Aniversário de um ano do calote de Pimentel

O mais longo movimento de greve da história da Unimontes ainda não teve o seu desfecho Após aceitarem, ainda em agosto de 2016, o acordo proposto pelo governo e retornarem imediatamente às atividades, professores da Unimontes percebem, atônitos, que levaram um calote do governo de Minas. O acordo foi assinado por membros do governo há um ano e homologado em processo judicial há quase seis meses, mas o Estado desonra a sua própria proposta quando não cumpre o acordo de greve, enrolando com assombroso desrespeito cerca de mil professores da Unimontes. Professores da Unimontes protestam por calote do estado Via Girleno Alencar – Jornal GazetaOs professores da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) realizaram protesto, ontem de manhã, em frente ao prédio da reitoria, para denunciar o calote que foram vitimados há um ano, pois encerraram a greve em agosto do ano passado, com o compromisso de que vários pontos seriam e isso não ocorreu. O protesto serviu como advertência de greve. No momento da manifestação, o reitor João dos Reis Canela chegou ao prédio, mas não foi molestado pelos manifestantes.Ele explicou que as negociações estão sendo realizadas em Belo Horizonte e, por isso, tem de esperar as conversações. Uma das reuniões foi ontem no final da tarde na Cidade Administrativa. A diretoria da Associação dos Docentes da Unimontes (ADUNIMONTES) compareceu ao evento.No panfleto distribuído, ontem de manhã, os manifestantes alegaram que em 2016 a Unimontes vivenciou a maior greve de sua história, pois foram 124 dias de paralização.O Governo ofereceu o acordo, que encerrou a greve. Porém, passado um ano, nenhum dos itens do acordo foi cumprido. Isso deixou a classe indignada.O ex-presidente Gilmar Santos afirma que um dos pontos negociados foi o auxílio indenizatório que seria pago nos primeiros meses e não ocorreu. O valor oscilava de acordo com o cargo da pessoa. Tinha o Plano de Carreiras; pagamento para o professor aprovado no concurso, mas não recebia pela titulação e, por fim, a posse de 80 professores concursados, que ainda não foram chamados.O dirigente da ADUNIMONTES cita que um professor da Unimontes tem um salário de R$ 885,00 para 20 horas de trabalho e com as duas gratificações, esse salário sobe para R$ 1,5 mil. Ele denuncia que o baixo salário está fazendo a Unimontes perder professores de alto nível, com doutorado. É que o salário base desse profissional é de R$ 1,9 mil e somente com as gratificações é que eles passam a receber R$ 3,2 mil. O mesmo professor, em universidades, recebem o dobro do salário.
Morre o bispo mais velho do Brasil

Dom José Maria Pires, o Dom Zumbi, ex-bispo de Araçuaí, morreu aos 98 anos Morreu no domingo, 27 de agosto, vítima de pneumonia, o religioso José Maria Pies, 98 anos, arcebispo emérito da Paraíba. Natural de Conceição do Mato Dentro, Dom Zumbi ou Dom Pelé, como era carinhosamente conhecido, foi o primeiro negro a assumir um bispado no Brasil. Dom José nasceu em 15 de março de 1919, no distrito de Córregos. Ele tinha 70 anos de ordenação sacerdotal e 60 anos de episcopado. Filho de Eleutério Augusto Pires e Pedrelina Maria de Jesus, Quando jovem, ainda em sua terra natal, teve seus primeiros ensinamentos com o mestre José Aniceto Costa – que dá nome à escola do bairro Vermelho. Durante a infância, aprendeu latim com o professor e, entrou para o seminário em Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, aos 12 anos, para