Sem vacina, Bolsonaro dá vexame em Nova York e é obrigado a comer pizza na rua

Jair Bolsonaro não pode entrar em restaurantes porque se recusou a se vacinar contra a covid-19 Jair Bolsonaro, que fez campanha contra a vacinação no Brasil e é chamado de genocida no Brasil e no mundo, passou vexame em Nova York, onde foi obrigado a comer pizza na rua, com sua comitiva, porque não pode entrar em restaurantes. A cidade não aceita que pessoas não vacinadas entrem em ambientes fechados. A cena representa mais uma humilhação internacional para o Brasil, que vem tendo sua imagem internacional destruída desde o golpe de estado contra a ex-presidente Dilma Rousseff e a posterior ascensão do fascismo. Confira algumas reações: Em Nova York, ainda sem tomar um banho no hotel e trocar a roupa com que embarcou em Brasília, Bolsonaro teve que comer pizza de pé, na calçada. Como ele não se vacinou, está proibido de entrar nos restaurantes, lei na cidade durante a pandemia. Cercado pela sua comitiva. pic.twitter.com/vymLZN3fsF — Hildegard Angel Oficial???????????????????????? (@hilde_angel) September 20, 2021 A VERGONHA do dia é o Bolsonaro com seus desministros comendo pizza na rua porque são PROIBIDOS de entrar em restaurantes em NY. — Thiago dos Reis ???????? (@ThiagoResiste) September 20, 2021 “Bolsonaro representa o orgulho de ser vira-lata”, diz Alex Solnik Jornalista criticou a postura de Jair Bolsonaro, que não tomou banho e teve que comer pizza na rua em Nova York por não ter comprovante de vacina para entrar em estabelecimentos fechados. “Onde já se viu uma comitiva presidencial comendo na calçada? É um orgulho de ser vira-lata. Orgulho de ser pária”, disparou O jornalista Alex Solnik criticou em sua análise no programa Bom dia 247 desta segunda-feira (20) a postura de Jair Bolsonaro, que chegou a Nova York para participar da Assembleia Geral da ONU, não tomou banho no hotel e teve que comer pizza na rua, pois não possui passaporte da vacina para entrar nos estabelecimentos fechados. “Não é apenas um vexame internacional. Onde já se viu uma comitiva presidencial comendo na calçada? É um orgulho de ser vira-lata. Orgulho de ser pária, orgulho de não ser vacinado”, disparou Solnik. “Vivemos uma situação mundial de pandemia, milhões de mortos, e vem um presidente de umas das maiores potências mundiais, que não se vacina, e que leva o ministro da Saúde a participar desse vexame. É algo inédito na história internacional”, avaliou ainda o jornalista. Ele ainda afirmou que “essa foto deve estar circulando no mundo todo e todos devem estar espantados”.
Talibãs encontram US$ 12,3 milhões em dinheiro na casa de ex-membros do governo

O agora ex-vice presidente do Afeganistão Amrullah Saleh, em cerimônia no Palácio presidencial afegão, em Cabul, em 4 ago. 2021 (SAJJAD HUSSAIN/AFP) Regime está investigando as contas bancárias de ex-funcionários de alto escalão do governo afegão deposto, em busca de provas de renda ilícita O Banco Central do Afeganistão informou, nesta quarta-feira (15), que os combatentes talibãs entregaram US$ 12,3 milhões em dinheiro em espécie e várias barras de ouro, recuperados das casas de ex-autoridades do governo anterior, incluindo a do ex-vice-presidente Amrullah Saleh. “O dinheiro recuperado veio de funcionários de alto escalão no governo anterior (…) e de uma série de agências de segurança nacional que tinham dinheiro em espécie e ouro em suas casas”, afirmou o comunicado. Durante o governo do então presidente Ashraf Ghani, a corrupção era endêmica e generalizada. Milhões de dólares em ajuda estrangeira ao país teriam sido desviados. O próprio Ghani é acusado de levar milhões de dólares quando fugiu para Abu Dhabi, o que ele nega. Os talibãs estão investigando as contas bancárias de ex-funcionários de alto escalão do governo afegão deposto, em busca de provas de renda ilícita, relataram dois funcionários do setor na terça-feira (14). Esta investigação pode levar ao congelamento de bens e contas de ex-funcionários, ministros e cargos