Naji Nahas foi o anfitrião do jantar em que Temer gargalhou de imitação de Bolsonaro

Além de especuladores, presos por corrupção, regabofe em que Temer gargalhou de imitação de Bolsonaro contou com a presença de representantes da mídia liberal. Saiba quem esteve no encontro O regabofe dos “homens brancos cis, donos do poder econômico e político, devoradores do Brasil” – como definiu Marcia Tiburi – em que Michel Temer (MDB) soltou uma gargalhada ao ouvir a imitação de Jair Bolsonaro (sem partido) aconteceu na mansão de Naji Nahas, histórico especulador financeiro, que foi acusado pela quebra da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro e chegou a ser preso em 2008 por corrupção e lavagem de dinheiro na Operação Satiagraha, da Polícia Federal (PF). “Ao redor daquela mesa, homens brancos cis, donos do poder econômico e político, devoradores do Brasil. Arreganham-se entre eles com o imitador de Bolsonaro, o bufão que colocaram no poder para representá-los. Porém, o verdadeiro objeto da piada é o povo que passa fome”, tuitou a escritora e professora de filosofia, que deixou o país ao receber ameaças de morte após a candidatura ao governo do Rio de Janeiro, em 2018. https://twitter.com/marciatiburi/status/1437760441946628099?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1437760441946628099%7Ctwgr%5E%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Frevistaforum.com.br%2Fpolitica%2Fnaji-nahas-foi-o-anfitriao-do-jantar-em-que-temer-gargalhou-de-imitacao-de-bolsonaro%2F O jantar ainda contou com a presença de “formadores de opinião”, como Johnny Saad, dono do grupo Bandeirantes de comunicação, o empresário e jornalista Roberto D’Ávilla e Antonio Carlos Pereira, ex-editorialista do Estadão, que nesta terça-feira (14) publicou um editorial acusando o PT e Lula de não defenderem a democracia e o Estado de Direito. Temer gargalha de imitação de Bolsonaro: “Salvou o careca de levar minha hemorróida”; veja vídeo “E essa cartinha que eu recebi tua, achei ela meio infantil, meio maricas. Cadê a parte que combinei de botar o pau de arara na Praça dos Três Poderes e dar de chibata no lombo de Alexandre de Moraes”, zomba André Marinho, arrancando gargalhadas de Michel Temer. Após ser convocado pelo presidente para atuar como bombeiro na crise instalada no Planalto após discurso golpista do 7 de Setembro, Michel Temer (MDB) deu gargalhadas da imitação em que o humorista André Marinho, filho do empresário Paulo Marinho – que é pré-candidato do PSDB ao governo do Rio -, zomba de Jair Bolsonaro (Sem partido) por ter chamado o emedebista para “salvar o governo”. “No tocante ao presidente, eu tenho que agradecer você demais, porque tu salvou o careca de levar minha hemorróida, pô”, zomba o humorista em vídeo divulgado nas redes sociais pelo jornalista Ricardo Noblat. André Marinho está sentado à mesa junto ao pai. No convescote ainda se vê figuras como o João Carlos Saad, presidente do grupo Bandeirantes de Comunicação. Assista Caiu na Rede! pic.twitter.com/GkwnhsIu4y — Blog do Noblat (@BlogdoNoblat) September 14, 2021