continuar seus estudos e fazer o Seminário. Foi ordenado sacerdote em 20 de dezembro de 1941, e recebeu a ordenação episcopal em 22 de setembro de 1957. Seu lema episcopal: Scientiam Salutis (A Ciência da Salvação). Sua trajetória foi marcada pela defesa dos negros, dos pobres e dos oprimidos. O bispo mais antigo (em ordenação episcopal) do Brasil, foi bispo de Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, entre 1957 e 1965; membro da Comissão Central da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), presidente da Comissão Episcopal Regional do Nordeste, escritor, palestrante e um dos poucos sacerdotes que participaram do Concílio Vaticano II. Também se posicionou com firmeza ao lado dos que lutavam pelo fim da ditadura, mas sem perder a singular capacidade que tinha de dialogar com aqueles a quem claramente se opunha. Dom Zumbi parte definitivamente para os braços de Deus, no mesmo dia (27 de agosto) que outros dois bispos tiveram sua Páscoa: dom Hélder Câmara (27/08/1999) e Dom Luciano Mendes de Almeida (27/08/2006). Ele uniu a calma do mineiro à franqueza do nordestino para defender os mais pobres durante a ditadura militar. Teve no cearense dom Helder Câmara um amigo pessoal e aliado na luta pelos direitos humanos. Dom José Maria Pires renunciou em 29/11/1995, mas nunca deixou de atuar, principalmente junto aos mais pobres e na formação do Povo de Deus. Ele ficou à frente da Arquidiocese da Paraíba, entre 1966 e 1995. Atualmente, era considerado o arcebispo mais velho do Brasil. Durante toda sua trajetória, defendeu arduamente os direitos humanos no país, sobretudo no período de regime militar. Mediou ainda conflitos por terra na Paraíba e lutou contra a discriminação e o racismo. Caminhada eclesialParticipou do Concílio Vaticano II, entre 1962 e 1965. Transferido para João Pessoa (PB), em 1965, onde ficou mais próximo de dom Helder Câmara, um aliado na luta pelos direitos humanos, teve participação valiosa nos conflitos pela terra na Paraíba, ao defender camponeses.Participante ativo da luta pelos direitos dos negros, em 2013, publicou o livro “A cultura religiosa afro-brasileira e seu impacto na cultura universitária”. Tornou-se emérito e voltou a ser pároco de Córregos e Santo Antônio do Norte, no Vale do Jequitinhonha, desde 1995, onde se dedicou também a um projeto de geração de renda para centenas de famílias carentes dessa região.O velório de José Maria Pires foi realizado na Paróquia Nossa Senhora das Dores, em Belo Horizonte. O sepultamento foi nesta terça-feira, 27 de agosto, em João Pessoa, na Paraíba. Por causa do falecimento, a Prefeitura de Conceição do Mato Dentro decretou luto oficial de três dias.Homenagem de trabalhadores rurais a Dom Zumbi“Onde ele estiver, tenho certeza de que estará intercedendo por nós, agricultores”. A declaração é da agricultora familiar Iolanda de Oliveira Monteiro, que junto com outros 120 trabalhadores compareceu ao velório do arcebispo emérito da Paraíba, que aconteceu na Catedral Basílica de Nossa Senhora das Neves, em João Pessoa, nesta terça-feira (29). Durante toda a manhã, fieis se revezaram dentro da igreja para se despedir de ‘Dom Pelé’, como era chamado pelo povo.O grupo que compareceu ao velório nesta terça-feira reuniu trabalhadores de acampamentos e assentamentos de Jacaraú, Curral de Cima, Sapé, Itabaiana, Mogeiro, Pitimbu, Caaporã, Conde e Pedras de Fogo. Eles participaram de uma das missas de corpo presente realizadas ao longo do dia na