Prêmio de Fotografia Ciência & Arte – IFNMG vence concurso nacional

– O Instituto Federal do Norte de Minas Gerais venceu o Prêmio de Fotografia Ciência & Arte, promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com a professora Raquel de Oliveira Barreto, do Campus Araçuaí, conquistando o primeiro lugar na categoria “Imagens produzidas por câmeras fotográficas”. Ela usou a imagem de uma senhora ao lado do fogão de lenha, intitulada pela pesquisadora como “Velhices que brotam no/do semiárido mineiro”, na tese de doutorado que defendeu em dezembro de 2018, “Cartografia dos modos de ser da velhice e do trabalho rurais no médio Vale do Jequitinhonha”. Essa foi a oitava edição do prêmio de Fotografia a professora procurou na sua tese de doutorado, mapear como a velhice é experimentada pelos sujeitos que vivem em comunidades rurais do município de Araçuaí, a fim de compreender seus modos de vida e de trabalho. “A senhora da foto é dona Ana, de 105 anos, mais conhecida como dona Conceição, que, atualmente, é moradora da cidade de Araçuaí, mas passou parte da vida na zona rural do município. Ela compõe as narrativas orais e fotográficas da tese, sobre a velhice e o trabalho rurais. Mesmo vivendo na cidade, a imagem retrata a permanência dos traços da territorialidade rural – a vestimenta, o fogão e as marcas do trabalho duro no corpo”, explica a pesquisadora. Pelo prêmio, Raquel receberá R$ 8 mil reais. A premiação acontecerá durante a 71ª Reunião Anual da SBPC, em julho de 2019, na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande-MS. Para a vencedora, o prêmio é um belíssimo reconhecimento da importância da pesquisa “e, de uma forma geral, nos convida a pensar nos olhares que ainda precisamos lançar para a temática da velhice e para o território do Vale do Jequitinhonha. Estamos muito felizes e honrados com essa conquista! Aproveito para agradecer ao meu orientador, professor Alexandre Carrieri, e a todos os demais parceiros, co-construtores dessa pesquisa”, diz a servidora. Foram inscritos 1023 trabalhos, sendo 487 da Categoria “Imagens produzidas por câmeras fotográficas” e 268 da Categoria “Imagens produzidas por instrumentos especiais”. A seleção dos vencedores foi realizada durante a reunião da Comissão Julgadora, no último dia 9 de abril, na sede do CNPq. Os trabalhos foram submetidos à comissão julgadora para avaliação, considerando os critérios definidos no regulamento, como impacto visual, originalidade, domínio da técnica e estética, relevância da imagem para a pesquisa e contribuição para a popularização e divulgação científica e tecnológica.

