A importância do projeto – Por Marcel Farah*

Hoje os mesmos falsários tentam dizer que não concordam com Bolsonaro, contudo concordam Então quer dizer que Bolsonaro provavelmente cometeu o crime? Por outro lado, o ministro Barroso do STF reconhece que Dilma não cometeu crime? Nada como a história para demonstrar que estavam corretos os que acusaram de golpe o falso impeachment de Dilma pelo falso motivo das falsas pedaladas. Hoje os mesmos falsários tentam dizer que não concordam com Bolsonaro, contudo concordam. Uma lição que as esquerdas devem aprender com a direita, o que importa é o projeto, o programa político. Pois é ele que representa os interesses das pessoas, dos grupos, das classes. Não importa o nome: Centrão; Terceira Via; Frente Ampla pela Democracia; Somos 70%. Todos se referem a um mesmo projeto. Um projeto conservador. Estamos no momento certo para discutir projetos, estamos no momento certo para discutir, para criticar o projeto conservador e para construir um projeto Popular para o país. O momento das eleições, pelo menos teoricamente, deveria servir para isso. Mas como sempre, buscam desviar a atenção da população. Desviar a atenção do Povo. A tática de criação de cortinas de fumaça, na verdade, não é algo novo para a direita. A história brasileira é marcada pelas cortinas de fumaça da direita. Assim funciona a mídia grande e conservadora, assim funcionam as extrema importância que se dá às frivolidades, aos acontecimentos no Big Brother Brasil, às brigas e aos casamentos entre celebridades. Somos historicamente enganados, ou melhor, distraídos pelas novelas da Globo de ontem e pelo homem desolado comendo frango com farinha de hoje. Discutir o projeto de país é a tarefa mais importante que temos a cumprir nesse ano de 2022 para que não se repita o 2018 nesta próxima eleição. Uma boa lição a se aprender com a direita, o que importa é o projeto, e não o candidato a vice. Contudo, depois de definido o projeto só cabe ser vice se concordar. Ou seja, se a esquerda constrói um projeto popular, com medidas emergenciais para atenuar a crise, o vice tem que aceitar. Traduzindo, para ser vice de Lula, Alckmin terá que negar tudo que já foi até hoje, um privatista, destruidor dos serviços públicos, fechador de escolas, acobertador da violência policial, um lacaio dos grandes empresários e do mercado financeiro. *Marcel é advogado e educador Popular Via Dom Total
Morre, aos 92 anos, Maria Prestes, militante comunista e viúva de Luiz Carlos Prestes

Nascida Altamira Rodrigues Sobral, a lutadora social mudou o nome para Maria do Carmo Ribeiro para se proteger da perseguição da polícia – Maria Prestes/Reprodução Twitter Ana Prestes – Pernambucana foi filiada ao PCdoB e um dos mais importantes quadros do comunismo brasileiro Maria Prestes, militante comunista e viúva do líder revolucionário Luiz Carlos Prestes, morreu nesta sexta-feira (4), aos 92 anos, no Rio de Janeiro. Ela estava internada com Covid-19 desde janeiro. “O Brasil perdeu uma lutadora, uma mulher corajosa, firme e decidida. É uma perda para sua família, para todos nós do PCdoB e para todos e todas que lutam contra as injustiças desse nosso país”, lamentou o PCdoB em nota. Confira aqui na íntegra. Maria Prestes é mãe de sete filhos de Luiz Carlos Prestes, com quem viveu junto por 40 anos. Filha de camponeses, a pernambucana trabalhou desde cedo no campo, até se tornar uma destacada militante do Partido Comunista Brasileiro e virar segurança de Prestes. Nascida Altamira Rodrigues Sobral, a lutadora social mudou o nome para Maria do Carmo Ribeiro para se proteger da perseguição da polícia. Essa e outras histórias estão no livro de memórias “Meu companheiro Luiz Carlos Prestes”, lançado por ela em 2012. “Maria Prestes se foi. Aos 92 anos, como seu companheiro