TRF-5 anula operação de busca e apreensão da PF contra Ciro Gomes, por unanimidade

Operação realizada em dezembro foi alvo de um pedido de habeas corpus da defesa de Ciro, que classificou a ação como uma forma de retaliação contra a pré-candidatura dele à presidência O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) atendeu nesta terça-feira (22) a um habeas corpus movido pelo ex-ministro Ciro Gomes, pré-candidato à presidência pelo PDT, contra uma operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal na casa de Ciro em dezembro do ano passado. Ciro e o senador Cid Gomes (PDT-CE) foram alvos da “Operação Colosseum” no final de 2021. A ação, que cumpriu 14 mandados de busca e apreensão expedidos pela 32ª Vara da Justiça Federal, tinha como objetivo desmontar um suposto esquema de fraudes, exigências e pagamentos de propinas a agentes políticos e servidores públicos decorrentes de procedimento de licitação para obras no estádio Castelão, em Fortaleza (CE), entre os anos de 2010 e 2013. No dia da operação, Ciro foi às redes sociais denunciar que a operação se tratava de uma ação política. “Não tenho dúvida de que esta ação tão tardia e despropositada tem o objetivo claro de tentar criar danos à minha pré-candidatura à presidência da República. Da mesma forma tentaram 15 dias antes do primeiro turno da eleição de 2018”, declarou. “Depois da Policia Federal subordinada a Bolsonaro, com ordem judicial abusiva de busca e apreensão, ter vindo a minha casa, não tenho mais dúvida de que Bolsonaro transformou o Brasil num Estado Policial que se oculta sob falsa capa de legalidade”, afirmou. Nesta terça-feira (22), Ciro celebrou a decisão judicial. “Mesmo nos momentos de maior indignação nunca duvidei de que a verdade e a justiça prevalecessem sobre o arbítrio, a manipulação e a prepotência. Esta decisão do TRF5 honra o judiciário brasileiro”, escreveu. O estádio mais barato De acordo com o ex-ministro, “o pretexto era de recolher supostas provas de um suposto esquema de favorecimento a uma empresa na licitação das obras do Estádio do Castelão para a Copa do Mundo de 2014”. O presidenciável diz que “chega a ser pitoresco”, e lembra que “o Brasil todo sabe que o Castelão foi o estádio da Copa com maior concorrência, o primeiro a ser entregue e o mais barato construído para Copas do Mundo desde 2002. Ou seja, foi o estádio mais econômico e transparente já feito para a Copa do Mundo”. “Sou um homem do embate, do combate e do Direito. Essa história não ficará assim. Vou até as últimas consequências legais para processar aqueles que tentam me atacar. Meus inimigos nunca me intimidaram e nunca me intimidarão”, completou. Em nota divulgada em dezembro, a PF disse o seguinte: “As investigações tiveram início no ano de 2017, sendo identificados indícios de esquema criminoso envolvendo pagamentos de propinas para que uma empresa obtivesse êxito no processo licitatório da Arena Castelão e, posteriormente, na fase de execução contratual, recebesse valores devidos pelo Governo do Estado do Ceará ao longo da execução da obra de reforma, ampliação, adequação, operação e manutenção do Estádio Castelão. Apurou-se indícios de pagamentos de 11 milhões de reais em propinas diretamente em dinheiro ou disfarçadas de doações eleitorais, com emissões de notas fiscais fraudulentas por empresas fantasmas”.
