Justiça de Montes Claros condena Cláudio Prates por fraude processual

 O ex-vereador e escrivão da Polícia Federal, “plantou” prova em uma operação, para incriminar uma pessoa que chegou a ficar 60 dias presa em decorrência dos atos do policial Cláudio Prates foi acusado de ter inserido um pen drive com as imagens em um ambiente onde era realizada uma ação de busca e apreensão, durante a operação Senhor das Armas, em 2010; na ocasião, o tenente aposentado do Exército, Wendel Nassau Nether, foi preso por pedofilia, posse ilegal de armas de uso restrito e ameaça. Em Montes Claros (MG), escrivão da Polícia Federal é condenado por fraude processual O réu “plantou” prova em uma operação, para incriminar uma pessoa que chegou a ficar 60 dias presa em decorrência dos atos do policial Por MPF O Ministério Público Federal (MPF) obteve a condenação do escrivão da Polícia Federal e ex-vereador do município de Montes Claros (MG), Cláudio Ribeiro Prates, pelo crime de fraude processual (artigo 347, do Código Penal). Além da decretação de perda do cargo público, o réu recebeu pena de 3 anos, 1 mês e 14 dias de prisão. Os fatos aconteceram em 2010. De acordo com o MPF, a atuação criminosa de Cláudio Prates teve seu ápice no dia da deflagração da operação “Senhor das Armas”, realizada em 23 de setembro daquele ano, quando ele “plantou” um pen drive contendo links para sites de pornografia em um dos locais de cumprimento dos mandados de busca e apreensão. Essa conduta, também segundo a denúncia do Ministério Público Federal, foi na verdade “o resultado final de uma trama que se iniciou em data indefinida e por motivos ainda desconhecidos”. Leia também https://emcimadanoticia.com/2017/11/14/claudio-prates-e-acusado-de-fraudar-investigacao/ https://emcimadanoticia.com/2018/12/21/presidente-da-camara-de-montes-claros-e-afastado-da-pf/ Falsas diligências – O primeiro ato da trama consistiu na elaboração de um documento relatando que ele teria recebido, em 09/07/2010, uma denúncia anônima, via telefone, de pessoa residente na cidade de São Paulo (SP), acusando determinado cidadão de supostos crimes de estupro e posse ilegal de armas. De acordo com o escrivão, ele instruiu o(a) denunciante a fazer a denúncia por escrito, e, uma semana depois, teria aparecido uma carta anônima na caixa de correio da Delegacia da Polícia Federal em Montes Claros (DPF) narrando os mesmos fatos. Então, cerca de 15 dias depois, três mulheres compareceram à DPF e relataram a Cláudio Prates abusos sexuais durante a infância e adolescência praticados pela mesma pessoa que fora denunciada por telefone e carta. O ato seguinte foi a elaboração de uma peça policial denominada Informação, por meio da qual dois agentes daquela DPF relatavam o resultado de investigação em campo feita no município de Botumirim (MG), onde o cidadão denunciado possuía uma fazenda. O relatório afirmava que, sob a condição de anonimato, moradores locais apontaram esse cidadão como portador de diversas armas e que ele, possivelmente, estaria envolvido em crimes de pedofilia e/ou abuso de crianças. Tal relatório serviu de subsídio para que a Polícia Federal pedisse à Justiça Estadual a expedição de mandados de busca nos dois domicílios do então investigado, para se apurar tanto o crime de posse ilegal de armas quanto a prática de delitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente. Deferidos os mandados, a Polícia Federal deflagrou a operação “Senhor das Armas”, para busca e apreensão na residência do cidadão situada em Montes Claros e na sua fazenda em Botumirim. Neste local, os policiais federais, entre os quais se encontrava o réu Cláudio Prates, encontraram armas e um pen drive contendo links para sites de pornografia. O investigado foi preso em flagrante e assim permaneceu por mais alguns meses respondendo a processo criminal por armazenamento de conteúdo pornográfico infantil. Posteriormente, porém, descobriu-se que a prova desse crime – o pen drive encontrado em sua fazenda – fora produzido e “plantado” no local das buscas pelo escrivão da Polícia Federal. E as irregularidades não ficaram limitadas a essa prova. Cláudio Prates também forjou a informação policial que narrou supostas diligências realizadas em Botumirim por agentes da PF. Durante o depoimento em juízo, os agentes subscritores do documento afirmaram que eles apenas o assinaram a pedido do colega e que jamais haviam feito tal investigação. Perícia – A fraude foi desvendada a partir da perícia realizada no pen drive e nos computadores apreendidos na fazenda e na residência do investigado durante a operação Senhor das Armas. O laudo pericial apontou que não havia nenhum rastro digital dos arquivos gravados no pen drive em qualquer dos discos rígidos dos computadores. Tampouco havia usuários com nome que remetesse ao do investigado. Na verdade, o computador existente na fazenda era tão antigo, que sequer possuía entrada USB, impossibilitando o uso desse tipo de mídia, o que levou o perito que participou das buscas a afirmar, em seu depoimento, que “é como se não tivesse equipamento de informática lá”. No local também não havia sinal de internet. Por outro lado, o exame pericial, além de identificar que os arquivos do pen drive foram acessados no próprio dia da operação, às três horas da madrugada, no momento em que a Polícia Federal se reunia para iniciar a operação, também constatou que os últimos acessos aos arquivos foram feitos pelo usuário “Prates”. Para o Juízo da 1ª Vara Federal de Montes Claros, a prova pericial levou à conclusão de “que o dispositivo se encontrava em poder de algum dos policiais federais que participaram da busca e apreensão” e foi “plantado” no local, o que também foi reforçado pela circunstância de que nenhum dos agentes que participaram da busca conseguiu identificar quem havia encontrado o dispositivo. “Ora, se se buscava material com conteúdo pornográfico envolvendo crianças e adolescentes, um pen drive apreendido é objeto de extrema relevância, que certamente não passaria despercebido pelo agente responsável por sua localização”, registra a sentença. Ainda segundo o Juízo Federal, todos os atos anteriores praticados por Cláudio Prates – recebimento de supostas denúncias anônimas e falsificação do relatório de diligências para embasar ação de investigação – indicam seu “envolvimento pessoal no caso (não se sabe por qual motivo), o que apenas confirma que