eletivos, explicou à AFP um diretor do ‘Afghanistan Bank’, o Banco Central do país, que não quis se identificar. Um funcionário de um banco privado confirmou que uma equipe de “auditoria” dos talibãs se apresentou para examinar as contas de alguns ex-funcionários do governo deposto em 15 de agosto. Foi nesta data que os rebeldes tomaram o controle da capital do país, Cabul. Um vídeo postado nas redes sociais por várias contas dos talibãs mostra milhões de dólares em dinheiro em espécie e barras de ouro, quer teriam sido encontrados na residência do ex-vice-presidente Amrullah Saleh, em Panshir. Na gravação, da qual a AFP não conseguiu verificar a autenticidade com fontes independentes, os talibãs aparecem sentados no chão, contando dinheiro e ouro. Tudo isso teria sido encontrado dentro de malas. Um deles relata ter encontrado US$ 100.000 um dia depois de os talibãs assumirem o controle do Vale do Panshir no início de setembro e, um pouco mais tarde, US$ 6,2 milhões e 18 barras de ouro. A investigação do novo regime acontece em um momento de grande escassez de liquidez da economia nacional. Para evitar o colapso do sistema bancário, por exemplo, cada afegão agora pode sacar apenas o equivalente a US$ 200 por semana. O Banco Mundial (BM) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) suspenderam sua ajuda ao país, e os Estados Unidos congelaram as reservas do Banco Central afegão em Washington. No total, o Afeganistão estaria sem acesso a um montante de cerca de US$ 9 bilhões em ajudas, empréstimos e ativo, tuitou Ajmal Ahmady, ex-presidente interino do Banco Central afegão, na semana passada. AFP
Terrorismo – 11 de setembro: 20 anos do atentado terrorista que mudou a história

Vinte anos depois do pior atentado terrorista da história, o governo dos Estados Unidos corre o risco de oscilar da arrogância à trapalhada. Confira as verdadeiras lições do 11 de Setembro Vinte anos atrás, os EUA começaram a remodelar a ordem mundial após os ataques do 11 de Setembro. Hoje, é fácil concluir que sua política externa foi abandonada na pista do aeroporto de Cabul. O presidente, Joe Biden, diz que a retirada do Afeganistão significava “encerrar uma era” de guerras distantes, mas deixou seus aliados perturbados e seus inimigos, contentes. A maioria dos americanos está cansada de tudo isso: cerca de dois terços dizem que a guerra não valeu a pena. No entanto, o clima nacional de fadiga e apatia é um conselheiro ruim para o futuro papel dos EUA no mundo. Seu poderio continua temível e sua estratégia pode ser refeita para o século 21, desde que se extraiam as lições certas da era pós-11 de Setembro. O assassinato de 3 mil pessoas em território americano provocou uma reação que destacou o “momento unipolar” dos EUA. Por um tempo, o país parecia ter um poder incontestável. O presidente George W. Bush declarou que ou o mundo estava com a América ou contra ela. A Otan disse que o ataque às Torres Gêmeas era um ataque a todos os seus membros. Vladimir Putin prometeu cooperação militar russa. Condoleezza Rice, então conselheira de Segurança Nacional, caracterizou o acontecimento como o verdadeiro fim da Guerra Fria. A facilidade com que as forças lideradas pelos americanos derrotaram o Taleban parecia pressagiar um novo tipo de guerra leve: Cabul caiu 63 dias depois do 11 de Setembro. Houve conquistas duradouras desde então. Os esforços de contraterrorismo melhoraram: Osama bin Laden está morto e nenhum ataque aos EUA remotamente comparável foi bem-sucedido. A região de Lower Manhattan foi reconstruída em grande estilo. Mas, na maior parte, o legado da resposta ao 11 de Setembro foi amargo. A missão de esmagar a Al-Qaeda se transformou em um desejo de mudança de regime e construção de nação que deu resultados pouco convincentes no Afeganistão e no Iraque, a um enorme custo humano e fiscal. As armas de destruição em massa iraquianas eram uma miragem. Os EUA quebraram seu tabu sobre a tortura e perderam a superioridade moral. Aquela sensação inicial, ilusória, de