O general Heleno é o meu maior guarda-costas. Ou guarda-bunda, porque ele é baixinho.

Diário do Bolso, 17 de agosto de 2021 – Por José Roberto Torero – Via Carta Maior Diário, ontem, meu gigante de um metro e meio, o general Heleno, disse do alto de sua sabedoria que as Forças Armadas podem usar o artigo 142 para dar um golpe. E explicou: “O artigo não diz quando os militares devem intervir, mas diz que é para manter a tranquilidade do país.” E o que é manter a tranquilidade, Diário? É parar com esse negócio de CPI da covid. É parar de investigar as compras de picanha e uísque do Exército. É parar de reclamar do dinheiro que vai pro Centrão. É parar de prender tipos que nem o Roberto Jefferson e o Daniel Silveira. É parar de reclamar da aposentadoria dos militares. É parar de querer saber como eu gasto meu cartão corporativo. É parar de falar que o Heleno ganhou mais de R$ 100 mil em junho. No tocante à cuestão da intervenção, o Heleno disse que as Forças Armadas brasileiras tem uma “preparação muito boa” pra isso. E tem mesmo. O Helenão até dirigiu a missão de paz no Haiti. É verdade que teve uns assassinatos em massa. Por exemplo, no dia 6 de julho de 2005, trezentos militares armados invadiram a maior favela de Porto Príncipe e mataram 63 pessoas. E também teve três mil estupros (umas ongs haitianas estão até processando a ONU por isso). Mas missão de paz é assim, pô! Paciência… O Heleno disse tudo isso no programa do Augusto Nunes na velha Jovem Pan. Esse jornalista me criticava muito antigamente, mas, graças a Deus, ele transformou o passado dele em pó. Enfim, a verdade verdadeira, Diário, é que o general Heleno é o meu maior guarda-costas. Ou guarda-bunda, porque ele é baixinho. PS: O General Heleno é um Sérgio Reis de farda ou o Sérgio Reis é um General Heleno de chapéu e berrante?

Em meio ameaça de golpe de Bolsonaro, Senado ‘congela’ indicação de Mendonça ao STF

