De frente para o colapso, vacina contra a COVID-19 opõe Zema e Kalil

Governador criticou prefeituras por ‘segurar’ imunizantes e admitiu risco de que pacientes intubados deixem a sedação por falta crítica de remédios Jornal Estado de Minas – O governador Romeu Zema (Novo) admitiu ontem o risco de que pacientes intubados saiam da sedação por falta de medicamentos, tendo em vista o nível crítico ao qual chegou a escassez de remédios nos hospitais do estado. Unidades de saúde que costumavam trabalhar com estoques para dois meses preveem prazo máximo de um a três dias de disponibilidade dos sedativos. O problema foi tratado por Zema durante entrevista em que fez um balanço sobre as medidas de enfrentamento à COVID-19 em Minas e falou sobre a campanha de vacinação. Em tom de crítica, ele afirmou que há prefeituras estocando imunizantes contra o coronavírus e apelou para que o trabalho não seja interrompido. Belo Horizonte foi uma das cidades que suspendeu a imunização no fim de semana, com o argumento de que os profissionais de Saúde necessitavam de descanso. A crítica do governador gerou resposta ontem mesmo do prefeito de BH, Alexandre Kalil. Horas depois da declaração do governador, Kalil publicou em sua conta no Twitter taxa percentual de vacinação na capital, de 13,97% da população, superior a do estado e do Brasil. A postagem foi acompanhada da frase “Esclarecimento sobre vacinação. Chega de polêmica sem planejamento”, escreveu o prefeito. Esclarecimento sobre vacinação. Chega de polêmicas sem planejamento. pic.twitter.com/bpNSsiNHHB — Alexandre Kalil (@alexandrekalil) April 8, 2021 Ainda em relação à falta de sedativos, Romeu Zema disse que além da demanda muito alta, a escassez estaria ligada à mudanca de trâmites no Ministério da Saúde. “Esta sim é uma grande preocupação. As unidades hospitalares do estado que sempre trabalharam com estoque de 60 dias ou mais, hoje, muitas delas têm estoque para um dia, dois dias ou três dias. Estamos correndo o risco de pacientes intubados acordarem porque faltou sedativo, e sabemos que isso não pode ocorrer de forma alguma”, afirmou. De acordo com Romeu Zema, o desabastecimento de sedativos ocorre devido ao fato de o Ministério da Saúde ter feito requisição administrativa desses insumos junto à indústria. Até poucas semanas atrás, cada unidade hospitalar fazia seu pedido diretamente na indústria. “Com essa requisição administrativa, o ministério passou a ter acesso a toda essa produção, e ele não tem conseguido distribuir na velocidade adequada”, afirmou. O governador disse que busca parceiros para a compra de mais sedativos. “Temos tentado importar, temos tentado outros meios, mas é um insumo que está em falta. Precisamos deixar claro, hoje a situação é crítica, e amanhã podemos ter notícias desagradáveis com relação a isso caso o fornecimento não seja normalizado”. Leia aqui a matéria completa do EM
PANDEMIA – Kalil decide prorrogar fechamento do comércio de Belo Horizonte

Lojas de roupas e outras atividades não essenciais continuarão fechadas em Belo Horizonte (foto: Edésio Ferreira/EM/D.A Press) Comitê de enfrentamento à COVID-19 se reuniu na tarde desta terça-feira (6/4) e optou pela manutenção das restrições em Belo Horizonte Em reunião na tarde desta terça-feira (6/4), o prefeito Alexandre Kalil (PSD) decidiu manter as restrições no comércio não essencial de Belo Horizonte por tempo indeterminado. A decisão ocorreu depois de encontro que inicialmente seria nesta quarta-feira (7/4), mas foi antecipado, e contou com a presença do secretário municipal de Saúde, Jackson Machado Pinto, e dos infectologistas Estevão Urbano, Carlos Starling e Unaí Tupinambás. Desta forma, a capital mineira segue apenas com o comércio essencial em funcionamento, atendendo ao decreto assinado por Kalil no mês passado. Bares e restaurantes (exceto para delivery), cinemas, feiras, escolas, lojas de vestuário, academias, eventos