Gado arrependido manda Bolsonaro à merda e chama ele de calça frouxa e covarde

Jackson Vilar, presidente da Embaixada do Comércio do Brasil, afirmou ainda: “Aqui em São Paulo nós temos um calça apertada e em Brasília nós temos um calça frouxa” O até então bolsonarista e presidente da Embaixada do Comércio do Brasil, Jackson Vilar, gravou vídeo onde se manifesta de maneira furibunda após a “arregada” do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) nesta quinta-feira (9). Nele, o líder de extrema-direita afirma que “em São Paulo nós temos um calça apertada e em Brasília nós temos um calça frouxa”. “Olá, meus amigos patriotas. Aqui em São Paulo nós temos um calça apertada e em Brasília nós temos um calça frouxa. Um traidor da pátria chamado Jair Messias Bolsonaro. Essa é a verdade”, disse. Jackson afirmou ainda: “Nós estamos aí vendo pessoas sendo presas no Brasil. Patriotas dando a vida, caminhoneiros, o Zé Trovão, fora do país, coitado, três filhos adolescentes. Jogou a sua liberdade fora pra defender o país, um presidente ao qual traiu a classe do Zé trovão, os caminhoneiros”, bradou. “Um que hoje grava um vídeo mandando recuar. Espera aí, eu fui processado aqui em São Paulo várias vezes por um governador defendendo o Bolsonaro, mas agora eu te digo: eu não acredito em Bolsonaro mais”, exclamou. “Pode me chamar de traidor do que você quiser, canalha”, afirmou se referindo a Bolsonaro. “Zé Trovão e Alexandre de Moraes, soltem todos os que foram presos enganados por Bolsonaro. Todos foi enganado por esse traidor (sic) que quer andar de helicóptero do Exército, quer ver gente aplaudindo dizendo o nome. Eu vou queimar minha camisa com o nome Bolsonaro. Você não merece respeito Bolsonaro. Você traiu os motociclistas, os caminhoneiros, você traiu o seu povo porque você é um frouxo covarde. É isso que você é. Você não tem coragem de assinar um papel, cara”, acusou. Com Revista Fórum

Barroso chama Bolsonaro de farsante e critica a repetição da mentira e falsidades

O ministro Luis Roberto Barroso defende o sistema eleitoral, alvo de ataques do presidente Presidente do TSE afirma que Brasil é vítima de chacota e desprezo perante o mundo Em pronunciamento para anunciar o Conselho de Transparência das Eleições, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luis Roberto Barroso, fez duras críticas ao presidente Jair Bolsonaro, atribuindo ao chefe do Executivo a prática de mentiras e um populismo irresponsável que envergonha o país perante outras nações. “Todos sabem que não houve fraude e quem é o farsante nessa história”, declarou o ministro. “Quando fracasso bate à porta, é preciso encontrar culpados.” O magistrado destacou que não se pode “permitir a destruição das instituições para encobrir o fracasso econômico, social e moral” que o país vive. “A democracia tem lugar para conservadores liberais e progressistas. O que nos une é o respeito à Constituição. A democracia só não tem lugar para quem pretende destrui-la”, afirmou. Além do tom duro, outro fator que aproximou o discurso de Barroso no TSE com o do presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, de quarta-feira (8), foi a citação direta a Jair Bolsonaro, que insuflou seus apoiadores contra as instituições do Judiciário e prometeu desrespeitar decisões judiciais que venham a ser emitidas pelo ministro Alexandre de Moraes, integrante das duas cortes. O presidente do Supremo lembrou que o desacato a ordens da Justiça é crime de responsabilidade, que pode ensejar a abertura de processo de impeachment. Barroso rebateu enfaticamente as afirmações de Bolsonaro, como a de que ele não poderia “participar da farsa patrocinada pelo presidente do TSE”. O ministro lembrou que o chefe do Executivo repete, incessantemente, as alegações de supostas fraudes na eleição que o alçou ao Palácio do Planalto, sem ter apresentado nenhuma prova, mesmo quando foi instado formalmente pela corte eleitoral – “teórica vazia”, “política de palanque”, classificou. Barroso defendeu o sistema eleitoral, alvo de constantes ataques do presidente, que nunca apresentou provas de possíveis