Tribunal de Contas da União delega à PGR bloqueio imediato de bens de Moro

Banca que contratou o ex-juiz recebeu cerca de 40 milhões de empresas alvo da Lava Jato e depois pagou R$ 3,6 milhões ao ex-juiz suspeito O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu compartilhar com a Procuradoria-Geral da República (PGR) documentos sobre o dinheiro recebido pelo ex-juiz suspeito e parcial Sergio Moro, condenado pelo STF, na banca de advocacia da Alvarez & Marsal. O TCU pediu também que o Ministério Público Federal decida sobre o pedido imediato dos bloqueios de bens de Moro. O ex-juiz suspeito quebrou praticamente todas as grandes construtoras brasileiras, empresas que depois repassaram R$ 40 milhões à consultoria estadunidense Alvarez & Marsal. Depois de sair do governo Bolsonaro, que ajudou a eleger com o caos criado no Brasil, Moro ficou milionário, recebendo R$ 3,6 milhões da consultoria estadunidense. De acordo com o Dieese, o ex-juiz, percebido como “juiz ladrão” em pesquisas qualitativas, destruiu nada menos do que 4,4 milhões de empregos de cidadãos brasileiros – e ainda assim se coloca como candidato a presidente da República.
TSE e oito redes sociais oficializam parceria contra fake news nas eleições

Foram assinados memorandos de entendimento que propõem ações, medidas e projetos a serem desenvolvidos em conjunto pelo TSE e as plataformas O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oficializou, nesta terça-feira (15), parceria com oito redes sociais. O objetivo é combater as fake news a respeito do processo eleitoral deste ano. A iniciativa, que já vinha sendo divulgada e ocorreu em anos anteriores, foi firmada em cerimônia virtual. A desinformação é frequentemente disseminada nas redes por grupos ligados a Jair Bolsonaro (PL). A novidade foi a inclusão da Kwai, plataforma de compartilhamento de vídeos curtos. “Vamos ter um canal direto com o TSE para denunciar conteúdos que violem a legislação eleitoral e causem risco para a integridade das eleições”, declarou Wanderley Mariz, diretor de relações governamentais e políticas públicas da rede social, em entrevista a Felipe Pontes, na Agência Brasil. Foram assinados memorandos de entendimento que propõem ações, medidas e projetos a serem desenvolvidos em conjunto pelo TSE e as plataformas, conforme as especificidades da cada uma. Uma das principais linhas de atuação é a remoção de conteúdos considerados danosos ao processo eleitoral. Plataformas como TikTok, Facebook e Instagram anunciaram que continuarão excluindo publicações julgadas prejudiciais. Facebook e Instagram destacaram que abrirão canal exclusivo com o TSE. “Uma vez recebida a denúncia, ela será analisada pela Meta, proprietária dos aplicativos, e se o conteúdo reportado violar as políticas das plataformas, será removido”, disse publicação da Meta. O Twitter, por sua vez, foi mais cuidadoso. “Não dependemos apenas de decisões binárias de remoção e ou exclusão de conteúdo, pois sabemos que oferecer a pessoas o contexto adequado é também uma ferramenta eficaz e importante para combater a desinformação”, apontou Daniele Kleiner Fontes, chefe de políticas públicas da plataforma. Já o WhatsApp afirmou que continuará a suspender contas que apresentem “atividade inautêntica”. Segundo o representante da plataforma, Dario Durigan, em todo o mundo são suspensas mais de 8 milhões de contas por mês do aplicativo. “A eleição brasileira é a mais importante para o WhatsApp no mundo em 2022”, disse o executivo. Barroso critica Telegram por não se submeter às leis brasileiras Desde o início do ano, o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, tem criticado o Telegram, concorrente do WhatsApp, por não possuir representação no Brasil e, tampouco, se submeter às leis brasileiras, segundo o ministro. O diretor de relações governamentais do Google no Brasil, Marcelo Lacerda, anunciou que a empresa divulgará um relatório de transparência de anúncios políticos, “que dará visibilidade sobre quem contratou esses anúncios, quanto pagou, para quem esses anúncios foram servidos e quais os parâmetros utilizados para a segmentação desses anúncios”. Revista Fórum