clareza sobre quando deveria intervir militarmente se desvaneceu na indecisão, por exemplo, sobre o uso de armas químicas pela Síria, em 2013. Em casa, o espírito de unidade se evaporou rapidamente e as polarizações tóxicas zombaram de sua afirmação de ter uma forma superior de governo. O lodaçal do Oriente Médio tem sido uma distração da verdadeira história do início do século 21: a ascensão da China A derrocada de Biden em Cabul é um epílogo sombrio. Alguns enxergarão aí a prova não apenas da incompetência americana, mas também do declínio – que talvez esteja indo longe demais. A queda de Saigon não fez com que o Ocidente perdesse a Guerra Fria. E, apesar de todas as falhas dos EUA – suas divisões, suas dívidas, sua infraestrutura decrépita –, muitas facetas de seu poder estão intactas. Sua participação de 25% no PIB global é aproximadamente a mesma da década de 1990. O país ainda tem predominância tecnológica e militar. E, embora a opinião pública tenha se voltado para dentro, os interesses americanos são hoje muito mais globais do que foram durante sua fase isolacionista, na década de 1930. Com 9 milhões de cidadãos no exterior, 39 milhões de empregos sustentados pelo comércio internacional e US$ 33 trilhões em ativos estrangeiros, os EUA têm um forte interesse em um mundo aberto. Sua política externa mudou com Barack Obama, que tentou operar uma “guinada” para a Ásia e reduzir as guerras no Iraque e no Afeganistão. O desvio de Donald Trump para uma negociação bombástica foi um desastre, embora ele tenha ajudado a acabar com as ilusões dos EUA sobre a China. Biden está bem qualificado para juntar os cacos, com longa experiência em relações exteriores e conselheiros que estão elaborando uma Doutrina Biden. Seus objetivos são acabar com as guerras eternas, completar a guinada para a Ásia, enfrentar novas esferas, como a segurança cibernética, e reconstruir alianças globais. A revista The Economist apoia grande parte dessa agenda, principalmente a ênfase nas prioridades do século 21, como as mudanças climáticas. A atitude do governo em relação aos direitos das mulheres é melhor que a de seu antecessor – e pode afetar a geopolítica mais que a maioria das pessoas imagina. Mas elementos importantes da Doutrina Biden são preocupantemente confusos. O abandono do Afeganistão irritou aliados, que mal foram consultados. Uma abordagem de confronto com a China pode tirar o foco das mudanças climáticas. Abrangendo a doutrina está a insistência de que a política externa deve servir à classe média dos Estados Unidos. “Em cada ação que tomamos na nossa conduta no exterior, devemos levar em conta as famílias trabalhadoras americanas”, disse o presidente. Comércio, clima e China são preocupações simultaneamente internas e externas. Em certo sentido, é uma coisa óbvia: todos os países agem em seu próprio interesse de longo prazo, e a força em casa é um pré-requisito para a força no exterior. No entanto, o impulso de tomar decisões sobre o mundo para agradar a população nacional já está causando problemas. No Afeganistão, fixou-se um prazo artificial para a retirada (até 11 de setembro) com o intuito de agradar os eleitores americanos, e a decisão de remover todas as tropas ignorou a realidade de que uma modesta guarnição americana poderia ter impedido o Taleban de assumir o controle. Quanto à covid-19, os EUA perderam a chance de liderar uma campanha global de vacinação que teria conquistado gratidão, boa vontade e demonstrado as proezas americanas. O risco é que o viés doméstico de Biden deixe sua política externa menos eficaz. Os EUA precisa, encontrar uma nova maneira de coexistir com a China, com rivalidade e cooperação em diferentes áreas. No entanto, a política de
Reportagem do The Guardian expõe bolsonarismo ao ridículo para o mundo

