‘Perdeu o sentido’, diz Zé Ramalho ao abandonar parceria com Sérgio Reis, que ameaçou o STF

Reis defendia não só a concentração de pessoas nas principais cidades do Brasil, mas também a paralisação dos transportes no dia 07 de setembro – Sergio Reis Cleia Viana/Câmara dos Deputados DEMOCRACIA – Cantor anuncia que não mais permitirá uso da canção “Admirável Gado Novo” – de sua autoria – pelo sertanejo bolsonarista O cantor e compositor Zé Ramalho anunciou neste sábado (21) que não vai mais manter parceria com o cantor Sérgio Reis em álbum do sertanejo que será lançado neste ano. “A gravação perdeu o sentido”, disse Zé Ramalho em nota por meio de sua editora, a Avôhai Music, referindo-se à aventura golpista de Reis, que havia convocado mobilização para 7 de setembro em favor do governo de Jair Bolsonaro, pela invasão do Suptremo Tribunal Federal e pela intervenção militar. Em 2019, o cantor havia gravado como convidado de Reis a canção Admirável gado novo, que seria incluída no álbum. Segundo o cantor nordestino, “tanto o compositor quanto sua editora não autorizarão a utilização da obra”. Essa é a terceira baixa no disco de Sérgio Reis. A cantora Maria Rita e o cantor e compositor Guilherme Arantes também abandonaram a parceria com o cantor de pretensões golpistas, segundo o jornal Correio*. Na sexta-feira, Sérgio Reis e o deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ) foram alvos de mandados de busca e apreensão pela Polícia Federal. A ação foi expedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar a incitação a atos violentos e ameaças contra a democracia. Leia a nota divulgada por Zé Ramalho “Embora o artista Zé Ramalho tenha participado como convidado na gravação da canção “Admirável gado novo”, no disco do cantor Sérgio Reis em maio de 2019, agora em 2021 a gravação perdeu o sentido e tanto o compositor quanto sua editora não autorizarão a utilização da obra. Solicitamos ao escritório do cantor Sérgio Reis que não utilize o fonograma de forma alguma. Pedimos ainda que se abstenha de usar por meios radiofônicos, eletrônicos ou qualquer outro, para que esta faixa não seja veiculada de forma alguma. O artista declara que é tudo que tem a dizer sobre esse assunto e não mais se pronunciará.” Fonte Rede Brasil Atual Leia também Sakamoto: Berrante golpista de Sérgio Reis distrai rebanho sobre 14,8 sem emprego

Inocente: Lula tem vitória na justiça no caso do “sítio de Atibaia”

