No Dia Mundial de Luta Contra a AIDS, Montes Claros tem blitz educativa

No primeiro de dezembro é celebrado o Dia Mundial de Luta Contra a Aids. Para marcar a data, a Prefeitura de Montes Claros, através do Centro de Referência em Doenças Infecciosas (CERDI) da Secretaria Municipal de Saúde, participou de uma blitz educativa realizada pelo Hospital Universitário (HU) Clemente de Faria, em parceria com o Movimento LGBTQ+ dos Gerais (MGG) e o GRAPPA, com apoio da MCTrans. A blitz contou com distribuição de panfletos e preservativos, e aconteceu nas proximidades do HU. Nesta sexta, das 22 à meia-noite, será realizada uma blitz noturna, nas avenidas, bares, restaurantes, postos de combustíveis e prostíbulos da cidade, para conscientizar a população em geral sobre a prevenção do HIV e a eliminação do preconceito. “O Programa das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) definiu para o ano de 2022 o tema ‘Equidade já’, cujo objetivo é uma chamada para que a sociedade coloque em prática as ações efetivas necessárias para combater as desigualdades, e assim ajudar a acabar com essa doença”, informou o presidente do MGG, José Cândido De Souza Filho, o Candinho. “Neste 1° de Dezembro, Dia Mundial de Luta contra a Aids, precisamos reforçar a importância de enfrentarmos as desigualdades, priorizando e ampliando o acesso aos serviços de tratamento, testagem e prevenção, para eliminar de vez esta doença que causa muita dor e sofrimento. E nada melhor do que a conscientização”, comentou a secretária de Saúde da Prefeitura, Dulce Pimenta

Montes Claros realiza sua V Conferência Municipal de Promoção da Igualdade Racial

Foi realizada nessa quarta-feira, 30, no auditório da Casa da Cidadania e com participações online, a V Conferência Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Montes Claros. Com o tema “Enfrentamento ao racismo e às outras formas correlatas de discriminação étnico-racial e de intolerância religiosa: política de estado e responsabilidade de todos nós”, o evento indicou delegados que irão participar da Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial, marcada para os dias 14, 15 e 16 de dezembro, em Belo Horizonte. A quilombola Érika Soares Martins, do Quilombo Faceira da Chapada do Norte, foi a palestrante. Ela é referência técnica para Comunidades Quilombolas da Coordenadoria Estadual de Promoção da Igualdade Racial (CEPIR) e secretária-executiva da Comissão para o Desenvolvimento Sustentável de Povos e Comunidades Tradicionais (CEPCT/MG). Os delegados eleitos para a conferência estadual foram: Ailton da Guia Gonçalves Júnior; Charlene Ramos Aguiar; Helder Cardoso dos Santos; Janete Cardoso dos Santos; José dos Passos; José Gomes Filho; Maria Inês Mendes de Almeida; Regina Aparecida Lopes Oliveira; Rita Alexandra Souza dos Santos e Wendel Marcelino de Lima. Para o presidente do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial e responsável pela Coordenadoria de Igualdade Racial de Montes Claros, José Gomes Filho, a conferência foi importante para promover a construção de políticas públicas para a população negra. “Debatemos alternativas para combater o racismo e a intolerância religiosa que continuam, lamentavelmente, enraizados em nosso meio”, disse. “Já conquistamos muito, mas há muito ainda a avançar. Por isso, estamos comprometidos com a luta pela inserção do negro na sociedade brasileira. E a atual Administração de Montes Claros não vem medindo esforços para ajudar nesta construção de uma sociedade justa, democrática e igualitária”, comentou a diretora de políticas sociais da Secretaria de Desenvolvimento Social de Montes Claros, Aparecida Fátima Andrade, que representou o secretário municipal de Desenvolvimento Social, Aurindo Ribeiro.

