A CRISE NA EDUCAÇÃO NO BRASIL NÃO É UMA CRISE; É PROJETO

 A frase de Darcy Ribeiro está mais atual do que nunca e sintetiza este ilegítimo governo golpista e entreguista de Michel Temer que vem viabilizando um projeto de desconstrução, com início, meio e fim da elite brasileira. Cortes deliberados em ciência, tecnologia e educação são parte do plano antinacional de inviabilização do futuro do Brasil.  – SUFOCADA PELO GOVERNO TEMER, UNB PODE PARAR DE FUNCIONAR EM AGOSTO – Em reunião com representantes da comunidade acadêmica nesta quinta-feira, 29, a reitora da UnB, Márcia Abrahão, falou sobre a grave crise financeira pela qual passa a universidade, por conta de falta de recursos repassados pelo Ministério da Educação; segundo ela, além de não haver retorno prático quanto aos pedidos da UnB, o MEC sinalizou um cenário ainda mais duro, com a possibilidade de publicação de um novo decreto de contingenciamento, nos próximos dias; universidade tem um déficit de R$ 92,3 milhões no orçamento deste ano.Manoela Alcântara, do Metrópoles – “Se não tiver contingenciamento, a UnB para de funcionar em agosto”. Foi com essa frase que a decana de Planejamento e Orçamento da Universidade de Brasília, Denise Imbroise, abriu reunião pública para tratar da crise financeira da instituição, que registra um rombo de R$ 92,3 milhões em seu orçamento para este ano. O evento reúne, nesta quinta-feira (29), representantes de toda a comunidade acadêmica.A universidade anunciou ser necessário cortar despesas, e isso implicaria em redução de terceirizados, estagiários e subsídios, como o oferecido aos estudantes que se alimentam no Restaurante Universitário (RU). A medida pode aumentar em até 160% o valor das refeições, dependendo da condição financeira do aluno. Outras contenções também estão sendo analisadas.Com o auditório verde da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Gestão de Políticas Públicas (Face) lotado, a reitora Márcia Abrahão foi recebida pelos estudantes com gritos de “não aceitamos demissões. Mexeu com os terceirizados, mexeu com a gente”.A reitora ouviu os protestos e conversou brevemente com a imprensa. Segundo a gestora, foram realizadas diversas reuniões com o Ministério da Educação (MEC) para tentar conseguir recursos. No entanto, afirmou ela, “cortes são inevitáveis”.De acordo com Márcia Abrahão, “o MEC tem nos recebido e se mostrado sensível, mas, infelizmente, mesmo com nossas explicações e apelos, não obtivemos nenhuma resposta positiva”. Além de não haver retorno prático quanto aos pedidos da UnB, a pasta sinalizou um cenário ainda mais duro, com a possibilidade de publicação de um novo decreto de contingenciamento, nos próximos dias, pontuou a reitora.   A criação da UNB A lei que autorizou a fundação da Universidade de Brasília (UnB) foi assinada pelo presidente João Goulart em 15 dezembro de 1961 – Cedoc / UnB Cerimônia de inauguração da Universidade de Brasília. Darcy Ribeiro, reitor da universidade, é o quarto da direita para a esquerda Brasília tinha apenas dois anos quando ganhou sua universidade federal. A Universidade de Brasília foi fundada com a promessa de reinventar a educação superior, entrelaçar as diversas formas de saber e formar profissionais engajados na transformação do país.A construção do campus brotou do cruzamento de mentes geniais. O inquieto antropólogo Darcy Ribeiro definiu as bases da instituição. O educador Anísio Teixeira planejou o modelo pedagógico. O arquiteto Oscar Niemeyer transformou as ideias em prédios.Os inventores desejavam criar uma experiência educadora que unisse o que havia de mais moderno em pesquisas tecnológicas com uma produção acadêmica capaz de melhorar a realidade brasileira.As regras, a estrutura e concepção da Universidade foram definidas pelo Plano Orientador, uma espécie de Carta Magna, datada de 1962, e ainda hoje em vigor. O Plano foi a primeira publicação da Editora UnB e mostrava o espírito inovador da instituição.“Só uma universidade nova, inteiramente planificada, estruturada em bases mais flexíveis, poderá abrir perspectivas de pronta renovação do nosso ensino superior”, diz o Plano Orientador.Trilhar esse caminho, no entanto, exigiu esforços. Apesar do projeto original de Brasília já prever um espaço para a UnB, foi preciso lutar para garantir sua construção. Tudo por causa da proximidade com a Esplanada dos Ministérios. Algumas autoridades não queriam que estudantes interferissem na vida política da cidade. Finalmente, em 15 de dezembro de 1961, o então presidente da República João Goulart sancionou a Lei 3.998, que autorizou a criação da universidade.Darcy e Anísio convidaram cientistas, artistas e professores das mais tradicionais faculdades brasileiras para assumir o comando das salas de aula da jovem UnB.“Eram mais de duzentos sábios e aprendizes, selecionados por seu talento para plantar aqui a sabedoria humana”, escreveu Darcy Ribeiro, em A Invenção da Universidade de Brasília.A estrutura administrativa e financeira era amparada por um conceito novo nos anos 60 e até hoje menina dos olhos dos gestores universitários: a autonomia.“A UnB foi organizada como uma Fundação, a fim de libertá-la da opressão que o burocratismo ministerial exerce sobre as universidades federais. Ela deveria reger a si própria, livre e responsavelmente, não como uma empresa, mas como um serviço público e autônomo”, escreveu Darcy, em UnB, Invenção e Descaminho.A inauguração da UnB assemelhou-se com a construção da capital federal. Quase tudo era canteiro de obras, poucos prédios estavam prontos. O Auditório Dois Candangos, onde ocorreu a cerimônia de inauguração, foi finalizado 20 minutos antes do evento, marcado para às 10h. O nome do espaço homenageia os pedreiros Expedito Xavier Gomes e Gedelmar Marques, que morreram soterrados em um acidente durante as obras. Atualmente, a Universidade de Brasília figura entre as melhores instituições de ensino superior do mundo

