Com merda na cabeça, Bolsonaro fala para fazer cocô dia sim e dia não

A declaração do boçal presidente ocorreu em resposta ao repórter Fábio Murakawa, do jornal Valor Econômico. O jornalista havia perguntado: “É possível crescer com preservação?”. Bolsonaro respondeu: “Lógico que sim. É só você deixar de comer menos um pouquinho. Você fala pra mim, por exemplo, em poluição ambiental, é só você fazer cocô dia sim, dia não, que melhora bastante a nossa vida também”. Assista: fabio murakawa@fabiomura Perguntei ao presidente @jairbolsonaro se é possível crescer com preservação; ele me recomendou comer menos um pouquinho e fazer cocô dia sim, dia não para combater a poluição ambiental Assim que a declaração veio à tona, os internautas usaram seus perfis no Twitter para debochar da solução do presidente da república. “Se o Bolsonaro prometer cumprir a sua ‘ideia’ de cocô dia sim, dia não, acho uma ótima medida. Vocês já imaginaram ficarmos 24hs sem as merdas que ele faz?”, disse uma seguidora. “A proposta do Bolsonaro para preservar o meio ambiente: ‘Fazer cocô um dia sim, um dia não.’ Então fecha a boca, Bolsonaro”, sugeriu outro. Confira os memes abaixo: Fernanda está em férias@eufebolivar Bolsonaro: fazer cocô dia sim é dia não contribui com meio ambiente. Imprensa: https://twitter.com/ogrunhido/status/1159815464484315136 … Robô Efêmero@ogrunhido Achei que vocês gostariam de saber 2 16:32 – 9 de ago de 2019 · Sao Paulo, Brazil Informações e privacidade no Twitter Ads Salvador Daqui@FlaRobSal Se Bolsonaro prometer cumprir a sua “ideia” de cocô dia sim, dia não, acho uma ótima medida. Vocês já imaginaram ficarmos 24 hs sem as merdas que ele faz?#ForaBolsonaro 9 17:00 – 9 de ago de 2019 Informações e privacidade no Twitter Ads Sergio Maciel@SergioM77639570 A proposta do Bolsonaro para preservar o meio ambiente: “Fazer cocô um dia sim, um dia não.” Então fecha boca Bolsonaro. 16:42 – 9 de ago de 2019 Informações e privacidade no Twitter Ads M-O-Assun★@MOAssun Cocô sugere fazer Bolsonaro “dia sim, dia não” para reduzir poluição ambiental pic.twitter.com/3M6weHisGP https://twitter.com/ultimosegundo/status/1159909696234545154 … iG Último Segundo ✔@ultimosegundo Bolsonaro sugere fazer cocô “dia sim, dia não” para reduzir poluição ambiental → http://bit.ly/2z0On41 1 16:48 – 9 de ago de 2019 · Rio de Janeiro, Brazil Informações e privacidade no Twitter Ads Charles Bonato@BonatoCharles Presidente Bolsonaro, diga uma frase que simbolize o seu governo: “sugiro fazer cocô dia sim, dia não para preservar o ambiente”. 16:48 – 9 de ago de 2019 Informações e privacidade no Twitter Ads I’M Pretty When I Wine@edsallez Então, de acordo com a Teoria do Cocô, de autoria de Bolsonaro, quem sofre de prisão de ventre é um grande salvador do planeta. 1 16:47 – 9 de ago de 2019 Informações e privacidade no Twitter Ads post palone@rafapalone Bolsonaro sugerindo que as pessoas façam cocô dia sim, dia não como se ele não cagasse pela boca várias vezes TODOS OS DIAS 4 16:53 – 9 de ago de 2019 · Itápolis, Brasil Informações e privacidade no Twitter Ads Antonio Pessanha@camelomacae Bolsonaro sugere fazer COCÔ dia sim, dia não, para a preservação do meio ambiente… Logo ele que faz CAGADA todo dia! Que MERDA de presidente! Ainda tem gente que leva FEZES nesse BOSTA… #bolsonaro #meioambiente #bolsonarovaitomarnocu 16:52 – 9 de ago de 2019 Informações e privacidade no Twitter Ads jolha@jupapalardo Bolsonaro quer que a população faça cocô “dia sim e dia não”. Isso significa que o governo dele foi cortado para dois anos junto com