Morre aos 78 anos, o ex-prefeito, ex-deputado e ex-presidente da ALMG, Antônio Dias

Aos 78, dormindo, morreu há pouco em BH o ex-deputado Antonio Dias, o mais novo presidente da Assembleia de Minas, nos anos de 1978 e 1979. Também deputado federal e ex-prefeito de Francisco Sá, Dias vinha se tratando de um quadro de Parkinson. Esteve recentemente em S. Paulo, para conhecer a neta, filha do médico Dias Júnior, passou por exames em BH, no fim de semana, e partiu nesta manhã, dormindo, na casa da filha, Larissa. Haverá rápido velório em BH, seguido de outro, em M. Claros, no Clube dos Fazendeiros. *** Jornal Estado de Minas, de BH: LUTO O ex-presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Antônio Soares Dias, faleceu em Belo Horizonte, na madrugada desta terça-feira (29/11), aos 78 anos. Natural de Montes Claros (Norte de Minas), ele foi o mais jovem presidente do Legislativo Mineiro – assumiu a casa aos 31 anos, em 1977. O corpo do ex-parlamentar deverá ser velado na Assembleia Legislativa e, em seguida, será traslado, nesta terça-feira, para Montes Claros, onde será sepultado em horário ainda não definido. O velório acontecerá na sede da Sociedade Rural de Montes Claros, no Parque de Exposições da cidade. Além dos cargos na vida pública, Antônio Dias foi líder ruralista – ex-presidente do Sindicato Rural e ex-diretor da Sociedade Rural de Montes Claros. Também foi advogado e professor universitário, sendo um dos pioneiros do curso de Direito da antiga Faculdade de Direito do Norte de Minas (Fadir), unidade da antiga Fundação Norte Mineira de Ensino Superior (FUNM), atual Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). Foi também empresário da área de comunicação, como diretor da Rádio Terra de Montes Claros. *** A Sociedade Rural divulgou a seguinte nota: “A Sociedade Rural de Montes Claros lamenta, com pesar, o falecimento de Antônio Soares Dias, de 78 anos, ocorrido nesta terça-feira (29), na casa dele, em Belo Horizonte. A causa morte é senilidade. Dias ocupava a diretoria da entidade desde 1971. Era advogado, professor, escritor e produtor rural. Foi Prefeito de Francisco Sá; deputado estadual em Minas Gerais durante a 8ª legislatura (1975 a 1979), eleito pela Arena, quando presidiu a Assembleia; deputado federal por Minas Gerais por duas legislaturas consecutivas, de 1983 a 1991. Dias, como carinhosamente era conhecido, fez legado na política mineira, especialmente para o Norte do Estado, onde defendeu, com bravura, os anseios de um povo tão guerreiro. Ele caminhou por diferentes meios mantendo sempre o foco. Seja nas reuniões na Sociedade Rural, nas tribunas parlamentares ou na comunicação na Rádio Terra, ele sempre quis mostrar que o homem que está na roça é uma referência para o desenvolvimento do País. Segundo a família, o corpo será velado na Capital e, em Montes Claros, mas os horários ainda não foram definidos. Sobre o sepultamento, os filhos também não confirmaram horário. Neste momento de profunda dor e consternação, a Sociedade Rural de Montes Claros, emite votos de solidariedade e expressa os pêsames à família e amigos. Antônio Soares Dias (Montes Claros, 7 de junho de 1945 – Belo Horizonte, 29 de novembro de 2022) foi um advogado, professor, fazendeiro e político brasileiro do estado de Minas Gerais. Antônio Dias formou-se na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais, no ano de 1968. Antônio Dias foi deputado estadual em Minas Gerais durante a 8ª legislatura (1975 a 1979), eleito pela ARENA, sendo o presidente mais jovem da ALMG. Foi também deputado federal por Minas Gerais por duas legislaturas consecutivas, de 1983 a 1991. Antônio Soares Dias é autor das seguintes obras: [1] Direitos fundamentais do homem (1968); Deliberação legislativa nas constituições da Índia, Alemanha e Brasil (1969) – Monografia; Sacrifício de Minas (1976) Em defesa da vida (1979) Fonte: Wikipédia

Montes Claros realiza o Dia Internacional para a não violência Contra as Mulheres

