Lula é o grande líder da esquerda global, destaca imprensa francesa

Os apresentadores do TF1 destacaram que o brasileiro foi acolhido como “rockstar” em sua viagem pela Europa. Segundo comentarista, Lula é tratado como celebridade pelos líderes da esquerda francesa e virou uma obrigação para eles conseguir uma foto com ele Em horário nobre, o principal canal de TV da França, TF1, destacou em 17 de novembro que o ex-presidente Lula (PT) é o grande líder da esquerda mundial. Os apresentadores da emissora destacaram que o brasileiro foi acolhido como “rockstar” em sua viagem pela Europa, e talvez seja a única história de sucesso da esquerda moderna. Destacando o histórico político do ex-presidente brasileiro, um jornalista da TV francesa declarou que “no Brasil, Lula é ultra popular” e quer enfrentar Jair Bolsonaro. Sobre a passagem por Paris, o comentarista diz que Lula é tratado como celebridade pelos líderes da esquerda francesa e que virou uma obrigação para eles conseguir uma foto com o brasileiro. Lula se encontrou com diversos integrantes da esquerda francesa, entre eles: Anne Hidalgo (Partido Socialista), prefeita de Paris; o ex-presidente francês François Hollande (Partido Socialista); e o deputado Jean-Luc Mélenchon (França Insubmissa). Também, tratado como chefe de Estado, o ex-presidente brasileiro se reuniu com o presidente francês Emmanuel Macron.
The Economist diz que Bolsonaro faz mal à economia brasileira

Revista britânica, uma das mais prestigiadas do mundo liberal, afirma que decisão do presidente de romper com austeridade fiscal, com a anuência de Paulo Guedes, trarão impactos destrutivos às finanças do país Depois do jornalão norte-americano The New York Times denunciar as manobras de Jair Bolsonaro, em conluio com Donald Trump, para “melar” a eleição presidencial de 2022, agora foi a vez da mais influente revista do mundo no segmento econômico liberal, a The Economist, editada no Reino Unido, fazer considerações nada positivas sobre o mandatário ultrarreacionário do brasileiro. Num artigo publicado nesta quinta-feira (11), a publicação com sede em Londres deixou sua análise já muito bem exposta no título do texto: “Bolsonaro faz mal à economia brasileira”, ilustrando-o com uma charge do chefe do Executivo federal com uma torneira vazando dinheiro no lugar de seu nariz. A análise começa lembrando quem é Jair Bolsonaro, um oficial da reserva do Exército, de pensamentos de extrema direita, que nunca foi liberal e que para isso utilizou Paulo Guedes para ganhar a confiança do mercado em relação às suas intenções sobre o tema. Guedes, por sua vez, é retratado como um “economista de livre mercado”, mas que tenta de forma dissimulada arranjar desculpas para apoiar as ideias e decisões nada liberais de seu chefe. Na sequência, a Economist lembra que as posturas liberais de Bolsonaro só duram enquanto as eleições transcorriam, dizendo que seu governo fez algumas tímidas mudanças regulatórias em pensões e deu autonomia ao Banco Central (BC), já durante a gestão, mas que isso foi substituído por um governo que descaradamente usa bilhões para comprar apoio político no parlamento. As pancadas mais duras são as que revelam a entrega do governo ao centrão, garantindo que o líder radical não sofresse um processo de impeachment por sua desastrosa condução da pandemia da Covid-19, que levou o país a uma “calamidade sanitária”. Essa entrega, segundo a revista britânica, culminou com a mais recente aprovação na Câmara da PEC dos Precatórios, que “arrombou o teto de gastos”, numa tentativa desesperada de reeleição no próximo ano, já que os índices de popularidade de Bolsonaro são cada vez mais baixos. O artigo diz ainda que o Auxílio Brasil, o eleitoreiro programa de distribuição de renda, de caráter provisório, que pretende dar R$ 400 para 17 milhões de famílias até o final da próxima disputa pelo Palácio do Planalto, vem sendo visto com desconfiança, ponto em que a publicação europeia rasga elogios ao Bolsa Família, citando positivamente o ex-presidente Lula, franco favorito para vencer a próxima eleição. No fim, a conclusão da análise da The Economist não deixa dúvidas sobre a forma como Jair Bolsonaro é visto inclusive pelo mundo dos negócios. “Seu enfraquecimento mostra que Bolsonaro não é ruim apenas para o meio ambiente, para os direitos humanos e para a democracia, mas também para a economia do Brasil”, diz o último parágrafo do texto. Via Revista Fórum
