Professor volta a receber por dedicação exclusiva e aguarda carreira

 Representantes dos professores conseguem junto à reitoria da Unimontes e Governo o retorno das DE`s Como resultado das gestões feitas pela Associação dos Docentes da Unimontes (Adunimontes), os professores que tiveram cancelados os adicionais por dedicação exclusiva voltarão a recebê-los. O benefício tinha sido retirado da folha de outubro. A garantia foi dada pelo secretário de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), Otto Alexandre Levi Reis, pela subsecretária de Ensino Superior, Augusta Fagundes; e pela subsecretária de Gestão de Pessoas, Kênnya Kreppel Dias Duarte. Anteriormente, a diretoria da Adunimontes manteve tratativas com os representantes do governo e na sequência se reuniu com o reitor Antônio Avilmar, que se comprometeu a pleitear a recuperação das DE`s junto ao Estado. O pagamento, imprescindível para as atividades de ensino, pesquisa e extensão, será mantido até que seja implementado o novo plano de carreira para docentes e servidores da universidade. Havia um clima de tensão na categoria, devido ao risco de revogação da resolução do Conselho Universitário (Consu), de 2016, que concedeu o regime de Dedicação Exclusiva à universidade. Usando o argumento da Lei de Responsabilidade Fiscal, o governo do Estado se negou a pagar o benefício desde a publicação de sua concessão, em 2016. A presidente da Adunimontes, professora Ana Paula Thé, disse que o recuo é resultado da reabertura do diálogo com a reitoria, mas reiterou que a implementação da nova carreira, construída durante as greves de 2016 e 2018 – e incluída nos acordos judiciais -, tornou-se essencial para a manutenção dos salários da categoria e para a própria sobrevivência da Unimontes. “Com vistas nisso, as negociações entre sindicato e governo para a implementação da nova carreira haviam sido retomadas há algum tempo”, revelou Ana Thé. JORNADA ESTENDIDA – A reitoria também se comprometeu a revisar a portaria 174/2019, que regulamenta a concessão da JE. “A portaria produz um sistema de avaliação que fere a isonomia entre professores e programas de pós-graduação, eliminando, para muitos, a possibilidade de complementação salarial. Isso para uma categoria que tem o pior salário entre as universidades públicas do Brasil”, avalia o vice-presidente da Adunimontes, Rafael Baioni. “Entendemos que essa é uma importante oportunidade para a defesa da universidade pública, gratuita e qualificada, e que o reposicionamento da gestão da Unimontes é uma importante conquista para os professores. Defender a nova carreira e a isonomia para os professores está na base da continuidade da Unimontes como instituição transformadora da realidade no sertão mineiro”, diz nota da entidade. “Ressaltamos que Adunimontes se mantém alerta e vigilante na defesa dos interesses dos professores e professoras, na defesa da expansão da DE como regime prioritário da Unimontes, na implantação de uma carreira isonômica e na busca por investimentos públicos para o ensino, pesquisa e extensão”, finaliza a nota. Via Waldo Ferreira – Assessoria de Comunicação da Adunimontes

