Mutirão Direito a Ter Pai em Montes Claros

 Ação acontece simultaneamente em Belo Horizonte e em 38 comarcas de Minas Gerais  – Por Alana Freitas – Jornal Gazeta Amanhã (27), das 8h às 17h, acontece, simultaneamente, em Belo Horizonte e em 38 comarcas de Minas Gerais, incluindo Montes Claros, a quinta edição estadual do ‘Mutirão Direito a Ter Pai’. A iniciativa é uma realização da Defensoria Pública do Estado, em parceria com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais. A ação tem como objetivo a garantia do direito ao nome do pai no registro de nascimento de crianças, adolescentes e adultos. Além do reconhecimento da paternidade, o mutirão possibilitará, ainda, o reconhecimento da maternidade. Ter o nome do pai na certidão de nascimento é um direito, garantido pela Constituição Federal e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Além do valor afetivo, o registro paterno assegura direitos legais, como recebimento de pensão alimentícia e de herança. Durante o mutirão, serão realizados gratuitamente exames de DNA, com coleta feita por profissionais de saúde, dentro das unidades da Defensoria Pública; reconhecimento espontâneo de paternidade e maternidade; elaboração de acordos relacionados a alimentos, guarda e visitas e orientação e/ou agendamento para propositura de ações de investigação de paternidade. Além do reconhecimento da paternidade, o mutirão também possibilitará o reconhecimento da maternidade, naqueles casos em que a pessoa não tem o nome da mãe em seu registro de nascimento. De acordo com o defensor público, Cláudio Fabiano Pimenta, o Mutirão busca promover “não só o reconhecimento da paternidade e os direitos legais, mas a conscientização quanto à importância da aproximação entre pais e filhos, possibilitando ainda a reconstrução de vínculos afetivos”, explica. Ainda segundo o defensor, a ação acelera o exitoso trabalho realizado pelo Centro de Reconhecimento de Paternidade, custeado pelo Tribunal de Justiça. “O Mutirão tem funcionado muito bem para acelerar a realização dos exames de DNA. No ano passado realizamos 600 atendimentos, destes 160 culminaram na realização do exame. Além disso, a iniciativa promove a paternidade responsável e o compromisso do pai com as necessidades da criança”, enfatizou. Neste ano, a Defensoria Pública de Montes Claros disponibilizou 200 exames. Os interessados fizeram um cadastro prévio na sede da Defensoria para solicitar a participação no Mutirão. Os exames genéticos estão sendo disponibilizados pelo Tribunal de Justiça, por meio do Centro de Reconhecimento de Paternidade (CRP). Em caso de reconhecimento espontâneo, a nova certidão de nascimento estará disponível no cartório em até 45 dias. “Se o reconhecimento for por meio da investigação genética, o resultado do exame estará disponível até o dia 2 de janeiro de 2018”, informou Pimenta. Ainda segundo o defensor, neste ano, o Mutirão não vai incluir o reconhecimento de pais falecidos, por causa da burocracia. “Esse tipo de reconhecimento envolve a reconstrução de DNA, por isso é preciso envolver um grande número de familiares da pessoa falecida. E nos anos anteriores tivemos grandes dificuldades para a realização desse tipo de reconhecimento”, justificou. Desde sua primeira edição, em 2011, o Mutirão Direito a Ter Pai tem facilitado o reconhecimento de paternidade em Minas Gerais. O programa já promoveu 37.698 atendimentos, tendo sido realizados 6.385 exames de DNA e 1.618 reconhecimentos espontâneos. Em Montes Claros, a iniciativa acontece das 8h às 17h na sede da Defensoria, que fica na Rua Dr. João Luiz de Almeida, 454, Bairro Vila Guilhermina. Mais informações pelo telefone (38) 3222-1361. (AF)