Já são 17 vitórias de Lula na Justiça e nenhuma condenação. O caso, anulado pelo STF, “não reunia condições mínimas para que fosse reaberta a ação penal”, de acordo com a defesa de Lula A Justiça Federal de Brasília rejeitou neste sábado (21), o pedido de reabertura do caso conhecido como “Sítio de Atibaia”, inventado pela Lava Jato de Curitiba contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O processo originário, instaurado em Curitiba, foi anteriormente anulado pelo Supremo Tribunal Federal ao reconhecer a incompetência da 13ª. Vara Federal de Curitiba e a suspeição do ex-juiz Sergio Moro, tal como requerido pela defesa de Lula. De acordo com os advogados de defesa de Lula, Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira, “o caso não reunia condições mínimas para que fosse reaberta a ação penal, além da suspeição do procurador da República que subscreveu petição para retificar a denúncia oferecida pelos procuradores de Curitiba — sem qualquer referência ao caso concreto e fazendo referência a pessoas que não tinham qualquer relação com o caso do ‘sítio de Atibaia’”. Leia abaixo a nota da defesa de Lula sobre o caso e relembre todas as 17 vitórias de Lula na justiça contra acusações falsas. Nota da defesa do ex-presidente Lula Decisão proferida no final da tarde de ontem (21/08/2021) pela Juíza Federal Pollyanna Kelly Maciel Martins Alves, da 12ª. Vara Federal de Brasília, rejeitou, de forma incensurável, o pedido do procurador da República Frederico Paiva para que fosse reiniciada uma ação penal contra o ex-presidente Lula no caso do “sítio de Atibaia”. O processo originário, instaurado em Curitiba, foi anteriormente anulado pelo Supremo Tribunal Federal ao reconhecer a incompetência da 13ª. Vara Federal de Curitiba e a suspeição do ex-juiz Sergio Moro, tal como requerido pela defesa de Lula. Na condição de advogados do ex-presidente Lula apresentamos 5 manifestações deste que os autos aportaram na Justiça Federal de Brasília, mostrando que o caso não reunia condições mínimas para que fosse reaberta a ação penal, além da suspeição do procurador da República que subscreveu petição para retificar a denúncia oferecida pelos procuradores de Curitiba — sem qualquer referência ao caso concreto e fazendo referência a pessoas que não tinham qualquer relação com o caso do “sítio de Atibaia”. Na decisão, a Juíza Federal Pollyanna Kelly Maciel Martins Alves reconhece que “a justa causa não foi demonstrada na ratificação acusatória porque não foram apontadas as provas que subsistiram à anulação procedida pelo Supremo Tribunal Federal”. Prossegue a magistrada afirmando que “Tal mister, o de especificar os elementos de provas consubstanciadores de indícios de autoria e materialidade delitivas, é ônus e prerrogativa do órgão da acusação, sendo vedado ao magistrado perquiri-las, sob pena de se substituir ao órgão acusador, o que violaria o sistema acusatório vigente no ordenamento jurídico, corolário da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal”. A decisão coloca