Norte de Minas vai às urnas para escolher 440 conselheiros

Os moradores dos 86 municípios do Norte de Minas retornam às urnas neste domingo, 6 de outubro, para escolher os 440 membros do Conselho Tutelar, sendo cinco em cada cidade, com exceção de Montes Claros, que elegerá 15 conselheiros. Cada eleito receberá um salário mínimo em quase todos os municípios. Na cidade de Montes Claros, a remuneração é de R$1.662,92 para uma jornada de trabalho semanal de 40 horas, mais regime de plantão. Os candidatos passaram por duas etapas, até serem selecionadas, sendo a primeira a prova de conhecimento e depois o teste psicológico. Os eleitos terão mandato de quatro anos. Os conselheiros tutelares são responsáveis por zelar pelos direitos das crianças e adolescentes por quatro anos, atuando em casos de denúncias de violações de direitos e fiscalizando a execução de políticas públicas para esta parcela da população. Na cidade de Montes Claros, a eleição será realizada entre 8 e 17 horas, na Escola Estadual Gonçalves Chaves, na praça Dr. João Alves, também conhecida como Praça do Automóvel Clube. Podem votar todos os cidadãos com mais de 16 anos que possuam título de eleitor, desde que inscritos no município até três meses antes do pleito. O Ministério Público estará acompanhando a eleição e alerta que o comparecimento às urnas é facultativo, mas a participação da população é fundamental para uma boa escolha dos candidatos. O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) é um órgão público municipal de natureza colegiada, composto paritariamente por representantes da sociedade civil e representantes do Poder Executivo Municipal. Sua função principal é formular a política de atendimento dos direitos da criança e do adolescente em âmbito municipal e exercer o controle da implementação dessa política. É atribuição do Ministério Público acompanhar todo o processo de escolha dos membros do Conselho, zelando pela garantia do livre exercício do voto, por seu sigilo e pelo fiel cumprimento da legislação. De acordo com o artigo 136 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), os conselheiros tutelares devem agir em defesa dos direitos da criança e do adolescente em situações de vulnerabilidade, por negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão – ou ainda quando tiverem os direitos ameaçados pela sua própria conduta –, determinando medidas de proteção mais adequadas em cada caso. A coordenadora do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa da Criança e do Adolescente (CAO-DCA) do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Paola Domingues Botelho, esclarece que o Conselho Tutelar é chamado a atuar por meio de denúncia de ameaça ou violação consumada de direitos da criança e do adolescente. Outras vezes, age preventivamente quando fiscaliza entidades e mobiliza a sua comunidade para o exercício de direitos assegurados a todo cidadão, cobrando o melhor acompanhamento e o atendimento à criança, ao adolescente e também às suas famílias. Na eleição, é vedado ao candidato doar, oferecer, prometer ou entregar ao eleitor bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive brindes de pequeno valor. Os eleitores não devem aceitar nenhum tipo de transporte que seja fornecido por candidatos, muito menos vender o voto. Qualquer intercorrência no processo eleitoral em Minas Gerais deve ser comunicada ao MPMG. Os promotores de Justiça que atuam na defesa dos direitos da criança e do adolescente trabalharão em regime de plantão. Via Jornal Gazeta
PM covarde foi filmado agredindo estudante dentro de escola em Almenara

