Norte de Minas cria associação para fomentar turismo

Os municípios do Norte de Minas participarão hoje, em Belo Horizonte, de reunião organizada pela Federação dos Circuitos Turísticos de Minas Gerais (Fecitur), quando aproveitarão para criar a Associação dos Gestores Municipais de Turismo do Norte de Minas, a ser empossada no dia 13, durante encontro em Grão Mogol. A iniciativa é do turismólogo montes-clarense Ítalo Bichara, que é funcionário do Ministério do Turismo e está fazendo diagnostico sobre o fomento da atividade turística na região. Ele anunciou a criação do Observatório do Turismo do Norte de Minas. A criação da Associação dos Gestores, segundo Ítalo Bichara, é uma forma de unir todos dirigentes municipais para incrementar o turismo no Norte de Minas. Ele lembra que muitas pessoas estão desalentadas, pois o turismo não tem o apoio que precisaria em cada município. Por isso, o foco é buscar os resultados necessários. A prioridade absoluta é viabilização o tombamento do Parque Nacional Caverna do Peruaçu, como Patrimônio Natural da Humanidade, pela Unesco. No mês de janeiro uma missão do Norte de Minas também estará em Maceió, para conhecer como a capital alagoana implantou o projeto que aumentou a quantidade de turistas. Com informação do jornal Gazeta

Governo Zema faz propaganda milionária para vender Regime Fiscal ao povo mineiro

Não só a capital, mas todo o estado de Minas está sendo invadido por propaganda do governo Zema. Dez meses após a posse, o governador faz a sua primeira grande campanha publicitária, com o objetivo de convencer a população sobre a necessidade de adesão ao Regime de Recuperação Fiscal, programa federal de socorro aos estados. São anúncios na TV, rádio, em bancas de jornais e pontos de ônibus espalhados por BH – uma mídia tradicional que Zema tanto criticou e à qual agora se rende. As peças defendem a proposta de recuperação fiscal anunciada pelo governo Zema como única alternativa para sanear as contas do Estado. Estranhamente, não há uma ação tão forte na mídia digital, que foi tão importante para a eleição do governador e seu grande meio de comunicação com os eleitores nos primeiros meses de mandato. Nas contas oficiais do governo nas redes sociais estão apenas as publicações do lançamento do programa “Todos por Minas”, que deu início ao plano em 9 de outubro. A reportagem de Os Novos Inconfidentes questionou o governo sobre o valor investido e a proporção da campanha. O subsecretário de Comunicação, Roberto Bastianetto, afirmou que as questões apresentadas pelo site devem ser respondidas na terça-feira (29/10). Apesar de não ter divulgado o valor da ação, esse é um investimento vultoso, na ordem de milhões de reais, segundo fonte do ramo da publicidade. “É uma campanha de grande proporção, já que o governo precisa e quer chegar ao ouvido de todos os mineiros. A campanha investe em diversos meios de mídia e por todo o estado”, afirmou o publicitário.

Ministério Público exige solução para lixo no Norte de Minas

O promotor Daniel Ornelas, coordenador regional de Meio Ambiente, se reuniu com vários prefeitos do Norte de Minas, na sede do Ministério Público em Montes Claros, quando deu prazo de quatro meses para as Prefeituras apresentarem um projeto de tratamento do lixo coletado em cada cidade, definindo o seu encaminhamento correto. O secretário-executivo do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável do Norte de Minas (Codanorte), Enilson Francisco participou da reunião, quando anunciou que nos dias 13 e 14 apresentará a proposta. A pretensão é que seja instalada unidade em Brasília de Minas, Coração de Jesus e Japonvar, para depois trazer o lixo até o Aterro de Mimoso, que é o único particular em Montes Claros. O Ministério Público promoveu a reunião com os prefeitos de Campo Azul; Coração de Jesus; Engenheiro Navarro; Ibiaí; Ibiracatu; Japonvar; Lagoa dos Patos; Lontra; Mirabela; Patis; Ponto Chique; São João da Lagoa; São João da Ponte; São João do Pacuí; Ubaí; e Varzelândia, quando mostrou que encerrou o prazo do programa Minas Sem Lixão, cabendo a cada município definir o direcionamento a ser dado. Os prefeitos de Coração de Jesus e Engenheiro Navarro mostraram dificuldades de cumprir as exigências, nesse momento de crise financeira. Texto e foto: Girleno Alencar – Jornal Gazeta

