Rodrigo Pacheco faz cara de mau, mas é um frouxo – Por Fernando Brito*

Não interprete como severa a determinação do presidente do Senado (e, portanto, do Congresso), Rodrigo Pacheco, de dar dez dias para que todos os parlamentares indiquem quais foram as emendas que propuseram no “Orçamento Secreto” dos anos de 2020 e 2021, para que se atenda, finalmente, a ordem dada pela ministra Rosa Weber de tornar público quem levou, quanto e para onde bilhões do dinheiro público. Quantos dos 594 deputados e senadores vão, espontaneamente, confessar exatamente o que empurraram, na surdina, para suas bases eleitorais ou para onde os negócios se afiguravam promissores? Ainda mais se a negativa de informar não tiver de ser confrontada ao que, de fato, foi encaminhado pelo relator do Orçamento, ou relatores, no caso: os senadores Domingos Neto (PSB – CE) e Marcio Bittar ((PL-AC), uma vez que eles são os responsáveis pela solicitação dos valores ao Executivo e recebem os pedidos de apoiamento dos parlamentares. Ambos se recusaram a fornecer as informações do que foi recebido e encaminhado por ele para ser pago. E Pacheco, em lugar de obrigá-los, com os poderes regimentais que tem, resolveu “democratizar” a responsabilidade: cada um informa o seu. Em lugar de dois responsáveis, teremos quase 600 irresponsáveis, porque é impossível cotejar o que disserem (ou não disserem) com a realidade. Pacheco está sendo apenas o que é, um covardão cúmplice, comprometido até a medula com este esquema de distribuição obscura de verbas públicas, até porque ele sucede Davi Alcolumbre, este varão da República, na designação dos relatores e não há de ser lá que se revoga o dito popular de que “quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é bobo ou não tem arte”. Bobo, Pacheco não é. Artes, sim, deve ter feito muitas, como todo cara que posa de santarrão. *  Editor do Tijolaço

Kalil lança pré-candidatura ao governo de Minas com críticas a Zema e Bolsonaro

Nas redes sociais, Alexandre Kalil anunciou que deixou a prefeitura de BH e deu estocadas em Zema e Bolsonaro: “Presidente da República não me manda tirar máscara” Alexandre Kalil (PSD) anunciou em vídeo nas redes sociais nesta sexta-feira (25) que está deixando a prefeitura de Belo Horizonte para lançar sua pré-candidatura ao governo de Minas Gerais. “A legislação brasileira me obriga a sair da prefeitura de Belo Horizonte. Sou pré-candidato ao Governo de Minas Gerais. Então, eu quero dizer ao povo de Belo Horizonte o seguinte: muito obrigado, gente. Foi bacana pra burro ser prefeito 5 anos e 48 dias”, diz Kalil no vídeo. Nas imagens, o agora ex-prefeito de BH lista feitos à frente do comando da capital mineira e lança seu slogan: “sem promessa e sem mentira”. Ao final do vídeo, Kalil, que negocia o apoio de Lula (PT), dá estocadas em Jair Bolsonaro (PL), que deve apoiar a reeleição de Romeu Zema (Novo) no estado. “Minas Gerais não é um estado de palavra fluída e frouxa. Minas Gerais é um lugar de gente corajosa, orgulhosa. Nós não podemos confundir submissão com humildade. Nós somos por essência gente humilde, mas não lambe botas. Presidente da República não me manda tirar máscara. Presidente da República tem que trazer investimento para este estado. Este governo flácido que abandonou as estradas, que abandonou saúde, que abandonou tudo. Isto acabou”, disse Kalil, mirando também Zema. Em entrevista a uma rádio mineira nesta quinta-feira (24), Lula sinalizou que deve fechar a parceria com Kalil em Minas. “O Kalil precisa de mim, eu preciso do Kalil e se nós dois nos juntarmos, faremos uma chapa muito forte em Minas Gerais”, disse.

