Salários e condições de trabalho ruins são entraves ao futebol feminino

Para as atletas do futebol, em um país que ainda insiste que o esporte não foi feito para mulheres, a realidade não seria diferente No geral, em qualquer profissão e todos os cargos, a diferença salarial de homens para mulheres no Brasil chega até a 53%. Para as atletas do futebol, em um país que ainda insiste que o esporte não foi feito para mulheres, a realidade não seria diferente. Em média, as jogadoras brasileiras ganham de um a dois salários mínimos, segundo pesquisa divulgada pelo UOL Esportes em 2017. Os estudos revelaram que entre as jogadoras dos times brasileiros que disputam a série A, os salários mensais máximos chegavam a 5 mil reais naquele ano, com um agravante: a maioria das atletas sequer tinha garantias trabalhistas com os clubes, sem carteira assinada ou contratos que formalizassem sua relação com o time. Realidade vivenciada por atletas de todo o mundo. Apesar de serem exceções à regra e faturarem alto, atletas como Marta e a americana Alex Morgan, por exemplo, têm salários que giram em torno de 1,5 milhão por ano. Números que representam menos de 5% do valor que Messi recebe hoje, jogando pelo Barcelona (cerca de 47 milhões). Recentemente, a revista francesa France Football divulgou um comparativo de salários entre as jogadoras e os jogadores em todo o mundo. A relação demonstrou que até mesmo a jogadora mais bem paga do futebol feminino, a norueguesa Ada Hegerberg (atacante eleita a melhor do mundo em 2018), chega a ganhar menos que os jogadores da Série A do Brasileirão. O salário de 144 mil reais anuais não supera a média de 208 mil reais entre os jogadores brasileiros e é 325 vezes menor que o de Messi, também eleito o melhor do mundo no ano passado. O quanto isso afeta o futebol feminino? Em entrevista à imprensa espanhola no dia 14 de março, a atacante brasileira Andressa Alves, que atua no Barcelona, enfatizou as condições ruins de trabalho para as atletas do futebol feminino e pediu reconhecimento. Realidade comum no Brasil e em outros lugares do mundo, mesmo jogando no profissional, Andressa chegou a ficar alguns meses sem receber. No esporte que já lida com resistência, machismo e preconceito, a desvalorização de salários e a falta de condições dignas de trabalho é um desincentivo à prática. Em ano de Copa do Mundo, em que a modalidade está em voga, é importante que a profissionalização do esporte seja colocada mais em pauta. Muito tem se falado sobre o incentivo ao futebol feminino. As próprias organizações do futebol têm traçado diretrizes para que a modalidade seja mais valorizada e para que haja reconhecimento do público. Ações de marketing, novos patrocínios, apoio da mídia contribuem para que o futebol feminino seja notado. Mas o respeito e reconhecimento precisam também partir de dentro dos clubes e das organizações que representam as atletas. A regularização e a formalização das relações de trabalho trazem segurança às profissionais. Um fator básico e essencial para que se garanta dedicação exclusiva, melhora de desempenho e um futebol de fato profissionalizado.