Palco Giratório chega a Montes Claros

 Reconhecido como uma das mais importantes iniciativas de fomento às artes cênicas do cenário cultural brasileiro, o Palco Giratório, promovido pelo Sesc, chega a Montes Claros, no próximo dia 3 de novembro.  Por Alana Freitas – Jornal Gazeta – De acordo com a organização, das 8h às 14h30, o Coletivo na Esquina vai realizar a oficina de Acrobacia e acrobacia coletiva, no Sesc Montes Claros. Já no dia 4, o mesmo grupo apresenta, às 20h, na Praça da Catedral, o espetáculo circense Na esquina, com classificação livre. A participação é gratuita. O coletivo é composto por sete artistas circenses de Belo Horizonte, uma francesa e o músico Juninho Ibituruna. Formados pela Spasso Escola Popular de Circo, foram estudar em escolas de circo européias: Académie Fratellini (Paris) e Escola Superior das Artes do Circo (Esac, de Bruxelas). O Espetáculo Na Esquina é o primeiro da companhia, e circula pelo Brasil e Europa desde 2012. Reconhecido como uma das mais importantes iniciativas no segmento de artes cênicas do país, o Palco Giratório é uma rede de intercâmbio e difusão das artes cênicas consolidada no cenário cultural brasileiro. Ao longo de 19 edições, levou uma grande variedade de gêneros e linguagens artísticas para um público diversificado, em 9.526 apresentações em todo o Brasil, entre grupos de teatro de rua, circo, dança entre outras linguagens artísticas — em instalações do Sesc, praças e outros espaços urbanos. A oficina, cujas inscrições já estão encerradas, é direcionada a artistas profissionais e em formação, nas áreas de circo, dança, teatro, e também a esportistas com práticas ligadas à acrobacia. “O Palco Giratório é um projeto que vai além do circuito de espetáculos, pois leva ideias, provocações e questões lançadas pela curadoria para o Brasil, incluindo cidades pequenas. São 20 anos disseminando as artes cênicas, em diferentes manifestações e linguagens culturais, promovendo intercâmbio de modos de fazer, criar, pensar e sentir”, ressalta Raphael Vianna, técnico de Artes Cênicas do Sesc. Além dos espetáculos, o Palco Giratório conta com seminários, onde são discutidos aspectos relevantes das artes cênicas e políticas públicas para o teatro, entre outros temas. “Refletir sobre os 20 anos do Palco Giratório é uma oportunidade ímpar para ampliar as principais discussões que atravessam o projeto, apontando, assim, para uma perspectiva de futuro”, finaliza Raphael. O ESPETÁCULO Na esquina, via cruzada de caminhos que buscam por outros. Ciclos e repetições simultâneas entram em jogo em inter-relações diversas: o mastro chinês, o trapézio fixo, a lira, o malabares, a acrobacia de solo e o mão-a-mão. Sobreposições, erros, linhas que se cruzam, para construir um corpo que rompe com a previsibilidade do espetáculo circense. O encontro entre amigos é a possibilidade de produzir a diferença, para além do reforço das identidades, abre-se para as relações entre quem dirige, quem atua e quem assiste. Na esquina é o ponto de partida para outros lugares. (AF)

Prefeitura faz reintegração de áreas invadidas

A Prefeitura de Montes Claros realizou, ontem de manhã, a reintegração de posse de área pública no Distrito Industrial, em terreno que o responsável pela invasão tinha levantado à base da sua casa.  Por Girleno Alencar – Jornal Gazeta Outras três áreas também seriam desocupadas, mas, por falha na logística, elas foram suspensas. Seriam desocupadas áreas no bairro Cidade Industrial, Vila Ipê e Barcelona Park, em operação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente com apoio da Guarda Municipal. A previsão é que essas reintegrações de posse ocorram hoje. O assunto gerou muita polêmica ontem de manhã. Uma equipe de operários da Prefeitura e de guardas municipais foi para a rua Francisco Anolino de Souza, no bairro Barcelona Park, onde a acusação é que uma área verde as margens do córrego Pai João foi invadida, com a construção de casas. Porém a operação foi suspensa, com a alegação de que precisam de ordem judicial para demolir as casas na área verde. Os moradores da rua ficaram tensos, com o risco da ação de reintegração de posse. A dona de casa Sonia Maria Ferreira dos Santos nega que seja invasora, mas sim posseira e explica que reside no local há 18 anos, pois na época, entrou na área publica e construiu sua casa. Por isso, entende que tem o direito adquirido. Justifica ainda que a própria Prefeitura ofereceu a proposta de resolver sua situação, legalizando o documento e ainda forneceu a autorização para a rede de água, esgoto e luz. Ela explica que todas as casas existentes na rua foram viabilizadas pelo sistema de ocupação da área. Nervosa com o risco de perder sua casa, Sonia afirma que se dispõe a dialogar, mas sai do local apenas com ordem judicial. O risco de reintegração, segundo ela, começou a dois meses atrás, quando uma senhora conhecida como Maria José e residente no bairro Independência, decidiu ocupar um terreno na rua, aproveitando que sua Irma reside na mesma rua. Ela foi alertada de que isso traria problemas. A mulher levantou a construção no terreno. Na sexta-feira passada uma equipe da Guarda Municipal foi ao local, para ser feita a desocupação, mas a mulher não estava na casa. A delimitação do imóvel foi retirada. Ontem de manhã os operários e maquinários foram para o local, mas a Procuradoria Jurídica do município suspendeu a reintegração.