falhas. “Já começa a ficar cansativo no Brasil ter que repetidamente desmentir falsidades para que não sejamos dominados pela pós-verdade, pelos fatos alternativos, para que a repetição da mentira não crie a impressão de que ela se tornou verdade. É muito triste o ponto a que chegamos”, disse Barroso, insistindo, em seu discurso, nas mentiras e na prática de difamação do sistema legítimo por parte do mandatário. Barroso voltou a garantir a segurança das urnas eletrônicas e a rebater o voto impresso, proposta já derrotada na Câmara dos Deputados, mas que voltou à pauta bolsonarista nos atos do 7 de Setembro. “O sistema é certamente inseguro para quem acha que o único resultado possível é a própria vitória. Como já disse antes, para maus perdedores não há remédio na farmacologia jurídica”, disse. Barroso destacou que presidente do STF, ministro Luiz Fux, já se manifestou em relação aos ataques com o rigor que se impunha. “A mim, cabe, como presidente do Tribunal Superior Eleitoral, apenas rebater o que se disse de inverídico em relação à Justiça eleitoral. Faço isso em nome dos milhares de juízes e servidores que servem ao Brasil com patriotismo. Não o da retórica de palanque, mas o do trabalho duro e dedicado e que não podem ficar indefesos diante da linguagem abusiva e da mentira”, disse Barroso. Acusações sem fundamento Em seu discurso, o presidente do TSE elencou seis acusações infundadas proferidas por Bolsonaro contra a Justiça Eleitoral e seus integrantes durante os atos de 7 de setembro, como a suposta possibilidade de fraude eleitoral devido ao sistema de votação eletrônico utilizado atualmente e a necessidade da adoção do voto impresso auditável para solucionar manipulações jamais comprovadas. De forma objetiva e firme, Barroso desmentiu cada uma das falas do presidente. “O slogan para o momento brasileiro, ao contrário do propalado, parece ser ‘conhecerás a mentira e a mentira te aprisionará’”, disse. “Quando o fracasso bate à porta, porque esse é o destino do populismo, é preciso encontrar culpados, bodes expiatórios. O populismo vive de arrumar inimigos para justificar o seu fiasco. Pode ser o comunismo, a imprensa, ou os tribunais”. Ao rebater as bravatas de Bolsonaro sobre o voto impresso, por exemplo, Barroso sinalizou, mais uma vez, que a contagem pública manual de votos “seria um retorno ao tempo da fraude e da manipulação”. “Contagem pública anual de votos é como abandonar o computador e regredir não à máquina de escrever, mas à caneta tinteiro. Se tentam invadir o Congresso Nacional e o STF imaginasse o que não fariam com as sessões eleitorais”. “Uma das manifestações do autoritarismo pelo mundo afora é a tentativa de desacreditar o processo eleitoral e as instituições eleitorais para, em caso de derrota, poder alegar fraude e deslegitimar o vencedor”, disse Barroso. “O extremismo tem se valido de campanhas de ódio, desinformação, meias verdades e teorias conspiratórias, que visam a enfraquecer os fundamentos da democracia representativa”. O presidente do TSE também criticou os excessos de Bolsonaro e os constantes ataques à democracia. “Insulto não é argumento. Ofensa não é coragem. A incivilidade é uma derrota do espírito. A falta de compostura nos envergonha perante o mundo. A marca Brasil sofre neste momento, triste dizer isso, uma desvalorização global. Não é só o real que está desvalorizando. Somos vítima de chacota e de desprezo mundial”, afirmou. Para ele, o Brasil sofre com “um desprestígio maior do que a inflação, do que o desemprego, do que a queda de renda, do que a alta do dólar, do que a queda da bolsa, do que desmatamento da Amazônia, do número de mortos pela pandemia, do que a fuga de cérebros e de investimentos”. Reações em conjunto As reações dos ministros de tribunais superiores têm sido cada vez mais contundentes diante dos ataques incessantes que partem do Palácio do Planalto. Em agosto, o presidente do STF desmarcou a reunião entre os líderes dos Poderes para selar um acordo de paz, pois, segundo ele, Bolsonaro não está interessado no diálogo e não cumpre com a sua palavra. Os chefes do Executivo