Cruzeiro vence o Atlético e agora joga por empate para ser bicampeão do Mineiro

Deu Raposa no primeiro clássico da decisão do Campeonato Mineiro. O segundo jogo será no Independência Jogo teve duas expulsões, gol da equipe celeste anulado pelo VAR e duas reclamações do Galo em lances de pênalti não marcado e escanteio inexistente Em jogo com alguns lances polêmicos, a equipe celeste venceu o Atlético por 2 a 1 no Mineirão, com gols de Marquinhos Gabriel e Leo – Ricardo Oliveira descontou. Com o resultado positivo no Gigante da Pampulha, os comandados de Mano Menezes precisam de apenas um empate no jogo da volta, que acontecerá no Estádio do Independência, no próximo sábado, dia 19, às 16h30, para conquistar o título. O Atlético ficou na bronca com a arbitragem. No fim do primeiro tempo, o dono do apito, Wagner do Nascimento Magalhães, não viu pênalti de Dedé sobre Igor Rabello. O segundo gol do Cruzeiro, marcado por Leo, de cabeça, surgiu após um escanteio inexistente. Os dois lances foram flagrados pela TV. Já o Cruzeiro teve um gol anulado pelo VAR. Após cobrança de escanteio, a bola resvalou no braço de Fred e morreu no fundo das redes. A vantagem do empate na decisão agora fica com o Cruzeiro. Em caso de igualdade no jogo da volta, a equipe celeste conquista o bicampeonato. Já o Atlético precisa da vitória por ao menos um gol para levantar a taça, uma vez que fez melhor campanha na fase inicial. Primeiro tempo Mandante neste domingo, o Cruzeiro foi quem tomou a iniciativa no duelo inicial da decisão do Mineiro. Aproveitando a fragilidade defensiva do Atlético pelo lado direito de defesa, o time de Mano Menezes buscou intensificar as ações com Marquinhos Gabriel. Apesar disso, quem assustou primeiro foi a equipe alvinegra. Aos 4’, Luan testou de fora de área, e Fábio fez importante defesa. A Raposa respondeu aos 9’, em tentativa de Robinho pelo lado direito. A bola acabou saindo pela linha de fundo. Em jogo que o beneficiava, uma vez que conquistou a vantagem de jogar por dois empates ou uma vitória e uma derrota pela mesma diferença de gols na decisão do Mineiro, o Atlético buscou ganhar a posse de bola na base da vontade e desacelerar o jogo sempre que possível – nas reposições de bola e faltas sofridas, especialmente. Por outro lado, o Cruzeiro encontrava dificuldade para fazer a transição ofensiva, desenvolver seu jogo e construir jogadas de perigo real. O jogo voltou a ganhar ritmo quando os ânimos se esquentaram dentro de campo. O árbitro Wagner do Nascimento Magalhães precisou distribuir quatro cartões amarelos nos cinco minutos finais do primeiro tempo por uma série de desentendimentos. Foram para o vestiário amarelados Fred e Henrique, pelo Cruzeiro, e Luan, Ricardo Oliveira e Maicon Bolt, pelo Atlético. O tempo inicial se encaminhava para o final sem gols quando a principal jogada ofensiva do Cruzeiro funcionou. Aos 45, Fred deu passe para Marquinhos Gabriel, que, livre da marcação de Guga, avançou até a entrada da área e finalizou com força. A bola ainda desviou em Leonardo Silva – que havia errado o passe no início da jogada – antes de morrer do lado esquerdo do gol de Victor. 