Jessé Souza: É preciso explicar o Brasil desde o ano zero

Em A elite do atraso – Da escravidão à Lava Jato, Jessé Souza quer fazer o que, em sua opinião, nenhum intelectual da esquerda jamais fez: explicar o Brasil desde o ano zero. Isso porque se ideias antigas nos legaram o tema da corrupção como grande problema nacional – conforme defende no livro -, só mesmo novas concepções sobre o país e seu povo poderiam explicar, de uma vez por todas, que as raízes da desigualdade brasileira não estão na herança de um Estado corrupto, mas na escravidão. Para tanto, o sociólogo confronta uma das principais obras do pensamento social brasileiro, Raízes do Brasil (1936), de Sérgio Buarque de Holanda – responsável por utilizar pela primeira vez a ideia de patrimonialismo para definir a política nacional. Jessé compreende que o conceito – segundo o qual o Estado brasileiro seria uma extensão do “homem cordial” que não vê distinções entre público e privado – serve para legitimar interesses econômicos de uma elite que manda no mercado, este sim a real fonte de corrupção e poder. Doutor em sociologia pela Universidade de Heidelberg (Alemanha) e professor da UFABC, Jessé Souza é autor de 27 livros, incluindo A ralé brasileira: quem é e como vive (2009), A tolice da inteligência brasileira (2015) e A radiografia do golpe (2016). Presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) entre 2015 e 2016, coordenou pesquisas de amplitude nacional sobre classes e desigualdade social. Em entrevista à CULT, o sociólogo critica a existência de uma interpretação dominante sobre o Brasil e aponta os motivos pelos quais a sociedade brasileira em 2017 não passa de uma continuidade da sociedade escravocrata de 500 anos atrás. No livro você afirma que Sérgio Buarque de Holanda inaugurou uma forma de pensar o brasileiro como negatividade que se estende ao Estado, visão que teria influenciado de Raymundo Faoro a Sergio Moro. Por que essa chave de leitura tem tanta força? Essa ideia foi montada para defender interesses econômicos. Às vezes me espanto como não se percebeu isso antes. Quando a elite paulistana perde o poder político para Vargas em 1930 – e perde para um movimento de classe média, que estava se formando no país naquela época -, ela começa a organizar um poder ideológico para condicionar o poder político a atuar conforme as suas regras. Isso foi dito, articulado, pensado. Esse pessoal já tinha fazendas de café, as grandes indústrias em São Paulo, já tinha controle sobre a produção material e aí constroem as bases para o poder simbólico – e a sociedade moderna vive desse poder simbólico. Essa elite cria a Universidade de São Paulo, que vai formar professores de outras universidades e que vai produzir conceitos importantes para que essa elite, tirando onda de que está fazendo o bem, faça efetivamente todo mundo de imbecil para que seus interesses materiais e políticos sejam preservados. Que conceitos são esses? São duas ideias que nos fazem de imbecis. Uma delas é a do patrimonialismo, em que há uma distorção da fonte do poder social real, como se o Estado fosse montado para roubar, vampirizar e fazer o mal – e como se nada acontecesse no mercado. Embora seja uma instância de poder importante, no capitalismo quem comanda o poder é o mercado. Há uma tradição inteira, 99 de 100 intelectuais até hoje professam esse tipo de coisa. Sérgio Buarque inaugura [esse pensamento no Brasil], depois Raymundo Faoro dá uma profundidade histórica e Fernando Henrique Cardoso transforma isso em teoria; o programa político do PSDB é todo retirado de Raízes do Brasil. Mas também influenciou a esquerda. Sérgio Buarque foi um dos fundadores do PT, fez todo mundo de imbecil, da direita à esquerda. E como a esquerda não tem uma concepção autônoma de como a sociedade funciona, de como o Estado funciona, ela chega ao poder com um plano econômico alternativo, mais inclusivo, e acha que as pessoas por alguma mágica vão perceber que aquilo é bom pra elas. A esquerda nunca fez o que a direita e a elite fizeram. Por que a esquerda nunca articulou uma narrativa contrária a essa? Porque foi incapaz. Porque não foi inteligente, porque se deixou imbecilizar. Porque o tema do patrimonialismo é tratado como crítica social: “Olha, estamos descobrindo quais são as mazelas brasileiras, um gene da corrupção de 800 anos que nos toma a todos”. Isso significa que o Estado [teoricamente] vampiriza e não deixa as forças “emancipadoras” do mercado agirem – como se o mercado, em algum lugar do mundo tivesse sido emancipador por si próprio. Os países campeões do liberalismo como Inglaterra e Estados Unidos têm uma estrutura de Estado extremamente forte, foram protecionistas – e depois dizem a outros países serem o que eles mesmos nunca foram. Isso deu esse charme – o “charminho crítico”, como eu chamo – a esse tipo de ideia como o patrimonialismo, que muitas vezes a esquerda comprou. O segundo conceito chave, também inventado na Usp, foi o populismo, que torna suspeito e criminaliza tudo aquilo que vem das classes populares – inclusive qualquer liderança associada a elas, que são também estigmatizadas e suspeitas de estarem manipulando a tolice “inata” dessas classes. Eu estudei por décadas os muito pobres e eles são muito mais inteligentes do que a classe média. Eles veem a política como o jogo dos ricos em que todo mundo rouba enquanto a classe média se deixa engambelar por esse tipo de coisa. A classe média foi montada para ser idiotizada, é uma espécie de capataz da elite entre nós. Na história do pensamento social brasileiro nenhum intelectual chegou perto de romper com essas duas ideias, na sua opinião? Florestan Fernandes saiu um pouco disso porque estudou dilemas e conflitos de classe; Celso Furtado foi outro genial que percebeu coisas importantes que não têm nada a ver com esses esquemas. Mas esses caras não reconstruíram a história do Brasil como um todo. Foi essa a ambição que eu tive nesse livro porque eu percebi que, para atacar esse negócio e dar