e parques, entre outros, não poderão abrir as portas. Aos domingos, o município continuará com padarias, supermercados e açougues fechados para evitar aglomerações. Segundo a PBH, continuarão liberados para funcionar os estabelecimentos de artigos farmacêuticos (incluindo as de manipulação), postos de combustíveis, óticas, artigos médicos e ortopédicos e o comércio de medicamentos e atendimento veterinários. Os centros de saúde e hospitais permanecerão com as portas abertas. Já o toque de recolher foi revogado por decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Em contato com o Estado de Minas, a prefeitura alega que acatará as decisões do governo de Minas. UTIs lotadas Em seu último boletim epidemiológico, Belo Horizonte conta com 98,8% de ocupação de UTIs para COVID-19. Já a ocupação de leitos de enfermaria está com 82,5%. Ambos os indicadores se mantiveram no vermelho, nível considerado o mais grave na classificação do município. O fator RT, que mensura a taxa de transmissão por infectado, caiu e está em 0,99, no nível verde. Isso quer dizer que 100 pessoas são capazes de contaminar outras 99. Via Estado de Minas
É seu Wan Dyck, se eu soubesse… * Por Gustavo (Tatá) Dumont

Se eu soubesse que aquele homem, de semblante sereno, voz baixa e sorriso fácil não seria imortal. Se eu soubesse que aquele ser de coração bom, de aperto de mão firme, não estaria para sempre entre nós. Se eu soubesse que nossas vidas perderiam parte do seu brilho. Que Bocaiuva perderia um homem que se doou por este lugar. Que perderíamos um prefeito, em que as pessoas confiavam, se sentiam seguras. Perderíamos um homem caridoso, alegre, desprovido de quaisquer vaidades. Ahh seu Wan Dyck… Se eu soubesse que a dor da saudade fosse tão forte, quebraria a lei natural da vida e partiria primeiro. Talvez os mais jovens nunca irão entender o que o homem Wan Dyck representou para este lugar . Talvez nem ele mesmo um dia soubesse. Construiu escolas, ruas, avenidas e pontes. As pontes inúmeras de madeira em tempos remotos e outras tantas de concreto. Mas a maior e melhor delas foi à ponte da união. Reconstruiu a história política unindo as pessoas com um pensamento que somente os genuínos homens públicos possuem. Com a sua partida eu não imaginava a herança que me deixas te. De saber que pelos cantos deste chão Norte Mineiro, és uma referência de retidão, dignidade e bons exemplos. Já no alto dos 90 anos, lembro bem quando era cumprimentado, principalmente pelas pessoas mais simples. Colocava a mão no meu ombro e dizia: – Fico feliz, mesmo não sendo mais prefeito e receber o carinho das pessoas. Mal sabia ele que estas pessoas é que sentiam também honradas pela sua atenção. E todas elas contavam alguma estória em que o prefeito Wan dyck, o homem, o amigo estivesse presente. E via em seus olhos o brilho, de quem passou por este plano, e cumpriu sua tarefa. Fez o bem. Somente o bem. Há quem diga, que ele foi e será o eterno prefeito. O prefeito dos prefeitos. Mas a prefeitura de portas abertas, a prefeitura onde achava o sr Wan Dyck pronto para atender, dos mais letrados aos mais humildes, essa não existe a tempos. Na verdade, o cargo de prefeito, nada mais foi do que uma ferramenta para que ele fizesse mais. Para que pudesse construir um futuro digno, onde as pessoas pudessem criar e educar seus filhos em uma terra boa. Essa terra que ele tanto amava e que tanto fez. Adversários políticos. Esse termo pra ele não existiam. Eram amigos. Todos. O respeito e a educação sempre foram a pauta principal de sua vida tanto pública quanto pessoal. No dia da sua morte, a cidade chorou. Mas chorou por inteiro. Era como se cada família de nossa cidade estivesse perdendo um ente querido. Ahhh seu Vandico, como era chamado por muitos, se eu soubesse que nunca mais as coisas seriam as mesmas. Que nunca mais veríamos o bom e velho prefeito descendo a rua com a pastinha debaixo do braço, cumprimentando as pessoas na rua, e diga se passagem, cumprimentando pelo nome. Isso ahh é uma pena, não existe mais. Se eu soubesse que tudo passaria de forma tão rápida, eu faria muita coisa diferente. Ame seus pais, abrace os, não tenham vergonha de falar o quanto eles são importantes. Ahh meu amigo, meu prefeito, meu pai….. Quanta falta você nos faz. * Jornalista