Em julho, levantamento indicava que André Mendonça tinha apoio de 26 dos 81 senadores para chegar ao STF (Marcos Oliveira/Ag. Senado) Rodrigo Pacheco adia início da tramitação do nome do advogado-geral da União para a vaga aberta no STF. Ataques de Bolsonaro a ministros da corte piora clima político O Senado decidiu “segurar” a indicação do ex-ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), André Mendonça, para o Supremo Tribunal Federal (STF) diante das ameaças do presidente Jair Bolsonaro à Corte. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), havia planejado dar início à tramitação do nome de Mendonça ainda neste mês, mas adiou a decisão. Bolsonaro elevou a temperatura da crise entre os Poderes no fim de semana, quando anunciou que pedirá ao Senado o impeachment dos ministros do Supremo Luis Roberto Barroso, também presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e Alexandre de Moraes. Alega, para tanto, que os dois magistrados “extrapolam” os limites da Constituição. A pressão do presidente, porém, fez a cúpula do Senado reagir. Pacheco já avisou que não dará andamento a nenhum processo de impeachment contra magistrados do Supremo e líderes da Casa também descartaram essa possibilidade. Agora, porém, Pacheco também resolveu atrasar a tramitação da escolha de Mendonça, enviada ao Senado por Bolsonaro em 13 de julho. Mendonça é o segundo nome que ele indica para o Supremo. Em outubro do ano passado, ele conseguiu nomear o ministro Kassio Nunes Marques. Em reação à ofensiva do presidente, que continua questionando a lisura das eleições de 2022 sem voto impresso, ataca o Judiciário e agora quer transferir o problema para o Senado, o senador decidiu se posicionar no jogo político. Pré-candidato ao Palácio do Planalto — e com intenção de trocar o DEM pelo PSD –, Pacheco tem procurado marcar diferenças com o presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), que comanda o Centrão e é aliado de Bolsonaro. “O diálogo entre os Poderes é fundamental e não podemos abrir mão dele, jamais. Fechar portas, derrubar pontes, exercer arbitrariamente suas próprias razões são um desserviço ao país”, escreveu o presidente do Senado no Twitter, em recado para Bolsonaro. “Portanto, é recomendável, nesse momento de crise, mais do que nunca, a busca de consensos e o respeito às diferenças. Patriotas são aqueles que unem o Brasil, e não os que querem dividi-lo. E os avanços democráticos conquistados têm a vigorosa vigilância do Congresso, que não permitirá retrocessos”. Pacheco precisa ler no plenário a mensagem de Bolsonaro com a indicação de Mendonça para uma cadeira no Supremo. Somente após esse ato formal é que a votação poderá ser marcada. O senador resiste a ler a mensagem imediatamente, o que é visto nos bastidores como um recado contra os últimos movimentos de Bolsonaro. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Davi Alcolumbre (DEM-AP), também levantou obstáculos à escolha de Mendonça desde o início e não tem respondido nem a colegas sobre quando será a sabatina do ex-advogado-geral da União. A comissão é uma das únicas que ainda não se reuniu para votar projetos neste ano. Para assumir uma cadeira no Supremo, Mendonça precisa passar por uma sabatina na CCJ e ter o nome aprovado por pelo menos 41 dos 81 senadores e ainda não possui os votos necessários. O alinhamento com Bolsonaro e o perfil “terrivelmente evangélico”, citado pelo próprio presidente, aumentam as resistências no Senado. Mendonça é o segundo nome indicado por Bolsonaro para o Supremo. Em outubro do ano passado, ele conseguiu nomear o ministro Kassio Nunes Marques. O quadro não está definido e governos costumam aprovar suas indicações. Mas as ameaças do presidente dirigidas ao Supremo e a pressão exercida por ele ao pedir apoio do Senado para afastar Barroso e Moraes devem criar um caminho mais complicado para a tramitação da escolha de Mendonça. “O presidente tem a visão dele. Ele considera que esses ministros estão passando dos limites em algumas decisões que têm sido tomadas, e uma das saídas dentro da nossa Constituição seria o impeachment. Acho difícil o Senado aceitar”, afirmou nesta segunda-feira, 16 o vice-presidente Hamilton Mourão. A decisão de Bolsonaro de partir para o confronto contra ministros do Supremo foi tomada logo após ele ser informado que Barroso convidou o vice para uma reunião reservada em sua casa, no último dia 10, como revelou o Estadão. Aquele também foi o dia do desfile de blindados pela Praça dos Três Poderes e da derrubada da proposta do voto impresso pela Câmara, horas mais tarde. O Estadão apurou que Bolsonaro ficou muito irritado com o encontro entre Barroso e Mourão. Avaliou que o vice está fazendo “dobradinha” com o Supremo, participando de uma “conspiração” para derrubá-lo. O ministro chamou Mourão para uma conversa, porém, porque queria saber se as Forças Armadas embarcariam numa aventura golpista. O general assegurou que não havia risco de ruptura institucional no País. Outro motivo do inconformismo de Bolsonaro com o STF foi a série de inquéritos contra ele e a prisão do ex-deputado Roberto Jefferson, presidente do PTB, determinada por Alexandre de Moraes. Aliado do presidente, Jefferson é acusado de participar de uma milícia digital para atacar as instituições e a democracia. Ainda na segunda-feira, o corregedor do TSE, Luis Felipe Salomão, determinou o bloqueio de verba de redes sociais para páginas bolsonaristas acusadas de disseminar fake news sobre eleições. Na tentativa de diminuir as resistências, André Mendonça tem participado de encontros com senadores em busca de votos, fazendo o tradicional “beija-mão” no Senado. No último dia 3, o ex-advogado-geral da União se reuniu com senadores e outras autoridades na casa de Wellington Fagundes (PL-MT), em Brasília. O jantar contou com a presença do ministro do STF Gilmar Mendes e da titular da Secretaria de Governo, Flávia Arruda e de um integrante da oposição, o senador Jean Paul Prates (PT-RN). Levantamento feito em julho mostrou que o apoio declarado à indicação do advogado-geral da União, André Mendonça, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal era de 26 dos 81 senadores. Esse pode ser considerado o núcleo duro a

Bolsonaro vai passar vergonha, de novo, com a proposta de golpe no dia 7 de setembro