Gangue de Temer está atrás das grades. Agora só falta o chefe

 Com a operação Skala, deflagrada nesta quinta-feira 29 pela Polícia Federal, todos os principais operadores de Michel Temer estão presos. A lista inclui Henrique Eduardo Alves, o primeiro a trair a presidente Dilma Rousseff, Eduardo Cunha, que aceitou a farsa do golpe sem crime de responsabilidade, Geddel Vieira Lima, do bunker de R$ 51 milhões, José Yunes, parceiro de Temer em negócios imobiliários, o coronel Lima, tesoureiro informal da família, e Wagner Rossi, operador político do MDB. Depois desse verdadeiro strike, fica a questão: será que vão prender o chefe? Agora que seu principal operador, José Yunes, foi preso pela Polícia Federal, Michel Temer, que usurpou o cargo da presidente Dilma Rousseff por meio de um vergonhoso golpe parlamentar, e que arruinou com a economia e a imagem do Brasil, só tem uma saída honrosa: a renúncia. Esta decisão do ministro Luis Roberto Barroso, de mandar prender Yunes e o presidente da Rodrimar, Antônio Celso Grecco, que se beneficiou de um decreto irregular no setor portuário, num dos primeiros esquemas de corrupção pós-golpe, a terceira denúncia contra Temer, inevitavelmente, será apresentada pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e o presidente da Câmara, que se coloca como pré-candidato à presidência, não terá como não aceitá-la – até porque isso seria um presente para os deputados. Como Temer é rejeitado por 94% dos brasileiros, nada melhor do que degolá-lo antes das eleições.A ascensão de Maia à presidência também interessa diretamente à Globo e às forças que lideraram o golpe de 2016, porque até agora não conseguiram produzir um candidato competitivo para enfrentar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A aposta é que Maia, com a caneta nas mãos, possa tentar superar o deputado Jair Bolsonaro, que ocupou o espaço da direita brasileira. Planalto já vê Temer encurraladoO clima no Palácio do Planalto após a Polícia Federal deflagrar a operação Skala, que prendeu amigos e ex-assessores de Michel Temer, é de apreensão. Segundo assessores próximos a Temer a operação foi “absurda” e tende a criar obstáculos à possível campanha de reeleição do emedebista à Presidência. Temer possui apenas 1% das intenções de voto, segundo as pesquisas eleitoraisDILMA TINHA RAZÃO: NÃO VAI FICAR PEDRA SOBRE PEDRA – Em outubro de 2014, quando a revista Veja circulou com uma capa criminosa, usada pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) para tentar levar a eleição presidencial daquele ano na mão grande, a presidente Dilma Rousseff fez uma profecia relacionada a todos os políticos que tinham planos para estancar a sangria. “Eu quero aqui manifestar meu repúdio a esse tipo de processo, que é um processo golpístico. Quero dizer que eu tenho uma vida inteira que demonstra o meu repúdio à corrupção. Eu não compactuo com a corrupção, eu nunca compactuei. Quero que provem que eu compactuei com a corrupção e não esse tipo de situação em que se insinua e não tem prova. Nesse caso da Petrobras, ou qualquer outro, que tenha a ver com corrupção, eu vou investigar a fundo, doa a quem doer. Quero dizer que não vai ficar pedra sobre pedra”, afirmou.Dilma foi derrubada pelo golpe mais surreal da história, o dos corruptos contra a presidente honesta, num processo que tinha uma finalidade: estancar a sangria da Lava Jato, blindando políticos do PMDB e do PSDB. No entanto, a profecia de Dilma vem se cumprindo. Com o strike desta sexta-feira, três dos principais operadores de Michel Temer – José Yunes, coronel Lima e Wagner Rossi – foram presos, juntando-se a vários outros que já caíram, como Eduardo Cunha, Geddel Vieira Lima e Henrique Alves.Se isso não bastasse, o articulador maior do golpe dos corruptos, senador Aécio Neves (PSDB-MG), também deve se tornar réu em razão do escândalo JBS. Ou seja: enquanto os golpistas caem e se afundam em seu próprio mar de lama, Dilma fica de pé.