Montes Claros perde o irreverente Bala Doce

 – Faleceu na tarde deste Domingo (23), aos 72 anos de idade, o escritor Augusto José Vieira Neto, mais conhecido como Augustão Bala Doce. Ele foi encontrado já sem vida em seu apartamento, no Bairro Morada do Sol, em Montes Claros – Colunista do EM CIMA DA NOTÍCIA, Bala Doce foi advogado, professor universitário, juiz de direito e procurador-chefe de defensoria pública, e deixou tudo pela literatura, tendo publicado 12 livros: Casa do Direito (1979), Estórias do Bala – vol. I (1996), Estórias do Bala – vol. II (1997), Judiciário e Cidadania (1998), Balorizonte – Memórias (1999), Bala XXI (2000), Baladas – Poemas (2001), Bala 60 (2005), Nico Porreta (2009), Vou te contar… (2009), O roubo do pequi atômico (2012) e Meus Amigos… Minas Turmas… Meus 70 anos (2015). Baladocianas – Augusto Vieira A ACADEMIA MONTES-CLARENSE DE LETRASSei que minha aldeia é um centro regional. Sei que muita gente de outras plagas veio para cá, gostou, ficou, constituiu família e deixou descendência. Sei de nossa integração com a Bahia. Costumo até dizer que sou “baianeiro”. Meu pai veio de Conselheiro Lafayette, nos anos 20, do século passado. Minha mãe é nativa. Meu bisavô, Ângelo de Quadros Bittencourt nasceu em Caeteté, na Bahia. Casou-se com duas irmãs Sá, da Fazenda Santo André, do antigo Brejo das Almas. Foi meu primo Francisco Sá que, como Ministro da Viação, trouxe a estrada de ferro para nós. Hospedou-se na casa de minha avó Zizinha, quando veio inaugurar.Passei minha infância e juventude em minha aldeia e fui estudar fora porque ela ainda não tinha ensino superior. Voltei pra ela, onde exerci minha profissão de 1970 a 1982, quando ingressei na magistratura mineira, na qual fiquei até 1997, quando me aposentei, em Belo Horizonte. Continuei residindo em Belo Horizonte e em minha aldeia, depois de aposentado, para o que comprei nela um pequeno apartamento, aonde hoje resido sozinho, desde novembro de 2014, depois que requeri o meu divórcio e obtive a separação preliminar de corpos. Pelas minhas andanças, vê-se que eu jamais poderia ser xenófobo. No entanto, anotem bem isso, meus caros leitores: pelo andar da carruagem, dentro de pouco tempo, não teremos mais nenhum montes-clarense nativo nos quadros da Academia Montes-clarense de Letras. É preciso um trabalho de base nela, uma total reformulação. Aponto algumas coisas que poderiam ser feitas:1 – Sede própria;2 – Concursos literários, especialmente para a juventude;3 – Seminários, simpósios, conferências sobre as obras dos antigos acadêmicos, já falecidos;4 – Intercâmbio com outras academias nacionais, estaduais e municipais.5 – Semanas literárias.Academias de Letras não foram feitas para fazerem solenidades de lançamento de livros de seus membros. O escritor que pertence a uma Academia lança seu livro é para o público, nos lugares que ele julgar mais conveniente. Muitas vezes o escritor nem decide isso, mas sua editora e/ou distribuidora. Aqui é considerado desfeita, por exemplo, se eu lançar um livro no Quarteirão do Povo, como já fiz. Eles tem que fazer uma solenidade, constituir uma mesa e cansarem o publico com um chato discurso de apresentação da obra e com mais outras palavras de outros viciados, que não podem ver uma plateiazinha que fazem um discurso. O escritor se cansa e depois ainda vai dar autógrafos. Cansam o público. Depois eles saem do local com seus egos lavados e com suas vaidades satisfeitas.Estou decepcionadíssimo com minha Academia, hoje comandada, na prática, por um jovem escritor, principiante, que fez a mim uma grande desfeita, emprenhando-se por falas maledicentes, sem sequer me dar o benefício da dúvida. Esse menino forasteiro encontrou apoio de antigo acadêmico, bem manjado, que dominou de fato a instituição e faz o que bem entende dentro dela. Nós, os acadêmicos – e eu sou dos mais antigos – não somos mais ouvidos para nada. Nem nos reunimos mais, como antigamente. Eles são imperativos. Não são pessoas dialógicas. Infelizmente. Se vagar uma cadeira eles colocam lá quem eles bem entenderem, até pessoas que nunca escreveram um livro sequer. E assim vão reforçando sua oligarquia, com o objetivo de se perpetuarem no poder…Fica aqui registrado meu mais veemente protesto contra essa situação. Eles estão destruindo não é a mim, não. Tenho onde lançar meus livros, que são muito bem recebidos. Estão destruindo é nossa identidade cultural. E saibam que eu digo isso tudo sem pretensão de cargo. Jamais me candidatarei a qualquer cargo em nossa Academia. Só não quero é deixar morrer nossa História, nossa cultura e nossas mais caras tradições – aqui, é bom que se diga, sem qualquer reacionarismo de minha parte, mas apenas com a intenção de legar à juventude nossa identidade literária e, portanto, também cultural.Vejam como eu era, quando tomei posse da cadeira 34, na presença de meu querido e inesquecível amigo Cyro dos Anjos, montes-clarense, membro da Academia Brasileira de Letras, para a qual minha aldeia, infelizmente, negou o fardão ao imortal montes-clarense nativo Darcy Ribeiro.