Depois da frustação do desfile das latas velhas, para pressionar os deputados para votaram a favor do voto impresso, o ainda presidente ameaça agora para um golpe de estado no Dia da Independência  O presidente Jair Bolsonaro deu, neste domingo (15), mais uma mostra de que pretende romper com a institucionalidade democrática. Segundo informações do colunista Guilherme Amado, do Metrópoles, o mandatário encaminhou mensagem em lista de transmissão no WhatsApp que fala em “provável e necessário contragolpe”. A data do “contragolpe” seria o dia 7 de setembro, quando apoiadores estariam articulando uma mobilização contra o Supremo Tribunal Federal (STF). Isso inclui o sistema eleitoral e a prisão do ex-deputado Roberto Jefferson. Nas milícias digitais se fala em invasão da Embaixada da China, enquanto o cantor Sérgio Reis prega em áudio vazado invasão do STF. O texto golpista difundido por Bolsonaro é assinado por um grupo de apoiadores chamado “Ativistas Direita Volver”. “Hoje, fazer um contragolpe é muito mais difícil e delicado do que naquela época, além do grave aparelhamento acima relatado, temos uma constituição comunista que tirou em grande parte os poderes do Presidente da República e foi por estes motivos que o Presidente Bolsonaro, no início de agosto, em vídeo gravado, pediu para que o povo brasileiro fosse mais uma vez às ruas, na Avenida Paulista, no dia sete de setembro, dar o último aviso, mas, desta vez, ele reforçou que o “contingente” deveria ser absurdamente gigante”, diz trecho da mensagem. “Ou seja, o tamanho desta manifestação deverá ser o maior já visto na história do país, a ponto de comprovar e apoiar, inclusive internacionalmente, para que dê a ele e às FFAA, para que, em caso de um bastante provável e necessário contragolpe que terão que implementar em breve, diante do grave avanço do golpe já em curso há tempos e que agora avança de forma muito mais agressiva, perpetrado pelo Poder Judiciário, esquerda e todo um aparato, inclusive internacional, de interesses escusos”, prossegue, Confira a íntegra:

O Véio Quaker e o Menino da Porteira – Por Lelê Teles

“Quando chegar o carcereiro com a lavagem, o nosso amalucado conspirador perceberá que panela velha nem sempre faz comida boa” “Essa pegou todos os futurólogos de calça curta”, gracejou o clarividente e quiromante Mestre Cafuna. “Quem diria”, ele prossegue em um áudio enviado pelo zap, “que na canção O Menino da Porteira, o sertanojo Sérgio Reis, uma berrante aberração, em verdade prestava uma homenagem ao infante Ricardo Salles”. Com mil diabos, como eu nunca havia pensado nisso? Ao tocar o berrante e convocar o gado bípede para uma manifestação golpista na Capital Federal, muitos velhos fãs, e fãs velhos de Sérgio Reis estranharam seu novo posicionamento político. Isso porque o Véio da Quaker já rasgou elogios a Lula da Silva e outrora esteve aboletado em palanques do Petê. Muitos creem que a confusão mental de Sérgio Reis pode ser consequência de uma terrível queda que ele sofreu em 2012, em Minas Gerais, quando voou involuntariamente de um palco de 2 metros de altura, o que provocou, segundo laudo médico, uma perda de consciência. Talvez isso explique, em partes, o porquê de nosso valente sertanejo urbano ser contra o lockdown e ao mesmo tempo convocar um lockout, dizendo que o país inteiro vai parar por tempo indeterminado. A queda, e a consequente pancada na cabeça, pode explicar essa estranha contradição, mas tem mais coisa aí. Se esquecem, os que ouvem música feita para chifrudos, que o nosso trânsfuga, depois de sua aventura petista, caiu nos braços de Temer, o conspirador, e que no governo do Usurpador, Reis, então parlamentar, encheu as burras com emendas milionárias. Ora, não importa de que altura ele tenha caído, se não rasga dinheiro, louco não está. E por falar em dinheiro, o Véio Quaker já deu uma grande força ao Necrarca quando este ameaçava cair pra dentro das terras kayapó para meter a mão nos minérios com a ajuda das mineradoras amigas. Reis defendeu assim as investidas dos bandeirantes modernos tarados por ouro e pedras preciosas: “Estamos fazendo com que o índio brasileiro tenha a vida que ele merece. Estão sentados em cima de uma fortuna que todo mundo quer. O Bolsonaro falou que o índio tem que viver como o índio americano. É um índio que quer vencer”. Ora, ora, ora. “Captei a vossa mensagem”, devolvi o áudio ao criador do cafunismo, emulando o bordão de Rolando Lero. Pra mim, está claro como a luz do sol que esse lance do menino da porteira, de passar a boiada, destruir floresta, criar gado e roubar minérios, já tava descrito naquela canção. É Ricardo Salles aquele menino. Quem iria imaginar que aquele pirralho franzino e peralta iria se transformar no ecocida gadificado que ministraria o nosso meio ambiente? Ouça mais um vez, e dessa vez com atenção, o que disse outrora o golpista de agora: “Toda vez que eu viajava pela Estrada de Ouro Fino De longe eu avistava a figura de um menino Que corria pra abrir a porteira e depois vinha me pedindo Toque o berrante seu moço que é pra eu ficar ouvindo Quando a boiada passava e a poeira ia baixando eu jogava uma moeda e ele saía pulando Obrigado boiadeiro, que Deus vá lhe acompanhando pra aquele sertão à fora meu berrante ia tocando…” Metáforas, camaradas, metáforas futurísticas sertanejas. O menino Salles, como todos sabemos, e como nos mostra a canção, desapareceu e nunca mais foi visto abrindo a porteira pra passar a boiada. Sérgio Reis pode também sumir do mapa na próxima semana, mesmo estando fora da lista do ex-senador Magno Malta. Nos próximos dias, um juiz ajuizado pode pedir para que alguém abra uma porteira de ferro pro nosso boiadeiro entrar. Assim, o Véio Quaker irá tocar o seu berrante golpista no fundo de uma masmorra, fazendo companhia ao cantor de óperas Bob Jefferson, ex-sogro do infanticida Doutor Jairinho e vizinho de Sérgio Cabral. Quando chegar o carcereiro com a lavagem, o nosso amalucado conspirador perceberá que panela velha nem sempre faz comida boa. Oremos ao senhor. * Lelê Teles é jornalista, roteirista e publicitário