Eco – Pedágio na BR-135 vai para R$ 8,70 e vereador critica omissão dos deputados

O pedágio nas cinco praças da BR-135 entre Montes Claros e Curvelo e na LMG-754, próximo a Cordisburgo, será reajustado a partir de 1° de abril. Carros de passeio pagarão R$ 8,70, valor que será cobrado também para veículos comerciais, por eixo. Para motos, o preço é R$ 4,35. De acordo com a concessionária Eco135, responsável pela via, o aumento segue as diretrizes do Contrato de Concessão Setop 004/18, firmado com o Estado, e acompanha o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado entre março de 2021 e fevereiro deste ano. O Vereador Rodrigo Cadeirante (Rede) usou a tribuna na manhã desta quarta-feira (23), na Câmara Municipal de Montes Claros, para questionar a postura dos deputados norte-mineiros diante do aumento da tarifa de pedágio. De acordo com o parlamentar, daqui alguns meses “vai brotar Deputado até do buraco do asfalto” para vir ao Norte de Minas pedir voto das pessoas e na hora que o povo está realmente precisando de uma postura firme, não aparece nenhum deles. “Olha que notícia triste, vai aumentar de novo o preço nos pedágios da BR-135 e ninguém fala nada. A maioria dos deputados estiveram com o Governador Romeu Zema quando foi lançar um pedacinho de duplicação da BR há um dia desses batendo palma atrás do Governador. Eu vi aquela situação naquela época e pensei, isso vai custar caro. Tá aí ó o aumento para todo mundo pelo palanque político que foi feito naquela época e as pessoas, novamente vão pagar o preço, vão sofrer injustiças causadas pela omissão”, discursou o parlamentar.

STF: polícia pode adotar medida para afastar agressor do convívio familiar

 O Supremo julgou uma ação protocolada pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), que questionou a constitucionalidade de mudança na lei Maria da Penha Agência Brasil – Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou, hoje (23), que a polícia pode adotar medidas para afastar agressores do convívio familiar de mulheres vítimas de violência doméstica. O Supremo julgou uma ação protocolada pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). A entidade questionou a constitucionalidade da Lei 13.827/2019, que incluiu na Lei da Maria da Penha a possibilidade de delegados e policiais afastarem o agressor da convivência com a mulher. No caso de agressão, a polícia já está respaldada pela Constituição para entrar na residência e realizar a prisão por tratar-se de flagrante. Pela norma, no caso de risco à integridade física da mulher ou de seus dependentes, o delegado de polícia poderá entrar na casa e retirar o agressor, mas somente quando o município não for sede de uma comarca. Um policial também poderá realizar a medida quando no município não houver delegado disponível no momento da denúncia. A lei também definiu que, após o afastamento do agressor, o magistrado responsável pela cidade deverá ser comunicado em 24 horas para decidir sobre a manutenção da medida. Durante o julgamento, o advogado Alberto Pavie Ribeiro, representante da AMB, argumentou que a Constituição assegurou que o domicílio é inviolável, podendo ser acessado somente a partir flagrante delito, desastre, ou autorização judicial. “Não se pode cogitar da possibilidade de um policial ou delegado vir a penetrar no lar, domicílio ou local de convivência sem ordem judicial para retirar alguém do ambiente e ainda mantê-lo afastado de sua liberdade”, argumentou. O relator, ministro Alexandre de Moraes, discordou das afirmações da AMB e votou a favor da constitucionalidade da lei. Moraes disse que outros países também deram poderes à autoridade policial para adotar as medidas de afastamento. O ministro citou que 66% dos casos de feminicídio no país ocorrem na casa da vítima. “É a autoridade policial que chega na residência. Se não for caso de prisão imediata, se a agressão ocorreu antes ou está na iminência de ocorrer, a autoridade policial não vai voltar para a delegacia enquanto o agressor continua com a vítima”, afirmou. Votaram no mesmo sentido os ministros André Mendonça, Nunes Marques, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e o presidente da Corte, Luiz Fux. A ministra Cármen Lúcia disse ao validar a lei que a polícia atua diante da falta de juízes nas comarcas do país. “Quando uma mulher pede por socorro, se não houver o afastamento, e o agressor se der conta que houve esse pedido por parte dela, a tendência é ele permanecer e acirrar a agressão até chegar ao feminicídio”. AGU e PGR O advogado-geral da União, Bruno Bianco, defendeu a legalidade da legislação e disse que as alterações foram feitas para proteger as mulheres. Segundo Bianco, a medida deverá ser usada somente no caso da falta de um juiz de plantão na comarca, sendo obrigatória a comunicação ao magistrado em 24 horas. “Não seria razoável exigir da vítima que procure a autoridade judicial em outro município, em outra comarca, e aguarde a aprovação de uma ordem judicial para afastamento do agressor”, disse. O procurador-geral da República, Augusto Aras, destacou que o objetivo do Congresso ao aprovar a lei foi ampliar a proteção à mulher e punir os agressores, mas disse que a alteração é0 inconstitucional. Segundo Aras, o afastamento é uma medida cautelar que pode ser autorizada somente pela Justiça. “Não me parece que o Poder Judiciário tenha sido ausente ou intempestivo no que concerne a apreciação das medidas protetivas de urgência. Os dados apontam ao contrário”, argumentou.

