Pobreza e invisibilidade são marcas da política de Zema para as mulheres

 Segundo dados da Polícia Civil de Minas Gerais, entre janeiro de 2019 e dezembro de 2021, quase 450 mil mulheres foram vítimas de violência doméstica em Minas Gerais – Foto: Alba Martinez Lideranças afirmam que o descaso do governador não ficou apenas no discurso, mas reverberou em ações práticas “Isso [opressão contra a mulher] que a gente poderia chamar meio que instinto natural do ser humano”. “Para a mulher que separa, fica sendo uma obsessão da vida dela destruir o ex-cônjuge”. Essas frases foram ditas publicamente pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), em 2020 e 2021, respectivamente. Passados quase quatro anos de gestão, o balanço é preocupante. Às vésperas do Dia Internacional das Mulheres, lideranças afirmam que o descaso de Zema com a pauta não ficou apenas no discurso, mas reverberou em ações práticas. Para a deputada estadual e presidenta da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Ana Paula Siqueira (Rede), uma das medidas do governo que impactam negativamente a vida das mulheres foi a aprovação da reforma da Previdência estadual. “São as mulheres as mais afetadas pelo retrocesso que é a Reforma da Previdência, por exemplo, o aumento do tempo de serviço”, afirma a deputada. Sancionada por Zema em setembro de 2020, a Lei Complementar (LC) 156 estabeleceu novas regras para a Previdência estadual, que inclui também o aumento da idade para aposentadoria. Ainda segundo Ana Paula, o Conselho Estadual da Mulher de Minas Gerais (CEM), cujo objetivo é fomentar políticas públicas a favor das mulheres, ficou paralisado nos últimos anos. “É um grave problema porque o conselho é o espaço de fiscalização das políticas públicas e do direcionamento do recurso para essas políticas”, argumenta a deputada. Leia também Dia Internacional da Mulher – Mulheres vão às ruas contra Bolsonaro e Zema Violência Para a pesquisadora e integrante da Frente Brasil Popular Bruna Camilo, as consequências da falta de políticas públicas para as mulheres são visíveis, sobretudo no aumento da violência de gênero. “Definitivamente, as mulheres não são prioridade para o governo Zema. A gente não vê mais propagandas que incentivam a proteção das mulheres, que falam sobre violência doméstica, que falam sobre outras formas de violência”, explica. Segundo dados da Polícia Civil de Minas Gerais, entre janeiro de 2019 e dezembro de 2021, quase 450 mil mulheres foram vítimas de violência doméstica em Minas Gerais. Bruna acredita que, na realidade, esse número pode ser ainda maior. Pobreza Um estudo realizado pelo Observatório das Desigualdades da Fundação João Pinheiro demonstrou que o aumento da pobreza marcou os últimos anos. Em nota técnica, o Observatório divulgou que, em Minas Gerais, a renda domiciliar per capita em 2019 era de R$ 1.330, caindo para R$1.289 em novembro de 2020. O estudo demonstrou ainda que é sobre as mulheres negras a maior incidência da pobreza. Para a vereadora de Contagem Moara Sabóia (PT), enfrentar esse cenário exige um olhar amplo sobre a política. “Política para as mulheres, não é política para um setor da sociedade. É política para a maioria. As famílias que mais empobreceram em Minas Gerais são chefiadas por mulheres, a maioria, negra”, explica. A vereadora acredita que o aumento da pobreza na vida das mulheres tem relação com a política geral aplicada pelo governo estadual no que diz respeito à geração de emprego, saúde e educação. “Você pode chegar em cada uma das cidades afetadas pela política de Zema com a mineração, por exemplo, e você verá que quem está se responsabilizando pela reconstrução da cidade são as mulheres”, completa. Mulheres na política Em muitos casos, são os espaços institucionais que definem as políticas que irão impactar positiva ou negativamente a vida das mulheres. Em toda a história da ALMG, apenas 30 mulheres foram eleitas para o cargo. Após as eleições de 2018, das 77 cadeiras disponíveis na Casa legislativa, apenas 10 foram ocupadas por mulheres. Ana Paula acredita que para mudar esse cenário é preciso incentivo. “Criamos também, recentemente, a bancada feminina que é um instrumento legislativo para dar mais voz às mulheres e, consequentemente, ajudar a gente a interferir mais nos processos políticos, com um olhar para as nossas mulheres”, explica. Sobre a pouca representação das mulheres em espaços de poder, Moara acredita que, além de não promover iniciativas para mudar essa situação, a postura do governador reforça a desigualdade de gênero na política. Ela cita o dia 8 de março de 2021, quando o governo de Minas, em parceria com a Embaixada Americana, lançou o programa TransformAction, iniciativa de capacitação profissional para mulheres. Dentre os cursos disponibilizados, estavam assistência administrativa, culinária, maquiagem e cabelereira. “Novamente, o governo deu o recado de qual é o lugar das mulheres para ele. Tem problema com os cursos? Não. Mas as mulheres podem ter outras profissões. As mulheres podem fazer outras coisas que não seja estar no lugar do cuidado”, argumenta a vereadora.

