Aécio mostra a cara e é chamado de corrupto

– ELE LEVOU UMA SURRA DOS INTERNAUTAS NO TWITTER – “A vontade dos eleitores era vc está preso. Corrupto de marca maior como vc tem a cara de pau de falar em vontade de eleitores” Minas 247 – O senador Aécio Neves (PSDB-MG) resolveu twittar sobre a mudanças nas regras eleitorais para 2018 e tomou uma surra dos internautas na rede social. Segundo as mais recentes pesquisas eleitorais, Aécio é o político mais rejeitado do Brasil: 70% dos eleitores dizem que não votariam no tucano de jeito nenhum. Com as mudanças, a vontade dos eleitores prevalecerá, pondo fim a legendas de aluguel e à eleição de parlamentares sem voto. SeguirAécio Neves ✔ @AecioNevesDepois de intenso debate, as mudanças do sistema eleitoral deverão retornar ao Senado com absoluta prioridade.19:16 – 21 de set de 2017 217 217 Respostas 12 12 Retweets 68 68 favoritosInformações e privacidade no Twitter AdsApós o tweet sobre o fim das coligações partidárias, Aécio recebeu uma saraivada de críticas: “A vontade dos eleitores era vc está preso. Corrupto de marca maior como vc tem a cara de pau de falar em vontade de eleitores”, escreveu um dos usuários. Um outro respondeu ao tucano que “minha vontade era de ve.lo respondendo seu processo com um minimo de dignidade e honradez”. “A vontade do povo é que políticos do seu nível sumam da vida política”, escreveu um terceiro. Segundo sondagens eleitorais, Aécio não conseguiria sequer se reeleger senador pelo estado de Minas Gerais: ele está atrás da ex-presidenta Dilma Rousseff em pesquisa para o Senado, numa mostra do descontentamento popular com o golpe.
Autorizada ponte entre Pintópolis e São Francisco

– Pimentel atende demanda antiga de moradores da região. Obra deverá ter a licitação publicada ainda nesta semana – O governador Fernando Pimentel assinou nesta terça-feira (19/9) despacho que determina que o Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DEER) dê prioridade à construção de ponte sobre o Rio São Francisco na rodovia MG-402, que liga os municípios de São Francisco e Pintópolis. Com previsão de investimentos da ordem de R$ 105 milhões, a obra irá facilitar a logística de transporte e escoamento da produção das cidades dos Territórios Norte e Noroeste do Estado, além de permitir a navegação de embarcações pequenas e médias. Hoje, a travessia entre os dois municípios é feita por meio de balsas e leva cerca de uma hora, tempo que, de acordo com o DEER, quando a obra estiver pronta, será reduzido para dez minutos. “Nós fizemos um projeto bonito e moderno e, agora que já temos projeto e orçamento, podemos licitar a obra. Acredito que em três meses a licitação esteja concluída, para que possamos contratar e dar a ordem de serviço. Nosso compromisso está sendo cumprido e está firmada nossa disposição de começar essa obra ainda neste ano ou no início do ano que vem” afirmou Fernando Pimentel em entrevista coletiva.A ponte que liga São Francisco a Pintópolis é uma demanda antiga dos moradores não só dois municípios, mas de toda a região. Para o prefeito de Urucuia, Rutílio Eugênio Cavalcante Filho, a obra vai “engrandecer muito o Norte de Minas, bem como todo o estado. Desde a época de Juscelino Kubitschek houve a promessa da ponte. Nós agradecemos ao senhor, porque prometeu, mandou fazer o projeto e está autorizando a ponte”, disse. Ouvir para governarFernando Pimentel ressaltou que, para governar, é preciso criar mecanismos para ouvir as demandas da população e elencar as prioridades. “Tem muita coisa para ser feita, mas é o povo que escolhe o que é mais importante. Tem que fazer hospital, escola, estrada, ponte. Agora, não tem dinheiro para fazer tudo. Então, o povo escolhe o que é mais importante. Aqui é a ponte, então, vamos fazer a ponte. As outras coisas nós vamos fazer aos poucos, e ouvindo as pessoas com paciência, com humildade, com dedicação, com compromisso com aqueles que a gente representa”, disse, citando a criação dos Fóruns Regionais de Governo como ferramenta para ouvir críticas e sugestões e escutar a população.A cerimônia em São Francisco marcou ainda o encerramento do programa Energia Cidadã, da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), que entregou 202 geladeiras eficientes e econômicas a famílias que vivem no município, além da troca de mais de 25 mil lâmpadas incandescentes pelas de LED, com o objetivo de reduzir o consumo e a demanda por energia elétrica. O investimento da Cemig na cidade foi de R$ 1 milhão. O diretor de Distribuição e Comercialização da Cemig, Ronaldo Gomes de Abreu, listou as ações da empresa no município, como os investimentos de R$ 3,5 milhões somente para a expansão da rede de energia