o tanto de merda que ele fala? 3 16:51 – 9 de ago de 2019 Informações e privacidade no Twitter Ads área sujeita a ataque de gabiru@annaforms como forma de protesto ao bolsonaro agora mesmo indo fazer coco 1 16:51 – 9 de ago de 2019 Informações e privacidade no Twitter Ads pancarboxylated ⇌ polymer@senpai_viana infelizmente não fazer coco um dia não vai impedir q vc exista jair bolsonaro 16:49 – 9 de ago de 2019 Informações e privacidade no Twitter Ads Mônica@moninunesmota Bolsonaro sugere que o brasileiro faça cocô dia sim dia não pra diminuir a poluição ambiental. Bolsonaro virou literalmente fiscal de cu. Que fase braseeeel. Que fase. 16:49 – 9 de ago de 2019 Informações e privacidade no Twitter Ads Rick Sanchez@douglaasdantass Serio que o Bolsonaro disse pra cagar dia sim dia não? KKKKKKKKKKKKKKKKK Alguém devolve a bolsa de cocô pra ele que ele tá cagando pela boca 16:32 – 9 de ago de 2019 Informações e privacidade no Twitter Ads
Incapaz de controlar desmatamento, Bolsonaro demite estatístico

Segundo o jornal Folha de São Paulo, Bolsonaro decidiu demitir o chefe do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Nacionais), após críticas do diretor à gestão atual. – O Ministro da Ciência, Marcos Pontes, se reuniu com Ricardo Galvão nesta sexta (02/08). O INPE tem sido criticado e questionado há duas semanas pelo governo. Segundo Bolsonaro, os dados revelados pelo INPE – e corroborados por outros pesquisadores – ‘prejudicam o nome do Brasil’. “É lógico que eu vou conversar com o presidente do Inpe. [São] Matérias repetidas que apenas ajudam a fazer com que o nome do Brasil seja malvisto lá fora”, afirmou ao final de um evento na sexta-feira dia 19 de julho Bolsonaro e o Meio Ambiente Em janeiro deste ano a então presidente do IBAMA, Suely Araújo, pediu exoneração do cargo um dia após o novo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, questionar no twitter um contrato de locação de veículos. Suely havia assumido o cargo na gestão Michel Temer. À época tanto Bolsonaro quando Ricardo Salles questionaram, via rede social, os contratos do IBAMA, dando a entender que havia corrupção. Suely desmentiu via nota, afirmando que “a acusação sem fundamento evidencia completo desconhecimento da magnitude do IBAMA e suas funções (…) [o contrato] foi aprovado pelo TCU”. Bolsonaro que havia sido multado por pesca irregular, já conseguiu que as multas contra o desmatamento caíssem 23% {Folha} e que o próprio instituto cancelasse a multa que havia dado ao Presidente quando ele ainda era deputado. Em março deste ano o fiscal que o havia multado foi exonerado. Agora, sob nova gestão, o IBAMA questiona os dados do INPE sobre desmatamento. “Se você for somar os percentuais que já anunciaram até hoje de desmatamento da Amazônia, a Amazônia já seria um deserto. No entanto, nós temos muito Augusto Heleno General, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional IBAMA questiona INPE O INPE soltou um comunicado à imprensa, no dia 1º de agosto, informando que o diretor de Proteção Ambiental do IBAMA, Olivaldi Azevedo, fez uma apresentação sobre um estudo que analisava parte dos dados de alerta gerados pelo INPE e que este estudo indicou “inconsistências e erros” nos dados apresentados. O INPE por meio do comunicado afirmou não ter tido acesso prévio a esta análise e que seus representantes responderam a todos os questionamentos feitos por Olivaldi. O INPE pediu o estudo para que pudesse avaliar as conclusões mas afirmou de antemão que “o estudo apresentado corrobora a metodologia do DETER, pois