fim a mais um caso que foi utilizado pela “lava jato” para perseguir o ex-presidente Lula e que chegou a receber uma sentença condenatória proferida por “aproveitamento” de uma decisão anterior lançada pelo ex-juiz Sergio Moro (sentença do “copia e cola”). Desde 2016 mostramos que Lula foi vítima de lawfare e a decisão ora proferida reforça essa situação. A sentença que rejeitou a reabertura da ação do “sítio de Atibaia” contra Lula soma-se a outras 16 decisões judiciais nas quais Lula foi plenamente absolvido ou teve processos arquivados, diante da inconsistência das denúncias. Todas estas decisões são igualmente relevantes para afirmar o primado da Justiça e confirmar a inocência do ex-presidente, embora nada possa reparar os 580 dias de prisão ilegal, as violências e o sofrimento infligidos a Lula e sua família ao longo destes cinco anos. As acusações falsas que derrubamos na Justiça A defesa do ex-presidente Lula provou sua inocência em todos os 17 casos que já foram julgados e concluídos: 1 – Caso Tríplex do Gruarujá – A defesa provou que Lula nunca foi dono, nunca recebeu nem foi beneficiado pelo apartamento no Guarujá, que pertencia à OAS e foi dado em garantia por um empréstimo na Caixa. Caso anulado pelo STF em duas decisões, restabelecendo a inocência de Lula. 2. Caso Sítio de Atibaia – A defesa provou que Lula nunca recebeu dinheiro da Odebrecht para pagar reformas no sítio, que também nunca foi dele. A transferência de R$ 700 mil da Odebrecht, alegada na denúncia, foi na realidade feita para um diretor da empresa, não para obras no sítio. Caso anulado pelo STF, restabelecendo a inocência de Lula; 3. Tentativa de reabrir o Caso Sítio de Atibaia – A defesa provou que não há condições técnicas para reabrir a ação penal contra Lula pelo recebimento de reformas no sítio, que jamais pertenceu a Lula. A juíza da 12ª. Vara Federal de Brasília acolheu os argumentos da defesa de Lula e rejeitou o pedido do procurador da República Frederico Paiva de abrir uma nova ação penal em relação ao caso perante a Justiça Federal de Brasília, para onde o caso foi remetido após decisão do STF que anulou o processo originário que tramitou na 13ª. Vara Federal de Curitiba; 4. Caso do Terreno do Instituto Lula – A defesa provou que o Instituto nunca recebeu doação de terreno, ao contrário do que diz a denúncia da Lava Jato, e sempre funcionou em sede própria. Caso anulado pelo STF. 5. Caso das Doações para o Instituto Lula – A defesa provou que as doações de pessoas físicas de mais de 40 empresas brasileiras e de outros países para o Instituto, entre 2011 e 2015, foram todas legais, declaradas à Receita Federal, e jamais constituíram qualquer tipo de propina ou caixa 2. Caso anulado pelo STF. 6. Caso do Quadrilhão do PT – Esta é mais grave e a mais irresponsável de todas as acusações falsas feitas contra Lula; a de que ele seria o chefe de uma organização criminosa constituída para drenar recursos da Petrobras e de outras empresas públicas. A 12ª. Vara da Justiça Federal de Brasília arquivou a

