PSDB entrou pela porta dos fundos do golpe

 – Não, Aécio. Entraram pela porta dos fundos e vão ficar no puxadinho – O ainda senador Aécio Neves, na convenção do PSDB, saiu-se com esta frase, que serve de título à matéria do Estadão: “Vamos sair do governo pela porta da frente, como entramos“. Por Fernando Brito – Tijolaço Eu tinha acabado de escrever sobre a morte do escritor Moniz Bandeira , relembrado seu amigo Leonel Brizola e não pude deixar de sentir certa tristeza por saber que ninguém vai reagir a isto dizendo umas verdades como as que o velho gaúcho diria. Ninguém vai falar: “Não, Aécio, tu não entraste no Governo pela porta da frente, entrastes pela porta dos fundos do golpe”. Não te finjas de leão, porque o que tu és é um rato, um rato que roeu a democracia brasileira quando não aceitou tua derrota e, no minuto seguinte, em lugar de se curvar à vontade do povo brasileiro, fostes tramar para derrubar o governo. Mas nem entrar pela porta dos fundos tu conseguirias, pois o porteiro que a te abriu foi Eduardo Cunha. Foste tu que ajudastes a pôr em marcha a máquina de moer a política e as reputações e acabou sendo tragado por ela, embora, em matéria de reputação, tivesses pouco a ser moído. Ainda assim, o que restou de ti fede tanto que teus amigos famosos dos salões e das noitadas – Hucks, Dórias, Ronaldinhos e assemelhados – sumiram, apagaram as fotos a teu lado e não querem teu nome lhes marcando as testas. Tu não vais sair do governo deixando nada para trás, senão este odor, mas vai levar indicações, cargos e tudo o mais que puderes tirar de Temer como tiraste do tal Batista, dizendo que mataria até seu primo para não ser delatado. Até aos teus apunhalas, como fizeste com o Tasso, que há quinze dias salvou seu mandato inútil. Sairás pela porta dos fundos, a mesma por onde entrou, sais como um rato que abandona o navio do golpe, não pela porta da frente. Porque a porta da frente chama-se democracia e só se abre para os que têm o voto e a confiança do povo. Mas, como disse certa vez o próprio Brizola, o Congresso é um “clube amável, com vossa excelência pra cá, vossa excelência pra lá”. Não haverá um que lhe aponte o dedo e diga: Vossa Excelência, na política, é um rato

Acham que o povo engole farinha do mesmo saco?

 – A política, quando sem faz sem lideranças nela forjadas, é apenas um jogo de ambições, vaidades e espertezas. –  Portanto, como diz a epígrafe deste blog, uma arte das elites, que consiste em dar aparência nobre e de interesse social ao que é só um projeto de grupo ou, mais frequentemente, de um indivíduo. Por Fernando Brito – Tijolaço Goste-se ou não, o PSDB já representou um projeto, o de modernização conservadora do Brasil. Já não mais. Geraldo Alckmin, pobre coitado, está longe disso. Mas é o que resta ao PSDB, porque o resto – Aécio e Dória – são simples aventureiros, ao que parece ambos abatidos por suas próprias espertezas. Como, porém, a grande maioria dos partidos, aqui, deixou de representar algum tipo de pensamento social e organizou-se -até pela falta de lideranças – horizontalmente, à procura de conveniências e oportunidade. Por isso, o que se assiste é uma fantasia, descolada das necessidades sociais do povo brasileiro e, até mesmo, das de suas elites, se acaso elas fossem lúcidas o suficiente para percebê-lo. Atiram-se, como se vê, na esperança de qualquer um que as livre de Lula e de Bolsonaro, que elas próprias criaram com a tática fácil do “inimigo interno” de violência e da criminalidade, como se estas fossem pragas do Egito, das quais só nos livraremos pela conversão fundamentalista. Estão dispostas a um concurso de calouros, a gritar para o povo – peço desculpas ao velho Abelardo Barbosa: “vai para o trono ou não vai?” É incrível, mas as elites brasileiras, na política, estão colaborando com Lula. Estão escrevendo, na prática, a frase do ácido Millôr Fernandes. “Mais importante do que ser genial é estar cercado de medíocres.” A cada um que jogam na fogueira das vaidades contra ele, só o aumentam.