TERREMOC – Montes Claros teve novo abalo sísmico e causa é desconhecida

Um novo abalo sísmico foi registrado ontem às 16h21min em Montes Claros, quando a Estação de Sismologia da Universidade Estadual de Montes Claros constatou que foi de 1,4 grau na Escala Ritcher, mas sem saber a causa. O estrondo foi ouvido em vários pontos da cidade e o Departamento de Sismologia justificou que é comum ocorrer nesse horário a detonação nas mineradoras da cidade. Porém, não sabia informar se naquele momento alguma delas tinha comunicado a detonação. Ontem no final da tarde a Comissão Municipal de Defesa Civil de Montes Claros explicou que não havia nenhum comunicado de detonação na cidade. Isso faz crescer a suspeita de ter sido um tremor de terra. No dia 17 de agosto, às 16h04min, portanto três dias atrás, tinha ocorrido um abalo sísmico, que foi registrado com 1,3 grau e no dia ficou constatado que ocorreu uma detonação em mineradora da cidade. Nos anos de 2010, 2011 e 2012 foram tantos tremores de terra em Montes Claros que a situação preocupou a população. Foi identificada uma falha geológica na Serra do Mel, na Vila Atlântida, que é apontado como a causa desses tremores. Via Jornal Gazeta

Unimontes não paga professores sob regime de Dedicação Exclusiva e revolta categoria