Professor de Minas repudia aprovação da reforma da Previdência na CCJ

 – O Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais conclama a categoria a pressionar os deputados, para que eles se posicionem e votem contra essa proposta – A base governista na Câmara dos Deputados deu no último dia 16, o primeiro passo no Legislativo para retirar direitos previdenciários do povo brasileiro. A pedido do governo Bolsonaro e após diversas manobras do executivo, foi aprovado, por 48 votos a favor e 18 contra, o relatório da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. A proposta segue agora para a Comissão Especial. Sob o falso argumento de que essa reforma vai equilibrar as contas públicas e reativar a economia, promove-se um dos mais contundentes ataques aos direitos sociais do povo brasileiro. Da forma que está elaborada, a proposta reduz significativamente o valor das aposentadorias (em mais de 40%, conforme cálculos já elaborados por economistas e especialistas), dificulta o acesso ao sistema previdenciário, acaba com a obrigatoriedade de reajuste dos benefícios e provoca outros graves prejuízos. Na prática, o projeto atual significa privatizar a Previdência Social e extinguir o modelo existente hoje, que representa o maior programa de distribuição de renda no país. Trata-se de uma proposta que beneficia somente o setor o financeiro, representado pelos bancos, que pretendem lucrar com a capitalização, e o grande empresariado, que faz lobby para não contribuir com o INSS. Nem mesmo o pequeno empresário tende a ser beneficiado, já que a população terá seu poder de compra reduzido, diminuindo o ritmo da economia interna. Não é por menos que o ministério da Economia negou o acesso aos documentos que serviram de base à proposta enviada. Segundo o governo Bolsonaro, a censura aos dados ocorreu para que a divulgação deles não “afete os mercados” nem a “tramitação no Legislativo”. Sabe-se bem que o equilíbrio fiscal e orçamentário do país depende, na verdade, de geração de empregos formais, investimentos público e privado, fortalecimento do mercado interno e do setor industrial, entre outras ações de estímulo à economia e de reforço do caixa da União – como a cobrança dos sonegadores fiscais e a taxação de grandes fortunas, a exemplo de países desenvolvidos. Na contramão disso, as medidas que têm sido adotadas pelo governo, como cortes de recursos em áreas essenciais, entre elas educação e saúde, e exclusão de direitos sociais, somente aprofundam a crise e aumentam a desigualdade. Nesse debate da Previdência, vale lembrar que os defensores da reforma trabalhista, aprovada no governo Temer e apoiada por Bolsonaro, prometeram gerar milhões de postos de trabalho. No entanto, o mais recente dado do IBGE registra o aumento do desemprego no país e a queda na renda. Caso a pressão da sociedade não aumente, a expectativa é de que a proposta do governo também possa ser aprovada na Comissão Especial e em outras instâncias. Soube-se hoje, conforme noticiado pela imprensa, que o governo Bolsonaro ofereceu R$ 40 milhões em emendas para deputados que votarem a favor da reforma. O montante representa um acréscimo de 65% no valor que cada parlamentar pode manejar no orçamento federal de 2019. Traidores dos trabalhadores Na CCJ, votaram a favor do projeto do governo Bolsonaro os seguintes deputados federais de Minas Gerais: Bilac Pinto (DEM), Delegado Marcelo (PSL), Lafayette Andrada (PRB), Luis Tibé (AVANTE), Marcelo Aro (PP) e Paulo Abi-Ackel (PSDB). Somente os deputados federais mineiros Patrus Ananias (PT) e Subtenente Gonzaga (PDT) votaram contra a reforma. Por essas razões, o Sinpro Minas conclama todos os professores a pressionar os deputados, para que eles se posicionem e votem contra essa proposta. Há várias formas de pressioná-los e de fomentar o debate na sociedade. Uma ferramenta foi desenvolvida para enviar mensagens aos parlamentares (clique aqui), e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) lançou uma campanha nacional (clique aqui), com informações sobre os riscos dessa reforma, que representa um retrocesso sem precedentes para a população brasileira. Acesse, informe-se, encaminhe os e-mails aos deputados e compartilhe os dados! Sigamos atentos e fortes, para impedir que prospere mais esse grave ataque promovido pelo governo Bolsonaro aos direitos do povo brasileiro. Via Sinpro

Rogério Correia será o relator da CPI de Brumadinho

 –  O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) foi escolhido nesta quinta-feira (24) o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o crime da Vale em Brumadinho. A escolha foi feita pelos integrantes da pela Comissão Externa do Desastre de Brumadinho, criada na Câmara dos Deputados. – Com experiência na relatoria da Comissão Extraordinária de Barragens, enquanto era deputado estadual na Assembleia Legislativa, o parlamentar acompanhou as investigações sobre o crime socioambiental de Mariana em 2015. O relatório da Comissão, após ter recebido contribuições da sociedade civil mineira, foi aprovado este ano pelos deputados, e estabelece controles mais rígidos e punições mais severas para as mineradoras que exploram o solo do Estado. O relatório da CPI de Brumadinho instalada hoje vai pedir maior rigidez nas fiscalizações das atividades minerárias e rigor nas punições aos crimes socioambientais. Desde as primeiras notícias sobre a tragédia em Brumadinho, e tão logo visitou a cidade (no mesmo dia) e ficou a par das primeiras informações, Rogério Correia defendeu que não foi acidente, mas crime, uma vez que a Vale não pode mais ser poupada de investigação séria sobre sua culpa. Há pouco mais de dois meses, o deputado mineiro contestou o presidente da Vale, Fabio Schvartsman, que prestava depoimento em audiência pública da Comissão Externa na Câmara. “Estamos diante de um crime que ocorreu em Mariana e em Brumadinho e o presidente da Vale se porta como um artista, como se não pudesse ser responsabilizado pelas mortes de tantas pessoas”, afirmou. A presidência da CPI será do deputado federal Júlio Delgado (PSB-MG).

