaga do primeiro volante Ramón Martínez. Aos 34’, a principal arma ofensiva do Atlético, enfim, surtiu efeito. Otero cobrou falta de longe. O goleiro Tiepo deu rebote, que ficou nos pés de Maicon Bolt. O atacante cruzou para Iago Maidana só completar para as redes: 1 a 1. Foi o primeiro gol do zagueiro em 37 jogos com a camisa alvinegra. O gol fez o jogo ficar ainda mais aberto. O Atlético manteve a busca pelo ataque, enquanto a Chape apostava nos cruzamentos. Pelo alto, Everaldo e Gum tiveram grandes oportunidades, mas não marcaram. Quando o empate parecia sacramentado, o meia Vinicius fez fila e tocou por cobertura, na saída de Tiepo, para definir a virada aos 53′: 2 a 1. CHAPECOENSE 1 X 2 ATLÉTICO Chapecoense Tiepo; Eduardo, Gum, Douglas e Bruno Pacheco; Márcio Araujo, Campanharo (Aylon, aos 37’ do 2ºT) e Camilo (Augusto, aos 29’ do 2ºT); Arthur Gomes, Alan Ruschel (Diego Torres, aos 36’ do 2ºT) e Everaldo Técnico: Ney Franco Atlético Cleiton; Guga, Leonardo Silva, Maidana e Lucas Hernández; Ramón Martínez (Papagaio, aos 31’ do 2ºT) e Jair; Geuvânio (Maicon Bolt, aos 18’ do 2ºT), Vinicius e Otero (Bruninho, aos 40’ do 2ºT); Ricardo Oliveira Técnico: Rodrigo Santana Gols: Everaldo, aos 30 segundos do 1ºT (CHA); Iago Maidana, aos 34’, e Vinicius, aos 53′ do 2ºT (ATL) Cartões amarelos: Alan Ruschel, aos 9’ do 1ºT, Eduardo, aos 15’, e Douglas, aos 25’ do 2º (CHA); Leonardo Silva, a 1’, Vinicius, aos 12’ do 1ºT, Lucas Hernández, aos 39’, e Iago Maidana, aos 47′ do 2ºT (ATL) Motivo: 10ª rodada do Campeonato Brasileiro Local: Arena Condá, em Chapecó (SC) Data e horário: domingo, 14 de julho de 2019, às 19h Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza (PB) Assistentes: Alex Ang Ribeiro (SP) e Bruno Salgado Rizo (SP) VAR: Márcio Henrique de Góis (SP) Via Superesportes

Em jogo com poucas oportunidades de gol, Cruzeiro e Botafogo empatam no Mineirão

Neste domingo, a Raposa não foi nem de perto o time aguerrido e eficiente que goleou o Atlético – Com pouca inspiração, o Cruzeiro empatou com o Botafogo por 0 a 0, neste domingo, no Mineirão, pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os clubes fizeram uma partida insossa, com raras oportunidades de gol. A Raposa não foi nem de perto o time aguerrido e eficiente que goleou o Atlético por 3 a 0, na última quinta-feira. Com o resultado, o clube estrelado chegou aos 9 pontos e fica momentaneamente fora da zona de rebaixamento, na 16ª posição – clique aqui e acesse a tabela. O Fluminense ainda joga nesta segunda contra o Ceará e pode ultrapassar o Cruzeiro. Agora, o time de Mano Menezes ‘troca o chip’. Nesta quarta-feira, às19h15, no Independência, o Cruzeiro enfrenta o Atlético, pelo jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil. O clube volta a campo pelo Campeonato Brasileiro no próximo sábado, às 17h, na Fonte Nova, contra o Bahia. Neste domingo, o Cruzeiro entrou em campo com uma formação com três volantes, com Henrique, Ariel Cabral e Jadson – este entrou na vaga do poupado Marquinhos Gabriel. David substituiu Robinho, suspenso. Outro que também não jogou pelo acúmulo de cartões foi o polivalente Lucas Romero. O jovem Weverton, de 20 anos, ganhou oportunidade na lateral direita. Cruzeiro esbarra na pontaria O Cruzeiro teve menos a bola (40%), mas criou as chances reais no 1º tempo. Foram duas oportunidades claras. Aos 27 minutos, David recebeu passe na área de Thiago Neves. O ponta chutou fraco e recuou a bola para o goleiro Gatito. Aos 34′, Mano precisou colocar Fred na vaga de Ariel Cabral. O volante subiu para cabecear uma bola com Erik e levou a pior. O nariz do argentino ficou sangrando; ele não conseguiu seguir na partida. A melhor chance da Raposa veio com o zagueiro Dedé. Pedro Rocha fez boa jogada pela direita