Toma lá dá cá: Bolsonaro acena ao centrão com mais quatro ministérios

De volta, grupo promete não deixar o governo até 2 de abril, data de desincompatibilização de quem disputará as urnas de outubro De acordo com a coluna de Lauro Jardim, ainda não há definição de quais ministérios seriam. O certo mesmo é que dois iriam para o Senado e outros dois para a Câmara. O colunista informa ainda. Um dos líderes afirmou que o grupo não deixa o governo tão cedo: “Antes de 2 de abril, ninguém sai”. A data é o prazo final para a desincompatibilização de quem disputará as urnas de outubro. O grupo, por sua vez, está empenhado em apaziguar a crise política. Os ministros do governo próximos do centrão tentam fazer acontecer o encontro entre os Três Poderes que foi cancelado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, em meio aos ataques do chefe do Executivo ao Judiciário. Ciro Nogueira (Casa Civil), Fábio Faria (Comunicações) e Flávia Arruda (Secretaria de Governo) estão nas articulações para reunir Fux e Bolsonaro. Há expectativas de que o encontro ocorra na próxima semana. Nesta quarta, Nogueira foi pessoalmente se encontrar com Fux. O ministro teria repetido a tese de que funcionaria como “amortecedor” de Bolsonaro. Os ministros posaram para uma foto segurando a Constituição. “No encontro com o Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Luiz Fux, consenso sobre o que nos une a todos: Executivo, Legislativo e Judiciário. O Brasil, o nosso futuro, a harmonia entre os Poderes, sintetizados no símbolo que é a nossa Constituição”, disse Nogueira no Twitter.