DIA LARANJA PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER – Shopping Popular recebeu ação na última sexta-feira Nesta sexta, 25 de novembro, Dia Internacional da Não-Violência Contra as Mulheres e Meninas (que a ONU recomenda que seja celebrado no dias 25 de cada mês), a Prefeitura de Montes Claros, através do Centro de Referência de Atendimento às Mulheres em Situação de Violência (CRAM) da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, e em parceria com a Casa da Esperança, Conselho da Mulher e a União Popular de Mulheres (UPM), promoveu um ação de conscientização no Shopping Popular. Durante toda a manhã do “Dia Laranja”, quem passou pelo local pôde receber informações sobre os tipos de violência mais comuns sofridos pelas mulheres, os serviços de apoio disponibilizados pelo Município e os principais canais de denúncia. “Venha conosco alaranjar, espalhe laranja e exija o fim da violência. É dever de toda a sociedade o combate à violência contra nossas mulheres e meninas”, destacou Tatiane Ferreira Leite, coordenadora do Centro de Referência de Atendimento às Mulheres em Situação de Violência (CRAM). Denúncias de violência contra mulheres podem ser feitas pelos telefones 180 (Disque Denúncia) e 100 (Disque Direitos Humanos).

Montes Claros visita sistema de água que abastecerá a cidade pelos próximos 30 anos

A Prefeitura de Montes Claros, através da Agência Municipal de Água, Saneamento Básico e Energia (AMASBE), visitou, na semana passada, o novo sistema de captação de água que vai abastecer Montes Claros – o Sistema São Francisco, localizado no município de Ibiaí-MG. O investimento, realizado pela Copasa, tem por objetivo garantir o abastecimento de água dos próximos 30 anos da maior cidade do Norte de Minas. É importante destacar que o Município apresentou períodos críticos de escassez de água nos anos de 2019 e 2020. No município de Ibiaí está localizada a captação por balsas do rio São Francisco, a Estação de Tratamento de Água (ETA) e três Estações Elevatórias de Água Tratada (EEAT). Já no município de Coração de Jesus está localizada a quarta EEAT, que realiza o bombeamento para a ETA Pacuí. O novo sistema de captação complementará o Sistema Pacuí com até 500 litros por segundo de água tratada, totalizando 92 quilômetros de rede adutora, sendo dois quilômetros de água bruta e 90 quilômetros de água tratada. O controle de todas as unidades será automatizado, permitindo visualização e acionamento de bombas de forma remota. A equipe responsável pelo controle do sistema Pacuí também será responsável por esse novo sistema. A AMASBE visitou todas as unidades que integram o novo sistema, de Ibiaí até Coração de Jesus, onde a Copasa, em agosto de 2017, implantou o Sistema do Rio Pacuí para contribuir com o abastecimento de água do município de Montes Claros. Os primeiros testes já foram realizados e o sistema encontra-se pronto para entrar em operação.

Prefeitura leva o projeto RECICLA AOS MONTES para a comunidade escolar

A Escola Estadual Antônio Canela, do bairro Jardim São Geraldo, recebeu uma ação de educação ambiental realizada pela bióloga Jannyne Amorim e pela Prefeitura de Montes Claros, através da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMMA). Além da palestra da bióloga, os estudantes assistiram a uma apresentação da equipe da Gerência de Educação Ambiental da SEMMA, que mostrou aos alunos o funcionamento do projeto da Prefeitura RECICLA AOS MONTES. A catadora de materiais recicláveis Silvana Alves Costa, que atua na linha de frente do processo de reciclagem, relatou sua rotina de trabalho. RECICLA AOS MONTES – O Projeto Recicla aos Montes foi criado pela Prefeitura com o objetivo de implantar a coleta seletiva de materiais recicláveis no Município, com o intuito de reduzir a quantidade de resíduos que chega ao Aterro Sanitário, buscando uma prática mais sustentável e socialmente consciente. Via: Prefeitura de Montes Claros