Dentro da escola, o militar chuta as duas pernas do aluno e o puxa pela camisa. O menino não reagiu às ações do policial, que depois tirou o jovem do pátio Um PM foi filmado agredindo um aluno dentro da Escola Estadual Tancredo Neves, em Almenara (MG), na última segunda-feira (1). O vídeo foi parar na internet nesta sexta-feira e o PM acabou afastado. O vídeo mostra o adolescente encostado na parede do pátio da escola e dois policiais próximos a ele. Um deles estava revistando o adolescente quando, segundos depois, o militar chuta as duas pernas do aluno e o puxa pela camisa. O menino não reagiu às ações do policial, que depois tirou o jovem do pátio. Outros alunos comentaram que o policial cometeu as agressões porque o estudante estava conversando com um colega e o militar achou que o adolescente estava dizendo palavras ofensivas a ele. O 44º Batalhão de Polícia Militar de Almenara informou que tomou conhecimento do fato e instaurou, no mesmo dia, um inquérito para apurar o caso e afastou o policial das atividades de rua até que se conclua o inquérito. O diretor da escola não se pronunciou até a conclusão da matéria. A Secretaria Estadual de Educação disse que só vai se pronunciar quando sair o resultado das investigações. Veja o vídeo aqui
Deputados já se mobilizam contra a privatização da Cemig

O projeto de privatização da Cemig, uma das principais bandeiras do governador Romeu Zema (Novo), já encontra objeções na ALMG, antes mesmo de ser encaminhado à casa. Em uma investida contra o processo, deputados mineiros trouxeram parlamentares de Goiás que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga supostas irregularidades na venda da Celg, a companhia energética do estado, para a empresa Enel, em 2016. Os deputados goianos alegam ainda que a desestatização da concessionária causou prejuízos à população, com precariedade do serviço e aumento nas tarifas. Participaram da audiência os parlamentares goianos Henrique Arantes (ex-PTB e atualmente sem partido) e Alysson Lima (Republicanos) – ambos de partidos políticos mais alinhados à direita. E os dois parlamentares têm o mesmo posicionamento: os mineiros devem trabalhar para impedir a privatização da Cemig. “É natural que uma empresa de capital aberto, que é a Enel, e não acredito que seja outra que vá comprar a Cemig caso seja vendida, tenha interesse em lucro. E quem tem interesse em lucro vai querer aumentar a tarifa e não vai querer fazer assistência social, ou justiça social”, afirmou o presidente da CPI da Enel, deputado Henrique Arantes. A italiana Enel é líder na distribuição de energia elétrica na América Latina e é uma das empresas que miram na compra da Cemig, caso seja autorizada sua privatização. O parlamentar destacou que o primeiro aumento da tarifa após a privatização foi de 15,89% para o consumidor residencial (antes, os reajustes no estado seriam na ordem de 6%). No início deste ano, a companhia foi avaliada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) como a de pior desempenho entre as empresas do setor. O fornecimento de energia em Goiás tem figurado entre os piores do país nos últimos cinco anos – ou seja, não melhorou com a privatização. O vice-líder do governo, deputado Guilherme da Cunha (Novo), argumentou a favor da privatização da Cemig, alegando a carência de investimentos da estatal. Segundo o deputado, a empresa, que precisa investir R$ 21 bilhões nos próximos quatro anos só teria disponível R$ 6 bilhões. “Ela não vai dar conta de fornecer energia para todos os mineiros”, disse. Cunha ainda afirmou que o governador deve enviar projeto para acabar com a obrigação de um referendo popular para autorizar a venda da estatal. Um dos questionamentos da CPI da Enel em Goiás é justamente o de que a empresa italiana não fez investimentos na estatal, como se comprometeu no momento da compra. Sinal disso são as quedas constantes de energia nas cidades atendidas pela empresa. Privatização da Cemig A privatização da estatal é uma das medidas exigidas como contrapartida para que o estado possa aderir ao plano de recuperação fiscal da União. O governo espera arrecadar cerca de R$ 4 bilhões com a venda de suas ações. Mas, para isso, precisa da anuência da casa que não tem demonstrado alinhamento com o governo estadual. Zema, que tem uma base aliada restrita a apenas 21 dos 77 parlamentares, tem enfrentado dificuldades para aprovar matérias de sua autoria. Elas devem se repetir na venda da Cemig. A Constituição estadual exige que ela seja aprovada na Assembleia Legislativa em dupla votação, com parecer favorável de 50 deputados em cada uma delas. Além disso, a decisão final ainda depende de um referendo popular. Um caminho que o governo Zema sinaliza é o de encaminhar à Assembleia uma proposta que altere o dispositivo constitucional do referendo popular. Assim, só seria necessária a aprovação pela casa para a venda da empresa. Via Os Novos Inconfidentes