Sérgio Reis, o bandido da porteira, aboia o gado bolsominion para tumultuar o país

Cantor bolsonarista tem feito uma série de ataques e promete “quebrar tudo” caso os parlamentares não obedeçam Bolsonaro. Ele diz que tem ajuda financeira para golpe. “O Brasil inteiro vai estar parado. Ninguém trafega, ninguém sai. Ônibus volta para trás com passageiros. Só vai passar polícia federal, ambulância, bombeiro e cargas perecíveis. Fora isso, ninguém anda no Brasil”, disse Sergio Reis. “Nós estamos nos preparando judicialmente para fazer uma coisa séria, para que o governo tome uma posição e o exército tome uma posição”, discursou. Embora fale em nome dos caminhoneiros, entidades representativas dos transportadores descartaram participar da manifestação em apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Eles classificaram o movimento estranho às pautas da categoria e politicagem excessiva –descartando o papel de “bucha de canhão” de extremistas. Resumo da ópera: a manifestação neofascista de Sergio Reis tende a falhar, ser um fiasco, portanto. Na gravação, que viralizou nas redes neste domingo (15), Reis ainda diz que se o Senado não acatar os pedidos “populares” de impeachment contra os ministros do STF, eles irão “quebrar tudo”. Apesar do apelo do bolsonarista, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), não dará andamento aos pedidos de impeachment prometidos por Jair Bolsonaro contra os ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). “Não há qualquer casualidade e nenhum fato objetivo na argumentação apresentada por Bolsonaro”, segundo um interlocutor de Pacheco, ouvido por Gerson Camarotti, no G1. Sérgio Reis vai cantar para Jefferson “Isso explica porque Jefferson foi preso agora, três semanas antes do Sete de Setembro. A Polícia Federal deve ter detectado indícios de insurreição. E tudo indica que o próximo candidato a Bangu 8 é o cantor”, escreve Alex Solnik

Roberto Jefferson e Flordelis, que foram presos no mesmo dia, continuarão encarcerados