1 a 0. Ainda deu tempo para o Atlético reclamar de pênalti. Aos 49’, Dedé puxou a camisa de Igor Rabello dentro da área, mas o árbitro não marcou e apitou o fim da etapa inicial sem consultar o árbitro de vídeo. Segundo tempo A volta do intervalo manteve a temperatura dos minutos finais do primeiro tempo. Logo aos 3’, Marquinhos Gabriel avançou pela esquerda, foi até a linha de fundo e tocou atrás para Fred, na risca da pequena área. O camisa 9 finalizou, mas a bola explodiu na defesa. A resposta veio aos 8’, quando Fábio salvou finalização de Vinícius, e depois aos 10’, com o gol do empate. Chará recebeu na área, pela esquerda, e cruzou para Ricardo Oliveira, livre de marcação, igualar o placar no Mineirão. 1 a 1. Durou pouco o placar igual no Gigante da Pampulha. O responsável por voltar a deixar o Cruzeiro na frente do marcador foi Leo, segundo maior zagueiro artilheiro da história celeste. Aos 15’, Robinho cobrou escanteio, Dedé desviou e a bola sobrou limpa para o camisa 3. Na frente de Victor, ele que não desperdiçou. 2 a 1. Mais uma vez os atleticanos reclamaram muito de irregularidade. A TV mostrou que a bola desviou em Marquinhos Gabriel antes de sair para escanteio. Para tentar aproveitar ainda mais a fragilidade defensiva no setor direito da defesa do Atlético, Mano Menezes promoveu a estreia de Pedro Rocha. Ele entrou aos 22’ na vaga de Rodriguinho. Marquinhos Gabriel foi deslocado para o centro. Apesar da tentativa, quem levou susto foi o Cruzeiro. Aos 28’, Ricardo Oliveira recebeu lançamento livre de marcação na meia-lua, avançou e bateu. A bola acabou passando por cima do travessão de Fábio. O Cruzeiro esperava uma chance para matar o jogo. Num contra-ataque, Fred achou Marquinhos Gabriel finalizou e Victor salvou. Na cobrança de escanteio, Fred subiu livre, tocou para o gol e correu para comemorar o terceiro gol celeste. No entanto, após chamado do árbitro de vídeo e consulta de Wagner do Nascimento Magalhães, o lance foi anulado. A bola resvalou no braço direito do atacante e morreu no fundo das redes. O Atlético teve a chance do empate. Após boa jogada, Geuvânio cruzou e Chará finalizou da entrada da pequena área para fora. O fim de jogo ficou quente. Em poucos segundos, Edilson, Marquinhos Gabriel e Rafinha levaram cartão amarelo. No lance seguinte à falta, Rafinha fez nova falta e levou o segundo amarelo e, consequentemente, foi expulso. Na confusão, Adilson, do Atlético, também foi expulso. Foi a última emoção do clássico quente que terminou com festa da torcida celeste no Mineirão. Diretor confirma que Galo vai mandar segundo jogo da final no Independência Cruzeiro mandou a partida deste domingo no Mineirão, enquanto o Atlético voltará para o Horto Independência O segundo jogo da final do Campeonato Mineiro já

