Procon de Montes Claros alerta para diferença nos preços de materiais escolares

O Programa Municipal de Defesa do Consumidor (PROCON) de Montes Claros torna a alertar pais e responsáveis para a imensa diferença de preços de materiais escolares, de um estabelecimento para o outro. A diferença chega a 1.400 por cento, segundo pesquisa realizada pelo órgão, entre os dias 10 e 12 de janeiro. O alerta do Procon é porque muitos ainda estão comprando materiais, uma vez que o ano letivo na rede municipal recomeça quinta-feira, dia 15. Na rede estadual, as aulas já acontecem desde o início desta semana. O diretor do Procon, advogado Alexandre Braga, lembra que a pesquisa sempre é feita nesta época e também nas férias escolares do meio do ano. “Trabalho semelhante também é feito em datas comemorativas, a fim de orientar os consumidores não só de Montes Claros como do Norte de Minas, tendo em vista que nossa cidade é polo regional”, salientou. A Pesquisa do Procon pode ser encontrada nas redes sociais do órgão (https://www.instagram.com/proconmontesclaros/) ou conferida na sua sede, localizada na rua Justino Câmara, 93. O telefone do PROCON é o 2211-3360. Vale lembrar que todos os alunos de escolas municipais de Montes Claros ganharam da Prefeitura kits completos de material escolar. Ascom/PMMC