Velho Chico Vive debate os conflitos socioambientais que ameaçam o Norte de Minas

Acontecerá nessa quarta-feira (07) a segunda formação virtual do Velho Chico Vive, com um importante debate sobre os conflitos socioambientais que ameaçam a região do Norte de Minas Gerais, com a participação da Comissão Pastoral da Terra CPT, da Cáritas-MG, do Mandato Popular da Deputada Leninha e da professora da UNIMONTES, Cláudia Luz. Estudo inédito com uma matriz de riscos ambientais, elaborada a partir da análise de empreendimentos de geração de três diferentes fontes, revela que hidrelétricas apresentam maior potencial de danos ao meio ambiente que termelétricas a gás natural e usinas eólicas. O documento lançado na semana passada em evento online do Instituto Escolhas traz um guia para a incorporação da variável ambiental pelo setor financeiro, na avaliação de financiamentos para o setor elétrico e demais áreas de infraestrutura. A análise concluiu que as hidrelétricas apresentam 46 tipos de risco, listando supressão de vegetação, interferência com a pesca e atividades extrativistas e relocação involuntária de população. Leia também: Comunidades tradicionais e organizações se manifestam contrárias à construção da Barragem Formoso
Aglomeração – No pior momento da pandemia, Dom Justino autoriza missas presenciais

Arcebispo ignora a ciência e escancara as portas das igrejas para o novo coronavírus, que não para de matar seus membros. O diácono Vivaldo foi a nova vítima de Covid-19. Mesmo diante do caos provocado pela pandemia, o arcebispo de Montes Claros, Dom João Justino de Medeiros Silva, autorizou a abertura das igrejas, depois que o ministro Kassio Nunes, liberou a realização de missas e cultos religiosos em todo o Brasil. No comunicado enviado para os párocos e administradores paroquiais, Dom João Justino informa a retomada das celebrações presenciais a partir desse domingo (4), obedecendo as restrições da decisão de Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, indicado por Bolsonaro, que prevê que “sejam aplicados, nos cultos, missas e reuniões de quaisquer credos e religiões, os protocolos sanitários de prevenção, relativos à limitação de presença (no máximo, 25% da capacidade), além das medidas acima mencionadas, tais como: distanciamento social (com ocupação de forma espaçada entre os assentos e modo alternado entre as fileiras de cadeiras ou bancos), observância de que o espaço seja arejado (com janelas e portas abertas, sempre que possível), obrigatoriedade quanto ao uso de máscaras, disponibilização de álcool em gel nas entradas dos templos, aferição de temperatura, fixadas estas como balizas mínimas”. Isso, mesmo num cenário em que o clero vem perdendo a luta contra o coronavírus. Centenas de padres, freiras, diáconos e bispos que atuavam em paróquias de todo o país já morreram vítimas da doença. Na última sexta-feira (2), o diácono permanente Vivaldo dos Reis Ferreira, de Montes Claros, perdeu a luta contra o vírus. O Diácono Permanente Vivaldo dos Reis Ferreira faleceu no último dia 02 de abril, vítima de COVID. Ele estava hospitalizado há uma semana. (Foto: Arquimoc). Veja aqui a íntegra do comunicado
Agnaldo Timóteo, mineiro de Caratinga, morre com complicações da Covid, aos 84 anos