e cruzou com precisão. O zagueiro finalizou atrapalhado por Marcinho e jogou para fora. Dedé chegou a reclamar de empurrão no lance, mas o árbitro mandou seguir. Se o Cruzeiro buscava o gol, o Botafogo, por sua vez, foi dono de uma posse infrutífera, com muitos toques para o lado e pouca infiltração. Time cai de rendimento Para a segunda etapa, o técnico Mano Menezes sacou o meia Thiago Neves, preservando-o para o clássico de quarta-feira, e mandou a campo o garoto Maurício, de 18 anos. O Cruzeiro voltou menos ligado no segundo tempo e não conseguiu pressionar o Botafogo. A partida caiu em intensidade e ficou monótona, com muitas trocas de passes e poucos lances agudos. Mano tentou deixar o Cruzeiro mais ofensivo com a entrada de Sassá na vaga de Pedro Rocha. A troca deu pouco resultado. A Raposa não teve nenhuma oportunidade clara no segundo tempo. O Botafogo ficou perto de marcar no fim do jogo. Alex Santana recebeu a bola na ponta esquerda e acionou Rodrigo Pimpão na direita. O atacante saiu na cara de Fábio e chutou para fora. CRUZEIRO 0 X 0 BOTAFOGO Cruzeiro Fabio; Weverton, Leo, Dedé e Egídio; Henrique e Ariel Cabral (Fred); Jadson, Thiago Neves (Maurício) e David; Pedro Rocha (Sassá) Técnico: Mano Menezes Botafogo Gatito Fernandes; Marcinho (Fernando), Carli, Gabriel, Gilson; Gustavo Bochecha, Alex Santana, João Paulo; Erik (Victor Rangel), Diego Souza, Luis Fernando (Rodrigo Pimpão) Técnico: Eduardo Barroca Público: 18.012 Renda: R$ 215.440,50 Motivo: 10ª rodada do Campeonato Brasileiro Data e hora: domingo (14), às 16h Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG) Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS) Auxiliares: Rafael da Silva Alves (RS) e Jorge Eduardo Bernardi (RS) VAR: Rafael Traci (SC) Via Superesportes

No retorno da Série B, América é goleado pelo Figueirense no Independência e afunda no Z4

 Coelho sucumbe diante dos catarinenses por 4 a 0 e ouve vaias da torcida No retorno da Série B do Campeonato Brasileiro, o América sofreu a sexta derrota na competição, na manhã deste sábado. Em pleno Independência, o time alviverde não superou a retranca do Figueirense e perdeu por 4 a 0, com gols de Rafael Marques, Fellipe Mateus, Willian Popp e Robertinho, e ouviu sonoras vaias da torcida na reta final do jogo. O América começou a partida tendo maior posse de bola, mas sofreu o primeiro gol logo cedo, aos sete minutos. A partir de então, o Figueirense montou uma verdadeira retranca, com cinco jogadores cercando a área. Na segunda etapa, o time catarinense, embalado por Willian Popp, matou o jogo. O meio-campista deu assistência para um dos gols e marcou outro. Por fim, Robertinho entrou na partida e em seu primeiro lance marcou o quarto e último tento. Com o resultado, o América passa a ocupar a vice-lanterna da Série B, com cinco pontos, levando desvantagem em relação ao Guarani por causa do saldo de gols (-6 a -8). No próximo sábado, o Coelho enfrenta o Vila Nova, no Serra Dourada, às 16h30. O jogo Para o duelo, o técnico Maurício Barbieri apostou na base que venceu Atlético e Cruzeiro em jogos-treino disputados durante a pausa da Copa América. Começando pelo gol, com Jori no lugar de Thiago. Na lateral-direita, o suspenso Leandro Silva deu lugar a Diego Ferreira, que estreou oficialmente pelo Coelho nesta manhã. No meio-campo Willian Maranhão e Michel Bastos, que assim como Diego, também fez seu primeiro jogo oficial pelo Coelho, ficaram nas vagas de Luiz Fernando e Zé Ricardo. No ataque, Marcelo Toscano saiu para a entrada de Jonatas Belusso. O América começou a partida com maior posse de bola, com o Figueirense pressionando a saída na defesa alviverde. E na primeira chegada do time catarinense saiu o gol. Aos sete minutos, Willian Popp cruzou na