Pesquisa BTG/FSB aponta Lula com 14 pontos de vantagem sobre Bolsonaro

O ex-presidente Lula tem 43% de intenções de voto ante 29% do atual inquilino do Palácio do Planalto. Segundo o levantamento, Lula continua como favorito na disputa presidencial de 2022 enquanto o presidente Jair Bolsonaro se consolida na segunda posição. De acordo com a pesquisa, todos os demais sete nomes apresentados no levantamento [veja abaixo], juntos, têm apenas 24%. Ou seja, dentro da margem de erro, Lula pode vencer a disputa no primeiro turno. Confira os números do BTG/FSB [estimulada]: ► Lula 43% ► Bolsonaro 29% ► Ciro Gomes 9% ► Sérgio Moro 8% ► João Doria 2% ► André Janones 2% ► Eduardo Leite 2% ► Simone Tebet 1% ► Felipe D’Ávila 0% ► Branco/Nulo/Nenhum 4% ► Não sabe/não respondeu 1% Na hipótese da terceira via, Ciro Gomes tem 9%, seguido de Sérgio Moro, com 8%. No cenário estimulado pela pesquisa BTG/FSB, apenas 5% dos eleitores não escolhem nenhum dos nomes apresentados. Na disputa pelo segundo turno, Lula vence com 54%, contra 35% de Bolsonaro, enquanto 11% não votariam em nenhum deles. A pesquisa ainda aponta que, hoje, 29% do eleitorado avaliam o governo Bolosnaro como ótimo/bom, 17% como regular e 53% como péssimo/ruim. Há, ainda, 61% que desaprovam o jeito de o presidente governar, contra 34% que aprovam. O instituto FSB disse que entrevistou 2.000 eleitores entre os dias 19 e 20 de março de 2022. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-09630/2022. A pesquisa foi contratada pelo banco BTG Pactual, ao custo de R$ 128.957,83.

Geraldo Alckmin confirma filiação ao PSB: “Momento exige grandeza política”

 Ex-governador de São Paulo confirmou a filiação ao partido socialista, que sela a negociação para se tornar vice na chapa de Lula Pelas redes sociais, Geraldo Alckmin confirmou na manhã desta sexta-feira (18) sua filiação ao PSB, que sela a negociação para que o ex-governador de São Paulo seja vice na chapa de Lula (PT) na disputa presidencial de outubro. “O tempo da mudança chegou! Depois de conversar muito e ouvir muito eu decidi caminhar com o Partido Socialista Brasileiro – PSB. O momento exige grandeza política, espírito público e união”, escreveu o novo socialista. “A política precisa enxergar as pessoas. Não vamos deixar ninguém para trás. Nosso trabalho para ajudar a construir um país mais justo e pronto para o enfrentamento dos desafios que estão postos está só começando”, emendou. O tempo da mudança chegou! Depois de conversar muito e ouvir muito eu decidi caminhar com o Partido Socialista Brasileiro – PSB. O momento exige grandeza política, espírito público e união. pic.twitter.com/V2gwlEQdHI — Geraldo Alckmin ???????? (@geraldoalckmin) March 18, 2022 Alckmin deve se filiar ao PSB na próxima quarta-feira (23). O ato encerra a novela iniciada em 15 de dezembro, quando deixou o PSDB após 33 anos no partido, e deve acelerar os preparativos para o lançamento oficial da pré-candidatura de Lula à Presidência em um grande ato nas ruas no dia 1º de Maio. Pré-campanha na rua Fontes ouvidas pela Fórum afirmaram que a indecisão de Alckmin motivou o atraso no lançamento da chapa, já que Lula gostaria de iniciar a pré-campanha em abril. Com a decisão, há possibilidades de que o ato seja antecipado, mas a ideia de lançar a sexta campanha presidencial de Lula no Dia do Trabalho ganhou muitos adeptos devido à simbologia da data. Além de Lula e Alckmin, o evento vai contar com trabalhadores, centrais sindicais, movimentos sociais e políticos do PSB, PCdoB, PSol, PV, Rede e Solidariedade, que compõem a frente ampla, além de quadros progressistas do MDB e do PSD, como os senadores Omar Aziz (AM) e Otto Alencar (BA), que ganharam notoriedade na CPI da Covid-19. O ato tem sido planejado de forma a mostrar a força do ex-presidente nas ruas, apelando para a memória da militância ao lembrar os grandes discursos do petista desde os tempos de sindicalista às campanhas de 2002 e 2006, quando Lula reunia multidões por onde passava. Lula deve concentrar seu discurso nas propostas de recuperação do país, destruído após o golpe. Ao mesmo tempo, deve recordar os tempos em que esteve à frente do governo e sua gestão na economia, que permitiu a ascensão social de milhões de brasileiros, que podiam “fazer churrasco e tomar cerveja” aos finais de semana.