Catedral.Iolanda conta que conviveu com o Dom José durante os 20 anos de luta pela regularização da terra da sua comunidade. Ela lembra que “ele teve uma importância muito grande pelo apoio e solidariedade, por fortalecer nossa fé e a nossa luta exige isso”.O trabalhador rural Rogério Oliveira destaca que Dom José “sempre foi uma força dentro destas comunidades rurais”. “Temos uma dívida muito grande de gratidão por tudo que Dom José fez pela gente. Ele sempre estava dialogando com a Justiça e com a Polícia para não acontecer conflitos”, destaca. O grupo participou da missa usando chapéus de palha e levando cartazes com fotos de momentos em que o bispo participou nas comunidades.O corpo de Dom José foi sepultado às 17h na própria catedral basílica, após a Missa das Exéquias, marcada para começar às 16h, presidida pelo atual arcebispo da Paraíba, Dom Manoel Delson. Fontes: Brasil de Fato e Diocese de Araçuaí. Comentário do Blog do Banu:Dom José Maria Pires atuou como Bispo da Diocese de Araçuaí, no dia 25 de maio de 1957 até 02 de dezembro de 1965. quando foi transferido para a Diocese de João Pessoa, onde permaneceu por 30 anos, entre 1966 e 1995, defendendo os trabalhadores rurais, os pobres e negros, contra a opressão da ditadura militar. Na minha infância, em Berilo, no Médio Jequitinhonha, enchíamos a praça do então distrito de Minas Novas, para receber Dom José Maria Pires, o primeiro bispo negro do Brasil, com a criançada irradiando alegria pela chegada de um religioso diferente, simpático, sorridente, amigo das crianças e jovens. As comunidades quilombolas se animavam na Festa de Nossa Senhora dos Homens Pretos de Berilo, no mês de outubro, com seus tambores, batuques, roupas coloridas, cheias de vestimentas de reinado, tendo como animador da festa religiosa um bispo negro, amigo dos pobres e oprimidos. As 27 comunidades quilombolas,
Arte e Cultura da Reforma Agrária

Alimentar a luta, cultivar a arte! Este é o lema que, de 07 a 10 de setembro, vai conquistar o Norte de Minas Gerais no Circuito Mineiro de Arte e Cultura da Reforma Agrária, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. De 07 a 10 de setembro, Montes Claros vai poder conhecer de perto a importância da luta pela democratização da terra e da produção de alimentos saudáveis. A cidade vai receber o “Circuito Mineiro de Arte e Cultura da Reforma Agrária”, que vai movimentar a semana com apresentações musicais, feira de produtos orgânicos e artesanato, além de outras atividades como o torneio de futebol da reforma agrária, oficinas de alimentação e saúde e contação de histórias. O evento vai ser realizado na Praça de Esportes e tem início marcado às 19 horas com Ato de abertura e celebração ecumênica seguida de shows. Além de ser um momento de interação entre o campo e a cidade, o Circuito garante espaços para todas as idades. Será também um momento para a população se informar sobre a Reforma Agrária e entender a importância da pauta para garantia da vida da segurança alimentar, a partir da produção sustentável de alimentos. Nos dias 08, 09 e 10 de setembro o evento contará com programação fixa do torneio de futebol da reforma agrária, seguido de oficinas de alimentação e saúde e contação de histórias pela manhã. Haverá também shows com artistas populares de renome regional e nacional. Dentre eles: Cevisa e os brinquedos sonoros, A Outra Banda da Lua, Wilson dias, Bruno e Fabiana, Jukita Queiroz, Pedro Boi e a grande atração do Festival: Pereira da Viola.