New York Times: Bolsonaro quer “melar” eleição de 2022 com ajuda de Trump

Jornal mais influente dos EUA alerta para a estratégia do presidente brasileiro, ditada pelo ex-ocupante da Casa Branca, para comprometer a lisura da corrida ao Palácio do Planalto no próximo ano O mais influente diário dos EUA, o The New York Times, publicou uma matéria nesta quinta-feira (11) mostrando que o presidente Jair Bolsonaro está adotando toda a cartilha de Donald Trump, o ex-ocupante da Casa Branca, para tentar “melar” a eleição de 2022. Em meio ao derretimento de sua popularidade, o líder extremista brasileiro segue os passos de seu ídolo norte-americano visando ao comprometimento do pleito, para assim se sobressair, aponta a reportagem. O texto começa relatando uma conferência onde são reproduzidas falas de Trump e menções à China, sobre suposta interferência na disputa eleitoral, mas o autor da matéria, Jack Nicas, explica que aquilo não está ocorrendo numa reunião política dos ultraconservadores estadunidenses, mas sim no Brasil, durante um ato em apoio a Bolsonaro. Nicas mostra como as manobras do ex-mandatário de extrema direita dos EUA estão sendo aplicadas no Brasil e diz que essa pode ser a tônica da influência do Tio Sam no gigante do sul do continente. “Logo após sair dos ataques aos resultados da eleição presidencial dos EUA, em 2020, o ex-presidente Donald Trump e seus aliados estão exportando sua estratégia para a maior democracia da América Latina, trabalhando para apoiar a candidatura de Bolsonaro à reeleição no próximo ano – e ajudando a semear dúvida no processo eleitoral, caso ele seja derrotado”, diz um trecho A publicação fala ainda do uso reiterado de um procedimento habitual do homem derrotado por Joe Biden no fim do ano passado, que é mencionar o tempo todo “os comunistas”, fazendo desse espantalho ideológico o culpado por todos os fracassos de sua administração. Nicas aponta que a importância do Brasil para ideólogos extremistas de direita norte-americanos dá-se por conta da dimensão do país e de sua hegemonia na América do Sul, uma vez que somos a sexta maior nação do mundo, com 212 milhões de habitantes e uma massa de eleitores cada vez mais caminhando para as hostes ultrarreacionárias do conservadorismo. O NYT frisa também que, diante do isolamento internacional total, do derretimento de sua imagem junto aos eleitores no cenário interno e nitidamente em desvantagem nas pesquisas para a próxima corrida eleitoral, a ajuda dos radicais dos EUA cai como uma luva para Jair Bolsonaro, que está em situação difícil em todas as esferas políticas. Alguns elementos e exemplos dessa interferência dos ultrarreacionários no processo político brasileiro são destacados na reportagem de Nicas. “Steve Bannon, o ex-estrategista-chefe de Trump, disse que o presidente Bolsonaro só perderá se “as máquinas” roubarem a eleição. O deputado Mark Green, um republicano do Tennessee que promoveu leis de combate à fraude eleitoral, se reuniu com legisladores no Brasil para discutir “políticas de integridade de voto”, explica o repórter, citando igualmente o estreitamento de relações entre Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, com figuras da cúpula trumpista. O filho 03 do mandatário da direta radical brasileira, aliás, é citado em outros momentos da matéria por ser um fiel defensor da estapafúrdia ideia de que “as máquinas”, ou seja, as urnas eletrônicas, serão o ponto-chave para uma fraude nas próximas eleições, prejudicando seu pai, algo que jamais ficou sequer provado com qualquer indício. No fim, o NYT relembra que Jair Bolsonaro foi eleito em 2018 na mesma onda reacionária avassaladora que varreu os EUA e outros países mundo afora, ainda que o cenário atual seja totalmente distinto daquele de três anos atrás. Fonte: Revista Fórum
Após 20 meses, EUA reabrem suas fronteiras para brasileiros vacinados contra covid-19