O aperitivo de chumbo do fascismo – Por Fernando Brito, do Tijolaço

O ataque a tiros ao ônibus de Lula tem vários autores, além do criminoso que apertou o gatilho pelo menos três vezes, ao mesmo tempo em que “minavam” a estrada vcom “miguelitos”, para furarem os pneus dos veículos e facilitar os disparos. São aqueles que açularam as bestas- feras. São muito bem apessoados e distintos, usando paletós e togas, sentados nos tribunais e redações. Todos os que quiseram “resolver” a política com a autoridade e o poder sem legitimidade, em lugar do voto, que não têm. Agora, não adiante dizer que “o atentado é intolerável”, porque é mera consequência do que fizeram. Fizeram e, sobretudo, estão fazendo. Porque não adianta protestar contra aquilo a que estão entregando o país ao dirar do povo brasileiro a última muralha que este país tem contra a horda fascista. Horda, sim, este é o nome, ainda que arraste muitos ingênuos. Ingênuos criados por espertos que, como defesa, alegam sempre que a vítima é a culpada, como fizeram com Marielle Franco e ensaiam fazer sobre o atentado. Mas de outros, nada ingênuos, que lotam os jornais e provocam nos blogs lamentando que não tenham executado o ex-presidente. É isto em que transformaram o Brasil. Vamos, senhores do alto conhecimento jurídico e da ideologia de primeiro mundo, lancem de vez este país na guerra de extermínio – de opiniões e de gente, porque um acaba no outro – e deixem que aqui se distribuam armas e ordens para matar. Levem nosso país para a barbárie que já se desenha. Terminem a sua obra e nos terão levado à idade do chumbo.

STF rejeita denúncia contra Jucá por corrupção e lavagem de dinheiro

 – A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou a denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no âmbito da Operação Zelotes contra o senador Romero Jucá (MDB-RR) e o empresário Jorge Gerdau. O senador é acusado de receber vantagens indevidas da ordem de R$ 1,33 milhão pago por Gerdau por meio de doação oficial entre os anos de 2010 e 2014 visando favorecer suas empresas em Roraima. Participaram da sessão que recusou a denúncia por unanimidade os ministros Dias Toffoli, Celso de Mello e o relator do inquérito, Edson Fachin. Os ministros Gilmar Mendes, que está em Portugal, e Ricardo Lewandowski não participaram da sessão. Jucá foi denunciado pela PGR em 2017 pelos crimes de lavagem de dinheiro juntamente com Gerdau. No início de março deste ano, porém, a Primeira Turma do STF acatou, por unanimidade, outra denúncia contra Jucá, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro pelo recebimento de R$ 150 mil da Odebrecht em troca da aprovação de medidas provisórias que beneficiariam a empresa. Informações do G1

Madrinha coloca vestido à venda ao saber que noivo vota em Bolsonaro

 Mulher desiste de ser madrinha de casamento ao descobrir que noivo é fã de Bolsonaro  História foi compartilhada no Facebook por um fotógrafo de Vila Velha (ES)  Um vestido de R$ 1,8 mil foi colocado à venda na Internet depois que a dona dele desistiu de usá-lo em um casamento ao descobrir que o noivo seria fã do deputado federal e pré-candidato à Presidência da República (PSL), Jair Bolsonaro. Pelo menos é isso que conta o fotógrafo de Vila Velha (ES), Ciro Rocha, em sua conta pessoal no Facebook. Em postagem publicada neste sábado, o fotógrafo anuncia fotos do vestido e conta a seguinte história: de que a mulher, que seria madrinha de um casamento, decidiu boicotar a cerimônia ao descobrir que o noivo seria eleitor de Bolsonaro. “Miga, sua fina, elegante e sincera. Estou vendendo este lindo vestido de festa da grife Tons, tamanho M. Nunca usado! Ele custou R$ 1.800 e está sendo vendido por R$ 950”, disse Ciro Rocha na postagem.O vestido também está à venda no site OLX, por R$ 900, preço inferior ao anunciado no Facebook, e sem explicitar o motivo. Por volta das 9h30 deste domingo, o texto publicado na rede social acumulava comentários, entre defensores e críticos do presidenciável