Oposição reage e faz ataque concentrado ao governo Zema

Nesta quarta-feira (02/10), a bancada de oposição a Romeu Zema (Novo) na Assembleia Legislativa anunciou uma série de representações que põem em xeque ações realizadas pelo governador ao longo do ano. Além de entrarem com uma representação contra o governo no Ministério Público e no Tribunal de Contas por causa da cessão do Palácio das Mangabeiras para o evento privado Casacor, o bloco anunciou que questionará, na próxima semana, outras duas ações do governador. A primeira é referente à contratação de Rodrigo Paiva como diretor-presidente da Companhia de Tecnologia da Informação do Estado de Minas Gerais (Prodemge). Paiva foi candidato ao Senado pelo Partido Novo, de Zema, nas últimas eleições. Isso feriria a Lei 13.303/2016, chamada “lei das estatais”, que veda por 36 meses a indicação de participantes de estruturas decisórias de partidos políticos e em campanha eleitoral para Conselhos de Administração e diretorias. Além disso, o diretor-presidente é fundador e sócio da Paiva Piovesan Ltda, empresa de softwares, o que significaria conflito de interesses com a atividade desempenhada na estatal. “Como entendemos que ele ocupa o cargo de forma ilegal e já questionamos, apresentamos requerimentos ao governo, mas não obtivemos repostas, nós estamos procurando o Ministério Público para que busque as medidas cabíveis para que isso seja regularizado”, afirmou o deputado Ulysses Gomes (PT). “Tudo vai na contramão daquilo que ele discursou. Ele (Zema) continua no discurso contra o privilégio, contra político e usando daquilo que ele entende como privilégio. Privilegiando, na verdade, alguns mais próximos dele, os amigos do rei”, dispara Gomes. O bloco ainda irá questionar no judiciário a contratação da assessoria Rothschild Co, por meio da Codemig, já que, de acordo com a equipe técnica da oposição, esse tipo de ação não se enquadra no contrato social da estatal. O contrato, de R$ 11,4 milhões, é mantido sob sigilo pelo governo e pode estar relacionado à privatização de estatais que Zema vem pregando. O governo Zema também tenta um empréstimo bilionário dando como garantia os lucros futuros da estatal.
Rogério Correia apresenta projeto para anistia total a Lula

“Ou o STF manda libertar o ex presidente por sua óbvia inocência ou o Congresso vota anistia, reconhecendo LULA como preso político!” – O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) pretende apresentar um Projeto de Lei que propõe anistia total ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O parlamentar afirma que apresentará o projeto na próxima semana, após consulta aos partidos. Ele chama de “golpe” a manifestação do Ministério Público à Justiça em favor do semiaberto do ex-presidente. “Fica concedida anistia ampla e irrestrita ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva relativa a investigações, processos criminais em curso ou punições já impostas por sentenças condenatórias, já transitadas em julgado ou não, cujos motivos de fato estejam fundamentados, direta ou indiretamente, em investigações ou em quaisquer acervos probatórios produzidos no âmbito da Operação Lava Jato”, diz o texto do PL. De acordo com o texto, o Projeto de Lei “repara uma das maiores injustiças cometidas na história brasileira”, uma vez que “a verdade nua e crua é que o ex-presidente Luiz Inácio da Silva não foi julgado, mas sim foi vítima de uma perseguição política desumana, implacável e violadora de todos os direitos e garantias do nosso ordenamento jurídico, a principiar pela Constituição Federal”. Rogério Correia ✔ @RogerioCorreia_ Anistia para Lula! Anistia por ser preso político e liberdade para um inocente. Ou o STF manda libertar o ex presidente por sua óbvia inocência ou o Congresso vota anistia, reconhecendo LULA como preso político! Este negócio de semiaberto é golpe do @deltanmd Que acham?