Sindipira promove festa para os trabalhadores e para as mães no dia 1° de maio

 – Evento acontecerá no Parque de Exposições de Pirapora –  O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Pirapora – SINDIPIRA, realizará na próxima quarta-feira (1° de Maio) das 12 às 18 horas, no Parque de Exposições de Pirapora, uma grande festa para os servidores municipais, em comemoração pelo Dia do Trabalhador e para as mães piraporenses, em homenagem ao Dia das Mães. Para a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Pirapora – SINDIPIRA, Ernaldina Rodrigues, a entidade não vem medindo esforços para representar a categoria, não só nas questões financeiras, mas também nas questões sociais. “Com a efetiva colaboração de todos os demais membros da atual diretoria, o Sindicato vem desenvolvendo um trabalho ardoroso em prol dos servidores públicos sindicalizados, na defesa dos seus direito, além de assinatura e implementação de diversos convênios em favor dos associados, dentre eles, convênios com planos de saúde para atendimento em clínicas e hospitais, seguro de vida e auxílio-funeral, além de diversos outros que geram descontos aos sindicalizados junto ao comércio local”, informou Dina, como é conhecida. Segundo ela, as mães também serão homenageadas, em comemoração ao dia das mães. O Sindpira conta atualmente com cerca de 1.150 servidores filiados, e vem fortalecendo sobremaneira as atividades sociais e comunitárias no Sindicato, além de assistência jurídica fornecida de forma gratuita em casos específicos, e a implementação de atendimento em dois turnos diários de trabalho, com orientações as mais diversas demandadas pelo conjunto dos servidores públicos municipais.

Helicóptero do Estado busca vice-governador em spa de luxo

Paulo Brant (Novo), e sua esposa, Alexia Paiva, utilizaram um helicóptero do governo de Minas, para se deslocarem de Nova Lima para Ouro Preto O vice-governador do Estado, Paulo Brant (Novo), e sua esposa, Alexia Paiva, utilizaram um helicóptero do governo de Minas, no último domingo, para se deslocarem de um spa de luxo, em Macacos, distrito de Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, para Ouro Preto, na região Central do Estado. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da vice-governadoria. Segundo nota enviada a O TEMPO, o vice-governador e sua esposa estavam hospedados em um spa de luxo no município, durante o feriado da Semana Santa. A justificativa para o uso do helicóptero é que o hotel está na rota aérea para Ouro Preto, onde foi realizada a cerimônia de entrega da Medalha da Inconfidência. De acordo com o comunicado, além de Paulo Brant e sua esposa, estava no voo o ajudante de ordens capitão Alencar. O ato foi bastante criticado pelos hóspedes do hotel, que testemunharam a decolagem. Eles alegam que o Partido Novo se elegeu em 2018 com o discurso de que faria um governo “diferente” e “com a promessa de acabar com a farra dos voos do ex-governador Fernando Pimentel (PT)”. Em campanha, o governador Romeu Zema (Novo) afirmou que não utilizaria as aeronaves do governo e que se deslocaria em voos de carreira. No entanto, ele já descumpriu essa promessa. De acordo com dados divulgados pelo Portal da Transparência, Zema viajou em aeronaves do Estado 16 vezes, entre 16 de janeiro e 29 de março. Entre as viagens estão duas para a cidade de Brumadinho após o rompimento da barragem I da mina de Córrego do Feijão, um voo de helicóptero de Belo Horizonte para a Contagem, na região metropolitana, em 29 de março, para uma palestra, e viagens para Brasília, sendo que, em uma delas, o avião foi buscá-lo na sua cidade natal, Araxá. Via O Tempo