A sexta-feira 13 foi marcada pelas prisões de dois políticos: ex-deputado federal e presidente do PTB, Roberto Jefferson, e a ex-deputada federal Flordelis dos Santos Souza. Roberto Jefferson, por causa de ataques antidemocráticos às instituições. Flordelis, por ser acusada pelo Ministério Público do Estado do Rio (MP-RJ) de ser a mandante do assassinado do marido, o pastor Anderson do Carmo de Souza, ocorrido em 2019. O presidente do PTB foi transferido na tarde de sexta-feira para o presídio de Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A prisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Equipes da Polícia Federal cumpriram pela manhã mandado de prisão preventiva do acusado. De acordo com Moraes, Jefferson faz parte de uma milícia digital especializada em atacar o Supremo, seus ministros e demais instituições. As diligências fazem parte de um novo inquérito aberto pelo ministro. No YouTube e nas redes sociais, o ex-deputado aparece empunhando armas e ameaçando os ministros, assim como pregando o fechamento do Supremo. Flordelis A ex-deputada Flordelis teve sua prisão requerida pelo Ministério Público. Na última quarta-feira (11), a Câmara dos Deputados cassou seu mandato por quebra de decoro. Ela foi presa na noite desta sexta-feira. Em agosto de 2020, ela e outras dez pessoas foram denunciadas pelo assassinato, em 2019, de Anderson do Carmo de Souza, então marido da parlamentar.

Lindo dia – PF prende Roberto Jefferson, por ordem do ministro Alexandre de Moraes

Operação foi executada nesta manhã pela PF e o motivo são os ataques à democracia feitos pelo ex-deputado. Ordem partiu do ministro do STF Alexandre de Moraes A Polícia Federal foi às ruas na manhã desta sexta-feira (13) e prendeu o ex-deputado e presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson. A autorização da prisão partiu do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O mandado é de prisão preventiva (que não tem prazo estipulado para acabar). A ordem ocorre dentro do chamado inquérito da milícia digital. O inquérito que investiga a organização e o funcionamento de uma milícia digital voltada a ataques à democracia foi aberto em julho, por decisão de Moraes” Moraes também determinou o bloqueio de conteúdos postados por Jefferson em redes sociais e a apreensão de armas e acesso a mídias de armazenamento, informou o portal G1. De acordo com a Polícia Federal, o bolsonarista foi enquadrado em “crimes contra a honra, racismo, homofobia e incitação à prática de crimes, bem como o tipo penal decorrente de integrar organização criminosa, convergente com o contexto da apuração já em curso neste inquérito”. Embaixador chinês bate palmas e deseja “lindo dia para todos” após a prisão de Jefferson O embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, havia sido atacado por Roberto Jefferson, que publicou um vídeo com armas na mão fazendo ofensas ao diplomata. O petebista foi preso por participação em uma rede de milícias digitais ???????????????????????????????????? lindo dia para todos!!! — 楊萬明Yang Wanming (@WanmingYang) August 13, 2021 O embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, comemorou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, que expediu uma ordem de prisão contra o ex-deputado federal e presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, no âmbito do inquérito da milícia digital, que é uma continuidade do inquérito dos atos antidemocráticos. O petebista foi preso. Em postagem no Twitter, o embaixador desejou um “lindo dia para todos”. Com armas na mão, Jefferson chamou o diplomata de “vagabundo que a China mandou para o Brasil” e de “pilantra que já articula contra o governo [brasileiro] faz um bom tempo”. Vídeo: #RobertoJefferson faz ameaças e chama #EmbaixadorChinês de 'macaco' https://t.co/ISx4ZrTb8I pic.twitter.com/xmQfchs20X — Estado de Minas (@em_com) July 22, 2021 Moraes determinou prisão de Jefferson após PGR ignorar prazo para se manifestar sobre o caso Ministro do STF Alexandre de Moraes havia dado um prazo de 24 horas para que a PGR, comandada por Augusto Aras, se posicionasse sobre o pedido de prisão do ex-deputado solicitado pela Polícia Federal O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a prisão preventiva do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) sem a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Moraes havia dado um prazo de 24 horas para que a PGR se posicionasse sobre o pedido de prisão solicitado pela Polícia Federal. A Procuradoria, comandada por Augusto Aras, porém, não se manifestou sobre o caso. De acordo com a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, a PGR somente se posicionou na noite de quinta-feira (12), após Moraes ter autorizado o mandado de prisão preventiva. Na manifestação, a Procuradoria disse ser contrária ao pedido de prisão feito pela PF. Rogério Correia: “Jefferson bancava o valentão bolsonarista. Vamos ver como reage este covarde” Deputado repercutiu a ordem de prisão expedida contra Roberto Jefferson e destacou o seu tom agressivo. “Ostentava armas e bancava o valentão bolsonarista. Vamos ver como reage este covarde”, disse O deputado estadual Rogério Correia (PT-MG) usou suas redes sociais nesta sexta-feira (13) para repercutir o mandado de prisão contra o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, expedido pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. “Roberto Jefferson teve prisão preventiva decretada pela participação em organização criminosa de fake news contra democracia. Ostentava armas e bancava o valentão bolsonarista. Vamos ver como reage este covarde!”, disse