Expedição percorrerá áreas de beleza e encantamento

Com a presença de representantes de órgãos de defesa do meio ambiente e de segmentos da sociedade civil, foi lançada oficialmente, na noite de quinta-feira, no Centro Cultural, a 5ª Expedição Caminhos dos Geraes, projeto da Fundação Genival Tourinho em parceria com a Prefeitura de Montes Claros, via Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; institutos Grande Sertão e Vidas Áridas, além da Organização Vida Verde (OVIVE). Abertura da 5ª Expedição Caminhos dos Geraes (foto: Silvana Mameluque) O secretário municipal de Meio Ambiente, Paulo Ribeiro, disse que a realização da expedição é a reedição de um casamento que deu certo, envolvendo os órgãos ambientais e culturais, com a participação dos artistas, o que, para ele, dá à causa da defesa do meio ambiente o tom de sensibilidade tão necessário à ideologia da preservação. O secretário lembrou que a expedição, iniciada em 2005, já suscitou a criação dos parques estaduais Caminhos dos Geraes, nome em homenagem ao projeto; e da Lapa Grande. O primeiro está inserido nos municípios de Mamonas, Monte Azul, Gameleiras e Espinosa, enquanto que o segundo fica em Montes Claros. Um dos objetivos desta edição é contribuir para a transformação de outras áreas em parques, garantindo sua preservação. Ribeiro disse ter chegado à conclusão de que não se deve deixar apenas nas mãos do poder público a responsabilidade pelas ações em defesa da natureza. “É a sociedade civil organizada que precisa agir para evitar uma tragédia iminente”, considera.Durante quatro dias, de 7 a 10 de setembro, pesquisadores, estudantes, ambientalistas, jornalistas, representantes políticos e convidados percorrerão três roteiros – Espinhaço, Serra do Cabral e Peruaçu -, para se encantar com as belezas, mas também registrar os problemas provocados pela degradação imposta pela ação do homem, com consequências danosas à fauna, flora e recursos hídricos da região. Mais do que denunciar a degradação dos recursos naturais, os expedicionários irão catalogar e inventariar os mais variados níveis de agressão ao meio ambiente, com vistas a buscar soluções. Belezas da Serra do Cabral (foto: Anildes Evangelista) Texto: Waldo Ferreira Acesse o site CAMINHOS DOS GERAES – http://caminhosdosgeraes.com.br/
Defesa da Cemig faz ato na Usina de São Simão

Protesto contra a tentativa de privatização da Cemig pelo governo Temer A Frente Mineira em Defesa da Cemig estará nesta sexta-feira (25) na Usina de São Simão, na divisa de Minas Gerais com Goiás. A partir das 14h, os integrantes da Frente visitarão o acampamento da Plataforma Operária Camponesa de Energia no local, para prestar solidariedade e protestar contra a tentativa de privatização da Cemig pelo governo Temer.O governo federal quer leiloar as Usinas de Miranda, São Simão e Jaguara, hoje administradas pela Cemig. Juntas, elas respondem por cerca de metade da capacidade de geração da estatal mineira.Segundo Rogério Correia, deputado do PT e coordenador da Frente Mineira em Defesa da Cemig, a venda do sistema elétrico brasileiro, incluindo a Cemig, trará prejuízos para a população. “O investidor visa ao lucro, e é claro que vai querer cobrar o que gastou no leilão”, diz Rogério. “E quem vai pagar? O consumidor, o povo brasileiro, com contas de luz mais caras.”Atos públicos nas usinas que o governo federal pretende leiloar são um dos eixos de ação definidos pela frente. A coordenação do grupo também acionará as Câmaras Municipais para que realizem audiências públicas e moções de repúdio contra o leilão das usinas.A Frente também vai atuar juridicamente, prevendo ações populares contra o leilão em vários estados do país. “A União agora inclusive se vê no direito de se apropriar dos ativos dos estados. Com o enfraquecimento dos outros entes da federação, governadores e prefeitos precisam se ajoelhar para receberem recursos”, afirma o advogado-geral do Estado, Onofre Batista Júnior.