Jornal britânico, um dos mais influentes do planeta, retrata de forma crua os delírios do presidente brasileiro e de seus fanáticos seguidores e informa que para muitos ele é um “enviado de Deus” O jornal britânico The Guardian publicou uma matéria especial neste domingo (5) sobre os atos golpistas preparados por Jair Bolsonaro e por seus seguidores fanáticos, que devem ocorrer no feriado da Independência, em 7 de setembro, e deu destaque especial para as bizarrices proferidas pelos fiéis defensores do presidente. Já na chamada, o diário salienta que ele é visto como um “enviado de Deus” por parte de seus admiradores. O medo de uma escalada de violência também é ressaltado no texto, logo no título. Correspondentes do Guardian foram a Sinop (MT), a cidade “onde quase 80% dos eleitores votaram no líder ultraconservador na eleição de 2018”. Lá, um homem chamado Marcos Watanabe, que se apresenta como líder de uma “associação conservadora”, usando uma camiseta com a foto de Bolsonaro, diz ao repórter que ele é admirado “porque é um presidente do povo”. Um outro seguidor, segundo o jornal ainda mais fanático, é Ilson José Redivo, presidente de um sindicato de agricultores de Sinop. Apelando para um discurso moralista e vazio, o bolsonarista mandou colocar uma placa enorme na frente da entidade que representa, onde se lê “Acreditamos em Deus e valorizamos a família. Estamos com Bolsonaro”. Em certo ponto do texto, a expressão “cidadão de bem”, um clássico da demagogia bolsonarista, é usada pelo entrevistado. Redivo diz ainda que está “indignado com o que estão fazendo com o presidente” e que “é impossível imaginar como pessoas podem denegrir a imagem do próprio país em que vivem”, além do fato de que “elas não são patriotas e nem um pouco brasileiras”. Para o agricultor, o STF e o Congresso estariam “atrapalhando a cruzada patriótica do presidente, que quer libertar o país das mãos dos corruptos e ladrões esquerdistas”, embora não fale sequer uma palavra sobre os inúmeros escândalos de corrupção envolvendo Bolsonaro, seus filhos e aliados do governo. Na longa matéria é possível notar que os repórteres do Guardian retratam de forma ridicularizada e primitiva os argumentos vergonhosos dos bolsonaristas ouvidos. Figuras sérias do meio político e acadêmico também foram consultadas pelos britânicos, que deixam claro na publicação que a intenção do presidente brasileiro ultrarreacionário é tentar projetar uma falsa sensação de força, justamente no momento em que ele está mais fraco desde sua posse, em 2019. A reportagem destaca ainda que o ex-presidente Lula está na ‘pole position’ na corrida eleitoral do ano que vem, muito à frente de Bolsonaro, o que tem deixado o atual presidente e seus fanáticos súditos ainda mais ferozes. Leia a matéria original, na íntegra e em inglês clicando aqui.
A mídia católica que golpeia Francisco – Por Mirticeli Medeiros*

Francisco tem vários desafios pela frente, entre eles o de desarticular um esquema ‘católico’ que mira o fim antecipado do seu pontificado A comunicação é um dos carros-chefes da reforma de Francisco. E não estamos falando simplesmente da renovação do aparato técnico do Vaticano nem das várias mudanças que foram realizadas no setor de comunicação da instituição desde que ele assumiu. Francisco aposta numa mudança de linguagem que seja capaz de atrair as pessoas para o núcleo da mensagem que ele propõe. O pontífice quer que a sua pregação chegue a todos os públicos. Só que, para isso, deseja que os meios de comunicação da casa sejam parceiros nesse processo. A entrevista que ele concedeu à rádio espanhola Cope, que foi ao ar na última quarta-feira (1), foi fundamental para entendermos como ele lida com as arenas virtuais nas quais se forma uma oposição consistente contra ele. Ao ser questionado a respeito de sua suposta abdicação, ele fez questão de responder que sequer lê esse tipo de notícia, negando que pretenda deixar o cargo. Um golpe certeiro contra quem pretende deslegitimá-lo. E disse que quando toma conhecimento de que suas falas foram distorcidas, prefere silenciar para não dar vazão a essas elucubrações. Francisco entendeu que, em tempos de redes sociais, todo cuidado é pouco, deixando claro, ao mesmo tempo, que