Dia Internacional da Mulher – Mulheres vão às ruas contra Bolsonaro e Zema

Com o mote “Pela vida das Mulheres, Bolsonaro Nunca Mais! Por um Brasil sem Machismo, sem Racismo e Fome!”, as mulheres vão às ruas protestar nesta terça-feira (8), data em que se comemora o Dia Internacional de Luta das Mulheres. Em Minas Gerais, o protesto também denuncia a política do governador do estado, Romeu Zema (Novo), aliado do governo federal. A avaliação das organizadoras é de que, durante a gestão dos governantes, houve significativa piora de condições na vida das mulheres, com o aumento da fome, da violência e do desemprego. Protesto contará com bateria unificada das mulheres Nas redes sociais, o 8M Popular enfatizou que, mediante as tentativas de retirada de direitos, as mulheres resistem. “Em tempos de golpes, nós mulheres resistimos”, afirmou. https://www.instagram.com/8mpopular/?utm_source=ig_embed&ig_rid=ff97de31-c525-4dc5-b77a-aa34c3ec64b8 Em Belo Horizonte, a concentração da manifestação será às 16h30 na Praça da Liberdade e caminhará até a Praça da Estação. Arte como ferramenta de luta O protesto na capital mineira contará com uma bateria unificada das mulheres e com a presença de artistas mineiras. Dentre as confirmadas estão as cantoras Amorina, Aline Calixto, Marina Gomes, Solange Caetano. “Pela vida das Mulheres, Bolsonaro Nunca Mais! Por um Brasil sem Machismo, sem Racismo e Fome!” Para as organizadoras, a arte também é uma ferramenta de luta, diálogo e mobilização. Interior também se mobiliza Em Minas Gerais, várias cidades do interior também convocaram protestos e atividades simbólicas para esta terça-feira (8). Brasil de Fato

PSB de Minas Gerais pode ter debandada de deputados e prefeitos

 Problemas internos da sigla podem levar à saída de deputados federais, estaduais e prefeitos   Por Lucas Marchesuini O PSB em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, está em pé de guerra. A sigla no estado pode enfrentar uma debandada, iniciada pela saída do deputado Júlio Delgado. A bancada mineira do partido na Câmara tem três deputados e deve ficar apenas com um, o presidente da comissão provisória do PSB em MG, Vilson da Fetaemg. Além de Delgado, o deputado Emidinho Moreira está de saída. Também devem desembarcar da legenda deputados estaduais, como o Professor Cleiton, e cerca de 20 dos 46 prefeitos eleitos pelo PSB em Minas Gerais em 2020. Leia também Agrava o quadro de insuficiência política do PSB de Minas Gerais As queixas estão centradas na condução do partido no estado pelo deputado Vilson e pela falta de atenção dada ao estado pelo presidente do PSB, Carlos Siqueira. Como exemplo, integrantes do partido apontam que a comissão provisória ainda não se reuniu neste ano e que não há chapa sendo montada para deputados federais e estaduais até agora. Segundo esse grupo, a inação faz com que o PSB seja escanteado nas negociações para montar a campanha do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, ao governo do estado. Kalil é do PSD e deve ser disputado pelo PT. O PDT também busca uma forma de colocar Ciro Gomes em seu palanque. Via Metrópoles