Os Estados Unidos se preparam para reabrir suas fronteiras terrestres e aéreas aos viajantes vacinados contra covid-19 nesta segunda-feira (08/11), encerrando 20 meses de severas restrições criticadas pela Europa e pelos vizinhos México e Canadá. A medida também valerá para brasileiros imunizados, apesar da má fama por causa do negacionismo do presidente Jair Bolsonaro. Famílias separadas, relações comerciais interrompidas, ambições de carreira frustradas: a “proibição de viagens” imposta pelo então presidente Donald Trump no início de 2020, mais tarde confirmada por seu sucessor Joe Biden, agravou as turbulências provocadas pela pandemia. Para se proteger dos países mais atingidos pela covid-19, Trump impôs rapidamente restrições de viagens da China em fevereiro de 2020. Depois, no dia 13 de março, foi a vez dos países da Europa pertencentes ao espaço Schengen (a lista de 26 países europeus que aboliram oficialmente todos os passaportes e controles em suas fronteiras mútuas). Reino Unido e Irlanda foram restringidos alguns dias depois, enquanto as fronteiras terrestres já estavam praticamente fechadas com o México e o Canadá. Com todos esses países, a densidade das trocas humanas e econômicas é extremamente intensa. “Foi muito difícil, só quero ver meu filho”, disse à AFP Alison Henry, uma britânica de 63 anos que viajará na segunda-feira (08/11) para encontrar seu filho em Nova York após 20 meses de separação. Desde o verão passado era possível viajar dos Estados Unidos para a Europa, mas os estrangeiros que se estabeleceram nos Estados Unidos e possuíam certos vistos não tinham garantia de poder voltar para casa. Para atender ao previsível aumento da demanda, as companhias aéreas aumentaram o número de voos transatlânticos e o tamanho dos aviões. O levantamento das restrições também representa um respiro para o setor de aviação em crise pela pandemia. Também ao longo da imensa fronteira mexicana, inúmeras cidades americanas, no Texas ou na Califórnia, sofreram um forte choque econômico e aguardam ansiosamente o retorno à normalidade. Os ricos aposentados canadenses, por exemplo, podem agora, sem medo, na época da primeira geada, iniciar sua jornada anual de carro para a Flórida e suas delícias climáticas. Vacinação e testes PCR Para os viajantes que chegam de avião, os Estados Unidos solicitarão a partir de segunda-feira (08/11), além do certificado de vacinação e do teste negativo para Covid feito nos três dias anteriores à partida, o estabelecimento pelas companhias aéreas de um sistema de rastreamento de contatos. Outra exigência é um teste PCR ou antígeno negativo, feito até três dias antes do embarque. No caso de crianças e adolescentes de até 17 anos não é necessário apresentar o comprovante de vacinação, mas um teste negativo para covid, realizado no mesmo período de seus responsáveis, será cobrado. Para a rota terrestre, as restrições serão suspensas em duas etapas. A partir de segunda-feira (08/11), as pessoas que chegarem ao país por motivos considerados não essenciais, como família ou turismo, poderão cruzar a fronteira do Canadá ou do México, desde que estejam vacinadas. Aqueles que o fazem por motivos imperiosos, por exemplo, os motoristas de caminhão, estarão isentos deste requisito. Mas a partir de janeiro a obrigação de vacinação se aplicará a todos que cruzarem as fronteiras terrestres, independentemente do motivo da viagem. As autoridades de saúde dos EUA também indicaram que todas as vacinas aprovadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) serão aceitas. Por outro lado, a OMS está mais uma vez alarmada com a taxa de transmissão “muito preocupante” da covid-19 na Europa, que pode causar mais meio milhão de mortes no continente até fevereiro. Esta quarta onda atinge principalmente a Alemanha, com a qual o governo Biden é especialmente cuidadoso em suas negociações. Embaixada e consulados norte-americanos retomam renovação de vistos A partir de hoje, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil e os consulados retomam a emissão e a renovação de vistos para turistas já vacinados contra a covid-19. Por causa da pandemia, desde maio de 2020 o serviço estava com vagas limitadas, com prioridade para pessoas em situação de emergência e vistos estudantis. Nesta nova etapa, esses últimos continuam sendo prioritários. De acordo com o porta-voz e chefe da seção consular da embaixada, Antonio Agnone, um número significativo de vagas para entrevistas, incluindo datas para este ano, já foram disponibilizadas. Outra novidade é que, de acordo com a disponibilidade, entrevistas já marcadas poderão ser reagendadas para uma data mais próxima. A embaixada e consulados recomendam que os solicitantes de visto chequem regularmente o site de agendamento para novos horários.
