Apenas 15% das cidades do RS pediram recursos federais

Tragédia no Rio Grande do Sul – Segundo Defesa Civil, número de mortes chegou a 143, com 125 desaparecidos e 806 feridos Segundo o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, ainda é reduzido o número de municípios do Rio Grande do Sul que pediram recursos emergenciais federais para trabalhar com os impactos das chuvas e enchentes que atingem o estado. Ele realizou uma coletiva de imprensa neste sábado (11), detalhando o cenário. “Temos 441 municípios em situação de calamidade. Logicamente que, até que seja feito o refinamento dessa classificação, nós imaginávamos que pelo menos 300 solicitassem algum tipo de recurso, mas apenas 69 solicitaram. Aprovamos sumariamente e já liberamos recursos”, disse ele, segundo a Agência Brasil. O número representa 15,6% das cidades em estado de calamidade. Góes afirma que o governo federal flexibilizou as regras para o recebimento de recursos pelas cidades afetadas pelas enchentes. “Sabemos que muitos prefeitos estão focados nas ações de resgate. Compreendemos isso, de forma a possibilitar que eles recebam a ajuda enquanto reúnem as informações para o plano de trabalho de ajuda humanitária”, disse. “Se o município tem até 50 mil habitantes, a gente adianta logo R$ 200 mil. Se tem até 100 mil, adiantamos R$ 300 mil. Se tiver acima de 100 mil, a gente adianta R$ 500 mil para, rapidamente, comprarem água, cestas básicas; para cuidar das pessoas que estão no abrigo”, disse o ministro. Segundo boletim divulgado na manhã deste domingo (12) pela Defesa Civil do Rio Grande do Sul, o total de municípios afetados pelas enchentes chega a 446, atingindo 2.115.704 pessoas. O boletim mostra ainda que há 81.170 pessoas em abrigos e 537.380 desalojados. A Defesa Civil contabiliza 143 mortes e 125 desaparecidos, além de 806 feridos. Até a divulgação do balanço, são 76.399 pessoas que foram salvas e 10.555 animais resgatados.