Minas Gerais tem, em média, 1.256 casos de dengue por dia

De janeiro até esta segunda-feira (22) são 140.754 notificações. Em apenas uma semana, a quantidade de doentes subiu mais de 19 mil no Estado. Ao todo, 14 pessoas já morreram em decorrência da enfermidade e outros 57 óbitos são investigados no território. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) no mesmo dia em que a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) inaugurou uma Unidade de Reposição Volêmica (URV) na cidade, oferecendo hidratação com soro para pacientes que não precisam de internação. No local são 25 leitos, todos ocupados apenas na primeira hora de abertura. A sala fica na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Centro-Sul e funcionará sem interrupções, durante as 24 horas do dia. Pessoas com sintomas de dengue atendidas nas outras oito UPAs da metrópole serão encaminhadas para o espaço. Segundo a PBH, não há previsão de aumento dos leitos na Unidade de Reposição Volêmica. Para atender à demanda, centros de saúde da capital continuam com funcionamento aos sábados Avaliação Quem tem a enfermidade acredita que a medida pode ser positiva, caso o atendimento ocorra de forma mais ágil. “Se colocarem profissionais capacitados que possam identificar mais rápido se alguém tem dengue ou não, sem ter a necessidade de ela ir ao médico mais de uma vez pelo mesmo motivo, vai ser bom. Muitas vezes procuramos ajuda, somos medicados, os sintomas somem por um tempo e depois voltam. Aí precisamos precisa ir de novo ao posto”, frisa a cabeleireira Diana nascimento, de 25 anos. A operadora de terminal Jennifer Emily Costa, de 23, lembra que chegou a procurar um centro de saúde na última semana, mas os sintomas pioraram. Depois de conseguir atestado de dois dias, ela chegou a voltar ao trabalho, mas as dores no corpo ficaram mais intensas. “Vim direto na UPA dessa vez, porque foi a orientação que recebi no posto. Será bem melhor ter leitos separados. Ficar aqui na cadeira com o corpo todo doendo e a cabeça também só piora a situação, é ruim demais”, diz. Sentada na sala de espera, a auxiliar de serviços gerais Brenda Goudinho, de 33 anos, mal consegue falar. Ela foi levada para o serviço de emergência pelo marido, Pablo Silva, de 35. Segundo ele, os sintomas começaram no feriado, mas só ficaram mais intensos ontem. “Conhecemos muitas pessoas com dengue, é importante que o poder público tenha, além das ações de combate à epidemia, políticas voltadas para quem já está com a doença”, afirma. No território Das 14 mortes causadas pela doença, seis foram registradas em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), conforme o boletim epidemiológico divulgado ontem pela SES. Os outros óbitos foram em Arcos (região Centro-Oeste), Ibirité (Grande BH), Uberlândia e Frutal (Triângulo) e Paracatu e Unaí (Noroeste).