 – Representação da categoria denuncia omissão da reitoria, na contramão da valorização da carreira – A Associação dos Docentes da Unimontes (Adunimontes) criou uma comissão, integrada por cinco professores, para fazer gestões junto ao governo de Minas pelo pagamento do Regime de Tempo Integral com Dedicação Exclusiva a dezenas de professores que asseguram o ensino, a pesquisa e a extensão na Universidade Estadual de Montes Claros. Segundo o diretor da entidade, Gustavo Cepolini, os membros da comissão atuarão no governo, no Judiciário e politicamente, na Assembleia Legislativa. Ele denunciou que desde 2016, 48 mestres e doutores estão tendo esse direito violado, numa combinação entre a gestão da universidade e o governo estadual. O acesso ao pagamento das DE`s foi aprovado em todas as instâncias da Unimontes, bem como publicadas no Diário Oficial de Minas Gerais. Semana passada a Assembleia aprovou requerimento, de autoria do deputado Celinho Sintrocel (PCdoB), solicitando que o governo pague o adicional de Dedicação Exclusiva aos professores da Unimontes. A Adunimontes alega que a concessão da DE é fundamental para o desenvolvimento da instituição, pois assegura o tripé ensino, pesquisa e extensão, garantindo, assim, a autonomia da universidade, como prevê a Constituição Federal. A alegação para o não pagamento era a de que o estado atingira os limites prudenciais da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), manobra que já havia sido questionada judicialmente e pelo Legislativo. A justificativa caiu por terra de vez em janeiro de 2020, quando o próprio governador Romeu Zema (Novo) anunciou que Minas Gerais saiu do regime prudencial, o que deveria abrir caminho para a implementação imediata da Dedicação Exclusiva aos professores da Unimontes. “Ressalta-se ainda, conforme previsto no concurso para Professores de educação superior de 2014 da Unimontes que no regime de Dedicação Exclusiva, conforme disposto na Lei Estadual n°. 15.463/05, a jornada de trabalho deverá ser de 40 horas semanais, em tempo integral, com impedimento do exercício de outra atividade remunerada, pública ou privada. As atividades de magistério serão exercidas em período diurno ou noturno, a critério da Unimontes”, pontua Cepolini. “Apesar de o regime ter sido aprovado pelo Conselho Universitário, os 48 professores continuam sem nenhuma justificativa plausível da universidade para o não recebimento desse direito fundamental para o fortalecimento de uma universidade pública da envergadura da Unimontes”, lamenta o diretor, segundo o qual as sucessivas gestões da universidade não se empenham para resolver administrativamente o problema. Sem apresentar nenhuma justificativa, em abril a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) informou à Unimontes, em resposta ao ofício que pedia autorização para o pagamento do adicional, que o Comitê de Orçamento e Finanças havia negado o pedido. Em reunião ampliada da diretoria da Adunimontes, os professores reiteraram o descontentamento pela omissão do reitor Antônio Alvimar, criticado pelo silêncio em relação às solicitações da categoria por respostas e pela intolerância às críticas. “Trata-se de uma situação inaceitável, pois há fortes indícios de violações das normas e legislações de transparência da administração pública”, denuncia carta aberta divulgada pela entidade.