os alertas de desmatamento mostrados se tratavam de fato de áreas desmatadas. Qualquer comparação dos resultados do DETER com resultados de metodologias ou imagens distintas deve ser aprofundada, e requer uma avaliação mais completa.” A Amazônia no governo Bolsonaro Apesar dos ataques do governo Bolsonaro, o INPE tem recebido apoio de outras entidades. A Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), entre outras entidades, manifestaram em carta aberta apoio e confiança nas atividades de monitoramento ambiental por Satélites realizadas pelo INPE – . Estimativas realizadas por pesquisadores do INPE mostram que, no governo Bolsonaro, o desmatamento pode subir 268% em relação a 2017, que já foi um ano ruim, com índices que voltam aos anos 2000. A avaliação de especialistas é que a estrutura deficiente dos órgãos reguladores, as brechas nas leis e a morosidade da justiça contribuem para a impunidade dos responsáveis e desestimulam ações para evitar reincidências. Bolsonaro e a Amazônia Desmatamento acumulado em KM², dados e projeções do INPE
Número de agrotóxicos que Anvisa considera “extremamente tóxicos” cai de 34% para 2%

– Novo marco regulatório é “forma de enganar a sociedade”, segundo pesquisador; mudança também impacta rótulo dos produtos – A nova classificação de agrotóxicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada esta semana no Diário Oficial da União, provocou uma redução drástica do número de produtos considerados “extremamente tóxicos” no Brasil. Nos últimos estudos divulgados antes da mudança no método de sistematização, 800 agrotóxicos, em média, pertenciam a essa categoria, em um universo de cerca de 2300 – aproximadamente 34,7%. A nova tabela, divulgada pela Agência nesta quinta (1º), classifica apenas 43 como “extremamente tóxicos”, o que equivale a 2,2% dos 1924 produtos analisados. A sistematização dos produtos, até então regulada por uma legislação de 1989 que previa a existência de quatro categorias segundo o nível de perigo oferecido pelos venenos, passou a ter cinco divisões, com novos critérios. As novas normas também permitem que produtos antes considerados “altamente tóxicos”, que provocam irritação severa na pele, passem para a categoria de toxicidade moderada, enquanto os “pouco tóxicos” – com risco de irritação leve na pele e nos olhos, por exemplo – fiquem liberados de classificação. Com isso, eles não apresentarão advertências no rótulo para o consumidor. Especialista no tema, o engenheiro agrônomo Leonardo Melgarejo, membro da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida, criticou as novas regras em entrevista ao Brasil de Fato. Ele considera que a metodologia que a Anvisa passa a adotar impõe riscos à saúde humana. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, em média, 193 mil mortes registradas ao ano no planeta podem ter relação com o uso de agrotóxicos e outros produtos químicos. “A informação de risco agora privilegia os casos de morte. Sobrevalorizar um veneno porque ele causa morte e deixar de lado preocupações de longo prazo, como câncer, cegueira, problemas de raciocínio e no sistema nervoso central, para nós, é uma forma de enganar a sociedade. Vai minimizar o cuidado que as pessoas vão ter com venenos que não causam a morte, mas que trazem dramas que, para uma família, são tão relevantes quanto a perda de um parente”, reflete o especialista. A Anvisa argumenta que o novo marco regulatório é orientado por um padrão internacional, o Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos (Globally Harmonized