Dom José Alberto lança livro sobre São Gaspar Bertoni

“O Espírito Santo no carisma de São Gaspar Bertoni” livro do Arcebispo Emérito de Montes Claros, Dom José Alberto Moura, será lançado no Centro Paroquial São João Paulo II da Catedral Metropolitana de Montes Claros, nesta quinta-feira (01) O Arcebispo Emérito de Montes Claros, Dom José Alberto Moura, CSS, lançará seu mais recente trabalho literário, “O Espírito Santo no carisma de São Gaspar Bertoni”. A obra oferece uma visão detalhada e inspiradora da vida e espiritualidade de São Gaspar Bertoni, fundador da Congregação dos Sagrados Estigmas. Através deste livro, Dom José Alberto Moura, ordenado presbítero pela Congregação Estigmatina fundada por São Gaspar Bertoni, busca ampliar o conhecimento e a compreensão da vida do santo, especialmente entre os leigos e leigas. A narrativa é uma revisão da tese de doutorado do autor, originalmente publicada em Roma em 1988, durante seu período como Superior Geral da Congregação. A iniciativa de transformar a tese em um livro surgiu em colaboração com o Padre Adriano José dos Santos, Superior Provincial da Congregação dos Estigmatinos. Em um diálogo frutífero, Dom José Alberto aceitou prontamente a proposta de revisar o texto para sua publicação, tornando-o acessível a um público mais amplo. “ São Gaspar Bertoni foi um verdadeiro instrumento do Espírito Santo, moldado e guiado por inspiração divina. Sua jornada espiritual é um testemunho vivo de como a ação do divino pode transformar e elevar a vida de um indivíduo, orientando-a para a realização da vontade de Deus, mesmo diante das adversidades. ” (Pe. Adriano José) O livro é uma jornada fascinante pelos momentos cruciais da vida de São Gaspar Bertoni, desde sua infância até as dificuldades enfrentadas em sua família, sua ordenação presbiteral e a fundação da Congregação dos Sagrados Estigmas. Composta por nove capítulos, a obra mergulha nos momentos de oração, discernimento e ação apostólica do santo, proporcionando uma experiência viva da vocação que moldou sua vida. Para Dom José Alberto, o chamado vocacional é uma jornada progressiva e desafiadora, moldada pela história pessoal e relacional de cada indivíduo, sempre à luz da fé. Ele enfatiza que Deus chama, e o ser humano responde, comprometendo-se com esforços sustentados pela ação do Espírito Santo. São Gaspar Bertoni, cuja vida é apresentada de forma vibrante no livro, não hesitou em atender ao chamado divino, confiando na força do Espírito Santo. Dom José Alberto Moura destaca a consciência do fundador da importância de cooperar ativamente com os planos de Deus, reconhecendo que o esforço humano é ineficaz sem a assistência do Espírito Santo. O lançamento oficial do livro “O Espírito Santo no carisma de São Gaspar Bertoni” está marcado para o dia 1º de fevereiro de 2024, às 20h, no Centro Paroquial São João Paulo II da Catedral Metropolitana de Montes Claros, localizada na Praça Pio XII, 109, Centro em Montes Claros/MG. Para mais informações, entre em contato pelo telefone/WhatsApp (38) 98423-8384. Esta obra promete ser uma fonte valiosa de inspiração e reflexão, não apenas para os membros da Congregação dos Estigmatinos, mas para todos que buscam aprofundar sua compreensão da espiritualidade e do chamado divino na vida de São Gaspar Bertoni. Sobre o autor: Dom José Alberto Moura, CSS, nasceu em Ituiutaba – MG, aos 23 de outubro de 1943. Filho de Paterno Moura e de Maria Marcelina de Jesus. Tem 6 irmãos. Em 1955, ingressou no seminário da Congregação Estigmatina em Rio Claro – SP. Cursou Filosofia e Teologia em Campinas – SP. Dia 9 de janeiro de 1971 foi ordenado sacerdote em Ituiutaba – MG. Fez também Pedagogia na PUC Campinas. Especializou-se em Psicanálise Clínica em São Paulo, bem como em Distúrbios da Comunicação na Pós-graduação em Psicologia Clínica na PUC Campinas. Fez mestrado em Teologia Moral na Afonsiana de Roma – Itália e doutorado em Teologia na Universidade Santo Tomás em Roma – Itália. Lecionou Filosofia no Seminário Estigmatino de Campinas – SP, onde também foi reitor. Ensinou Psicologia na PUC de Campinas – SP e Universidade Católica de Brasília – DF. Exerceu o ministério presbiteral nas cidades de São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto, Luziânia, Brasília e Uberaba. Foi eleito em 1982 Superior Geral da Congregação Estigmatina atuando em Roma – Itália por 6 anos. Foi ordenado bispo em 1990 para a Diocese de Uberlândia – MG, exercendo sua missão por quase 17 anos. Dentre seus préstimos, destaca-se a Rádio da Diocese, em que realizou programas diários por 12 anos, a Faculdade Católica, com 10 cursos de graduação e 17 cursos de pós-graduação lato sensu. É autor do livro: “Filhos da Luz na Ação da Cidadania”, bem como mais de 1.500 artigos para jornais de Uberlândia – MG e Montes Claros – MG. É membro da Academia de Letras do Triângulo Mineiro. No Regional Leste II da CNBB, exerceu diversos cargos, inclusive de Presidente do mesmo. Foi Vigário Judicial do Tribunal Eclesiástico de Uberaba – MG e Juiz do Tribunal Eclesiástico de Belo Horizonte – MG. Atuou como Presidente da Comissão Episcopal da CNBB para o Ecumenismo e Diálogo Interreligioso e Vice-Presidente do Conselho Nacional da Igrejas Cristãs (CONIC). Foi Arcebispo Metropolitano de Montes Claros de 2007 até novembro de 2019. Reestruturou o informativo diocesano Far Elo de Vida e deu o nome de “CLARÃO DO NORTE”, que mais tarde se tornou a revista Clarão do Norte. Semanalmente marcou presença com seus artigos no Jornal de Notícias e publicações no site da CNBB e Regional Leste 2, além do programa diário na Programação de Rádio da Associação Bom Pastor. Atualmente, é Arcebispo Emérito de Montes Claros, ajudando em várias frentes missionárias desta grei do Senhor. Finte: https://arquimoc.com/