Janot diz que Aécio o ofereceu cargo de vice-presidente para barrar investigações

“É óbvio que era uma tentativa de cooptação. As investigações da Odebrecht estavam andando”, disse o ex-PGR sobre o convite de Aécio, que queria ser candidato à presidência em 2018, para que Janot fosse seu vice; ex-PGR revelou ainda ter recebido proposta parecida de Michel Temer, também em uma aparente tentativa de barrar investigações – Rodrigo Janot resolveu disparar sua metralhadora giratória. Ele revelou ao Estadão, nesta quinta-feira (26), que chegou a ir armado ao Supremo Tribunal Federal (STF) para matar o ministro Gilmar Mendes, sinalizou que o ex-juiz Sérgio Moro protegia Eduardo Cunha e, em uma série de revelações feitas à revista Veja, disse que o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG), em 2017, o convidou para ser candidato a vice-presidente em uma chapa com o tucano. O ex-procurador-geral da República não aceitou o convite, e avaliou que aquela era uma tentativa de Aécio Neves de paralisar as investigações de corrupção contra ele. “Certo dia, em 2017, meu conterrâneo, o senador Aécio, sentiu que o clima estava aquecendo com as investigações sobre a Odebrecht e me convidou para ser ministro da Justiça quando ele fosse eleito presidente da República no ano seguinte. Eu, é claro, declinei. Dias depois, ele voltou e me fez outra proposta: ‘Quero pedir desculpa. O convite não estava à sua altura. Eu acho que você podia ser o meu vice-presidente. Você escolhe qualquer partido da base, filia-se e vai ser o meu vice-presidente. Isso vai ser um fato mundial. O vice-presidente chama embaixadores, representantes de Estado e ele vai para a cozinha cozinhar para essas pessoas. Eu sei que você gosta de cozinhar’. É óbvio que era uma tentativa de cooptação. As investigações da Odebrecht estavam andando e depois o caso JBS foi o tiro de misericórdia contra ele”, contou Janot. Ele revelou ainda que recebeu uma proposta muito parecida do ex-presidente Michel Temer, que também teria como objetivo se blindar das investigações que pesavam contra ele. “O ex-ministro Eliseu Padilha me sondou para que eu partisse para um terceiro mandato como procurador-geral da República. Depois fui sondado para ser ministro do Supremo. Na sequência, Gustavo Rocha (ex-subchefe de Assuntos Jurídicos e ex-ministro dos Direitos Humanos) me ofereceu o cargo que eu quisesse. Eu brinquei que queria ser embaixador do Brasil na Comunidade de Países de Língua Portuguesa, porque eu moraria em Lisboa, não faria nada e seria como a rainha da Inglaterra. O Gustavo Rocha disse na hora: ‘O cargo é seu, é seu’. Mas eu estava brincando”, detalhou o ex-PGR Fonte: Revista Fórum
Efeito Bolsonaro: Brasil registra mais de 4,5 mil casos de sarampo

Em Minas Gerais, 30 casos de sarampo já foram confirmados O governo brasileiro registrou 4.507 casos confirmados de sarampo em 19 estados, nos últimos 90 dias, de acordo com balanço divulgado pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (25). O número representa um aumento de 13% em relação ao último monitoramento. Ceará e Paraíba passaram a integrar a lista de estados com transmissão ativa do sarampo. O balanço mostra ainda que há 21.711 casos em investigação e 5.818 casos que foram descartados. Não há novos registros de mortes pela doença. Ao todo, neste ano, foram registrados quatro óbitos. No ano passado, foram confirmados 10.330 casos de sarampo no Brasil. Ao todo, foram registradas 12 mortes pela doença em 2018. Os dados referem-se ao período de 30 de junho a 21 de setembro e representam 84,3% do total de casos registrados este ano, segundo a Agência Brasil. Número de casos confirmados de sarampo sobe para 30 em Minas Gerais, diz Secretaria de Saúde Segundo órgão, casos suspeitos subiram para 107. Registros foram feitos em 183 cidades. Minas Gerais O número de casos confirmados de sarampo subiu para 30. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (25) pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Ainda segundo o órgão, o casos suspeitos subiram para 107. Os registros foram feitos em 183 cidades. Já em relação aos casos confirmados da doença, 26 deles foram confirmados nos últimos 90 dias e, segundo a SES-MG, e estão relacionados à importação do vírus de pessoas doentes que estiveram no estado São Paulo ou por contato direto com moradores de quatro cidades paulistas, que tiveram casos de sarampo confirmados. Ainda de acordo com a secretaria, a exceção desse tipo de contágio foi para os casos das cidades de Betim e Ribeirão das Neves, na Grande BH; Unaí, na Região Noroeste; e Muriaé, na Zona da Mata, onde não foram identificadas as origens de contato dos doentes. O sarampo é uma doença viral aguda parecida a uma infecção do trato respiratório superior. É grave, principalmente em crianças menores de cinco anos. Por isso, é tão importante se imunizar. As doses estão disponíveis na rede pública de saúde.