Internado em 17 de março na UTI do hospital Casa São Bernardo, no Rio de Janeiro, artista mineiro de Caratinga, 84 anos, não resistiu às complicações decorrentes do coronavírus O cantor Agnaldo Timóteo não resistiu às complicações ligadas à Covid-19 e morreu, na tarde de sábado (3), vítima do coronavírus. O óbito do mineiro nascido em Caratinga, e que completou 84 anos em outubro passado, foi confirmado pelo sobrinho, Timotinho Silva, por meio das redes sociais. Timóteo estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital Casa São Bernardo, no Rio de Janeiro, em estado grave desde 17 de março. Ele estava intubado e, nessa sexta-feira (2), familiares chegaram a pedir orações por sua recuperação. O artista já havia tomado a primeira dose da vacina contra o novo coronavírus em 15 de março, mas contraiu a doença antes de desenvolver proteção para ela. Na ocasião, Timotinho Silva disse que o artista foi imediatamente levado ao médico quando surgiram os primeiros sintomas do mal. “Ele começou a sentir certas dores e a partir disso resolvemos levar para o hospital. Ele sentia dores no corpo, estava tossindo e tremendo um pouco a mão”, disse ele em entrevista ao Cidade Alerta (RecordTV) do Rio de Janeiro. Em 2019, o cantor chegou a ficar entre a vida e a morte. Ele apresentou quadro de vômito, glicemia baixa e pressão alta após um show em Barreiras (BA) e precisou ser internado por dois meses por causa de um princípio de acidente vascular cerebral (AVC) e um quadro de infecção urinária. Timóteo chegou a ficar em coma induzido na ocasião. Relembre a história de Agnaldo Timóteo Uma série de discos de sucesso lançados na segunda metade dos anos 1970 foi suficiente para inserir Agnaldo Timóteo entre os grandes cantores populares do Brasil. Antes, demorou para emplacar. Depois, não repetiu esses êxitos e teve uma carreira errática. Depois de perseguir por anos espaços em rádios, de cidade em cidade, o mineiro nascido em Caratinga, no dia 16 de outubro de 1936, gravou um disco de algum sucesso, com título ambicioso, “Surge um Astro”, em 1965. Este e o disco seguinte eram repletos de versões em português de hits internacionais. Mas um breve estrelato veio depois, com “Obrigado Querida”, em 1967. Entre as faixas, “Meu Grito” escrita por Roberto Carlos e rapidamente instalada no primeiro lugar em paradas por todo o país. Mas os lançamentos seguintes foram fracos, embora ele ganhasse mais espaço na mídia. Em 1972, seu sucesso com a canção “Os Brutos Também Amam”, de Roberto e Erasmo Carlos, o aproximou do emergente filão da música brega. No programa de Silvio Santos, chegou a cantar essa música dentro de uma jaula com um leão. Velho e meio banguela, mas ainda assim um leão. O grande salto na carreira foi em 1975, quando ele definitivamente mirou o público do som brega. Em comparação com fenômenos de venda do gênero, como Odair José, Waldick Soriano e Reginaldo Rossi, Timóteo tinha um diferencial: o vozeirão poderoso, com tons graves que alcançavam um volume impressionante. Em shows, gostava de dispensar o microfone por um momento e exibir toda a potência da voz. Veio então o álbum “A Galeria do Amor” (1975), com uma faixa-título que se tornou hino para fãs de canções de paixões derramadas. Timóteo ia além do romantismo habitual que tocava nas rádios, com letras pesadas, sobre casos mal-resolvidos e cenas dramáticas de amor louco e ciúme doentio. Até 1978, gravou um bom disco por ano, consolidando seu nome entre os grandes vendedores de LPs: “Perdido na Noite” (1976), “Eu Pecador” (1977) e “Te Amo Cada Vez Mais” (1978). Timóteo cumpria um marketing pessoal para transmitir a imagem de grande sedutor. Abelardo Barbosa, o Chacrinha, que gostava de dar aos artistas definições engraçadas e absurdas, certa vez anunciou Timóteo em seu programa como “o homem que tem o sexo na voz”. Mas o cantor não queria ficar restrito ao brega. Já em “Eu Pecador”, arriscou gravar Dolores Duran e Tom Jobim. Em 1979, gravou o primeiro de seus dois álbuns divididos com Angela Maria, que foi sua incentivadora desde os anos 1960. Com a ascensão dos artistas nordestinos e do rock brasileiro, seu apelo popular se diluiu na década de 1980. A partir dali, a carreira não emplacou