AMELINA CHAVES, DOUTORA HONORIS CAUSA – Por Wagner Rocha*

A escritora Amelina Chaves, falecida na semana passada aos 92 anos de idade, deixa um legado literário que merece ser estudado e pesquisado. Sem dúvida, trata-se de uma das mais significativas expoentes da escrita feminina produzida no norte de Minas Gerais. Em 2019, como membro docente, tomei a iniciativa de apresentar ao Conselho Universitário da Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes -, proposta de concessão do título de Doutora Honoris Causa a essa aguerrida escritora. O Regimento Geral da Unimontes estabelece que o referido título – considerado o mais expressivo reconhecimento universitário – pode ser concedido apenas a personalidades que tenham se destacado e contribuído para o desenvolvimento da sociedade. Isto, levando-se em consideração a atuação nos mais diversos campos como a ciência, a literatura, a arte de um modo geral, a educação, a cultura, a política, a promoção da paz e outras formas de intervenção social. Assim, devido à relevância literária, educacional e cultural do conjunto da obra de Amelina Chaves, o Conselho Universitário aprovou, por unanimidade, a minha iniciativa. Muito emocionada, Amelina em seu pronunciamento durante a solenidade de outorga do título, ocorrida aos 16 de outubro de 2019, sintetizou com humildade o seu sentimento naquela ocasião: “a minha alma está de joelhos”. Ao longo da sua vida dedicou-se incansavelmente ao ofício de representar, através da arte da palavra, aspectos consideráveis da condição humana, sobretudo associados ao homem do sertão e aos valores culturais da região norte-mineira, proporcionando assim uma maior compreensão da história do nosso povo. Autora de mais de trinta livros, Amelina Chaves ousou escrever explorando variados gêneros literários (romance, conto, poesia, biografia, literatura infantil…). Dentre às suas publicações, destacam-se: “Diário de um marginal”, “Jagunços e coronéis”, “Andarilho do São Francisco”, “Os olhos da noite”, “Livro Proibido”, “O câncer da vingança”, “O rancho da lua”, “Poemas da solidão”, “O flagelado”, “Folclore, quitutes e amor: contos e receitas de comidas típicas regionais”, “Príapo de Ébano”, este último indicado para o PAES/Unimontes (3ª etapa)/2019. Merecedores de destaque também são os seguintes livros biográficos de sua autoria: “Hermes de Paula: passado e presente”, “O eclético Darcy Ribeiro”, “Téo Azevedo: catrumano 70”, “João Chaves: eterna lembrança”. E ainda as obras infantis “Ventania, um cachorrinho sonhador” e “O menino que sonhava com as estrelas”. Vale lembrar que Amelina Chaves, nascida na vila do Sapé em 1931 – então localidade de Francisco Sá e, posteriormente, de Capitão Enéas -, mesmo diante das dificuldades impostas pela vida, conseguiu conciliar a dedicação à sua numerosa família com as atividades literárias. A escritora pertenceu à Academia Montes-clarense de Letras, à Academia Feminina de Letras de Montes Claros, ao Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros e à Associação dos Poetas e Repentistas do Norte de Minas, tendo sido a sua primeira presidenta. Além disso, fez parte de importantes mobilizações voltadas para a defesa das artes e das letras. Ainda na mocidade, atuou como professora na alfabetização de crianças, jovens e adultos. Amelina Chaves desenvolveu um notável talento para a criação literária desde cedo. Os personagens das suas narrativas eram construídos com muito engenho e sensibilidade. Temas de extrema importância foram aludidos por ela. Transgressora, soube dar voz às mulheres silenciadas pela concepção patriarcal da sociedade, rompendo tabus, decantando o desejo, o amor e a paixão, através das marcas libertárias da sua literatura. Li com atenção grande parte dos escritos de Amelina e, de modo especial, considero “O andarilho de São Francisco” um enredo primoroso. (*) Escritor, poeta e professor da Unimontes.