Capela de Niemeyer poderá sair do papel

 – Projeto elaborado pelo renomado arquiteto Oscar Niemeyer, de construção de Capela às margens da Lagoa do Interlagos deverá ser executado –  Na última quinta-feira (19) engenheiros, arquitetos, secretários municipais e ambientalistas estiveram visitando as margens da lagoa, para fazer um diagnóstico e verificar a possibilidade de executar uma capela ecumênica, projeto do arquiteto Oscar Niemeyer. O pedido da capela para o renomado arquiteto foi feito pelo ex-prefeito Mário Ribeiro (irmão de Darcy Ribeiro), quando a sede da Unimontes recebeu a denominação de Câmpus Darcy Ribeiro. A capela ecumênica seria construída na Universidade Estadual de Montes Claros, mas por incompetência dos reitores, este projeto nunca saiu do papel.Além da capela ecumênica, Niemeyer elaborou para Montes Claros o Museu de História Natural, com estilo de caracol que contaria a história da cidade, desde a fundação até os dias atuais e o Centro Integrado de Educação e Formação de Professores, contudo os nossos gestores ignoraram sua arte. Mesmo com todos seus projetos sendo ignorado, um ex-prefeito ainda teve a coragem de procurar Oscar Niemeyer pedindo um projeto arquitetônico do Centro de Convenções de Montes Claros, que seria construído no Bairro Interlagos, mas o gênio da arquitetura ignorou, demonstrando irritação por ter elaborado três projetos arquitetônicos para Montes Claros e nenhum deles ter sido executado. Leia mais AQUI