Professor cobra cumprimento de acordo de greve

Demanda prioritária para os professores da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), a implementação da carreira foi um dos assuntos discutidos por representantes da Associação dos Docentes da Unimontes (Adunimontes) com a subsecretária de Estado de Ensino Superior, Augusta Fagundes, em encontro realizado em Belo Horizonte, semana passada. A carreira é um dos principais pontos do acordo celebrado entre categoria e governo. Foi a condição estabelecida para o fim da greve de 2016, não cumprida pelo Estado. Em 2018, os professores voltaram a fazer uma paralisação para pressionar pelo cumprimento. O plano de carreira foi elaborado por um grupo de trabalho composto por representantes da Adunimontes, Reitoria, Governo do Estado e Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg). Leia também: – Unimontes tenta revogar resolução que garante dedicação exclusiva a professores – Adunimontes denuncia evasão de doutores – Adunimontes repudia propostas de Zema e pede apoio dos deputados Ele prevê as incorporações das gratificações de Desempenho da Carreira de Professor de Ensino Superior (GDPes) e de incentivo à Docência (GID) – o “Pó de Giz”  –  no vencimento básico; além do aumento da porcentagem da Dedicação Exclusiva (DE) de 40 pra 50%. As partes buscam alternativas para a efetivação da carreira, pois o governo alega barreira imposta pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A Justiça já julgou o mérito em favor da Adunimontes. Foram discutidas as manutenções das DE`s  e a sistemática de novas concessões pelo Conselho Universitário (Consu), conforme previso em lei, e das  jornadas estendidas, bem como da garantia do transporte aos professores que lecionam nos campi da Unimontes em outros municípios. A presidente da Adunimontes, Ana Paula Thé, informou que a subsecretária se comprometeu a discutir as questões com outras instâncias do governo  e a marcar novo encontro para dar continuidade às negociações. Publicidade Endereço: Rua São Geraldo, nº 56 Todos os Santos, Montes Claros/MG – CEP: 39400-140 Telefones: (38) 3221-7259 – 3212-5320 – 3221-5328 – 3212-3221