Arnaldo Jabor, de cineasta respeitável à serviçal do PIG

– Porta-voz da mídia golpista, Arnaldo Jabor não resistiu aos apelos para se tornar um cronista injusto e desmedido com os governos petistas – A despeito de ter uma carreira respeitável como cineasta, Arnaldo Jabor viveu seu auge e se tornou conhecido como cronista de grandes jornais e, sobretudo, como comentarista do Jornal Nacional, da Rede Globo, durante os governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. No período, o cineasta/cronista não poupou críticas aos petistas, muitas vezes de maneira grosseira e desmedida. Jabor embarcou em cheio na onda lavajatista da época e passou a confundir críticas sistemáticas aos governos petistas com xingamentos e frases em que chamava Dilma de “poste” e se referia à sua gestão como “desgraçada”. Chegou a publicar impropérios como: “é uma pena que o PT, esse partido fascista, tenha tomado o poder em 2003”, em artigo que afirma que “Lula foi o nosso Trump”. Com isso, o cineasta passou a ganhar cada vez mais respeito e espaço na grande imprensa, praticamente toda empenhada em derrubar o governo da presidenta Dilma. Cronista e cineasta Apesar e antes disso tudo, Jabor realizou uma obra respeitada forjada no ambiente do Cinema Novo, na década de 60, no Brasil. No começo, ele trabalhou como crítico de teatro e cinema no jornal O Metropolitano, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e na revista Movimento. Foi levado ao cinema por seu amigo, o também cineasta Cacá Diegues. Seu primeiro longa-metragem foi “A Opinião Pública”, de 1967. Depois disso, fez “Pindorama”, de 1970, que foi fracasso de bilheteria. O prejuízo foi compensado pelo sucesso de “Toda Nudez Será Castigada”, de 1973, adaptação da peça homônima de Nelson Rodrigues, que conta com Paulo Porto e Darlene Glória no elenco e trilha do argentino Astor Piazzolla. Seu longa seguinte foi “O Casamento”, de 1975, inspirado em um romance de Nelson Rodrigues. Trilogia amorosa Após esta primeira fase, Jabor fez uma trilogia amorosa. No primeiro longa, em que enfoca um casal de mais idade, realizou “Tudo Bem”, de 1978, estrelado por Paulo Gracindo e Fernanda Montenegro. Ele considerava este o seu melhor filme. Logo após jogando as luzes sobre um casal chegando à meia idade, fez “Eu Te Amo”, com Sônia Braga e Paulo César Pereio e, a seguir, “Eu Sei que Vou Te Amar”, de 1986, com o jovem casal Fernanda Torres e Thales na Chacon, que teve indicação à Palma de Ouro no Festival de Cannes. Em 2010, voltou a filmar e fez “A Suprema Felicidade”. Nesse meio tempo, começou a colaborar com a Folha de S.Paulo, Zero Hora, O Globo e publicou livros, como “Os Canibais Estão na Sala de Jantar”, de 1993, e “O Malabarista – Os Melhores Textos de Arnaldo Jabor”, de 2014. Partido da Imprensa Golpista (PIG) é uma expressão criada pelo jornalista Paulo Henrique Amorim, para descrever um conjunto de veículos midiáticos com posições conservadoras. ECN com Revista Fórum
PF contesta fake news e nega que exista novo depoimento de Adélio incriminando PT

Boato espalhado por perfil no Twitter ligava campanha petista à facada; informação é falsa, garante PF a repórter do Uol A Polícia Federal (PF) negou a existência de um suposto novo depoimento de Adélio Bispo de Oliveira, autor de uma facada contra o então candidato à Presidência da República, o presidente Jair Bolsonaro (PL), em setembro de 2018. A corporação disse que “não procede” o boato de que Adélio teria incriminado o Partido dos Trabalhadores (PT) ou a campanha do ex-ministro Fernando Haddad pelo atentado contra Bolsonaro. A informação foi confirmada pelo jornalista Rubens Valente, do Uol. “Ainda que agora quisesse prestar um novo ‘depoimento’ – o que é negado, é uma fake news -, nunca seria como testemunha ou réu, já que foi diagnosticado repetidas vezes como portador de transtorno mental e é considerado pela Justiça Federal como inimputável”, escreveu Valente, em sua reportagem. Em 2019, o juiz Bruno Savino, da 3ª