System of Classification and Labelling of Chemicals – GHS), adotado na União Europeia e na Ásia, por exemplo. “Seria racional que nós tivéssemos um modelo semelhante, mas, na comunidade econômica europeia, pelo que sabemos, são proibidos vários dos produtos que são autorizados aqui. Seria de se esperar que uma reclassificação que compatibilizasse a realidade brasileira com a europeia retirasse do mercado esses produtos. No entanto, não há nenhuma sinalização nesse sentido”, pondera Melgarejo, acrescentando que mais de 30% dos venenos que circulam nacionalmente são rejeitados por esses países. Via Brasil de Fato
Bolsonaro ameaça intervenção no INPE e vai mudar medição do desmatamento

Amazônia: Jair Bolsonaro ameaçou nesta quinta-feira demitir o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Ricardo Galvão; governo vai alterar o sistema que mede o desmatamento na Amazônia, abrindo brecha para falsificações; INPE detectou aumento de 88% no desmatamento na Amazônia em junho comparado ao mesmo mês no ano passado, o que irritou Bolsonaro – O imbecil presidente segue com sua agenda truculenta e ameaçou nesta quinta-feira (2), durante coletiva de imprensa, demitir o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Ricardo Galvão, que contradiz o governo e denuncia ao mundo que o desmatamento na região segue em ritmo desenfreado. O INPE detectou aumento de 88% no desmatamento na Amazônia em junho comparado ao mesmo mês no ano passado e de 40% no acumulado dos últimos doze meses (até 31 de julho) “Se quebrar confiança vai ser demitido sumariamente, não tem desculpa para nenhum subordinado ao governo divulgar dado com esse peso de importância para o nosso Brasil. A questão de perder a confiança, no meu entender é uma pena capital. Nem na vida particular convivemos com pessoas que perdemos confiança. Temos muita responsabilidade em identificar se houve má fé ou não”, disse Bolsonaro, como informou o jornal Estado de S.Paulo. Além de querer demitir o presidente do órgão, o governo insiste em dizer que os números dos desmatamento apresentados pelo INPE são falsos e sinaliza que irá alterar o sistema que mede o desmatamento na Amazônia, sem explicar qual critério será utilizado. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, apenas sinalizou que irá contratar uma empresa, “porque o Brasil requer um sistema de controle melhor”. Os altos funcionários do INPE foram a Brasília na quarta-feira para explicar a metodologia usada a Salles e seu colega da Ciência, o astronauta Marcos Pontes. Apesar do dizer que os dados são falsos, Bolsonaro admite que o desmatamento no Brasil aumentou: “Parece que está aumentando, mas não dessa maneira como foi divulgada”. Como funciona o método de medição do INPE Em artigo publicado no portal El País, a jornalista Naiara Glarrara afirma que, para calcular o desmatamento na Amazônia e no resto das áreas com valor ecológico do Brasil, dois sistemas de medição são sobrepostos. Um dos alertas, que é mensal, leva cinco dias para fotografar um local, serve para enviar inspetores ou policiais a campo e se chama Deter. É esse que está deixando Bolsonaro sobressaltado. O outro é o que oferece o balanço oficial anual a partir de imagens de maior resolução — leva 16 dias para tirar cada foto —, que também serve para que as instituições internacionais façam seus cálculos sobre o aquecimento global; seu nome é Prodes. Porque com menos árvores para converter as emissões de CO2 em ar limpo, a humanidade tem de fazer maiores esforços se quiser limitar o aumento das temperaturas.