Luiz Carlos Prestes. Mulheres como ela deveriam ser eternas tamanha a generosidade e resiliência q guardam em si. Fará muita falta. Guardarei sua força, sua luta, seu amor ao povo e sua coragem em homenagem à sua história”, escreveu a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ). Maria Prestes se foi. Aos 92 anos, como seu companheiro Luís Carlos Prestes. Mulheres como ela deveriam ser eternas tamanha a generosidade e resiliência q guardam em si. Fará muita falta. Guardarei sua força, sua luta, seu amor ao povo e sua coragem em homenagem à sua história. pic.twitter.com/9ZVKPAY76b — Jandira Feghali ???????????? (@jandira_feghali) February 4, 2022 A cientista política Ana Prestes, colunista da Fórum, fez uma homenagem para a avó nas redes sociais. “Partiu uma grande brasileira. Dona Maria Prestes, que também foi Maria do Carmo ou Altamira ou todos os nomes que precisasse usar para seguir lutando por liberdade, democracia e justiça social. Uma comunista orgulhosa de sua luta e a mais maravilhosa avó que alguém poderia ter”, escreveu no Twitter. Ana e outros dois netos da militante lançaram um livro infantil em 2020 em homenagem à avó, “Minha Valente Avó”, pela editora Quase Oito. Partiu uma grande brasileira. Dona Maria Prestes, que também foi Maria do Carmo ou Altamira ou todos os nomes que precisasse usar para seguir lutando por liberdade, democracia e justiça social. Uma comunista orgulhosa de sua luta e a mais maravilhosa avó que alguém poderia ter ♥️ — Ana Prestes (@anaprestes) February 5, 2022 Também nas redes sociais, outras lideranças políticas e militantes prestaram homenagens à comunista. Maria Prestes – grande brasileira, guerreira da luta pelo socialismo – presente! Agora e sempre! A @anaprestes e toda a família meu abraço solidário. https://t.co/j0KAI44du5 — Luciana Santos (@lucianasantos) February 5, 2022 Perdemos dona Maria Prestes, uma incansável lutadora do povo brasileiro. Resistiu aos anos mais difíceis de nossa história. Uma grande amiga do MST. Um forte abraço solidário a toda a familia. https://t.co/cCjlcas9bq — João Pedro Stedile (@stedile_mst) February 5, 2022 O Brasil perdeu uma lutadora do povo Maria Prestes, 92 anos, foi uma destacada militante do Partido Comunista. Foi uma das responsáveis pela segurança de Luís Carlos Prestes, Cavaleiro da Esperança. Depois foram companheiros de vida. Jamais deixou a luta. Maria Prestes, presente! pic.twitter.com/2y4xN1HJ4m — Orlando Silva (@orlandosilva) February 5, 2022 Revista Fórum
Falta de acesso ao tratamento é principal entrave para combate ao câncer

Priscila Soares: “Trinta por cento de nós, brasileiros, poderíamos não ter câncer” As dificuldades de acesso a exames, consultas e cirurgias decorrentes das desigualdades sociais do país, agravadas neste período de crise sanitária, foram apontadas como as principais barreiras para o tratamento do câncer no Brasil. Em audiência pública na Câmara em comemoração ao 4 de fevereiro, Dia Mundial de Combate à doença, parlamentares e especialistas também ressaltaram problemas como a falta de financiamento e a demora nos diagnósticos. Convidados do debate promovido pela Comissão Especial de Combate ao Câncer mostraram que a doença é a segunda maior causa de mortes no país, com 300 mil óbitos por ano. São 625 mil novos casos registrados no mesmo período. Lei dos 30 dias O slogan “quem tem câncer, tem pressa” foi repetido várias vezes durante as discussões. Primeira vice-presidente da comissão especial, a deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC) destacou o papel das entidades da sociedade civil na busca de igualdade de oportunidades para a população, assim como os prejuízos que a pandemia do novo coronavírus tem causado aos pacientes com câncer. Para ela, é preciso comunicar aos pacientes, com muita