Dom Arns: um gigante da resistência democrática – Por Luís Corrêa Lima*

Celebra-se neste mês o centenário de nascimento de dom Paulo Evaristo Arns, que foi arcebispo de São Paulo e cardeal. A lembrança de dom Arns me remete ao tempo de minha adolescência e juventude nesta cidade. Sempre o admirei muito, mas com o tempo a admiração aumenta ao conhecer mais sobre sua vida, obra e importância na história do Brasil. Muito pode ser dito sobre este franciscano que amou os pobres, organizou a Igreja nas periferias paulistanas, zelou pela liturgia e incentivou a protagonismo do laicato. Era também intelectual, pessoa de fácil comunicação e promotor de pastorais e obras sociais. Foi um dos idealizadores da Pastoral da Criança, desenvolvida brilhantemente por sua irmã Zilda Arns. As diversas faces de sua vida estão registradas no belo documentário Coragem! As muitas vidas do cardeal Dom Paulo Evaristo Arns. Nos tempos atuais, é muito importante lembrar a síntese feita por ele entre fé e política, ligando o Evangelho ao compromisso social e ao profetismo. Quando o Brasil viveu os tempos sombrios da ditadura civil-militar e da tortura, dom Arns visitou inúmeros presos políticos e organizou a Comissão de Justiça e Paz em sua arquidiocese, para dar-lhes assistência. Na morte do jornalista Vladimir Herzog, executado no Dops em 1975, Arns realizou um culto ecumênico na Catedral da Sé. Herzog era judeu e o culto teve a presença do rabino Henry Sobel. Na época, imperava a censura à imprensa e a informação oficial era que Herzog tinha se suicidado na prisão. Na catedral lotada com 9 mil pessoas, incluindo a imprensa estrangeira, dom Arns desmascarou a farsa ao dizer publicamente: “Basta! Vladimir Herzog foi assassinado”. A repercussão foi grande e o governo destituiu o chefe militar daquela região. Foram as primeiras fissuras no edifício de uma ditadura impiedosa. Dois anos depois, a CNBB com a participação de dom Arns lançou o documento Exigências cristãs de uma ordem política, um primoroso manifesto em favor dos direitos humanos e do Estado Democrático de Direito. Em 1979, dom Arns engajou-se em um projeto ambicioso com o Conselho Mundial das Igrejas e o pastor presbiteriano Jaime Wright: uma ampla pesquisa nos arquivos da Justiça Militar sobre a repressão política e a tortura no Brasil, entre 1964 e 1979. Durante seis anos, uma equipe de pesquisadores, revezando-se discretamente, fez um levantamento de mais de 700 processos com depoimentos de presos políticos nos tribunais militares. Cerca de 850 mil páginas foram fotocopiadas. Eram provas irrefutáveis de torturas com requintes de crueldade. Em 1985, um resumo foi publicado na forma do livro Brasil nunca mais. Todo o material da pesquisa foi depois digitalizado e disponibilizado gratuitamente (aqui). Dentre os momentos dramáticos da vida dom Arns, vale relatar o que ocorreu horas antes do culto ecumênico em memória de Herzog. O próprio Arns descreveu: À 13 horas, chegam em minha residência dois secretários do governo. Emissários do governador. Talvez, do presidente da república, que se encontrava entre nós: — O senhor não pode ir. Ele não é católico. — Ele é meu irmão. E é irmão de todos os católicos. E eles lá estarão. — Mas pode haver tiroteio, morte, e o senhor será o responsável. — Lá estarei, para evitar mortes. O pastor não abandona as ovelhas, quando ameaçadas. — Haverá mais de quinhentos policiais, na praça, com ordem de atirar, ao primeiro grito. — É assim que tratam o povo? Quando grita de dor, vocês atiram? — É um apelo. O senhor, não vá. Mande outro. — Digam ao governador que o arcebispo estará com aqueles que Deus lhe confiou. Custe o que custar, ele cumprirá o dever. Agradeço a visita, mas digam ao governador que o povo se manterá calmo. Portanto, todo o mais correrá por conta dele. Hoje, os brasileiros são beneficiários dos que resistiram à ditadura e se mobilizaram pela redemocratização do país. Mas a democracia brasileira está ameaçada. Nas últimas décadas, nunca se viu tantas pessoas defendendo abertamente intervenção militar, fechamento do congresso e do Supremo Tribunal Federal. A memória de dom Arns, sua luta e coragem hão de inspirar e fortalecer os que defendem o Estado Democrático de Direito, esta grande conquista civilizatória. *Luís Corrêa Lima é sacerdote jesuíta, historiador e professor da PUC-Rio.

Meia dúzia de ratos pingados – Movimento dos “patridiotas” em Brasília foi um fracasso