medida para Rafael Marques cabecear e abrir o placar no Independência: 1 a 0. Três minutos depois, Juninho também usou a cabeça para dar a resposta ao Figueirense, mas parou no goleiro Denis, que executou excelente defesa. Foi a única chance que o América criou nos primeiros 20 minutos. Após o lance, o time catarinense passou a dificultar a vida do Coelho sair jogando adiantando suas linhas de marcação, assim como no começo do jogo. Na reta final do primeiro tempo o América voltou a incomodar o Figueirense, que formava um ferrolho com uma linha de cinco jogadores na entrada da área. Mas o Coelho acabou indo para o vestiário com a derrota no placar. Para o segundo tempo, Maurício Barbieri apostou no meia Geovane na vaga de Juninho, esperando mais mobilidade no time. O Figueirense, no entanto, continuava a marcar firme a saída de bola do Coelho. Quando o time alviverde conseguia deixar seus domínios, se deparava com o ferrolho catarinense, assim como no primeiro tempo. Após passar praticamente o começo do segundo tempo se defendendo, o Figueirense puxou contra-ataque aos 29’ com Willian Popp e rolou na área para Matheus Destro. O lateral-esquerdo viu Jori defender o chute e a bola ir na trave. Mas Fellipe Mateus estava atento ao rebote e ampliou o placar: 2 a 0. Era a manhã de Willian Popp. Aos 34’, o meio-campista acertou belo chute de fora da área, fazendo 3 a 0. Foi o suficiente para a torcida do América protestar. Enquanto o time catarinense trocava passes, gritos de ‘olé’ eram ouvidos. Quando a posse de bola estava com o Coelho, vaias. E ainda tinha tempo para mais um gol do Figueirense: Juninho invadiu a área, bateu, mas Jori soltou rebote nos pés de Robertinho, que em sua primeira jogada na partida arrematou a gol: 4 a 0. Desta forma, o América se viu afundar ainda mais no Z4, ocupando a vice-lanterna da Série B. AMÉRICA 0 X 4 FIGUEIRENSE AMÉRICA Jori; Diego Ferreira, Paulão, Lima e João Paulo; Willian Maranhão, Juninho (Geovane), Michel Bastos (Michel Bastos) e Felipe Azevedo; Rafael Bilu e Jonatas Belusso (Neto Berola) Técnico: Maurício Barbieri FIGUEIRENSE Denis; Victor Guilherme, Alemão, Ruan Renato e Matheus Destro; Zé Antônio, Betinho e Tony; Fellipe Mateus (Robertinho), Willian Popp (Juninho) e Rafael Marques (Matheus Lucas) Técnico: Hemerson Maria Gols: Rafael Marques, aos 7’; Fellipe Mateus, aos 29’; Willian Popp, aos 34’; Robertinho, aos 49’ Público: 3.060 torcedores Renda: R$ 15.832,00 Cartões amarelos: Felipe Azevedo (AME); Victor Guilherme e Zé Antônio (FIG) Motivo: 9ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro Local: Independência, em Belo Horizonte Data: sábado, 13 de julho Horário: 11h (de Brasília) Árbitro: Lucas Paulo Torezin (PR) Assistentes: Luciano Roggenbaum (PR) e Rafael Trombeta (PR) Via Superesportes

Com show de Pedro Rocha, Cruzeiro goleia Atlético e fica perto de vaga na semifinal da Copa do Brasil

Escalado no lugar de Fred, atacante marcou belo gol de fora da área e deu assistência para o segundo, de Thiago Ne ves. Robinho completou o placar no Mineirão Escalado de maneira inesperada pelo técnico Mano Menezes no lugar de Fred, o atacante Pedro Rocha foi protagonista do clássico desta quinta-feira, no Mineirão, pela partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil. Ele marcou o primeiro gol do Cruzeiro, em belo chute de fora da área, e deu assistência a Thiago Neves no segundo, após roubar bola no meio-campo e deixar os defensores do Atlético para trás. A vitória celeste por 3 a 0 foi definida no segundo tempo, em finalização de Robinho. O triunfo elástico serviu para lavar a alma dos milhares de cruzeirenses, que, durante o período de paralisação para a Copa América, acompanharam as denúncias de irregularidades praticadas por integrantes