Como os dicionários retratam os negros – nos EUA e no Brasil

vVisões racistas ou discriminatórias – que tratam o negro como “escravo”, “indivíduo sem alma” ou “indivíduo comercializável” – são invariavelmente predominantes nos dicionários de língua portuguesa Há uma sequência de Malcolm X (1992), o filmaço de Spike Lee, que mostra a natureza ideológica das palavras e das representações. A cena é ambientada no pátio da prisão norte-americana de Charleston. Baines (Albert Hall) tenta atrair Malcolm (Denzel Washington) para a Nação do Islã. Mas, antes do convite, há uma série de perorações sobre a relação entre brancos e negros. “Você aceitou tudo o que o homem branco lhe disse. Ele disse que você era um pagão negro – e você acreditou nele”, afirma Baines. “Ele disse para você idolatrar um Jesus loiro, de olhos azuis, de pele branca – e você acreditou. Ele disse que o preto era uma maldição – e você acreditou. Você já procurou a palavra ‘preto’ no dicionário?”. A dupla se dirige à biblioteca da cadeia, onde Baines abre um dicionário e lê diversas definições de “negro”: “destituído de luz”; “desprovido de cor”; “envolto na escuridão – logo, muito sombrio e obscuro, como em ‘futuro negro’” (…); “coberto de sujeira”; “imundo”; “lúgubre”; “hostil”; “proibido, como ‘um dia negro’”; “insensato ou extremamente perverso, como em ‘magia negra’”; “indica desgraça, desonra ou culpa”. Baines empurra o dicionário até Malcolm e pede para que ele leia os diversos significados da palavra “branco”: “a cor da neve alva”; “o reflexo de todos os raios do espectro”; “o oposto de preto”; “sem manchas ou defeitos”; “inocente”; “puro” (…); “sem intenções malignas”; “inofensivo”; “honesto”; “negociação justa”; “honorável”. A provocação dá certo, a ponto de Malcolm decidir ler e copiar todo o dicionário, de verbete em verbete. É o estopim para a mudança que transformará um “vigarista de Massachusetts” num dos líderes negros mais influentes do século 20. Não sei se a jovem secundarista Franciele de Souza Meira, de 17 anos, já assistiu a Malcolm X. Moradora de Extrema (MG), essa estudante de ensino médio do Instituto Federal de São Paulo, matriculada no campus de Bragança Paulista (SP), foi premiada por uma pesquisa de iniciação científica que lembra a viagem de Malcolm pelo universo das palavras. Para mostrar o “viés racista” da língua portuguesa, Franciele selecionou 17 dicionários, lançados em períodos distintos. Em cada um deles, buscou a definição de “preto” e “negro”, fazendo uma análise comparativa do discurso. Porém, das edições antigas (como o Rafael Bluteau, de 1712) até os contemporâneos (Aurélio e Houaiss), não houve adaptações significativas. As visões racistas ou discriminatórias – que tratam o negro como “escravo”, “indivíduo sem alma” ou “indivíduo comercializável” – são invariavelmente predominantes. Apenas três dicionários – o da Academia Brasileira de Letras (1976), o de Biderman (1992) e o de Bechara (2011) – não associam “negro” e “preto” a padrões pejorativos. “As definições encontradas em dicionários mais antigos eram esperadas de certa forma, pois esses dicionários foram publicados quando circulava, à época, um discurso pró-escravidão”, comenta Franciele. “Em relação aos dicionários mais recentes, realmente fiquei surpresa por ver que havia continuidade desse discurso, relacionando os indivíduos negros ao período escravocrata.” Sob orientação do professor Rafael Prearo Lima, o estudo foi batizado de “Registro de ‘Preto’ e ‘Negro’ em Dicionários de Língua Portuguesa”. Em outubro de 2023, conquistou o primeiro lugar na Bragantec (Feira de Ciência e Tecnologia de Bragança Paulista), onde concorreu na categoria Ciências Humanas e Linguagens. Cinco meses depois, em março deste ano, foi medalha de ouro na maior feira de iniciação científica da América Latina, a Febrace (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia). Franciele superou outros 43 projetos finalistas da categoria “Ciências Humanas” e recebeu a premiação em cerimônia na USP (Universidade de São Paulo). Inicialmente, a estudante secundarista pensou em usar a literatura – e não os dicionários – para denunciar esse retrato dos negros como “inferiores, menos humanos”. Ao trocar a ficção pelo “discurso oficial”, sua pesquisa ganhou força e contundência. “As coisas que são colocadas nos dicionários representam uma ideia da sociedade. Eles mostrarão as definições que servem para aquela sociedade naquele tempo”, diz Franciele. “Não esperava que todo o discurso mostrado durante o século 20 continuasse no século 21.” O estudo também mostra a falta que faz a efetivação da Lei 10.639/2003, que obriga escolas de ensino fundamental e médio a incluírem no currículo conteúdos sobre a história e a cultura afro-brasileiras. Não dá para mudar conceitos enraizados onde faltam novos paradigmas. A pesquisa de Franciele dá pistas do longo caminho a percorrer. Vermelho

Em vídeo, Malafaia ensina a tomar dinheiro de fiéis

“Ou dá a oferta porque ama ou dá a oferta porque é constrangido. Azar o dele”, diz o pastor-empresário – Em um vídeo que circula nas redes sociais neste sábado (11), o pastor-empresário Silas Malafaia ensina os métodos que utiliza para tirar dinheiro dos fiéis que frequentam suas igrejas: “eu já testei todos os processos de tirar oferta, e vou dizer qual é o processo mais eficaz”, diz ele antes de listar alguns métodos e inclusive dar números sobre a rentabilidade de um deles: “o pastor fala da oferta e manda o pessoal levar lá na frente. Eu nunca vi um processo tão vagabundo como esse. Esse processo costuma 20% a 30% do povo ofertar e 70% não oferta”. Em seguida, Malafaia diz qual maneira é “mais eficaz”, baseada no constrangimento dos fiéis: “ou dá a oferta porque ama ou dá a oferta porque é constrangido. Azar o dele”. ABSURDO! Silas Malafaia ensinando pastores a como arrancar ofertas dos fiéis: "Ou ele dá porque ama ou porque fica constrangido". pic.twitter.com/HM0rH1dGzA — Andrade (@AndradeRNegro2) May 11, 2024

Bolsonaro debocha de gaúchos e diz que “problematização climática é desinformação”