Cinco apelos pela vida no Norte de Minas

 – Devastação ambiental no Norte de Minas causa surpresa e perplexidade ao governo do Estado – Cultura do eucalipto no semiárido consome 80% da oferta de água na sua área de abrangência. Governo promete providências para deter processo de desertificação   Fogo consome veredas do cerrado mineiro e ameaça florestas e rios (Foto: Expedição Caminhos dos Geraes) * Por Waldo Ferreira O enfrentamento da crise hídrica e o processo de desertificação que vitimam o Norte de Minas podem ter entrado de vez na pauta do governo do Estado. É o que esperam gestores e técnicos do meio ambiente, que estiveram, no início da semana, reunidos na Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) com o secretário adjunto Germano Luiz Gomes Vieira. A comitiva foi apresentar o diagnóstico da V Expedição Caminhos dos Geraes (realizada entre os dias 7 e 10 de setembro), contido na “Carta das Águas”.O documento foi entregue ao secretário adjunto, com um apelo por providências quanto aos problemas ambientais vividos na região. Segundo o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Montes Claros, Paulo Ribeiro, Germano Vieira e demais representantes do governo presentes à reunião, incluindo a presidente do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Marília Carvalho de Melo, ficaram perplexos com os números revelados pelos técnicos. Walter Viana, responsável pela fiscalização ambiental na Superintendência de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Supram) do Norte de Minas, traçou um quadro assustador da situação hídrica na região. “O consumo é muito maior que a oferta, o que está provocando o secamento das fontes”, informou. Ele estima que somente no perímetro urbano de Montes Claros foram abertos mais de 10 mil poços.Mas, é o plantio do eucalipto na área do semiárido o principal fator de deterioração dos recursos hídricos, com rebaixamento do nível freático em meio metro por ano. De acordo com estudo coordenado por Viana, a cultura consome 230 litros de água por metro quadrado a mais que o Cerrado, por área plantada. Walter Viana é autor de tese de doutorado sobre o acelerado processo de desertificação no Norte de Minas.Veredas – A pesquisadora em ecologia pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), Maria das Dores Magalhães, informou que as áreas úmidas (veredas) estão altamente impactadas pelos efeitos da escassez hídrica e baixa umidade do lençol freático, o que já provocou o desaparecimento de 50 delas somente neste ano. Outras estão em processo irreversível de extinção. Ela estima que se nada for feito em 3 anos não haverá mais veredas na região do Vale do Peruaçu, entre os municípios de Januária e Itacarambi.Um das cinco demandas levadas ao governo na “Carta das Águas” é a proibição de novas áreas de plantio de eucalipto no semiárido. Germano Vieira se comprometeu a se reunir com o Instituto Estadual de Florestas (IEF) para discutir o assunto. Ele também pretende fazer reunião com produtores de eucalipto. O processo de desertificação na região foi detectado em 2010 a partir do Plano Estadual de Combate à Desertificação, financiado pelo Ministério do Meio Ambiente e executado pelo Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas (Idene). Da média histórica de precipitação pluviométrica no Norte de Minas, 1.000 milímetros/ano, o eucalipto sozinho consome 800 milímetros. Como o Cerrado precisa de 500 milímetros, há um déficit de 300 milímetros. Sem contar, como lembra o secretário Paulo Ribeiro, a necessidade de consumo de água para beber pelas pessoas e animais, além da irrigação. O fator determinante para esse processo é justamente o eucalipto. Estima-se que há 1,5 milhão de hectares plantados no semiárido, o que significa dizer que esse bioma desaparecerá se essas medidas não saírem do papel.De acordo com a diretora de Meio Ambiente da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Anildes Lopes Evangelista, o governo do estado formou um grupo temático de trabalho para discutir a questão hídrica no Norte de Minas. Ela informou que técnicos da região serão chamados para integrar esse trabalho. Da esquerda para a direita: Dora Veloso, pesquisadora da Unimontes; Walter Viana Neves, técnico da SUPRAM; Germano Luiz Gomes Vieira, secretário adjunto de Meio Ambiente; Sued Botelho, coordenador do Fórum Regional do Território Norte; Paulo Ribeiro,secretário de Meio Ambiente de Montes Claros; Marília – Igam; Anildes Lopes Evangelista – Prefeitura Municipal Montes Claros; Genésio Alves Fonseca – Instituto Serra do Cabral “Carta das Águas”: cinco apelos pela vida no Norte de Minas 1 – Proibição de novas áreas para plantios de eucalipto; 2 – Monitoramento dos níveis freáticos para que haja novos parâmetros para emissão de outorga no Norte de Minas; 3 – Ampliação do Parque Estadual Veredas do Peruaçu a partir da aquisição de terras de proprietários que possuem dívidas com o estado e estão dispostos a negociar; 4 – Criação do Parque Estadual de Botumirim, importante reserva para a manutenção da biodiversidade e dos mananciais hídricos; 5 – Criação da Unidade de Conservação de Pandeiros, o pantanal mineiro. * Jornalista