mais, e não foi por falta de tentativas diversas. Gravou álbuns dedicados a Nelson Gonçalves, canções religiosas e sertanejo, entre outros tiros sem acerto. Foi em 1982 que uma outra faceta ganhou força, contribuindo para o enfraquecimento de seu apelo musical. Timóteo se candidatou a deputado federal pelo PDT do Rio de Janeiro e foi eleito para o Congresso, com meio milhão de votos, recorde no Estado. Apesar do desempenho pífio em Brasília, tentou ser governador no Rio em 1986, mas fracassou, com 109 mil votos. No total, disputaria 12 eleições, conseguindo se eleger em mais quatro oportunidades: deputado federal (PPR) em 1994, vereador em 1996 (PPB), no Rio, e duas vezes como vereador, após mudar para São Paulo, em 2004 (PP) e 2008 (PR). Em 2012, foi acusado de fraudar o painel eletrônico da Câmara Municipal paulistana, para registrar presença enquanto estava ausente do local. Ele nunca mais se reelegeu, chegando a um resultado quase vexatório em 2016, com menos de 5.000 votos, insuficientes para mais um mandato de vereador. Nos últimos dez anos, sua discografia se concentrou mais em lançamentos de coletâneas caça-níqueis, com antigos sucessos. Em 2017, contou em entrevista que teve relacionamentos com homens. Apesar de episódios de boatos sobre essas relações durante décadas, elas foram constantemente ocultadas para manter sua imagem de solteirão mulherengo. (Com Folhapress)
Estado ignora a pobreza do Norte de Minas e deixa a região fora do programa Leite Novo

O Norte de Minas estará fora do Programa “Leite Novo”, lançado pelo Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas (Idene) em substituição ao Leite pela Vida, que tinha sido criado em 2003 no Norte de Minas e depois ampliado para toda área mineira da Sudene. O Idene informou que esse programa atenderá as famílias que vivem em vulnerabilidade social em 134 municípios do Vale do Jequitinhonha e Mucuri, sendo que 10 deles atuarão como piloto. Serão aplicados os recursos estaduais e federal de R$ 16.575.932,82 em 12 meses. A alegação para retomada do programa é o avanço da pandemia da Covid-19 e a necessidade de ações de apoio à população mais carente. O programa poderá ser ampliado para o Norte de Minas numa etapa posterior. No ano de 2003 o Idene criou o Programa Leita pela Vida, que atendeu ate 150 familias até o ano de 2014. Depois sofreu interrupções e funcionou até 2019. O novo programa tem a previsão de que sejam adquiridos e doados 6,125 milhões de litros de leite para o reforço alimentar de 10 mil crianças nas escolas e 24,5 mil famílias atendidas nos Centros de Referências de Assistência Social (Cras). A compra do produto vai beneficiar cerca de mil agricultores familiares em um ano. O Edital de Credenciamento 001/2021 está aberto até 9/4 para que cooperativas e associações interessadas se inscrevam e apresentem a documentação exigida. O antigo Programa Leite pela Vida foi interrompido em 2019, para avaliação da melhor aplicabilidade de recursos federais e estaduais investidos. Com as mudanças propostas na forma de execução, o Programa Leite Novo pretende ser um importante aliado no desenvolvimento econômico e social das regiões. A expectativa é mitigar os danos causados pela pandemia aos agricultores familiares, por meio da compra do leite in natura e da distribuição nos equipamentos públicos de alimentação e nutrição para atender à população mais vulnerável. “Sabemos das dificuldades que muitas famílias estão passando, por isso o Idene retoma o programa do leite após revisão completa daquele que existia”, afirma o diretor-geral do instituto, Nilson Borges. O Idene abrange 258 municípios, enquanto a Diretoria Regional dos Vales compreende 134 dessas cidades. Grande parte delas apresenta Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) abaixo de 0,6, valor considerado baixo. Esse indicativo foi o que orientou a elaboração do edital. Após a consolidação do Leite Novo, há possibilidade de que o programa seja ampliado e se estenda aos demais municípios da área de abrangência do Idene, desde que haja disponibilização de mais recursos, conforme o diretor técnico do instituto, Onésimo Diniz. Via Jornal Gazeta