O ex-presidente, que está internado, usou as redes para afirmar que a questão do clima é usada por governos para tornar as pessoas dependentes do Estado O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) mostrou nesta quinta-feira (9) que não possui qualquer tipo de empatia pelos cidadãos brasileiros vítimas de tragédias ambientais e que vivem em situação de calamidade. Bom, não que isso seja uma novidade, visto que, em 2021, quando o estado da Bahia sofreu com graves enchentes, o ex-presidente simplesmente deu as costas e foi andar de jet ski. Internado para tratar de uma infecção na perna, Jair Bolsonaro foi às redes sociais para zombar do sofrimento do povo gaúcho e se aproveitar da tragédia que se abate sobre o Rio Grande do Sul para questionar as teses sobre crise climática. Para o ex-presidente, as “problemáticas climáticas” são “pura desinformação” utilizada “pela organização” (governo federal) com o objetivo de atingir um fim: tornar as pessoas dependentes do Estado. Vejam o nível de negacionismo climático: a partir da lógica do ex-presidente Jair Bolsonaro, governos mais ricos obrigam os mais pobres a realizarem políticas ambientais para, dessa maneira, os mais poderosos manterem os governantes locais no poder. E qual é o custo disso, segundo Bolsonaro? “Escravizar ainda mais seu próprio povo”. No entanto, o ex-presidente Jair Bolsonaro esqueceu de mencionar que sua gestão, segundo estudos e especialistas, foi inimiga do meio ambiente e registrou recordes de destruição de florestas. Em artigo publicado na Fórum, a vereadora e militante do meio ambiente Iza Lourença (PSOL-BH) fez um compilado da herança maldita da gestão de Bolsonaro para o meio ambiente. “A ‘boiada’ ceifou as vidas de Bruno Pereira e Dom Phillips, renegou à fome as crianças Yanomami e deixou um legado de fome e destruição. Durante a pandemia em 2021, os assassinatos no campo subiram 75%, segundo a Comissão Pastoral da Terra. Via de regra, os assassinos permanecem impunes”, aponta a parlamentar. A vereadora também lembra que, “além do desmatamento, os focos de queimadas e a extensão de área devastada por incêndios também batem recordes. Mesmo com a infame fake news de Bolsonaro de que a Amazônia ‘não pega fogo por ser úmida’, o Inpe registrou, neste ano, um aumento de 53% da área queimada na região e de novos 14% de focos de queimadas em relação ao ano passado, que também já era recordista”. Em sua análise, Iza Lourença afirma que a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, no que diz respeito às políticas de meio ambiente, pode ser classificada como “desmonte, arrocho orçamentário, desmoralização dos órgãos fiscalizadores e das políticas públicas de proteção ambiental”. (Revista Fórum)

Câmara aprova dispensa de licença ambiental para plantações de eucalipto

A matéria teve origem no Senado e será enviada à sanção do presidente Lula (PT) A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira 8 o Projeto de Lei (PL) 1366/22 que exclui a silvicultura (cultivo de árvores com fins comerciais, como pinhos e eucaliptos) do rol de atividades potencialmente poluidoras. A matéria teve origem no Senado e será enviada à sanção do presidente Lula (PT). Com a mudança na lei da Política Nacional do Meio Ambiente, a atividade de plantio de florestas para extração de celulose (pinhos e eucaliptos, por exemplo) não precisará mais de licenciamento ambiental e não estará sujeita ao pagamento da Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental (TFCA). Deserto verde O deputado Patrus Ananias (PT-MG) criticou a proposta que, segundo ele, é um projeto agressivo à natureza e ao meio ambiente. “Onde está o eucalipto é o chamado de deserto verde. Ali não prolifera nenhuma planta, nenhum animal, absorve uma quantidade excessiva de água”, disse. Para a deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS), o projeto vai contra as ações necessárias para reduzir os impactos da mudança climática vistos em diferentes partes do país, como as maiores enchentes da história do Rio Grande do Sul. “Projetos como esse estarem na pauta da Câmara dos Deputados é um escárnio com as causas que nos levaram até aqui. Não é possível que se siga ignorando que o planeta pede socorro”, disse. (Carta Capital)