elétrica em 40 quilômetros, a realização de 22 obras para atender poços artesianos, o investimento de R$ 500 mil na substituição de autoclaves e sistema de aquecimento de água do Hospital Doutor Brício de Castro. “Com isso, os indicadores de qualidade do fornecimento de energia elétrica da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) foram cumpridos em 2016, e estamos cumprindo esses indicadores também em 2017. A Cemig tem muita satisfação em investir recursos na região e em participar, desse projeto de substituição das geladeiras e das lâmpadas em parceria com o Governo do Estado”, completou.O prefeito de São Francisco, Evanilson Aparecido Carneiro, elogiou o projeto, que atende às necessidades da população de baixa renda da cidade. “Esse projeto é de uma grandeza imensurável, tem uma dimensão social e humanitária muito grande. A sua decisão (do governador) de vir a São Francisco para participar do encerramento desse projeto é muito importante, porque representa o esforço do Governo e da Cemig em uma parceria que deu certo. Muitos gostariam de proporcionar a realização desse sonho, mas a dificuldade do dia a dia, muitas vezes, impossibilita a aquisição de um eletrodoméstico como esse. Tentarei imitar o seu jeito de governar, olhando para os mais pobres”, afirmou.Também compareceram ao evento os secretários de Estado de Transportes e Obras Públicas, Murilo Valadares, e de Governo, Odair Cunha, o secretário adjunto de Estado de Desenvolvimento e Integração do Norte e Nordeste de Minas Gerais, Jean Alves Coelho, além de outras autoridades. Informações da Assessoria do Governo de Minas – Fotos de Manoel Marques/Imprensa MG
Deputado critica governo pela crise hídrica em Minas

Dr. Jean Freire pediu audiência pública para debater a falta de estruturação dos comitês de baciais hidrográficas no Estado A pedido do deputado Dr. Jean Freire (PT), será realizada, nesta quinta-feira (21), uma audiência pública para debater a crise hídrica e a falta de estruturação dos comitês de baciais hidrográficas no Estado. O encontro, que será realizado pela Comissão de Participação Popular da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), contará com a presença secretários de Estado, representantes do Instituto Mineiro de Gestão das Águas e do Ministério Público, além de membros dos comitês de bacias.Segundo o deputado, o motivo do encontro é para discutir “a atuação do governo diante da crise hídrica, em especial no que se refere aos investimentos nos comitês, que foram criados para promover o gerenciamento do uso dos recursos hídricos de forma integrada e descentralizada.”, explica.Jean ainda defende que os comitês são imprescindíveis para o planejamento e a gestão do uso e da distribuição da água, já que garantem recursos para as gerações futuras e meios para conviver com a seca. A audiência, solicitada pelo parlamentar e também presidente da Comissão, foi demandada pelo Fórum Mineiro de Comitês de Bacias Hidrográficas.
Pimentel abre edital para perfurar poços artesianos

– Governo de Minas Gerais incentiva a aceleração do processo de desertificação no Norte de Minas – O governador Fernando Pimentel, ao invés de estabelecer controles para utilização da água subterrânea, cercando veredas e nascentes para impedir o pisoteio de animais, e frear o crescimento da monocultura de eucalipto, principalmente nas margens dos rios e veredas, entre outras ações, fez foi autorizar a perfuração de 210 poços artesianos no Jequitinhonha, Mucuri e norte de Minas, que provocará mais danos ao lençol freático Recentemente, foi realizada a quinta edição do ‘Caminho dos Geraes’, onde mostrou os impactos ambientais provocados pela ação do homem e os riscos eminentes aos recursos naturais. Os expedicionários encontraram veredas e cursos d’água mortos, denúncias de exploração irregular e a grande invasão de atividades comerciais, como plantações de eucaliptos e mineração, em áreas de importância recarga ambiental. A situação em que se encontra o ecossistema nas regiões percorridas é quase irrecuperável, com a degradação geral de veredas, fauna, flora e, principalmente, a escassez de recursos hídricos, com dezenas de rios secos. De acordo com o secretário de Meio Ambiente Paulo Ribeiro, não há mais tempo para estudos e diagnósticos, visto que o desastre ambiental já é uma dura realidade. Para ele, o processo de desertificação está extremamente acelerado e quase irreversível, fruto da exploração irresponsável dos recursos hídricos, por parte de megaempreendimentos ligados ao agronegócio e agora com o aval do Governo de Minas Gerais. “O que está ocorrendo é uma loucura, um suicídio”, definiu o secretário, dimensionando o drama presenciado.