Agrava o quadro de insuficiência política do PSB de Minas Gerais

Acuada, a maior ameaça da pomba branca, símbolo do PSB, é a “Gaivoto”  Com sinais de desidratação, dificuldade para respirar, cansaço e perda da fala, o Partido Socialista Brasileiro – PSB – de Minas Gerais vive momentos confusos, que até parece com os sintomas da Covid-19. De protagonista, o PSB mineiro não passa hoje de um mero coadjuvante. Leia também Inativo, PSB de Minas Gerais vive dando milho a pomba A situação é tão crítica, que o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira decidiu intervir e tirar o comando das mãos do ex-cônjuge Vilson da Fetaemg e Kátia Gaivoto, ainda na primeira quinzena do mês de março, após pressão da militância peessibista, e principalmente, das bancadas mineiras do partido, da Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, para impedir que a pomba, símbolo do PSB, seja transformada numa gaivota. Ave aquática, muito comum no Rio de Janeiro, e que não deve ser adaptada no solo mineiro. Muito menos, cruzar com a pomba branca, já que “o gaivoto” tem o vício descomedido de devorar a pombinha, em pouco tempo. Nem a pomba branca da paz lançada pelo Papa Bento XVI de sua janela sobre a Praça de São Pedro, no Vaticano, escapou das garras da uma faminta gaivota

O fim merecido do golpista: Aécio Neves pode perder mandato por corrupção

Aécio Neves, o capitão do golpe contra Dilma em 2016, corre risco de perder o mandato por conta de uma iniciativa do MP-SP. O ex-governador de Minas é denunciado por receber 2 milhões de corrupção da JBS. A mídia tradicional abafou o caso que não recebeu o devido destaque. Até porque Aécio financiou essa mesma mídia com o dinheiro sujo de sua corrupção. Veja a análise neste Fala, Rovai. Entenda o caso O deputado federal Aécio Neves é réu no STF sob a acusação de corrupção passiva por ter recebido R$ 2 milhões do empresário. Aécio diz que foi empréstimo Em suas alegações finais no processo que investiga o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) por corrupção passiva em suposto recebimento de propina, o Ministério Público Federal (MPF) pediu a condenação do parlamentar, candidato a presidente da República pelo PSDB em 2014. Além disso, o MPF defende a devolução dos R$ 2 milhões repassados ao parlamentar pelo empresário Joesley Batista, um dos donos da J&F, e o pagamento de uma multa de R$ 4 milhões (dividida com sua irmã, Andrea Neves), como forma de “reparação dos danos morais decorrentes da corrupção”. Os procuradores querem ainda que Aécio perca seu mandato de deputado federal. Esse processo é fruto de uma delação de Joesley Batista, que gravou o então presidente do PSDB, em 2017, lhe pedindo R$ 2 milhões para pagar despesas com sua defesa na Operação Lava Jato.

MPF pede condenação e cassação de Aécio por suposta propina de Joesley Batista

Deputado federal é réu no STF sob a acusação de corrupção passiva por ter recebido R$ 2 milhões do empresário. Aécio diz que foi empréstimo Metrópoles – Em suas alegações finais no processo que investiga o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) por corrupção passiva em suposto recebimento de propina, o Ministério Público Federal (MPF) pediu a condenação do parlamentar, candidato a presidente da República pelo PSDB em 2014. Além disso, o MPF defende a devolução dos R$ 2 milhões repassados ao parlamentar pelo empresário Joesley Batista, um dos donos da J&F, e o pagamento de uma multa de R$ 4 milhões (dividida com sua irmã, Andrea Neves), como forma de “reparação dos danos morais decorrentes da corrupção”. Os procuradores querem ainda que Aécio perca seu mandato de deputado federal. Esse processo é fruto de uma delação de Joesley Batista, que gravou o então presidente do PSDB, em 2017, lhe pedindo R$ 2 milhões para pagar despesas com sua defesa na Operação Lava Jato.