Ministro Alexandre de Moraes determina bloqueio do Telegram no Brasil

O aplicativo já era alvo do Tribunal Superior Eleitoral por não ter representante legal no Brasil e não se comprometer a coibir fake news  O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio da operação do aplicativo de mensagens Telegram em todo o Brasil em razão de descumprimento de ação judicial. A rede social permitiu que o blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, notório disseminador de fake news, voltasse a operar na plataforma, descumprindo determinação do STF. “Determino a suspensão completa e integral do funcionamento do Telegram no Brasil, defenso ser intimado, pessoal e imediatamente, o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatall), Wilson Diniz Wellisch, para que adote imediatamente todas as providências necessárias para a efetivação da medida”, diz trecho da decisão de Moraes, expedida na quinta-feira (17). A decisão foi dada após o Telegram permitir o retorno de Allan dos Santos à plataforma. Em fevereiro, foi determinado pelo STF o banimento dos canais ligados ao blogueiro bolsonarista. A rede chegou a atender à determinação, mas depois permitiu o retorno. “A suspensão completa e integral do funcionamento do Telegram no Brasil permanecerá até o efetivo cumprimento das decisões judiciais anteriormente emanadas, inclusive com o pagamento das multas diárias fixadas e com a indicação, em juízo, da representação oficial no Brasil (pessoa física ou jurídica)”, decidiu o magistrado. O aplicativo permitia, entre outras coisas, que Allan pedisse doações em formato de bitcoin. O bloqueio foi solicitado pela Polícia Federal (PF), que apontou que o Telegram não colaborava com as investigações do inquérito aberto contra Allan dos Santos. Telegram tem que seguir regras, diz especialista A jornalista e pesquisadora Renata Mielli, secretária-geral do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé e integrante da Coalizão Direitos da Rede, disse à Fórum que a decisão de Moraes não surpreende devido ao histórico do aplicativo, que frequentemente desrespeita o que prevê a legislação brasileira. “Há algum tempo as autoridades nacionais tentam fazer com que o Telegram coopere com o Poder Judiciário, principalmente no enfrentamento à desinformação. O Telegram nunca respondeu às várias tentativas de contato que as autoridades fizeram”, apontou. “Nenhuma empresa que atua no Brasil pode atuar à revelia da legislação nacional e se negar a cooperar com as autoridades brasileiras. Essa é postura do Telegram, tanto no Brasil como no mundo”, afirmou Mielli. “Uma empresa que oferta um serviço de mensagens para mais de 60 milhões de brasileiros, que tem um impacto importante no debate público, que influencia na disseminação de conteúdos com impactos políticos, eleitorais e sociais, não pode se negar a cooperar com as autoridades. A decisão do ministro é grave, severa, mas demonstra que o Brasil não está disposto a ser visto como um país aonde não é necessário seguir regras. Se uma empresa precisa seguir regras, elas precisam ser seguidas por todas”, defendeu. “Telegram é barbárie completa”, diz pesquisador O pesquisador Felipe Pena, professor de Comunicação da UFF e coordenador de uma pesquisa sobre fake news na universidade, defendeu a suspensão do aplicativo Telegram no Brasil durante participação recente no Jornal da Fórum. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já cogitava a suspensão da rede após não conseguir contato com os responsáveis da plataforma, que não possui sede no Brasil. O país não é o primeiro a suspender o Telegram. O grupo de pesquisa de teoria do jornalismo da Intercom/UFF, o qual Pena coordena, analisa cem grupos bolsonaristas de Telegram e de WhatsApp. O objetivo é mapear as notícias falsas que são elaboradas nesse ambiente sem controle e identificar a percepção das pessoas diante das narrativas mirabolantes gestadas pela base de apoio do presidente Jair Bolsonaro. Segundo Pena, há uma migração do WhatsApp para o Telegram, em razão do controle que a rede social estadunidense tem imposto. “O grande problema do Telegram é que não tem escritório no Brasil, é uma terra sem lei mesmo. Isso que o Barroso fez é um pré-aviso. Tenta contato, mas não consegue”, explicou Pena no Jornal da Fórum. “Eu sou favorável sim à suspensão. Não tem escritório no Brasil para responder? Tem que fechar. Senão vira terra sem lei. O Telegram é uma barbárie completa. As pré-conclusões nas nossas pesquisas são as piores possíveis”, completou. Via Fórum