Norte de Minas fica sem R$10,5 milhões de ICMS e Amams aciona municípios

Os municípios do Norte de Minas perderão R$10.537.235,96 de recursos do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), sendo que a primeira parcela de R$1.537.235,96 foi descontada na cota do dia 15 de outubro passado. O caso preocupa a Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene, pois a retirada dos recursos ocorreu com base em decisão liminar da Justiça de Uberlândia para o próprio município, em ação movida para inclusão do Imposto de Propriedade Industrial (IPI) no repasse do ICMS. O presidente da AMAMS, Marcelo Félix, prefeito de Januária, explica que está acionando todos os prefeitos para entrarem na ação judicial, visando reverter à situação. Os municípios podem recorrer até o dia 29 e a AMAMS dará suporte aos municípios. O presidente Marcelo Félix, explica que a retirada de R$10 milhões nos cofres públicos municipais causa um impacto muito grande, pois desde 2017 que as Prefeituras ficaram sem receber o ICMS retido pelo Estado e agora ainda vem esse contingenciamento por ordem judicial, quando os municípios estão se esforçando para pagarem o 13º salário dos servidores. O maior dano ocorreu em Montes Claros, que perdeu R$578.675,53 por parcela, dando um total de R$5.786.755,30, Pirapora com R$140.360,57, dando um total de R$1.403.605,70, Várzea da Palma com parcelas de R$79.456,58 e que totalizam R$794.565,80. O setor de convênios da AMAMS levantou os dados de R$10.543.833,14 e alerta, ainda, que esses valores da retenção poderão ser aumentados ainda mais, tendo em vista que serão feitos levantamentos dos anos anteriores. No total, 952 municípios mineiros estão perdendo R$524.072.5545,40 para Uberlândia, com esse valor dividido em 10 parcelas. A primeira parcela foi retirada no dia 15 de outubro passado. Uberlândia recebeu de imediato, R$50.863.421,93 por causa dessa ação judicial. Na nota técnica expedida, a Secretaria Estadual da Fazenda explica que “a Resolução nº 5.286 de 30/08/2019 (MG 03/09/2019) realizou alterações nos índices do Valor Adicionado Fiscal – VAF, nos anos base de 2016 e 2017, que afetarão os repasses realizados de janeiro de 2018 a dezembro de 2019. Essa alteração decorreu de decisão proferida pela 2ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias da Comarca de Uberlândia, nos autos do processo nº 5007851-35.2019.8.13.0702, deferindo o pedido de tutela de urgência do Município de UBERLÂNDIA, no sentido de determinar o afastamento da vedação da inclusão da parcela do IPI na apuração do VAF”. “Em relação ao recálculo dos repasses realizados entre janeiro de 2018 e agosto de 2019, ainda se decidirá sobre os modos operantes de como realizar tal operação, visto o caos financeiro que poderá ser instalado em muitos municípios em virtude destas alterações. Ressaltam-se ainda os problemas de retenção de repasse ocorridos em 2018 até janeiro de 2019, gerando aquele grande acordo articulado pela Associação Mineira de Municípios (AMM). Com as alterações nos índices publicados pela Resolução nº 5.286, os valores definidos no referido acordo deverão ser todos revistos”. “Como os efeitos da decisão cautelar referem-se somente ao Município de Uberlândia, observa-se que tal Município ganha uma maior fatia na repartição dos 25% de ICMS, em detrimento dos demais 852 municípios. Além disso, temos ainda a destacar que o afastamento da vedação da inclusão da parcela do IPI na apuração do VAF poderá ser benéfico para alguns municípios e maléfico para outros. Com essa regra, municípios com maior poder industrial poderão ser mais beneficiados em detrimento daqueles de baixa característica industrial”. “Cumpre destacar ainda que tal decisão cautelar criou uma regra específica de calcular o VAF somente para o Município de Uberlândia, gerando, matematicamente, uma desigualdade sem precedência. Os impactos do recálculo referentes aos repasses anteriores ainda serão discutidos. Contudo, para os meses de setembro a dezembro de 2019 as alterações já estão vigentes” Via Jornal Gazeta