Mídia Ninja: o fim do mundo é agora

Não é a seca, é o capital! Conheça o incrível deserto que está sendo construído pelo homem no Norte de Minas. Por Ricardo Targino –Mídia NINJA* Há um desastre ambiental em curso no norte de Minas Gerais. O acelerado processo de desertificação que vem provocando a escassez de água e ameaçando a vida dos povos que há 13 mil anos habitam aquele território não é resultado da falta de chuva. É obra da ação predatória do capital, da ineficácia do Estado, da falta de uma política pública de educação ambiental e da inexistência de um projeto de desenvolvimento sustentável compatível com a realidade do mítico sertão mineiro. SEM VEREDA, NÃO HÁ SERTÃO Os Grandes Sertões, já imortalizados pela literatura roseana, estão padecendo com a morte de suas veredas, oásis deslumbrantes que emergem na paisagem árida para oferecer abrigo e água ao sertanejo e aos animais do cerrado, da caatinga e da mata atlântica que coexistiram historicamente ali. As consequências severas dessa tragédia já se traduzem em danos irreparáveis ao ecossistema e às populações de dezenas de cidades do norte de Minas e do oeste baiano.Por incrível que pareça, ao longo dos cem últimos anos os índices pluviométricos se mantiveram relativamente estáveis naquela parte do Brasil. Chove cerca de mil milímetros cúbicos por metro quadrado na região. A oferta de água, portanto, não sofreu grandes alterações ao longo dos anos. O que aumentou signitivamente foi a demanda.Para entendermos esse processo é preciso examinar o modelo de desenvolvimento regional e as modificações tanto no uso dos recursos hídricos, quanto na ocupação do território e na atividade econômica. Um complexo conjunto de fatores que, combinados, já secaram rios e comprometeram lençóis freáticos, deslocando animais, alterando a vegetação, desequilibrando o bioma e inviabilizando a agricultura familiar e a permanência das famílias mais pobres no campo. SEM ÁGUA, NÃO HÁ VIDA A questão da disponibilidade de água e do uso dos recursos hídricos é estratégica no século XXI, não apenas nas regiões de maior escassez de chuva, mas para toda a humanidade e para a própria vida no planeta. É sempre bom lembrar que somos dois terços de água, tanto nós humanos como a própria Terra.De toda a água existente no mundo, 97,5% está nos oceanos e só 2,5% corresponde a água doce, sendo que 1,72% está congelada nas calotas polares, 0,75% corresponde a águas subterrâneas e 0,02% está contida em plantas e animais. Sendo assim, só 0,01% da água do planeta está disponível em rios, lagos e represas. É isso mesmo: do total de toda a água do planeta Terra, apenas 0,01% corresponde a água doce superficial. Como ela é essencial à vida, não há recurso mais estratégico que a água e o capitalismo sabe muito bem disso. Desde o ano de 1696, a mineração está na base da matriz econômica de Minas Gerais. Do ciclo do ouro, à exploração do ferro e produção de aço, são mais de três séculos de atividade predatória impactando sobre o território e sobre a disponibilidade de recursos hídricos.A guerra da água já não é mais ficção nem futuro hipotético. No Norte de Minas, ela já começou!De Belo Horizonte a Montes Claros, Grande Sertão adentro, imensas plantações de eucalipto tomam a paisagem. Monocultura baseada no latifúndio e na grilagem que engana o viajante e oferece um verde artificial à paisagem. Essa enorme área de cultivo não visa a produção de desinfetantes nem essências, mas o abastecimento da atividade siderúrgica. A maioria das espécies de eucalipto, por ser de rápido crescimento e atingir a idade adulta em 7 anos, necessita de água para manter altos incrementos em madeira. Se é verdade que o eucalipto não tem um consumo de água muito maior que as espécies da mata atlântica, é verdade também que seu cultivo em escala industrial no semi-árido mineiro tem efeitos devastadores no ecossistema da região, estando acima do consumo de água das espécies nativas do cerrado, da caatinga e de mata seca remanescente da mata atlântica que coexistem no sertão mineiro. A mineração, portanto, depende de elevada disponibilidade de recursos hídricos tanto na extração mineral quanto no beneficiamento do matéria prima extraída. Ela modifica a fitofisionomia da região, altera