Com unanimidade, Rede aprova federação partidária com PSOL

Marina Silva e Heloísa Helena votaram favoravelmente à federação da Rede com PSOL. Foto: Roberto Stuckert Filho  O partido Rede Sustentabilidade aprovou por unanimidade, neste sábado (12), a proposta de federação com o PSOL. A ex-ministra Marina Silva e a ex-senadora Heloisa Helena votaram favoravelmente à proposta. Agora, falta apenas o PSOL aprovar a proposta, A sigla se reunirá na próxima terça-feira (15) para tomar uma decisão. Em sua rede social, a presidente do PSOL, Juliana Ribeiro, rebateu, neste sábado (12), as críticas do deputado federal do partido, Glauber Braga (PSOL-RJ), à busca de unidade da direção do PSOL em torno da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Com todo respeito ao deputado, “erra feio” quem acredita que é hora de ressaltar diferenças ao invés de buscar a unidade. Felizmente, o congresso do PSOL decidiu o contrário: trabalharemos para unir as esquerdas em torno de um programa antineoliberal”, escreveu. Com todo respeito ao deputado, “erra feio” quem acredita que é hora de ressaltar diferenças ao invés de buscar a unidade. Felizmente, o congresso do PSOL decidiu o contrário: trabalharemos para unir as esquerdas em torno de um programa antineoliberal. https://t.co/hdOdGd0it8 — Juliano Medeiros (@julianopsol) March 12, 2022 Federação Rede e PSOL ainda não garante apoio a Lula O presidente da Rede, Wesley Diógenes, confirmou que a federação, caso formada, provavelmente apoiará a candidatura de Lula . Apesar disso, segundo ele, ainda haverá um debate interno sobre o posicionamento da sigla. Ele também usou sua rede social para comentar a federação com o PSOL com o objetivo de, segundo ele, lutar “contra o fascismo e por um Brasil mais justo e sustentável”. Em reunião histórica, o Elo Nacional da @REDE_18 aprovou por unanimidade a Federação com o @psol50 baseado num programa que coloca a defesa socioambiental no centro do processo da disputa eleitoral. Vamos juntos na luta contra o fascismo e por um Brasil mais justo e sustentável. — Wesley Diógenes (@Diogenes_Wesley) March 12, 2022 Heloísa Helena (Rede), que já declarou apoio a Ciro Gomes (PDT) também comentou a decisão da sigla de aprovar a federação com o PSOL e destacou o direto de ambos os partidos à divergência pública. O senador Randolfe Rodrigues deve ocupar a coordenação da campanha de Lula. Em reunião do Elo Nacional a REDE aprovou por unanimidade a Federação com o PSOL, preservando a autonomia dos dois Partidos no DIREITO À DIVERGÊNCIA PÚBLICA – na eleição presidencial e nos estados, já pactuados nas tratativas entre os dois Partidos. — Heloisa Helena (@_Heloisa_Helena) March 12, 2022 Enquanto isso, Glauber Braga, que se opõe à articulação em torno do apoio à candidatura de Lula, quer se lançar à Presidência, diz contar com o apoio de parte da militância da sigla O partido decidirá seu posicionamento em votação, mas lideranças como Guilherme Boulos já anunciaram apoio ao ex-presidente. Via DCM