Comissões da Assembleia estendem reajuste para todo o funcionalismo

Projeto que concede 10,06%, apresentado pelo Executivo, ainda precisa passar por votação no plenário da Casa  As comissões de Administração Pública e de Fiscalização Financeira e Orçamentária da Assembleia Legislativa aprovaram ontem substitutivo que altera o Projeto de Lei 3.568/22, do Executivo estadual, que concede reajuste de 10,06% aos servidores estaduais. O substitutivo amplia a retroatividade a janeiro de 2022 para todos os servidores, já que o Executivo havia proposto para apenas três áreas – educação básica e superior, saúde, seguridade social e segurança pública. E, a partir de 1º de maio, para as demais carreiras, cargos de provimento em comissão, funções gratificadas e gratificações de função. Por solicitação do governador Romeu Zema (Novo), foram também incluídas as carreiras do meio ambiente, que, por equívoco, não constaram da redação original do projeto. O texto ainda tramita em primeiro turno, mas um acordo entre os deputados vai aguardar a proposta voltar para as comissões após a primeira aprovação em plenário, para que sejam apresentadas emendas. Emendas para incrementar o projeto serão propostas após negociações entre os deputados. O acordo foi selado entre os parlamentares devido ao curto prazo para aprovação do projeto. A Assembleia Legislativa e o governo precisam definir o reajuste até 2 de abril, uma vez que a Lei Geral das Eleições impõe prazo de 180 dias até a abertura das urnas para a correção de salários dos servidores. Além disso, segundo o deputado Sargento Rodrigues (PTB), o objetivo de os parlamentares terem concordado em apresentar as emendas em segundo turno é para que as lideranças da Casa possam tentar um diálogo junto ao governador e chegar a um comum acordo. “Vínhamos trabalhando nos bastidores para que, no melhor momento, fossem colocadas as emendas. O melhor momento vai ser na Comissão de Fiscalização, em segundo turno, porque teremos tempo para construir melhor [as modificações] com as lideranças da Casa”, explicou Sargento Rodrigues, que tem apoiado os protestos da segurança pública referentes à recomposição inflacionárias da categoria. Por outro lado, também serão propostas emendas para outras categorias, como a deputada Beatriz Cerqueira (PT), que listou as quatro mudanças da educação e saúde que serão apresentadas por ela na Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária em segundo turno: acrescentar o percentual necessário para se chegar ao reajuste de 33,24% do piso salarial para 2022; acrescentar os reajustes dos anos anteriores ainda pendentes; incorporar as gratificações da carreira docente de nível superior; incorporar a ajuda de custo para trabalhadores da área da saúde. A deputada criticou a atuação do governo pela falta de diálogo com as categorias. “Em três anos, o governo Zema não estabeleceu um processo sério de negociação. Não tem mesa de negociação, tem judicialização e criminalização das lutas. O projeto de lei não foi conversado com ninguém, o governo faz anúncios pelo Twitter, por coletivas de imprensa e não conversa com as pessoas que são objeto daquele projeto. Eu vejo que a Assembleia assume para si uma tarefa de mediação, e se estamos assumindo essa tarefa, nossa responsabilidade é muito grande”, ressaltou. Agora, o projeto segue para plenário em primeiro turno, volta para a Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária, onde serão apresentadas as emendas e, por fim, a votação do projeto e das mudanças em segundo turno no plenário. Aprovado, o texto com os ajustes segue para a sanção ou veto do governador Romeu Zema. Caso o chefe do Executivo estadual barre alguma proposta, o documento volta para a Assembleia Legislativa para que os deputados discutam se vão derrubar ou não o veto. Outras emendas retiradas da tramitação neste momento e que devem voltar a ser debatidas tratam dos servidores da segurança pública. Em greve nas últimas semanas, os servidores da área exigem percentual maior de reajuste, conforme acordado em 2019 com o governador. Eles também se opõem ao aumento pela via do abono fardamento, que deve criar maior distância entre os valores recebidos pelos profissionais da ativa e os reformados. RECUPERAÇÃO FISCAL O governador Romeu Zema encaminhou ontem ao plenário da Assembleia Legislativa a Mensagem 183/22, pedindo a retirada do regime de urgência do Projeto de Lei 1.202/19, que autoriza o estado a aderir ao Regime de Recuperação Fiscal, proposto pela União. A mensagem foi lida na reunião ordinária de ontem. Dessa forma, a proposta passa a tramitar pelo regime normal e deixa de impedir a votação de outros projetos, como a recomposição salarial dos servidores, ou seja, será analisada em dois turnos pelos parlamentares, depois de passar pelas comissões de Constituição e Justiça, de Administração Pública e de Fiscalização Financeira e Orçamentária. A proposição gerou muita polêmica entre os deputados e acabou não recebendo parecer de nenhuma das comissões. Uma das críticas é de que o projeto não especifica medidas e ajustes nem prazos para implantação para corrigir o desequilíbrio das contas públicas a que se propõe. Determina princípios por meio de “medidas emergenciais e de reformas institucionais”. Isso inclui sustentabilidade econômico-financeira, equidade intergeracional, transparência nas contas públicas, confiança nas demonstrações financeiras, celeridade nas decisões e solidariedade entre os poderes e os órgãos da administração pública. O RRF terá a duração de 36 meses, prorrogáveis por igual período. Jornal Estado de Minas com agências