a paisagem e impacta drasticamente tanto na disponibilidade de água superficial quanto nos lençóis freáticos.Além do eucalipto, a construção de barragens e a explosão do uso de água subterrânea extraída por poços artesianos também estão na raiz da escassez dos recursos hídricos que já condena a população ao racionamento e à falta de água. O crescimento descontrolado da extração de água subterrânea traz consequências sérias também para a disponibilidade de água superficial, secando nascentes e rios, matando as veredas e inviabilizando a vida dos animais que são obrigados a se deslocar para a margem do São Francisco onde se tornam presas mais fáceis da caça predatória. Uma verdadeira tragédia que permanece invisível, ao mesmo tempo em que exige de nós ações emergenciais.Enquanto o poder público e a sociedade civil tardam em agir, o fogo consome o que a falta d’água ainda não matou. A maior vereda em extensão e área contínua de Minas Gerais, a Vereda Grande, localizada entre o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu e o Parque Estadual Veredas do Peruaçu, com cerca de 700 hectares de oásis em pleno sertão vem sendo consumida há 7 meses pelo fogo que já destruiu mais de 500 hectares daquele oásis no sertão. O cenário é de guerra e brutal devastação. A tristeza e a desesperança das famílias do campo fez restar apenas idosos e crianças no território, levando pra longe da terra a juventude e a força de trabalho, incrementando a vulnerabilidade de milhares de sertanejos. Não muito distante dali, enquanto a comunidade local e produtores rurais não são sensibilizados, diante da ineficácia do Estado e dos órgãos de controle e preservação ambiental, a região conhecida como Pantanal Mineiro, na bacia do rio Pandeiros, um dos aquíferos do São Francisco, é o gado quem avança sobre o pântano assoreado e seco. Ocorre que a área antes alagada é
Manifestação contra adutora do rio Pacuí

– Os movimentos sociais ameaçam sabotar a construção do canal, que custará R$135 milhões, pois alegam que a Copasa decidiu fazer a obra sem ouvir a comunidade- Centenas de pessoas dos movimentos sociais e lideranças políticas e estudantis realizaram, ontem de manhã, na ponte localizada na estrada de Coração de Jesus – São João da Vereda, uma manifestação contra a construção da adutora que trará água do rio Pacuí para Montes Claros, com 56 quilômetros de extensão. No local está sendo construído o canteiro de obras do Consórcio responsável pela obra. A Polícia Militar mandou quatro equipes de Montes Claros que estão dentro do canteiro, para impedir a invasão ao local. Os movimentos sociais ameaçam sabotar a construção do canal, que custará R$135 milhões, pois alegam que a Copasa decidiu fazer a obra sem ouvir a comunidade. A manifestação foi a 18 quilômetros da cidade de Coração de Jesus e teve a articulação do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas, com apoio das Prefeituras. No dia 13 seria realizada mais uma reunião com o secretário de Governo, Odair Cunha, mas não ficou confirmado esse ato. Sem a adutora, a Copasa alerta que faltará água para abastecimento de água em Montes Claros em 2018, em situação mais grave. Via Girleno Alencar – Jornal Gazeta
Expedição detecta desastre ambiental na região

– Os expedicionários da V Expedição Caminhos dos Geraes retornaram a Montes Claros domingo à noite alarmados com a situação quase irrecuperável do ecossistema nas regiões percorridas -. Os relatos feitos na chegada pelos coordenadores dos roteiros – Peruaçu, Serra do Cabral e Espinhaço – são dramáticos, dando conta da degradação geral de veredas, fauna e flora e, principalmente, da escassez de recursos hídricos, com dezenas de rios secos. * Por Waldo Ferreira Um dos coordenadores da expedição, o secretário de Meio Ambiente Paulo Ribeiro, disse que não há mais tempo para estudos e diagnósticos, visto que o desastre ambiental já é uma dura realidade. Para ele, o processo de desertificação está extremamente acelerado e quase irreversível, fruto da exploração irresponsável dos recursos hídricos, por parte de megaempreendimentos ligados ao agronegócio. “O que está ocorrendo é uma loucura, um suicídio”, definiu o secretário, dimensionando o drama presenciado.Com o intuito de frear o processo