da diretorias e as consequentes investigações da Polícia Civil e do Ministério Público. Em campo também houve alívio, pois a equipe acumulava nove jogos sem vitória na temporada (quatro empates e cinco derrotas). O reencontro entre Cruzeiro e Atlético acontecerá na próxima quarta-feira, às 19h15, no Independência. Para avançar no tempo normal, o alvinegro precisa ganhar por quatro gols de vantagem. Se vencer por três de diferença, levará a decisão aos pênaltis. Já a Raposa pode perder por até dois gols. Lembrando que na Copa do Brasil não existe mais a regra do gol qualificado como visitante. Antes, as duas equipes jogam pelo Campeonato Brasileiro. Em 18º lugar na classificação, com oito pontos em nove rodadas, o Cruzeiro receberá o Botafogo no domingo, às 16h, no Mineirão. O Atlético, que está em quinto, com 16 pontos, visitará a Chapecoense, às 19h de domingo, na Arena Condá, em Chapecó. As comissões técnicas adotaram táticas distintas em suas preparações ao longo da semana. No Atlético, Rodrigo Santana comandou alguns treinos abertos para a imprensa e não fez mistério na escalação da equipe. Por sua vez, Mano Menezes, como de praxe, permitiu que os jornalistas acompanhassem no máximo o aquecimento no Cruzeiro. E nas atividades fechadas, decidiu fazer uma mudança surpreendente: tirou Fred, artilheiro do time em 2019, com 16 gols, e colocou Pedro Rocha, que já havia atuado como centroavante enquanto atleta do Grêmio, em 2017. Nos primeiros minutos, o Atlético adiantou sua marcação com o intuito de forçar erros na saída de bola do Cruzeiro. Aos 3min, Luan encontrou espaço para bater a gol próximo à meia-lua, mas o chute foi fraco, ao centro da meta, facilitando a defesa de Fábio. Nos lances seguintes, o Galo teve oportunidade em cobranças de falta e escanteio, porém a defesa celeste se mostrou atenta e bem posicionada para afastar o perigo. Somente a partir dos dez minutos é que o Cruzeiro começou a ser mais incisivo no ataque. E aos 12min, Pedro Rocha, escalado por Mano no lugar Fred, protagonizou um lindo lance no Mineirão. Ele recebeu passe de Henrique, deu belo drible em Elias e soltou a bomba de pé esquerdo, no ângulo de Victor: 1 a 0. Pedro Rocha estava disposto a dar razão a Mano Menezes pela escolha. Aos 25min, ele se aproveitou de toque errado de Réver para Zé Welison, roubou a bola ainda no meio-campo e partiu em velocidade. Ninguém do Atlético o alcançou. Ao entrar na grande área, o camisa 32 driblou Victor e só rolou para Thiago Neves ampliar o placar: 2 a 0. Na comemoração, o meia do Cruzeiro “lustrou” as chuteiras do atacante em tom de agradecimento. Nitidamente abatido com a falha cometida no segundo gol celeste, o Atlético mostrou lentidão na transição do campo de defesa para o ataque e não conseguiu explorar a velocidade de Chará e a habilidade de Cazares. Por muitas vezes, o setor de armação tentava forçar o passe ou o lançamento e facilitava o trabalho da defesa rival. Já o Cruzeiro desperdiçou ótima chance de contragolpe aos 40min, quando Victor errou a bola longa e deu de presente para Thiago Neves. O camisa 10 poderia ter tocado para Robinho, mas tentou finalizar do meio-campo e errou por muito. No intervalo do clássico, Pedro Rocha comemorou o sucesso da alteração feita por Mano Menezes. “Ele queria mobilidade e um pouco mais de velocidade na frente. Ele optou por mim, para jogar mais centralizado. Acredito que a estratégia está dando certo”, afirmou, ao SporTV. Já Zé Welison lamentou o equívoco na saída de bola na jogada do segundo gol da Raposa. “Um lance que a gente vem treinando, aconteceu um erro. A bola veio distante de mim. A gente tem que melhorar isso aí para não dar oportunidades à equipe adversária. A gente sabe que é uma equipe forte, qualificada”. Satisfeito