PG usa e abusa com a verba indenizatória

– Paulo Guedes gasta R$ 131 mil de sua verba indenizatória em locadora de aliado político – O deputado estadual Paulo Guedes (PT) utilizou, de janeiro de 2016 a julho deste ano, R$ 131 mil de verba indenizatória para custear o gasto com locação de veículos para o gabinete parlamentar. Curiosamente, a empresa responsável por prestar esses serviços pertence a um aliado dele no Norte do Estado, Lindomar Correia de Silva, mais conhecido como Correinha.O site da Receita Federal mostra que Correinha é um dos sócios da Locadora e Construtora Shalon LTDA., que fica no município de Jaíba. O empresário, que também é filiado ao PT, é ex-vereador da cidade e disputou nas últimas eleições o comando da Prefeitura de Jaíba. Ele não foi eleito, mas contou com o apoio de Guedes.Além disso, Correinha é visto como uma forte liderança política do Norte do Estado, região que é base eleitoral do parlamentar. Guedes foi o deputado estadual mais votado nas eleições de 2014, recebendo 164.831 votos. Segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral de Minas (TRE-MG), 157.107 desses votos vieram das urnas do Norte do Estado.Cada um dos 77 deputados estaduais têm direito a R$ 27 mil, por mês, de verba indenizatória. Podem ser indenizados gastos como locação de imóvel, serviços de consultoria e locação de veículos. Entre janeiro de 2016 e abril deste ano, Paulo Guedes repassava mensalmente a quantia de R$ 6.000 para a locadora de Correinha. Nos meses de maio e junho deste ano o valor subiu para R$ 12 mil mensais, e em julho o montante foi de R$ 11 mil.A assessoria de imprensa de Guedes informou que, atualmente, duas caminhonetes do modelo Hilux são disponibilizadas pela empresa, sem motorista incluso. De acordo com a nota, o deputado escolheu contratar a empresa de Jaíba porque, diante de uma pesquisa de preços realizada em Belo Horizonte e na região do Norte de Minas, a Locadora Shalon foi a que apresentou o menor preço.A assessoria ressaltou que em orçamento feito no dia 17 de agosto ainda era possível observar que os valores cobrados pela empresa de Correinha estão abaixo dos verificados no mercado. O orçamento mostra que duas outras empresas de locação de veículos cobram entre R$ 7.260 e R$ 11.361,17 pelo aluguel mensal de um veículo semelhante ao que é utilizado pelo deputado.Questionada se não há nenhum constrangimento em fechar negócio com o estabelecimento de um aliado, a assessoria negou. “Não há nenhum constrangimento quando o principal critério de contratação foi o menor preço. Ademais, não há qualquer impedimento legal na contratação da empresa Shalon, que é uma empresa idônea e cujo processo está totalmente amparado nas normas aplicáveis à verba indenizatória”, diz a nota.A coluna também indagou a assessoria sobre o fato de o montante repassado para a empresa ter crescido nos últimos três meses. Segundo a pasta, a principal área de atuação do deputado é o Norte de Minas, que possui mais de cem municípios e uma grande extensão territorial. Também é citado que o acesso às cidades e aos principais distritos é, na maioria das vezes, “extremamente precário”.“Diante da extensa agenda na região, tanto do próprio deputado como de assessores, que precisam representá-lo em várias atividades, houve a necessidade, a partir do mês de maio, da locação de mais um veículo para atender o mandato parlamentar”, afirmou a pasta. A assessoria ainda explicou que a escolha pelo tipo de veículo locado, picape 4×4, se dá pelas condições das estradas da região: “Só para se ter uma ideia, em apenas um dia, o deputado chega a percorrer 400 quilômetros de estradas de terra, como ocorreu na última terça-feira, durante atividades nos principais distritos de Januária”. (Fransciny Alves) Jornal O Tempo
Raiz de Paulo Ribeiro é transformada em RPPN