MBL afunda. E seus padrinhos, fingem que não os conhecem? Por Fernando Brito

Vítima de suas próprias molecagens exibicionistas, os integrantes do “Movimento Brasil Livre” não estão à beira de um ataque de nervos com o episódio – vindo deles, nada surpreendente – das declarações imundas de seu ex-candidato a governador de São Paulo, na chapa do Podemos de Sergio Moro. Não estão à beira porque já estão em pleno ataque de nervos, sentindo que acabou o “bocão” que conseguiram na política, desde que começaram a ser incensados pela mídia nos protestos pela derrubada de Dilma Rousseff. O vídeo de ontem, de seu “coordenador” – aquele do Renan Santo recém-chegado do Leste Europeu, onde fazia seus “golden tur“, que reproduzo abaixo dá ideia da histeria em que estão por terem perdido o “movimento da boca livre” política que há anos mantém, trocando de “lider”: de Eduardo Cunha para Jair Bolsonaro, de Bolsonaro para Doria e de Doria para Sérgio Moro, de quem receberam a capitania do Podemos paulista. Claro que nunca faltaram evidências de que era gente de comportamento amolecado e que viviam desta exploração de prestígio, que os levou a terem votações expressivas, porque idiotas não costumam ser matéria escassa. Mas os que se serviram deles de idiota nada têm. E, agora, todos ele vão fingir que nem os conhecem, quando estão descendo à cova política. * Editor do Blog Tijolaço