Montes Claros recebe exposição gratuita do artista plástico Hélio Brantes

Montes Claros recebe, até o dia 23 de novembro, a exposição intitulada “Horizontes – entre o visível e o invisível”, do artista plástico Hélio Brantes, na Casa de Cultura Márcia Prates. A exposição, com entrada gratuita, pode ser visitada das 19h30 às 22 horas. Estão sendo expostas 20 obras que utilizam a técnica de tinta acrílica sobre tela, com os temas “natureza morta”, “mulheres” e “infantis”. Hélio, que nasceu no Rio de Janeiro e reside em Montes Claros desde 1986, se inspira na pintura modernista brasileira para compor seus trabalhos. Atuou como arquiteto da Prefeitura de Montes Claros na produção de projetos de escolas, centros de saúde e praças. Professor da Unimontes, atua como artista plástico e arquiteto autônomo. Seus trabalhos já foram vistos em grandes cidades, como Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. A Casa de Cultura Márcia Prates fica na rua Lírio Brantes, número 810, bairro Melo. Ascom/Prefeitura de Montes Claros  

A QUEM INTERESSA UMA GUERRA CIVIL NO BRASIL? Por João Figueiredo*

       Não há dúvidas de que as pessoas que estão se manifestando em frente aos quartéis, pedindo por um golpe das Forças Armadas, sabem que uma tomada de poder nas condições que estão pedindo implica em provocar no país uma guerra civil. Nem todos, entretanto, têm ideia clara das consequências de uma guerra civil. Temos exemplos recentes de desastrosas guerras civis, pelo mundo, algumas delas duraram décadas, como em Angola por 27 anos, no Líbano por 15 anos, Iugoslávia por 10 anos, na Síria está em curso há 11 anos… Mas, a quem interessa uma guerra civil no Brasil? As tais manifestações se apresentam sob a justificativa de que o resultado das urnas em relação à eleição presidencial teria sido produto de fraude. Há suspeitas de que a própria coordenação da campanha eleitoral bolsonarista, se não o próprio Bolsonaro, esteja disfarçadamente estimulando tais manifestações. Vamos, então, tentar responder a indagação contida no primeiro parágrafo. Uma guerra civil nas condições que vem sendo preparada pelos partidários de Bolsonaro, a julgar pelo perfil e comportamento da maioria dos manifestantes, atenderia aos anseios aventureiros de muitos aposentados, homens e mulheres, civis e militares, carentes de peripécias que lhes aplaquem o tédio da vida cotidiana – em muitos casos o descompasso entre os desejos impulsionados pela libido e a incapacidade orgânica da explosão orgástica direcionam o indivíduo para a busca de outras formas de queima das energias acumuladas… Mas há outros interesses mais objetivos de diversos grupos, dentre eles: 1) Alguns militares ambiciosos, com sede de poder (acredita-se que não são maioria nas Forças Armadas); 2) Os derrotados nas urnas eleitorais em 2022, que veem a possibilidade de se manterem no poder, caso se efetive de fato o golpe reivindicado às Forças Armadas;  3) Os fabricantes de armas, munições e artefatos de guerra, assim como contrabandistas desses produtos, por razões óbvias; 3) Os comerciantes de gêneros de primeira necessidade, produtos farmacêuticos, etc., interessados nos lucros ao vender seus estoques com ágio, haja vista que o transporte de mercadorias ficaria prejudicado no caso de guerra; 4) Aqueles que costumam se apropriar dos despojos de guerra, para enriquecimento pessoal; 5) Os que se aproveitam da miséria e da fome da população atingida pela guerra, como um meio de se promoverem politicamente, com práticas demagogas. Os que defendem a tomada do poder pelos militares, acreditam, em sua maioria, que desta vez se repetiria o mesmo que ocorreu em 1964: a tomada de poder sem confronto armado e com pleno domínio dos militares – lembrando que confrontos armados desse tipo podem durar décadas seguidas, como alguns casos acima citados, com inúmeras mortes de combatentes envolvidos e de pessoas inocentes, com consequências graves para a qualidade de vida dos sobreviventes, como veremos mais adiante. Não percebem, os afoitos manifestantes, que em 1964, em plena Guerra Fria, os EUA apoiavam golpes desse tipo, em todo o continente americano e outras partes do planeta, por temor de que as então recentes ações ocorridas em Cuba (1959) e o apoio a elas dispensado pela então União Soviética, poderiam se repetir em outros países americanos e promover o domínio da URSS no continente. Assim, o serviço de inteligência da CIA colaborou na articulação do golpe no Brasil, inclusive na mobilização para a “Passeata da Família com Deus” que viria coroar todo o arcabouço de sustentação ideológica golpista. Os EUA também disponibilizaram, na época, o apoio militar direto de uma força-tarefa da Operação Brother Sam, estacionada no Caribe, para o caso de uma reação armada das forças leais a João Goulart – o presidente deposto preferiu não reagir, não obstante o governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, ter proposto uma reação com tropas de militares leais a ele. Hoje a realidade é outra. Os EUA vêm adotando outras estratégias de política externa, nas quais não está incluído semelhante apoio, além do fato de que o governo de Joe Biden não é simpático às ações do governo Bolsonaro. Logo, uma guerra civil no Brasil hoje poderia se estender anos a fio com previsões trágicas para todos os brasileiros: mortes, fome, doenças, destruição de bens públicos e privados… Um detalhe de suma importância e que não se pode esquecer é que até o século XIX a América do Sul era dividida apenas em América Espanhola e América Portuguesa. A América Espanhola, a partir de conflitos armados internos, se dividiu em 33 territórios, dos quais 31 são países independentes e 02 são dependências de outros países: Guiana Francesa e Porto Rico. A América Portuguesa continuou intacta com apenas um território: o Brasil não se dividiu devido ao advento da vinda da Família Real, em 1808, e aqui ter sido estabelecida a sede do “Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves”. Uma guerra civil no país, hoje, além de todas as agruras, devastação e mortes que uma guerra provoca, poderia resultar na divisão territorial do país. Isto é, o Brasil acabaria dividido em dois ou mais países independentes. Um exemplo de divisão, após uma guerra civil, mais recente, que pode ser apontado para nós, é o caso da Iugoslávia, cujos conflitos internos de 1991 a 2001 a dividiu nos seguintes países: Eslovênia, Croácia, Sérvia, Bósnia-Herzegovina, Montenegro e Macedônia. Alguém poderia tentar apresentar a justificativa de que a Iugoslávia era composta por uma diversidade étnica antes da guerra e que essa diversidade foi responsável pela divisão. Em resposta poderíamos indagar: e o Brasil, quantos povos compõem o povo brasileiro na atualidade?…           * Jornalista e escritor   