TRAGÉDIA DE MARIANA COMPLETA DOIS ANOS

 – Reparação de danos com rompimento de barragem será debatida –  Audiência na Assembleia Legislativa de Minas Gerais vai discutir ações adotadas para minimizar destruição após tragédia provocada pela mineradora Samarco. As ações adotadas para reparar os danos socioambientais causados pela mineradora Samarco em virtude do rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana (Região Central), serão debatidas pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A audiência pública acontece nesta segunda-feira (6/11/17), no Auditório José Alencar Gomes da Silva. A reunião foi solicitada pelos deputados Rogério Correia (PT); Cristiano Silveira (PT), presidente da comissão; Celinho do Sinttrocel (PCdoB); e Geraldo Pimenta (PCdoB). Os parlamentares apontam que diversos direitos ainda não foram reparados, após quase dois anos da tragédia. O rompimento da barragem aconteceu em 5 de novembro de 2015 e provocou a morte de 19 pessoas, além da contaminação do Rio Doce por rejeitos de mineração, entre outros danos socioambientais. Quando a tragédia completou um ano, a Comissão de Direitos Humanos já havia realizado audiência para discutir a situação da reparação dos danos. Na ocasião, o deputado Rogério Correia apontou que os problemas apenas se acumularam no período, sem que soluções fossem colocadas em prática. Convidados – Foram convidados para participar da reunião representantes da população atingida e do Movimento dos Atingidos por Barragens, dos Ministérios Públicos Estadual e Federal e do Poder Judiciário. Convidados:Helder Magno da Silva, procurador regional Federal dos Direitos do Cidadão;André Sperling Prado, promotor de justiça coordenador de Inclusão e Mobilização Sociais – CIMOS Beatriz da Silva Cerqueira, presidente da Central Única dos Trabalhadores – Cut/MG Flávio Renegado, músico Marta de Jesus Arcanjo Peixoto, atingida da Comunidade de Paracatu de Baixo – Mariana/MGGeovani Bezerra Adilson, representante dos Povos Indígenas Krenak;Aline Ferreira Ribeiro, viúva de trabalhador terceirizado da Samarco;Germana de Oliveira Moraes, professora de Direito Constitucional da Universidade Federal do Ceará e juíza Federal Titular da 9ª Vara Judiciária do Ceará Guilherme de Sousa Camponêz, integrante da Coordenação Estadual do Movimento dos Atingidos por Barragens Tchenna Manso, membro da Comissão de Direitos Humanos do Movimento dos Atingidos por Barragens Valdivino Modesto, membro da Colônia de Pescadores Z19 de Governador Valadares.