não pretende alimentar aquela velha ilusão de que pode agradar a todos. Vida que segue, com foco na reforma. Diferente de outros pontificados, o dele tem tido trabalho com os impérios de comunicação católicos (por incrível que pareça!), os quais não escondem mais suas preferências políticas sob o pretexto de “defender os valores cristãos”. E fazem isso de maneira agressiva, baixa e antiética, muitas vezes. Uma preocupação que o papa atual fez questão de externar na sua última encíclica, Fratelli Tutti: “Deve-se reconhecer que os fanatismos, que induzem a destruir os outros, são protagonizados também por pessoas religiosas, sem excluir os cristãos, que podem fazer parte de redes de violência verbal através da internet e vários fóruns ou espaços de intercâmbio digital. Mesmo nos media católicos, é possível ultrapassar os limites, tolerando-se a difamação e a calúnia e parecendo excluir qualquer ética e respeito pela fama alheia”, ressaltou. Sem contar que alavancar projetos de poder, nem que para isso tenham que colocar a cabeça do papa numa bandeja, se tornou uma prática comum. O importante é alistar membros para as cruzadas contemporâneas, cujos promotores (religiosos ou não) estejam dispostos a vender até a própria alma pela causa. Uma batalha rentável, que tem se mostrado cada vez mais lucrativa. Não por acaso, são nesses veículos que temas sobre renúncia iminente, a “ortodoxia” de certos cardeais e a ideia de um pontificado enfraquecido ganham espaço, forçando uma espécie de “pré-conclave” virtual. Os membros desses grupos, que se consideram parte de uma militia Christi, cuja missão é “salvar” o catolicismo do próprio papa, são responsáveis pelas várias distorções a respeito da reforma de Francisco, sua atenção pastoral e várias outras medidas, que comumente são enquadradas como “ataques à doutrina”. Mesmo diante desse cenário, Francisco segue firme. Sinalizou que está às portas de lançar sua constituição sobre a reforma da Cúria Romana, planeja viagens e não quis deixar margens para dúvidas em relação ao futuro do seu pontificado. “Continuo vivo”, disse ele à Cope. E, pelo jeito, enquanto estiver vivo não entregará a Igreja de mão beijada para quem pretende destruí-la. *Mirticeli Medeiros é jornalista e mestre em História da Igreja pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. Desde 2009, cobre o Vaticano para meios de comunicação no Brasil e na Itália e é colunista do Dom Total, onde publica às sextas-feiras
Rebeldes resistem em vale no Afeganistão; Talibã forma governo

Panjshir é a última província a resistir ao domínio do Talibã, que retomou o controle do Afeganistão conforme as tropas norte-americanas e de seus aliados se retiravam Agência Brasil – As forças do Talibã e combatentes leais ao líder local, Ahmad Massoud, lutavam no Vale do Panjshir, nesta quinta-feira (2), mais de duas semanas após a milícia islâmica tomar o poder. Enquanto isso, os líderes do Talibã na capital Cabul trabalham para formar um governo. Panjshir é a última província a resistir ao domínio do Talibã, que retomou o controle do país conforme as tropas norte-americanas e de seus aliados se retiravam, depois de 20 anos de conflito iniciados com os ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. Os dois lados disseram ter provocado grandes danos e fatalidades. “Começamos as operações após a negociação com o grupo armado local fracassar”, disse o porta-voz do Talibã Zabihullah Mujahid. Guerrilheiros do grupo entraram em Panjshir e tomaram o controle de partes do território, segundo o porta-voz. “Eles [os inimigos] sofreram perdas pesadas.” Um porta-voz da Frente Nacional de Resistência do Afeganistão, por sua vez, afirmou que o grupo rebelde tinha total controle de todas as passagens e entradas da região e que havia repelido as iniciativas pela tomada do distrito de Shotul. “O inimigo fez múltiplas tentativas para entrar em Shotul, a partir de Jabul-Saraj, e fracassou em todas elas”, disse, em referência a uma cidade na província vizinha de Parwan.