Unidade de Conservação é transformada em Reserva Particular do Patrimônio Natural O Instituto Estadual de Florestas (IEF), autorizou a criação da RPPN Raiz, localizada no Bioma Cerrado apresentando fitofisionomia de campos rupestres, com uma área de 452,9768 hectares, de propriedade de Paulo Ribeiro, situada na divisa entre os municípios de Couto de Magalhães de Minas e São Gonçalo do Rio Preto. A área possui cobertura vegetal bem conservada com um mosaico de diferentes ambientes naturais e notável valor paisagístico. Além disso, a área faz divisa com o Parque Estadual do Rio Preto em sua porção sul, propiciando a formação de corredor ecológico. Possui diversas nascentes de córregos, cascatas, piscinas naturais além de outros atrativos capazes de estimular o uso público e educacional.Para o Instituto Estadual de Florestas, a fazenda da Raiz atendeu todos os requisitos para ser transformar uma área em RPPN. “Somos pelo deferimento da área proposta como RPPN por sua representatividade, com grande potencial de formação de corredor ecológico com o Parque Estadual do Rio Preto além de proteger elementos da fauna e flora silvestres em caráter de perpetuidade”. Justificou o IEF Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN A Reserva Particular do Patrimônio Natural é uma categoria de Unidade de Conservação particular criada em área privada, por ato voluntário do proprietário, em caráter perpétuo, instituída pelo poder público. Como depende da vontade do proprietário, é ele quem define o tamanho da área a ser instituída como RPPN. Paulo Ribeiro recebeu o título de Reconhecimeno de Reserva Particular de Patrimônio Nacional
Posseiros recebem títulos de propriedade rural

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário realiza, amanhã (22), entrega de títulos de propriedade rural a posseiros de Monte Azul, no Território Norte do estado. Em junho deste ano, o Governo fez a entrega de títulos a pequenos produtores de Porteirinha e Serranópolis de Minas, também no Norte de Minas. – A ação faz parte da retomada do programa estadual de regularização fundiária rural, atendendo demanda antiga da região. Desde 2015, quando o programa foi retomado, já foram emitidos mais de mil títulos, com mais de 4,9 mil propriedades medidas e 8.600 recadastramentos realizados, atendendo mais de 30% da demanda reprimida, desde a paralisação do processo em 2011 O programa é realizado em parceria com a Emater-MG, com a Federação dos Trabalhadores Rurais de Minas Gerais (Fetaemg), por meio dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais (STR), com as prefeituras, câmaras municipais, cartórios, Ministério Público Estadual, entre outros. A regularização de terras rurais devolutas (sem registro) é um importante fator para a solução de conflitos sociais, garantia do direito à terra e a melhoria da qualidade de vida de agricultores e agricultoras familiares, promovendo a cidadania no campo. Além da garantia da posse da terra, o beneficiário passa a ter a possibilidade de acesso a várias linhas de crédito e de financiamento para o plantio, como o Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf). Por Alana Freitas – Jornal Gazeta
Norte de Minas sem médico especializado

Atraso de repasse pode deixar de atender as cidades da microrregião de Pirapora a partir de hoje, por falta do repasse de recursos do Governo de Minas. – Por Alana Freitas – Jornal Gazeta Um encontro na última sexta-feira (18) representantes do estado, prefeitos, secretários de saúde, vereadores e representantes dos Conselhos Municipais de Saúde de 12 cidades da região, tratou a definição do destino do primeiro Centro de Especialidades Médicas (CEM) inaugurado em Pirapora em 11 de abril de 2016, e que pode deixar de atender todas essas cidades a partir de hoje, por falta do repasse de recursos do Governo de Minas. Após ouvir as posições dos representantes de cada município atendido pelo CEM, asseguraram falta de recursos para investir no Centro de Saúde, o secretário municipal de Saúde de Pirapora, Sinvaldo Alves, destacou que se não houver o repasse dos recursos referente à demanda remanescente, desde março de 2017, a partir de hoje estariam suspensos os serviços do CEM. “Infelizmente, mesmo com todos os esforços e tentativas junto ao estado, não obtivemos resposta ainda quanto ao pagamento. Portanto, está mantida a decisão de suspender as atividades do CEM até que o estado repasse o recurso”, afirmou o secretário. A interrupção nos serviços anunciada significa que a população de Pirapora, Buritizeiro, Ibiaí, Lassance, Ponto Chique, Santa Fé de Minas, Várzea da Palma, Coração de Jesus, Jequitaí, Lagoa dos Patos, São João da Lagoa e São João do Pacuí aguardam a decisão do estado a respeito das consultas especializadas nas áreas de angiologia, cardiologia, endocrinologia, nefrologia, oftalmologia, urologia, ginecologia, obstetrícia de alto risco, pediatria