Não tenho culpa, votei no Aécio

 Capa da revista piauí deste mês satiriza o senador Aécio Neves – absolvido pelo Senado após ter o mandato suspenso pelo STF – saindo de um bolo, vestido em um maiô e empanturrado de dólares. (R$ 2 milhões?)  Capa provocadora em que ironiza o slogan “não tenho culpa, votei no Aécio”.  Obs.: ali no cantinho “rabiscado no verso” é o senador Zezé Perrela, com um helicóptero em mãos simbolizando o “helicoca”? Trazendo o senador mineiro saindo de um bolo, vestindo um maiô repleto de notas de dinheiro, a imagem está fazendo sucesso nas redes sociais. Relembre o caso Da Revista Época: “Quem é que fica andando com 500 mil de um lado para o outro?!”, perguntou, entre nervoso e espantado, o empresário Frederico Pacheco ao lobista Ricardo Saud, da JBS, na tarde do dia 12 de abril deste ano. Fred, como é conhecido o primo do senador Aécio Neves, estava no escritório de Saud, em São Paulo, para apanhar a segunda parcela de R$ 500 mil dos R$ 2 milhões acertados entre o presidente do PSDB e Joesley Batista dias antes. Fred fora designado para a tarefa por Aécio, como registrado em áudio pelo próprio senador: “Um cara que a gente mata antes de fazer delação”. A Polícia Federal monitorava o encontro – uma ação controlada, autorizada pelo ministro Edson Fachin, relator do caso no Supremo Tribunal Federal. Fred estava desconfortável. Não aceitou água nem café. Diante dele, numa mesa da sala de Saud, havia uma mala preta abarrotada de pacotes com notas de R$ 50, amarrados com liguinhas de plástico. Fred parecia verbalizar, um atrás do outro, todos os pensamentos que lhe assaltavam: “Onde eu tô me metendo, cara?”. A mala fora providenciada por Florisvaldo de Oliveira. Ele sempre auxiliava Saud nas entregas de dinheiro e mantinha um pequeno estoque delas à disposição. Para entregas a partir de R$ 500 mil, a mala preta era a mais adequada. Acomodava bem meio milhão de reais, até quase R$ 1 milhão em notas de R$ 50, se observado o método correto de organização de maços. Florisvaldo ajudara a recolher o cash para a propina de Aécio na central da JBS que reunia dinheiro vivo de clientes da empresa, como supermercados e distribuidores de carnes – clientes que giravam bastante dinheiro vivo. Essa central era chamada internamente de “Entrepostos”. Abastecia boa parte dos políticos que, como Aécio, pediam a sua parte em dinheiro vivo. ÉPOCA reconstituiu a cena por meio de gravações autorizadas pela Justiça se de entrevistas reservadas com participantes da ação controlada. Reconstituiu, também, as outras quatro entregas de dinheiro vivo acompanhadas pela PF entre abril e maio deste ano, na Operação Patmos, resultado das delações dos executivos da JBS. Os cinco pagamentos somaram R$ 2,4 milhões. Foram três entregas de R$ 500 mil destinadas a Aécio, uma de R$ 400 mil destinada ao doleiro Lúcio Funaro e, por fim, uma de R$ 500 mil destinada ao presidente Michel Temer – aquela da mala preta com rodinhas, que cruzou velozmente as calçadas de São Paulo graças às mãos marotas de Rodrigo Rocha Loures, o “longa manus” do peemedebista, nas palavras da Procuradoria-Geral da República. A reportagem teve acesso, com exclusividade, a dezenas de imagens das malas, pastas e bolsas de dinheiro da JBS sendo estufadas com notas de R$ 50 e de R$ 100. Algumas poucas já eram públicas e outras estavam reproduzidas, em preto e branco, quase que como borrões, em processos no Supremo. O restante do conjunto, no entanto, permanecia inédito. ÉPOCA publica agora as imagens mais pertinentes. A força da íntegra desse material reside na exposição visceral e abundante do objeto que mobiliza o desejo e os atos dos corruptos, políticos ou não, no Brasil ou fora dele: notas, muitas notas, de dinheiro. Amarelas ou azuis. Em malas ou pastas. Recolhidas por familiares ou assessores. Dois meses após a delação da JBS, após semanas e semanas de discussões jurídicas e políticas sobre a crise que se instalou no Brasil, esse elemento tão primário, tão fundamental, do que define os casos de Temer e de Aécio, ficou convenientemente esquecido. Fred buscou todas as parcelas de R$ 500 mil de Aécio. Começou no dia 5 de abril, voltou no dia 12, já sob monitoramento da PF, e manteve o cronograma nas semanas seguintes: encontrou Saud, no mesmo local, também nos dias 19 de abril e 3 de maio. Cumpria a tarefa enquanto o Brasil conhecia o teor das delações da Odebrecht; enquanto o país assistia aos depoimentos do executivos da empreiteira, que tanto incriminavam Aécio. “Eu durmo tranquilo”, disse Fred no segundo encontro, logo após racionalizar os crimes que cometia como um ato isolado, que não o definia. “Se eu te contar uma coisa você não vai acreditar: a única pessoa com quem eu tratei em espécie foi você. A única pessoa que pode falar de mim é você”. Saud deixou-o à vontade para desabafar. “Como é que eu não faço? Tenho um compromisso de lealdade com o Aécio”, disse, antes de começar a contar o dinheiro: – Um, dois, três, quatro, cinco… Ih, fiz a conta errada. Peraí. O que tem em cada pacotinho desses?– Eu te ajudo a fechar aqui (a mala).– Cem, duzentos, trezentos…