Tarcísio Meira, o eterno galã da TV brasileira, morre vítima da Covid-19 aos 85 anos

O ator estava internado desde o dia 6 de agosto, no hospital Albert Einsten, em São Paulo Faleceu na manhã desta quinta-feira (12), em decorrência da Covid-19, o ator Tarcisio Meira, de 85 anos, Ele estava internado desde o dia 6 de agosto, no hospital Albert Einsten, em São Paulo. O ator deixa a esposa, a também atriz Gloria Menezes, que também foi contaminada, e o filho Tarcísio Meira Filho. De acordo com o boletim médico divulgado pelo hospital, a atriz está se recuperando bem e recebe auxílio de oxigênio via nasal. Ela está internada em um apartamento. Ambos receberam a 2ª dose da vacina contra Covid em março deste ano, na cidade de Porto Feliz, no interior de São Paulo. Na CPI da Covid, senadores fizeram 1 minuto de silêncio em memória ao ator. Fora da TV desde 2020, quando não tiveram contrato renovado com a TV Globo, os dois moravam numa fazenda no interior de São Paulo. Tarcísio Magalhães Sobrinho nasceu em São Paulo, no dia 5 de outubro de 1935. Adotou o sobrenome da sua mãe, Meira, para a carreira artística. O nome se encaixava ainda numa superstição do ator pelo número 13: todas as letras somadas dão 13, e ele vivia no 13º andar de um prédio. Antes de ser ator, pensou em seguir a carreira diplomática, que logo foi deixada de lado quando ele foi reprovado no primeiro exame. Ele atuou pela primeira vez no Grande Teatro Tupi, programa de teleteatro da extinta emissora, ao lado de Glória Menezes, em 1961. Eles se casaram no ano seguinte, dando início a uma longa parceria na ficção e na vida real. Em 1964, nasceu o filho do casal, o também ator Tarcísio Filho. Os dois foram da Tupi para a Excelsior antes de ir para a Globo, na novela Sangue e Areia, em 1967, quando ele e Glória colocaram de vez no imaginário nacional a imagem do casal queridinho do país. Na pele de João Coragem, no sucesso Irmãos Coragem (1970), Tarcísio se tornou o símbolo do galã nacional. Relembre a carreira de Tarcísio Meira, o primeiro galã da TV brasileira Em 60 anos de carreira, o ator fez mais de 50 papéis na TV, além de inúmeros outros em cinema e teatro Tarcísio Magalhães Sobrinho nasceu em São Paulo, no dia 5 de outubro de 1935. Adotou o sobrenome da sua mãe, Meira, para a carreira artística. Além disso, o nome fazia parte de uma superstição do ator pelo número 13: todas as letras somadas dão 13, e ele vivia no 13º andar de um prédio. O eterno Capitão Rodrigo pensou em seguir a carreira diplomática antes de ser ator. O projeto foi esquecido, para sorte do público, após ele ser reprovado no primeiro exame. Tarcísio estreou no teatro em 1957, na peça A Hora Marcada e, em 1959, já brilhava em O Soldado Tanaka, convidado por Sérgio Cardoso. Já na televisão, o ator estreou no teleteatro da TV Tupi “Noites Brancas”, dirigido por Geraldo Vietri em 1959. Logo a seguir foi a vez de “Uma Pires Camargo”, em 1961, onde contracenou com Glória Menezes, com quem se casou e formou o casal mais longevo da TV brasileira. O ator foi o galã de primeira telenovela diária brasileira, “2-5499 Ocupado” (1963), na Excelsior. A partir de então, o gênero se tornou padrão e produto de exportação para todo o mundo. Atuou em outras sete novelas da emissora até se transferir ao lado da esposa, Glória Menezes, para a Rede Globo, em 1967, onde estreou com a novela “Sangue e Areia”. Os dois ficaram na emissora até 2020, após não terem seu contrato renovado. Na Globo, Tarcísio Meira fez cerca de 50 trabalhos, entre telenovelas, minisséries e seriados. Se destacam no período o papel de Capitão Rodrigo, que fez na adaptação para o romance épico de Érico Veríssimo “O Tempo e o Vento”, dirigido por Paulo José, que faleceu nesta quarta-feira. Tarcísio viveu também o personagem Hermógenes, na adaptação de “Grande Sertão, Veredas”, de Guimarães Rosa. No cinema, Tarcísio Meira atuou em inúmeros filmes, principalmente entre os anos 70 e 80. O primeiro deles foi “Casinha Pequenina” (1963), ao lado de Mazzaropi. Entre seus grandes sucessos estão: “Máscara da Traição”, “As Confissões de Frei Abóbora”, “Independência ou Morte”, “Missão: Matar”, “O Marginal”, “República dos Assassinos”, “Eu Te Amo” e “Não se Preocupe, nada Vai Dar Certo!”. Tarcísio atuou também em “A Idade da Terra”, de Glauber Rocha, e “Eu”, de Walter Hugo Khouri. Em 2000, Tarcísio Meira recebeu o prêmio APCA de melhor ator oferecido pela Associação Paulista de Críticos de Arte por sua atuação na minissérie A Muralha, produzida pela Globo.