Dia 11 de agosto, celebra-se, no Brasil, o Dia do Advogado

 – Parabéns a todos os meus amigos advogados, por essa data tão importante – Por Lucreciano G. Rocha  – Conta, que em certa ocasião, em uma cidadezinha do interior, apareceu um senhor com hábitos estranhos e que chamou atenção daquela gente. Todos os dias ele chegava à praça principal muito bem vestido e lia os jornais. Lá pelas 10 horas ia à padaria e tomava um bom café e voltava para o banco da praça. Ao meio dia, almoçava num restaurante, ali perto. E assim passava o dia, todos os dias. A curiosidade do povo acabou chegando ao delegado, que intimou o velho para averiguação: o senhor vive de que? Perguntou o delegado. Vivo, de ajuda dos meus três filhos, respondeu o interrogado. E o que eles fazem? Indagou o delegado? O mais velho pede esmolas, o do meio, é criminoso e o mais novo é ladrão, respondeu, sem titubear, o interrogado. O senhor está preso até trazer os três meliantes aqui. Determinou o policial Com muita educação e sem demonstrar nenhuma preocupação, o senhor pôs-se a telefonar para os filhos. Rapidamente, chegou o mais velho e começou a explicar: senhor delegado, eu peço esmolas sim, mas é para as obras sociais da igreja. Sou padre e meu pai anda meio confuso. Antes do meio dia chegou o segundo, com um avental sujo de sangue e explicou: sou médico e faço plantão no Pronto Socorro. Salvo vidas, mas infelizmente alguma vítima vem a óbito, e meu pai entende isso como crime. Tudo bem, mas quero ouvir o último, disse o delegado. Nesse momento, o senhor já se mostrava um pouco preocupado, e começou a telefonar, mas nada de respostas. Já caía a tarde, quando ele chamou o delegado e se entregou: pode me prender, meu filho mais novo não virá. Hoje, dia 11 de agosto, comemora-se o dia do advogado. E está rolando um churrasco lá na sede da ORDEM. *Professor

#JardinsParaBorboletas – Concurso cultural está com inscrições abertas para fotógrafos profissionais e amadores

Valorizar a cultura da cidade, revelar novos talentos e tornar conhecidas as histórias de mulheres fortes, destemidas e guerreiras que fizeram e ainda fazem história em Montes Claros. Esse é o objetivo do “Concurso Cultural de Fotografia Jardim para Borboletas”, que está com inscrições abertas até o dia 15 de agosto de 2020. O concurso cultural premiará os três melhores clicks das 12 esculturas de borboletas produzidas pelo artista plástico Gu Ferreira, que estão fixadas em várias praças da cidade. O regulamento está disponível aqui. O documento estabelece as regras da seleção, em categoria única, das melhores fotos produzidas por meio de qualquer equipamento fotográfico (câmera profissional, smartphone, tablet). Os participantes do concurso cultural deverão fotografar uma das 12 esculturas de borboletas presentes nos seguintes espaços: Praça da Rodoviária; Avenida Mestra Fininha com Deputado Esteves Rodrigues; Trevo da Sion; Praça da Rosa Mística; Avenida Deputado Esteves Rodrigues com Sidney Chaves; Futura Praça Yara Souto, no Todos os Santos; Encontro da Avenida Bio Lopes com a Rua João Martins, no Grande Renascença; Avenida São Judas Tadeu; Praça Doutor João Alves (Automóvel Clube); Praça Engenheiro Joaquim Costa; proximidades do Hospital Dilson Godinho; e Praça João Catoni. Ainda conforme o regulamento, as fotos devem ser publicadas no perfil do autor da imagem, no Instagram, e marcadas com a hashtag #JardinsParaBorboletas. Apenas esta hashtag vai oficializar a foto no concurso. O autor deverá ainda marcar e seguir os perfis @prefeiturademontesclaros e @jardinsparaborboletas no Instagram. A conta do usuário no Instagram não pode ser privada (bloqueada). COMISSÃO DE AVALIAÇÃO Uma comissão avaliadora, composta por membros do Projeto Jardim para Borboletas, Prefeitura de Montes Claros, Ministério Público de Minas Gerais, da cena artística e do meio acadêmico fará a seleção, em categoria única, das fotos. Serão selecionadas as três melhores fotos das esculturas de borboletas. As imagens vencedoras receberão certificado e um souvenir do projeto, produzido pelo artista plástico Gu Ferreira. O Programa Jardim para Borboletas é executado pela Prefeitura de Montes Claros em parceria com o Ministério Público Estadual e a iniciativa privada. Criado dentro do programa “Para Além das Prisões”, o Jardim para Borboletas presta homenagem, com a construção de jardins e estruturas metálicas de borboletas, às mulheres que contribuem ou contribuíram ativamente para o desenvolvimento da cidade. A construção e a manutenção dos jardins são feitas por meio dos reeducandos e egressos do sistema prisional, além de pessoas em situação de rua.