Mesmo com toda a parafernália da organização e as intimidações das últimas semanas, imagens da capital federal mostram volume constrangedor de apoiadores e mais do mesmo: radicalismo inócuo Os atos de caráter golpista convocados pelo presidente Jair Bolsonaro há semanas, em relação aos quais se criou uma enorme expectativa, e que geraram uma atmosfera de temeridade, foram um fiasco. As imagens de Brasília, onde a manifestação já está terminando, inclusive com a saída do presidente do local, mostram um contingente relativamente comum de participantes e muito abaixo daquilo que o Planalto esperava. As cenas captadas por helicópteros e drones mostram que os bolsonaristas ocuparam uma área um pouco menor do que a frontaria de três ministérios, na Esplanada. Outras manifestações políticas na capital federal, em anos diferentes, reuniram muito mais pessoas. No Rio de Janeiro, antiga capital da República e segunda maior cidade do país, uma praia de Copacabana com um grande número de pessoas em duas pistas da avenida da orla, se estendendo por uns pares de quadras, não são muito diferentes das habituais aglomerações reacionárias que nos últimos anos ocorrem periodicamente no local. Nas redes sociais, com um extremismo mais inflamado que de costume, os apoiadores de Bolsonaro promovem um frenesi e ocupam o espaço cibernético com suas postagens, ainda que seja de conhecimento público que boa parte desse engajamento é promovida por robôs. Proliferam-se informações como “500 mil pessoas em Brasília”, e até delirantes “um milhão de patriotas”, mas especialistas em contagem de público afirmam nos últimos minutos que o contingente na Esplanada dos Ministérios ficou entre 30 mil e 50 mil pessoas. O jornal Valor Econômico chegou a informar que a adesão ao “protesto” em Brasília teria fica em torno de 5% do previsto. A preocupação com a baixa presença de apoiadores em relação à expectativa fez inclusive Eduardo Bolsonaro, filho 03 do presidente, publicar uma foto antiga, de uma manifestação de 2013. Aparentemente, o presidente sentiu o baque. Ainda que com novas ameaças, o habitual tom vociferante de Bolsonaro foi substituído por uma fala mais pausada. O fato pode não significar muita coisa, mas era perceptível seu ar de decepção, mesmo tentando insuflar os ânimos dos presentes. Via Revista Fórum

Governo Bolsonaro: mais de R$ 240 milhões de testes, vacinas e remédios vencidos

Ministério da Saúde deixou vencer a validade de um estoque de testes de diagnóstico, imunizantes, medicamentos e outros itens. Deputado vai entrar com representação junto à PGR pedindo apuração Em meio à pandemia de covid-19, o Ministério da Saúde deixou vencer a validade de um estoque de testes de diagnóstico, imunizantes, remédios e outros itens avaliados em mais de R$ 240 milhões. No total, são 3,7 milhões de itens que começaram a perder o prazo de validade há mais de três anos, a maioria durante a gestão de Jair Bolsonaro, e estão no cemitério de insumos do Sistema Único de Saúde (SUS), em Guarulhos. As informações são do jornal Folha de S.Paulo. Ainda que a lista do estoque seja mantida em sigilo pelo ministério, o jornal teve acesso a tabelas da pasta com dados sobre itens, data de validade e valor pago. Entre os produtos vencidos estão 820 mil canetas de insulina, totalizando R$ 10 milhões. Entre os produtos vencidos estariam também itens destinados a pacientes do SUS com doenças como hepatite C, câncer, Parkinson, Alzheimer, tuberculose, doenças raras, esquizofrenia, artrite reumatoide, transplantados e problemas renais. Também foi perdido um lote inteiro de frascos para aplicação de 12 milhões de vacinas para gripe, BCG, hepatite B e outras doenças, avaliado em R$ 50 milhões. O diretor do Departamento de Logística (Dlog) do Ministério da Saúde, general da reserva Ridauto Fernandes, justificou o desperdício à publicação afirmando que a perda de validade de produtos “é sempre indesejável”, mas ocorre “em quase todos os ramos da atividade humana”. “Em supermercados, todos os dias, há descarte de material por essa razão”, afirmou o general. ‘Projeto de morte’ As revelações sobre os produtos vencidos causaram reações no mundo político. “A falta de medicamento nos postos pode parecer falta de recursos ou incompetência, mas sempre fez parte do projeto de morte de Bolsonaro”, postou no Twitter a ex-deputada federal Manuela d’Ávila. O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) afirmou, também na rede social, que vai tomar providências junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) para apurar o caso. “Darei entrada hoje na PGR com representação solicitando investigação de crime de improbidade administrativa do presidente e ministro da saúde pelo vencimento de R$ 243 milhões em vacinas, testes e remédios em plena pandemia. O SUS TRABALHA e Bolsonaro atrapalha”, postou o parlamentar.