Suga anuncia saída do governo e começa busca por candidatos a premiê do Japão

O primeiro-ministro Yoshihide Suga tem sido muito criticado pela condução do governo na pandemia O primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga, desistiu de sua tentativa de reeleição como líder do governista Partido Liberal Democrático e deve deixar o posto de premiê após sua sigla escolher um novo líder. Tradicionalmente, o chefe do partido que controla o Parlamento é o primeiro-ministro. Quatro nomes têm chance de vencer a eleição de 29 de setembro para líder da sigla e pouco depois se tornar primeiro-ministro. A oposição, por sua vez, busca tomar o controle do Legislativo em eleição que não ocorrerá antes de 28 de novembro. Depois disso, alguém de fora da atual sigla governista poderia chegar a premiê. Entre os candidatos declarados está Fumio Kishida, de 64 anos, que foi ministro das Relações Exteriores sob o premiê Shinzo Abe entre 2012 e 2017. Ele representa a visão majoritária do partido governista na maioria dos assuntos. Ex-banqueiro, Kishida já propôs um pano de estímulo econômico de centenas de bilhões de dólares para impulsionar o crescimento após o choque causado pela Covid-19 e defende uma agência do governo apenas para a resposta à pandemia. É considerado um moderado. Segundo Tomoaki Iwai, professor de Ciência Política da Universidade Nihon de Tóquio, sua longa experiência governamental e sua condição de “moderado” no PLD o tornaram o favorito nas eleições de 29 de setembro. Já Sanae Takaichi, de 60 nos, é uma ex-ministra do Interior e das Comunicações e seria a primeira mulher premiê do país. Ela tem visões mais duras sobre defesa, argumentando por elevar gastos em mísseis e satélites que poderiam permitir ao Japão se proteger de eventuais ataques da China ou da Coreia do Norte. E também diz que o país tem espaço para aumentar sua dívida. Suas posições ultranacionalistas e semelhantes ao movimento revisionista japonês a tornaram uma personalidade muito mencionada no próprio seio do PLD. Entre os candidatos não declarados, mas possíveis, estão Taro Kono, de 58 anos. Ex-ministro das Relações Exteriores e da Defesa, ele está no comando do programa de vacinação contra a Covid-19, que ganhou fôlego após um início lento, com quase a metade da população completamente vacinada. Formado pela prestigiosa American University of Georgetown, ele se comunica confortavelmente em inglês, uma raridade no mundo político japonês. Os círculos empresariais o apreciam, assim como a opinião pública, especialmente as gerações mais jovens que aprovam seus esforços para acelerar a transformação digital da administração japonesa. Já Shigeru Ishiba, de 64 anos, é ex-ministro da Defesa e tentou quatro vezes chegar ao comando do partido, até agora sem sucesso. Ishiba disse que ainda não se decidiu se tentará novamente concorrer. O ex-banqueiro de 64 anos tem o apoio da opinião pública, mas, dentro do seu próprio partido, alguns não apreciam as suas frequentes mudanças de lado e as suas declarações a portas fechadas. Na oposição, Yukio Edano, de 57 anos, é o líder do Partido Democrático Constitucional, o maior entre os oposicionistas. Ele poderia chegar ao poder apenas no caso de obter maioria na eleição parlamentar prevista para o fim de novembro. Advogado, ele é um moderado e ocupou postos no governo entre 2009 e 2012.
NEGACIONISMO – Organizador do movimento antimáscara do Texas morre de COVID-19

Caleb Wallace fundou o Defensores da Liberdade San Angelo, que organizou uma manifestação para acabar com a ‘tirania do COVID-19’ O líder do movimento antimáscara do Texas, Caleb Wallace, morreu em decorrência das complicações do novo coronavírus depois de passar três semanas na unidade de terapia intensiva, conforme informou ao New York Times, a esposa, Jessica, no sábado. Ele tinha 30 anos. Caleb Wallace se posicionava contra o uso de mácaras e contra outras restrições relacionadas à COVID-19. “Caleb faleceu pacificamente. Ele viverá para sempre em nossos corações e mentes ”, escreveu Jessica Wallace, esposa de Caleb, na página GoFundMe da família. Jessica alertou um dia antes para o estado grave de saúde do marido e afirmou que ele ‘não duraria muito’. Wallace, que morou em San Angelo, Texas durante a maior parte de sua vida, foi hospitalizado em 30 de julho. Deixou três filhos. Wallace fundou o Defensores da Liberdade San Angelo, que organizou uma manifestação para acabar com a “tirania do COVID-19”. No mesmo mês em que foi hospitalizado, Wallace organizou uma “manifestação pela liberdade” que convocou as pessoas “cansadas do governo no controle de nossas vidas” a se juntarem ao protesto. “Eles acreditavam que o coronavírus era uma farsa e achavam que o governo estava sendo pesado demais quando se tratava de máscaras”, disse a prefeita de San Angelo, Brenda Gunter, ao New York Times. Via EM