Montes Claros terá roda de conversa sobre direitos das pessoas trans

Melhoria do atendimento à saúde e mais espaço no mercado de trabalho estão em debate no Dia Nacional da Visibilidade Trans A garantia do atendimento aos direitos das pessoas trans nas áreas de saúde e educação, buscando também mais espaço para essa população no mercado de trabalho. Este é o objetivo de uma roda de conversa que será realizada em Montes Claros, no Norte de Minas, nesta segunda-feira (29/01), com a participação de gestores públicos, em comemoração ao Dia Nacional da Visibilidade Trans. A iniciativa é da Prefeitura de Montes Claros, em parceria com o Movimento LGBTQIA+ dos Gerais (MGG). O evento, denominado “Dia T – respeito e cidadania – travestis e transsexuais, acontecerá na Casa da Cidadania, no horário das 14 às 17 horas. O Dia Nacional da Visibilidade Trans é um marco da luta pela cidadania e pelo respeito às travestis, homens e mulheres trans. É uma data simbólica destinada a lembrar a luta de pessoas trans pelo respeito à identidade de gênero e seus direitos básicos. Conforme os organizadores, a Roda de Conversa contará com a participação de representantes de diversos segmentos da sociedade, tais como a Comissão de Diversidade da 11ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Montes Claros e as secretarias municipais de Saúde, Educação, Defesa Social, Planejamento e Gestão e Desenvolvimento Social. Serão apresentados serviços ofertados pelo Poder Publico às pessoas trans. O encontro visa também levantar as demandas dessa parcela da sociedade. O evento contará com a participação de uma equipe da entidade filantrópica Centro de Educação Profissional Divina Providência, que ministra cursos de qualificação gratuitos e encaminha os profissionais para o mercado de trabalho. O assistente social do MGG, William Martins, salienta que a iniciativa visa superar os obstáculos enfrentados pelos transsexuais, sobretudo, no mercado de trabalho. “Sabemos que a população trans ainda é muito inviabilizada, encarando enormes dificuldades para ser aceita. É muito difícil encontrar pessoas trabalhando numa loja ou em um shopping, por exemplo. Essas pessoas precisam ocupar os espaços”, afirma Martins. Ele lembra que existem regras e normas do Sistema Único de Saúde (SUS) sobre o atendimento voltado para os trans, que enfrentam problemas específicos. “A população têm necessidades especiais de tratamento, pois, passa por uma transformação do corpo que exige tratamento hormonal”, frisa o assistente social do MGG. Willian Martins ressalta que há muitos trans que fazem uso de hormônios sem o devido acompanhamento médico e acabam tendo problemas sérios de saúde, com a necessidade da busca de atendimento hospitalar de urgência. Entre as complicações, ocorrem problemas no fígado, hipertensão e casos de trombose, além de complicações decorrentes do uso do silicone industrial no corpo, que é proibido e pode causar consequências graves como deformações, dores, infecção generalizada, embolia pulmonar e até a morte. A mulher trans Lívian Venturini, servidora da prefeitura de Montes Claros e que coordena as políticas públicas do Movimento LGBTQIA+ dos Gerais, afirma que “apesar do público trans ser o mais invisibilizado dentro da comunidade LGBTGIA+”, houve alguns avanços na área. Entre as conquistas da comunidade trans, ela cita o direito à cirurgia de resignação sexual (antes conhecida como mudança de sexo) pelo SUS e retificação de nome (nome social) gratuitamente nos cartórios. Porque 29 de janeiro é o Dia Nacional da Visibilidade Trans O Dia da Visibilidade Trans é celebrado em 29 de janeiro porque, nesta data, no ano de 2004, foi organizado, em Brasília, um ato nacional para o lançamento da campanha “Travesti e Respeito”. A manifestação foi um marco na história do movimento contra a transfobia, resultando no recomento à importância da garantia de direitos das pessoas trans. A partir daí, o Dia Nacional de Visibilidade Trans passou a celebrado anualmente.

Dia de Iemanjá – Montes Claros reafirma luta contra a intolerância religiosa e o preconceito

A Prefeitura de Montes Claros, através da Coordenadoria da Igualdade Racial da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, com apoio do Conselho Municipal da Igualdade Racial, da Juventude do Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro-Brasileira (JCENARAB) e das casas de religião de Matriz Africana de Montes Claros, realizará no sábado, 3 de fevereiro, na orla da Lagoa dos Patos, no Parque Municipal Milton Prates, uma homenagem a Iemanjá, cujo dia é comemorado em 2 de fevereiro. O evento acontecerá das 8 ao meio-dia, com apresentações artísticas dos membros de terreiros de Umbanda e Candomblé, além de oferendas e procissão com andor do orixá, na orla da lagoa. “O intuito desta manifestação é para acabar com o preconceito e a intolerância religiosa, além de ser mais uma maneira de expressar publicamente a fé e dar visibilidade às religiões de matriz africana”, comentou. O responsável pela Coordenadoria de Igualdade Racial de Montes Claros e presidente do Conselho de Igualdade Racial, José Gomes Filho, sugeriu que os participantes compareçam com vestimentas brancas e levem rosas para a festividade, em vez de outros itens, para evitar a poluição. “Festejar Iemanjá é respeitar a liberdade de crença e dizer não à intolerância religiosa”, sintetizou o secretário municipal de Desenvolvimento Social, Aurindo Ribeiro. IEMANJÁ Conhecida como a “rainha do mar, nascida das águas”, seu nome tem origem nos termos do idioma Yorubá “Yèyé omo ejá”, que significa “Mãe cujos filhos são como peixes”. Por ser tida como a matriarca de quase todos os orixás, a divindade é associada à maternidade e à fecundidade, sendo uma das mais cultuadas e reverenciadas pelos praticantes de religiões de matriz africana. Iemanjá também é considerada protetora dos pescadores e jangadeiros Ascom/Prefeitura de Montes Claros

Em 2023, Montes Claros registrou 2.206 casamentos heteroafetivos

O dia 24 de janeiro é marcado como o Dia do Casamento Civil no Brasil, celebrando a instituição desse tipo de união. Essa data está vinculada à promulgação da Lei do Casamento Civil, que definiu as normas e procedimentos para a oficialização de casamentos no país. A comemoração destaca a relevância desse evento legal na vida das pessoas e na sociedade em geral. Maria Lúcia Lacerda Araújo, que compartilha uma união de 52 anos com Silvani de Freitas Araújo, continua acreditando fervorosamente na instituição do casamento — “Fui feliz e ainda sou. Eu acho que o casamento é uma coisa muito séria, muito boa, dá uma certa segurança. É uma coisa deixada por Deus. Eu acredito que o casamento nunca vai acabar”, acredita. Ao abordar a longevidade de seu casamento, Maria Lúcia explica — “Sabe, o ato em si de casar com a convivência você vai aprendendo. Agora, hoje, a mulher adquiriu muita autonomia, ela está muito importante, ela está preocupando mais com ela. Com o tempo a mulher evoluiu demais, né, então não aceita certas coisas não. Por isso que eu falo que no meu tempo, o meu modo de pensar é um pouco mais diferente da atualidade. Hoje, a mulher adquiriu essa certa independência, então ela não quer ficar subjugada, né, porque o homem tem direito, o homem é isso, o homem é aquilo, isso acabou. Eu acho certa essa independência da mulher, mas, eu acho o seguinte, no casamento, não tem isso de um caminhar na frente e o outro atrás. No casamento, os dois devem caminhar de mãos dadas e lado a lado”, ensina. Os dados do Sindicato dos Oficiais de Registro Civil de Minas Gerais (Recivil) indicam que, em 2023, em Montes Claros, foram registrados 2.206 casamentos heteroafetivos e nenhum casamento homoafetivo. A diretora do Recivil, Letícia Maculan, enfatiza que as leis que governam o casamento civil no Brasil são o Código Civil de 2002 e a Lei de Registros Públicos de 1973. Ela destaca a importância de uma leitura conjunta para identificar possíveis alterações. “Além disso, normas específicas, como o Decreto-Lei de 1941 sobre “casamento avuncular”, ainda estão em vigor”, explica. Maculan também informa que a Resolução nº 175 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) autoriza o casamento homoafetivo, “mas sua observância é restrita aos Oficiais do Registro Civil e ao Juiz de Paz”. “Por fim, existe, ainda, a conversão da união estável em casamento, procedimento no qual a celebração é dispensada, e que tem por fundamento legal o disposto no art. 226, § 3º, da Constituição da República, no art. 8º da Lei nº 9.278/96 e no art. 1.726 do Código Civil”, explica Letícia. Atualmente, o casamento civil é visto como uma ação, um contrato, uma formalidade ou uma cerimônia realizada para estabelecer uma união conjugal. Os envolvidos têm como objetivo compartilhar a vida em conjunto e usufruir dos benefícios dessa união. Wesley Gonçalves de Souza e Marcos Antônio Pereira de Barros, que planejam se casar em outubro deste ano, buscam os benefícios proporcionados pela união estável. “É importante o casamento, no caso, para a gente ter os mesmos direitos. No caso, para poder ter direito a usar, por exemplo, o seguro e planos de saúde. Porque quando estiver casado, o meu companheiro vai poder usar o meu plano de saúde. Isso é tentar cuidar do outro”, explica Wesley. Fora isso, para ele, o ato do casamento não seria tão necessário — “Eu acredito no amor. No amor, não na instituição. A instituição nos leva a seguir os padrões que são impostos, para o teu companheiro ter os seus direitos, e para isto, tem que estar casado perante um papel, perante uma legislação, então a gente tem que seguir o que determina a lei, para que ele possa ter direito. A gente vai apenas legitimar o que já é legítimo. O direito adquirido por muitas pessoas que vieram antes da gente e que lutaram para conquistar esse direito”, completa. A advogada, Maria Luisa Versiani, observa um aumento nos divórcios, mas destaca que também cresceu o número de casamentos, especialmente após o reconhecimento da União Homoafetiva. “Esse reconhecimento legal dessas uniões proporcionou amparo jurídico para famílias que anteriormente estavam à margem da lei”, destaca. DADOS Entre 2013 e 2021, o Brasil registrou 59.620 casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Os dados são do Observatório Nacional dos Direitos Humanos (ObservaDH), sob gestão do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). O levantamento tem como base as estatísticas do Registro Civil do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). * O Norte, com informações da Agência Brasil