Kalil: ‘Quem tem medo de CPI, Ministério Público e Justiça é bandido’

Prefeito Alexandre Kalil (PSD) diz não ter medo de uma nova CPI na Câmara Municipal (foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press) A possibilidade de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal de Belo Horizonte para investigar a primeira-dama do município Ana Laender, não assusta o prefeito Alexandre Kalil (PSD). Neste domingo (20/3), ele disse que os vereadores podem abrir quantas investigações quiserem porque não vão encontrar nenhuma ilegalidade. “Vai abrir [a CPI], vai abrir, abrem 7, abrem 10, abrem 15 e nós vamos lá. Quem tem medo de CPI, Ministério Público e Justiça é bandido”, disse Kalil em uma visita à Vila Acaba Mundo, Região Sul de BH. O requerimento foi entregue à Mesa Diretora da Câmara na última quinta-feira (17/3) e pede abertura da CPI para investigar supostas práticas de improbidade administrativa pelo prefeito, para favorecer o “Movimento Gentileza”, coordenado pela primeira-dama. No total, o documento possui 14 assinaturas de um grupo de vereadores que fazem oposição ao prefeito. Eles alegam que receberam denúncias de favorecimento do prefeito à sua esposa, dizendo que ela teria utilizado um gabinete da prefeitura para fazer reuniões do projeto. “Muito embora sua cônjuge não seja nomeada como funcionária pública (o que é proibido), é possível verificar que Ana Laender realizava reuniões e atendimentos ligados ao seu projeto pessoal de dentro da sede da PBH”, diz trecho do requerimento. Além disso, eles também a acusam de usar funcionários da prefeitura para prestarem serviços ao Movimento Gentileza. No pedido de instauração, a duração prevista para as investigações é de 120 dias, ou seja, quatro meses. Caso seja aprovada, esta seria a terceira CPI aberta na gestão de Kalil, que já passou pela CPI da COVID e da BHTrans, que pediram o indiciamento do prefeito por uma série de crimes. Via EM