Montes Claros ganha mais um Parque, com Ecopista e Ciclovia

Em breve, a população de Montes Claros poderá desfrutar de mais um parque na cidade. Trata-se do Parque Professor Antônio Jorge (Mangues), próximo ao Conjunto Habitacional José Corrêa Machado, que beneficiará cerca de 60 mil pessoas. As obras estão em ritmo acelerado. A pista de caminhada, de 1.200 metros, e a de ciclismo, de 2.800 de metros de extensão, já foram concluídas, juntamente com as passarelas sobre o córrego Bicano. O complexo, que também receberá, em breve, três campinhos de futebol, iluminação moderna, Wi-Fi livre, lixeiras e arborização no entorno das pistas, faz parte do projeto da Administração Municipal de proporcionar maior qualidade de vida aos moradores, criando mais espaços para a prática de esportes e atividades físicas, além de revitalizar os lugares que estavam sendo usados para o descarte irregular de lixo e entulho, além de invasões. De acordo com o engenheiro civil Eduardo Brito, as obras estão sendo feitas visando garantir sustentabilidade e melhoria da qualidade de vida dos moradores. “Este parque foi contemplado com duas pistas, uma de caminhada, que foi asfaltada, e a outra de ciclismo, chamada de off road (fora da estrada), que foi toda compactada”, explicou Brito, informando ainda que foram feitas seis passagens de drenagem na pista, que serão ligadas às bocas de lobo, além de terem sido fixados esteios na beira da via, para evitar o trânsito de carros e carroças. O secretário municipal de Meio Ambiente, Paulo Ribeiro, afirmou que a conclusão do Parque dos Mangues é uma conquista coletiva da população e da Administração. Ele lembrou alguns abusos cometidos por invasores que chegaram a ocupar parte daquele espaço, sendo que essas áreas foram desobstruídas pela Administração. “A população cobrou, denunciou, e a Prefeitura agiu em defesa da população. Agora, estamos entregando uma importante obra para toda a coletividade, de uma nobre área que estava sendo grilada”, comemorou o secretário. Na época do anúncio da construção do Parque Professor Antônio Jorge (Mangues), o prefeito de Montes Claros, Humberto Souto, destacou a altivez do empreendimento, tendo em vista que a região é carente de espaços para lazer, entretenimento, esporte e diversão para a comunidade, frisando como é importante que a população ajude a cuidar do local, preservando o meio ambiente e coibindo ações de vândalos. “O poder público precisa da comunidade como parceira para que as ações sejam continuadas e promovam a melhoria da qualidade de vida de todos”, afirmou o prefeito. Via Secom / Prefeitura de Montes Claros
Ambientalista denuncia caça predatória em áreas de preservação permanente no Norte de Minas

Imagens mostram animais mortos dentro de áreas protegidas, segundo ambientalista; crimes foram registrados nos parques das Sempre Vivas e o Grande Sertão Veredas. Por Valdivan Veloso, G1 Grande Minas O Instituto Grande Sertão recebeu denúncias de caça predatória em áreas de preservação permanente no Norte de Minas. O diretor do Instituto, Eduardo Gomes, divulgou nas redes sociais algumas fotos que foram tiradas nestas áreas, nos parques das Sempre Vivas e o Grande Sertão Veredas. As imagens, segundo o ambientalista, serão encaminhadas junto às denúncias a serem feitas ao Ministério Público Federal, Polícia Militar de Meio Ambiente e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Os suspeitos dos crimes ainda não foram identificados. O Parque Grande Sertão Veredas fica entre os municípios de Chapada Gaúcha e Arinos, e o das Sempre Vivas entre Olhos-d’Água, Diamantina e Buenópolis. “São imagens fortes que chegaram e chocam muito por causa da atrocidade. Já existem denúncias nos órgãos locais e vamos acionar os órgãos federais, que são responsáveis pela fiscalização dentro destas áreas”, afirma Gomes. As denúncias, ainda de acordo com o ambientalista, chegaram há poucos dias ao Instituto Grande Sertão. Mas a prática de caça a animais silvestres são comuns na região e os autores, geralmente, residem próximos aos parques. “Estas caças são feitas por profissionais. Não é por pessoas que pudessem estar fazendo por subsistência e que estivesse caçando passarinho. Isso é caça pesada, fora e dentro dos parques. São animais que correm risco de extinção e são desossados ali mesmo, onde foram abatidos”. O analista ambiental do Ibama, Daniel Dias, lembra que qualquer pessoa pode denunciar crimes desta natureza sem a necessidade de identificação. “O canal de denúncia federal é a Linha Verde. Por ela tem um sistema de triagem e direcionamento da denúncia ao órgão responsável pela fiscalização. O agente que vai fiscalizar tem acesso apenas ao assunto que é a denúncia”. A ligação para a Linha Verde é gratuita pelo 0800 61 8080. O Ibama também recebe via internet, através de seu site, as denúncias relacionadas a crimes ambientais. Denúncias podem ser feitas também pelo Disque Denúncia Unificada (DDU) 181.