Anti-Bolsonaro, Miss Universo diz ter sido desconvidada do Miss Brasil

Modelo disse que foi formalmente convidada pelo grupo, mas que há poucos dias recebeu um e-mail informando que sua presença havia sido dispensada. A produção do Miss Universo Brasil é controlada por Winston Ling, empresário bolsonarista, ponte entre Paulo Guedes e Bolsonaro A vice Miss Universo de 2020, a brasileira Julia Gama, que já se posicionou diversas vezes contra o governo Bolsonaro em suas redes, disse que foi desconvidada do evento que premiará a Miss Universo Brasil deste ano. A produção do Miss Universo Brasil é controlada por Winston Ling, empresário bolsonarista. Em seu Instagram, a modelo, que foi Miss Brasil em 2020, diz que foi formalmente convidada pelo grupo, mas que há poucos dias recebeu um e-mail informando que sua presença havia sido dispensada. Julia Gama alega não saber os motivos pelos quais foi desconvidada, mas escreveu: “Mesmo que compartilhássemos de opiniões distintas e, até mesmo, de valores conflitantes, eu acredito que juntos, eu e a Organização Miss Universo Brasil, realizamos um trabalho incrível juntos, que nos rendeu o título de Vice Miss Universo”, lembrou a modelo em um post no Instagram. Leia a íntegra no Metrópoles.
Bolsonaro está mais isolado do que nunca e é incapaz de administrar a economia

Editorial do Financial Times, um dos principais jornais de economia do mundo afirma que “a maior nação da América Latina está pagando um preço alto” pela incompetência do governo federal O Financial Times, um dos jornais econômicos mais importantes do mundo, publicou nesta segunda-feira (1) um duro editorial criticando o governo de Jair Bolsonaro (sem partido), cujo título é “O pesadelo do coronavírus do Brasil: Bolsonaro está mais isolado do que nunca”, e afirma que ele se mostrou “incapaz” de conduzir a economia. O jornal destacou o trabalho da CPI da Covid e afirmou que a comissão “recomendou que os promotores o acusassem de nove crimes, incluindo crimes contra a humanidade, por lidar mal com a pandemia. Bolsonaro considerou a investigação do Congresso sore coronavírus uma ‘piada’, mas o dano à sua reputação já foi feito. Seis meses de depoimentos sobre o manejo inadequado da pandemia por parte do governo, grande parte dela transmitida ao vivo, reduziram seu índice de aprovação”. Além disso, o Financial Times também citou os mais de 100 pedidos de impeachment protocolados contra o chefe do governo federal na Câmara dos Deputados, mas afirmou que a abertura de um processo de impeachment contra o presidente é muito difícil, pois, segundo o jornal, Bolsonaro conta com o apoio de Arthur Lira. “O homem responsável por decidir se vai acusar Bolsonaro pelo manejo incorreto da pandemia é o procurador-geral Augusto Aras, nomeado pelo presidente. Outro aliado, o presidente da câmara baixa Arthur Lira, está convenientemente atendendo a todos os pedidos de impeachment”, diz o Financial. Por fim, o jornal afirma que Bolsonaro se mostrou “incapaz de administrar a economia ou a pandemia, e a maior nação da América Latina está pagando um preço”. “A ameaça mais potente às esperanças de reeleição de Bolsonaro, pode vir a ser econômica, ao invés de legal. Os mercados brasileiros despencaram na semana passada com o temor de que seus planos de distribuir novos subsídios mensais de US$ 70 aos eleitores mais pobres. Ao entrar no último ano de seu mandato, Bolsonaro se mostrou incapaz de administrar a economia ou a pandemia, e a maior nação da América Latina está pagando um preço alto”, finaliza o editorial. O texto pode ser conferido aqui.
As piadas infames do Juiz-Ladrão e do Parasita em Washington – Por Jeferson Miola

Publicado originalmente no Blog do autor Depois da piada do Paulo Guedes, que disse que por estar no governo perdeu [sic] de 4 a 5 vezes os R$ 14 milhões que ganhou no esconderijo na offshore, agora é a vez do Juiz-Ladrão, como disse Glauber Braga, aparecer com uma piada infame. Sérgio Moro, reconhecido como suspeito e parcial pelo STF, comunica desde Washington que vai palestrar na Universidade de Chicago sobre a experiência de combate à corrupção no Brasil [sic]. Na realidade, contudo, ele vai ensinar ao mundo como se corrompe a justiça de um país. O caso de amostra, inclusive, da gangue de Curitiba, é hoje reconhecido como o maior escândalo de corrupção judicial do mundo. Por coincidência, Moro vai fazer isso na mesma Universidade onde o Parasita Paulo Guedes aprendeu as fórmulas macabras que ajudou aplicar nos governos do sanguinário Pinochet no Chile e do genocida-miliciano no Brasil. O incrível nisso tudo é que o Juiz-Ladrão continua solto, impune, sem responder a processos criminais e refugiado nos EUA. E o Parasita continua no cargo, impune e com toda dinheirama sonegada no bolso.