clareza, qual é o direito que eles têm com relação à Lei dos 30 dias. “A lei que garante que, na suspeita diagnóstica ou procedimento, os exames precisam ser feitos em até 30 dias; e na confirmação, após a biópsia, não é marcar a consulta, é realmente fazer o procedimento prescrito pelo médico. E agora é o momento de nós corrermos para recuperarmos o tempo perdido”, observou a deputada. A médica Priscila Soares, da associação Presente de Apoio a Pacientes com Câncer, ressaltou que, desde o início da pandemia, as taxas de rastreamento e do número de biópsias caíram. Ela confirmou que um dos maiores gargalos é o tempo, e sugeriu mobilizações rápidas para a prevenção. “Trinta por cento de nós, brasileiros, poderíamos não ter câncer, se nós tivéssemos acesso a informação adequada, se nós tivéssemos acesso, entre a suspeita de ‘algo dando errado em meu corpo’ e o início de um diagnóstico, de um tratamento. Porque o câncer é evitável, o câncer é curável”, disse. Perfil populacional A psicooncologista Luciana Holtz, do Instituto Oncoguia, afirmou que, em 14 estados do país, mais de 50% dos casos de câncer são diagnosticados em estágio avançado. O mote da campanha feita pela organização da sociedade civil é “o câncer não escolhe, o acesso à saúde também não deveria escolher”. Luciana Holtz mostrou o perfil da parcela da população mais prejudicada com a falta de acesso ao tratamento. “Hoje, as pessoas que morrem mais são as que não sabem ler, as pretas; as que não têm dinheiro para pagar uma condução e ir ao médico, e muitas vezes têm que escolher entre ir ao médico e dar comida a seus filhos”, disse. Segundo ela, são pessoas que “não têm força para se cuidar, por falta de autoestima e bem-estar emocional e social; e que não têm acesso a um serviço de saúde perto ou longe delas”. Fundo Nacional O presidente da Comissão Especial de Combate ao Câncer, deputado Weliton Prado (Pros-MG), propôs a criação de um Fundo Nacional de Combate à doença, e indicou de onde viria o dinheiro. “Recursos provenientes de efeitos de condenação judicial, criminal, civil; de acordos inclusive na atuação extrajudicial do Ministério Público; todos os criptoativos apreendidos, as criptomoedas confiscadas, sequestradas pela União ou pedidos em favor da União após decisão judicial”, enumerou. Weliton Prado também defendeu que um percentual da arrecadação de impostos sobre cigarros e bebidas alcoólicas, além da arrecadação com as loterias federais, também fosse destinado ao fundo. Os convidados da audiência pública também explicitaram as diferenças entre os pacientes que são atendidos nas redes pública e particular de saúde, tanto em relação ao estágio em que a doença está e se têm acesso ao tratamento, quanto em relação ao índice de cura do câncer. Fonte: Agência Câmara de Notícias
“Com Supremo, com tudo”: relembre papel do STF na queda de Dilma após “confissão” de Barroso

Luís Roberto Barroso durante sua posse como ministro do Supremo Tribunal Federal, em 2013, após indicação de Dilma – Nelson Jr./STF – Divulgação GOLPE DE 2016 – Ministro escreveu artigo dizendo que o “motivo real” para o impeachment foi a falta de apoio político, não as pedaladas O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), escreveu um artigo afirmando que o “motivo real” para o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT) foi falta de apoio político, não as pedaladas fiscais. As informações foram reveladas pela coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. “A justificativa formal foram as denominadas ‘pedaladas fiscais’ – violação de normas orçamentárias –, embora o motivo real tenha sido a perda de sustentação política”, escreveu Barroso. A afirmação consta em artigo que será publicado na edição de estreia da revista do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri). A