Vara Federal de Juiz de Fora (MG), concluiu que Adélio tem transtorno mental e é inimputável —incapaz de entender o caráter de crime que cometeu e de responder por seus atos. Por isso, agora, ele poderia, no máximo, ser ouvido como “informante”. Adélio está preso desde setembro de 2018, quando cometeu a tentativa de assassinato contra o então candidato Bolsonaro durante ato de campanha em Juiz de Fora. Ele passou por avaliações de psiquiátricas oficiais e indicados pela defesa e pela acusação. Leia também Carlos Bolsonaro no clube de tiro com Adélio quebra o Twitter No último sábado (12), uma publicação de um perfil no Twitter afirmou que “Adélio Bispo prestou depoimento gravado pela PF dizendo que a facada teria sido encomendada pela campanha de Haddad em 2018”. A Revista Fórum e o Brasil247 repercutiram o caso. “Carluxo irá usar esse vídeo. Eu tenho certeza, absoluta que Adélio foi coagido”, diz o tweet. O Brasil de Fato fez contato com os administradores da página para verificar a veracidade da informação. Até o momento, não houve resposta. Em novembro de 2021, a PF, de fato, retomou as investigações sobre Adélio Bispo. Neste passo estava prevista a análise de dados bancários e do celular de Zanone Manuel de Oliveira, principal advogado de Adélio. À época, o delegado da PF Rodrigo Morais Fernandes também confirmou que vai apurar as informações fiscais e as imagens do circuito interno de TV do escritório de advocacia onde trabalha Zanone. A reabertura do inquérito foi autorizada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), dando seguimento ao processo que se encontrava arquivado desde 2019. A PF já concluiu duas vezes que Adélio agiu sozinho no atentado. Bolsonaro e aliados sustentam – sem provas – que o acusado não teria como pagar os honorários dos advogados e, por isso, deveria ser apurado quem pagou a conta.
Quem mandou matar Marielle foi alguém ligado a Bolsonaro ou a Braga Netto

Só influência política explica a não resolução do caso, diz Nassif O jornalista Luís Nassif, editor do site GGN, afirma que só a influência política explica o fato de a polícia não ter chegado aos mandantes do assassinato da ex-vereadora Marielle Franco. E diz ainda que só dois grupos podem ser os responsáveis pelo brutal crime: ou o clã Bolsonaro ou as forças da intervenção militar no Rio de Janeiro, chefiadas pelo general Braga Netto. Confira: 1. Fato: a não descoberta do mandante do assassinato de Marielle só tem uma explicação: sua enorme influência política.2. A partir daí, duas hipóteses: ou alguém ligado aos Bolsonaro ou às forças de intervenção, chefiadas por Braga Neto. Não há outra hipótese de poder político — Luis Nassif (@luisnassif) February 12, 2022
Ex-BBB bolsonarista é demitido da Jovem Pan após fazer saudação nazista

A Jovem Pan anunciou que o ex-BBB e comentarista pró-Bolsonaro, Adrilles Jorge, foi demitido após fazer uma saudação nazista durante sua participação no quadro “Opinião”, em um jornal da emissora. Em nota, a Jovem Pan disse que o grupo “repudia qualquer manifestação em defesa do nazismo e suas ideias. Somos veementemente contra a perseguição a qualquer grupo por questões étnicas, religiosas, raciais ou sexuais”. Em outro trecho da nota, a empresa também fala que “não endossamos qualquer tipo de manifestação que leve ao discurso de ódio e reforce ideias que remetam a um episódio da nossa história”. Antes de fazer o gesto, Adrilles comentava justamente a declaração de Bruno Aiub, o Monark, que defendeu a regulação de um “partido nazista reconhecido pela lei” na entrevista com Tabata Amaral (PSB-SP) e Kim Kataguiri (DEM-SP) no Flow Podcast. Durante seu comentário, o bolsonarista tentou fazer uma falsa equivalência entre o nazismo e o comunismo. Ao ser interrompido pelo âncora do jornal, Adrilles se despediu com a palma da mão levantada como saudação ao ditador nazista Adolph Hitler. Logo em seguida, o jornalista William Travassos, apresentador do programa, balança a cabeça e diz sussurrando: chocado com isso. Depois, Adrilles olha para o colega e dá uma risada sarcástica.