As especulações sobre a renúncia de Francisco – Por Mirticeli Medeiros*

Francisco elogia Bento XVI ao dizer que ele abriu um precedente positivo, ao renunciar. Mas, por enquanto, isso parece não estar nos seus planos (Tiziana Fabi/AFP) Parte da imprensa italiana aposta na abdicação de Francisco em breve, mas amigos do pontífice garantem que isso está fora de cogitação Em dezembro, o primeiro papa latino-americano da história completa 85 anos. E no auge da sua velhice, ele não parece muito disposto a deixar de trabalhar. Francisco é o pontífice que não tira férias. Na pausa de julho, que em teoria seria o período de descanso do atual pontífice, algumas de suas atividades são suspensas, mas ele não arreda o pé do Vaticano. Os papas anteriores, durante o rigoroso verão europeu, transcorriam suas férias em duas etapas: no palácio pontifício de Castel Gandolfo, que fica nos arredores de Roma, e nas montanhas, ao norte da Itália. Quem começou com esse costume de deixar a região Lazio, onde está localizada a cidade de Roma, para driblar as altas temperaturas, foi João Paulo II, em 1987. E Bento XVI acabou adotando essa prática. Como fiz questão de frisar em outros artigos, Francisco tem pressa. Ao assumir as vestes de papa reformador, uma missão que foi desempenhada por poucos ao longo da história da Igreja, ele sabia o quanto assumir esse papel seria exigente. E embora uma equipe de conselheiros o auxilie nessa empreitada, cabe a ele enfrentar, em primeira pessoa, todos os desafios próprios de um projeto desse porte. As perseguições e as tentativas de minar seu governo, muitas vezes travestidas de “zelo religioso”, vêm no pacote. É inevitável. A resistência às reformas é histórica dentro do catolicismo, independente da motivação que as impulsione. Em algumas situações, o próprio sumo pontífice se viu sozinho e sem apoios para realizar mudanças pontuais. João XXIII que o diga. Gregório VII, no século 11, pretendia, na verdade, romper com um sistema inaugurado por Constantino (século 4) e reforçado pelo Carlos Magno (século 8), contra o qual nenhum papa, até então, havia se oposto. A reforma gregoriana – um termo que já foi superado pela historiografia contemporânea, justamente por se tratar de um movimento que perdurou por pelo menos 3 séculos -, cria um modelo de societas perfecta, que não se estruturava a partir de um Império, mas tinha a Igreja de Roma como referência. Por outro lado, do ponto de vista moral, a ideia era recriar uma espécie de Ecclesiae primitivae forma – a igreja em sua forma primitiva. A reintrodução da regra de Santo Agostinho e a oposição à simonia são alguns dos elementos que vão ao encontro dessa proposta. Claro que estamos em outro contexto, e seria anacronismo puro dizer que Francisco segue esse mesmo modelo de reforma. Mas é bem verdade que o desejo de enquadrar a Igreja numa Ecclesiae primitivae forma é o fundamento do projeto bergogliano. Reformatio, no latim, significa justamente voltar à forma. E não podemos negar que cada decisão de Francisco passa pela pretensão de lapidar o catolicismo, de modo que ele possa atingir sua essência. A meu ver, Francisco não renunciaria agora. Bento XVI segue bem de saúde, apesar da idade. Ter dois papas aposentados, vivendo no Vaticano, não faria bem à instituição. Se já instrumentalizam Bento XVI, ao ponto de transformarem-no num baluarte de uma ideologia que não é a sua, fariam o mesmo com o Francisco. Imaginem só o trabalho do pontífice reinante diante de dois grupos que se digladiam em torno de dois papas eméritos, cobrando-lhe uma postura que corresponda a suas preferências? Uma catástrofe. Francisco nunca se opôs à possibilidade de uma renúncia, mas recorreria a essa medida quando tivesse a certeza que a Igreja não padeceria para se adaptar a esse cenário. Como um bom conhecedor da história do catolicismo, o pontífice argentino sabe que uma boa reforma é um trabalho feito em conjunto, e pode durar anos. Talvez ele não esteja vivo para ver sua