Zema ignora a verdade e a paz ao recusar assinar manifesto contra agressões e fake news

Governador de Minas não assinou carta em que governadores pediram providências a Bolsonaro sobre ataques – (foto: Alan Santos/PR) Documento foi assinado por 16 governadores, entre eles, Ronaldo Caiado, de Goiás, aliado do presidente Jair Bolsonaro Um manifesto assinado por governadores foi divulgado nesta segunda-feira (29/3), repudiando agressões e fake news contra chefes de Executivo estaduais. O documento teve adesão de 16 governadores, entre eles, Ronaldo Caiado (DEM), de Goiás, aliado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Romeu Zema (Novo), representante de Minas Gerais, não assinou. Na carta, os governadores demonstraram preocupação com a “crescente onda de agressões e difusão de fake news que visam a criar instabilidade institucional nos estados e no país”. Eles pediram para que Bolsonaro e o Congresso Nacional tomem medidas para conter os ataques. Os governadores pediram paz para prosseguirem com os trabalhos e disseram, na carta, que há uma tentativa de “estimular motins policiais”. ”Os Estados e todos os agentes públicos precisam de paz para prosseguir com seu trabalho, salvando vidas e empregos. Estimular motins policiais, divulgar fake news, agredir governadores e adversários políticos são procedimentos repugnantes, que não podem prosperar em um país livre e democrático.” Os “motins” citados pelos governadores passam pelas críticas de bolsonaristas ao governador da Bahia, Rui Costa (PT), pela ação que resultou na morte de um soldado da Polícia Militar (PM), que teve um surto e efetuou disparos no Farol da Barra, um dos pontos turísticos de Salvador. Os ataques foram seguidos de afirmações – não comprovadas – de que o PM teria se recusado a “prender trabalhadores”. Em nota, o governo de Minas afirmou que “Zema acredita que o momento é de união em torno de soluções no combate à pandemia” e que o chefe do Executivo estadual vem participando de reuniões com todos os poderes. A resposta diz, ainda, que: “Para o governador, a atuação direta tem mais eficácia do que assinatura de cartas” e que “embates políticos devem ficar em segundo plano, com foco na solução de problemas”. Veja, na íntegra, a carta dos governadores Carta dos governadores: queremos verdade e paz! Os governadores manifestam sua indignação em face da crescente onda de agressões e difusão de fake news que visam a criar instabilidade institucional nos estados e no país. Vivemos um período de emergência na saúde, e a vida de todos os brasileiros está em grave risco. Os governadores, juntamente com os servidores públicos e profissionais do setor privado, estão lutando muito para garantir atendimento de saúde e apoio social à população. Enquanto isso, alguns agentes políticos espalham mentiras sobre dinheiro jamais repassado aos estados, fomentam tentativas de cassação de mandatos, tentam manipular policiais contra a ordem democrática, entre outros atos absurdos. Registramos especialmente o nosso protesto quando são autoridades federais, inclusive do Congresso Nacional, que violam os princípios da lealdade federativa. Conclamamos o Presidente da República, os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, bem como o presidente do Supremo Tribunal Federal, para que adotem todas as providências de modo a coibir tais atos ilegais e imorais. Os Estados e todos os agentes públicos precisam de paz para prosseguir com o seu trabalho, salvando vidas e empregos. Estimular motins policiais, divulgar fake news, agredir Governadores e adversários políticos, são procedimentos repugnantes, que não podem prosperar em um país livre e democrático. Finalmente, sublinhamos