Bolsonaro mandou FAB sobrevoar STF para quebrar vidraças, diz Jungmann

Jungmann: Bolsonaro queria que vidraças do Supremo se estilhaçassem com voo de caças da FAB O ex-ministro da Defesa e Segurança Pública Raul Jungmann afirmou que os últimos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica deixaram seus cargos, em março, por respeito à Constituição Federal e por não se dobrarem às pressões políticas do presidente Jair Bolsonaro. “Os três foram demitidos porque se recusaram a envolver as Forças Armadas nas declarações e nos atos do presidente da República”, disse o ex-ministro do ex-presidente Michel Temer à revista Veja. Jungmann revelou um episódio que, segundo ele, foi a gota d’água para a saída dos comandantes: “Ele (Bolsonaro) chamou um comandante militar e perguntou se os caças Gripen estavam operacionais. Com a resposta positiva, determinou que sobrevoassem o STF acima da velocidade do som para estourar os vidros do prédio. Bolsonaro mandou fazer isso, tenho um depoimento em relação a isso. Ao confrontá-lo com o absurdo de ações desse tipo, eles foram demitidos.” O Congresso em Foco enviou mensagem para a assessoria de imprensa do Planalto, questionando o episódio relatado pelo ex-ministro e aguarda retorno. Este texto será atualizado caso a Presidência se manifeste. Jungmann demonstrou preocupação com as “aventuras golpistas” do presidente Jair Bolsonaro e, principalmente, com as tentativas dele de colocar as Forças Armadas contra outras instituições democráticas, como o Congresso e o Supremo Tribunal Federal. “Existe uma constante atuação de constrangimento por parte do presidente da República, para forçar as Forças Armadas a endossar os atos e as falas dele”, destacou. O ex-ministro afirmou que existe no alto oficialato uma visão bastante crítica a respeito do Supremo Tribunal Federal. “Os militares têm uma leitura de que o STF não está deixando o presidente Bolsonaro governar”, disse o pernambucano. Segundo ele, também há leitura equivocada de que o STF destruiu a Operação Lava Jato. “É algo preocupante”, reforçou. Em relação às eleições de 2022, Raul Jungmann antevê que podem ocorrer problemas durante a disputa. “Existem riscos. A campanha de Bolsonaro para desmoralizar o voto eletrônico envolve, no fundo, retirar credibilidade do Tribunal Superior Eleitoral”. Ele acredita, no entanto, que as Forças Armadas não estão disponíveis para nenhuma aventura ou golpe. “Não tem nenhuma força política a favor disso, muito pelo contrário. Seria um raio em céu azul”, disse. Via Congresso em foco

Jair Bolsonaro poderá renunciar em março para concorrer ao Senado em 2022

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) chamou à mesa, semana passada, correligionários, marqueteiros, pesquisados e bajuladores. O ambiente estava carregado por causa do tiroteio contra ministros dos tribunais superiores e com a ameaça de pedido de impeachment de Luís Roberto Barroso (TSE) e Alexandre de Moraes (STF), no Congresso Nacional. Para azedar o arroz doce, Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB, tinha sido preso –e ainda permanece fechado no presídio do Bangu, no Rio, em virtude do inquérito das milícias digitais. Deixemos a questão da legalidade ou não da prisão de Jefferson para debater as impressões da incrível armata bolsonarista reunida, que saboreou um churrasco de picanha japonesa com farofa de mandioca do Pará: 1- O processo de derretimento do presidente Jair Bolsonaro vai continuar e, até dezembro, a aprovação do mandatário poderá ser até de 10%; 2- Não há clima para dar um “autogolpe” e cancelar as eleições de 2022; 3- Não há um partido com estrutura nacional disposto a agasalhar o projeto de reeleição do inquilino do Palácio do Planalto; 4- Se conseguir disputar as eleições, Jair Bolsonaro pode ser um fiasco a exemplo do governador João Doria (PSDB) em São Paulo, que lambe o chão, segundo as sondagens; 5- Com o discurso de que seria “roubado” com o atual sistema de urnas eletrônicas, sem voto auditável, Bolsonaro recuaria do projeto de reeleição e seria linha auxiliar anti-Lula em 2022; 6- Jair Bolsonaro disputaria uma cadeira do Senado da República, ou pelo Mato Grosso ou pelo Paraná; mas também Santa Catarina e Rio o motivam; 7- Segundo a legislação eleitoral, para concorrer a outro cargo, o presidente da República precisaria renunciar ao mandato em curso no mês de março, nos termos do art. 1º, § 1º, da LC nº 64/90 [Para concorrência a outros cargos, o Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até 6 (seis) meses antes do pleito.]; 8- A possibilidade de eleição do ex-presidente já no primeiro turno aumentou na mesma proporção que do fracasso da “terceira via” e da frente ampla; 9- Pela “renúncia” à candidatura reeleitoral, Bolsonaro e seus filhos receberiam salvo-conduto, isto é, a garantia de que não seriam presos; e 10- Caso o establishment entenda que ele, Jair Bolsonaro, “é o único capaz de derrotar Lula“, o perigo do comunismo e o Foro de São Paulo, os estrategistas bolsonaristas dize que ele continuará na “prateleira” para prestar bons serviços ao “Brasil”. É o esse o cenário na conjuntura atual, segundo os luas-pretas de direita e agregados. A renúncia passará a fazer parte cotidiana do vocabulário do presidente e poderá ser uma saída honrosa para Bolsonaro, que pode sim concorrer ao Senado em 2022. Quem viver, verá. Com Blog do Esmael