Comitê da ONU anuncia data do julgamento de queixa de Lula contra Moro

O caso foi apresentado em 2016 pela defesa do ex-presidente, que acusa o ex-juiz de atuação irregular contra o petista, o que fere o pacto internacional de DH; mesmo com as decisões do STF, o processo foi mantido O Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) marcou para maio de 2022 o exame final do caso envolvendo o ex-presidente Lula. A queixa foi apresentada em 2016 pela defesa do ex-presidente onde argumenta que o processo contra Lula não foi imparcial e que o então juiz Sergio Moro atuou de forma irregular, o que fere o pacto internacional de Direitos Humanos do qual o Brasil é signatário. Mesmo com as decisões do STF, a defesa do ex-presidente decidiu por manter processo O Comitê é o espaço da ONU para analisar e supervisionar o cumprimento do Pacto Internacional de Direitos Civis e Político, o qual é assinado pelo Brasil. Ainda que o órgão não tenha meios para exigir que um Estado cumpra suas decisões, uma condenação é considerada como uma “obrigação legal” se o país denunciado ratificou os tratados que criaram o mecanismo. Análise do processo As equipes legais da ONU, em outubro de 2016, aceitaram dar início ao exame. Para que uma queixa seja aceita, a entidade em Genebra precisa concluir que o sistema judicial brasileiro não tem a capacidade ou garantias suficientes de independência para tratá-lo. Em agosto de 2018 o Comitê de Direitos Humanos da ONU deu a primeira vitória para Lula: o órgão concedeu medidas cautelares e solicitou às autoridades brasileiras que mantivessem os direitos políticos do ex-presidente até que o seu caso fosse avaliado pelo Supremo Tribunal Federal e que o mérito fosse tratado em Genebra. No entanto, a decisão do Comitê foi ignorada pelo Brasil, o que levou o órgão a considerar essa recusa em aceitar a decisão em sua decisão final. De acordo com informações do UOL, o Comitê indica que concluiu tanto a avaliação sobre a admissibilidade do caso como a questão do mérito. Porém, a decisão cabe aos 18 peritos do órgão, que se reúnem em maio de 2022 e quando deve ser proferida uma decisão final sobre o caso. Via UOL.
Corte Internacional – Bolsonaro é denunciado pela 6ª vez no Tribunal Penal Internacional

Desmatamento na Amazônia motiva mais uma denúncia contra Bolsonaro em Haia, na Holanda – Foto: Cia Pak/UN Photo Com suporte de ambientalistas, ex-juízes e cientistas, ONG austríaca acusa o presidente de crime contra a humanidade O Tribunal Penal Internacional, em Haia, na Holanda, recebeu a sexta denúncia contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), nesta terça-feira (12). Dessa vez, a queixa foi impetrada pela ONG All Rise, da Austría, que acusa o mandatário brasileiro de crime contra a humanidade em razão de sua política ambiental. “O presidente brasileiro Jair Bolsonaro está destruindo a Amazônia. Suas ações ameaçam a todos nós. Hoje, o planeta revida. Estamos entrando com uma ação contra Bolsonaro no Tribunal Penal Internacional. Juntos, vamos cobrá-lo”, anunciou a All Rise em seu perfil no Twitter. A ação, intitulada “Planeta contra Bolsonaro” acusa o presidente brasileiro de atuar para o aumento do desmatamento na Amazônia; a alta no número de incêndios na Amazônia; e maior emissão de CO². Um vídeo foi divulgado pela entidade para reforçar a denúncia, que está amparada por 300 páginas de estudos conduzidos por cientistas. O Tribunal Penal Internacional atua com jurisdição em 120 países, entre eles o Brasil, e julga indivíduos por crimes de guerra, genocídios, crimes ambientais e crimes contra a humanidade. Na Corte de Haia, Bolsonaro já foi denunciado outras cinco vezes. Relembre todas as acusações: 1) Novembro de 2019 A primeira, em novembro de 2019, foi protocolada pelo Coletivo de Advocacia em Direitos Humanos (CADHu), por “crimes contra a humanidade” e “incitação ao genocídio dos povos indígenas”. De acordo com a entidade, o presidente brasileiro coopera para o avanço do agronegócio contra os povos originários em suas terras. Na denúncia, o CADHu afirma que Bolsonaro teria adotado 33 medidas para