Liberação de agrotóxicos no governo Bolsonaro gera mobilização online

Preocupação com “pacote de envenenamento” mobiliza 166 mil pessoas em abaixo-assinados contra ritmo acelerado de aprovação das substâncias O Brasil é um dos maiores consumidores de agrotóxicos do mundo. Estudo da Universidade de São Paulo (USP) coloca o país como o campeão mundial no uso de pesticidas na agricultura. Nocivos a quem consome alimentos com resíduos extras, ao trabalhador rural que sofre com intoxicação e às abelhas que não sobrevivem a certos tipos de pulverização, os produtos estão sendo liberados em ritmo preocupante desde o início do ano. Nesses seis meses do governo de Jair Bolsonaro, 239 substâncias foram aprovadas. O cenário tem alarmado ONGs ambientalistas, profissionais de inspeção sanitária e consumidores assustados com os efeitos de um exagero de substâncias decorrente da liberação crescente dos agrotóxicos. Somente no mês passado, o Ministério da Agricultura validou 42 produtos, em maio foram 31, sendo três diretamente associados à sobrevivência das abelhas – apicultores reportaram a associações, secretarias de Agricultura e pesquisadores universitários a morte de meio bilhão de abelhas num período de três meses. ➤ Leia também: – Governo Bolsonaro libera uso de mais 31 agrotóxicos; já são 169 apenas neste ano – VENENO – Desde 2016, 1,2 mil novos agrotóxicos foram liberados no Brasil – Venenos agrícolas matam meio bilhão de abelhas nos últimos 3 meses O registro dessas substâncias vem em tendência de crescimento nos últimos anos. Conforme números do Ministério da Agricultura, o total de produtos aprovados foi 277 em 2016, 405 no ano seguinte e 450 no ano passado. E a soma aprovada na primeira metade deste ano gerou ainda mais preocupação, levando à formação de uma mobilização da população contra o chamado “pacote de envenenamento”. Mais de 143 mil pessoas apoiam petições online criadas na plataforma Change.org contra essa onda crescente de agrotóxicos no país. Um dos abaixo-assinados foi aberto por Augusto Kluczkovski Junior, que é doutor em Ciência de Alimentos pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e um dos membros do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para), coordenado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A petição de Kluczkovski se manifesta contra o Projeto de Lei 6.299/2002, que tramita no Congresso Nacional e visa flexibilizar a Lei Federal de Agrotóxicos (nº 7.802/89). O PL ficou conhecido como “Pacote do Veneno”. “O abaixo-assinado foi um consenso entre os profissionais de vigilância sanitária da Anvisa e de 26 unidades federativas presentes no encontro [do Para] ano passado. Pois esse PL favorece um afrouxamento muito grande que fragilizaria muito mais um sistema que já é frágil”, explica o autor da petição. Kluczkovski trabalha na vigilância sanitária do Amazonas e faz parte de programas de combate a agrotóxicos no Estado e a nível federal. O inspetor sanitário chama a atenção para a falta de necessidade de se ter um modelo com tantos agrotóxicos e relaciona a questão às empresas fabricantes dos produtos. “Como profissional de vigilância sanitária e como militante da saúde, meio ambiente e agropecuária, vejo com muita tristeza que estamos literalmente nos matando para concentrar o dinheiro na mão de poucas corporações. Perdemos nossa identidade como agricultores só executando pacotes prontos ligados a grandes corporações para consumir seus insumos”, desabafa. Apesar da aceleração no ritmo das autorizações de pesticidas, o profissional de vigilância sanitária, que faz inspeções de alimentos em supermercados, feiras e outros estabelecimentos, pondera que a gravidade maior se concentra nos resíduos de substâncias além do limite encontrados nos alimentos. Segundo o inspetor, no Brasil, os chamados Limites Máximos Residuais (LMR) são mais altos que em outros lugares, além disso, o país mantém em mercado princípios ativos que já foram banidos de outros países devido à alta toxicidade. “Tiro no pé” Kluczkovski explica que a maioria dos produtos