prévia do texto escrito pelo ministro foi obtida pela Folha. A publicação será lançada oficialmente no próximo dia 10. “O vice-presidente Michel Temer assumiu o cargo até a conclusão do mandato, tendo procurado implementar uma agenda liberal, cujo êxito foi abalado por sucessivas acusações de corrupção. Em duas oportunidades, a Câmara dos Deputados impediu a instauração de ações penais contra o presidente”, afirmou o magistrado. Em maio de 2016, gravações obtidas pela Folha mostraram o então senador Romero Jucá (MDB-AP) sugerindo ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado um “pacto” para tentar barrar a Operação Lava Jato. Na conversa, Jucá disse que uma “mudança” no governo federal resultaria em um pacto para “estancar a sangria” representada pela Lava Jato. Machado respondeu que era preciso “botar o Michel [Temer num grande acordo nacional”. “Com o Supremo, com tudo”, retrucou Jucá. Leia também: A confissão de Barroso, a quem a história não absolverá – Por Fernando Brito Motivado pela declaração de Barroso, o Brasil de Fato relembra os principais episódios em torno do impeachment de Dilma Rousseff que tiveram o envolvimento do STF. Leia: O papel do STF Dilma foi notificada da abertura do processo em 3 de dezembro de 2015. Na mesma data, o Supremo rejeitou ações protocoladas por PT e PCdoB que contestavam a admissibilidade do pedido de impeachment na Câmara dos Deputados. Ainda em dezembro, o plenário do STF determinou mudanças na tramitação do processo na Câmara que prejudicaram a então presidente. A Corte impediu o voto secreto e concedeu maior poder ao Senado. No mesmo mês, o ministro Luiz Edson Fachin negou o afastamento do então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (MDB-RJ), acusado de corrupção e entusiasta da deposição da então presidenta. O mandato do emedebista foi suspenso pelo STF apenas em maio, após a votação na Câmara. Em abril de 2016, o STF decidiu, por oito votos a dois, rejeitar o pedido do governo Dilma Rousseff e de dois deputados de sua base para anular o processo. No mês seguinte, em maio, o ministro Teori Zavascki negou recurso apresentado pela petista. A fase final do processo, com o julgamento definitivo de Dilma no Senado, em agosto de 2016, foi comandada pelo então presidente do STF, o ministro Ricardo Lewandowski. A prática é determinada pela Constituição Federal. Em março de 2020, o STF negou recurso da ex-presidente que tentava anular o impeachment. A decisão do STF foi tomada no plenário virtual e os votos dos ministros não foram revelados. ‘Ironia da história’ É a segunda vez que Barroso afirma que Dilma foi deposta por ter perdido influência política. Em um seminário, em julho de 2021, Barroso disse que “afastar a petista por corrupção após o que se seguiu” seria uma “ironia da história”. “Creio que não deve haver dúvida razoável de que ela [Dilma] não foi afastada por crimes de responsabilidade ou corrupção, mas, sim, foi afastada por perda de sustentação política. Até porque afastá-la por corrupção depois do que se seguiu seria uma ironia da história”, disse, na ocasião. Edição: Vivian Virissimo – Brasil de Fato
A confissão de Barroso, a quem a história não absolverá – Por Fernando Brito