Operação com desfile de blindados custou R$ 3,7 milhões aos cofres públicos

A passagem dos blindados pela Esplanada ocorreu na mesma data em que a Câmara rejeitou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do voto impresso A operação militar que contou com um desfile de blindados em frente ao Palácio do Planalto, com a presença do presidente Jair Bolsonaro, custou cofres aos públicos R$ 3,7 milhões. O valor foi obtido pelo Estadão por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) e se refere aos gastos da Marinha com a edição deste ano da Operação Formosa, um treinamento militar realizado anualmente no interior de Goiás. Pela primeira vez, porém, a operação incluiu um desfile em frente à sede do Executivo. A passagem dos blindados pela Esplanada ocorreu no último dia 10 de agosto, mesma data em que a Câmara rejeitou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do voto impresso. A exibição dos blindados foi interpretada como uma tentativa do presidente Jair Bolsonaro de intimidar o Poder Legislativo para aprovar o texto. O trajeto contou com cerca de 150 veículos militares, que passaram em frente ao Planalto, sob a justificativa de entregar um convite a Bolsonaro e a diversas autoridades da República para que participassem do dia de Demonstração Operativa, em 16 de agosto. O evento é um desfile que faz uma demonstração de equipamentos militares e todo ano percorre um trajeto entre o Rio de Janeiro e a cidade de Formosa, no interior de Goiás. Dos R$ 3,7 milhões da operação, R$ 1,78 milhão foi para gastos de custeio de bases, R$ 1,03 milhão para locação de ônibus para transporte, R$ 721 mil para combustíveis, lubrificantes e graxas, R$ 98,7 mil para materiais de saúde, R$ 16,6 mil para suprimentos de fundos e R$ 15 mil para passagens e diárias. Em resposta ao pedido de informação da reportagem, a Marinha, que organiza o evento, informou que a Operação Formosa é realizada desde 1988 “com o propósito de assegurar o preparo do Corpo de Fuzileiros Navais como força estratégica, de pronto emprego e de caráter anfíbio e expedicionário, conforme previsto na Estratégia Nacional de Defesa”. Neste ano, pela primeira vez, o Exército e a Aeronáutica também participaram da operação. De acordo com a Marinha, a participação dos outros comandos militares aconteceu “de modo a incrementar a interoperabilidade das Forças Armadas do País”. Leia também MEMES – Militares envergonhados: desfile de tanques precários vira piada nas redes

Jair Bolsonaro é chamado de golpista, genocida e ladrão, é corno e gay

Enquanto a miséria bate na porta com milhões de brasileiros passando por dificuldades graves com a fome e o desemprego, o Brasil só fala da baixaria total do governo Bolsonaro. Depois que o senador Ranolfe Rodrigues afirmou que Bolsonaro é um genocida e ladrão, e o ex-funcionário Marcelo Luiz Nogueira de Santos, revelar que Bolsonaro é corno. Agora é a vez do deputado federal Rodrigo Maia, garantir que Bolsonaro é gay. Para o Jornalista Fábio Pannunzio, não importa se Bolsonaro é gay ou corno; importa se ele é ladrão e golpista ‘A baixaria chegou ao Poder no Brasil levada por Bolsonaro. O governo do Genocida começou sob o signo do Golden Shower, o primeiro escândalo escatológico desde o advento do novo fascismo que se instalou no País.(…) Se Bolsonaro é corno ou não, isso só interessa a ele e suas amantes. Mas é de interesse geral a informação de que foram as traições de Ana Cristina Valle com um bombeiro que fazia a segurança da família que levaram o Imperador da Rachadinha a transferir da ex-mulher para o miliciano Queiros a arrecadação do dinheiro roubado de funcionários fantasmas empregados nos gabinetes da família.’ Não importa se Bolsonaro é gay ou corno; importa se ele é ladrão e golpista.https://t.co/XjmOFVW96L — Fabio Pannunzio (@blogdopannunzio) September 3, 2021   Rodrigo Maia: “Bolsonaro é gay, mas não assume por causa da ideologia militar” Em entrevista para um podcast, o atual secretário do governo Doria afirmou que é preciso fazer o debate e que o exército é muito atrasado no debate sobre orientação sexual O ex-presidente da Câmara dos Deputados e atual secretário do governo de João Doria (PSDB-SP), Rodrigo Maia (DEM-RJ), declarou em entrevista ao Derretecast que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é gay, mas não tem coragem de sair do armário. “Eu acho que ele é gay e não tem nenhum problema. Você não tem uma mulher trabalhando com ele, que ele admire. E qual é o problema? Como ele tem formação militar… não estou brincando, a gente tem que fazer esse debate”, disse Maia. “Ele não consegue assumir o qu ele é. Eu falo isso pra todo mundo e o pessoal começa a rir e depois falam ‘acho que você tem razão’. Não tem problema nenhum, eu tenho grandes amigos que são homossexuais assumidos, o próprio governador Eduardo Leite assumiu agora e é um cara maravilhoso”, disse. Por fim, Maia afirmou que Bolsonaro “só briga com mulher, agride, fica com essa coisa de ‘vamos namorar’, agora, como ele tem formação militar, que é muito reacionária, que é muito atrasada nesse aspecto da orientação sexual, ele prefere dizer que é machão”. https://twitter.com/edumilsonpapo10/status/1433773308202323968?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1433773308202323968%7Ctwgr%5E%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Frevistaforum.com.br%2Fnoticias%2Fbolsonaro-gay-maia%2F Jean Wyllys: “Bolsonaro é um misógino” O ex-deputado federal Jean Wyllys respondeu ao comentário de Rodrigo Maia e afirmou que Bolsonaro é um “homofóbico”. “Querido Rodrigo Maia, deixe-me te explicar uma coisa: o genocida é seguramente misógino, sexista e machista, e tem doentia fixação no coito anal e inveja do gozo da homossexualidade. Tudo isto faz dele um homofóbico, não um gay. Gay sou: ser gay tem a ver com o orgulho de ser!”, criticou Wyllys. Querido @RodrigoMaia , deixe-me te explicar uma coisa: o genocida é seguramente misógino, sexista e machista, e tem doentia fixação no coito anal e inveja do gozo da homossexualidade. Tudo isto faz dele um homofóbico, não um gay. Gay sou: ser gay tem a ver com o orgulho de ser! https://t.co/ZiZHN4Ml3r — Jean Wyllys (@jeanwyllys_real) September 3, 2021 Randolfe Rodrigues: “Bolsonaro é genocida e ladrão” O senador Randolfe Rodrigues, que é graduado em História, bacharel em Direito e mestre em políticas públicas pela Universidade Estadual do Ceará, afirmou ao jornalista Marco Antônio Villa, que Bolsonaro é genocida e ladrão. Veja abaixo a entrevista #BolsonaroCorno é assunto mais comentado nas redes após vir à tona traição de ex-mulher