a nossa gratidão a todos os servidores públicos e profissionais que têm atuado incessantemente para vencermos a pandemia. Merecem especial destaque as forças policiais, que têm a nossa solidariedade e apoio em relação a reivindicações justas quanto à vacinação, pleito em análise no âmbito do Ministério da Saúde pela Comissão Intergestores Tripartite – CIT. Brasília, 29 de março de 2021. Assinam esta carta: RUI COSTA Governador do Estado da Bahia FLÁVIO DINO Governador do Estado do Maranhão HELDER BARBALHO Governador do Estado do Pará PAULO CÂMARA Governador do Estado de Pernambuco JOÃO DORIA Governador do Estado de São Paulo RONALDO CAIADO Governador do Estado de Goiás MAURO MENDES Governador do Estado de Mato Grosso EDUARDO LEITE Governador do Estado do Rio Grande do Sul CAMILO SANTANA Governador do Estado do Ceará JOÃO AZEVÊDO Governador do Estado da Paraíba RENATO CASAGRANDE Governador do Estado do Espírito Santo WELLINGTON DIAS Governador do Estado do Piauí FÁTIMA BEZERRA Governadora do Estado do Rio Grande do Norte BELIVALDO CHAGAS Governador do Estado de Sergipe REINALDO AZAMBUJA Governador do Estado de Mato Grosso do Sul WALDEZ GOÉS Governador do Estado do Amapá Com Jornal Estado de Minas
Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão da garagem da Saritur/Transnorte

Os empresários e irmãos Rômulo e Robson Lessa, donos da empresa de transportes Saritur, que adquiriram a empresa de ônibus Transnorte, em Montes Claros, prestaram depoimento na tarde desta segunda-feira (29) na sede da Polícia Federal, em Belo Horizonte, durante três horas e meia. Eles são suspeitos de terem sido os responsáveis por organizar a vacinação clandestina de políticos e empresários mineiros contra a Covid-19, na noite do dia 23 de março, dentro de uma garagem da empresa, no bairro Caiçara, na região Nordeste da capital. O esquema veio à tona em uma reportagem publicada pela revista piauí, na última quarta-feira, dia 24. Leia também PSB denuncia ao Ministério Público empresários acusados de furar fila da vacina Os dois compareceram espontaneamente à sede da PF, acompanhados de um advogado. De acordo com uma fonte ligada às investigações, o conteúdo das mensagens trocadas nos celulares dos empresários e da esposa de Rômulo já foi analisado. Existe a suspeita de que a vacinação foi combinada e tudo indica que os suspeitos teriam importado as vacinas e pagaram R$ 600 por cada uma, sem a posterior doação para o SUS, conforme foi relevado pela Piauí. Além disso, a polícia já identificou as 57 pessoas que constavam em uma lista apreendida pelos policiais federais durante a operação Camarote, realizada na última sexta-feira, na garagem de uma das empresas ligadas à Saritur. Todas são suspeitas de terem sido vacinadas irregularmente e ainda serão intimadas para prestarem esclarecimentos. Durante as buscas, os agentes também tiveram acesso a uma postagem feita em uma rede social pela filha de um funcionário da Saritur, em que ela dizia “acordei com a notícia de que eu vou ser imunizada. Meu pai simplesmente comprou a vacina do Covid pra mim”. A jovem, que já apagou o conteúdo da mensagem, também deve ser intimada para prestar depoimento. A Polícia Federal trabalha com três linhas de investigação. A primeira seria a importação irregular dos imunizantes de procedência de países da América do Sul; a segunda linha é o possível desvio das vacinas, encaminhadas pelo Ministério da Saúde, de alguma unidade do Estado e a última hipótese é a possibilidade de fraude, caso as vacinas sejam falsas. Os agentes da PF ainda estão fazendo outras diligências e o prazo inicial para a conclusão do inquérito é de 30 dias. Procurada pela reportagem de O Tempo, a Saritur não se manifestou sobre a presença de Rômulo e Robson Lessa na sede da Polícia Federal. Durante o cumprimento dos seis mandados de buscas e apreensão executados pela PF na operação Camarote, a empresa afirmou que os nomes citados na reportagem da revista Piauí não fazem parte de seu corpo societário. “O assunto tratado na matéria é de total desconhecimento da diretoria”, diz o comunicado. Com informação do jornal O Tempo