Movimentos populares distribuem 2 toneladas de alimentos em Montes Claros (MG)

 – Ação de solidariedade em comemoração pelo Dia do Trabalhador e Trabalhadora Rural – Por Laura Murta / Brasil de Fato No último sábado, dia 25 de julho, movimentos populares de Montes Claros e Norte de Minas Gerais realizaram uma ação de solidariedade em São Geraldo II, região da cidade. De um lado, o trabalho arrecadou quase duas toneladas de alimentos produzidos pelos agricultores do Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Sem Terra (MST). De outro lado, repassaram os alimentos a 200 famílias acompanhadas pela Pastoral da Criança. “A ação de solidariedade é a materialização de uma rede, formada pela sociedade civil, de socorro ao povo mais necessitado, de amparo às famílias que os governos, municipal, estadual e federal não conseguem alcançar. Nos fez lembrar os velhos tempos e a urgência de recuperarmos a nossa soberania com a unidade e sinergia das lutas sociais”, comenta Samuel Costa, da Coordenação Regional do MST. O trabalho coletivo, coordenado pelo Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Sem Terra (MST) e pelo Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas (CAA), teve o apoio da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Pastoral da Criança e da Comissão Estadual de Povos e Comunidades Tradicionais. Doadores Os alimentos doados foram produzidos por famílias agricultoras de áreas de assentamento e acampamento do MST, dos municípios de Montes Claros, Bocaiuva, Olhos D’Água, Engenheiro Navarro, Pedras de Maria da Cruz, por famílias geraizeiras da região do Alto Rio Pardo, na Escola de Experimentação mantida pelo Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas. Para a representante do Centro de Agricultura Alternativa Joeliza de Brito, a ação, mais do que um ato de celebração, aponta para a necessidade da participação e da articulação de todos os segmentos da sociedade civil como forma de intervenção e apoio aos mais impactados pela crise sanitária e econômica. “Essa ação demonstra que o caminho para salvar os mais fragilizados, os mais impactados pela pandemia será o de ações em rede. No mundo inteiro tem sido assim. E aqui, no Norte de Minas, com as experiências que já acumulamos, como a da Articulação Rosalino, não seria diferente”. A fartura produzida nos gerais chegou à mesa de 200 famílias assistidas na região do São Geraldo II pela Pastoral da Criança. A comissão acompanha em toda cidade de Montes Claros cerca de 9 mil famílias, com crianças de até cinco anos de idade, em extrema vulnerabilidade social. Participaram da ação de solidariedade a Arquidiocese de Montes Claros, o Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Social da Unimontes e a UJR – União da Juventude Rebelião.

Quando a Terra parou e a esperança não morreu – Se tudo está perdido, a esperança sempre nos salva

Documentário de Montes Claros mostra impactos da pandemia Foi lançado em Montes Claros, sexta-feira passada, o documentário “Quando a Terra parou e a esperança não morreu”, elaborado e dirigido pelo professor André Águia, do curso de Publicidade e Propaganda do Centro Universitário Unifipmoc, produzido pela Águia Filmes, ZY2 e coprodução da Hot 100, Pequi Filmes, Frame e Synthetica. O documentário tem 35 minutos de duração e segundo o criador, a iniciativa de fazê-lo surgiu depois da suspensão do 5º Festival de Curta Metragem Unifip Moc 2020, em projeto do curso de Publicidade e Propaganda, onde os alunos produzem curtas para a mostra competitiva. O documentário está no youtube. O diretor lembra que é documentário caseiro, gravado através de celulares que expõem as angustias e sentimentos de um grupo formado por alunos, o professor e alguns convidados, em depoimentos e imagens que mostram a realidade nesses tempos de pandemia. O documentário é dividido em sete temas, como o medo, a saudade, a rotina, o mundo virtual, a guerra, a família e a esperança. Com roteiro e direção do músico e publicitário André Águia, o filme conta com imagens dos próprios alunos formando um quebra cabeça. Conta ainda com a participação do poeta Aroldo Pereira, do Padre Fernando Soares, do criador de conteúdos digitais Josh e do rapper Marcinho Rambazo além da publicitaria Andréa Amaral. O documentário faz uma crítica social e expõem a trágica realidade vivida com a pandemia no Brasil. Por fim o filme deixa uma mensagem de esperança a toda a humanidade de que vencerá esse terrível momento que passamos. Via Jornal Gazeta