Prefeito de Contagem sofre retaliação de Aécio

 – O atraso na assinatura do financiamento para as obras de ampliação do metrô do município mineiro de Contagem pode ser fruto de uma retaliação do senador e presidente afastado do PSDB, Aécio Neves (MG), contra o prefeito Alex de Freitas, que também é do PSDB. De acordo com o jornal O Tempo, fontes tucanas teriam informado sobre a retaliação.  Na semana passada, Freitas anunciou, durante viagem a Paris, que havia acertado com o ministro das Cidades, Bruno Araújo – que também é do PSDB – um financiamento da ordem de R$ 157 milhões para a ampliação do metrô. Na ocasião, o prefeito também criticou duramente o senador Aécio Neves, que responde a nove inquéritos e a uma denúncia no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta participação em esquemas de corrupção. “O senador Aécio Neves tem de responder agora ao Judiciário. Defendo que ele tenha um amplo direito de defesa, mas, se tiver culpa, seja responsabilizado e banido da política. Se for inocentado, volte e reconstrua sua popularidade. É assim que deve ser. Não posso defender que a Justiça puna aqueles que não são do meu partido, os meus aliados, e querer que ela proteja aqueles que estão no mesmo partido. O país precisa expurgar todos os corruptos”, disse Freitas em entrevista à uma rádio da França. Segundo o jornal, após tomar conhecimento do teor das declarações do correligionário, Aécio teria procurado o ministro e aliado Bruno Araújo para impedir a liberação dos recursos. Por meio de nota, Aécio nega a suposta retaliação e afirma que, “inclusive, se reuniu nessa segunda-feira com o ministro Bruno Araújo pedindo agilidade na liberação dos recursos. “A afirmativa é capciosa e mal-intencionada”, ressalta o texto.

Mais de 4 milhões para a agricultura familiar

 – Fernando Pimentel entrega tratores para agricultura familiar no Território Norte –  Os 45 equipamentos com grades aradoras, doados pelo Governo de Minas Gerais, serão destinados ao setor agrícola beneficiando 41 municípios Com os novos equipamentos, cerca de 9 mil famílias rurais poderão incrementar suas atividades – fotos: Gil Leonardi/Imprensa MG O governador Fernando Pimentel entregou neste sábado (28/10), no Parque de Exposições de Montes Claros, no Território Norte, 45 novos tratores equipados com grades aradoras. Os equipamentos serão utilizados para o desenvolvimento da agricultura familiar nas regiões Norte e Nordeste de Minas Gerais. O total investido pelo Estado foi R$ 4,12 milhões. Equipamento vai melhorar a qualidade de vida das pessoas que terão acesso às máquinas (Crédito: Gil Leonardi/Imprensa MG) Durante a entrega, Fernando Pimentel ressaltou a importância do equipamento para melhorar a qualidade de vida das pessoas que terão acesso às máquinas. “Faz uma diferença enorme para um município pequeno que tem um assentamento rural ou uma comunidade agrícola, com produção familiar, ter um trator para ajudar a fazer aquilo que, às vezes, o sujeito sozinho não dá conta. É muito importante e é graças às emendas dos parlamentares que o Estado pode fazer isso, pode proporcionar ao prefeito ou à associação agrícola, um equipamento que vai melhorar, de fato, a vida das pessoas. Nós trabalhamos é para isso, não por outro motivo”, enfatizou. O governador ressaltou, ainda, que o diálogo com os prefeitos mineiros tem sido o diferencial para que o Estado, juntamente com os municípios, encontre alternativas de desenvolvimento. “Eu me reuni com os prefeitos ali dentro, falei das dificuldades que o Estado tem. Ter dificuldades, mas ter com quem compartilhar a dificuldade faz muita diferença. A gente sentar com maturidade, o prefeito falar qual é o problema e nós tentarmos resolver. Se não tem dinheiro, nós vamos arrumar. Se está precisando de alguma coisa, nós vamos buscar em algum lugar, e no final, a gente consegue atender. É aquilo que eu sempre falo: farinha pouca, vamos dividir o pirão, não é essa história de meu pirão primeiro não, porque isso