Supremo repudia pedido de impeachment apresentado por Bolsonaro contra Moraes

Pedido mostra a coesão dos ministros da Corte em resposta às investidas de Bolsonaro contra os seus integrantes  Dez ex-ministros da Justiça dos governos Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Lula (PT), Dilma Roussef (PT) e Michel Temer (MDB) enviaram manifesto pedindo rejeição Em resposta ao pedido de impeachment apresentado pelo presidente Jair Bolsonaro contra o ministro Alexandre de Moraes, o Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou na noite desta sexta-feira (20), uma nota condenando a ofensiva do Planalto. No texto, referendado por todos os ministros da Corte, a instituição diz repudiar “o ato do Excelentíssimo Senhor Presidente da República de oferecer denúncia contra um de seus integrantes por conta de decisões em inquérito chancelado pelo Plenário da Corte”. “O Estado Democrático de Direito não tolera que um magistrado seja acusado por suas decisões, uma vez que devem ser questionadas nas vias recursais próprias, obedecido o devido processo legal”, enfatiza o texto. A nota mostra a coesão dos ministros da Corte em resposta às investidas de Bolsonaro contra os seus integrantes. Notificados ainda na tarde desta sexta, os magistrados aguardaram em silêncio os desdobramentos da ofensiva do presidente. Recentemente, a Corte passou a preconizar respostas institucionais aos ataques de Bolsonaro, em vez de recorrer às tradicionais tentativas de conciliação com o Planalto. Em ação coordenada com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os ministros do Supremo aprovaram a abertura de dois inquéritos contra Bolsonaro – e uma investigação administrativa na Justiça Eleitoral – por ataques aos ministros da Corte embasados em notícias falsas e distorções da realidade, assim como a divulgação de documentos sigilosos produzidos pela Polícia Federal (PF) durante a investigação de ataque ao sistema do TSE, em 2018. Os inquéritos em andamento na Corte contra Bolsonaro são relatados por Alexandre de Moraes, alvo do pedido de impeachment apresentado ao Senado Federal. Embora o presidente eleja adversários, o presidente do Supremo, ministro Luiz Fux, envia mensagens diretas de que ataques a membros da Corte são recebidos como ofensas a todos os integrantes. “O STF, ao mesmo tempo em que manifesta total confiança na independência e imparcialidade do Ministro Alexandre de Moraes, aguardará de forma republicana a deliberação do Senado Federal’, finaliza a nota. Na segunda-feira (20), Fux abriu a sessão de julgamentos na Corte com um aceno à retomada de diálogo com Bolsonaro. O gesto foi acompanhado por um encontro com o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira (Progressistas-PI), que tentava amenizar a crise entre os Poderes. No início do mês, Fux anunciou o cancelamento da reunião entre os líderes dos Três Poderes, alegando que Bolsonaro não estaria disposto a dialogar. O magistrado afirmou que os ataques contra os ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, ambos do TSE, também atingem os demais ministros da Corte. “Apesar do cancelamento da reunião, o diálogo entre os Poderes nunca foi interrompido. Como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), eu sigo dialogando com os representantes de todos os Poderes. Em relação a uma nova reunião, a questão será reavaliada”, disse Fux. Agora, diante de um “contra-ataque” institucional, como havia prometido o presidente em mensagem encaminhada a aliados e apoiadores convocando-os para manifestações no dia 7 de setembro as tratativas para restabelecer a harmonia entre os Poderes podem encontrar novas avenças. Segundo Rodrigo Pacheco, o presidente do STF não impôs condições para realizar uma nova reunião entre os Poderes com a presença de Bolsonaro. *A declaração, todavia, foi dada antes de o presidente consumar a ameaça que vinha fazendo há semanas. Crimes de responsabilidade A denúncia tem 102 páginas e denuncia o magistrado por crimes de responsabilidade, pedindo a destituição de Moraes do cargo com inabilitação de oito anos para a função pública. O chefe do Planalto classificou Moraes como “o verdadeiro censor da liberdade de expressão ao interditar o debate de ideias e o respeito à diversidade, e ao descumprir compromisso expressamente assumido com este Senado Federal.” A acusação fica em torno de supostos abusos que Moraes teria cometido no cargo. O inquérito das fake news, conduzido por Moraes, é apontado entre os motivos para o pedido de Bolsonaro. O presidente elencou condutas do magistrado, como ter determinado a remoção de conteúdos da internet, busca e apreensão contra autoridades, prisão de parlamentar e afastamento de auditores fiscais, além de acolher despacho do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para determinar investigação contra Bolsonaro por ameaça às eleições. Ex-ministros da Justiça pedem rejeição Dez ex-ministros da Justiça dos governos Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Lula (PT), Dilma Roussef (PT) e Michel Temer (MDB) enviaram um manifesto ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), defendendo que ele rejeite o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Eles afirmam que não há sinal de crime de responsabilidade que justifique a abertura de um processo para destituição de Moraes do cargo e apontam a ‘inépcia’ da ação de Bolsonaro. “Eventual seguimento do processo surtirá efeitos nocivos à estabilidade democrática, de vez que indicará a prevalência de retaliação a membro de nossa Corte Suprema gerando imensa insegurança no espírito de nossa sociedade e negativa repercussão internacional da imagem do Brasil”, diz um trecho do documento. Rodrigo Pacheco (DEM-MG), sinalizou que deve rejeitar o pedido de impeachment. “Não antevejo fundamentos para impeachment de ministro do Supremo como também não antevejo em relação a impeachment de presidente da República”, disse Pacheco em entrevista a jornalistas na capital paulista. O presidente do Senado disse que mantém diálogo com Bolsonaro, apesar da investida do chefe do Planalto. O senador não deixou de fazer críticas, declarando que o Congresso dará “pronta e qualquer resposta a quem queira sacrificar a democracia brasileira”. Ele declarou que vai analisar os critérios técnicos e políticos para decidir sobre o pedido. Pacheco disse que tomará uma decisão “com firmeza e absoluto respeito à democracia”. “Não vamos nos render a nenhum tipo de investida que seja para desunir o Brasil. Nós vamos buscar convergir o País, contem comigo para essa união, e não para essa divisão.” Os ex-ministros classificam o