Morre em Montes Claros a escritora Amelina Chaves, aos 92 anos de idade

Hoje a cidade de Montes Claros se despede da escritora Amelina Chaves – uma mulher das letras que escreveu páginas de densidade geraizeira, de entusiasmo, de alegria e de força, não só na cena cultural, mas na sua própria vida.Com 32 livros publicados, Amelina tinha muitos dons, mas se dedicou-se de forma apaixonada à escrita. Contou histórias, inventou outras, atendendo públicos de todas as idades. Todas as suas publicações vinham recheadas do seu espírito e da sua poesia. Grande representante da cultura popular, sua obra tem uma veia interiorana, marcada por sua visão humanista e pela valorização da simplicidade. Detentora de vários prêmios literários, pertenceu a Comissão Mineira de Folclore pelo seu trabalho na cultura popular. Membro da Academia Montes-clarenses e da Academia Feminina de Letras de Montes Claros, sempre esteve cercada da família e dos amigos. A Prefeitura de Montes Claros, através da Secretaria Municipal de Cultura expressa seu pesar nesta hora, reverenciando a sua passagem por esta terra que declarava sua, agradecendo por ter transformado suas palavras em um grande canto de amor à arte, as gentes e a cultura popular norte-mineira. Montada no cavalo de Guimaraes Rosa, segundo ela, desbravou o sertão. E nas asas que nos deu, com suas páginas, seguiremos com ela, homenageando e revivendo os seus caminhos. Por Júnia Rebello – Secretaria Municipal de Cultura de Montes Claros