PF prende blogueiro bolsonarista e busca caminhoneiro com mandado do STF

Wellington Macedo é um dos alvos de inquérito que investiga manifestações contra as instituições e a democracia A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta sexta-feira (3), em Brasília (DF), o blogueiro bolsonarista Wellington Macedo, um dos investigados no inquérito que apura atos antidemocráticos e contra as instituições. Solicitada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), a prisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Macedo é suspeito de organizar o protesto golpista que vem sendo convocado por bolsonaristas para o próximo 7 de Setembro. Entre outras coisas, ele publicou vídeos nas redes sociais estimulando a realização do ato, a invasão do STF e defendendo o impeachment de magistrados da Corte. A investigação que corre no STF já havia resultado no cumprimento de um mandado de busca e apreensão contra o blogueiro em agosto por conta disso. A PF faz buscas nesta sexta para prender ainda o caminhoneiro Marcos Antônio Pereira Gomes, conhecido pela alcunha de “Zé Trovão”. Alvo do mesmo inquérito, ele também já sofreu uma batida da PF no mês passado por conta da suspeita de ajudar a articular a manifestação extremista. Nas redes sociais, “Zé Trovão” afirmou que vai se entregar, no dia 7 de setembro, durante as manifestações antidemocráticas organizadas para dar apoio ao governo Bolsonaro. Tanto Macedo quanto Zé Trovão já haviam sido proibidos de utilizar as redes sociais, mas, segundo denúncia feita pelo jornal O Globo no ultimo dia 31, eles estiveram juntos numa transmissão voltada à divulgação dos protestos de tom golpista. A live em questão, veiculada pelo Youtube, foi conduzida pelo blogueiro Oswaldo Eustáquio, que é investigado pela PGR também por conta de protestos de viés antidemocráticos. Na noite desta sexta-feira, “Zé Trovão” apareceu em uma live transmitida via Twitter e disse que estava em local que não iria revelar e que só iria se entregar à Justiça no próximo dia 7 de Setembro. Ele ainda ameaçou uma vez mais os ministros do STF, ao exclamar “vocês vão cair”. Assista abaixo. Acaba de ser decretada a prisão do Zé Trovão! Ele confirmou nesse momento! Hoje as 20h Zé Trovão ao vivo. O medo não é uma opção. https://t.co/7pMqgLCMMy via @YouTube — Carla Albuquerque (@Carlalca73) September 3, 2021