Polícia mata jovem negro por roubo de celular que esqueceu no próprio carro

De acordo com testemunha, o cabo Silvio Pereira dos Santos Neto aparentava estar embriagado e cobrou Clayton Abel de Lima pelo aparelho. O jovem respondeu que não sabia e foi alvejado O cabo da PM Silvio Pereira dos Santos Neto, 29, foi preso em flagrante no sábado (7) após matar Clayton Abel de Lima, 20, num bar na região de Vila Medeiros, na zona norte da capital paulista. Neto acusou Clayton de ter roubado seu celular que foi encontrado, após o crime, no carro do PM. A reportagem é de Jeniffer Mendonça, na Ponte. Após o disparo que matou Clayton, dois PMs que foram atender a ocorrência afirma que encontraram Silvio Neto “agitado”, “aparentando estar embriagado”, e que teria dito a eles que tinha sofrido uma tentativa de roubo e que reagiu contra o suspeito. O dono do estabelecimento conta que presenciou uma discussão entre os dois, que estariam embriagados. Silvio questionou a Clayton onde estava seu celular, que respondia não saber. O cabo ainda teria ido até o dono e também perguntado sobre o aparelho, que disse desconhecer. Depois, viu Silvio retornar ao fundo do bar e ouviu um disparo. O dono afirma que correu e viu Clayton caído no chão e que tirou a arma das mãos do cabo e a descarregou. Silvio tentou pegá-la de volta e apresentou sua carteira funcional de policial militar, mas o homem não a devolveu. A testemunha disse que pediu para pessoas no local chamarem o resgate e a polícia. Quando os PMs chegaram, entregou a eles o revólver calibre 357. O carro de Silvio, que estava estacionado na mesma rua, a poucos metros do local, também foi periciado. Nele, estavam um cartão do SUS e um comprovante de banco em nome de Clayton, além do aparelho celular do cabo. Silvio foi indiciado por homicídio doloso (quando há intenção de matar). De acordo com o delegado Ricardo Lemes de Araujo, do DHPP, ele “não estava confinado em situação de perigo que justificasse reação imoderada e desproporcional, consistente em disparar contra indivíduo desarmado, o levando a óbito no local”. Araujo também pediu a prisão de Silvio, que foi convertida em preventiva (sem prazo determinado) em audiência de custódia. O cabo está no Presídio Militar Romão Gomes. Leia mais detalhes na Ponte

Câmara barra distritão, mas resgata coligações de deputados para as eleições 2022