com a atuação do Cruzeiro, o técnico Mano Menezes manteve a formação para o segundo tempo, ao passo que Rodrigo Santana chamou o meia Rómulo Otero, notabilizado pela potência no chute de pé direito, e substituiu Luan. A entrada de Otero pouco acrescentou ao Galo, que continuou sem inspiração para atacar e sendo desarmado em seu próprio campo. Num desses lances, aos 9min, Elias saiu jogando errado, e a bola sobrou para Robinho. No primeiro chute, a redonda carimbou em Réver, mas Victor já havia caído para o lado direito. No rebote, o meia cruzeirense ajeitou no peito e finalizou com a meta praticamente vazia: 3 a 0. Confortável no placar, o Cruzeiro administrou o resultado e ainda teve algumas oportunidades de encaixar contragolpes. Em dado momento, o técnico Mano Menezes se virou para as arquibancadas e fez um sinal pedindo “calma” à torcida, que ensaiava os primeiros gritos de “olé”. Os cruzeirenses entenderam o recado e passaram a entoar exclusivamente cantos de apoio, sem menosprezar o adversário. Já o Atlético não teve poder de reação para diminuir o prejuízo. Os melhores momentos do time foram dois escanteios fechados de Otero, ambos defendidos por Fábio. CRUZEIRO 3X0 ATLÉTICO CRUZEIRO Fábio; Lucas Romero, Dedé, Leo e Egídio; Henrique e Ariel Cabral; Robinho (Fred, aos

A vitória da seleção dos Estados Unidos e da atacante Megan Rapinoe

 Estados Unidos batem a Holanda e conquistam o tetracampeonato da Copa do Mundo feminina As americanas superaram a retranca holandesa com dois gols no segundo tempo, marcados por Rapinoe e Lavelle A seleção dos Estados Unidos venceu a Holanda por 2 a 0 neste domingo, em Lyon, e conquistou o tetracampeonato da Copa do Mundo feminina. Os gols, ambos no segundo tempo, foram marcados por Megan Rapinoe e Rose Lavelle. O título mundial de 2019 se soma aos de 1991, 1995 e 2015, e consolida a seleção americana, que era a favorita na Copa da França desde o início, como a melhor equipe nacional de futebol feminino do mundo. A estratégia da seleção holandesa, que chegou à final como menos cotada diante do favoritismo americano, ficou clara desde o minuto inicial. Com quase todo o time postado no campo de defesa, até as jogadoras mais perigosas do ataque da Holanda, como Martens e Miedema, se dedicaram mais à marcação. A opção resultou em uma pressão por parte dos Estados Unidos, mas que não conseguiu furar o bloqueio holandês. Nas melhores chances, Alex Morgan parou em duas boas defesas da goleira Van Veenendaal. Foi a primeira vez na Copa que os EUA não fizeram gol na etapa final. O segundo tempo teve o cenário alterado aos 16 minutos, quando a zagueira Van der Gragt acertou Morgan dentro da área. A árbitra havia marcado apenas escanteio no momento mas, ao revisar o lance no VAR, apontou o pênalti para as americanas. Rapinoe converteu deslocando a goleira holandesa e se tornou uma das artilheiras do Mundial, com seis gols. Em busca do empate, a Holanda se soltou e deixou espaço para as americanas atrás. Sete minutos depois do 1 a 0, Lavelle carregou a bola pelo meio, cortou Gragt e chutou cruzado, batendo Veenendaal e definindo o 2 a 0. Os Estados Unidos ainda tiveram chances de ampliar o placar nos contra-ataques, mas Veenendaal impediu os gols de Heath e Morgan. A camisa número 13, que marcou o gol decisivo na semifinal contra a Inglaterra e sofreu o pênalti convertido por Rapinoe, terminou o Mundial com seis gols marcados, também sendo uma das artilheiras do torneio. A outra jogadora que terminou a Copa com seis gols foi White, da Inglaterra. Após o apito final, a torcida americana presente em Lyon cantou “equal pay” — “pagamento igual”, em tradução livre para o português –, frase que foi o lema da seleção americana durante a competição nos pedidos por