não funciona em Minas Gerais. Farinha pouca a gente divide o pirão e, no final, todo mundo sai com um pouquinho, que é melhor do que não sair com nada”, ressaltou. Questão hídrica O governador também chamou atenção para o atual momento do Estado, onde o volume de chuvas caiu em relação à média dos últimos 30 anos. “Minas Gerais inteira, não só no Norte e no Vale do Jequitinhonha, está com o nível de chuvas abaixo da média histórica de 30 anos. Resultado é que os reservatórios estão todos vazios, os rios estão secando e, cada vez mais, nós somos obrigados a improvisar soluções para buscar resolver este problema. Aqui, em Montes Claros mesmo, nós estamos com um problemão de fornecimento de água, a Copasa está fazendo a obra do Pacuí. Nós vamos achar outras soluções. O Pacuí não vai ser uma solução definitiva. Vamos olhar se a gente pode captar mais longe ainda, mas nós não podemos deixar nossa população ao desabrigo de uma solução permanente para a questão da água”, pontuou. O governador sugeriu que as prefeituras, junto com as Câmaras Municipais de todo o estado, mudem a legislação para que as novas construções tenham um sistema de reaproveitamento de água de chuva. “O reuso de água é você ter o equipamento de captação da água de chuva e um reservatório subterrâneo para aquela água. Se você não tem (esse sistema), a água cai, escorre pela rua, vai para dentro do canal e vai embora. Não, gente. Vamos captar água de chuva. Vamos deixar ela armazenada em um reservatório que permita depois o uso da água. Não precisa ser para consumo humano, mas para muita coisa a gente pode reutilizar a água de chuva. Nós vamos ter que mudar a nossa cultura profundamente nessa questão da água. Esse é um desafio que está posto”, finalizou Fernando Pimentel. Entregas Dos 45 veículos entregues, 29 foram adquiridos pelo Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene). Os demais foram custeados com recursos oriundos de emendas parlamentares, sendo 10 federais e seis estaduais. Com os novos equipamentos, cerca de 9 mil famílias rurais poderão incrementar suas atividades, melhorando as condições de trabalho no campo. São 34 equipamentos doados a 33 prefeituras e 11 para nove associações de oito municípios. O prefeito de Bonito de Minas e presidente da Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams), José Reis Nogueira, ressaltou que os tratores entregues irão “fazer muita diferença” na vida dos agricultores. “Sabemos das dificuldades financeiras que o Governo passa, de dívidas do passado. Mas, mesmo com todas as dificuldades, o governador tem nos ajudado, tem dado atenção aos prefeitos e não tem deixado de lado programas importantes como este, que apóia o agricultor em uma região sofrida como a nossa”, afirmou, lembrando ainda ações recentes deste Estado na região, como a implantação de poços artesianos, aquisição de sementes e outros equipamentos. Para o deputado estadual, Paulo Guedes, apesar do atual cenário econômico enfrentado pelo Estado, o Governo de Minas Gerais tem priorizado ações que beneficiem o Norte de Minas. “Mesmo com todas as dificuldades financeiras, o Governo tem nos ajudado e não tem deixado programas importantes como esse que apoia o nosso agricultor e uma região sofrida como a nossa. Esses 45 tratores entregues aqui hoje vão fazer muita diferença na vida de muitas pessoas, por isso quero aqui em nome dessa comunidade fazer um agradecimento”, disse. O programa Os recursos do programa de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais têm como objetivo promover a melhoria da qualidade de vida do homem do campo, o fortalecimento da agricultura familiar e dos arranjos produtivos de acordo com as vocações regionais. A ação também contempla a qualificação dos agricultores no fomento de culturas agrícola e pecuária, na implantação de agroindústrias familiares e subsídios a insumos, maquinários e equipamentos necessários à produção. Estiveram presentes os secretários de Transportes e Obras Públicas,