Dia Internacional da Mulher: 6 atitudes que as mulheres não toleram mais

Flores, bombons, mensagens vazias de WhatsApp: 8 de março não tem nada de comercial e é também um convite aos homens para refletirem sobre suas atitudes  Nesta terça-feira (8), comemora-se o Dia Internacional da Mulher, data que simboliza a luta histórica das mulheres para terem suas condições equiparadas às dos homens. Apesar da versão mais difundida ser a de que a data remonta a um incêndio em uma fábrica, que vitimou 125 operárias, segundo o site Brasil de Fato, o primeiro registro é de 1910. Durante a II Conferência Internacional das Mulheres em Copenhague, na Dinamarca, Clara Zetkin, feminista marxista alemã, propôs que as trabalhadoras de todos os países organizassem um dia especial das mulheres, cujo primeiro objetivo seria promover o direito ao voto feminino. A reivindicação também inflamava feministas de outros países, como Estados Unidos e Reino Unido. O incêndio na fábrica Triangle Shirtwaist, em Nova York, teria ocorrido um ano depois, e fez com que a luta das mulheres crescesse ainda mais, em defesa de condições dignas de trabalho. As reinvindicações continuam até hoje, seja para melhores salários, fim da violência doméstica, direito ao estudo, entre outras. Apesar de cada mulher ter sua realidade e luta específicas – com os devidos recortes de raça, sexualidade e nacionalidade, por exemplo – é fato que o 8 de março nada tem de comercial. No entanto, é comum todos os anos recebermos uma chuva de parabéns, flores ou bombons. O que as mulheres não aguentam mais no 8 de março: Flores, bombons, mensagens vazias de WhatsApp Basta sair na rua para receber flores de desconhecidos ou chegar no trabalho e se deparar com uma rosa em sua mesa. Apesar de muitas pessoas gostarem de ganhar flores, o Dia Internacional da Mulher nada tem a ver com dar presentes ou fazer homenagens através de mensagens de WhatsApp. Mais eficiente seria, por exemplo, pensar em políticas públicas, equiparação salarial ou o fim de comentários machistas camuflados de piadas. “Não sou machista”, “nem todo homem” Praticamente todas as mulheres já ouviram essa frase saindo da boca de algum homem. Muitas vezes, essa é a primeira reação deles quando algo que falaram é apontado como preconceituoso. Embora os homens façam todo o possível e impossível para se desconstruir, não é porque deixaram de ser machistas em algum momento que estão imunes para sempre. O machismo é a norma, é estrutural, e é como a sociedade percebe os comportamentos. Então não, você não deixou de ser machista porque respeita sua mãe ou sua irmã. Foto com a mãe, namorada, irmã, sobrinha… Falando em não deixar de ser machista porque respeita a mãe, outra atitude que cansa é no 8 de março ver aquele homem que o ano inteiro foi machista publicando foto com a mãe ou a namorada e dizendo que “são as mulheres da vida dele”. A luta contra o machismo vai muito além de uma data ou querer mostrar para os outros que você ama mulheres que estão à sua volta. É necessário comprometimento, estudo e autocrítica – e isso o ano inteiro, não apenas quando convém. Assédio disfarçado de elogio Outra atitude que não aguentamos mais são assédios disfarçados de elogios. Muito cuidado ao dizer o que você pensa para uma mulher. Mesmo que, para você, pareça legal chegar do nada e dizer que a pessoa está linda, muitas vezes esses “elogios” são completamente inapropriados, principalmente dentro de uma relação profissional – onde acontecem com muita frequência. Sobrecarregar mulheres para que elas resolvam tudo A sobrecarga que os homens colocam em cima das mulheres vai além das tarefas domésticas e cuidados com as crianças. A maioria dos homens se limita a executar as ordens dadas pelas mulheres que, muitas vezes, devem ser verbalizadas mais de uma vez e de forma convincente. Essa carga mental, que é uma tarefa invisível, acontece em relações de diversas maneiras, inclusive quando os homens perguntam o que fazer para ajudar na luta contra o machismo, ao invés de procurar as informações na internet. “Somos todas iguais porque sofremos machismo” Essa frase não dá nem para culpar os homens, já que ela vem da boca das próprias mulheres, principalmente as cisgêneras, brancas e que estão dentro do padrão. Embora todas sejamos afetadas pelo patriarcado, os recortes são muito diferentes, e colocar tudo no mesmo saco dificulta principalmente a resolução de problemas sérios, como a violência doméstica. As questões de mulheres brancas são muito diferentes das de mulheres pretas, assim como de mulheres cisgêneras e mulheres trans, mulheres sem deficiência e mulheres com deficiência, magras e gordas, e por aí vai. É necessário enxergar a interseccionalidade dentro das relações. Via: Revista Fórum

8 de Março: Mulheres vão às ruas pelo fim do governo Bolsonaro

 “Pela Vida das Mulheres, Bolsonaro Nunca Mais! Por um Brasil sem machismo, racismo e fome” No Dia Internacional das Mulheres, brasileiras de todo o país saem às ruas para pedir o fim da violência contra as mulheres, do machismo, racismo, fome e, principalmente, por Bolsonaro nunca mais. A mobilização prevista para terça-feira já tem atos programados para pelo menos 15 estados. As mulheres da Central de Movimentos Populares (CMP), um dos movimentos que compõem a mobilização, defendem que a derrubada de Bolsonaro do poder é uma luta necessariamente feminista, anti-imperialista, anticapitalista, democrática, antirracista e antiLGBTQIA+fóbica. Destacam ainda que representa uma luta contra o desemprego, pela saúde, pelos direitos sexuais e reprodutivos, além da defesa do SUS e dos serviços públicos gratuitos e de qualidade. O coletivo de mulheres da CMP ressalta que o governo Bolsonaro tem aprofundado a crise econômica no Brasil e tornado a vida das mulheres ainda mais difícil. O número de brasileiras desempregadas já chega a quase 9 milhões e, segundo o Dieese, já são quase 51 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza nos últimos dois anos e mais de 10 milhões estão passando fome. “A fome é um ponto central. No ano passado, em uma articulação com a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e diversos movimentos sociais, conseguimos atender a mais de 500 famílias com distribuição de gás a preço justo e articulamos a doação direta de mais de 10 toneladas de alimentos. Ações concretas para superação da fome são necessárias e fazem parte da nossa luta”, destaca Melayne Macedo, do coletivo de mulheres da CMP de Pernambuco. Outra pauta que estará presente nas ruas será a luta contra a violência contra as mulheres. Nos primeiros seis meses de 2021, quatro mulheres foram mortas por dia no país por um atual ou ex-parceiro, totalizando 666 vítimas de feminicídio de janeiro a junho de 2021, de acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. “Infelizmente a pandemia agravou o cenário de violência contra a mulher e exige uma maior mobilização social. O discurso de ódio de Jair Bolsonaro também tem se espalhado e faz de nós, mulheres, sermos alvo preferencial dos machistas. Precisamos lutar contra isso. Não somos números, precisamos resistir para existir. A resistência e mobilização das mulheres é uma potência de transformação latente”, pondera a representante do Coletivo de Mulheres da CMP.