igualdade de premiações e salários para o futebol feminino quando comparado ao masculino. Uma das representantes que mais se destacou pelo discurso nas entrevistas na França, inclusive criticando o presidente americano Donald Trump, Megan Rapione foi eleita pela FIFA a melhor jogadora da Copa. A inglesa Lucy Bronze ficou sem segundo, com a americana Heath em terceiro Os gols de Megan Rapinoe fora de campo Caso da atacante dos EUA tem um valor pedagógico apreciável porque remete ao velho debate sobre a posição que os esportistas devem ocupar no âmbito político Megan Rapinoe é californiana, jogadora de futebol e maior artilheira da seleção dos Estados Unidos, que neste domingo enfrenta a Holanda na final da Copa do Mundo. Há anos ela se destaca por seu ativismo político e social. É uma das principais representantes na luta pelos direitos das atletas norte-americanas. Rapinoe está entre as responsáveis pelo processo movido pelas jogadoras da seleção norte-americana contra sua federação, que acusam de discriminação favorável à equipe masculina, em um país onde a seleção feminina é a mais vitoriosa do planeta. Devido às suas possíveis consequências, o processo inquieta o mundo esportivo. Seu nome adquiriu uma magnitude gigantesca depois das críticas que recebeu, via Twitter, é claro, de Donald Trump, que a qualificou de desrespeitosa com a pátria, a bandeira e a Casa Branca. Rapinoe tinha afirmado anteriormente que não iria à Casa Branca se os Estados Unidos ganhassem a Copa do Mundo. Um dia antes das quartas de final contra a França, ela reiterou sua posição. Também não deu sinais de intimidação devido ao alvoroço: marcou os dois gols da vitória. Megan Rapinoe considera que sua visibilidade como personagem do esporte também lhe traz uma responsabilidade social. Casada com Sue Bird, tetracampeã olímpica com o time de basquete dos Estados Unidos, é uma das vozes mais conhecidas na defesa dos direitos da comunidade LGBT. Em numerosas ocasiões afirmou que as políticas da Administração Trump se distinguem pelo retrocesso no campo da igualdade e da luta contra a discriminação racial. E que fará todo o possível para denunciá-las. Seu caso tem um valor pedagógico apreciável porque remete ao velho debate sobre a posição que os esportistas devem ocupar no âmbito político. Rapinoe afirma que sua condição de atleta, e de atleta conhecida, não limita nenhum de seus direitos como cidadã e que, como tal, expressa suas opiniões com toda liberdade. Se sua relevante condição de jogadora de futebol lhe permite ter acesso a um universo mais amplo, é melhor aproveitá-lo. Trump representa o modelo clássico. Por um lado, na sua condição de presidente dos Estados Unidos, se eleva como a voz da autoridade em matéria patriótica. Por outro lado, reduz o campo dos atletas ao de animadores. “Jogue e cale a boca” é sua divisa. Trump tem o máximo poder executivo nos Estados Unidos, mas isso não faz dele o árbitro do patriotismo ou da razão. Como político, tomou decisões mais que discutíveis. Como cidadão, costuma produzir constrangimento. Durante a campanha eleitoral foi divulgado um vídeo em que ele se vangloriava de pegar as mulheres “pela xoxota”. Recentemente rebateu uma acusação de estupro porque, entre outras razões, vinha de uma mulher que não era seu tipo. Para Megan Rapinoe, o presidente dos Estados Unidos é um personagem nefasto que merece sua total rejeição. O modelo clássico que Trump defende se distingue pela hipocrisia. Aqueles que deploram a relação esporte-política não costumam ter o menor receio de encher os palcos de políticos, de festejar seus campeões quando tremulam as

Brasil vence Copa América em jogo com Bolsonaro vaiado