conclusão. Consciente disso, sua corrida contra o tempo parte do princípio de que é necessário deixar uma estrutura pronta para que seus sucessores possam levá-la adiante. Após a publicação da constituição de reforma da Cúria Romana, prevista para dezembro, essa base de reforma será formalizada. Francisco, mesmo após uma cirurgia de média complexidade, se encontra bem. Porém, é nítido que ele precisa diminuir o ritmo, já que o peso da idade, a cada dia que passa, faz-se sentir. Enquanto isso, seguindo uma práxis antiga, seus inimigos já começam a fabular uma propaganda para convencer a opinião pública de que ele não tem mais condições para governar. Francisco, muito esperto, não deu brecha para que esse tipo de investida tivesse êxito. Desde que deixou o hospital, em julho deste ano, fez questão de voltar a todo vapor, inclusive tomando decisões que vão desde a reforma do direito canônico ao fechamento de associações que, segundo a definição da Santa Sé, se desviam dos padrões da instituição. Renunciar agora? Um reformador não o faria. E como um bom argentino, não é que ele vai arregar, assim, tão fácil, não é? *Mirticeli Medeiros é jornalista e mestre em História da Igreja pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. Desde 2009, cobre o Vaticano para meios de comunicação no Brasil e na Itália e é colunista do Dom Total, onde publica às sextas-feiras
Papa condena a hipocrisia de cristãos: ‘não são capazes de amar’

A hipocrisia, afirmou Francisco, pode colocar em perigo a unidade na Igreja (Vatican Media) Francisco encoraja à verdade na catequese desta quarta e, ao final, agradece testemunho de atletas paraolímpicos A hipocrisia, afirmou Francisco, pode colocar em perigo a unidade na Igreja “As pessoas preferem fingir do que ser elas mesmas”. Na audiência geral desta quarta-feira (25), o papa falou da hipocrisia, alertando que pode colocar em perigo a unidade na Igreja. Segundo Francisco há muitas situações em que a hipocrisia pode ocorrer: no trabalho, na política e até mesmo na Igreja, onde “é particularmente detestável”. “Infelizmente, existe hipocrisia na Igreja. Há muitos cristãos e ministros hipócritas”. Quando se age de outra forma que não seja com verdade está-se a “pôr em risco a unidade da Igreja. Que o teu discurso seja sim ou não, porque de outra forma vem do espírito do mal”, acrescentou. Para o papa, a hipocrisia é o medo da verdade. “Num ambiente em que as relações interpessoais são vividas sob a bandeira do formalismo, o vírus da hipocrisia propaga-se facilmente”, alertou esta manhã, lembrando que há vários exemplos na Bíblia onde a hipocrisia é combatida, como o velho Eleazar, e situações em que Jesus repreende fortemente aqueles que parecem justos no exterior, mas no interior estão cheios de falsidade e iniquidade. “O hipócrita é uma pessoa que finge, lisonjeia e engana porque vive com uma máscara no rosto, e não tem a coragem de enfrentar a verdade. Por isso, não é capaz de amar verdadeiramente: limita-se a viver pelo egoísmo e não tem a força para mostrar o seu coração com transparência”. Paraolimpíadas Depois da catequese, o papa Francisco recordou o início das Paraolimpíadas, em Tóquio, no Japão, na última terça-feira (24): “Envio a minha saudação aos atletas e agradeço-lhes, porque oferecem a todos um testemunho de esperança e coragem. Na verdade, mostram como o compromisso esportivo ajuda a vencer as dificuldades aparentemente intransponíveis”. Saudações Ao saudar os peregrinos poloneses, o papa recordou que na quinta-feira (26), “celebra-se na Polônia a Solenidade da Mãe de Deus venerada no santuário nacional de Jasna Gora. Cinco anos atrás, me detive com os jovens diante de seu rosto negro e confiei-lhe a Igreja na Polônia e no mundo. Que a sua proteção materna seja para vocês, para suas famílias e para todos os poloneses, fonte de paz e de bem”. Na saudação em língua italiana, o pontífice recordou os fiéis de Montegallo que, em 24 de agosto de cinco anos atrás, foram atingidos pelo terremoto. “Queridos irmãos e irmãs, a presença de vocês oferece-me a oportunidade de dirigir o meu pensamento as vítimas e comunidades do centro da Itália, incluindo Accumoli e Amatrice, que sofreram as graves consequências do terramoto. Com a ajuda concreta das Instituições, é necessário dar prova do ‘renascimento’ sem se deixar abater pela desconfiança. Peço a todos para que sigam em frente com esperança. Coragem!”, disse Francisco.