Com esta justiça partidarista, Aecim consegue tudo o que quer

 Inquérito sobre propina da JBS a Aécio sai da Justiça Federal para a Justiça Eleitoral Por dois votos a um, desembargadores atendem pedido da defesa de deputado e inquérito sobre supostos pagamentos da JBS segue para a Justiça Eleitoral Jornal GGN – Dois dos três desembargadores da 11ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região atenderam ao pedido de habeas corpus da defesa do deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) para que o inquérito que investiga as suspeitas de pagamentos indevidos da JBS ao parlamentar saia da esfera da Justiça Federal para a Justiça Eleitoral. O julgamento havia sido suspenso em outubro. Na ocasião, o relator, juiz federal José Lunardelli, havia concordado com a defesa de Aécio. Outro juiz federal da turma, Fausto De Sanctis, divergiu. Ele votou pela concessão parcial do habeas corpus, entendendo que quatro itens investigados no inquérito poderiam ser remetidos à Justiça Eleitoral. O julgamento foi suspenso com o pedido de vistas do juiz federal Nino Toldo. Finalmente, na sessão do dia 7 de novembro, o magistrado acompanhou a decisão do relator, atendendo o pedido da defesa de Aécio. Com a decisão, o inquérito sai da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo (especializada em Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e em Lavagem de Valores) e vai para a Justiça Eleitoral. Em julho passado, a defesa de Aécio havia entrado com habeas corpus na 6ª Vara, com o mesmo pedido, para que o caso foi enviado à Justiça Eleitoral, mas o juiz federal João Batista Gonçalves negou, determinando que o inquérito fosse mantido na Justiça Federal. Na avaliação do único desembargador que votou no sentido de não concordar inteiramente com o pedido de habeas corpus de Aécio, eventuais crimes expostos no inquérito não teriam conexões com delitos eleitorais. É o caso da promessa que o deputado teria feito aos executivos da JBS e J&F de que exerceria influência junto ao governo federal e ao então governador Antônio Anastasia (PSDB), de Minas Gerais, para favorecer empresas dos grupos, em troca das contribuições nas eleições de 2014. Outro fato narrado foi a solicitação de R$ 5 milhões para pagamento de advogado – “não se vislumbra nem remotamente qualquer conexão à eventual crime eleitoral”, escreveu o juiz federal De Sanctis. Ele pontuou ainda, em seu voto, que em 2016, ano da suposta prática ilegal, não houve eleição, “o que afasta, já de pronto, o vínculo da conduta do investigado, então senador, com um pretenso delito eleitoral subjacente”. Breve perfil de brasileiros ilustres: Aecim Neves da Cunha, por Sebastião Nunes Por Sebastião Nunes Em sua longa carreira po-lítica, po-livalente, po-lêmica e po-eirenta, iniciada sob as asas do avô Tancredo, Aecim cometeu alguns ligeiros desvios de conduta, sem jamais prejudicar quem quer que fosse, como veremos a seguir. [A fonte é sempre a Wikipédia em português. Os comentários entre colchetes são do autor] [Ah, desculpem, mas só vamos tratar de acontecimentos a partir de 2011, quando foi em-po-leirado no senado. Antes era apenas criança mimada, adolescente po-paricado, assessor mimado do avô e playboy po-paricado, depois deputado mimado pela mídia, depois governador sem mácula que… Ah, deixa pra lá! Para que remexer em po-eira, não é mesmo?] Em abril de 2011, Aecim se recusou a fazer o teste do bafômetro e teve a carteira de habilitação apreendida em uma blitz da Lei Seca no Rio de Janeiro. A carteira foi apreendida por estar vencida. Segundo os policiais, Aecim foi liberado por não apresentar sinais de embriaguez. Sua assessoria informou que o bafômetro não foi usado e que ele, Aecim, nem sabia que a carteira de habilitação estava vencida. [Tão avoado, coitado, não passa de um eterno distraído] [Teste de pó? Claro que não, imagina se vão perturbar um senador da república com tão sórdida suspeita] Em 2015, o senador Aecim Neves perdeu a ação judicial movida contra os sites de busca Yahoo, Bing e Google. A ação, iniciada em 2013, contestava a exibição nesses mecanismos virtuais de busca de notícias falsas [segundo ele], que o relacionavam a desvios de verbas da saúde. O juiz do caso entendeu que, embora falsas as notícias, não poderiam ser responsabilizados os sites que funcionariam como “livreiros virtuais” não se responsabilizando pelas ideias divulgadas neles. A ação que busca excluir postagens que vinculam o nome de Aecim ao consumo de drogas corre em segredo de INjustiça e foi iniciada em dezembro de 2013. [Sabe-se que, testemunha-chave, o também senador José Perrella, amigo do peito e parceiro de pó, jura de pés juntos que é tudo plantado por inimigos políticos. Quanto às acusações por tráfico de droga, cala-te boca!] Ainda em 2015 o jornal Folha de S. Paulo publicou reportagem em que Aecim Neves foi citado em depoimento de delação de Carlos Alexandre de Souza Rocha [que nas investigações da Operação Lava Jato é investigado como funcionário do doleiro Alberto Youssef], dito cujo afirmando que fez uma entrega de trezentos mil reais a um dos diretores da UTC, Antonio Carlos D’Agosto Miranda, e que o valor era destinado a Aecim Neves. A reportagem aponta que a assessoria do senador negou [claro!] a acusação e o STF [lógico!] homologou o depoimento. [Crápula, cretino, baita mentiroso esse tal de Carlos Alexandre. Perguntem ao parça Josef Serrote se ele, Aecim, seria capaz de chafurdar na po-eira por conta de uma mixaria dessas. Quem foi governador não faz lambança de vereador] O senador Delcídio do Amaral [aquele do cabelo branco, lembra?] acusou [gratuitamente] Aecim, em delação premiada [mais uma!] homologada em 15 de março de 2016 pelo STF [sic], de ter recebido vantagens ilegais na estatal de energia Furnas [sic]. Dimas Toledo [sic], ex-diretor de engenharia [sic] de Furnas, era quem operava o esquema de corrupção na referida estatal e teria, segundo o de-po-ente, “fortes vínculos” [sic] com Aecim. [Como se trata de chumbo grosso, ficou po-r isso mesmo, claro!, lógico!, evidente! Quem foi governador e é da elite aristocrática-social-dominante não perde a majestade] [Em dúvida, pergunte pro Gilmárcio Mendes, aquele careca do STF ou pro Serjão Moro, aquele cabeludo lá do Paraná] O senador também foi