A seleção brasileira de futebol venceu o Peru por 3 a 1 no Maracanã e conquistou o nono título da Copa América; presente no encontro, Jair Bolsonaro, que foi ao estádio junto com Sérgio Moro, foi vaiado várias vezes durante o jogo, inclusive no final, na entrega das medalhas Jogando no Maracanã, o Brasil chegou ao seu nono título de Copa América neste domingo (7), ao vencer o Peru por 3 a 1. Os gols que renderam o campeonato à Seleção foram marcados por Everton, aos 14 minutos do primeiro tempo, Gabriel Jesus, aos 47 da etapa inicial, e Richarlison, de pênalti, aos 45 minutos do segundo tempo. Paolo Guerrero, também de pênalti, fez o único gol do Peru no jogo, aos 43 minutos do primeiro tempo. O jogo contou com a presença do presidente Jair Bolsonaro e do ministro da Justiça, Sérgio Moro, que enfrenta sério desgaste político com as revelações de que atuou em conluio com o Ministério Público em ações da Lava Jato. Jair Bolsonaro e Sérgio Moro foram alvo de vaias em vários momentos do jogo. Houve também quem aplaudisse os dois. Durante o primeiro tempo, Bolsonaro caiu ao comemorar o golpe do atacante Everton (leia mais no ECN). No final da partida, Bolsonaro participou da entrega das medalhas aos jogadores. Sua passagem até o local foi marcada por vaias dos torcedores. Assista Bolsonaro vaiado no Maracanã. pic.twitter.com/ZHIvEqDgI7 — Pedro Zambarda (@pedrosolidus) 7 de julho de 2019

Bolsonaro foi vaiado e caiu durante final da Copa América

Jair Bolsonaro e o ministro Sérgio Moro estão no Maracanã, assistindo à final da Copa América; desde que chegou no estádio e todas as vezes que aparece no telão, Bolsonaro é vaiado pelo torcida; durante a comemoração do primeiro do gol Brasil, Bolsonaro caiu durante a comemoração e teve que ser amparado por pessoas que estavam ao seu lado Revista Fórum – Jair Bolsonaro está no Maracanã para participar da final da Copa América. O presidente da república foi convidado pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Comenbol) para entregar as medalhas e troféu ao campeão da competição. Desde que chegou no estádio e todas as vezes que aparece no telão, o chefe do executivo nacional é vaiado pelo torcida. Outra situação desfavorável ao presidente ocorreu quando o Brasil fez o seu primeiro gol, ainda no primeiro tempo com o atacante Éverton. Jair Bolsonaro caiu durante a comemoração e teve que ser amparado por pessoas que estavam ao seu lado. o momento que todos esperavam o bolsonaro caindo pic.twitter.com/PzsbDLw3TJ — ????̅????̅????̅????̅????̅????̅ (@l9ttie) 7 de julho de 2019 Bolsonaro vaiado no Maracanã Corre o jogo Brasil x Peru e Bolsonaro aparece no telão do estádio. Uma sonora vaia se ouve. O apupo foi um claro sinal do desgaste político do governo. — Ivan Valente (@IvanValente) 7 de julho de 2019

Seleção Peruana aprende com insucessos e ressurge no cenário

A ressurreição da Seleção Peruana – E tem sido assim, tirando ensinamentos de cada atribulação, de cada contratempo, de cada derrota, que o Peru tem recuperado o prestígio, nacional e internacionalmente Esqueçam os milionários astros sul-americanos que atuam no futebol europeu, as seleções mais badaladas do continente, os treinadores de prestígio mundial… A esta altura do campeonato, se há uma equipe a ser admirada nesta Copa América é a peruana. A grande volta por cima dos comandados de Ricardo Gareca, contudo, não é obra do acaso, nem tampouco fato isolado. É apenas mais um episódio de superação de um script que começou a ser desenhado em março de 2015, quando o técnico argentino foi contratado. Arrisco-me a dizer que, há quatro anos, talvez nem ele pudesse imaginar quão longe chegaria. E aqui não vai nenhum desprezo a Gareca nem a seus jogadores. Pelo contrário: é o reconhecimento ao surpreendente trabalho que eles vêm fazendo. Na imprensa peruana, o termo mais usado