recentemente registrados não é de substâncias novas, mas do mesmo princípio ativo de outras já autorizadas. Neste caso, o que muda é o rótulo, ou seja, o nome comercial do pesticida, já que ao término do prazo de patente das empresas fabricantes, outras se interessam em entrar para o mercado. “Se tivéssemos responsabilidade de uso, esse fato não seria problema, mas com poucas condições de controle e fiscalização e falta de assistência técnica por parte dos governos; com o produtor rural sendo uma presa fácil as empresas de venda de venenos, acaba sim aumentando o consumo”, diz. A redução no preço final dos alimentos é usada como um dos argumentos dos defensores da liberação de mais agrotóxicos, já que uma maior oferta dos pesticidas levaria ao barateamento deles e consequente queda no valor dos alimentos, pois o gasto para produzi-los seria menor e a produtividade do campo, maior. Entretanto, o especialista em controle e qualidade de alimentos considera a estratégia um “tiro no pé” a longo prazo. “Estamos barateando um insumo que é o veneno, mas encarecendo outros muito mais básicos e necessários como polinizadores e água. Existem muitos outros modelos que podem ser trabalhados. Orgânicos, biodinâmicos, sistemas agroflorestais, multiplicidade de culturas”, exemplifica Kluczkovski, detalhando que no curto prazo esses modelos alternativos parecem mais caros e limitantes, mas a longo prazo são muito mais rentáveis e produtivos. Salvem as abelhas “Justificamos economicamente que precisamos de um inseticida para uma lagarta no algodão, mas esse mesmo inseticida pode matar as borboletas, abelhas e outros insetos polinizadores do algodão, e sem a flor ser polinizada não conseguiremos as plumas que é o produto da colheita. Na China já observamos fotos de trabalhadores fazendo polinização de frutíferas com vassouras, justamente por não termos mais insetos”, destaca o Kluczkovski. A escalada de mortandade das abelhas, principais polinizadores da maioria dos ecossistemas do planeta, foi o que levou o redator Vinicius dos Santos Villa, de 29 anos, a criar um abaixo-assinado pelo fim do uso de agrotóxicos à base de Fipronil, associado à morte dos insetos. Mesmo sem atuação profissional ligada ao meio ambiente, o redator abraçou a causa e conseguiu mobilizar mais de 70 mil pessoas em torno da petição, em menos de dois meses. “O cenário que o governo atual implantou com esta política
Desmatamento na Amazônia dispara e cresce 60% sob Bolsonaro

A falta de compromisso do governo de Jair Bolsonaro com o meio ambiente está expressa nos números do desmatamento na Amazônia. No acumulado de 2019, o Brasil viu uma redução de aproximadamente 1,5 vez o território da cidade de São Paulo: 2.273,6 km². Este é o pior registro desde 2016 O governo de Jair Bolsonaro, que representa interesses de ruralistas e tem pouco compromisso com o meio ambiente, tem sido responsável por um avanço sem precedentes do desmatamento na Amazônia. É o que aponta reportagem de Johanns Eller, publicada nesta terça-feira no jornal O Globo. “O desmatamento na Amazônia aumentou, em junho, quase 60% em relação ao mesmo mês em 2018. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a floresta perdeu, no mês passado, 762,3 km² de mata nativa, o equivalente a duas vezes a área de Belo Horizonte “, aponta o texto. “No mesmo período, em junho de 2018, o desmatamento havia sido de 488,4 km². No acumulado de 2019, o Brasil viu uma redução de aproximadamente 1,5 vez o território da cidade de São Paulo: 2.273,6 km². Este é o pior registro desde 2016. Na comparação mês a mês com relação a 2018, os dados estavam estáveis até abril. De abril a maio, o desmatamento deu um salto, de 247,2 km² a 735,8 km² de floresta destruída.” A reportagem lembra ainda que, na série histórica da plataforma Terra Brasilis, disponibilizada pelo Inpe e iniciada em 2015, os números deste ano até agora só são superados pelos de 2016, que registrou, até junho daquele ano, 3.183 km² de áreas desmatadas, no consolidado do ano. Naquela ocasião, os índices foram os piores desde 2008.