Polo farmacêutico de Moc deve gerar 3,5 mil vagas de empregos nos próximos anos

Cidade do Norte de Minas é referência na fabricação de medicamentos Maior cidade do Norte de Minas e a sexta no ranking estadual, com 417 mil habitantes, Montes Claros se consolida cada vez mais como polo farmacêutico. Sete empresas de grande e médio portes do ramo atuam na cidade, que deve criar pelo menos 3,5 mil empregos diretos e indiretos nos próximos anos. Mas vale ressaltar: a indústria e o comércio estão à procura de profissionais qualificados para atuar no mercado de trabalho. A (outra) boa notícia é que quem está de olho nas oportunidades de emprego não precisa ir longe para se capacitar. Também conhecida como grande polo universitário, Montes Claros é referência na oferta de cursos que atendam às demandas das empresas. O potencial farmacêutico do município começou ainda na década de 1970, com a chegada da fabricante de medicamentos Valleé, que criou 620 empregos na época. A empresa foi vendida por R$ 1,2 bilhão. A negociação serviu de chamariz para outras fábricas importantes, como a MSD Brasil (biofarmacêutica com foco em vacinas), Novo Nordisk (produção de insulina), Hipolabor (genéricos) e Eurofarma (medicamentos). O projeto mais recente é justamente o da Eurofarma. A fábrica ainda está em construção, com investimento de R$ 1,8 bilhão apenas na primeira fase do complexo de 500 mil metros quadrados no município. A expectativa é gerar 600 empregos diretos e 1,5 mil indiretos. A nova unidade vai atender todo o Brasil e também países da América Latina. Em pleno funcionamento está a fábrica da Novo Nordisk, desde 2007. Responsável pela geração de 1,6 mil empregos diretos, o empreendimento tem um investimento médio anual de R$ 150 milhões. As exportações são levadas para mais de 70 países. “Somos a maior fábrica de insulina da América Latina, que é responsável pela produção de 25% da insulina produzida mundialmente pela empresa”, disse o vice-presidente corporativo, Reinaldo Costa. De olho no futuro, a Novo Nordisk informou que realiza estudos para ampliação da capacidade produtiva da unidade. O projeto está em fase de análise. Graduação Dentre as instituições de ensino superior na cidade estão as Faculdades Unidas do Norte Minas (Funorte), que oferecem graduações em Farmácia, Biomedicina, Nutrição, diversas engenharias, dentre outros cursos cuja mão de obra está sendo mais demandada pelo polo farmacêutico. Pioneira em ensino superior privado no Norte de Minas, a Funorte tem um complexo de dez unidades educacionais distribuídas nas quatro principais cidades da região (Montes Claros, Januária, Janaúba e Pirapora). São mais de 50 cursos presenciais, remotos e EAD em todas as áreas do conhecimento: saúde, exatas, humanas, sociais aplicadas e tecnologia, informática e comunicação. Foi a primeira instituição a ofertar o curso de Medicina Veterinária no município. Segundo o secretário de comunicação de Montes Claros, Alessandro Freire, uma das preocupações é a formação de profissionais para atender essa expansão. “Tenho a certeza que com essas empresas chegando, as instituições (de ensino superior) vão começar a formar mão de obra ainda mais qualificada”. da redação com Hoje em Dia