Municípios mineiros se unem para não sumir do mapa

 Prefeitos de três regiões de Minas montam estratégias contra a proposta do governo federal que extingue municípios de até 5 mil habitantes com baixa receita própria – Por Luiz Ribeiro – Estado de Minas Prefeitos do Norte de Minas já estão se mobilizando contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 188/2019, que prevê a fusão de municípios com até 5 mil habitantes que tenham arrecadação própria abaixo de 10% da receita total. Eles fizeram uma reunião ontem na sede da Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams), em Montes Claros, para discutir como podem lutar para impedir que a proposta seja aprovada no Congresso. Participaram prefeitos de cidades das regiões Norte e Central do estado e também no Vale do Jequitinhonha que correm o risco de voltar à condição de distritos. A ideia principal é chamar a atenção da opinião pública para a importância dos pequenos municípios para a população. A Amams vai produzir um vídeo institucional mostrando quais os benefícios que as pequenas prefeituras levam à população mais necessitada. “Nas grandes cidades, a opinião publica é favorável (à proposta de fusão dos municípios) por causa dos gastos públicos. Mas temos de mostrar que a (manutenção da) cidade pequena vale a pena”, afirmou João Leopoldo Dumont (PSDB), prefeito de São João Gonçalo do Rio Preto, de 3,2 mil habitantes, no Vale do Jequitinhonha. Os prefeitos dos pequenos municípios do Norte de Minas, da região Central do Estado e do Vale do Jequitinhonha atingidos pelo “facão” da PEC pretendem fazer nos próximos 15 dias uma reunião com os deputados e senadores mineiros para tentar convencê-los a votar contra a medida. Com o mesmo propósito, vão elaborar um documento a ser enviado a todos os deputados e senadores, em Brasília. Pretendem ainda que a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) o promova uma reunião ampla para protestar contra a proposta encaminhada pelo ministro Paulo Guedes (Economia). Durante a reunião, o secretário-executivo da Amams, Ronaldo Mota Dias, fez duras críticas à iniciativa do governo federal, ressaltando os benefícios que chegaram aos moradores das regiões mais pobres a partir das emancipações. Por outro lado, ele ressaltou que as prefeituras têm baixa arrecadação “por questão política”. Os gestores deixam de cobrar tributos como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e, muitas vezes, abrem mão até da cobrança pelo fornecimento de água à população. Ronaldo Mota Dias defemdei que os prefeitos deveriam aproveitar a polêmica da PEC da fusão das pequenas cidades com baixa receita para iniciar a cobrança de tributos dos moradores. “Está na hora de tomar medidas (que oneram a população) sem ter desgaste eleitoral”, afirmou. Ainda na reunião, vários chefes de executivos se manifestaram contra a proposta do governo, ressaltando as perdas para a comunidade. A prefeita de Santa Cruz de Salinas (4,197 mil habitantes), Aline Teixeira (Cidadania), afirma que após a emancipação do município (ocorrida em dezembro de 1996), os moradores do lugar tiveram muitos benefícios, como asfalto, posto de saúde e escolas. “Pra mim, essa proposta é um retrocesso, pois a população não teria recebido quase nada de benefício se não fosse a emancipação”, afirma Aline, de 22 anos, a mais jovem chefe de executiva municipal do Brasil. Santa Cruz de Salinas é um dos municípios mais pobres do estado, com um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,577.