CNBB se manifesta sobre 7 de Setembro, cita totalitarismo e pede respeito aos Poderes

Não se deixem convencer por ‘quem agride os poderes Legislativo e Judiciário’ – País ‘está sendo contaminado por sentimento de raiva e de intolerância’, diz dom Walmor Em vídeo sobre o 7 de Setembro, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) orientou os brasileiros a não se deixarem convencer por “quem agride os poderes Legislativo e Judiciário”, num recado ao presidente Jair Bolsonaro. “A existência de três Poderes impede totalitarismos, fortalecendo a liberdade de cada pessoa”, disse o presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo. “Independentemente de suas convicções político-partidárias, não aceite agressões às instituições que sustentam a democracia.” Dom Walmor afirmou na mensagem que o país “está sendo contaminado por sentimento de raiva e de intolerância” e se opôs a uma série de bandeiras e políticas de Bolsonaro, entre elas o incentivo e a facilitação da compra de armas de fogo por civis. “Muitos em nome de ideologias dedicam-se a agressões e ofensas, chegando ao absurdo de defender o armamento da população. Quem se diz cristã ou cristão deve ser agente da paz, e a paz não se constrói com armas”, disse o clérigo. Bolsonaro e seus apoiadores apelaram ao discurso de viés religioso para conclamar cristãos de diferentes vertentes a aderirem às manifestações a favor do Palácio do Planalto. Isoladamente, padres conservadores haviam incentivado católicos a participarem dos protestos em defesa de Bolsonaro. Além do apoio ao presidente, a pauta tem dois assuntos já superados no Congresso Nacional: a adoção do voto impresso e o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. Parte dos bolsonaristas também clama por uma intervenção militar, em discurso de viés golpista. Pastores de igrejas evangélicas pentecostais e neopentecostais engrossaram as convocações do movimento bolsonarista, alegando a defesa da liberdade de expressão e de culto, e prometeram uma mobilização sem precedentes. Por meio de seu presidente, a cúpula da principal entidade da Igreja Católica no País demonstrou preocupação com atos violentos e pediu respeito à vida durante as manifestações de rua no Dia da Independência, diante do agendamento de protestos contra e a favor do governo federal. O mote da campanha da CNBB é “somos todos irmãos”. “Respeite a vida e a liberdade de seu semelhante. Aquele com quem você não concorda é também amado e tem uma família que aguarda o seu retorno com segurança”, apelou dom Walmor. “As desavenças não podem justificar a violência, a intolerância nos distancia da Justiça e da paz, afasta-nos de Deus.” O vídeo com a mensagem de dom Walmor e uma oração tem pouco mais de sete minutos de duração e foi divulgado nesta sexta-feira, 3. Na gravação, o presidente da CNBB também defendeu uma série de posições contrárias ao governo Bolsonaro. Ele lembrou da alta da inflação e do desemprego, da fome e da miséria, pautas que o governo evita comentar, e cobrou a defesa de povos indígenas. “Não podemos ficar indiferentes a essa realidade que mistura o desemprego e a alta inflação, acentuando gravemente exclusões sociais. São urgentes políticas públicas para a retomada da economia, e a inclusão dos mais pobres no mercado de trabalho”, disse o religioso católico. Também arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, dom Walmor sugeriu aos católicos que olhem pelos que estão sofrendo e defendam a proteção ambiental por causa de mudanças climáticas e os indígenas, por causa da votação do marco temporal para demarcação de terras. Ele afirmou que os indígenas “enfrentam grave ameaça” do poder econômico, além de terem sido historicamente perseguidos e dizimados. “Nossa pátria não começa com a colonização europeia”, disse o bispo católico, segundo quem o poder empresarial tenta “manipular instâncias de decisão e alterar marcos legais para avançar sobre terras indígenas, dizimando a natureza, os povos originais e a sua cultura”. O líder dos bispos católicos afirmou que a pandemia da Covid-19 “é mal que ainda nos ameaça”, sugeriu respeito às medidas de distanciamento social e definiu a vacinação como uma “tarefa cristã”.