Editorial O Globo – Fala de Bolsonaro sobre a Ucrânia envergonha Brasil

O jornal O Globo avalia que as falas de Jair Bolsonaro sobre a guerra na Ucrânia envergonham o Brasil. “Nenhuma palavra de solidariedade aos civis ucranianos atingidos pelas armas de Putin (só ontem ele falou em oferecer vistos humanitários a refugiados). Nenhuma crítica à agressão russa ao território soberano da Ucrânia. Em vez disso, Bolsonaro fez apenas uma menção irônica ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky: ‘O povo confiou em um comediante para traçar o destino da nação’. Zelensky tem sido aplaudido no mundo todo por ter preferido cerrar fileiras com seus soldados na defesa do país a exilar-se”, aponta o editorial desta terça-feira. “As declarações de Bolsonaro, que revelam seu despreparo absoluto para lidar com política externa, são uma vergonha para o Brasil. Mais que isso, entram em conflito com as posições que o Itamaraty tem adotado nos foros internacionais”, escreve ainda o editorialista.

“Vírus comunista” – Elomar é entubado e está com 50% do pulmão comprometido

O cantor e compositor Elomar Figueira Mello, 84 anos, precisou ser entubado na noite desta quarta-feira (23). Ele está internado em Vitória da Conquista, cidade onde mora, no sudoeste da Bahia, após contrair Covid-19. A doença comprometeu 50% do seu pulmão, de acordo com informações da família. Elomar está no Hospital Samur. Na manhã desta quarta, a família havia anunciado uma melhora no quadro. Não há confirmação que Elomar tenha tomado as doses da vacina contra a Covid. Vírus chinês Durante a Virada Online de São Paulo, em 2020, Elomar provocou polêmicas ao chamar o coronavírus de “vírus comunista”, numa alusão que remete à crítica da direita internacional sobre a doença ter sido intencionalmente fabricada na China para obter lucros financeiros. “(…) mesmo dentro de uma crise, de um vírus comunista desgraçado, como esse que tá aí, perturbando a nós todos e ao mundo…”, disse o artista. Com informações do Metro 1

Anvisa aprova primeira terapia gênica contra câncer no Brasil

Desenvolvida na Suíça, terapia ajudará pacientes com câncer de sangue  A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou pela primeira vez um produto utilizado em um tipo específico de terapia para modalidades de câncer originadas no sangue (hematológicos), como leucemia, linfoma e mieloma. O produto é indicado para pessoas com até 25 anos de idade com determinados tipos de Leucemia Linfoblástica Aguda, bem como para pacientes adultos com tipos específicos de Linfoma. Na avaliação da Anvisa, essa é uma forma de terapia pioneira. A equipe técnica da Agência avaliou que o produto cumpre os requisitos mínimos de segurança e eficácia. O produto Kymriah, da empresa Novartis, poderá ser aplicado em terapias que empregam as chamadas células CAR-T para o tratamento destes tipos de tumor. Segundo a agência, esse tipo de tratamento atua por meio da coleta e alteração das células imunes dos pacientes. Neste método as células do paciente são coletadas para serem alteradas com a inclusão de um novo gene. Este gene contém uma proteína que direciona as chamadas células T para atuar contra as células tumorais. Após a modificação, as células são incorporadas no produto que será aplicado no paciente. Agência Brasil