Bolsonaro entrega ao Senado pedido de impeachment de Alexandre de Moraes

Na quinta (19), pessoas próximas e assessores do presidente tentaram convencê-lo a desistir da iniciativa para não piorar o relacionamento entre os Poderes Em mais uma atitude e desespero, Jair Bolsonaro apresentou ao Senado Federal, nesta sexta-feira (20), o pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O documento foi recebido pelo chefe de gabinete do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Na quinta (19), pessoas próximas e assessores do presidente tentaram convencê-lo a desistir da iniciativa, pois o único efeito aparente será piorar o relacionamento entre os Poderes. O texto foi preparado com o auxílio de assessores jurídicos de Bolsonaro, além do advogado-geral da União, Bruno Bianco. O documento tem somente a assinatura do presidente, com firma reconhecida. “Entendo que os membros do Poderes devam participar ativamente do debate político e tolerar críticas, ainda que duras e incomodas. Eu, como presidente da República, sou diariamente ofendido nas redes sociais, sofro ameaças à minha integridade física o tempo todo e, como regra, tolero esses abusos por compreender que minha posição, como agente político central do Estado brasileiro, está sujeita a tais intempéries”, diz Bolsonaro. “Nota-se que o judiciário brasileiro, com fundamento nos princípios constitucionais, tem ocupado um verdadeiro espaço político no cotidiano do país”, ataca o presidente. A repercussão foi imediata. “É uma tentativa de intimidação do Supremo. É descabível e sem pé nem cabeça. Já pensou se todo mundo que recebe uma decisão contrária proferida por um ministro do STF decide entrar com pedido de impeachment do ministro que deu a decisão? Já pensou se essa moda pega?”, ressalta o senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI do Genocídio. O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da comissão, definiu a medida tomada pelo presidente como “ataque à independência dos Poderes”. “É um único e exemplar ataque à independência dos Poderes. É a primeira vez que ocorre um absurdo desses. Um ataque frontal à independência dos Poderes. Um pedido de impeachment de ministro pessoal, assinado pelo presidente da República, o chefe do Executivo!”, destaca Renan. Mourão O próprio vice-presidente, Hamilton Mourão, durante entrevista coletiva nesta segunda-feira (16), disse que achava “difícil” o Senado aceitar a abertura de pedidos de impeachment contra ministros do STF. Dois dias antes, Bolsonaro foi às redes sociais para anunciar que entregaria ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), pedidos de impeachment contra os ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Sem chance No entanto, Rodrigo Pacheco havia sinalizado a pessoas próximas que não pretende dar prosseguimento às ações movidas por Bolsonaro. Revista Fórum, com informações de O Globo

Sakamoto: Berrante golpista de Sérgio Reis distrai rebanho sobre 14,8 sem emprego

Sérgio Reis tocou tão alto o berrante golpista de Jair Bolsonaro que muita gente não escutou que o preço da cesta básica subiu mais de 22% nos últimos 12 meses do governo Jair Bolsonaro. Na atual circunstância, panelas velhas e novas de homens e mulheres estão vazias, bem como suas geladeiras e mesas. E, na falta de pão, dá-lhe circo. Após operação contra o cantor Sérgio Reis, que propôs depor ministros do Supremo Tribunal Federal na marra e estava ajudando a organizar atos de apoio ao golpismo de Jair Bolsonaro marcados para o 7 de setembro, as redes sociais e grupos em aplicativos de mensagens da extrema direita trabalharam intensamente na tarde desta sexta (20). Cinicamente, chamam de golpe os freios do Poder Judiciário para limitar os ataques do presidente e seus aliados à democracia. E, assim, convocam um “contragolpe”. Com polícia, com milícia, com tudo. Clique aqui para ler a matéria de Leonardo Sakamoto na integra em “UOL” Leia tembém Sérgio Reis, o bandido da porteira, aboia o gado bolsominion para tumultuar o país

Rejeição a Bolsonaro chega a 64% e bate recorde, aponta pesquisa

Maioria dos entrevistados é favorável ao impeachment do presidente da República Pesquisa PoderData divulgada nesta quinta-feira-feira (19) mostra que subiu a desaprovação ao governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). De acordo com o levantamento, 64% do público ouvido desaprova o governo Bolsonaro – maior índice das pesquisas da divisão de estudos do site Poder360 no quesito desde a posse do presidente. Na última pesquisa, realizada entre 2 e 4 de agosto, o índice de desaprovação era de 58%. No mesmo intervalo, a aprovação do governo caiu de 34% para 31%, enquanto o percentual dos que não souberam avaliar caiu de 8% para 5%. A pesquisa foi realizada entre os dias 16 e 18 de agosto por meio de ligações telefônicas. Ao todo, 2.500 entrevistas foram realizadas em 433 municípios das 27 unidades da federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Em relação à avaliação do trabalho de Bolsonaro, a maioria considera ruim ou péssimo: 56%, contra 28% de ótimo ou bom, 13% de regular e 3% que não souberam responder. Todas as alternativas se mantiveram estáveis em relação à última pesquisa, já que variaram dentro da margem de erro. Eram 55% de ruim ou péssimo, 29% de ótimo ou bom, 11% de regular e 5% que não sabiam. Maioria quer impeachment O PoderData também quis saber do público ouvido se Bolsonaro deve sofrer impeachment. E a maioria dos entrevistados, 58%, é favorável ao impedimento do presidente da República. O percentual é maior do que o constatado na última pesquisa sobre o tema, realizada entre 5 e 7 de julho. Na ocasião, 50% dos entrevistados responderam afirmativamente a respeito. Os que responderam que Bolsonaro deve continuar no cargo forma 32% na pesquisa mais recente, contra 45% do levantamento anterior. Os que não souberam responder subiram de 5% para 10%. Jornal da Band