Marco Aurélio culpa Cármen Lúcia pelo desgaste do Supremo Tribunal Federal

 O ministro Marco Aurélio Mello culpa a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, pelo desgaste da Corte; ele afirma que a ministra errou ao antecipar o julgamento do habeas corpus do ex-presidente Lula; “O desgaste para o tribunal está terrível. Isso demonstra que a estratégia da presidente foi falha”, afirma  – “O feriado prolongado não deve aliviar a crise no Supremo Tribunal Federal. Sob críticas desde a semana passada, o ministro Marco Aurélio Mello culpa a presidente Cármen Lúcia pelo desgaste da Corte. Ele afirma que a ministra errou ao antecipar o julgamento do habeas corpus do ex-presidente Lula”, diz o jornalista Bernardo Mello Franco em sua coluna desta terça (27). “‘Na opinião de Marco Aurélio, a decisão de Cármen expôs o Supremo às tensões da guerra política. Ele insiste que era melhor ter julgado as duas ações genéricas que questionam a prisão de réus condenados em segunda instância. ‘O desgaste para o tribunal está terrível. Isso demonstra que a estratégia da presidente foi falha’, afirma. ‘Foi muito ruim julgarmos só o caso do ex-presidente. Agora estamos pagando um preço incrível.”

Agroboys atacam ônibus de turistas na BR-277, em Foz do Iguaçu

 Os imbecis milicianos acharam que era da caravana de Lula. Era de linha, como confirmou a Polícia Rodoviária Federal. Mais um capítulo da indigência fascista no Brasil. Fora os instantes de terror para os passageiros, um dos vidros foi quebrado. Os responsáveis pelo veículo registraram um boletim de ocorrência contra os vândalos agro boys. Algum desses canalhas vai pedir desculpas? Onde estavam os policiais enquanto a emboscada era armada à luz do dia? Seria cômico, se não fosse trágico. Agroboys atacam ônibus de turistas em Foz do Iguaçu pensando ser Lula; assista Agroboys (filhos de fazendeiros ricos) erraram o alvo e atiraram ovos contra um ônibus da Catarinense lotado de turistas do Rio de Janeiro. Eles acreditavam que o ex-presidente Lula estava no veículo. Levaram o “olé” do petista. 