Bebê de 7 meses de Montes Claros é a vítima mais nova da Covid-19 em Minas

 – Prefeitura  informou que a criança morreu na quinta-feira (16), mas o resultado do teste positivo saiu neste sábado (18); até então, o mais novo a morrer da doença era um menino de 2 anos, de Ipatinga Um bebê de 7 meses é a vítima mais jovem do coronavírus em Minas Gerais. A criança morreu na última quinta-feira (16), em Montes Claros, na região Norte do Estado, mas, segundo nota da prefeitura da cidade, o resultado do teste que confirmou a Covid-19 saiu apenas neste sábado (18). Até então, um menino de 2 anos, que faleceu no dia 6 de julho, em Ipatinga, no Vale do Aço, era o mais novo a morrer com a doença no Estado. A Prefeitura de Montes Claros informa o setor de epidemiologia do município entrou em contato com a família para dar orientações e devidas providências. Agora, subiu para 11 o número de óbitos na cidade, que tem 734 casos confirmados. A criança morreu no Hospital Universitário Clemente de Faria. A reportagem entrou em contato com a unidade, por meio do telefone fixo disponibilizado no site, mas foi informada que seria difícil ter acesso às infomações durante o fim de semana. Segundo matéria publicada pelo portal de notícias G1, o bebê teria começado a passar mal na segunda-feira (13), quando a mãe procurou pela primeira vez o hospital, com sintomas gripais leves e vômitos. Como não havia critérios para internação, a família foi orientada acompanhar em casa. Na quinta-feira (16), ele foi novamente levado à unidade, mas não resistiu. No caso do menino de 2 anos que morreu em Ipatinga, a criança tinha outras comorbidades. Já no caso do bebê de Montes Claros, a reportagem ainda não conseguiu informações sobre as condições de saúde da criança. Procurada, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) não soube informar o número de crianças e adolescentes que já morreram em Minas Gerais, mas prometeu passar os dados neste domingo (19). O Ministério da Saúde também não informou quantas crianças já morreram, mas, no boletim do dia 11 de julho, data da última atualização por faixa etária, o Brasil tinha registrado 4.036 hospitalizações de pacientes abaixo de 19 anos. Desse total, 1.040 tinham menos de 1 ano. Neste sábado (18), a Prefeitura de Ouro Branco, na região Central do Estado, informou que entre oito novos casos confirmados está uma criança de 1 ano e 9 meses, que passa bem, fazendo isolamento em casa. Fonte: O Tempo