Conheça Roberto Marques, artista que tem ajudado a embelezar Montes Claros

Autodidata, pintor, escultor e desenhista, Roberto Marques é um dos últimos entalhadores da região. Trabalha com diversos materiais, mas sua maior habilidade é com a madeira, por onde conta as histórias do povo dos Gerais. Ao realizar seus entalhes em troncos de árvores caídos ou comprometidos, Roberto Marques, de Montes Claros/MG, enfoca diversos temas, como Catopês, Marujos e Caboclinhos. Também produz móveis rústicos e divãs que ornamentam e embelezam espaços públicos e áreas verdes da cidade. Um de seus principais méritos está em retirar o melhor da matéria-prima com a qual trabalha. Isso significa conhecer a madeira e dialogar com ela, entendendo as suas potencialidades. A arte de entalhar é a de desenvolver a sensibilidade de perceber as características e reentrâncias dos veios da madeira e das sutilezas de suas variações de cor para obter efeitos que contribuam com o resultado final da peça. Assim, Roberto Marques consegue que cada nova obra seja a expressão visual do conceito e da imagem que deseja transmitir. Nascido em Montes Claros, Roberto Marques mudou-se para Brasília em 1970, onde começou a trabalhar em agências de publicidade e nos jornais correio Braziliense, jornal de Brasília, Diário de Brasília, Departamento de Turismo do Distrito Federal (DETUR) e editoras gráficas, onde adquiriu vasta experiência neste ramo. Durante este período frequentou o atelier de artistas plásticos como o de Agadman, de Paulo Yulovich, do pintor e escultor peruano Barrenecheia (professor da Fundação Cultural do Distrito Federal). De volta à sua cidade natal, em 1983, monta a primeira escola de Arte e Ofícios de Montes Claros com a artista plástica Márcia Prates e outros artistas, promovendo um intercâmbio com os professores Carlos Wolney, Thais Helt e Odila Fontes da escola Guignard de Belo Horizonte. Em seguida voltou a trabalhar nos jornais da cidade, como o Jornal do Norte e Jornal de Notícias, e participou da vários movimentos culturais como Mostra de Cinema super 8, do movimento em defesa do pequi. Durante este período participou de vários salões e exposições de arte. Editou a revista Memória de Montes Claros, fundando em parceria com os jornalistas Elton Jackson e Reginauro Silva a Revista Tempo, o Caderno de cultura Catibum e o Jornal Minas ao Norte, este de curta duração. Em 2008 assumiu o cargo de Chefe de Divisão da Secretaria Municipal de Cultura de Montes Claros, ao lado do Secretário Ildeu Braúna, sendo idealizador e colaborador de vários projetos culturais de resgate e valorização do patrimônio histórico como a Banda Municipal de Música, construção do corredor Cultural Padre Dudu, festa de Agosto e Temporada de Forró com um novo formato onde palcos e arenas ficaram espalhadas por avenidas praças e ruas da cidade. Promoveu o Réveillon no Interlagos e esteve inserido na implantação do projeto Memória de Montes Claros –PROMOC, na gravação do primeiro CD dos grupos de Catopés Marujos e Caboclinhos, no projeto Circuladô com a proposta de levar oficinas de arte e artesanato para bairros e distritos da cidade, na criação do Núcleo de Estudo da Cultura Negra – NECUM. GALERIA DE ARTE A CÉU ABERTO – Com o objetivo de embelezar e deixar a cidade mais atrativa, o prefeito Humberto Souto contratou, no seu primeiro mandato, artistas plásticos para transformar Montes Claros numa verdadeira galeria de arte a céu aberto. Dentre eles, Roberto Marques, que foi responsável pela reconstrução do tradicional e famoso “Chinelão”, que foi recolocado no Trevo do Aeroporto. Além da criação da obra “A Gosto”, que foi fixada na Praça Portugal, homenageando os catopês, marujos e caboclinhos, e da confecção de móveis rústicos e divãs que ornamentam e embelezam os espaços públicos e áreas verdes de Montes Claros, bem como, do portal do Parque Guimarães Rosa e das placas dos demais parques municipais da cidade. É dele também a obra Caminho dos Gerais, que retrata um pouco da história da cidade até a chegada da viação. Através de uma árvore morta na Rodoviária de Montes Claros, foi esculpido temas alusivos ao meio de transporte e devolvendo para a própria Rodoviária, em forma de arte, um monumento retratando um pouco da nossa história, começando com a navegação a vapor pelo Velho Chico, que era a única alternativa para abastecer Montes Claros com sal, algodão e demais mercadorias vindas da capital Salvador; depois, os tropeiros, que traziam os mantimentos que vinham pelo rio São Francisco e outros lugares para Montes Claros; até a chegada da locomotiva, com a inauguração da Estrada de Ferro Central do Brasil, em 1926, que desenvolveu ainda mais esta cidade, que é privilegiada por ser o segundo maior entroncamento rodoviário do Brasil.

Conselheiros tutelares de Montes Claros serão empossados no dia 10

O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) de Montes Claros marcou para dia 10, as 8h30, no prédio da Câmara Municipal, a posse dos 20 conselheiros eleitos para o mandato de quatro anos. Eles foram diplomados no dia 29 de novembro. Montes Claros passa a contar com quatro Conselhos Tutelares, instalados na Vila Guilhermina e Cândida Câmara, apesar dos pedidos para serem instalados em bairros mais distantes da área central como forma de maior acesso da população. Os empossados são Leonardo da Silva Prates, Rita de Cássia de Jesus Neves, Maria de Lourdes Gino Ferreira, Sara de Jesus Pereira da Silva, Luciano de Sá Santos, João Batista Ferreira de Freitas, Luciana de Jesus Santos Cardoso, Gustavo Cruz Mendes, Matheus Maia Abreu Lopes, Helen Shalomania Fonseca de Medeiros, Camila Lima Oliveira, Gilmar Nicodemos Ramos, Ilma Thiago dos Santos Lopes, Crislaine Fernandes Oliveira dos Santos, Fabilce Jaqueira Almeida, Kamila Georgia de Paula Antunes, Bruna Cristina Alves, Katherinne Stefanny Silva Alves, Júnia Marise Fagundes Magalhães e Zenaide Alves Barbosa. “O Conselho Tutelar tem a missão de cuidar, fiscalizar e olhar para a criança e para os direitos das crianças e dos adolescentes, dialogando acerca das dificuldades, das vulnerabilidades, da prevenção e da reparação de casos de violência junto à comunidade”, disse o secretário municipal de Desenvolvimento Social, Aurindo Ribeiro.