Instituto LafargeHolcim investe em projetos sociais e ambientais em Montes Claros

O Instituto LafargeHolcim, responsável por administrar o investimento social da CSN Cimentos Brasil (antiga LafargeHolcim Brasil), alinhado ao compromisso da empresa com o meio ambiente e o desenvolvimento socioeconômico das comunidades das áreas onde atua, apoia diversos projetos nas diferentes localidades onde localizam-se suas fábricas. Este ano, a companhia está investindo cerca de 500 mil reais em dez iniciativas desenvolvidas nos municípios de Montes Claros, Barroso e Pedro Leopoldo em Minas Gerais. “Os projetos apoiados pelo Instituto são promovidos por instituições locais e realizados nos municípios onde a companhia atua. Nosso objetivo é estimular o desenvolvimento da região e fortalecer essas entidades, a fim de que as iniciativas possam deixar um legado. Alguns projetos inclusive se tornaram referências regionais, impactando políticas públicas e servindo de modelo para ações realizadas em outros municípios”, explica Tatiana Brasil Nogueira, coordenadora de Responsabilidade Social Corporativa da Companhia. A coordenadora da Rede Comunitária em Ação, Marcia Adriana Lopes também confirma a importância desses projetos sociais para a conscientização ambiental da sociedade. “Outros municípios seguiram o modelo da construção de muros inteligentes, como Montes Claros e Barroso. Mais que construir os muros, é importante conscientizar o cidadão sobre suas escolhas e sua responsabilidade em relação a seus resíduos. Esse trabalho e as oficinas de grafite são realizados junto com o muro”, destaca. A EcoGalpão, criado em 2021, é uma das instituições apoiadas pelo instituto e recebe um pouco mais de 60 Agentes de Reciclagem cadastrados, que contribuem para a coleta de materiais recicláveis da região de Santos Reis, impactando a questão ambiental do município. O projeto realiza capacitações e assessoria técnica para estes profissionais e contribui para geração de renda, além de ganhos sociais e culturais para essas famílias. O EcoGalpão recebeu R$ 50 mil para melhorias de infraestrutura, a fim de aumentar sua produtividade em 60%. O projeto, nas ações de mobilização e sensibilização quanto ao cuidado e preservação com o meio ambiente, envolve diretamente cerca de 1.900 pessoas, em 16 comunidades. O objetivo é sensibilizar a população para a importância da destinação correta do lixo seco, contribuindo com a diminuição da poluição ambiental da região, além de que cada vez mais o lixo orgânico seja utilizado para a produção de adubo na nutrição das plantas cultivadas em suas residências. No último edital, a Associação Comunitária Recanto das Hortaliças (ACRH) foi contemplada com mais R$ 50 mil para construção da sala do empreendedorismo, local esse destinado a cursos e qualificação dos catadores, bem como aulas de reforço para os filhos dos catadores associados à cooperativa, e melhorias na estrutura do EcoGalpão. (Ascom ILH)