Viva os canalhas: Temer acabou com mais um benefício para os pobres

 As políticas sociais construídas nos treze anos de governos petistas vem sendo destruídas a cada dia. Os programas como o Minha Casa Minha Vida e o Fiés tiveram aportes radicalmente reduzidos. Alguns simplesmente acabaram, como Ciência sem Fronteirase e o Farmácia Popular Onde andam os camisinhas amarelas e betedores de panelas? INDÚSTRIA FARMACÊUTICA DENUNCIA O FIM DO FARMÁCIA POPULAR NO BRASIL PÓS-GOLPE – Manifesto divulgado por várias entidades da indústria e pesquisa farmacêutica critica severamente as mudanças anunciadas pelo governo no programa Farmácia Popular. Mudanças poderão levar ao descredenciamento de centenas dos cerca de 31 mil estabelecimentos conveniados. “Uma mudança dessa profundidade, feita cinco dias antes da troca de Ministro, não parece oportuna nem sensata. E trará, como consequência imediata, instabilidade e preocupação para milhões de brasileiros”, diz a nota. O orçamento do Farmácia Popular para este ano é de R$ 2,8 bilhões. Estão incluídos no “Aqui Tem Farmácia Popular” 42 produtos. Do total, 26 medicamentos (para o tratamento de hipertensão, diabetes e asma) são adquiridos pelo Ministério da Saúde e distribuídos aos pacientes de forma gratuita. Para os demais produtos, os descontos chegam a 90%. Leia, abaixo, a nota na íntegra: ATENDIMENTO A 20 MILHÕES DE BRASILEIROS PELO PROGRAMA FARMÁCIA POPULAR ESTÁ AMEAÇADO São Paulo, 23 de março de 2018 – Diante das informações de que o Ministério da Saúde prepara-se para, nos próximos dias, alterar profundamente a sistemática do programa Farmácia Popular, a cadeia farmacêutica, composta por indústria, distribuição e varejo de medicamentos, sente-se no dever com a população brasileira de alertar que: 1. O Farmácia Popular é considerado pelo próprio Governo e pelas avaliações feitas em todo o País como o mais bem-sucedido programa de saúde pública, fato importante em um momento em que são recorrentes as insatisfações e críticas ao atendimento da população. 2. Este sucesso não veio por acaso. Nasceu de uma sólida parceria entre a indústria, a distribuição e o varejo de medicamentos, de um lado, e o Governo, do outro; parceria esta nascida entre outras razões pelo fracasso do Governo em manter um sistema próprio de distribuição de medicamentos em 5.600 municípios brasileiros. Hoje, mais de 28 mil farmácias garantem, com tranquilidade, a entrega de medicamentos gratuitos a 20 milhões de brasileiros por mês. É este sucesso que se quer colocar em risco. 3. O Ministério da Saúde foi alertado em inúmeras reuniões sobre o risco de promover mudanças radicais no programa. O setor farmacêutico entende que o programa pode ser aperfeiçoado e propôs discutir medidas nesse sentido. Por isso, o Ministério da Saúde, pela palavra de seu titular, decidiu criar, em 30 de janeiro deste ano, um Grupo de Trabalho que jamais foi reunido. 4. Uma mudança dessa profundidade, feita cinco dias antes da troca de Ministro, não parece oportuna nem sensata. E trará, como consequência imediata, instabilidade e preocupação para milhões de brasileiros. Apelamos, portanto, para que se retome o caminho prudente e, antes de qualquer providência açodada, o novo Ministro da Saúde institua o Grupo de Trabalho que analisará o Programa. O setor privado quer essa discussão. Mas quer, ao mesmo tempo, garantir que a população brasileira não será gravemente afetada por equívocos que podem inviabilizar um programa que vem dando certo. Antônio Britto Presidente executivo INTERFARMA – Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa Edison Tamascia Presidente FEBRAFAR – Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias Francisco Deusmar de Queirós Presidente ABRAFARMA – Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias Nelson Mussolini Presidente executivo SINDUSFARMA – Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo Reginaldo Arcuri Presidente executivo GRUPO FARMABRASIL – Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica de Pesquisa e de Capital Nacional Telma Salles Presidente executiva PRÓGENÉRICOS – Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos

Pais tentam censurar livro sobre cultura negra em escola do RJ

 Escola anuncia substituição de livro após exigências de alguns pais de alunos. Diante da manifestação da mãe de um estudante negro e da própria autora da obra, e escola foi obrigada a voltar atrás  A mãe e professora de história Juliana Pereira viveu altos e baixos na última sexta-feira (16/3). Primeiro, sentiu esperanças quando participou, com centenas de pessoas, de um protesto que cobrava esclarecimentos para as mortes de Marielle Franco e Anderson Gomes, realizado em Volta Redonda, no interior do Rio de Janeiro. Momentos depois, a professora sentiu decepção ao voltar para casa e receber um comunicado das mãos de seu filho, aluno do Sesi de Volta Redonda. O texto da escola informava que, por conta do “questionamento de alguns pais em relação ao conteúdo”, o livro Omo-Oba: Histórias de Princesas (Mazza Edições, 2009), de Kiusam de Oliveira, havia sido abolido da grade de livros didáticos. Incomodada com a decisão do Sesi de substituir um material que aborda temas da cultura afro-brasileira, a mãe publicou, no domingo (18), um texto no Facebook em que denunciou a censura ao livro e criticou a escola por ceder às pressões dos pais. “Não falo apenas pelos meus filhos negros, mas para além da necessidade imediata da visibilidade afro-descendente, precisamos formar pessoas que se sensibilizem e busquem uma sociedade mais justa”, escreveu. A postagem teve mais de 10 mil compartilhamentos. A autora do livro, Kiusam de Oliveira, professora da Universidade Federal do Espírito Santo, também reagiu. “Agora estamos na era da caça às publicações que tratam da cultura afro-brasileira”, escreveu, num post em que contava em que foi professora de educação infantil por 23 anos e resolveu escrever um livro com “histórias de rainhas negras que fazem parte da história, da cultura e da humanidade” após testemunhar várias situações de confrontos de alunos negros com a ausência de príncipes e princesas como eles nas literaturas infantil e juvenil brasileira. “Pode parecer pouco, mas num país racista e eurocêntrico como o Brasil, tais princesas têm sido a defesa de crianças negras na luta contra a sua invisibilidade, a discriminação racial e o racismo. Ao Sesi que adotou o livro, parabéns, mas ao mesmo Sesi que o alterou no momento de manifestações contrárias sem que efetivamente tivesse exercido um papel educador e transformador eu digo, sinto muito.” Mais gente apoiou a mãe e a escritora. “Ver assim o próprio colégio, uma escola como o Sesi, abraçando a raivosa estupidez que se funda disfarçada de fé e religiosidade é deprimente”, criticou o escritor Allan de Rosa. “Um verdadeiro desrespeito a lei 10.639/03 que obriga o ensino da história da África e das culturas afro-brasileiras nas escolas”, afirmou a Agência Solano Trindade. Após as críticas, o Sesi se manifestou nesta segunda-feira (19/3) reconhecendo o erro. “A instituição vem a público reconhecer o equívoco no tratamento do assunto e informar que não mais será adotado um livro adicional [no lugar do Omo-Oba: Histórias de