Porta-voz do MBL-BH foi detido após chutar cozinheira e chamá-la de crioula

Além de porta-voz do MBL, Dayrrel atua como assessor parlamentar do PSDB na Assembleia Legislativa de Minas Gerais – segundo informações de seu perfil nas redes sociais – e é apoiador de Jair Bolsonaro Porta-voz do Movimento Brasil Livre (MBL) em Belo Horizonte (MG), Thiago Dayrrel foi detido por policiais na noite de sábado (9) após participar de uma confusão em que teria agredido e chamado de “criola” a cozinheira do restaurante Takos Mexican Gastrobar, localizado na Savassi, região de bares da capital mineira. Além de porta-voz do MBL, Dayrrel atua como assessor parlamentar do PSDB na Assembleia Legislativa de Minas Gerais – segundo informações de seu perfil nas redes sociais – e é apoiador de Jair Bolsonaro. Segundo reportagem do portal BHAZ, Dayrrel teria se exaltado ao reclamar do atendimento quando foi pagar a conta. Segundo funcionários do restaurante, ele teria jogado o cartão bancário e dito: “Cobra essa porra logo”. Uma das cozinheiras teria se aproximado e pedido para o rapaz ter calma, quando ele disparou: “Não coloca a mão em mim, sua criola”. Dayrrel teria agarrado a cozinheira pelo pescoço e dado um chute na perna dela, antes de ser detido por policiais militares. Detido, ele teria alegado que só se defendeu ao ser agredido por quatro funcionários, tese que ainda sustenta. A PM (Polícia Militar) levou Dayrell para a Central de Flagrantes. Ele foi ouvido pelo delegado de plantão e responderá, ao menos, por vias de fato. O restaurante enviou nota ao portal BHAZ informando que repudia toda e qualquer forma de preconceito, como o racismo, além de desrespeito ou violência. “A empresa esclarece, ainda, que está aguardando a apuração da polícia sobre o caso e está colaborando com as informações necessárias”.

Fruit connections movimenta produtores do Norte de Minas Gerais

Para atender às demandas do setor de fruticultura, em expansão no Norte do estado, o Sebrae Minas, a Associação Central dos Fruticultores do Norte de Minas (Abanorte) e a Região de Jaíba realizam hoje e amanhã a 3ª edição do Abanorte Fruit Connections, no Tatersal do Sindicato Rural, em Janaúba, em evento que tem como público-alvo os fruticultores, empresários do setor, especialistas, técnicos, estudantes e demais profissionais envolvidos na cadeia da fruticultura nacional e internacional. O objetivo é debater sobre o sucesso da produção frutífera, tendências de mercado, tecnologias, sustentabilidade, qualidade e certificação do fruto, além de segurança alimentar e uso eficiente da água. Serão abordados ainda temas como exportação e conexões da fruticultura com o novo consumidor. “Além de compartilhar experiências, os produtores terão acesso a informações sobre políticas públicas que estão sendo desenvolvidas, poderão se inteirar sobre as novas tendências do setor como a fruticultura 4.0 e ainda divulgar as potencialidades da região do Jaíba”, ressalta Jadilson Borges, analista do Sebrae Minas. A programação do evento contará com palestras, oficinas, estandes, balcão de negócios, networking e tour pela Região do Jaíba, com pesquisa em campo. Um dos destaques será a palestra magna “Atitude e propósito mudando a realidade do empreendedor rural”, com José Luiz Tejon, uma das maiores autoridades do país nas áreas de marketing em agronegócio, gestão de vendas, liderança, motivação e superação humana. A presidente da Abanorte, Nilde Antunes, destaca que o Fruit Connections se consolidou como o evento do ano para os fruticultores. “Em edições anteriores, o evento superou as expectativas em público e alcance dos objetivos propostos. Nesta edição trabalhamos com uma programação arrojada, com abordagens sobre os desafios e oportunidades do setor e os pilares para o futuro da fruticultura sustentável”, enfatiza. A fruticultura no Norte de Minas tem ganhado destaque, entre outros fatores, em função dos projetos de irrigação do Jaíba, maior perímetro irrigado da América Latina, e do Gorutuba, com grandes plantios de banana, limão, manga e mamão, que são exportados para Europa, América do Norte e Oriente Médio. Via Jornal Gazeta