CPI da Cemig pede indiciamento de presidente da companhia

O relatório de 315 páginas, que reúne provas e depoimentos coletados por mais de oito meses de investigações na Assembleia Legislativa, deve ser votado em nova sessão nesta sexta-feira (18), às 10h – Foto: Guilherme Dardanhan Segundo investigações, houve uso político da estatal por integrantes do partido de Romeu Zema O relator da CPI da Cemig, deputado Sávio Souza Cruz (MDB), apresentou na quinta-feira (17), a deputados da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito, que apura irregularidades na estatal. A principal conclusão é que, nos últimos anos, houve uma estratégia de desmonte da Companhia Energética de Minas Gerais, com desinvestimento, precarização e uso partidário da empresa. O objetivo dessas práticas, segundo a CPI, seria facilitar a privatização. Pelas denúncias, o relatório pede ao Ministério Público a abertura de processo de improbidade administrativa contra 17 pessoas. Entre elas, o presidente da estatal, Reynaldo Passanezi, o vice-presidente do Novo, Evandro Negrão, outras 15 pessoas e oito empresas. Interferência do Novo “Descobrimos que, apenas no ano passado, uma contratação de serviços pela Cemig sem licitação da ordem de mais de R$ 1,4 bilhão. A contratação da IBM para fazer serviços que ela não faz em nenhuma parte do mundo foi um uso distorcido do instrumento”, afirma o relator. A contratação a que ele se refere ocorreu em fevereiro de 2021. Na época, a Cemig firmou com a transnacional de tecnologia IBM, sem licitação e sem concorrência, um contrato de mais de R$ 1,1 bilhão, por serviços de consultoria em transformação digital, desenvolvimento e operação de um modelo de atendimento a clientes. Contratada, a IBM subcontratou a empresa AeC, fundada pelo ex-secretário de Desenvolvimento Econômico de Zema, que tinha sido derrotada em uma licitação em 2020. Outra empresa citada no relatório é a Exec, que também foi contratada sem licitação. A Exec foi responsável pela seleção do presidente da companhia, Reynaldo Passanezi Filho. De acordo com a CPI, houve interferência do partido de Zema na seleção de Passanezi. Para selecioná-lo, a Exec teria encaminhado uma proposta ao empresário Evandro Negrão de Lima Jr., que não tem vínculo com a Cemig, mas é vice-presidente do Novo. Próximos passos Além do indiciamento de 17 pessoas pelo Ministério Público, o relator da CPI recomendou o encaminhamento do relatório à Comissão de Valores Imobiliários (CVM), à Superintendência de Fiscalização do Estado, à Procuradoria-Geral Eleitoral do Ministério Público Federal e à Cemig, a fim de que tomem providências. Sávio Souza Cruz também distribuiu cópias avulsas do relatório do documento aos demais titulares da comissão, Cássio Soares (PSD), Beatriz Cerqueira (PT), Hely Tarqüínio (PV), Professor Cleiton (PSB), Zé Guilherme (PP) e Zé Reis (Pode), e aos suplentes, Arnaldo Silva (DEM), Betão (PT), Elismar Prado (Pros), Rafael Martins (PSD), Sargento Rodrigues (PTB), Tito Torres (PSDB) e Roberto Andrade (Avante). O relatório de 315 páginas, que reúne provas e depoimentos coletados por mais de oito meses de investigações na Assembleia Legislativa, deve ser votado em nova sessão nesta sexta-feira (18), às 10h. Posicionamento da Cemig Em nota ao Brasil de Fato MG, a “Cemig reafirma que todos os atos da atual gestão visam preservar o patrimônio da Companhia e assegurar a melhoria da oferta de serviços de energia elétrica aos seus clientes, seguindo rigorosamente a legislação pertinente. Essa melhoria passa pelo maior conjunto de investimentos da história da companhia: estão sendo investidos R$ 22,5 bilhões em Minas Gerais até 2025, com geração de 165 mil empregos no estado”. Brasil de Fato