É curiosamente trágica a valentia dos covardes. O artigo em que o ministro Luís Roberto Barroso diz que “a justificativa formal [para o impeachment de Dilma Rousseff] foram as denominadas ‘pedaladas fiscais’ —violação de normas orçamentárias—, embora o motivo real tenha sido a perda de sustentação política”, antecipado pela coluna de Mônica Bergamo, na Folha, equivale a uma confissão, tardia e covarde, de um dos cúmplices do golpe jurídico-político-midiático que derrubou a presidente eleita do país. Mais um admitir que não existiu violação das leis orçamentárias da República, em nome do que se fez a cassação de Dilma, Barroso assume que não havia crime e, portanto, não poderia haver pena de perda de mandato, porque estar em minoria no Congresso não é, nem nunca foi, razão legal para interromper um mandato legítimo. É certo que até as pedras das caçadas sabiam disso, mas estamos diante de um juiz do Supremo Tribunal dizendo que ele e seus pares acumpliciaram-se à violação da soberania popular – a regra é presidentes elevarem-se ou decaírem do poder pelo voto dos cidadãos – por decisão de uma maioria parlamentar “moralista” ao ponto de ser liderada por Eduardo Cunha. Afinal, “perda de sustentação política” tem este presidente rejeitado por dois terços da população mas, comprando – como Dilma se recusou a fazer – a fidelidade do presidente da Câmara e de trezentos picaretas que o acompanham, mas está imune para, agora sim, revogar ou violar qualquer regra fiscal, como está fazendo. Havia muitas confissões – até de Michel Temer, num ato falho – mas esta é a que vai ficar na história, porque Barroso encarna os 11 covardes que, com medo da mídia, do dinheiro e dos deputados, deixaram de cumprir com seu dever de defender a Constituição e a intangibilidade de um mandato concedido pelo voto. É verdade que tem um sentido didático, o de esclarecer aos ainda tolos que buscar sustentação política é mais importante do que apenas buscar votos, porque se eles elevam ao Governo, a falta dela mais que depressa dali o derrubam. Dilma, mais que nunca, está absolvida do que lhe acusaram e é evidente vítima de uma trampa à qual até o STF se associou. Mas Barroso e seus pares no Supremo, embora possam permanecer nas suas confortáveis cátedras e paparicando-se com os “vossa excelência” para lá e para cá, vão carregar para sempre a condenação moral como covardes e omissos diante de uma farsa e de um golpe. Tinham a obrigação funcional e moral de defender a Constituição e não o fizeram. Alguns, como Barroso, fazem ainda pior, procurando exibir suas “superioridades morais”, ao dizer de cara limpa que não houve crime. Houve, Dr. Barroso, houve o pior dos crimes políticos: um golpe de Estado contra o voto popular, no qual muito ajudaram os seus chiliques moralistas. De que moral pode falar um juiz que assume que não tinha provas, não tinha sequer convicções mas tinha – perdoem-me o chulo – um enorme cagaço da onda da mídia, do parlamento e dos militares e, por isso, desertaram como ratos de defender aquilo que juraram fazer cumprir: a nossa Constituição. Via Tijolaço
Globo ultrapassa Record e volta a ser a maior beneficiada no governo Bolsonaro

Apesar de toda a crítica de Jair Bolsonaro, a Globo foi a emissora que mais recebeu repasses para propaganda oficial do governo. Um levantamento feito pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), e Divulgado pela Veja, mostrou que a emissora embolsou R$ 65,5 milhões, enquanto a Record – por quem o governo tem mais simpatia – ficou com R$ 53,9 milhões. A reportagem é do portal Na Telinha. Em 2020, a situação era oposta: a emissora do bispo Edir Macedo liderava com 59,2 milhões de reais, enquanto o conglomerado da família Marinho vinha em segundo, com 51,9 milhões de reais. Já a A TV Jovem Pan, por quem o chefe do executivo tem grande simpatia e até faz propaganda nas redes sociais, estreou em outubro na disputa e recebeu apenas R$ 43.320, por duas campanhas envolvendo o Auxílio Brasil. A quantia bruta destinada à Globo é a soma de todos os repasses feitos à emissora nacional, a suas afiliadas e aos canais da TV fechada, como Globonews, Multishow e outros. Os repasses foram para a veiculação de campanhas públicas, como as de vacinação, combate ao Aedes Aegypti e uso consciente da água, e de divulgação de iniciativas do governo, como a implantação do 5G.