Unimontes tenta revogar resolução que garante dedicação exclusiva a professores

 Categoria também protesta contra o fim da jornada estendida Professores da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) vivem clima de apreensão com a tentativa da reitoria de revogar resolução de 2016 em que o Conselho Universitário (Consu) concede a vários professores o regime de Dedicação Exclusiva (DE) à Universidade. O parecer da Procuradoria da Unimontes, que recomenda a anulação da resolução, seria discutido pelo Consu dia 25 de setembro, mas um problema jurídico provocou o adiamento da reunião, ainda sem data para ocorrer. A presidente da Associação dos Docentes da Unimontes (Adunimontes), professora Ana Paula Thé, lembra que o regime de dedicação exclusiva é comum nas universidades públicas brasileiras como importante política para produção de conhecimento comum, público à sociedade. A DE é a possibilidade que qualquer docente tem para se dedicar de forma exclusiva às atividades da universidade, sem compromissos de trabalho em outra instituição. É a oportunidade de a universidade ter seu corpo docente sempre à disposição para atender as demandas contínuas de ensino, pesquisa, extensão e gestão em departamentos, colegiados, conselhos, comissões etc. Usando o argumento da Lei de Responsabilidade Fiscal, o governo do Estado se negou a pagar a concessão da Dedicação Exclusiva desde sua publicação em 2016. A Adunimontes impetrou recurso ao Consu, que ainda não o apreciou, o que fere o seu regimento vigente. Os professores denunciam uma série de ataques à carreira docente na Unimontes. “Em apenas 10 meses de gestão a reitoria já deu mostras do teor de sua política universitária. Os representantes do governo Zema na Unimontes assumiram fervorosamente sua política de cortes no ensino superior e anunciam mais uma investida perversa contra a categoria”, protestou o vice-presidente da entidade, Rafael Baioni. Jornada Estendida – A direção da universidade também está atingindo com burocracias a jornada estendida, o que pode impedir sua manutenção, principalmente por professores vinculados à pós-graduação, promotores de pesquisa no Norte de Minas.Os professores efetivos que só dão aula na graduação são submetidos a um contrato de sobre-exploração do trabalho docente, com um aumento de carga horária didática. “Esses professores estão com suas condições de trabalho precarizadas e não têm reajustes salariais há 8 anos”, revela Ana Thé.De acordo com ela, esses profissionais assumem mais atividades por um valor que representa menos da metade do que deveria ser pago pelo Estado num contrato de carga horária completa normal. “Nos manteremos mobilizados pela manutenção dos direitos adquiridos pelos professores. Pretendemos realizar um ato em defesa da DE, da carreira docente e do financiamento público das universidades estaduais”, informou. Para a representação dos professores, a tentativa da reitoria de revogar uma resolução do Conselho não só abre o perigoso precedente para que outras resoluções sejam revogadas e os conselhos universitários fiquem completamente desmoralizados, como também faz parte da atitude servil que a reitoria da Unimontes estabeleceu com o Governo no intuito de atender a todas as exigências de cortes já anunciadas no inicio do ano. “A Adunimontes repudia veementemente essa manobra política da reitoria da Unimontes”, diz nota da Associação. “Uma universidade que pretende se manter em crescimento como instituição séria não pode lançar mão de expedientes perversos contra seu corpo docente. Uma gestão séria e comprometida com a universidade deveria se esforçar por ampliar as concessões de Dedicação Exclusiva, a bem da qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão; disputar com o governo os recursos necessários à melhoria das condições de trabalho de professores (as) e servidores (as); se unir ao seu corpo docente na luta pela implementação de uma carreira decente e justa, ao invés de confiscar seus direitos e dificultar a permanência de pesquisadores (as) na universidade”, continua a nota. “A Adunimontes, diante dessa política vingativa da reitoria contra o corpo docente da universidade, reitera seu compromisso de continuar lutando em defesa de tudo o que foi conquistado por esforço dos (as) professores (as) em sucessivas greves e negociações com vários governos. Somos radicalmente contra a revogação da resolução que aprova a concessão da DE para os (as) professores (as) e reivindicamos a abertura de negociação da reitoria com o governo para que o Estado comece a pagar pela Dedicação Exclusiva, aprovada no Consu e publicada no Diário Oficial”, finaliza. Com Assessoria de Comunicação da Adunimontes – Foto: Divulgação Endereço: Rua São Geraldo, nº 56 Todos os Santos, Montes Claros/MG – CEP: 39400-140 Telefones: (38) 3221-7259 – 3212-5320 – 3221-5328 – 3212-3221