Pacotão de Bolsonaro atinge em cheio os servidores públicos de Minas

O presidente Bolsonaro apresentou nesta terça-feira (05) uma série de projetos na área econômica e fiscal. Entre eles está uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) cujo objetivo é possibilitar aos estados e prefeituras em situação de penúria 10 medidas emergenciais. A maior parte delas terá impacto direto e forte sobre os funcionários públicos de Minas, estado que exibe o pior quadro fiscal no país. Chamada de PEC da Emergência Fiscal, ela é como os demais projetos do pacotão de Bolsonaro: um conjunto de medidas de teor liberal. Como está sendo apresentado hoje, a matéria ainda não foi totalmente divulgada,. Mas informações oficiais mostram que a PEC dá aos estados e às prefeituras 10 gatilhos. Eles poderão ser usados sempre que os entes e o próprio governo federal ultrapassarem o limite de endividamento. Os gatilhos são temporários ou permanentes. Entre os temporários está a redução da carga horária no serviço público, com consequente diminuição proporcional dos salários. Um dos gatilhos permanentes é a proibição de aumentos das remunerações de qualquer categoria nos últimos 180 meses de mandato do governante. O estado que logo deveria aderir à ideia é Minas Gerais. O último Boletim de Finanças dos Entes Subnacionais da Secretaria do Tesouro Nacional, publicado em agosto, não deixa nenhuma margem para dúvidas: Minas já é, de longe, o estado mais crítico do país. Um dos parâmetros do boletim é a despesas X receitas e os gastos do Estado mineiro já comprometem 88% dos recursos arrecadados. Resta saber se a PEC da Emergência Fiscal valerá para os três poderes. No caso de Minas ela impactaria, apenas no Executivo, cerca de 340 mil servidores ativos, contando com a minoria de comissionados que podem ser dispensados a qualquer momento. Entre janeiro a outubro o Estado gastou cerca de R$ 20 bilhões com os funcionários ativos do Executivo. Os dados são do Portal da Transparência. Com informações ainda do El País.