Policiais protestam em BH contra recomposição salarial do governo Zema

 – A CF/88 proíbe expressamente que os Policiais Militares, Bombeiros Militares e militares das Forças Armadas façam greve (art. 142, 3º, IV c/c art. 42, § 1º) –  – Sem bombas de gás, balas de borracha e nem cassetetes, como a Polícia Militar costuma fazer contra os trabalhadores em greve, milhares de policiais mineiros estiveram na Praça da Estação, na avenida dos Andradas, em BH, para protestar contra o veto na recomposição salarial desde cerca das 10h de hoje (21). De acordo com a Aspra (Associação dos Praças, Policiais e Bombeiros Militares de Minas Gerais), a medida foi aprovada pelo governo de Romeu Zema (Novo) em assembleia, mas agora os direitos prometidos não são mais assegurados. Em 2019, a primeira parcela garantida em ata pelo governo Zema determinou o pagamento de 13% aos servidores públicos da categoria. As outras parcelas, que estipulavam o pagamento de 12% da recomposição, no entanto, foram vetadas pelo governador recentemente. Enquanto uma das parcelas deveria ser liberada até setembro do ano passado, a última tinha como prazo 2022. “Estamos aqui, aproximadamente 25 mil policiais, para cobrar do [governador] Zema o compromisso que assumiu conosco. Fizemos um acordo com o governo e, lamentavelmente, ele não cumpriu”, diz Marco Antônio Bahia, vice-presidente da Aspra. Policiais de todo o estado se concentram na avenida dos Andradas, em BH (Acervo pessoal/Marco Antônio Bahia) Paralisação geral é um risco O organizador da manifestação e vice-presidente da associação em defesa dos policiais mineiros afirma que o risco de paralisação geral da categoria se aproxima, caso o governo não renegocie a segunda e a terceira parcela da recomposição salarial. Ele diz que a decisão do veto foi feita mesmo após Zema “acertar tudo com as forças de segurança pública, com as chefias e os comandos da polícia”, além dos deputados que representam a entidade. Marco Antônio revela que o local foi escolhido – a praça da Estação – tem em vista a capacidade de comportar os milhares de manifestantes. Em complemento à indignação relativa à quebra do compromisso sobre a recomposição salarial, Marco pontua que o governo também deseja adotar novas restrições à categoria. “Este ano, querem nos empurrar ‘goela abaixo’ um projeto que congela o salário dos servidores públicos por 9 anos. Essa intenção faria com que os policiais não tenham reajuste salarial durante todo o período”, lamenta. Confira um trecho de vídeo que mostra o protesto, no centro de BH: Protesto reúne 25 mil trabalhadores Marco Antônio explica que compareceram aos protestos no centro de BH 90 caravanas do estado inteiro. Somente as especiais foram 100, além de 40 vans transportando servidores públicos. Ao todo, são aproximadamente 25 mil pessoas reunidas na praça da Estação. Em nota ao BHAZ (leia abaixo na íntegra), o governo de Minas Gerais reconhece a necessidade da recomposição salarial. De acordo com o texto, os profissionais das Forças de Segurança “foram os primeiros a receberem o salário em dia” e o governo busca recuperar a capacidade financeira do estado. ‘Enquanto Zema não voltar atrás’, policiais continuarão buscando direitos (Acervo pessoal/Marco Antônio Bahia) Nota do governo de Minas “Desde o início da gestão atual, o Governo de Minas vem equilibrando as contas e recuperando a capacidade financeira do Estado, o que permitiu realizar o pagamento dos salários dos servidores públicos de Minas Gerais de forma integral, no quinto dia útil do mês, além da quitação do 13º salário sem parcelamentos. O Governo de Minas sabe da necessidade da recomposição salarial do funcionalismo público e tem feito todo o esforço para que a correção da inflação seja possível para todos os servidores estaduais. A atual gestão reconhece a importância dos profissionais das Forças da Segurança para o Estado. Por isso, eles receberam reajuste de 13% em 2020. Além disso, foram os primeiros profissionais a receberem o salário em dia. Continuamos em amplo processo de negociação com os representantes dessas categorias na busca de uma nova recomposição, porque sabemos que ela é necessária. A renegociação da dívida bilionária com a União, por meio do plano de recuperação fiscal, permitirá uma nova recomposição dos salários dos profissionais de segurança. Continuamos em busca de outras alternativas para fazer a reposição das perdas inflacionárias.“ Direito a greve para policiais O exercício do direito de greve, sob qualquer forma ou modalidade, é vedado aos policiais civis e a todos os servidores públicos que atuem diretamente na área de segurança pública. É obrigatória a participação do Poder Público em mediação instaurada pelos órgãos classistas das carreiras de segurança pública, nos termos do art. 165 do CPC, para vocalização dos interesses da categoria. ECN com BHAZ