Adeus ao padre Henrique Munáiz

 – Morreu na manhã dessa quinta-feira (19) o padre Henrique Munáiz Puig, aos 86 anos, pároco da Arquidiocese de Montes Claros –  Confira a nota oficial da Arquidiocese: COMUNICADO DE FALECIMENTO: A Arquidiocese de Montes Claros com pesar, informa o falecimento do Padre Henrique Munáiz Puig de 86 anos ocorrido na manhã de hoje na Santa Casa desse município. O Jesuíta estava com Leucemia Melóide aguda. Natural da Espanha, cidade de Pontevedra, Henrique Munáiz Puig nasceu no dia de Natal, 25 de dezembro de 1930. Veio para o Norte de Minas nos idos de 1965. Desde então, sua missão e dedicação presbiteral foi com o compromisso social. Por onde passou deixou sua marca, a marca do amor ao próximo. Informações sobre o Velório do Padre Henrique: 19 de outubro: Velório 15h às 18h30 (Corpo será velado na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Consolação – Bairro Cintra) em seguida Missa. Endereço da Igreja: Paróquia Nossa Senhora da Consolação – Região Pastoral 4 (Setor Centro) Rua Alagoas, 335 – Cintra Depois da missa, corpo será trasladado para o Centro Educacional Apóstolo São Tiago O MaiorEndereço: Rua Lagoa Capivara, 49, Bairro Carmelo20 de outubro: Missa e Sepultamento Na manhã do dia 20/10 no Carmelo Maria Mãe da Igreja e Paulo VI terá missa de corpo presente e em seguida sepultamento (Horário a ser definido) Provavelmente será enterrado ali mesmo no Carmelo, sonho do religioso.

Montes Claros completa hoje 185 anos

   – Os pesquisadores Laurindo Mékie e Marcos Fábio afirmam que a instauração do município foi em 1832. Eles explicam que em 3 de julho Montes Claros recebeu o título de ‘cidade’. –  Ao contrário do que a maioria da população acredita, a emancipação político-administrativa de Montes Claros não teria ocorrido no dia 03 de julho de 1857. A data sempre é comemorada pelo poder público e amplamente estudada nas instituições de ensino tanto da rede particular, quanto pública. Mas pesquisadores defendem que, na realidade, vale o registro ocorrido em 1832 quando foi instaurado o município de Montes Claros de Formigas e estabelecidos seus poderes executivo, legislativo e judiciário. Assim, a cidade seria 25 anos mais velha, completando nesta segunda-feira (16) 185 anos. Quem sustenta a tese são os professores da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), Laurindo Mékie Pereira e Marcos Fábio Martins de Oliveira. De acordo com os estudiosos, autores do artigo “A invenção do 03 de Julho em Montes Claros”, o que houve em 1857 foi que Montes Claros recebeu o título de “cidade”, o que não refletiu em mudanças na organização do município. “Não ocorreu qualquer modificação jurídica, política, ou administrativa em virtude deste título. A única mudança foi no nome que passou de ‘Montes Claros de Formigas’ para apenas ‘Montes Claros’, por causa da homônima cidade de Formigas”, explica o artigo publicado em 2003. Para entender a controvérsia, é necessário diferenciar os termos “município” e “cidade”. “A expressão ‘município’ significa a reunião do conjunto composto pela sede, pelas vilas e pelos distritos; ‘cidade’ é apenas o nome dado ao perímetro urbano da sede”, argumenta Mékie. A data 03 de julho ficou consagrada na opinião pública a partir da comemoração do “centenário” de Montes Claros, em 1957. O professor Laurindo Mékie conta que a festa dos cem anos estava inserida em um “contexto de entusiasmo característico do período – o desenvolvimentismo levado a efeito pelo Plano de Metas do Governo Juscelino Kubitschek – e reflete a vitalidade da pecuária local, maior força econômica e braço direito da Prefeitura Municipal na promoção do evento”. De acordo com o artigo, a estratégia visava melhorar a imagem da cidade e atrair investimentos do Estado e da União. Para solucionar o impasse, foi promulgada em 2002 uma lei que estabeleceu o “Dia do Município”, reconhecendo o dia 16 de outubro como data da emancipação político-administrativo de Montes Claros. Mas, as comemorações tradicionais do 03 de julho prosseguem normalmente como o aniversário da cidade. Leia mais: A invenção do 03 de Julho em Montes Claros Laurindo Mékie Pereira, Marcos Fábio Martins de Oliveira ResumoEste artigo discute as controvérsias existentes quanto à data de emancipação político-administrativa do município de Montes Claros. Há, no âmbito municipal, um uso confuso das datas oficiais do município. Praticamente todos os segmentos sociais – entidades de classe, instituições de ensino, empresas estatais e privadas – e os próprios poderes públicos – Legislativo e Executivo – utilizam de forma inadequada conceitos e datas para se referirem a Montes Claros. O objetivo deste texto é contribuir para o esclarecimento da questão bem como analisar as razões históricas da mesma. Com informação do G1 Grande Minas