The Intercept precisa entrar em campo para desvendar a corrupção de Moro

O nova-Iorquino, advogado e jornalista investigativo, Glenn Greenwald precisa novamente entrar em campo. Foi ele que se tornou uma figura fundamental quando liderou uma equipe que revelou o escândalo que sacudiu o Brasil, mostrando a farsa do ex-ministro de Bolsonaro, Sergio Moro, que condenou, sem prova, o ex-presidente Lula à prisão. De lá pra cá, todos nós sabemos o fim da história. O STF declarou Moro suspeito e Lula foi solto e absolvido de todos os processos arquitetados pela dupla Moro e Dallagnol, que montou a farsa da Lava Jato para golpear Dilma e eleger Bolsonaro, perseguindo os partidos de esquerda e suas lideranças, especialmente Lula e o PT, além dos movimentos populares. Agora, é preciso que Glenn Greenwald e sua equipe entre em campo novamente apurar o escândalo da Alvarez & Marsal, que a mídia corporativa esconde. Esta mesma mídia que criou e aplaudiu o personagem Moro, uma vez que a tal Operação Lava Jato não existiria sem a mídia corporativa brasileira e a adesão dos donos destas mídias, de seus comandos editoriais e de diversos jornalistas tornou-se uma referência de como o jornalismo pode ser destruído para estar a serviço da perseguição política -no caso, ao PT, à ex-presidenta Dilma Roussef e especialmente ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Depois da completa derrota da narrativa lavajatista deste segmento da imprensa, o país assiste agora à derrocada final do chefe da operação, o ex-juiz Sergio Moro, condenado como juiz suspeito e por práticas ilegais na 13ª Vara de Curitiba. Sabe-se agora que parte do butim pelo serviço foram R$ 3,7 milhões de reais em dez meses de 2021, uma receita de nada menos que R$ 10 mil reais por dia, recebidos da empresa Alvarez & Marsal, justamente a empresa que lucrou com a quebra de empresas brasileiras por meio de decisões da Lava Jato.
Sob Bolsonaro, Brasil piora no ranking da corrupção

O Brasil caiu duas posições no ranking mundial da corrupção, segundo o levantamento da Transparência Internacional divulgado nesta terça-feira (25/01). Entre 180 países analisados, o Brasil passou a ocupar a 96ª colocação no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) no ano passado. Em 2020, estava na 94ª posição. A ONG cita o presidente Jair Bolsonaro – junto com Nayib Bukele, de El Salvador, – como chefe de governo latino-americano que se elegeu prometendo combater a corrupção mas, contrariando as próprias promessas, “essas figuras populistas não fizeram progressos no controle da corrupção, mas sim adotaram medidas antidemocráticas e regressivas que violam os direitos das pessoas.” A Transparência Internacional cita o Brasil como um dos países das Américas onde a corrupção está minando a democracia e os direitos humanos. “Ao longo de 2021, a região testemunhou graves ataques às liberdades de expressão, imprensa e associação, direitos civis e políticos fundamentais necessários para construir democracias saudáveis e livres de corrupção.” De acordo com a Anistia Internacional, o Brasil é um dos países latino-americanos – assim como Venezuela, El Salvador e Guatemala, por exemplo – cujos “governos usaram intimidação, difamação, notícias falsas e ataques diretos contra organizações da sociedade civil, jornalistas e ativistas – incluindo aqueles que combatem a corrupção – como uma forma de desacreditar e silenciar os críticos”. Terceira pior nota brasileira O IPC é elaborado desde 1995 com base na análise de dados, pesquisas e avaliações de especialistas. Em 2012, o índice passou por um revisão metodológica, que permitiu traçar uma comparação histórica a cada ano. Numa escala de 0 a 100 pontos, o Brasil alcançou 38 pontos. Esta foi a terceira pior nota da série histórica, repetindo a pontuação registrada na edição anterior do IPC. O desempenho deixa o país abaixo da média global, que é de 43 pontos, e abaixo da média regional da América Latina e Caribe (41 pontos). O Brasil também fica abaixo da média do Brics (grupo de países formados por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que foi de 39 pontos, e inferior à do G20, grupo formado pelas 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia, que teve 54 pontos. As maiores pontuações foram alcançadas por Dinamarca, Finlândia e Nova Zelândia (os três países com 88 pontos). Logo depois, estão Noruega, Cingapura e Suécia (85 pontos). Já as piores avaliações do ponto de vista mundial ficam com Venezuela (14 pontos), Somália e Síria (13 pontos) e Sudão do Sul (11 pontos). Corrupção gera violação de direitos humanos Em seu relatório, a Transparência Internacional afirma que o aumento da corrupção provoca diretamente um crescimento nas violações de direitos humanos e enfraquecimento da democracia no país afetado. “A corrupção possibilita violações de direitos humanos, dando abertura a uma espiral perversa e desenfreada. À medida que os direitos e as liberdades vão se erodindo, a democracia entra em declínio, dando lugar ao autoritarismo, que, por sua vez, possibilita níveis maiores de corrupção”, alerta o texto. A pontuação do Brasil em 2021, de 38 pontos, foi a mesma do ano anterior. A queda em duas posições ocorreu devido à melhoria no índice obtida por outros países. A melhor pontuação brasileira foi em 2012 e 2014, com 43 pontos, quando o Brasil esteve no 69º lugar. Entre 2014 e 2018, já havia despencado para o 105º lugar, e, em 2019, primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro, o país caiu ainda mais, para a posição 106, a pior na série histórica.