de aniquilamento dos recursos naturais, as equipes fizeram um levantamento completo da situação de veredas, cachoeiras, rios, parques, cavernas e chapadas. Um vasto documento será elaborado e encaminhado às autoridades, com pedido de medidas drásticas e urgentes para frear as agressões á biodiversidade. Os expedicionários revelaram que ficaram emocionados em várias ocasiões, como quando encontraram comunidades que viam na chegada dos veículos da expedição a esperança de uma vida melhor em locais onde é cada vez mais difícil a sobrevivência, por conta da falta de água.Além de beneficiar diretamente os moradores, recuperar áreas degradadas pode ser decisivo para o reconhecimento do Parque Nacional do Peruaçu – entre os municípios de Januária, Itacarambi e São João das Missões -, como patrimônio cultural da humanidade. Segundo José Bittencourt, técnico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que acompanhou a expedição, o esforço para recuperar a região onde estão inseridas as cavernas será levado em consideração pela Unesco, que recebeu a inscrição do Peruaçu como candidato em 1998. O Rio Peruaçu, por exemplo, está secando, o que compromete o conjunto paisagístico que integra o Parque. Além disso, cerca de 2 mil poços já foram perfurados, legal e clandestinamente. Bittencourt disse que ficou encantado com a beleza do local, mas triste e chocado com o desastre ecológico que presenciou. “Fico com a sensação de que a guerra está sendo perdida. Providências precisam ser tomadas urgentemente”, considerou o técnico do IPHAN, que prometeu fazer todo o esforço em favor do reconhecimento. * Jornalista
Expedição constata degradação do rio Congonhas

A Expedição Caminhos dos Gerais constatou que o rio Congonhas, onde deverá ser construída a barragem homônima, está seco em várias partes, inclusive permitindo que se faça a sua travessia a pé. Os ambientalistas e pesquisadores ficaram impressionados com a situação do rio, que é a esperança para resolver a falta de água em Montes Claros. A expectativa é que as obras sejam iniciadas no máximo em um ano. As águas de Congonhas serão transpostas para o Verde Grande e poderá salvar Montes Claros. Na visita ao rio Congonhas os expedicionários encontraram várias áreas sem água, inclusive no eixo onde será construída a barragem. As cachoeiras que existiam na sua área deixaram de existir. O cenário de catástrofe levou os participantes a discutirem se é possível que esse rio seja suficiente para socorrer Montes Claros. Além disso, o impasse entre o Estado e União pela construção da barragem provocou uma triste realidade: o porte da barragem, que teria inicialmente 90 metros de altura, acabou reduzido para 60 metros, depois que o Estado remodelou o projeto. O coordenador do roteiro, Eduardo Gomes Assis, afirma que a realização da expedição no rio Congonhas é para provocar uma discussão sobre a situação desse rio, que de um lado é tomado por plantio de eucalipto e do outro, por campos gerais. A maior preocupação dos ambientalistas é que a Reflorestadora Plantar conseguiu a outorga para retirar grande potencial de água. O Estado formou uma comissão com especialistas para analisar a concessão da reflorestadora, inclusive sobre a documentação das terras, pois existem muitos rumores de que são terras devolutas usadas no plantio de eucalipto pela Plantar na região de Montes Claros. Eduardo Gomes disse que as negociações estão sendo feitas no sentido de que o plantio do eucalipto seja em no mínimo 100 metros das margens e nascentes do rio Congonhas e outras bacias hidrográficas. Segundo ele, a Copasa está estudando esse projeto, pois isso poderá ajudar a garantir água para Montes Claros. A proposta é que a construção da Barragem de Congonhas somente seja autorizada se ocorrer uma compensação, como a criação de Parque Estadual ou Área de Preservação, abrangendo todos os municípios cortados pelo rio Congonhas. Com GIRLENO ALENCAR
Caminhos dos Geraes começam a ser percorridos