Após goleada sofrida no Paraguai, Levir Culpi é demitido pelo Atlético

Treinador não resistiu à derrota para o Cerro Porteño por 4 a 1 no Paraguai O Atlético demitiu o técnico Levir Culpi nesta quinta-feira. O treinador não resistiu à goleada sofrida pelo Galo para o Cerro Porteño, por 4 a 1 em La Nueva Olla Azulgrana, em Assunção, no Paraguai, pelo Grupo E da Copa Libertadores. Com a derrota, a situação do alvinegro ficou extremamente complicada na competição. O auxiliar Luiz Roberto Matter também deixa o clube. O treinador não conseguiu dar padrão de jogo à equipe. O Atlético de Levir mostrou muita desorganização e dependência de boas atuações individuais, principalmente de Luan, Cazares e Ricardo Oliveira. Defensivamente, o time tem sérias dificuldades na bola aérea e, especialmente no jogo contra o Cerro, cometeu várias falhas individuais. Levir Culpi voltou ao Atlético em outubro do ano passado. Foram 31 jogos nesta passagem pelo clube, com 18 vitórias, 5 empates e 8 derrotas, 52 gols marcados e 28 gols sofridos. No ano passado, o treinador ajudou o Atlético a garantir a classificação para a fase preliminar da Copa Libertadores. Em 2019, depois de passar com dificuldades pelos uruguaios Danubio e Defensor, o Galo chegou à fase de grupos e teve muitas dificuldades. Em quatro partidas, foram três derrotas e apenas uma vitória, na base do sofrimento, sobre o Zamora-VEN, no Mineirão. No Campeonato Mineiro, o Atlético avançou com a primeira posição geral e está na decisão contra o Cruzeiro. O Galo pode empatar os dois jogos ou ter vitória e derrota pelo mesmo saldo de gols para conquistar o título.

Finalíssima do Campeonato Mineiro entre Atlético e Cruzeiro será no sábado, dia 20

A Federação Mineira de Futebol (FMF) confirmou o sábado, dia 20, como a data da finalíssima do Campeonato Mineiro entre Atlético e Cruzeiro. O jogo está marcado para começar às 16h30. O estádio no qual será disputada a partida ainda não foi definido pelo clube mandante, o Galo. Segundo a FMF, o Atlético tem até o dia 15 para decidir se atuará no Independência ou no Mineirão. O primeiro jogo será disputado neste domingo, às 16h, no Mineirão, com mando do Cruzeiro. Os ingressos já estão à venda tanto para a torcida do Cruzeiro (clique aqui e leia) quanto para os atleticanos (veja os preços). A Globo, que detém os direitos de transmissão do Campeonato Mineiro, havia solicitado a quarta-feira (dia 17) como data do jogo final, conforme informou o Superesportes. A TV, contudo, ouviu os clubes. As partes chegaram a um acordo de que o sábado seria a melhor data. A finalíssima não ocorrerá no domingo (dia 21) porque Cruzeiro e Atlético entram em campo pela Copa Libertadores na terça-feira, dia 23. A Raposa viaja para enfrentar o Deportivo Lara, na Venezuela, às 21h30. No mesmo horário, o Galo pega o Nacional, no Mineirão. Por ter feito a melhor campanha na primeira fase do Estadual, o Atlético tem a vantagem de jogar por dois empates ou por vitória e derrota pelo mesmo placar na decisão. Não há possibilidade de decisão por pênaltis na final do Campeonato Mineiro.

Cruzeiro x Huracán: Raposa goleia, se classifica e mantém a melhor campanha

Time estrelado não teve dificuldades para derrotar os argentinos no Mineirão e chegar a sua quarta vitória O Cruzeiro é o time de melhor campanha da Libertadores, com quatro vitórias em quatro jogos. Mas é mais do que isso, é a melhor equipe do futebol brasileiro. A atuação contra o Huracán foi decisiva mais uma vez. Dois nomes charam atenção e mostraram que são mesmo os destaques individuais do forte grupo celeste, Fábio e Fred. Fred fez três gols e chamou a responsabilidade toda para ele. Mostrou presença de área, bom aspecto físico e a fome de gol que se espera dele. O centroavante não havia marcado ainda na Libertadores com a camisa estrelada. Quando o Huracán teve alguma chance, poucas, é verdade, tinha o goleiro Fábio, que fez duas defesas que mostram o porque ele é o melhor goleiro do Brasil há anos. Foi decisivo e evitou tentos que poderiam atrapalhar a fácil vitória azul. Mas o jogo foi tranquilo. O ataque celeste tem feito até o técnico Mano Menezes “se estranhar”. O time criou novamente fácil diante do Huracán, com muita velocidade, troca de posições. Marquinhos Gabriel um grande destaque. Ele passa despercebido e o fez novamente, mas Lucas Romero é um monstro no meio de campo. Com desarmes precisos e muita velocidade, o volante é o dono do meio de campo estrelado.