Proposta entrou na pauta da Câmara de forma repentina, por decisão do presidente da Casa, Arthur Lira (Cleia Viana/Câmara) Proposta que beneficiaria atuais parlamentares, ‘distritão’ foi derrotado após um acordo com os partidos de oposição. Votação foi colocda ‘a jato’ por Arthur Lira Em votação a jato, a Câmara aprovou nessa quarta-feira, 11, o texto-base da proposta de emenda à Constituição (PEC) com uma nova reforma eleitoral. A principal mudança traz de volta as coligações entre partidos, extintas em 2017, nas eleições para deputados e vereadores. O “distritão”, que até então era o mote da proposta, foi derrotado após um acordo com os partidos de oposição. Se a mudança for confirmada pelo Senado, as eleições municipais de 2020 terão sido as únicas realizadas sem as coligações proporcionais. A reforma aprovada pela Câmara atende aos interesses dos pequenos partidos e deverá frear a queda na fragmentação do sistema político ao permitir que o país continue tendo um grande número de siglas com representação no Congresso. Sob a relatoria da deputada Renata Abreu (Podemos-SP), a proposta entrou na pauta da Câmara de forma repentina, por decisão do presidente da Casa, Arthur Lira (Progressistas-AL). Foi aprovada em primeiro turno por um placar de 339 votos a 123. Depois desta votação, os deputados passaram a apreciar destaques ao texto, excluindo ou mantendo partes separadas. O “distritão” foi rejeitado por 423 votos a 35. Já a volta das coligações proporcionais teve o apoio de 333 deputados – houve 149 votos contrários. A PEC permite a retomada das coligações para eleições proporcionais já a partir do ano que vem, quando serão eleitos deputados estaduais e federais, mas, para ter validade, a reforma precisa ser promulgada até outubro. Até agora, a disputa de 2020 foi a primeira, e única, na qual os vereadores não puderam concorrer por meio de coligações. Hoje, a Casa também deve votar a proposta da federação de partidos, segundo a qual legendas pequenas e com fraco desempenho eleitoral podem se juntar para escapar da cláusula de barreira. A reforma ainda terá de ser votada em segundo turno na Câmara antes de seguir para o Senado. Como se trata de uma emenda constitucional, a PEC precisa ter no mínimo 308 votos na Câmara e 49 no Senado, em duas votações em cada Casa. No modelo de coligação, a quantidade de votos de cada um dos candidatos de uma mesma aliança entre partidos é somada e dividida pelo quociente eleitoral. Trata-se da relação entre o número de votos válidos e o de vagas. O resultado é o total de vagas daquela coligação e os mais votados dentro do grupo são eleitos. Essa união não precisa ser replicada em âmbito federal, estadual ou municipal. O fim das coligações prejudica os partidos pequenos, uma vez que as legendas muitas vezes não conseguem indicar, sozinhas, o número máximo de candidatos para os cargos proporcionais num determinado Estado. Neste caso, com menos gente fazendo campanha, o “bolo” de votos tende a ser menor, resultando em menos vagas para esses partidos. ‘Mal menor’. “Optamos pelo mal menor, que entendemos que é o retorno das coligações”, afirmou nesta quarta-feira o líder da Oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ). O acordo para remover o “distritão” – que já foi barrado pela Câmara em outras duas ocasiões, em 2015 e 2017 – partiu de deputados do PT, segundo apurou o Estadão. “É menos ruim para o País a volta da coligação do que o “distritão”, que é um golpe na nossa democracia”, disse o presidente do MDB, deputado Baleia Rossi (SP). Lira interrompeu a votação de uma medida provisória sobre manutenção de empregos para colocar a PEC em votação, após se reunir com líderes da base e com Renata Abreu. A mudança na pauta do dia, de última hora, provocou protestos no plenário. O presidente da Câmara se justificou, sob o argumento de que estava usando a mesma celeridade adotada na análise da PEC do voto impresso, rejeitada na Câmara na noite desta terça-feira, dia 10. O requerimento para acelerar a votação foi aprovado no começo da noite com um quorum menor do que o necessário para uma PEC, o que abriu espaço para a negociação que derrotou o “distritão”. “Esta Casa já tem restrição de representação popular, mesmo com o voto proporcional. Se nós olharmos aqui, veremos que a maioria é homem, a maioria é branca, mas ainda assim conseguimos, com o proporcional, trazer negros, negras, mulheres, indígenas”, afirmou a presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR). A deputada observou que, se o “distritão” passasse, não haveria essa representação. O Estado de São Paulo