Alunos com deficiência visual recebem kits de apoio em escolas de Minas

Materiais são disponibilizados para estudantes da rede estadual de ensino com cegueira total ou baixa visão (SEE/Divulgação)  Alunos da rede estadual de ensino de Minas Gerais com algum tipo de deficiência visual receberão kits com materiais de apoio pedagógico. São mais de três mil kits providenciados pela Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG), que vão permitir que os estudantes tenham materiais escolares adaptados de acordo com suas necessidades. A iniciativa pretende contribuir para o processo de aprendizagem e inclusão desses alunos, público da educação especial. Ao todo serão 3.300 conjuntos de itens distribuídos em duas modalidades: para alunos cegos e com baixa visão. O “Kit Cegueira” é destinado a alunos com perda total da visão. O material vem acompanhado de uma bengala, para auxiliar na locomoção do estudante; uma reglete e uma punção, que são equipamentos que contribuem para a escrita dos alunos em braille; além de um papel especial, que tem uma espessura maior; e um soroban, que ajudam em cálculos matemáticos. Já o “Kit Baixa Visão” oferece um caderno com pauta ampliada, um plano inclinado para auxiliar na correção da postura do aluno, lápis com grafite 6B, para uma escrita mais forte, borrachas, lápis de colorir, caneta hidrográfica e pincel atômico. Solicitação A coordenadora de Educação Especial Inclusiva da SEE/MG, Suéllen Cristina Ferreira Gomes Fernandes Coelho, conta que, para receberem os kits, as escolas devem solicitar o material aos Centros de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual (CAP), que integram a rede estadual. “Todas as escolas que solicitarem o kit, devido a presença de algum estudante (cego ou com baixa visão), vão receber os materiais, mais um notebook. Atualmente, em Minas Gerais, existem sete CAPs, cada um possui sua área de abrangência. Então, as escolas solicitam a demanda ao Centro que atende a sua região, e a SEE/MG encaminha esse atendimento por meio da unidade”, explica. Quando o aluno com deficiência visual finalizar o ciclo de escolarização, o notebook adaptado deverá ser devolvido para a escola em que ele estudou. Retomada A última vez em que houve a distribuição dos kits Cegueira e Baixa Visão na rede estadual foi em 2016, quando 92 conjuntos foram entregues em todo o estado. “A rede não dispunha de recurso financeiro para custear a produção dos kits. Agora, com esse investimento, temos mais uma conquista”, comemora a coordenadora de Educação Especial Inclusiva. Os alunos que receberam o kit em 2016 e permanecem na rede também receberão os novos materiais neste ano. Segundo Suéllen, a medida visa garantir que todos tenham acesso a um material de qualidade. “Às vezes, com o tempo de uso, acaba quebrando alguma peça. Então, é importante que o aluno receba peças novas.”, pontuou. Notebooks adaptados Para complementar a alfabetização e garantir a inclusão educacional, alunos cegos ou com baixa visão matriculados do 6º ano do ensino fundamental até o 3º ano do ensino médio recebem um notebook adaptado. Em 2021, a SEE/MG enviou duzentos novos aparelhos para os Centros de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual. Já os estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental recebem apenas o kit, uma vez que ainda estão em processo de alfabetização em braille. CAP A rede estadual de ensino conta com sete CAPs, cada um localizado em uma região do estado: Belo Horizonte, Montes Claros, Patos de Minas, Uberaba, Três Corações, Governador Valadares e Januária. A área de abrangência das unidades extrapola seu município, o que possibilita o atendimento de todas as Superintendências Regionais de Ensino (SREs). Os CAPs têm como atribuição desenvolver ações de produção e adaptação de livros didáticos acessíveis para estudantes com deficiência visual (cegueira, baixa visão e surdocegueira), capacitação continuada na área visual para profissionais da educação e orientação e apoio às escolas estaduais quanto às necessidades específicas desses estudantes. A coordenadora explica que os CAPs têm grande importância na vida dos alunos com deficiência. Nos centros de apoio são realizados “a adaptação e transcrição do material (didático) para o braille. Eles também fazem uma adequação para os alunos com baixa visão, transcrevendo materiais de acordo com o número da fonte ou letra em que eles conseguem enxergar”, pontua. Suéllen conta que, para garantir um acesso a um ensino de qualidade aos deficientes visuais, “lá também é feita a formação de profissionais da rede para que eles possam lidar melhor com os estudantes, além de oficinas, acompanhamentos e avaliação funcional da visão (do aluno) para identificar qual a intervenção pedagógica mais adequada para aquele estudante”, completa. Com Agência Minas