Bolsonaro quer acabar com Glaucilândia, Guaraciama, Ponto Chique, Miravânia…

Governo propõe a extinção de 1.254 municípios com baixa arrecadação Pela PEC apresentada nesta terça-feira (5), municípios com menos de 5.000 habitantes e arrecadação própria menor que 10% da receita total serão incorporados pelo município vizinho. Além disso, haverá mais restrições para criação de novas cidades Na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do chamado Pacto Federativo, apresentada nesta terça-feira, 5, ao Congresso Nacional, Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, propõem a entinção de municípios brasileiros. Pela proposta, municípios com menos de 5.000 habitantes e arrecadação própria menor que 10% da receita total serão incorporados pelo município vizinho. Além disso, serão criadas restrições para criação de novas cidades. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem 1.254 municípios com menos de 5.000 habitantes, o que equivale a 22,5% do total de 5.570 municípios brasileiros. BRASÍLIA (Reuters) – O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, entregaram nesta terça-feira a sugestão do Executivo para três Propostas de Emendas à Constituição (PEC) do novo pacto federativo ao presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), para ajudar na situação econômica dos governos federal, estaduais e municipais. Segundo o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), as propostas apresentadas pelo governo abordam três frentes: a do pacto em si, com critérios para a partilha de recursos entre os entes federativos, a chamada PEC emergencial, que trata de gatilhos para a regra de ouro, e ainda uma medida sobre fundos públicos, prevendo desvinculação de recursos. A avaliação do líder do governo é que as PECs possam já ter suas votações encerradas nas duas Casas até abril do próximo ano, antes, portanto, de iniciado o período da chamada pré-campanha para as eleições municipais em outubro. Destacou, no entanto, que a PEC emergencial terá prioridade e pode ser votada ainda em 2019. “Vamos trabalhar para que a PEC emergencial possa ser votada até o final deste ano na Câmara e no Senado”, disse a jornalistas após a solenidade em que o governo entregou o documento com as sugestões. As propostas, que terão tramitação iniciada pelo Senado e, por isso, serão subscritas por Bezerra e pelo líder do governo no Congresso, Eduardo Gomes (MDB-TO), devem ser discutidas em café da manhã na quarta-feira na residência oficial da Presidência do Senado, ocasião em que suas relatorias serão definidas. Bezerra já adiantou que inicialmente as relatorias devem ficar a cargo das três maiores bancadas da Casa —MDB, PSD e Podemos— e ainda que tenha considerado ser “muito cedo” para avaliar a repercussão das medidas no Parlamento, disse ver uma recepção “muito positiva”. Admitiu, no entanto, que a perspectiva de inclusão de gastos com pensões e aposentadorias nas destinações mínimas constitucionais às áreas de saúde e educação enfrentarão dificuldades entre parlamentares. “Esse é um tema que certamente terá muita resistência no Congresso Nacional”, afirmou, avaliando, por outro lado, que o assunto interessa a governadores por oferecer alívio aos caixas estaduais. “Tanto o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, quanto o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), identificam que esse tema terá resistência”, disse. Assim que chegou ao Congresso, nesta terça-feira, Maia considerou a iniciativa “um risco muito grande”, por permitir a possibilidade de redução da destinação de recursos nas duas áreas. “Estava conversando com o presidente Davi no carro, a gente vai ter muita dificuldade”, disse Maia a jornalistas na chapelaria do Congresso Nacional. “Isso vai ter muita dificuldade de a Câmara, não posso falar pelo Senado, compreender isso como um avanço”, avaliou. “Uma coisa é restringir de forma emergencial gastos para que a gente possa economizar”, ponderou. “Agora, nós não podemos descuidar do gasto nas áreas de saúde, educação, na área social, que é uma necessidade, uma urgência de milhões de brasileiros.” Maia esteve no gabinete de Alcolumbre, mas permaneceu pouco tempo na solenidade e deixou a presidência do Senado minutos após a chegada de Bolsonaro e Guedes –-os dois dirigiram-se a pé do Planalto ao Congresso, por uma distância de alguns metros, seguidos por um séquito de seguranças, assessores e jornalistas. Em breve discurso, Guedes destacou a descentralização de recursos para Estados e municípios prevista na proposta, enquanto Bolsonaro disse ter confiança que a matéria será aprovada no início do próximo ano. “Essa proposta, que vai ser trabalhada pelos senhores, vai ser aperfeiçoada… Essa proposta que veio da equipe econômica e, apesar de não ter minha assinatura, nós incorporamos essa proposta juntamente com os líderes aqui… nós temos certeza de que, em pouco tempo, talvez no início do ano que vem, meados do ano que vem, no máximo, essa proposta vai se tornar uma realidade e ela fará muito bem para todos nós”, disse Bolsonaro. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira, também presente na entrega das propostas, disse a jornalistas que o Executivo trabalha com três frentes: a do pacto federativo, encaminhada nesta terça, a da reforma administrativa, ainda em fase de finalização, e ainda a que tratará de temas trabalhistas. “Temos três grandes blocos de assuntos da equipe econômica”, afirmou. “Primeiro, o que foi simbolicamente encaminhado pelo presidente hoje, é a que trata do pacto federativo. Temos a reforma administrativa, que vai ser dimensionado o momento e a forma ainda, finalizado o texto, e algumas reformas que versam sobre os temas trabalhistas”, explicou. “Nesse ato agora só o pacto federativo. Não tem previsão das demais ainda, estão sendo finalizadas”, acrescentou.