Plano de Desenvolvimento Institucional da Unimontes

 – Em encontro, gestão apresenta PDI e amplia informações sobre o trabalho da Estatuinte  As diretrizes gerais da Universidade Estadual de Montes Claros, com as metas e objetivos estratégicos da instituição para o período de 2017 a 2021, estão definidas no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI). O documento foi lançado nessa quinta-feira (26/10), em solenidade presidida pelo reitor da Unimontes, João dos Reis Canela, na Salão dos Conselhos (prédio da Reitoria), com a participação do vice-reitor, professor Antonio Alvimar Souza, presidente da Comissão Especial do PDI/Unimontes. O encontro também destacou o processo em andamento na Instituição para a elaboração do novo estatuto. Integrantes da Comissão Especial da Estatuinte divulgaram informações sobre o trabalho desenvolvido até o momento junto à comunidade acadêmica e à sociedade em geral. A promoção fez parte das comemorações pela Semana do Servidor. Além de integrantes da gestão superior, o evento contou com a participação de diretores de Centro, coordenadores de curso, professores e acadêmicos, envolvidos na formulação do plano. O vice-reitor Antonio Alvimar Souza ressaltou a participação dos docentes, discentes e servidores técnico-administrativos, bem como de representações da sociedade civil organizada nas quatro etapas de elaboração do PDI/Unimontes. O professor Igor Coimbra, integrante da Camerata de Violões da Unimontes e coordenador do Curso de Extensão em Música, fez uma apresentação com músicas nacionais: Casinha de Palha (Godofredo Guedes), Corsário (João Bosco e Aldir Blanc) e Bicho de Sete Cabeças (Geraldo Azevedo). EIXOS – Com 149 páginas, o plano é dividido cinco eixos: Perfil Institucional, Projeto Pedagógico Institucional, Organização Acadêmica, Planejamento e Gestão e Inovações e Interações Institucionais. O documento cumpre uma exigência legal, com o acompanhamento e orientação do Conselho Universitário (Consu) e apoio do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPEx). Conforme a proposta apresentada, o PDI “vislumbra um conjunto de oportunidade, define estratégias e ações para orientar a organização administrativa e didático-pedagógica e figura como uma importante ferramenta de gestão da universidade. Sua implementação é o grande desafio para superar os problemas e avançar, rumo à consolidação de uma educação superior de qualidade da Universidade Estadual de Montes Claros”. HISTÓRICO O professor João Canela destacou a relevância do Plano de Desenvolvimento Institucional. “O lançamento do PDI é um fato histórico para nossa instituição.O documento, que reestrutura nossos objetivos, mostra a dimensão do crescimento da nossa universidade”, afirmou o reitor. Ele enalteceu a ampla participação de coordenadores de curso, chefias de departamentos, diretores de Centros de Ensino, unidades acadêmicas, conselheiros, acadêmicos e gestores na confecção do documento. O reitor lembrou que a Unimontes vive uma fase de avanços. “Estamos atravessando um momento muito bom. Apesar das dificuldades transitórias nos contextos estadual e nacional, a universidade mantém-se vigorosa em suas propostas, com capacidade de sustentar os abalos e com o firme propósito de atingir o seus objetivos”, enfatizou. Ele acrescentou que a Unimontes atravessa um momento de “reestruturação dos seus objetivos”, mas também “com o amadurecimento e reconhecida como um instrumento de desenvolvimento regional e de valorização das regiões nas quais está inserida”. O vice-reitor Antonio Alvimar Souza, presidente da comissão de elaboração do PDI, ressaltou a importância do documento como um marco na definição das diretrizes, metas e objetivos da Unimontes. “O PDI é um documento que nos possibilita enxergar o rosto da nossa universidade. Vai contribuir para que tenhamos o hábito e o exercício de pensar e refletir a instituição”. Destacando a participação efetiva dos representantes da comunidade acadêmica no processo de elaboração do documento, ele salientou que o Plano de Desenvolvimento Institucional é o instrumento norteador das ações da Unimontes. “O PDI retrata também a face de uma universidade, que, talvez, muitos de nós ainda não conheciam. São muitas demandas e questões, nas quais a universidade precisa refletir”, observou Antonio Alvimar. O PDI foi lançando com a participação dos integrantes da gestão superior, de diversos setores da Unimontes e da comunidade externa HOMENAGEM Durante a solenidade na Sala dos Conselhos, o reitor João dos Reis Canela entregou o primeiro exemplar do Plano de Desenvolvimento Institucional da Unimontes ao professor Antônio Gonçalves Maciel, do Departamento de Ciências Sociais. O ato simbólico foi uma homenagem a Maciel, que também integrou a comissão especial do PDI e há cinco meses está afastado das atividades acadêmicas para se recuperar de um problema de saúde. Ele teve um Acidente Vascular Cerebral (AVC Hemorrágico). Muito emocionado, o professor Antônio Gonçalves Maciel agradeceu à Reitoria e todos os colegas da Unimontes pelo apoio e solidariedade. “As conseqüências físicas (da doença) são as menores no meu processo de recuperação. O mais difícil foi a separação da universidade. Nesse período de cinco meses, descobri o amor que tenho pela Unimontes”, declarou o professor. ESTATUINTE Na mesma oportunidade, foi apresentada a proposta de trabalhos da Estatuinte, processo em andamento, que visa a elaboração do novo Estatuto da Universidade Estadual de Montes Claros, com o envolvimento direto dos professores, servidores técnico-administrativos, acadêmicos e representantes da comunidade externa. A proposta foi apresentada pela professora Ilva Ruas Abreu, 1ª relatora da comissão especial da Estatuinte, que ressaltou a importância da participação da comunidade universitária nos trabalhos. Ela destacou que a Estatuinte é um instrumento que busca adaptar o estatuto às perspectivas e estruturas da universidade, mediante às necessidades do atual cenário. Fonte: Unimontes