Princesas]”, afirmou em comunicado. “Para que equívocos como o ocorrido não se repitam, o Sesi irá realizar uma reciclagem com toda a sua equipe pedagógica”, acrescentou. A instituição também avisou que pretende levar o tema à comunidade, prometendo, “para breve”, um encontro “para debater com a comunidade escolar a diversidade e o multiculturalismo”. A direção do Sesi de Volta Redonda fez uma reunião de pais, no mesmo dia, para tratar do tema. No encontro, outra mãe contou que também havia denunciado a escola nas redes sociais, embora sem a mesma repercussão. Juliana disse à Ponte que o problema do preconceito vai além do Sesi, “é uma questão nacional”. Para ela, os debates sobre diversidade no Brasil ainda é muito “pobre” e as pessoas precisam se “instrumentalizar” mais para abordarem o tema. CompromissoHomologada no dia 20 de dezembro do ano passado, Base Nacional Comum Curricular (BNCC) se alinha à lei 11.645/08 que estabelece a obrigatoriedade da temática de história e cultura afro-brasileira e indígena no currículo das escolas. A Base Nacional também determina que as instituições escolares devem “exigir um claro compromisso de reverter a situação histórica que marginaliza grupos”. Segundo o novo currículo do ensino, ainda é função das escolas “valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais”. Outro ladoO Sistema Firjan (Federação das Indústrias do Estado do RJ), que engloba 5 organizações, entre elas o Sesi, enviou um e-mail solicitando a correção da reportagem porque alega que “o livro não foi banido da escola, em momento algum isso foi dito”, mas admite que cometeu um erro ao anunciar um livro opcional à obra “Omo-oba – Histórias de Princesas”, de Kiusam de Oliveira. Confira a nota na íntegra: A Escola Sesi de Volta Redonda cometeu um erro ao anunciar livro opcional à obra “Omo-oba – Histórias de Princesas”, da autora Kiusam de Oliveira, para alunos cujos pais questionaram a sua utilização em aulas de História. A instituição vem a público reconhecer o equívoco no tratamento do assunto e informar que não mais será adotado um livro adicional. Além de cumprir a Lei de Diretrizes e Bases da Educação e suas complementações, que tornou obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena, o Sesi Rio está empenhado e comprometido com a questão da diversidade cultural, tanto que adotou em todas as suas escolas a referida obra como livro paradidático na disciplina de História. Diante do questionamento de alguns pais se precipitou, de forma equivocada, ao permitir a troca da obra para aqueles interessados, procedimento que foi revisto. O Sesi já entrou em contato com a mãe que se sentiu ofendida com a promessa de um livro opcional para se desculpar e esclarecer o ocorrido. Além disso, realizou em 19/03 uma reunião com pais e responsáveis para também abordar o tema. Para que equívocos como o ocorrido não se repitam, o Sesi irá realizar uma reciclagem com toda a sua equipe pedagógica. A Escola Sesi de Volta Redonda também promoverá, em breve, um encontro para debater com a comunidade escolar a diversidade e o multiculturalismo.