Lula lidera com 45% em nova pesquisa Quaest; Terceira via não empolga

A Genial/Quaest divulgou na manhã desta quarta-feira, 9, uma segunda rodada de pesquisas presidenciais neste ano onde mostra a liderança folgada e consolidada do ex-presidente Lula (PT) na disputa pelo Palácio do Planalto. Só que desta vez, as intenções de voto registradas por Lula supera numericamente a soma de todos os adversários nos quatro cenários levantados pela pesquisa, mas está dentro da margem de erro do levantamento. Outro ponto importante da pesquisa é que ela indica que mais de 50% dos eleitores que participaram do levantamento declararam que a escolha do voto é definitiva. Esse é o ponto chave para entender a consolidação de um cenário de polarização entre o líder progressista e Jair Bolsonaro (PL). Sem dúvida, é uma péssima notícia para a terceira via, cada vez mais fragmentada e com pouco fôlego nas candidaturas. Nos números, o ex-presidente Lula varia entre 45% e 47% das intenções de voto em cenários reduzidos. Contudo, ele é seguido em todos os cenários por Bolsonaro que oscila entre 23% no cenário mais disputado e 26%, no quadro mais enxuto. Lula (PT) – 45% Bolsonaro (PL) – 23% Moro (Podemos) – 7% Ciro Gomes (PDT) – 7% João Doria (PSDB) – 2% André Janones (Avante) – 2% Simone Tebet (MDB) – 1% Rodrigo Pacheco (PSD) – 0% Felipe d’Ávila (Novo) – 0% Branco/nulo/não vai votar – 8% Indecisos – 5% Já no levantamento espontâneo, o que muitos especialistas em pesquisa eleitoral consideram a parte mais reveladora da disputa, Lula tem seus 28% de eleitores, Bolsonaro fica com 16%, e os demais concorrentes tem 4%, juntos. Cerca de 48% declaram estar indecisos, e 4% indicaram querer anular ou votar em branco. Segundo turno: Lula (PT) – 54% Bolsonaro (PL) 30% Branco/nulo/não vai votar – 13% Indecisos – 3% Lula (PT) – 52% Moro (Podemos) – 28% Branco/nulo/não vai votar – 17% Indecisos – 3% Lula (PT) – 51% Ciro Gomes (PDT) – 24% Branco/nulo/não vai votar – 22% Indecisos – 4% Lula (PT) – 55% João Doria (PSDB) – 16% Branco/nulo/não vai votar – 26% Indecisos – 3% Lula (PT) – 56% André Janones (Avante) – 14% Branco/nulo/não vai votar – 25% Indecisos – 4% A Quaest fez a pesquisa de forma presencial ouviu 2 mil pessoas entre os dias 3 e 6 de fevereiro. A pesquisa foi registrada nos sistemas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pode ser encontrada pelo número de identificação: BR-08857/2022. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é de cerca de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Acesse o relatório completo clicando aqui
Bolsonaro sugere matar influenciador digital – e fica por isso mesmo

Jair Bolsonaro disse no twitter que não erraria o tiro num “gordinho” caso houvesse uma invasão de propriedade Jair Bolsonaro usou suas redes sociais nesta segunda-feira para postar uma mensagem contra o influenciador Cauê Moura, que pode ser interpretada como uma clara ameaça. Cauê ironizou a cena armada pelos marqueteiros de Bolsonaro num clube de tiro, em que ele se mostrou incapaz de disparar os tiros. Logo depois, Bolsonaro disse que não erraria o tiro num “gordinho” como Cauê, caso houvesse uma invasão de propriedade. Confira o tweet de Bolsonaro e algumas reações: – Confesso que não dá para disputar uma olimpíada, mas em uma eventual invasão de propriedade, se o alvo fosse um gordinho do seu tamanho não ficaria tão difícil acertar. Kkk. ???????? https://t.co/R1C9abN0pQ pic.twitter.com/V9EigKgCbF — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) February 7, 2022 Imagina se em 2018 o Lula dissesse que ia dar um tiro no Kim Kataguiri. Era prisão em flagrante, PLANTÃO DA GLOBO, capa de todos os jornais. Hoje Bolsonaro ameaçou de morte o Cauê Moura e ficou por isso mesmo. — Thiago dos Reis ???????? (@ThiagoResiste) February 7, 2022 Leia-se: PRESIDENTE BRASILEIRO AMEAÇA DE MORTE INFLUENCIADOR DIGITAL QUE O IRONIZOU. Esta é a manchete. Ou o editor é incompetente ou a imprensa segue passando pano para fascista. https://t.co/A9RSgAMMII — Jean Wyllys (@jeanwyllys_real) February 7, 2022 The YouTuber Caue Moura released a video showing Bolsonaro struggling to handle a gun. In response to Caue, Bolsonaro said on social media that it wouldn’t be hard to hit a "chubby" target as the youtuber. So yes, the Brazilian President made a “humorous” death threat! pic.twitter.com/twRnC0I3dt — Nathália Urban (@UrbanNathalia) February 7, 2022 Via 247
A importância do projeto – Por Marcel Farah*

Hoje os mesmos falsários tentam dizer que não concordam com Bolsonaro, contudo concordam Então quer dizer que Bolsonaro provavelmente cometeu o crime? Por outro lado, o ministro Barroso do STF reconhece que Dilma não cometeu crime? Nada como a história para demonstrar que estavam corretos os que acusaram de golpe o falso impeachment de Dilma pelo falso motivo das falsas pedaladas. Hoje os mesmos falsários tentam dizer que não concordam com Bolsonaro, contudo concordam. Uma lição que as esquerdas devem aprender com a direita, o que importa é o projeto, o programa político. Pois é ele que representa os interesses das pessoas, dos grupos, das classes. Não importa o nome: Centrão; Terceira Via; Frente Ampla pela Democracia; Somos 70%. Todos se referem a um mesmo projeto. Um projeto conservador. Estamos no momento certo para discutir projetos, estamos no momento certo para discutir, para criticar o projeto conservador e para construir um projeto Popular para o país. O momento das eleições, pelo menos teoricamente, deveria servir para isso. Mas como sempre, buscam desviar a atenção da população. Desviar a atenção do Povo. A tática de criação de cortinas de fumaça, na verdade, não é algo novo para a direita. A história brasileira é marcada pelas cortinas de fumaça da direita. Assim funciona a mídia grande e conservadora, assim funcionam as extrema importância que se dá às frivolidades, aos acontecimentos no Big Brother Brasil, às brigas e aos casamentos entre celebridades. Somos historicamente enganados, ou melhor, distraídos pelas novelas da Globo de ontem e pelo homem desolado comendo frango com farinha de hoje. Discutir o projeto de país é a tarefa mais importante que temos a cumprir nesse ano de 2022 para que não se repita o 2018 nesta próxima eleição. Uma boa lição a se aprender com a direita, o que importa é o projeto, e não o candidato a vice. Contudo, depois de definido o projeto só cabe ser vice se concordar. Ou seja, se a esquerda constrói um projeto popular, com medidas emergenciais para atenuar a crise, o vice tem que aceitar. Traduzindo, para ser vice de Lula, Alckmin terá que negar tudo que já foi até hoje, um privatista, destruidor dos serviços públicos, fechador de escolas, acobertador da violência policial, um lacaio dos grandes empresários e do mercado financeiro. *Marcel é advogado e educador Popular Via Dom Total