Codema de Montes Claros elegerá novos representantes em julho

O Conselho Municipal de Defesa e Conservação do Meio Ambiente de Montes Claros (CODEMA) elegerá novos membros para o biênio 2019/2021. O objetivo é garantir a participação e representação da sociedade na promoção, defesa e conservação do Meio Ambiente. O próximo mandato começa em 15 de julho. O prazo para habilitação dos representantes de entidades e órgãos com cadeira no conselho é de vinte dias, a contar da data de publicação do edital, que será feita nesta terça-feira, 25, no Diário Oficial do Município de Montes Claros. As inscrições devem ser entregues pessoalmente (ou através de procuração), mediante protocolo formal, por meio de ofício encaminhado pela instituição, na Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, na avenida José Corrêa Machado, 900 – Ibituruna. Antes, porém, o interessado deve conhecer o edital e certificar-se de que preenche todos os requisitos exigidos. O Codema, que tem como objetivo proteger, conservar e melhorar o meio ambiente, compõe-se de 14 membros titulares, indicados pelos seguintes órgãos e entidades: Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Secretaria Municipal de Infraestrutura ou Serviços Urbanos, Câmara Municipal de Vereadores, Ministério Público Estadual, Empresa Mineira de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Sistema Estadual de Meio Ambiente (SISEMA), Conselho Regional de Engenheiros e Arquitetos (CREA) e/ou Conselho de Agricultura e Urbanismo (CAL), Organizações Não Governamentais ligadas estatutariamente à defesa ambiental, entidades de segmentos comercial e industrial, entidade de classe dos produtores rurais do município, Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Município, 11ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e representante de instituições de ensino superior do município. Havendo mais de um candidato por entidade, a decisão sairá por votação, em reunião própria a ser agendada pela Secretaria de Meio Ambiente. Os novos representantes podem optar por alternar a representação com seus suplentes. Via Ascom/Prefeitura de Montes Claros
Prefeitura de Montes Claros combate invasões no Parque Guimarães Rosa

Fiscais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Montes Claros, com o apoio do Grupo Tático Ambiental, realizaram na manhã desta quinta-feira, 13, a reintegração de posse de áreas do Parque Municipal Guimarães Rosa, nos fundos da Rua Dr. Augusto Veloso, no bairro Morada do Sol, derrubando muros e cercas. Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Paulo Ribeiro, os locais invadidos estavam numa Área de Preservação Permanente (APP), a menos de 30 metros do leito do rio Carrapato, o que é ilegal. “Estamos empenhados em devolver para a população todas as áreas públicas que foram griladas, atendendo determinação do prefeito Humberto Souto para não tolerarmos invasões, principalmente em APPs. É por isso que estamos combatendo, desde o início desta Administração, estas invasões”, informou o secretário. De acordo com o secretário, o Parque Municipal Guimarães Rosa, que possui mais de 43 hectares e margeia o rio Carrapato, tem cerca de sete hectares invadidos e que estão sendo desocupados para promover ações com a comunidade para a utilização consciente do espaço, como trilhas e caminhadas, melhorando a qualidade de vida da população. Via Ascom/Prefeitura de Montes Claros