Senado: Cleitinho, Reginaldo Lopes e Alexandre Silveira lideram intenções de voto

Pesquisa Genial/Quaest divulgada na sexta-feira (18) traçou o cenário para as eleições ao Senado em Minas Gerais. Apenas uma cadeira está em aberto, a que atualmente pertence a Alexandre Silveira (PSD). Ele assumiu como suplente de Antonio Anastasia, agora ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Conforme a pesquisa, Cleitinho Azevedo (Cidadania) é o candidato com mais intenções de voto dos mineiros, com 13%, seguido pelo deputado federal Reginaldo Lopes (PT), com 10%. Alexandre Silveira aparece em terceiro, com 8%. A margem de erro é 2,5% para mais ou para menos. A vereadora de Belo Horizonte Duda Salabert (PDT) tem com 6%, seguida de outros dois deputados federais: Marcelo Álvaro Antônio (PL), com 4%, e Marcelo Aro (PHS), com 2%. O presidente da Associação Mineira de Municípios (AMN), Julvan Lacerda, surge com 1% das intenções de voto para o Senado. Brancos, nulos e não pretendem votar somam 30%; outros 26% estão indecisos. Sem candidato Na pesquisa espontânea, a maioria dos entrevistados (57%) afirmou ainda não ter um candidato definido. Pesquisa Genial/Quaest A pesquisa Genial/Quaest ouviu 1.480 pessoas entre os dias 11 e 16 de março. A margem de erro é de 2,5%, para mais ou para menos. O nível de confiabilidade da pesquisa Genial/Quaest é de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número MG-00132/2022.

Disparado em Minas, Lula pode levar Kalil à vitória contra Zema

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), está atrás do atual governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), na pesquisa Quaest que projeta o cenário da eleição estadual mineira. Cerca de 13 pontos separaram Kalil (21%) de Zema (34%) no primeiro turno, mas o ex-presidente Lula (PT) pode ajudar a definir o pleito no estado. Lula tem a ampla preferência do eleitorado mineiro. Ele tem 25 pontos de vantagem sobre Jair Bolsonaro (PL) no primeiro turno e 26 pontos no segundo. Sem apoios, Zema tem 49% das intenções de voto no segundo turno contra 33% de Kalil. Com o apoio de Lula, no entanto, Kalil salta para 49% e deixa Zema, com o apoio de Bolsonaro, com 35%. O levantamento, patrocinado pelo Banco Genial, foi realizado presencialmente entre os dias 12 e 15 de março e ouviu 1.480 pessoas. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código MG-00132/2022.

Zema lidera corrida pelo governo de Minas com 13 pontos de vantagem sobre Kalil

Governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), tem 34% das intenções de voto para se reeleger, mostra pesquisa Quaest, patrocinada pelo Banco Genial e realizada presencialmente, divulgada nesta sexta-feira (18). Zema tem 13 pontos de vantagem sobre o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), que tem 21% das intenções de voto e é o segundo colocado. Nos cenários II e III traçados pela pesquisa, Zema vence no primeiro turno, já que acumula mais votos do que a soma dos outros candidatos. Zema também vence em todos os cenários pesquisados de segundo turno. O levantamento foi realizado presencialmente entre os dias 12 e 15 de março e ouviu 1.480 pessoas. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código MG-00132/2022.