PÉ NA ESTRADA O primeiro grupo de expedicionários parte na quarta-feira 6 para cumprir o Roteiro Peruaçu da V Expedição Caminhos dos Geraes. A saída será da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, às 15 horas. Os integrantes dos outros dois Roteiros – Espinhaço e Serra do Cabral – partirão quinta-feira, 7 de setembro, às 7 horas, do mesmo local.No percurso do Peruaçu, visitas às cidades de Januária, Montalvânia e Itacarambi. A inclusão desse roteiro está ligada à campanha para que o Parque Estadual Cavernas do Peruaçu seja reconhecido como Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco, que terá uma equipe acompanhando a expedição.O Roteiro do Espinhaço passará por Juramento, Itacarambira, Botumirim, Cristália e Grão Mogol. Esse percurso tem importância estratégica, pois na região será criado o Parque Estadual de Botumirim (64 mil hectares), medida crucial na luta pela preservação da fauna e flora do local.No Roteiro Serra do Cabral, que passará por Jequitaí, Francisco Dumont, Joaquim Felício, Buenópolis, Augusto de Lima, Lassance e Várzea da Palma, os expedicionários verão de perto uma das regiões mais fascinantes do Estado. Em tempos de crise hídrica, esse território representa um grande manancial, com muitas Veredas ao longo do seu percurso, que também apresentam espécies de plantas e animais só existentes lá. Para o secretário municipal de Meio Ambiente, Paulo Ribeiro, a Serra do Cabral é um dos ecossistemas mais ameaçados do Brasil. Via Waldo Ferreira – Jornalista
Peruaçu busca ser patrimônio da humanidade

– NO CAMINHO DOS GERAES – *Por Waldo Ferreira Um dos três roteiros da 5ª Expedição Caminhos dos Geraes, o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu busca reconhecimento como Patrimônio Histórico da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O parque é administrado pelo Instituto Chico Mendes e está localizado entre os municípios de Januária, Itacarambi e São João das Missões, no Norte de Minas. O secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Paulo Ribeiro, é um entusiasta da campanha em favor do reconhecimento. “O Peruaçu é um monumento da humanidade, tanto cultural como artístico paisagístico. E seu reconhecimento vai fazer incrementar o turismo na nossa região”, acredita, ressaltando que a indústria do turismo é a que mais emprega no mundo.Até o final do ano a previsão é de que 6 mil pessoas visitem o parque, que tem centenas de cavernas, como a gruta do Janelão. O local se destaca pela beleza ao longo dos seus 4,7 quilômetros de extensão, que conta com pinturas rupestres com 10.000 anos de idade. Além das belezas naturais, o Peruaçu tem também uma vasta fauna ameaçada de extinção, além de tamanduás, lobos guará, veados, antas e onça pintada. A vegetação é composta desde a mata seca atlântica até veredas que tem água durante todo ano. Além disso, na unidade de conversação há ainda uma tribo indígena. O Peruaçu tem 140 cavernas e mais de 80 sítios arqueológicos. Condições para concorrer ao selo A Unesco elege dez critérios para um sítio tentar o selo, ele deve encaixar em um dos dez. O parque se encaixa em quatro. São eles: – Mostrar um testemunho único ou, ao menos excepcional, de uma tradição cultural ou de uma civilização que está viva ou que tenha desaparecido;– Conter fenômenos naturais excepcionais ou áreas de beleza natural e estética de excepcional importância;– Ser um exemplo excepcional representativo de diferentes estágios da história da Terra, incluindo o registro da vida e dos processos geológicos no desenvolvimento das formas terrestres ou de elementos geomórficos ou fisiográficos importantes;– Conter os mais importantes e significativos habitats naturais para a conservação in situ da diversidade biológica, incluindo aqueles que contenham espécies ameaçadas que possuem um valor universal excepcional do ponto de vista da ciência ou da conservação.Além disso, é necessário estar na lista de tentativas. Somente assim é possível uma candidatura. Existem três categorias a se enquadrar: Natural, Cultural ou Misto, quando o sítio é Natural e Cultural. O Brasil ainda não possui nenhum selo misto. O Peruaçu se encaixa na categoria e pode ser o primeiro selo misto do País. Campanha O Conselho Consultivo do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu tem metas traçadas para o reconhecimento do parque até 2019. No momento, o processo está na fase de documentação. Na etapa final, em 2018 ou 2019, será feita a apresentação da candidatura na Unesco votação. *Jornalista