Pesquisa aponta Lula com quase 9 pontos de frente sobre Bolsonaro em Minas

Mesmo com Zema tendo possibilidade e vitória já no primeiro turno, Lula tem 36,1% contra 27,7% de Bolsonaro em Minas  – Num cenário de dificuldade eleitoral em Minas Gerais, com o governador Romeu Zema (Novo) com chance de vitória no primeiro turno, o ex-presidente Lula consegue liderar pesquisa no estado, com quase nove pontos sobre Jair Bolsonaro. Lula tem 36,6% das intenções de voto contra 27,1% de Bolsonaro, em pesquisa telefônica feita pela F5 Atualiza Dados. Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do país e a esquerda e centro-esquerda estão praticamente riscadas da disputa pelo governo do Estado. Segundo a mesma pesquisa, o cenário para o Palácio da Liberdade é Zema com 46,8% das intenções de voto, seguido por Alexandre Kalil (PSD) – prefeito de Belo Horizonte – com 17,4%, André Janones (Avante), com 7,3% e Carlos Viana (MDB), que tem 3,7%. Veja o quadro da pesquisa presidencial em Minas divulgada neste domingo (20) pelo Estado de Minas: O levantamento, realizado entre 14 e 17 de fevereiro ouviu 1560 pessoas por telefone. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro de 2,5 pontos percentuais. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) sob o número MG-08290/2022.

Pesquisa F5 mostra possibilidade de vitória de Zema no 1º turno em Minas Gerais

 O favorito para conquistar a vaga do estado no Senado é Cleitinho Azevedo (Cidadania), seguido por Reginaldo Lopes (PT) O atual governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), é favorito absoluto para vencer a corrida eleitoral neste ano, mostra pesquisa telefônica encomendada pelo Estado de Minas à F5 Atualiza Dados. Ele tem chances de vencer já no primeiro turno. O levantamento, divulgado neste domingo (20), mostra Zema com 46,8% das intenções de voto, seguido por Alexandre Kalil (PSD) – prefeito de Belo Horizonte – com 17,4% e André Janones (Avante), com 7,3%. Kalil deve contar com o apoio do PT e de outras siglas de esquerda. Para a vaga de Minas no Senado, o favorito é Cleitinho Azevedo (Cidadania), que tem 10,3% das intenções de voto. Reginaldo Lopes (PT), tem 8,3%. O levantamento, realizado entre 14 e 17 de fevereiro ouviu 1560 pessoas por telefone. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro de 2,5 pontos percentuais. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) sob o número MG-08290/2022.