facilitar o genocídio de indígenas, como a diminuição da fiscalização e a omissão no socorro aos povos originários do país. 2) Abril de 2020 Em abril de 2020, a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) denunciou Bolsonaro pela condução da crise gerada pela pandemia do coronavírus. Na época, a entidade acusava o presidente de “atitudes absolutamente irresponsáveis”. Por isso, solicitam à Corte que instaure procedimento para averiguar a conduta do presidente e condene Bolsonaro pelo crime contra a humanidade por expor a vida de cidadãos brasileiros, com ações concretas que estimulam o contágio e a proliferação do vírus. “Por ação ou omissão, Bolsonaro coloca a vida da população em risco, cometendo crimes e merecendo a atuação do Tribunal Penal Internacional para a proteção da vida de milhares de pessoas”, pede a ABJD, em sua petição. 3) Junho de 2020 Também pela postura de Bolsonaro na condução da pandemia do coronavírus, o PDT foi ao Tribunal Penal Internacional. Em junho de 2020, o partido protocolou uma denúncia, acusando o presidente brasileiro de crime contra a humanidade. O PDT alegava que Bolsonaro contrariava as determinações da Organização Mundial da Saúde (OMS), de cientistas e infectologistas, para reduzir o contágio dos brasileiros e a curva, ascendente na época, de mortos pela doença. “Ressoa inconteste que as falas irresponsáveis proferidas pelo presidente da República, sobre o novo coronavírus, influenciam o comportamento dos cidadãos para o descumprimento das medidas necessárias ao combate do Covid-19”, afirmava o partido em sua denúncia. 4) Agosto de 2021 Em agosto de 2021, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) protocolou uma denúncia com 148 páginas em Haia, contra Bolsonaro. Na queixa, a entidade acusa o presidente de agir “de forma deliberada para exterminar etnias” e estabelecer um “Brasil sem indígenas.” “A política anti-indígena em curso no Brasil hoje é dolosa. São atos articulados, praticados de modo consistente durante os últimos dois anos, orientados pelo claro propósito da produção de uma nação brasileira sem indígenas, a ser atingida com a destruição desses povos, seja pela morte das pessoas por doença ou por homicídio, seja pela aniquilação de sua cultura, resultante de um processo de assimilação”, afirma a Apib, em seu documento. 5) Setembro de 2021 O Movimento Brasil Livre (MBL), ex-aliado de Bolsonaro, também foi à Haia contra o presidente. Foi em Setembro de 2021, para denunciar o mandatário por genocídio, por sua atuação durante a pandemia do coronavírus. Em sua denúncia, o movimento afirma que Bolsonaro ignorou evidências científicas e agiu com descaso durante o combate ao coronavírus. “Bolsonaro rejeitou vacinas intencionalmente, além disso, incentivou o povo a não se vacinar. Esse canalha sempre agiu a favor do vírus e deve ser responsabilizado pelos seus crimes”, protestou Renato Battista, coordenador do MBL, na época. Fonte: Brasil de Fato
Nobel da Paz premia luta pela liberdade de expressão

O comitê da Noruega concedeu nesta sexta-feira (8) o Prêmio Nobel da Paz de 2021 aos jornalistas Maria Ressa e Dmitry Muratov. Ressa é CEO da Rappler, uma agência de notícias que faz críticas ao governo das Filipinas. Muratov dirige o jornal russo independente Novaya Gazeta O comitê da Noruega concedeu nesta sexta-feira (8) o Prêmio Nobel da Paz de 2021 aos jornalistas Maria Ressa e Dmitry Muratov. Ressa, a primeira mulher neste ano a receber um Nobel, é CEO da Rappler, uma agência de notícias que faz críticas ao governo do presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte. Muratov dirige o jornal russo independente Novaya Gazeta. Segundo a Academia, a dupla foi premiada “por seus esforços para salvaguardar a liberdade de expressão, que é uma pré-condição para a democracia e a paz duradoura”. O relato foi publicado pela CNN Brasil. “O jornalismo livre, independente e baseado em fatos serve para proteger contra o abuso de poder, mentiras e propaganda de guerra”, disse Berit Reiss-Andersen, presidente do Comitê Norueguês do Nobel, ao anunciar o prêmio em Oslo nesta sexta.