Igreja Católica aumenta participação política e mostra força em Minas

Uma frente parlamentar cristã que está sendo formada na Assembleia Legislativa mostra a potência da Igreja Católica em Minas Gerais. Diferentemente de outras bancadas cristãs, a mineira é composta majoritariamente por parlamentares que seguem esta doutrina. A Igreja Católica tem se posicionado mais firmemente no cenário político nos últimos meses e, apesar de negar fazer oposição a Bolsonaro, tem defendido pautas ligadas à esquerda. O movimento também demonstra uma reaproximação da Igreja na política brasileira. “O propósito é exatamente esse. Voltar essa aproximação que ficou esquecida muitos anos, mas que sempre foi bastante relevante que é o movimento fé e política”, explicou o deputado estadual Professor Wendel Mesquita, representante da frente. Até o último dia 27, acontecia em Roma o Sínodo da Amazônia, que debateu a atuação da igreja na região amazônica, além de questões ligadas à preservação do meio ambiente e aos povos indígenas, acontecendo concomitantemente à crise de queimadas na região. A ação foi abertamente criticada em diversos momentos pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). O arcebispo metropolitano e principal líder dos católicos em Minas, Dom Walmor de Oliveira, tem se mostrado alinhado ao papado de Francisco. Nesta quinta-feira (31/10) Dom Walmor, que também é presidente da CNBB, se reuniu com o pontífice em uma audiência no Vaticano. Tanto o arcebispo quanto o papa são criticados por um posicionamento considerado progressista dentro da própria Igreja. Apesar disso, a bancada cristã mineira atuará como uma frente de defesa de preceitos da fé cristã, como a criminalização do aborto e contra a denominada “ideologia de gênero”. “Nosso propósito é, sempre que tiver um tema relacionado à ideologia cristã, que a frente possa se reunir para buscar ações em defesa das temáticas da bíblia e da família. Ter uma proposição que ataca a questão do aborto e outros itens da família é buscar a defesa dos conceitos”, explica o Professor Wendel. “Também vamos trabalhar com a proposição de fortalecer outras questões relacionadas ao desenvolvimento do estado ligado também à fé cristã como, por exemplo, fomentar o turismo religioso, forte em Minas. Temos uma proposta de implantar uma linha de trem ligando a capital ao Santuário de Nossa Senhora da Piedade”, finaliza. Via Mariana Gonçalves – Os Novos Inconfidentes

Doença inédita na região assusta criadores de gado no Norte de Minas

 Tripanossomose bovina já matou 25 cabeças de gado em São Francisco Via O Norte A morte de 25 bovinos na região de São Francisco nas últimas semanas chamou a atenção de criadores de gado e também dos órgãos fiscalizadores da espécie. Os animais foram vítimas da tripanossomose bovina, doença que ataca tanto o gado de corte quanto o leiteiro e que até então não havia sido registrada no Norte de Minas. Outras 80 ocorrências estão sob investigação. Essa enfermidade ainda é pouco conhecida e de difícil diagnóstico, podendo ser transmitida por diferentes vias – a principal delas por moscas contaminadas. A tripanossomose já foi relatada no Brasil há muitos anos, sendo que o primeiro registro oficial ocorreu em meados da década de 1940. Em Minas Gerais, os primeiros aparecimentos ocorreram no início dos anos 2000. Na região norte-mineira, a doença foi diagnosticada em alguns municípios por meio de um exame médico pré-admissional sorológico entre 2017 e 2018. O médico veterinário de um laboratório brasileiro que fabrica o remédio de imunização contra a doença, Marcos Malacco, pontua que a tripanossomose já está presente em todo o Brasil. Antes só havia registro da doença na Guiana, Venezuela, Colômbia, Bolívia e Paraguai. “Normalmente, a tripanossomose chega à fazenda com a entrada de novos animais portadores do Trypanossoma vivax, mas que não mostram sinais. Estes animais, inclusive, podem estar em fazendas vizinhas. Moscas se alimentam de sangue dos animais e as mutucas, então, podem ser as vetoras do parasito”, explica Maclacco. O veterinário da Ceva Saúde Animal ressalta que é importante mencionar que outros animais – silvestres, como veados e capivaras, e domésticos – podem ser reservatórios do parasito. TRATAMENTO Segundo Marcos Malacco, o único medicamento com alta eficácia e persistência para o controle do Trypanossoma é o Isometamidium, comprado em rede particular. O Ministério da Agricultura oferece o Vivedium, fabricado na França. O veterinário alerta para o não compartilhamento de seringas durante a aplicação de qualquer tipo de remédio. “Uma prática bastante comum na ordenha de vacas azebuadas e seus cruzamentos é a aplicação da ocitocina para facilitar a ordenha (descida do leite). As seringas empregadas muitas vezes são compartilhadas entre os animais, sendo o principal veículo transmissor do parasito. Portanto, nestas situações, a doença poderá ocorrer por todo o ano, sem sazonalidade”, afirma. MONITORAMENTO De acordo com o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), será feito um monitoramento nas fazendas onde houve registro de animais com tripanossomose. O criador que desejar receber uma equipe do órgão para fazer os testes de laboratório deve agendar o atendimento pelo telefone (38) 3221-7978. Sintomas do mal A doença pode se manifestar de forma aguda ou crônica. Na forma aguda se parece muito com a “tristeza parasitária bovina”, com queda brusca de produção, redução do apetite, anemia, febre, emagrecimento. Podem ocorrer ainda sinais neurológicos, como cegueira, dificuldade de locomoção, tristeza (cabeça e orelhas baixas, olhar triste). Também são característicos abortos, reabsorção embrionária, falhas reprodutivas com subfertilidade e/ou infertilidade, tanto nas fêmeas quanto nos touros. A doença crônica caracteriza-se especialmente por queda na produção e falhas reprodutivas. Outros sintomas registrados são mastites, infecções dos pés e cascos, pneumonias, diarreias. A morte ocorre, em média, até seis dias após os primeiros sintomas da doença.