Cerro Porteño x Galo: Atlético é goleado e se aproxima de adeus na Liberta

Time mineiro sofreu virada incrível, passou novo vexame e acabou sendo derrotado por 4 a 1 no Paraguai O time já não inspirava confiança, mas daí para um vexame bastaram quatro gols entre 13 minutos no primeiro tempo e uma eliminação iminente na Copa Libertadores com duas rodadas antes do fim da primeira fase. Com direito a lambanças dos defensores e desatenções injustificáveis, o Atlético tomou 4 a 1 para o Cerro Porteño-PAR, nesta quarta-feira (10), em Assunção, e só um milagre o levará às oitavas de final da competição. Com a vitória do Nacional-URU sobre o Zamora-VEN, por 1 a 0, o Galo, que só tem três pontos no grupo E, fica a seis da equipe uruguaia. Além de vencer uruguaios e venezuelanos nas próximas partidas, terá que torcer contra o time de Montevidéu e ainda tirar a diferença de saldo. O 2 a 0 para o Zamora, no primeiro tempo do jogo da semana passada, parecia um presságio. A diferença é que, com a torcida no cangote, o time reagiu e acabou virando a partida. Ontem, o time até começou bem, abrindo o placar com Ricardo Oliveira, aos 18 min. Mas o apagão após os 30 minutos o vez amargar seu pior primeiro tempo desde o fatídico 6 a 1 para o rival Cruzeiro, em 2011, quando levou quatro na etapa inicial. Depois de passar pela pré-Libertadores sem empolgar, esperava-se que a equipe de Levir Culpi sobressaísse na fase de grupos, contra adversários com investimentos bem mais acanhados. Mas, sem um padrão de jogo e atuações individuais abaixo da crítica, o naufrágio era algo até esperado. Ironicamente, com a tabela de momento, restará ao Galo brigar pela terceira posição na chave, que lhe dará uma vaga na Copa Sul-Americana, a “Série B da Libertadores”, competição continental que o clube desdenhou no ano passado. O Atlético saiu na frente, mas tomou o vira-vira muito rápido. O primeiro gol paraguaio apareceu em uma cobrança de falta de Acosta por baixo da barreira, aos 30 min. Carrizo fez o segundo aos 33 min, em chute de fora da área, e, aos 35 min, Victor Cáceres anotou, numa lambança de Fábio Santos. Achou pouco? Teve mais na primeira etapa, com a trapalhada de Victor com Igor Rabello e o quarto gol, de Larrivey. Na segunda etapa, o Galo tinha que se mandar ao ataque e ficou aberto na defesa. Sem criar algo efetivo, o time pode agradecer por não ter tomado mais gols. Via Jornal O Tempo

Maradona é multado no México por dedicar uma vitória a Nicolás Maduro

Astro argentino infringe o código de ética da Federação Mexicana de Futebol por chamar o Governo de Donald Trump de “xerife do mundo” Um agitado Diego Armando Maradona desabou na cadeira. O astro argentino, ainda agitado, pediu para dar uma mensagem antes de responder as perguntas dos jornalistas mexicanos no estádio Tamaulipas. “Quero dedicar a vitória a Nicolás Maduro e à toda Venezuela que está sofrendo porque os xerifes do mundo, que são os norte-americanos, acham que podem passar por cima da gente”, disse antes do começo da entrevista coletiva. Essa declaração, de 31 de março, valeu ao astro argentino uma multa por parte da Federação Mexicana de Futebol (FMF). “Esse tirano presidente não nos compra”, vociferou Maradona se referindo ao presidente norte-americano, Donald Trump. O ex-jogador argentino e treinador do Dorados de Sinaloa mostrou sua simpatia pelo chavismo há mais de dez anos. Nos últimos meses, com o surgimento do líder da oposição Juan Guaidó, o campeão do mundo com a Argentina mandou mensagens de apoio ao Governo de Nicolás Maduro através de sua conta do Instagram como quando homenageou a morte de Chávez, em 5 de março. A última mensagem publicada na rede social é um vídeo no qual Maduro explica sua versão sobre as causas que provocaram um dos maiores apagões sofridos pela Venezuela nos últimos anos. Com a declaração, de menos de um minuto, o Dez (como Maradona é conhecido) infringiu dois artigos do código de ética da FMF, que dizem que os membros deverão manter uma posição neutra sobre assuntos de caráter religioso e político, além de “desempenhar todas as suas atividades (…) com a devida probidade e respeito, assim como evitar condutas que vão no caminho contrário ao esporte, seus órgãos, o fair play”. O EL PAÍS tentou saber qual é o valor da multa, mas um porta-voz da Federação afirmou que o número não será publicado por “questões de segurança”. Maradona chegou a Culiacán, Sinaloa, em setembro. Sua contratação no clube de segunda divisão do México foi surpreendente. A partir de sua chegada, a imprensa mexicana, e especialmente a argentina, colocaram uma lupa sobre ele. Suas declarações sobre qualquer assunto têm sido explosivas. Sobre Messi, já disse que “é inútil querer que um homem que vai 20 vezes ao banheiro antes do jogo seja um líder”. Em 5 de abril, Maradona ameaçou ir embora porque a arbitragem, segundo ele, prejudicava o seu Dorados. “Vou falar com o presidente [do clube], não importa como isso acabar, talvez eu deixe o Dorados e não tenho nenhum contrato assinado com ninguém. Sou Diego Armando Maradona, houve um pênalti muito claro sobre Escoto [seu jogador]. Sabem por que não o deram? Vocês irão dizer que o juiz não o marcou porque era o time de Maradona, então eu estou fazendo um mal ao Dorados e por isso vou embora”. Nos mais de seis meses de Maradona em Culiacán, uma cidade sob a sombra do narcotráfico, sua equipe chegou a uma final da segunda divisão mexicana, mas perdeu o campeonato. Nessa noite Maradona precisou sofrer com o jogo de seus pupilos em um camarote porque, em partida anterior, discutiu com o quarto árbitro. Quando o jogo terminou e o Dorados foi derrotado pelo Atlético de San Luis, Maradona precisou ser escoltado ao ônibus da equipe porque queria brigar com alguns torcedores que o provocaram. Após a multa da Federação, os microfones voltaram a apontar para um Maradona que se sente perseguido. Via Brasil El País