Show de Madonna teve o 5º maior público da história

Madonna superou os Rolling Stones como atração com o quinto maior público no mundo Até este sábado (4), os roqueiros ingleses detinham o recorde com 1,5 milhão de espectadores em 2006. O último show da Celebration Tour da cantora reuniu ainda mais pessoas: 1,6 milhão, segundo estimativa da Riotur. A apresentação dos Rolling Stones foi classificada como o sexto maior show do mundo pelo Guinness World Records. Com o novo recorde de Madonna, ela dividirá a quinta posição com o festival Monsters of Rock, que atraiu uma multidão semelhante em Moscou, em 1991. Dos sete maiores shows do mundo, quatro ocorreram no Rio. Rod Stewart lidera o ranking, com mais de 3,5 milhões de fãs na Praia de Copacabana em 1994. Ele cantou na celebração de Ano Novo da cidade. Outros grandes eventos incluem Jean-Michel Jarre, que atraiu 3,5 milhões em Moscou, e Jorge Ben Jor, que se apresentou para 3 milhões na Praia de Copacabana, ambos em 1993. Jean-Michel Jarre, por sua vez, aparece novamente na lista com uma apresentação em Paris, na França, em 1990 para 2,5 milhão de pessoas. Assim, Madonna e os Rolling Stones aparecem em seguida com seus respectivos marcos históricos da música na cidade, com suas performances épicas na famosa praia carioca. A lista: 1 – Rod Stewart, na praia de Copacabana, para 4,2 milhões de pessoas no réveillon de 1994. 2 – Jean-Michel Jarre, na Rússia, para 3,5 milhões de pessoas. 3 – Jorge Ben Jor, em Copacabana, para 3 milhões de pessoas 4 – Jean-Michel Jarre, em Paris, para 2,5 milhões de pessoas. Se apresentando “em casa”, o artista reuniu o público com o show “Paris La Défense – Une Ville En Concert”, em 1990. 5 – Madonna, no Brasil (2024), e Monsters of Rock, na Rússia (1991) 6 – Rolling Stones, no Brasil (2006) 1,5 milhão Copacabana

Por unanimidade, TSE confirma inelegibilidade de Bolsonaro por abuso no 7 de Setembro

A Corte também confirmou a inelegibilidade de Braga Netto e manteve a aplicação de multas ao ex-presidente e ao ex-ministro O Tribunal Superior Eleitoral rejeitou um recurso apresentado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e pelo ex-ministro Walter Braga Netto, ambos do PL, com o objetivo de reverter a condenação por abuso de poder político nas comemorações do Bicentenário da Independência, em 7 de Setembro de 2022. A análise do recurso acontece no plenário virtual da Corte e vai até as 23h59 desta sexta-feira 3. Todos os sete integrantes do TSE já votaram por não rever a decisão que tornou a dupla inelegível por oito anos. Bolsonaro e Braga Netto, contudo, ainda podem recorrer ao Supremo Tribunal Federal. Além de confirmar a inelegibilidade, os ministros mantiveram a aplicação de multas de 425 mil reais ao ex-presidente e de 212 mil ao ex-ministro. A pena está relacionada à prática de conduta vedada a agente público. Bolsonaro foi declarado inelegível pela segunda vez em outubro de 2023. A primeira condenação envolve uma reunião com embaixadores convocada pelo então presidente com objetivo de disseminar mentiras sobre o sistema eleitoral brasileiro. Bolsonaro já recorreu contra a primeira condenação ao STF, mas ainda não houve julgamento. Caso uma das duas condenações caia, a outra continuará a valer. No caso de Braga Netto, há apenas uma sentença.

Moraes manda soltar Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro

Alexandre de Moraes autoriza e Mauro Cid é solto novamente – Ministro autoriza tenente-coronel e delator a responder em liberdade Na sexta-feira (3), o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes autorizou a soltura do tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid. O delator deve ser liberado em algumas horas da cadeia do Exército, em Brasília, onde ficou detido desde o início de março. Ele voltou para a cadeia no início do ano após a divulgação de um áudio atacando o ministro do Supremo e a Polícia Federal. Segundo a decisão de Moraes, após “informações complementares sobre os áudios divulgados”, Cid poderá voltar a responder em liberdade. O militar foi preso em maio do ano passado e liberado após fechar uma delação premiada no inquérito que averigua uma tentativa de golpe pelo ex-chefe de Cid, Bolsonaro. GOLPISTA Mauro Cid toma punição do Exército e tem planos interrompidos No entanto, o acordo do militar quase foi prejudicado depois que o tenente-coronel disse em um áudio vazado que os policiais federais “não aceitavam e discutiam que a minha versão não era verdadeira, que não podia ter sido assim, que eu estava mentindo. Eles já estão com a narrativa pronta. Eles não queriam saber a verdade”. Agora, o tenente-coronel volta a responder em liberdade. Recentemente, Cid deu mais detalhes sobre a venda das joias de Bolsonaro nos EUA, em um depoimento à Polícia Federal em conjunto com o FBI. Segundo o UOL, a decisão de Moraes afirma que “nessas circunstâncias, reduziu-se a percepção de risco para a instrução criminal e para a aplicação da lei penal. A pretensão de revogação da custódia cautelar parece reunir suficientes razões práticas e jurídicas, merecendo acolhimento sem embargo de serem retomadas integralmente as medidas cautelares diversas da prisão anteriormente impostas ao investigado”.