VI dia Mundial dos Pobres desperta a Semana Arquidiocesana da Solidariedade 2022

Neste ano, o VI Dia Mundial dos Pobres será realizado no dia 13 de novembro de 2022. A  Arquidiocese de Montes Claros em sintonia com esta data e por meio do Vicariato para a Ação Social, com as pastorais, movimentos e organismos sociais, inicia nesta terça-feira, dia 08 de novembro, a Semana Arquidiocesana da Solidariedade. A semana tem como objetivo refletir e partilhar as diversas iniciativas do serviço da caridade, pensar a realidade do pobre no Norte de Minas e como gesto concreto realizar distribuição de alimentos e ações com aqueles que estão em situação de vulnerabilidade social. O Papa Francisco em sua mensagem deste ano escolheu o texto bíblico para motivar a reflexão: “Jesus Cristo fez-se pobre por vós” (cf. 2 Cor 8, 9).  A intenção com o convite – tomado do apóstolo Paulo – é manter o olhar fixo em Jesus, que, “sendo rico, se fez pobre por vós, para vos enriquecer com a sua pobreza”. Já o tema escolhido pela Igreja do Brasil para animar esta VI Jornada é: “Dai-lhes vós mesmos de comer!”, em consonância com a Campanha da Fraternidade 2023, que traz o tema “Fraternidade e fome”, e o lema “Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mt 14,16).  Programação: Na cidade de Montes Claros haverá uma programação especial conjunta entre a sociedade civil organizada, (pastorais, movimentos, organismos sociais) e representantes do poder público (Vice-prefeito, Secretário de Desenvolvimento Social e Presidente da Câmara Municipal de Montes Claros). Confira a programação em Montes Claros: A Semana da Solidariedade inicia com importante evento no dia 08 de novembro, uma plenária sobre a “Integração e cooperação das atividades, ações e serviços sociais”. A partir das 19h, no Centro Paroquial São João Paulo II da Catedral de Montes Claros, a conversa já tem presenças confirmadas do Monsenhor Silvestre José, Administrador Diocesano, do Padre Jair Pereira da Silva, Vigário para a Ação Social, da Irmã Marina Francisco Gardim, Coordenadora para o Secretariado para a Assistência Social. Ainda representando o poder público, o Guilherme Augusto Guimarães Oliveira, Vice-prefeito de Montes Claros, Aurindo José Ribeiro, Secretário de Desenvolvimento Social e o Vereador Claudinho (Cláudio Rodrigues de Jesus), Presidente da Câmara Municipal. Contará também com a participação de Dardania representando o Centro Paula Elisabeth, a Michele representando a Casa de Acolhimento Rosa Mística e a Alessandra, pessoa que já esteve em situação de rua e irá partilhar suas experiências. No dia 09 de novembro, quarta-feira, a partir das 9h30, a Câmara Municipal de Montes Claros realiza sessão especial em comemoração ao VI Dia Mundial dos Pobres. A iniciativa é do presidente da Casa Legislativa, vereador Cláudio Rodrigues. “Ao celebrar o “VI Dia Mundial dos Pobres”, a Câmara Municipal de Montes Claros atende ao chamado do Papa Francisco e da Arquidiocese de Montes Claros, e se une a milhões de pessoas em todo o mundo para promover esse momento de reflexão sobre a solidariedade para com os irmãos necessitados, aliado a um incentivo concreto às políticas familiares e à responsabilidade social” (Câmara