Vasco da Gama, o clube que abriu as portas do futebol para os negros

Camisas Negras: o time do Vasco campeão carioca em 1923. ARQUIVO CRVG

Embora não tenha sido o primeiro a contar com jogadores negros, time se tornou símbolo de luta contra o racismo depois da ‘Resposta Histórica’ redigida há 95 anos Por BREILLER PIRES – El País Ao longo dos seus 120 anos de história, o Vasco da Gama foi campeão sul-americano, da Libertadores, da Copa do Brasil, quatro vezes do Brasileirão e outras tantas do Carioca. Mas nenhuma conquista no campo tem o mesmo peso de uma carta que, de tão emblemática, está exposta na sala de troféus em São Januário. Em 7 de abril de 1924, o então presidente José Augusto Prestes assinou o manifesto que ficou conhecido como a Resposta Histórica, comunicando que o Vasco se recusaria a disputar a divisão principal do Rio de Janeiro sem seus jogadores negros, exigência que havia sido imposta pelos dirigentes da época. A dimensão simbólica da atitude, considerada insurgente naqueles tempos em que o futebol de elite era privilégio dos brancos, transformou o clube cruzmaltino em estandarte da luta contra o racismo no esporte brasileiro. “Para nós, de fato, esse documento é como um troféu”, afirma João Ernesto Ferreira, vice-presidente de relações especializadas do Vasco, ao justificar a exibição de uma réplica da carta na nobre galeria de taças. Consolidado no remo, o clube só começou a se destacar pelos gramados no início da década de 1920. Sem a mesma tradição dos times da zona Sul do Rio na modalidade, a estratégia era montar elencos com jogadores das classes sociais menos favorecidas. A equipe campeã da segunda divisão em 1922 tinha como craques operários, choferes, pintores e faxineiros. Assim, assegurou o direito de disputar, no ano seguinte, a primeira divisão ao lado dos já consagrados América, Botafogo, Flamengo e Fluminense. Com a base de trabalhadores braçais mantida no plantel, o Vasco desbancou favoritos, arrebatou 11 vitórias em 14 jogos e faturou o título do campeonato organizado pela Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT). Incomodados pela ascensão meteórica dos vascaínos, rivais decidiram criar uma nova liga, a Associação Metropolitana de Esportes Athleticos (AMEA), impondo ao clube apelidado de Camisas Negras, pela cor de seu uniforme, a exigência de excluir 12 jogadores que, de acordo com os cartolas, não apresentavam “condições sociais apropriadas para o convívio esportivo”. O analfabetismo foi uma das razões apresentadas pela liga para desqualificar parte do elenco campeão. Por unanimidade, a diretoria cruzmaltina desistiu de integrar a AMEA e, então, endereçou a carta à liga esclarecendo por que rechaçava a ordem para abrir mão de jogadores negros e pobres. “O ato público que pode maculá-los nunca será praticado com a solidariedade dos que dirigem a casa que os acolheu, nem sob o pavilhão que eles, com tanta galhardia, cobriram de glórias”, detalha o quinto parágrafo da Resposta Histórica. Enquanto os grandes clubes institucionalizavam o elitismo do futebol com a criação de um torneio paralelo, o Vasco via sua popularidade aumentar, sobretudo entre as camadas suburbanas da sociedade carioca, lotava estádios a cada jogo e, em 1924, voltou a sagrar-se campeão, dessa vez de forma invicta, do campeonato regido pela LMDT. Diante do sucesso de público, renda e repercussão dos Camisas Negras, a AMEA resolveu admitir o Vasco em 1925. Até então, a liga alimentava a expectativa de ver o Cruzmaltino “constituir equipes genuinamente portuguesas” – em referência à colônia fundadora do clube –, “para uma demonstração esportiva das verdadeiras qualidades dessa raça secular”, conforme ofício assinado pelo presidente da AMEA em tréplica à Resposta Histórica. Para o historiador Ricardo Pinto dos Santos, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o aspecto econômico influenciou decisivamente tanto a defesa vascaína em nome dos atletas quanto a mudança de ideia dos cartolas sobre a exclusão do clube. “O Vasco percebeu que não poderia sobreviver sem o talento de seus jogadores da classe trabalhadora, assim como a AMEA, mais adiante, entendeu que a incorporação daquele time que arrastava multidões aos estádios seria lucrativa. Houve retorno financeiro para os dois lados com a aceitação de atletas negros.” Pinto dos Santos, que trabalhou por seis anos no Vasco e ajudou a fundar o Centro de Memória em São Januário, argumenta que os dirigentes da época foram hábeis ao capitalizar a ampla divulgação da carta. Embora não tenha sido o primeiro a contar com jogadores negros no Brasil, o clube ganhou fama de pioneirismo pela maneira como afrontou a discriminação da AMEA. Antes, em 1905, o Bangu, time fabril do subúrbio carioca, já havia integrado o jovem Francisco Carregal, de 16 anos, à sua equipe. No fim daquela década, o clube se afastaria da LMDT por causa da restrição explícita a “pessoas de cor” entre os participantes da liga. A diferença para o Vasco, porém, é que o time alvirrubro só foi chamar a atenção por seus bons resultados em 1933, quando conquistou o Campeonato Carioca. “O primeiro campeão a ter negros no time foi o Vasco”, afirma João Ernesto Ferreira. “A classe social ou etnia dos jogadores não importava para o clube.” O Vasco também foi o primeiro clube esportivo brasileiro a ter um presidente negro, Cândido José de Araújo, que ficou no cargo entre 1904 e 1906. No entanto, depois de Araújo, as esferas de poder vascaínas são marcadas pelo predomínio dos brancos. Atualmente, entre membros da diretoria e da cúpula de conselheiros, apenas dois negros ocupam posições estratégicas em São Januário: Edmílson Valentim, presidente do Conselho Fiscal, e o vice-presidente Elói Ferreira, ex-secretário especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República. A baixa representatividade de negros e pobres no comando é reforçada por barreiras como a cobrança de taxa de admissão a novos sócios, exigência de tempo mínimo de 10 anos no quadro associativo para candidatos a presidente e a manutenção de eleições indiretas. Não há uma política permanente pela promoção da igualdade racial nem mesmo cotas para negros no plano executivo do clube. As ações se resumem a campanhas de marketing, como o lançamento de um uniforme retro inspirado nos Camisas Negras, ou parcerias esporádicas com instituições de combate