Morre de covid, o reacionário guru de Bolsonaro. Ele era antivacina

Oito dias depois de testar positivo para Covid, Olavo de Carvalho morre, aos 74 Morreu o escritor e influenciador Olavo de Carvalho, aos 74 anos, em um hospital de Richmond, no estado da Virgínia, nos Estados Unidos, onde estava internado. De acordo com a nota oficial divulgada pela família, o óbito ocorreu na noite da última segunda-feira (24). A causa da morte, porém, não foi divulgada oficialmente. O que se sabe é que no último dia 15 o próprio Olavo afirmou a seguidores, que fariam um de seus cursos, que foi infectado pelo novo coronavírus (Covid-19). Ele era antivacina. “Que Deus o perdoe”, diz filha, ao saber da morte de Olavo de Carvalho Brigada com o pai, guru do bolsonarismo, Heloísa de Carvalho afirmou que comemorar a morte de qualquer pessoa é “atestado de total falta de humanidade” Por Leonardo Meireles, Metrópoles – Filha de Olavo de Carvalho, Heloísa de Carvalho lamentou nas redes sociais a morte do pai, deixou mensagens críticas ao escritor, mas também afirmou que “comemorar a morte de qualquer pessoa é assinar o atestado de total falta de humanidade”. Em uma das postagens, ela também pediu que Deus perdoasse todas as “maldades” que o pai cometeu. Olavo de Carvalho morreu na noite desta segunda-feira (24/1), madrugada no horário brasileiro, em um hospital na região de Richmond, no estado norte-americano da Virgínia. Ele estava internado com problemas de saúde. Na nota do perfil do escritor, não há menção sobre a causa do falecimento dele. Entretanto, Olavo anunciou no último dia 16 que estava com Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Leia a íntegra no Metrópoles.
Ministra Rosa Weber envia à PGR ação contra Bolsonaro e Queiroga

Governo preferiu fazer consulta pública o assunto, ao invés de incluir crianças no plano de vacinação contra a Covid depois de autorização da Anvisa Do Conjur – A Procuradoria-Geral da República deverá se manifestar sobre notícia-crime por prevaricação contra o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, por não terem incluído crianças no plano de vacinação contra a Covid mesmo depois de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em vez disso, o governo resolveu fazer uma consulta pública sobre o assunto. A notícia-crime foi apresentada pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP) e pelo secretário de Educação do Rio de Janeiro, Renan Carneiro, em dezembro último. “Determino a abertura de vista dos autos à Procuradoria-Geral da República, a quem cabe a formação da opinio delicti em ações penais de competência desta Suprema Corte, para manifestação no prazo regimental”, escreve a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, relatora da ação. Na ação, os dois parlamentares e o secretário pedem que seja considerado o provável cometimento do crime de prevaricação, tipificado no artigo 319 do Código Penal, diante de recusa da inclusão de crianças com idade entre cinco a onze anos no público-alvo para vacinação contra Covid-19. Segundo a petição, logo depois do anúncio da Anvisa de que havia autorizado a imunização infantil, o presidente Jair Bolsonaro chegou a anunciar, em sua live semanal pelas redes sociais, que iria solicitar e tornar públicos os nomes dos técnicos da agência reguladora responsáveis pela autorização. Além disso, o mandatário disse que a vacinação dependeria de autorização dos pais e o governo anunciou, em seguida, a promoção de uma audiência pública sobre o tema.