Medalha da Inconfidência, 67 anos de bajulação política. E ideológica

Homenagem no dia da Inconfidência Mineira tem servido aos governadores para agraciar amigos e aliados, escolhidos com claro viés ideológico A entrega da Medalha da Inconfidência no dia de Tiradentes, 21 de abril, é um ato simbólico em que o Estado reconhece a importância dos trabalhos de pessoas ao povo de Minas. Mas, na prática, 67 anos após a sua criação, a homenagem não passa de um mero instrumento de bajulação política, entre tantos outros. E vai perdendo relevância. Sinal disso é a ausência este ano do maior agraciado, o presidente Jair Bolsonaro, que agradeceu a honraria, como mandam as boas maneiras, mas nem cogitou se deslocar até Minas para recebê-la; preferiu passar o domingão com a família. Muitos homenageados, em variados segmentos de atuação, podem exibir feitos que os façam merecedores da honraria do Estado. O que não diminui o fato de que parte das medalhas é usada para afagar parceiros políticos. Neste ano, para não fugir à regra, o governador Zema está agraciando, além de Bolsonaro, o governador do Rio, Wilson Witzel. O governador mineiro tem identificação ideológica com o colega do Rio e o presidente, todos eles posicionados à extrema direita no espectro político-partidário. Se Witzel já fez algo por Minas, ou pelo menos conhece o estado, pouco importa. O que pesou em sua escolha como agraciado é a sua afinidade com Zema. No governador anterior, não foi diferente. Só mudou o viés ideológico. O ex-governador Fernando Pimentel privilegiou os políticos de esquerda na distribuição das medalhas. Chegou a receber críticas pela ideologização da homenagem. Um dos agraciados no seu primeiro ano de governo foi João Pedro Stédile, o líder de um dos movimentos mais radicais de esquerda, o MST. O que gerou protesto de deputados conservadores. Ano passado, depois de medalhar diversos aliados do PT pelo país afora, a gestão Pimentel voltou a agraciar o MST com a medalha Grau Inconfidência, na pessoa do diretor Silva Neto. Via Os Novos Inconfidentes

Lava jato levou cinco anos para chegar no tesoureiro de Aécio

Tão célere em investigar e prender desde que foi criada, a força tarefa só agora foi atrás do grupo responsável pela arrecadação do ex-governador de Minas Um atento observador da Lava Jato ficou com a pulga atrás da orelha na semana passada, quando a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços do ex-presidente da Codemig, Oswaldo Borges da Costa, e outros aliados de Aécio Neves em Belo Horizonte. Tão célere em investigar e prender desde que foi criada, em 2014, a força tarefa só agora, cinco anos depois, chegou ao tesoureiro do ex-governador mineiro. Segundo o observador, já em 2015 se sabia que “Oswaldinho” e o pessoal do DEOP (o então Departamento de Obras Públicas do estado) eram os responsáveis pela arrecadação de recursos para a campanha presidencial de Aécio. “Em qualquer botequim da cidade se falava nisso”, lembra. Depois de cumprir mais de mil mandados de busca e apreensão, só agora a Lava Jato foi fazer uma batida na casa do tesoureiro. “Em todos esses anos, eles foram na casa de publicitários, executivos, empresários, políticos, advogados, só não foram na casa daqueles que foram denunciados ou delatados como sendo os operadores”, observa a fonte de Os Novos Inconfidentes. Fica a pergunta no ar: isso aconteceu para que essas pessoas ganhassem tempo para esconder as provas ou foi porque, naquele primeiro momento, não havia interesse real de descobrir a verdade? Via Os Novos Inconfidentes

Servidores de Minas recebem mais uma parcela do 13º nesta quinta-feira

Escala inicial previa depósito para segunda-feira que vem, dia 22. De acordo com Secretaria da Fazendam antecipação se deve a ‘organização do fluxo de caixa do Estado’ Os servidores públicos do Executivo mineiro receberão a terceira parcerla do 13º salário de 2018 na próxima quinta-feira, dia 18, véspera do feriado de Sexta-feira da Paixão. A escala foi antecipada em quatro dias. De acordo com nota divulgada pela Secretaria da Fazenda, o pagamento será possível em função da “organização do fluxo de caixa do Estado”, o que seria uma “prioridade” do governo de Romeu Zema (Novo). A dívida de R$ 2,1 bilhões será paga em 11 parcelas – entre fevereiro e dezembro deste ano, com uma parcela mínima de R$ 300. Ao anunciar a escala, o governo informou que o depósito seria realizado sempre no primeiro dia útil após o dia 20 de cada mês. Os profissionais da segurança pública receberão a terceira parcela junto com os demais servidores. No entanto, depois de uma manifestação da categoria em 22 de fevereiro, quando policiais fecharam a MG010 e queimaram caixões na Cidade Administrativa, o governo cedeu à pressão e antecipou o prazo final para quitar as parcelas restantes do grupo para 21 de maio.