Atlético goleia Boa no Mineirão cheio e enfrentará Cruzeiro na final do Mineiro

No Mineirão cheio com quase 45 mil torcedores neste domingo, o Atlético não tomou conhecimento do Boa Esporte e goleou por 5 a 0, na volta da semifinal do Campeonato Mineiro. O resultado classifica o time alvinegro para a decisão contra o Cruzeiro. Em primeiro tempo em que o VAR foi um dos protagonistas, o Atlético teve amplo domínio desde o começo e não tomou conhecimento do Boa. Luan (que também teve gol anulado), Elias e Victor (contra) marcaram. Na etapa complementar, Geuvânio e Vinícius fecharam o placar. A primeira partida da final do Campeonato Mineiro será no próximo domingo, às 16h, no Mineirão, com mando do Cruzeiro. A princípio, a volta será no domingo seguinte, dia 21. Entretanto, existe a possibilidade de o jogo ser antecipado para quarta-feira, 17. Por ter tido melhor campanha fase inicial, o Atlético tem a vantagem de ser campeão em caso de igualdade empate agregado. Antes da primeira final do Mineiro, o Atlético concentra atenções na Copa Libertadores. O time alvinegro terá duelo decisivo contra o Cerro Porteño-PAR, pela quarta rodada do Grupo E. O jogo está marcado para 19h15 desta quarta-feira, em La Nueva Olla Azulgrana, em Assunção, capital do Paraguai. Incisivo, o Atlético criou boas oportunidades já no início do jogo. Deslocado para a esquerda, Luan iniciou duas boas jogadas: aos 8’, Cazares foi lançado e cruzou para cabeceio sem direção de Fábio Santos; aos 10’, foi a vez de o lateral-esquerdo encontrar Ricardo Oliveira na área, para mais uma finalização para fora. De tanto insistir, o Atlético abriu o placar aos 18’. Cazares cobrou escanteio fechado. A bola passou pelo goleiro Renan Rocha e sobrou para Luan, livre, só escorar para as redes. Depois de cinco minutos de espera pela análise com auxílio do VAR, a arbitragem anulou o gol. Aos 24’, Luan voltou a balançar as redes. Cazares cobrou falta na área, e a bola sobrou limpa para o meia-atacante, que só escorou. O lance voltou a ser analisado pela arbitragem de vídeo, que, desta vez, validou o gol. Limitado tecnicamente, o Boa tentava, mas não conseguia esboçar reação. A equipe de Varginha buscava lançamentos na área com frequência. E foi justamente num lance como esse que o Atlético ampliou, aos 40’. Em contra-ataque preciso, Cazares encontrou Elias na entrada da área. O meio-campista tabelou com Ricardo Oliveira e, já sem goleiro, fez o segundo: 2 a 0. E o domínio atleticano seguiu. Aos 47’, após mais uma cobrança de escanteio, Cazares recebeu do lado esquerdo e mandou para a área. A bola passou pelos jogadores alvinegro, mas não por Victor. O zagueiro do Boa, que havia entrado na partida dez minutos antes, cabeceou contra as próprias redes: 3 a 0. Goleada e atenção na Libertadores A vantagem atleticana aumentou já no começo da etapa final. Após falha de Fernando Fonseca – que tropeçou e deixou a bola limpa, na entrada da área -, Geuvânio avançou e tocou na saída do goleiro Renan Rocha: 4 a 0. Foi o primeiro gol do atacante com a camisa alvinegra. Daí em diante, o Atlético preferiu administrar a vantagem. Já de olho no jogo decisivo contra o Cerro Porteño-PAR, pela Libertadores, o técnico Levir Culpi resolveu poupar atletas importantes. Cazares e Luan saíram para as respectivas entradas de Vinícius e Chará. Réver, mancando, deixou o gramado substituído por Leonardo Silva. Logo no primeiro lance, o atacante colombiano fintou a marcação e finalizou no travessão, aos 26’. Vinícius, aos 28’, recebeu passe de Geuvânio e, livre na área, finalizou com precisão: 5 a 0. E parou por aí. Goleada, festa da torcida e classificação garantida. ATLÉTICO 5 X 0 BOA ESPORTE Atlético Victor; Guga, Réver (Leonardo Silva, aos 6’ do 2ºT), Igor Rabello e Fábio Santos; Adilson e Elias; Geuvânio, Cazares (Vinícius, aos 7’ do 2ºT) e Luan (Chará, aos 23’ do 2º); Ricardo Oliveira Técnico: Levir Culpi Boa Esporte Renan Rocha; Chiquinho Alagoano, Fernando Fonseca, Ferreira (Victor, aos 36’ do 1ºT) e Tsunami; César Sampaio, Claudeci, Gabriel Vieira (Denis, no intervalo) e Kaio Cristian; Gindré (Jayme, aos 29’ do 2ºT) e Gustavo Henrique Técnico: Cesinha Gols: Luan, aos 24’, Elias, aos 40’, e Victor (contra), aos 47’ do 1ºT, Geuvânio, a 1’, e Vinícius, aos 28’ do 2ºT (ATL) Cartões amarelos: Réver, aos 3’ do 1ºT (ATL); César Sampaio, aos 21’ do 2ºT (BOA) Público: 44.981 torcedores Renda: R$ 436.456,00 Motivo: jogo de volta da semifinal do Campeonato Mineiro Data e horário: domingo, 7 de abril de 2019, às 16h Local: Mineirão, em Belo Horizonte Árbitro: Anderson Daronco (FIFA/RS) Assistentes: Bruno Boschilia (FIFA/PR) e Felipe Alan Costa de Oliveira (MG) Quarto árbitro: Ronei Cândido Alves (MG) Árbitro de vídeo: Wagner do Nascimento Magalhães (FIFA/RJ) Assistente do VAR: Ivan Carlos Bohn (PR) Supervisor do VAR: Almir Alves de Melo (SP) Quality Manager (VAR): Cláudio Luís Silva de Freitas