Unimontes corta adicional por dedicação exclusiva e reitor faz ameaça

 Antônio Alvimar disse aos professores, durante ato de protesto, que categoria pode ter que devolver o que já recebeu Professores que recebiam o adicional por dedicação exclusiva (DE) na Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) foram comunicados do corte por e-mail, na noite de ontem (terça-feira). O comunicado da reitoria causou indignação na categoria, que na manhã desta quarta-feira realizou um ato de protesto contra a medida e em contraposição às atividades programadas pela universidade em alusão ao Dia do Servidor Público. Enquanto o reitor Antônio Alvimar participava da inauguração de um espaço literário, em frente à Secretaria-Geral, manifestantes ligaram o carro de som e, munidos com faixas, gritaram contra o corte. Ele pediu a palavra, o que foi permitido pelo comando do movimento, mas acabou acirrando os ânimos ao reforçar a necessidade da medida para atendimento à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que limita gastos. Segundo ele, a DE é uma concessão política feita pelo ex-governador Fernando Pimentel, não acatada pelo atual, Romeu Zema. O reitor defendeu o corte, alegando cumprimento da lei, e provocou os professores ao dizer que há o risco deles terem que devolver o que já foi recebido. Os manifestantes cobraram dele uma posição política em defesa da universidade e contra os cortes, por meio de nota oficial, mas Alvimar desconversou. A fala reforçou o temor de que os professores, que já recebem o menor salário entre as universidades públicas do país, podem ter seus salários reduzidos ao vencimento básico, pois a jornada estendida e o transporte aos campi também foram retirados. No entendimento da categoria, as medidas restritivas podem dar sequência e aprofundar a fuga de doutores na Unimontes. Para a presidente da Associação dos Docentes da Unimontes (Adunimontes), Ana Paula Thé, o corte nas DE´s é o princípio da privatização, pleito de Zema, defensor ferrenho do estado mínimo. Por isso, segundo ela, o Estado não se desvinculou ainda da LRF, embora já pudesse ter feito isso. “Nós vamos continuar lutando por uma universidade pública, gratuita e de qualidade”, reiterou. Após a inauguração estava previsto um “momento de espiritualidade” na quadra do Centro Esportivo, mas a atividade foi cancelada devido à manifestação. O vice-presidente da Adunimontes, Rafael Baioni, já questionara o fato de a reitoria convidar os professores para um evento espiritual imediatamente após eles dormirem indignados com o comunicado do corte. A medida é considerada um ato de má-fé do reitor, considerando que a DE foi instituída pelo Conselho Universitário (Consu). “É uma necessidade para que os professores possam se dedicar ao ensino, pesquisa e extensão”, disse Ana Thé. A categoria também questiona a justificativa oficial de cumprimento da LRF, informando que há grande número de funcionários comissionados ligados diretamente ao reitor, 55 apenas no campus de Montes Claros. O professor Ildenílson Meireles disse que a posição do reitor é de servidão voluntária e lembrou que a retirada do adicional não é determinação do governo, mas orientação, acatada sem questionamentos por parte da reitoria. “Isso é servilismo”, acusou. A Adunimontes convocou para amanhã, 31, às 10h30, em frente à reitoria, assembleia para definir ações Via Waldo Ferreira – Assessoria de Comunicação da Adunimontes