Primeira comunidade quilombola de Moc

 – Prefeitura de Montes Claros consegue reconhecimento federal para comunidade quilombola de Monte Alto –  Monte Alto é uma comunidade rural, localizada a aproximadamente 42 quilômetros da cidade de Montes Claros. A formação da comunidade se deu por volta do ano de 1920, quando os primeiros habitantes construíram seus ranchos de varas e pau-a-pique, fixando moradia no lugar. Para o reconhecimento de Monte Alto como primeira comunidade quilombola de Montes Claros e sua certificação como remanescente de quilombo, neste ano de 2017, o prefeito Humberto Souto determinou às secretarias de Desenvolvimento Social e de Articulação Politica e Administração Regional que realizassem o levantamento das informações sobre a comunidade. Foram feitas reuniões, conversas com os moradores, sistematizações de relatos e o pedido oficial à Fundação Cultural Palmares, instituição pública voltada para promoção e preservação da arte e da cultura afro-brasileira, vinculada ao Ministério da Cultura (MinC). Equipes técnicas da Prefeitura apresentaram documentos atestando que Monte Alto abrigou durante muito tempo escravos que fugiram da “Região dos Gorutubanos”. No dia dois de outubro corrente, finalmente aconteceu o reconhecimento e certificação da Comunidade Quilombola de Monte Alto, através da publicação, no Diário Oficial da União, da Portaria 267 da Fundação Cultural Palmares. O documento é datado de 29 de setembro de 2017 e a Fundação Palmares agiu com base na combinação da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) com outros dispositivos legais, além de considerar o fato de a comunidade Rural de Monte Alto se autodefinir como remanescente de quilombo. O reconhecimento obtido agora possibilista à comunidade receber investimentos públicos para o seu desenvolvimento social, além de promover a consciência cultural da etnia afrodescendente, dentro do Programa Brasil Quilombola. A administração Humberto Souto vai trabalhar neste sentido, através da apresentação de projetos para captação de verbas federais para Monte Alto. Ao todo, 11 Ministérios participam do Brasil Quilombola. Fonte: Ascom-Prefeitura Montes Claros| Fotos: Fábio Marçal

Caravana de Lula vem a Montes Claros dia 27

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai visitar Montes Claros e mais 10 cidades mineiras neste mês de outubro. O roteiro das cidades já foi definido e vai passar pelas regiões do Vale do Aço, Rio Doce, Jequitinhonha, Mucuri, Norte e Central. Serão oito dias de viagem pelo estado.   (foto: Ricardo Stuckert/divulgação Instituto Lula) Lula – que recentemente visitou 25 cidades do Nordeste em 20 dias – irá começar sua andança pelo estado em Ipatinga, no Vale do Aço, e terminar em Belo Horizonte, com a realização de um grande ato público na capital mineira. No molde do que aconteceu no Nordeste, o ex-presidente deve percorrer esses locais de ônibus, acompanhado de assessores, representantes de movimentos sociais e parlamentares. Na relação dos municípios a serem visitados constam Governador Valadares, Teófilo Otoni, Itinga, onde ele inaugurou uma ponte em seu primeiro mandato, Araçuaí, Salinas, Montes Claros, Bocaiuva, Diamantina e até a pequena Cordisburgo, com cerca de 9 mil habitantes, terra de Guimarães Rosa. A decisão de começar pelo Vale do Aço foi um pedido do partido, pois a região já foi um dos principais redutos do PT no estado. Já a escolha de Minas Gerais como próximo destino da caravana foi do próprio ex-presidente. Durante sua viagem ao Nordeste, ele manifestou o desejo de percorrer várias regiões e citou Minas Gerais. ”Estou querendo fazer Minas Gerais, por uma razão simples: é um estado muito distinto, você tem Minas carioca, Minas paulista, Minas nordestina, Minas Brasília e Minas mineira mesmo. Eu gostaria ir ao Vale do Mucuri, Vale do Jequitinhonha, Vale do Rio Doce, depois andar pelas outras regiões”, disse Lula na ocasião. A visita de Lula em Montes Claros será dia 27 de Outubro, às 18 horas, na Praça da Catedral.