Municipal). Programação: Na cidade de Montes Claros haverá uma programação especial conjunta entre a sociedade civil organizada, (pastorais, movimentos, organismos sociais) e representantes do poder público (Vice-prefeito, Secretário de Desenvolvimento Social e Presidente da Câmara Municipal de Montes Claros). MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO PARA O VI DIA MUNDIAL DOS POBRES (XXXIII Domingo do Tempo Comum – 13 de novembro de 2022) Jesus Cristo fez-Se pobre por vós (cf. 2 Cor 8, 9) 1. «Jesus Cristo (…) fez-se pobre por vós» (2 Cor 8, 9). Com estas palavras, o apóstolo Paulo dirige-se aos cristãos de Corinto para fundamentar o seu compromisso de solidariedade para com os irmãos necessitados. O Dia Mundial dos Pobres torna este ano como uma sadia provocação para nos ajudar a refletir sobre o nosso estilo de vida e as inúmeras pobrezas da hora atual. Há alguns meses, o mundo estava a sair da tempestade da pandemia, mostrando sinais de recuperação econômica que se esperava voltasse a trazer alívio a milhões de pessoas empobrecidas pela perda do emprego. Abria-se uma nesga de céu sereno que, sem esquecer a tristeza pela perda dos próprios entes queridos, prometia ser possível tornar finalmente às relações interpessoais diretas, encontrar-se sem embargos nem restrições. Mas eis que uma nova catástrofe assomou ao horizonte, destinada a impor ao mundo um cenário diferente. A guerra na Ucrânia veio juntar-se às guerras regionais que, nestes anos, têm produzido morte e destruição. Aqui, porém, o quadro apresenta-se mais complexo devido à intervenção direta duma «superpotência», que pretende impor a sua vontade contra o princípio da autodeterminação dos povos. Vemos repetir-se cenas de trágica memória e, mais uma vez, as ameaças recíprocas de alguns poderosos abafam a voz da humanidade que implora paz. 2. Quantos pobres gera a insensatez da guerra! Para onde quer que voltemos o olhar, constata-se como os mais atingidos pela violência sejam as pessoas indefesas e frágeis. Deportação de milhares de pessoas, sobretudo meninos e meninas, para os desenraizar e impor-lhes outra identidade. Voltam a ser atuais as palavras do Salmista perante a destruição de Jerusalém e o exílio dos judeus: «Junto aos rios da Babilónia nos sentamos a chorar, / recordando-nos de Sião. / Nos salgueiros das suas margens / penduramos as nossas harpas. / Os que nos levaram para ali cativos / pediam-nos um cântico; / e os nossos opressores, uma canção de alegria / (…). Como poderíamos nós cantar um cântico do Senhor, / estando numa terra estranha?» (Sal 137, 1-4). Milhões de mulheres, crianças e idosos veem-se constrangidos a desafiar o perigo das bombas para pôr a vida a salvo, procurando abrigo como refugiados em países vizinhos. Entretanto, aqueles que permanecem nas zonas de conflito têm de conviver diariamente com o medo e a carência de comida, água, cuidados médicos e sobretudo com a falta de afeto familiar. Nestes momentos, a razão fica obscurecida e quem sofre as consequências é uma multidão de gente simples, que vem juntar-se ao número já elevado de pobres. Como dar uma resposta adequada que leve alívio e paz a tantas pessoas, deixadas à mercê da incerteza e da