para descrever a ascensão da Seleção Peruana com Gareca é ressurreição. O argentino pegou um grupo desacreditado no país. Ele mesmo estava em baixa, já que seis meses antes havia sido demitido do Palmeiras depois de quatro vitórias, um empate e oito derrotas, somente 33% de aproveitamento. Mas aí o destino uniu a necessidade que o Peru tinha de se reapaixonar pelo futebol, um técnico precisando de um trabalho sólido e bons jogadores em busca de comandante para criar uma sinergia positiva. Deu certo. Independentemente do que ocorrer domingo, no Maracanã, na decisão da Copa América, diante do Brasil, já deu muito certo. Gareca diz que sua seleção foi forjada nas adversidades. Por isso, chega à final do torneio no auge da forma física e mental. Depois de serem impiedosamente goleados pelo Brasil (5 a 0), na fase de grupos, e de se classificarem na cota dos melhores terceiros colocados, os peruanos entraram nas oitavas de final como azarões, diante do Uruguai. Deixaram o até então maior candidato ao título pelo caminho. Foram franco atiradores contra o Chile, nas quartas. E se superaram novamente. Diante da equipe canarinho poderá um raio cair no mesmo lugar pela terceira vez? “Não transformamos aquela derrota em um drama, mas em uma lição”, destacou o treinador, ao analisar a jornada na Copa América desde a retumbante goleada para o Brasil. E tem sido assim, tirando ensinamentos de cada atribulação, de cada contratempo, de cada derrota, que o Peru tem recuperado o prestígio, nacional e internacionalmente. Contrariando estatísticas, surpreendendo os críticos e jogando por terra teses preconcebidas. Ainda: quebrando casas de apostas. Gareca vem construindo esse roteiro desde seu primeiro dia como treinador da Seleção Peruana. Formou uma espinha dorsal consistente, contou com uma geração talentosa e uma forte referência técnica – o atacante Paolo Guerrero. Acreditou no projeto. No fim de 2017, depois de garantir a volta do Peru a uma Copa do Mundo após 36 anos de ausência, ele disse, em entrevista ao jornal Clarín, que sua meta profissional sempre foi chegar ao comando da seleção de seu país. Mas a Associação de Futebol Argentino não quis (ainda) apostar em Gareca. Não há garantia alguma de que, se em vez de aceitar o convite para dirigir a equipe peruana ele tivesse sido nomeado técnico da alviceleste, os hermanos teriam tido desempenho melhor, evoluído e até quebrado o incômodo jejum de títulos que dura mais de duas décadas. Não há certezas no futebol, sabemos. Mas imagino que essa pulguinha deve ficar atrás da orelha de muito argentino ao ver o sucesso do compatriota na terra do ceviche. Quem observa de longe tudo que vem ocorrendo com o Peru pode pensar que a trajetória até aqui foi fácil. Não foi. Gareca teve de driblar muita desconfiança, administrar a perda de seu principal jogador, punido por doping; resgatar a autoconfiança do time. Mais do que isso: encontrar um time. “Formamos este grupo em situações difíceis. Sempre houve dúvidas. Mas nos embasamos no que pensamos sobre nós mesmos, não no que pensam os outros. E por isso ficamos fortes. É inevitável que opinem sobre nós. Bem ou mal, não sei. O que me interessa é o que pensamos de nós mesmos”, disse certa vez, em outra de suas tiradas filosóficas. De saco de pancadas, o Peru se tornou um exterminador de favoritos. Domingo, a seleção que se transformou no grande case da Copa América’2019 vai tentar seu terceiro título do torneio – foi campeã em 1935 e 1975. Mais uma vez, entrará em campo como zebra, já que, em 44 confrontos contra o selecionado brasileiro, soma mínguas quatro vitórias. Os jogos contra Uruguai e Chile, contudo, deixam o alerta. Menosprezar a equipe de Gareca pode ser uma grande armadilha. Um erro fatal. Via Superesportes