Procuradoria Geral da República quer Aécio e Anastasia na 1ª instância

Raquel Dodge enviou também os inquéritos de Gleisi, Cunha, Jucá e Eunício para serem julgados nos seus respectivos estados A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedidos de declínio de competência para a primeira instância de quatro inquéritos de investigações no âmbito da Operação Lava Jato. A procuradora destaca o entendimento firmado recentemente pela Corte sobre foro privilegiado – prerrogativa de função -, e “a necessidade de que as investigações continuem”. Raquel pede o envio das investigações para o Distrito Federal, e também para Minas e São Paulo. De acordo com a procuradora-geral, as investigações contra o ex-senador Romero Jucá (MDB/RR) pelo suposto recebimento de propina pela conversão em lei das Medidas Provisórias 470/2009 e 472/2009 devem ser conduzidas pela Justiça Federal no Distrito Federal. Para ela, também devem ser enviadas para a Seção Judiciária do DF as apurações das condutas de Jucá e do também ex-senador Eunício Oliveira (MDB/CE), pelo suposto recebimento de propina pela conversão em lei da MP 613/2013. Os fatos são apurados no inquérito 4.437. Em outro documento, Raquel manifesta-se pelo envio das investigações apuradas pelo inquérito 4.232, também para o DF. Ela defende o prosseguimento da investigação em relação ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB/RJ), o doleiro Lúcio Funaro e outros seis investigados. Eles são acusados de corrupção passiva e ativa, além de lavagem de dinheiro. Minas Para a procuradora-geral, a investigação dos fatos apurados no inquérito 4.432 – que investiga suposto pagamento de “valores indevidos” ao senador Antonio Anastasia (PSDB/MG), ao deputado federal Dimas Fabiano (PP/MG) e ao ex-ministro Pimenta da Veiga, por solicitação do deputado federal Aécio Neves (PSDB/MG), a pretexto de suas campanhas eleitorais em 2014 – deve prosseguir na Justiça Federal em Minas. O inquérito apura os delitos de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e corrupção ativa. Delatores apontam que o então senador Aécio Neves, na campanha das eleições de 2014, teria solicitado doações no valor de R$ 6 milhões, em beneficio próprio e de aliados políticos. Segundo os depoimentos, “as doações foram efetuadas de maneira dissimulada, com o propósito de ocultação, em função de influência política que o parlamentar exerceu, como governador de Minas, sobre seu partido e no Congresso Nacional, para favorecimento de empreitadas e projetos do Grupo Odebrecht”. Em relação à possível prática de falsidade ideológica eleitoral, a procuradora-geral afirma “não haver indícios mínimos sobre a utilização, em campanha eleitoral, de valores não contabilizados e não declarados à Justiça Eleitoral”. Nesse ponto, a PGR promoveu o arquivamento dos fatos. São Paulo Raquel também defende que o inquérito 4.130, que investiga a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT/PR), deve ser enviado para a 6.ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária de São Paulo. Investigações apontam a participação dela, quando era senadora, em suposto esquema de pagamento de propinas em valores milionários para diversos agentes públicos, entre 2009 e 2015, por meio de organização criminosa, no âmbito do antigo Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão. O processo foi desmembrado e os outros envolvidos sem foro por prerrogativa de função já foram denunciados à 6.ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária de São Paulo. Sobre a suposta omissão dos investigados em declarar à Justiça Eleitoral a utilização, em campanha eleitoral, dos valores identificados ao longo das apurações, a procuradora-geral promoveu o arquivamento, “dada a ausência de indícios de autoria e materialidade”. Defesa Todos os políticos citados nos inquéritos negam recebimento de propinas.