Cruzeiro goleia o América e garante vaga na final do Campeonato Mineiro

Em clássico com recorde de público no Mineirão neste ano, e que teve gol anulado após uso do VAR, time celeste vence o Coelho por 3 a 0, com gols de Leo, Fred e Rafinha, e avança A noite de sábado foi de celebração para a torcida do Cruzeiro que viu o time atuar bem mais uma vez e vencer o América por 3 a 0, no Mineirão, pelo jogo de volta da semifinal do Campeonato Mineiro. Os dois primeiros gols foram marcados no primeiro tempo. Ambos de cabeça: Leo abriu o placar e Fred ampliou. Rafinha fez o terceiro no fim do jogo. Se o time fez bonito dentro de campo, os cruzeirenses não deixaram por menos nas arquibancadas, com festa de luzes no celular e muita cantaria. Ao todo, 51.525 torcedores marcaram presença no Gigante da Pampulha, o recorde do ano. Agora, o Cruzeiro espera na decisão o vencedor do duelo entre Atlético e Boa Esporte, neste domingo, no Mineirão. O primeiro jogo da semifinal, em Varginha, ficou no 0 a 0. O Galo tem a vantagem do empate por ter feito a melhor campanha do Estadual na primeira fase. Antes da final regional, a Raposa enfrenta o Huracán, nesta quarta-feira, às 19h15, pela fase de grupos da Copa Libertadores. Para o duelo deste sábado, Mano Menezes poupou o volante Henrique e o meia Marquinhos Gabriel do time considerado titular. Já o técnico Givanildo Oliveira mandou a campo praticamente o mesmo time que perdeu a partida de ida da semifinal no Independência, por 3 a 2. A novidade foi o lateral-direito Leandro Silva, recuperado de estiramento na coxa esquerda. Primeiro tempo celeste A partida começou movimentada no Mineirão. Precisando do resultado, o América tratou de pressionar o Cruzeiro. Logo aos 7 minutos, Toscano bateu falta com perigo, mas Fábio mandou para escanteio. Na cobrança, Felipe Azevedo desviou no meio da área e balançou as redes. O jogo ficou paralisado por alguns minutos para que o árbitro Leandro Pedro Vuaden analisasse o gol, que acabou anulado. Vuaden marcou toque de mão de Azevedo. O americano admitiu a infração em entrevista no intervalo. O Cruzeiro respondeu logo na sequência e abriu o placar. Aos 14 minutos, Robinho cobrou falta na área, a zaga do Coelho cortou. No rebote, Lucas Silva ganhou bola na risca da área pelo lado esquerdo e cruzou na medida para Leo cabecear forte: 1 a 0. O América sentiu o gol e acabou recuando. O Cruzeiro aproveitou o momento e ampliou. No minuto 19, Toscano vacilou no meio e foi desarmado por Edilson. O lateral-direito avançou e cruzou na medida para Fred, que escorou de cabeça para o gol: 2 a 0. Artilheiro do torneio, o centroavante celeste chegou a 11 gols no Campeonato Mineiro. Com grande vantagem, o Cruzeiro acabou tentando administrar o jogo. O América aproveitou e cresceu. Aos 27, Toscano chutou forte, mas a bola saiu. Dois minutos depois, Leandro Silva mandou um ‘petardo’. Fábio fez grande defesa. No segundo tempo, a Raposa investiu pouco no jogo ofensivo e tentou segurar o ímpeto do América, que logo aos 3 minutos arriscou com Christian de fora da área. Fábio defendeu. Sem grande interesse do Cruzeiro, o confronto ficou morno. Aos 13, Mano Menezes sacou Fred, que sentiu dores no tornozelo depois de um choque com a defesa americana, e colocou Raniel. Para tentar a reação, Givanildo fez mexida dupla aos 25 minutos: saíram Toscano e Júnior Viçosa, entraram Neto Berola e Jonatas Belusso. O América continuou se valendo dos chutes de longa distância. Aos 26, Matheusinho acertou uma pancada, mas Fábio evitou o gol do Coelho. Mano ainda colocou mais dois volantes em campo: Ariel Cabral no lugar de Lucas Silva e Jadson na vaga de Rodriguinho, que saiu bastante aplaudido pela torcida celeste. Quando o jogo parecia que terminaria 2 a 0, Rafinha ampliou para o Cruzeiro. Ele aproveitou cruzamento de Robinho e tocou para o fundo das redes, aos 43 minutos: 3 a 0. Raniel ainda perdeu uma chance clara no fim. CRUZEIRO 3 X 0 AMÉRICA CRUZEIRO Fábio; Edilson, Dedé, Leo e Egídio; Lucas Silva (Ariel Cabral) e Lucas Romero; Rafinha, Robinho e Rodriguinho (Jadson); Fred (Raniel) Técnico: Mano Menezes AMÉRICA Fernando Leal; Leandro Silva, Diego Jussani, Paulão e João Paulo; Zé Ricardo e Christian; Matheusinho, Marcelo Toscano (Neto Berola) e Felipe Azevedo (Carlos França); Júnior Viçosa (Jonatas Belusso) Técnico: Givanildo Oliveira Gols: Leo, Fred e Rafinha Cartões amarelos: Felipe Azevedo e Zé Ricardo (América) Público Presente: 51.525 Público Pagante: 31.706 Renda: R$ 602.177,00 Motivo: jogo de volta da semifinal do Campeonato Mineiro Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG) Data e horário: 6 de abril de 2019 (sábado), às 19h Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS/FIFA) Assistentes: Celso Luis da Silva e Anderson José de Morais Coelho Árbitro de vídeo: Marcelo de Lima Henrique Assistente do VAR: Ivan Carlos Bohn