Bartô faz insinuações sexuais contra assessora e a culpa por aparentar fragilidade

Os ataques sexistas foram enviados no dia 18 de agosto, após a assessora defender o feminismo em um debate. – A comissão de ética do partido disse que vai investigar o deputado do Novo de MG e, poderá puni-lo. O deputado estadual Bartô (Novo-MG) assediou a assessora política Marcela Trópia, que presta serviço ao parlamentar Guilherme Cunha (Novo), durante uma discussão em um grupo de WhatsApp do partido. “Conheço seu perfil de longe… Vc furou camisinha? É verdade isso?”, disse o parlamentar, fazendo insinuações de cunho sexual contra a assessora. A comissão de ética do partido disse que vai investigar o deputado e poderá puni-lo. A expulsão da sigla também é uma possibilidade. “Parece que o pessoal acha que só pelo fato de não estar vendo o outro na internet pode falar qualquer coisa. Ali teve um excesso, infelizmente, por parte do Bartô. Por solicitação da Marcela, enviamos todo o material confidencial à comissão de ética partidária. É difícil eu falar qual sanção ele terá, pois quem julga é a comissão, e pode nem acontecer, mas existem possibilidades, desde expulsão a até mesmo nada concreto ocorrer. Depende da comissão”, disse Bernardo Ramos, presidente estadual do partido, a Matheus Muratori, do Estado de Minas. Os ataques sexistas foram enviados no dia 18 de agosto, depois de Trópia defender o feminismo em um debate. Então, Bartô iniciou uma discussão no grupo sobre as supostas preferências esquerdistas da assessora, filiada ao Novo. “Estão questionando meu caráter, destruindo a moral de uma pessoa”, afirmou ela, que comunicou o fato às direções municipal e estadual do partido. Em nota, Bartô chamou os ataques de “chumbo trocado” e disse que a assessora usa sua condição de mulher para “aparentar fragilidade”. Quem é este tal de Bartô? Bernardo Bartolomeu, mais conhecido como Bartô, foi eleito deputado estadual pelo Novo, o partido do governador de Minas, Romeu Zema. Ele é de família de empresários, se considera um ativista de direita e defende que privatize tudo. É também a favor da reforma da Previdência e da Escola sem Partido.
Morre Henrique Valladares, que delatou Aécio Neves. Te cuida Fred…

‘Tem que ser alguém que a gente mata antes’ – A causa da morte do empresário ainda não foi divulgada; Em sua delação, ex-vice-presidente da Odebrecht relatou ter pago R$ 50 milhões a Aécio Jornal GGN – Foi encontrado morto, na terça-feira (17), em sua casa no Rio de Janeiro, o ex-vice-presidente da Odebrecht e um dos 78 delatores da empreiteira na Lava Jato, Henrique Valladares. A causa da morte do empresário ainda não foi divulgada. O executivo foi responsável por conceder as informações mais variadas à Justiça envolvendo o deputado Aécio Neves (PSDB), o ex-ministro e senador Edison Lobão (MDB) e até lideranças indígenas e membros da CUT. Sobre Aécio Neves, Valladares disse ter feito depósitos em contas no exterior, ligadas ao político, que totalizaram R$ 50 milhões. Ele afirmou ainda ter recebido cobrança de dinheiro de Aécio e Edison Lobão, este último, quando então ministro de Minas e Energia no governo Dilma, num momento em que a Odebrecht queria facilidades na área de energia. Sobre a CUT, Valladares relatou que teria repassado recursos para representantes da Central Única dos Trabalhadores de Porto Velho (Rondônia). O ex-executivo da Odebrecht contou ainda ter pago mensalidades de R$ 2 mil e R$ 5 mil para um chefe e um cacique da tribo Karitario. ‘Tem que ser alguém que a gente mata antes’ Aécio responde na justiça por corrupção passiva e obstrução da Justiça, no caso em que ele teria pedido R$ 2 milhões, para Joesley Batista, da JBS. Em março de 2017, o empresário gravou Aécio solicitando o valor que seria usado para pagar sua defesa na Lava Jato. A conversa aconteceu em um hotel. Quando Joesley perguntou para Aécio quem pegaria o dinheiro, o senador respondeu: “Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred [primo de Aécio] com um cara seu. Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara. E você vai me dar uma ajuda do c*****”. Mais tarde, a Polícia Federal filmou a entrega de quatro remessas de R$ 500 mil cada uma para Frederico Pacheco de Medeiros, o primo de Aécio chamado por ele de Fred. O deputado se tornou réu por conta desse caso em abril do ano passado e, até agora, não foi julgado. Um vídeo compartilhado no portal Diário do Centro do Mundo, mostra o trecho do depoimento de Henrique Valladares dizendo ter pago R$ 50 milhões a Aécio. Executivo da Odebrecht que delatou Aécio é encontrado morto O executivo Henrique Valladares, que disse ter pago propina de R$ 50 milhões ao deputado Aécio Neves (PSDB-MG) e a alguns de seus aliados, como o empresário Alexandre Accioly, foi encontrado morto em sua residência no Rio de Janeiro, sem que as causas tenham sido ainda esclarecidas Via Jornal GGN