Tragédia Janaúba: Montes Claros implanta Plantão

 – Prefeitura monta estrutura para auxiliar os parentes do drama do Cemei Gente Inocente –  Através da Secretaria de Desenvolvimento Social, em parceria com o Conselho Tutelar,  a Prefeitura de Montes Claros, ainiciou nesta sexta-feira, 6, um plantão social para atendimento aos parentes das vítimas da tragédia do Cemei Gente Inocente, em Janaúba. Sede do CRAS do bairro Melo, em Montes Claros – Rua Tupiniquins, nº 70 O plantão faz parte de uma ação conjunta montada pela Prefeitura para auxiliar as famílias neste momento difícil.Desta forma, familiares que estão em Montes Claros poderão encontrar amparo e acesso a diversos tipos de serviço na sede do CRAS I, que está localizada na rua Tupiniquins, nº 70, bairro Melo. No local haverá uma equipe composta por dois psicólogos, um assistente social, além de todos os conselheiros tutelares.De acordo com o secretário de Desenvolvimento Social, Aurindo Ribeiro, esse plantão é uma das formas de o município de Montes Claros ajudar a todos os que estão sofrendo com a tragédia.“Essa iniciativa partiu da sensibilidade do prefeito Humberto Souto, que determinou que o município se colocasse inteiramente à disposição para ajudar as vítimas e os seus parentes”, explica o secretário.O plantão social no Cras I tem início nesta sexta-feira e segue por tempo indeterminado. Mais informações podem ser obtidas através dos telefones 3229-8516, 3221-8636. Ações para auxílio a vítimas da tragédia de Janaúba Sede da secretaria municipal de Saúde de Montes Claros – Av. Dulce Sarmento, 2076 – Monte Carmelo Por determinação do prefeito Humberto Souto, a Prefeitura de Montes Claros não tem medido esforços para dar apoio total às vítimas da tragédia do Cemei Gente Inocente, de Janaúba.Por isso, a Secretaria Municipal de Saúde irá manter a Unidade de Saúde do Bairro Santos Reis em funcionamento em horário excepcional neste sábado e domingo, das 7h às 19h. O objetivo é contribuir para a diminuição do fluxo de usuários nos hospitais da cidade, que estão integralmente voltados para o atendimento às vítimas.O município também mantém o funcionamento 24 horas do Pronto Atendimento Alpheu de Quadros. De acordo com a secretária de Saúde, Dulce Pimenta, é importante que a população procure estes pontos de atendimento para as questões mais simples, evitando o congestionamento dos hospitais. “O município abre plantão extra para atender as demandas gerais da população, possibilitando que os hospitais se dediquem integralmente ao atendimento às vítimas”, explica a secretária.Desde quinta-feira, 5, data da tragédia na cidade gorutubana, a Prefeitura de Montes Claros mantém uma equipe fixa de profissionais atuando em parceria com as demais instituições para o atendimento emergencial às vítimas.Doações – A solidariedade e acolhimento do povo Montes Claros tem sido o grande diferencial na ajuda às vítimas. Desde quinta-feira a Prefeitura tem recebido, no prédio da Secretaria de Esportes, diversos mantimentos que já foram enviados, em parte, para os hospitais de Janaúba.Já foram encaminhados antibióticos, morfina, bombas de fusão, entre outros. O município segue com a arrecadação para auxílio aos internados. Os itens de maior necessidade são: soro, gaze, dipirona injetável para dor, xilocaína, pasta d’água, fraldas tamanho P e M, e água para consumo.As doações podem ser feitas na Secretaria Municipal de Esportes, que está localizada na rua Enor de Brito, nº 22, Morada do Sol (Praça dos Jatobás).Fonte: Ascom-Prefeitura Montes Claros