e mastologia. “Os municípios não tem como pagar essa conta. Não temos como sustentar o CEM, e não enxergamos a possibilidade de ficar sem ele. Não podemos retroceder, pois o não atendimento gera danos inimagináveis à saúde das pessoas. O Estado precisa tomar uma decisão imediatamente”, ressaltou o prefeito de Lassance, Paulo Elias que participou da reunião. O vereador de Pirapora Éder Danilo disse que a maior preocupação dos moradores é que esse valor que está sendo solicitado se refere a uma demanda de serviços que já foi prestada, “e daqui para frente, como fica a situação com os fornecedores, funcionários e a população”, questionou o vereador. O assunto também foi debatido na última reunião da CIRA Norte- Comissão Intergestores da Região Ampliada de Saúde (CIRA), com o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde e a Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros, e também no seminário para organização dos serviços do CEM. A coordenadora estadual de Gestão Especializada, Karina Oliveira, afirmou que o estado reconheceu o atraso. “Não há dúvida que vocês vão receber esse recurso, pois dentro da organização financeira e orçamentária que temos aplicado nos programas, a previsão seria até o final desse mês, nesse quadrimestre que está encerrando. Entendemos a situação de todos os municípios, porque vocês já estão arcando com esses serviços, talvez nessa situação de insegurança. Mas o CEM de Pirapora, nunca deixou de ser prioridade para o Governo”, afirmou Karina. A respeito da tabela SUS, a coordenadora destacou que o Governo entende que o valor pago atualmente para os procedimentos e para os profissionais do CEM, não cabem dentro do financiamento que o estado propõe. “O valor de custeio calculado realmente não é compatível com a tabela SUS, é pago pelo estado. Nosso custeio já é diferenciado da tabela SUS, pode não ser ainda o ideal para o território, mas em momento algum nós exigimos que o CEM trabalhasse com o valor tabela”, enfatizou Karina, destacando ainda que o valor em atraso soma em torno de R$ 2 milhões e 300 mil. A representante do Estado ainda afirmou que o repasse deve ser efetuado no máximo dentro do próprio quadrimestre.
Polícia Federal alerta sobre cracolândias e internações

– O delegado de Polícia Federal, Marcelo de Freitas, alertou sobre o avanço das drogas, a ampliação das cracolândias e, ainda, sobre as internações compulsórias.- Em comemoração a Semana Nacional da Juventude, o delegado da Polícia Federal, Marcelo de Freitas, ministrou uma palestra para os estudantes da escola estadual Hamilton Lopes, atendendo convite da direção daquela escola. O evento reuniu aproximadamente 200 alunos daquele educandário, na última terça-feira (15), em Montes Claros. Marcelo de Freitas tem percorrido as cidades do Norte de Minas com essa palestra, tendo em vista que o combate ao tráfico de drogas é de responsabilidade da Polícia Federal.Na sua palestra, Marcelo Freitas abordou sobre as principais vítimas da violência em tempos atuais e lembrou que, em regra, são jovens entre 15 e 29 anos. Na visão do delegado, a dependência das drogas, especialmente na juventude, onde a maioria dos casos de iniciação ocorre, é um fenômeno gravíssimo, que tem tirado o sono de milhares de família em nossa região: “As drogas representam hoje um dos maiores males do século XXI. Famílias têm sido completamente destruídas pela entrada desse mal, especialmente entre os adolescentes. Tudo fica muito mais difícil quando o jovem experimenta a droga. Ele certamente não será mais o mesmo”, alertou.Para Marcelo Freitas, o problema no enfrentamento às drogas ultrapassa fronteiras e não basta a repressão: “É preciso que todos façamos a nossa parte, sem imputar a responsabilidade ao Estado ou a outras pessoas. É nosso dever lutar para que a juventude seja afastada das drogas. Como fazer? É preciso muito diálogo, participação da família e investimento pesado em educação. Crianças bem orientadas saberão o momento de dizer não!”.No decorrer de sua exposição, o delegado abordou, ainda, sobre a questão da internação compulsória e da legalização das drogas, temas extremamente atuais que chamaram a atenção dos estudantes, especialmente em razão dos acontecimentos recentes na cidade de São Paulo, na tentativa de solucionar os problemas das cracolândias. Fonte: Girleno Alencar – Jornal Gazeta