Bolsonaro é delinquente, mentiroso, cretino e vil. Defenda-o quem for igual

Jair Bolsonaro é uma espécie de monstro, daqueles que habitam o imaginário infantil e os filmes de terror (foto: EVARISTO SA / AFP) Em entrevista a uma rádio do Mato Grosso, nesta terça-feira (17), presidente disse mais uma de suas obscenidades Por Ricardo Kertzman – Estrado de Minas Não há fundo do poço para a maldade deste homem. Não há limites para sua falta de caráter. Não há adjetivos que o desqualifiquem como merece. Jair Bolsonaro é uma espécie de monstro, daqueles que habitam o imaginário infantil e os filmes de terror. É um canalha como jamais se viu por aqui. O psicopata homicida golpista se supera a cada dia em busca do lugar mais alto no Olimpo da Canalhice. Dessa vez, em entrevista a uma rádio do Mato Grosso, disse que ‘quem tomou as duas doses da Coronavac e foi infectado está morrendo’. Mais: ‘está morrendo porque acreditou nas palavras do governador de São Paulo, que se tomasse as duas doses, jamais morreria’. Além de mentir, pois nem João Doria nem ninguém no mundo disse que as vacinas – qualquer vacina! – impediriam as mortes por COVID-19, utiliza-se de casos previstos, como os idosos e imunodeprimidos, para enxovalhar a Coronavac, que é ainda hoje a vacina mais aplicada no País, e não graças a esse verdadeiro esquadrão da morte que tomou de assalto o governo brasileiro. Não há qualquer dado que embase a afirmação mentirosa do devoto da cloroquina. Diversos estudos – o maior deles no Chile, onde foi amplamente utilizada – provam justamente o contrário, e o próprio estado de São Paulo, além do Brasil, desmentem o maníaco do tratamento precoce. É insuportável que um presidente possa mentir tanto e cometer crimes em série impunemente. As vacinas, como provam os números de casos graves e de mortes por COVID-19 em todo o mundo, são eficazes, sim. Nos Estados Unidos, por exemplo, 97% das mortes e de hospitalizações se concentram nos não-vacinados. E a Coronavac, assim como a AstraZeneca, não foge à regra. E jamais foi vendida ou anunciada como imbatível, como 100% eficaz contra o novo coronavírus. Jair Bolsonaro, o verdugo do Planalto, escora-se em 2% ou 3% dos óbitos dentre os vacinados – majoritariamente idosos – para mais uma vez mentir e confundir, atuando novamente como verdadeiro sócio do vírus, em busca de mais cadáveres a justificar sua devoção pelo negacionismo e por curandeirismo de botequim. Sua retórica não é apenas criminosa e homicida, mas prova irrefutável de sua índole. E sinto muito em dizer, mas quem ainda defende este sujeito não me merece melhor consideração. Há muito já não se trata de gosto, opinião, ideologia, pragmatismo ou qualquer argumento que se possa utilizar em defesa da pluralidade de pensamento. Defender alguém assim não é uma escolha política; é uma escolha moral. Canalhas são canalhas e pronto! E bajulador de canalhas, um canalha é.