Fechamento de base da Cemig pode prejudicar consumidores

Além do aumento no tempo de deslocamento até áreas com problemas, serviços emergenciais devem crescer com as chuvas. Fechamento de base da Cemig pode prejudicar consumidores Além do aumento no tempo de deslocamento até áreas com problemas, serviços emergenciais devem crescer com as chuvas. A desativação da Base Operacional da Cemig no bairro São Gabriel, em Belo Horizonte, com a transferência de 115 trabalhadores para a base do Anel Rodoviário, no bairro Camargos, pode prejudicar os serviços prestados a mais de um milhão de pessoas. Esse é o número de moradores das onze cidades antes atendidas a partir da base que foi fechada na semana passada. Representando a Comissão de Administração Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a deputada Beatriz Cerqueira (PT) visitou a Base Operacional do Anel Rodoviário para entender como se deu a transferência dos funcionários e como as atividades desempenhadas por eles podem ser prejudicadas pela decisão. A visita, realizada na manhã desta segunda-feira (16/9/19), foi acompanhada pelo deputado federal Rogério Correia (PT-MG) e por sindicalistas. Causou espanto à deputada a velocidade da transferência, realizada logo após uma visita da mesma comissão da ALMG à base do bairro São Gabriel. Na ocasião, foi dito à parlamentar que não havia previsão para o fim das atividades no local, o que aconteceu menos de duas semanas depois. De acordo com Aender dos Santos, técnico de manutenção que está entre os funcionários transferidos, eles foram avisados na sexta-feira (6) que já iniciariam o trabalho em outro local na segunda-feira (9). Aumento das emergências no período de chuvas pode piorar efeitos do fechamento de bases O fechamento da Base Operacional faz parte de um projeto mais amplo, que já resultou no fim das atividades de mais de 50 bases em Minas Gerais este ano. Toda a Região Metropolitana de Belo Horizonte será agora atendida pela Base Operacional do Anel Rodoviário e outra, localizada em Betim (Região Metropolitana de Belo Horizonte). Segundo os sindicalistas e trabalhadores presentes, isso vai aumentar o tempo de deslocamento até as áreas com problemas, o que tende a piorar o atendimento. A deputada Beatriz Cerqueira reclamou da falta de diálogo dos dirigentes da Cemig, que não compareceram em audiências públicas sobre o assunto e não mandaram representantes, além de terem se negado a apresentar qualquer estudo que tratasse do impacto dos fechamentos das bases no atendimento ao consumidor. O encerramento das atividades em todas as 50 bases se deu no período seco do ano e o coordenador geral do Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria Energética de Minas Gerais (Sindieletro), Jefferson Silva, alertou que, com o início das chuvas, a demanda por serviços emergenciais aumenta e, nesse período, o consumidor de energia sofrerá de forma mais perceptível as consequências da decisão. O superintendente de serviços de comercialização e emergência da Cemig, Mauro Marinho, negou, porém, que as mudanças vão impactar no atendimento. Segundo ele, a empresa tem investido em tecnologia e os funcionários ficarão, ao longo do dia, posicionados em diferentes regiões da cidade para atender aos chamados. Ainda de acordo com ele, os trabalhadores deslocados só faziam atendimentos programados, enquanto os emergenciais são atendidos por equipes terceirizadas. Mauro Marinho também afirmou que 75 novas “bases operativas” devem entrar em funcionamento no período de chuvas. Essas bases também são formadas majoritariamente por equipes de funcionários terceirizados. Precarização – A deputada Beatriz Cerqueira salientou que essa forma de contratação aumenta a precariedade do trabalho e, no setor elétrico, já é comprovado que o número de acidentes é maior com os terceirizados. Ela também demonstrou preocupação com os deslocamento dos funcionários da Cemig, que precisaram fazer adaptações bruscas em suas vidas pessoais para incluir longos deslocamentos até o novo local de trabalho. A parlamentar ressaltou, ainda, que não houve adaptações na Base Operacional do Anel Rodoviário para receber mais 115 funcionários. Mauro Marinho, entretanto, disse que a estrutura foi feita para comportar um número até maior dos que os atuais 500 trabalhadores. Via Blog do Lindenbergue