No dia do professor, vereadores de BH aprovam a lei da mordaça

Belo Horizonte é a primeira capital a aprovar o Escola sem Partido – Projeto deve ser votado em segundo turno na Câmara Municipal no ano que vem. População foi impedida de acompanhar a votação – A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou na segunda-feira 14, em primeira votação, o projeto de Lei Escola sem Partido. Foram 25 votos favoráveis, 8 contrários e nenhuma abstenção. A votação aconteceu a portas fechadas, sem a participação da população. A cidade é a primeira capital do Brasil a aprovar o tema. O texto, de autoria da bancada religiosa e assinado por 21 vereadores, ainda passará por comissões temáticas na casa para avaliação de emendas e deve ser votado em segundo turno em 2020. O projeto prevê que a atividade docente se dê com base em neutralidade política, ideológica e religiosa, sob a justificativa de que “professores e autores de livros didáticos vêm se utilizando de suas aulas para tentar obter a adesão de estudantes a determinadas correntes políticas e ideológicas” e “para fazer com que eles adotem padrões de julgamento e de conduta moral – especialmente moral sexual – incompatíveis com os que lhes são ensinados por seus pais ou responsáveis”, diz o PL. Uma das regras decorrentes é que as escolas exponham cartazes nas salas de aula e salas dos professores com os deveres dos docentes. O vereador Arnaldo Godoy (PT), um dos que votaram contra o projeto, lamenta, sobretudo, a postura da presidência da Câmara de impedir a participação de professores e alunos na votação de uma pauta que os atinge diretamente. “A proposta vem para engessar a educação, proibir o debate e a diversidade dentro da escola”, coloca. O vereador retomou o ocorrido no colégio Loyola, em Belo Horizonte, como exemplo dos prejuízos que a proposta traz à educação. A escola anulou uma prova de Língua Portuguesa realizada com alunos do 2º ano do Ensino Médio, por conta de um texto do ator e escritor Gregório Duvivier com críticas ao governo de Jair Bolsonaro (PSL). A prova também trazia uma outro texto, do cientista político e doutor pela Universidade de Oxford Mathias Alencastro, que fazia críticas ao governo do PT. A escola decidiu anular a prova após familiares apoiadores do governo procurarem a instituição colocando a sua insatisfação. A medida gerou revolta entre os estudantes. “Isso é a mordaça que dizemos”, declarou Godoy. “Não se vai poder discutir política, sexualidade, educação sexual. Veja só o quanto a ideia dos cartazes com os deveres dos professores cerceia a criatividade deles, os intimidam. Defendemos uma educação livre, diversa, transversal e ampla”, coloca o vereador, que entende ainda que o programa traz uma concepção elitista e excludente ao sobrepor os direitos das famílias aos das escolas. O parlamentar aposta que, em segundo turno, a bancada religiosa deve ter mais dificuldades de aprovar a matéria. “O nosso sentimento é de vitória porque a cidade se mobilizou acerca do tema. Esse processo tem um caráter eleitoreiro mais do que tudo, mas nos mostra quem são os vereadores que querem uma sociedade fechada, canhestra, homofóbica, racista e misógina.” O prefeito da cidade, Alexandre Kalil (PSD) chegou a declarar no mês passado, durante abertura da Semana Municipal de Educação, que o Escola sem Partido “é um assunto idiota e estúpido”. No ano passado, o Supremo Tribunal Federal adiou o julgamento de uma lei estadual de Alagoas, batizada de Escola Livre, que se assemelha ao Escola sem Partido. Aprovada em 2016, a lei alagoana proíbe “a prática de doutrinação política e ideológica” nas instituições estaduais sob o princípio do “direito dos pais a que seus filhos menores recebam a educação moral livre de doutrinação política, religiosa ou ideológica”. Em 2017, o ministro Luís Roberto Barroso tinha suspendido a lei, sob a justificativa de que cabe apenas à União legislar sobre diretrizes e bases da educação. O ministro também levou em conta os direitos à educação e ao pluralismo de ideias e à liberdade de ensinar. Falta o plenário do STF, composto pelos 11 ministros, deliberar sobre o caso, podendo referendar ou não a decisão do relator. Veja como votaram os vereadores SIM Álvaro Damião (DEM) Autair Gomes (PSC) Bim da Ambulância (PSDB) Catatau do Povo (PHS) Coronel Piccinini (PSB) Eduardo da Ambulância (Podemos) Elvis Côrtes (PHS) Fernando Borja (Avante) Fernando Luiz (PSB) Flávio dos Santos (Podemos) Henrique Braga (PSDB) Irlam Melo (PL) Jair Di Gregório (PP) Jorge Santos (Republicanos) Julinho Los Hermanos (Avante) Maninho Félix (PSD) Marilda Portela (Republicano) Mateus Simões (Novo) Orlei (Avante) Pedrão do Depósito (Cidadania) Professor Juliano Lopes (PTC) Ramon Bibiano da Casa de Apoio (MDB) Reinaldo Gomes (MDB) Wellington Magalhães (DC) Wesley Autoescola (PRP) NÃO Bella Gonçalves (PSOL) Cida Falabella (PSOL) Pedro Patrus (PT) Arnaldo Godoy (PT) Gilson Reis (PCdoB) Pedro Bueno (Podemos) Edmar Branco (Avante) Gabriel (Sem Partido) AUSENTES Carlos Henrique (PMN) César Gordin (PHS) Hélio da Farmácia (PHS) Léo Burguês de Castro (PSL) Ronaldo Batista (PMN) Via Carta Capital