A Abordagem Cirúrgica do Idoso

 – Hospital Universitário da Unimontes promove I Simpósio de Atenção à Saúde do Idoso –  O Centro “Mais Vida” de Referência em Assistência à Saúde do Idoso Eny Faria de Oliveira (Crasi), do Hospital Universitário Clemente de Faria (HUCF/Unimontes), promove, nesta sexta e sábado (27 e 28 de outubro de 2017), o I Simpósio de Atenção à Saúde do Idoso. O tema central é “A Abordagem Cirúrgica do Idoso”, com atividades no auditório das Faculdades Integradas Pitágoras (FIP-MOC). As inscrições podem ser feitas até o dia de abertura do evento, junto aos alunos das ligas acadêmicas de Geriatria e de Cirurgia da Unimontes e das FIP-MOC. O simpósio é direcionado a médicos, residentes, acadêmicos dos diversos cursos da área da saúde e demais profissionais, como oportunidade de atualizar conhecimentos e trocar experiências relativas ao processo de envelhecimento, a compreensão da abordagem cirúrgica em idosos e as particularidades clínicas mais recorrentes dessa fase da vida. A organização do simpósio envolve a parceria de profissionais do Centro “Mais Vida” de Referência em Assistência à Saúde do Idoso Eny Faria de Oliveira Crasi/Unimontes) e do Instituto Jenny de Andrade Faria (UFMG), além da colaboração de integrantes das residências de Geriatria e Cirurgia Geral do Hospital Universitário Clemente de Faria, além das Ligas Acadêmicas. Temas Na programação, palestras, debates e mesas redondas, com a presença de profissionais renomados nas áreas de Geriatria, Gerontologia e Cirurgia em temas como “A Sublime Arte de Envelhecer”, “Gestão Integral da Saúde centrada no Idoso e na Família”, “O Idoso Frágil: Quem é? A Abordagem Terapêutica é Diferente? E Depois da Cirurgia?”, “Cirurgia no Paciente Octogenário”, “O Idoso Politraumatizado”, “Manifestações Atípicas no Paciente Idoso” e “Terminalidade da Vida”. Serviço: I Simpósio de Atenção à Saúde do IdosoData: 27 e 28 de outubro de 2017 (sexta-feira e sábado)Local: Auditório das FIP – MOCInformações: Centro “Mais Vida” de Referência em Assistência à Saúde do Idoso – (38) 3224-8035 Fonte: Agência Minas

Escola de Lontra troca coronel por escritor

  – Simão Campos foi substituído por Guimarães Rosa –  Foi publicado no Diário Oficial do Estado de Minas Gerais da última terça-feira (24), a mudança do nome da Escola Estadual Simão Campos para Escola Estadual Guimarães Rosa, na cidade de Lontra.    “Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende.” Guimarães Rosa Segundo o diretor da escola, Osmar Rodrigues Gusmão, a substituição do nome foi um pedido da comunidade lontrense, para que a cidade se livrasse do ranço do coronelismo, que perdurou no município durante várias décadas. Com a medida, também se evita a duplicidade de nome, pois em São João da Ponte, município ao qual Lontra já foi subordinada, há outra escola com o nome de Simão Campos, o que sempre criava problemas, especialmente na Superintendência Regional de Ensino de Montes Claros. “Lontra viveu 62 anos sobre a tutela de São João da Ponte. Começou em 1930, quando o município de São João da Ponte foi emancipado e terminou somente em 1992, quando Lontra virou cidade. Neste período, a cidade viveu sobre a égide de um coronelismo, que lamentavelmente, ainda perdura em alguns logradouros de Lontra até hoje, como era o caso dessa escola”, conta Osmar Gusmão.Para ele, era preciso esquecer esse período triste da história local e homenagear quem de fato enalteceu a educação, caso do escritor Guimarães Rosa, considerado um dos maiores escritores da literatura brasileira. O diretor lembra que a maior parte de suas histórias tem como cenário o sertão e o interior de Minas Gerais, o que faz de Guimarães Rosa um dos principais representantes do regionalismo brasileiro. “Especialmente por causa de sua grandiosa obra Grande Sertão veredas, que exalta o Norte de Minas, inclusive citando a cidade de Lontra”, justifica Gusmão.Simão Campos, por sua vez, foi um coronel, segundo sua neta, a professora Cynara Silde Mesquita Veloso, que, por ocasião de uma dissertação de mestrado, fez um estudo sobre o poder na cidade de São João da Ponte durante cinco décadas. Ela escreveu o livro Coronelismo em São João da Ponte – 1946 a 1996.