ALMG propõe feriadão na semana que vem para conter avanço da pandemia em Minas

Presidente da Assembleia Legislativa, Agostinho Patrus, é o autor da proposta Ideia é emendar a Sexta-Feira Santa com o fim de semana, segunda, terça e quarta (7) A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) convocou reuniões extraordinárias para esta terça-feira (30). O objetivo é votar um projeto de lei que propõe antecipar três feriados do Dia de Tiradentes (de 2021, 2022 e 2023) para a próxima segunda-feira (5), terça-feira (6) e quarta-feira (7), respectivamente. Normalmente, o Dia de Tiradentes é comemorado no dia 21 de abril. A proposta foi elaborada em conjunto pelos deputados com o governo de Romeu Zema (Novo). Dessa forma, os mineiros ficariam seis dias em casa: da sexta-feira santa (2) até a quarta-feira (7). Em alguns casos a pausa pode ser maior, já que a quinta-feira (1º) é considerada ponto facultativo em Minas Gerais. “Minas Gerais passa hoje por um cenário de guerra, com um alarmante índice diário de mortes, o que exige dos Poderes Estaduais a adoção de medidas ainda mais enérgicas de combate à pandemia”, afirma nota conjunta divulgada pelo Governo de Minas e pela Assembleia Legislativa. “Com a permissão de alteração das datas dos feriados, [o projeto pretende] colaborar nas medidas de distanciamento social, que, além da vacinação e associadas às demais medidas não farmacológicas, são, até o momento, as estratégias mais efetivas para a redução da velocidade de contágio e de óbitos pela Covid-19”, justificou o presidente da ALMG, Agostinho Patrus (PV). A proposta foi apresentada nesta segunda-feira (29) e já vai ser votada nesta terça-feira (30), um indicativo da urgência dos deputados estaduais em ajudar a conter o avanço da Covid-19. A programação é que às 10h da manhã desta terça-feira seja realizada uma reunião especial para debater a proposição. Os deputados terão até o meio-dia para apresentar emendas. A votação deve ocorrer à tarde, após o relator, André Quintão (PT), emitir seu parecer sobre o projeto. Também está convocada uma reunião extraordinária para às 20h, o que é uma medida de segurança para garantir que o projeto seja votado nesta terça (30). Normalmente, um projeto demora semanas e até mesmo meses para ser aprovado. Após a eventual aprovação, é necessário que o governador Romeu Zema (Novo) sancione a proposição. Como ele participou da elaboração do texto, a tendência é que não haja nenhum obstáculo à sanção dele. Projeto também facilita contratação de servidores para linha de frente Outro ponto do projeto de lei 2.591/2021 é dar mais ferramentas para que o governo Zema contrate mão de obra para a linha de frente do enfrentamento à Covid-19. A ideia é permitir que o governo possa convocar profissionais de saúde voluntários, desde que eles sejam habilitados a atuar no combate à pandemia e também autorizar a contratação de estudantes da área de saúde como estagiários. Outra permissão proposta é que o governo estadual possa contratar de forma temporária profissionais da área de saúde que estejam aposentados. A justificativa para essa flexbilização na contratação de mão de obra é que a Fhemig abriu vários chamamentos públicos para contratar profissionais de saúde e mesmo assim não conseguiu contratar número suficiente de trabalhadores. Além disso, quem está na linha de frente atualmente está exausto. “Diante da gravidade desse contexto, o projeto de lei ora apresentado tem o intuito de contribuir para solucionar as dificuldades na contratação de profissionais de saúde e permitir a utilização de toda a mão de obra disponível para o enfrentamento da pandemia no Estado”, explica Agostinho Patrus (PV). Via Jornal O Tempo