Câmara de BH recebe pedido de cassação de presidente por uso de carro e segurança

 Segundo a denúncia, Nely Aquino fez uso irregular da estrutura do Legislativo fora das dependências da Casa Em meio a um clima tenso por causa da discussão do projeto “Escola sem partido”, um novo pedido de cassação foi protocolado na Câmara Municipal. Desta vez, o alvo é a presidente da Casa, vereadora Nely Aquino (PRTB), acusada de cometer improbidade administrativa por usar a estrutura de segurança e transporte do Legislativo fora das suas dependências. A advogada Glaucinara Campos, autora do pedido, disse que pediu apenas esclarecimentos e averiguações sobre o uso de bem público e que não tem nada pessoal contra Nely. Segundo a acusação, ela usou o carro oficial para buscar o filho na escola. Ainda segundo ela, a cassação ocorrerá se ela de fato tiver usado irregularmente a estrutura da Câmara. “Cito essas consequências mas não estou requerendo cassação ou perda de mandato. A Justiça que tem esse dever e poder de investigar”, afirma. O caso tem relação com o vídeo enviado à presidente da Casa na véspera da sessão que cassou o mandato do então vereador Cláudio Duarte pela prática de rachadinha. O material mostrava o filho de Nely em um carro acompanhado por segurança e motorista da Câmara. Ameaças Nely acionou a polícia dizendo se tratar de uma ameaça contra a vida do filho. “Estou muito nervosa pra falar a respeito, mas minha família vem sofrendo ameaças e, hoje, na véspera do processo de cassação, recebi vídeos onde meu filho de 6 anos era monitorado, apesar das providências tomadas. Peço a Deus neste momento pelos meus”, registrou no Instagram no dia. No mesmo dia, o vice-presidente da Câmara, Jair di Gregório, recebeu um áudio dizendo que queriam explodi-lo. Na sexta-feira passada, a polícia apresentou a conclusão do inquérito no qual entendeu que não houve ameaça contra Nely, mas somente contra Jair. De acordo com os policiais, a vereadora pode ter se sentido ameaçada, mas o autor do envio do vídeo disse que sua intenção era expor o suposto uso irregular da estrutura da Câmara pela presidente. Ainda segundo os policiais, o caso do uso dos funcionários do Legislativo está sendo investigado pelo Ministério Público, mas durante o inquérito a Câmara informou que Nely tinha prerrogativa para garantir a segurança de seus familiares por causa de ameaças anteriores. A assessoria da Câmara informou que houve o pedido de cassação e que ele será analisado pela Procuradoria da Casa, que emite parecer pela aceitação ou arquivamento. Disse ainda que Nely “vai se posicionar somente após votação para manter a neutralidade no processo”.