Montes Claros limita bares e coloca 500 fiscais para proibir abusos

Foi publicado nesta sexta-feira (17) o Decreto 4074, onde determina que os bares e restaurantes da cidade funcionem no máximo até às 20 horas, assim como determina que 500 agentes comunitários de saúde passem a ajudar na fiscalização, junto com a Guarda Municipal; Polícia Militar; e fiscais da Secretaria de Serviços Urbanos. O Conselho Municipal de Saúde tinha proposto o fechamento dos bares e restaurantes, diante dos abusos cometidos em vários pontos da cidade, com aglomeração. Na sua decisão, o prefeito determina que as lojas de conveniências, bares, restaurantes e similares, cujo funcionamento encontra-se regulado no plano municipal, até às 22 horas, e aos finais de semana até às 23 horas, possam funcionar no máximo até às 20 horas. As restrições não se aplicam às lojas de conveniências, bares, restaurantes e similares localizadas nas margens das rodovias. O decreto determina que em caráter excepcional, até 500 agentes comunitários de saúde, designados mediante Portaria da Secretária Municipal de Saúde, sejam colocados à disposição da vigilância sanitária municipal, para incremento das atividades de prevenção ao contágio pelo agente Novo Coronavírus; e será voltada ao aspecto orientador da população e, após isso, não sendo respeitadas as regras sanitárias, imediatamente, os agentes deverão identificar as partes e as inconformidades sanitárias encontradas, para lavratura de auto de infração pelos agentes de fiscalização ou pela Guarda Municipal. Esses agentes comunitários de saúde, no exercício da função preventiva contra o contágio pelo agente Novo Coronavírus – SARS-CoV-2 receberão 50% de adicional, como estímulo à produção individual. O decreto determina que os agentes de fiscalização e a Guarda Municipal promovam a suspensão cautelar das atividades quando, após notificação, continuem descumprindo as regras sanitárias. Essa suspensão cautelar da atividade será fixada pelo prazo de 10 dias, prorrogáveis por igual período, a critério da Autoridade de Saúde. Também proíbe as reuniões particulares que tenham a participação de mais de cinco pessoas, sob risco de multa do proprietário ou locatário da residência no equivalente a 20 Unidades de Referência Fiscal de Montes Claros – UREF-MC, que é de R$ 37,51. A multa poderá ser elevada para UREF-MC, em caso de não interrupção imediata do evento, após notificação da fiscalização e ainda acionar a autoridade policial. O prefeito Humberto Souto justificou ontem que essa medida foi baseada em estudos técnicos da Universidade Federal de Minas Gerais, que são encaminhados para os Estados Unidos, onde são avaliados. Ele lembra ainda que Montes Claros teve de se adequar a decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que manda se enquadrar nas normas fixadas pelo Estado. Souto aponta que a cidade tem aproximadamente 3.000 bares e restaurantes e que fixou o horário das 20 horas, bem melhor do que em São Paulo, onde se permitiu até às 17 horas. Via Gazeta

Capoeirista será a nova presidente do Conselho Municipal da Promoção da Igualdade Racial de Montes Claros

 Luciana Axé, assistente social e professora de capoeira será a primeira mulher a presidir o COMPIR Será realizada nesta quinta-feira (9) às 9h30, a posse de Luciana de Fátima Oliveira, a Luciana Axé, na presidência do Conselho Municipal da Promoção da Igualdade Racial de Montes Claros-COMPIR “Nestes dois anos, nosso mandato, deu visibilidade e legalidade ao COMPIR, criando o seu Regimento Interno, dando inclusive, condições de acesso ao seu Fundo Municipal, o que não era permitido anteriormente”, Informou o atual presidente do Conselho Municipal da Promoção da Igualdade Racial de Montes Claros, Gu Ferreira. Segundo ele, várias intervenções também aconteceram, como seminário, palestras etc, além da criação de uma Galeria Afrodescendente, homenageando negros e negros que contribuíram para a constrição desta cidade. “O conselho é de fundamental importância, pois vai elaborar e propor políticas públicas em nossa cidade. As estatísticas levantadas pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que 75% das pessoas mortas em “intervenções policiais” entre 2017 e 2018 eram negras, e que entre 2007 e 2017 os homicídios de negros cresceram 33,1%, enquanto os de não negros aumentaram 3,3%. Os dados sobre homicídios são a ponta do iceberg quando o assunto é racismo e segurança pública, e os números são uma aparição bastante evidente da conexão entre os dois. Trabalhar no combate ao racismo e intolerância religiosa é preciso e é um dever de todos”, disse o Coordenador das Políticas de Promoção da Igualdade Racial, José Gomes Filho.