Para proteger Aécio e Temer, gangue da Lava Jato inventou denúncia contra Lula

 Nova Vaza Jato aponta que Lava Jato usou denúncia contra Lula para “criar distração” O mais recente capítulo da Vaza Jato, publicado nesta madrugada pelo Intercept, revela que procuradores da força-tarefa da Lava Jato decidiram denunciar o ex-presidente Lula no caso do sítio de Atibaia (SP), no momento em que a Procuradoria-Geral da República era questionada pelos áudios da JBS que apontavam para Michel Temer e Aécio Neves. “Vamos criar distração”, disse o procrurador Carlos Fernando Lima – “Procuradores da Lava Jato no Paraná programaram a divulgação da denúncia contra Luiz Inácio Lula da Silva no caso do sítio em Atibaia fazendo um cálculo corporativista e midiático. Em maio de 2017, eles decidiram publicar a acusação numa tentativa de distrair a população e a imprensa das críticas que atingiam Procuradoria-Geral da República na época, mostram discussões travadas em chats no aplicativo Telegram entregues ao Intercept por uma fonte anônima”, aponta reportagem do jornalista Rafael Neves, publicada nesta segunda-feira no Intercept, no novo capítulo da Vaza Jato. “À época, a equipe do então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, estava sob bombardeio por causa de um áudio vazado da colaboração premiada dos executivos do conglomerado JBS que atingia em cheio o presidente Michel Temer. Havia suspeitas de que o material havia sido editado. Meses depois, problemas mais graves – como o jogo duplo do procurador Marcelo Miller, que recebeu R$ 700 mil para orientar a JBS – levaram o próprio Janot a pedir que o acordo fosse rescindido”, aponta ainda o jornalista. A denúncia do sítio já estava pronta para ser apresentada em 17 de maio de 2017, dia em que o jornal O Globo publicou reportagem acusando Temer de dar aval a Joesley para a compra do silêncio do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, do MDB. Diante da notícia, que caiu como uma bomba em Brasília, o coordenador das investigações no Paraná, Deltan Dallagnol, decidiu adiar o oferecimento e a divulgação da acusação contra Lula, inicialmente programadas para o dia seguinte. Os procuradores esperavam que viesse a público o quanto antes um laudo da Polícia Federal sobre o áudio. Foi durante essa discussão que Santos Lima expôs seu plano no grupo Filhos do Januario 1, restrito aos integrantes da força-tarefa: “Quem sabe não seja hora de soltar a denúncia do Lula. Assim criamos alguma coisa até o laudo”. Após seu chefe, Deltan Dallagnol, se certificar de que o plano poderia ser posto em prática, ele comemorou, no mesmo grupo: “Vamos criar distração e mostrar serviço”. A denúncia contra Lula foi apresentada à justiça e divulgada à imprensa no final da tarde do dia seguinte, dia 2

Lei de Bolsonaro deixa milhares de taxistas alternativos indignados

Policiais rodoviários e fiscais do DEER já estão prontos para tirarem de circulação, os motoristas de “taxis alternativos” de passageiros e estudantes – Entrou em vigor nesta segunda-feira (07), a nova lei de Bolsonaro, a Lei nº 13.855, que proíbe o transporte alternativo de passageiros, incluindo de estudantes, e que passa a ser considerada infração gravíssima ao Código de Trânsito Brasileiro. Ao ser classificado como infração gravíssima, o transporte alternativo de passageiros e estudantes passa a ser punido com multa de 293,47 reais multiplicado pelo fator 5, totalizando 1.467,35 reais e mais a remoção do veículo a um pátio do Detran. Os motoristas estão indignados e afirmam que esta lei foi criada para perseguir o transporte alternativo e beneficiar as grandes empresas. “Isso é para nos prejudicar e beneficiar as grandes empresas, mas nós, os “taxistas” do Norte de Minas, já estamos criando um aplicativo, uma espécie de UBER regional, para driblar esta lei, já que a legislação brasileira tem sido complacente com estes aplicativos, e que de fato, não tem praticamente nenhuma diferença do transporte alternativo de encomendas e passageiros que nós fazemos”, informou um motorista que faz o transporte alternativo para a cidade de Bocaiúva, que pediu para não ser identificado.