TRAGÉDIA NO SUL – Concurso Nacional Unificado é adiado, confirma governo

O Concurso Nacional Unificado (CNU), que aconteceria neste domingo (5), foi adiado pelo Governo Federal devido às fortes chuvas que assolam a Região Sul do país. Ainda não há novas datas. A ministra Esther Dweck, da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (3), reforçou a impossibilidade de os moradores inscritos no CNU no Rio Grande do Sul e Santa Catarina de se locomoverem até os locais de provas devido ao cenário crítico que atinge os estados. “Estávamos focados em realizar a prova no domingo (5), mas como já foi descrito, o cenário da Região Sul vem se agravando a cada hora. Recebemos relatos a cada duas horas e percebemos que estamos numa situação de agravamento sem precedente”, afirmou. A ministra explicou que a decisão foi tomada para garantir a integridade física dos candidatos e a segurança jurídica do concurso. “A decisão é para atender a todos os candidatos”, afirmou. Dweck se reuniu com o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Paulo Pimenta; Marcelo Eugenio Almeida, da Procuradoria-Geral da União; Leonardo Magalhães, defensor público da União e Gabriel Lima da Fundação Cesgranrio. Em seu discurso, a ministra afirmou que a ideia principal de um Concurso Nacional Unificado era exatamente a democratização e inclusão, o que não poderia ocorrer caso as provas fossem mantidas para este domingo (5). Chuvas no Sul O ministro Paulo Pimenta comentou sobre a situação no Rio Grande do Sul e agradeceu as manifestações de solidariedade à “difícil situação que nosso estado está vivendo nos últimos dias”. “Infelizmente, os números de óbitos e desaparecidos não param de aumentar, além de bloqueios em estradas, cidades sem acesso à internet e energia elétrica”, disse. Pimenta ressaltou que o foco total do Governo Federal está em ações de resgate e restabelecimento da trafegabilidade, energia, internet, água, combustível.

Barragem 14 de Julho rompe após temporais no Rio Grande do Sul

A barragem 14 de Julho, localizada entre os municípios de Cotiporã e Bento Gonçalves, ambas no Rio Grande do Sul, rompeu parcialmente nesta quinta (2) por conta das fortes chuvas que atingem o estado desde o início da semana. O governo estadual avalia que o problema não deve resultar em uma enxurrada, já que o nível do rio já estava elevado. A Defesa Civil emitiu um alerta por volta das 15h desta quinta comunicando que a barragem está “em processo de colapso”. Autoridades já vinham fazendo a evacuação da região e fornecido apoio aéreo, segundo o governador Eduardo Leite (PSDB). “Recebi a notícia do rompimento de parte da barragem 14 de Julho em Cotiporã. Como a jusante e a montante já estavam quase no mesmo nível, com uma diferença de alguns poucos metros, a informação dos especialistas dão conta de que o efeito será sentido mais no primeiro trecho”, afirmou Leite. O órgão ainda pediu para que moradores de sete cidades busquem abrigos públicos ou locais seguros para se proteger durante a elevação do rio Taquari: Santa Tereza, Muçum, Roca Sales, Arroio do Meio, Encantado, Colinas e Lajeado. “As pessoas que não tiverem locais alternativos devem buscar informações junto à Defesa Civil da sua cidade sobre os abrigos públicos disponibilizados pelas prefeituras, rotas de fuga e pontos de segurança”, afirmou a Defesa Civil. O estado já registrou 24 mortes e ao menos 21 pessoas desaparecidas por conta dos temporais, segundo a Defesa Civil. No total, há 147 municípios afetados, com inundações, alagamentos e habitantes ilhados em várias cidades, com 9.993 desalojados e 4.599 em abrigos. Veja vídeos: Barragem se rompe no Rio Grande do Sul e ameaça municípios vizinhos.Governador do RS alerta para "maior desastre da história" do estado.#RioGrandedoSul pic.twitter.com/nj5m7jDEPk — Paulo Leal (@PauloRangelLeal) May 2, 2024 #URGENTE | BARRAGEM SE ROMPE NO RIO GRANDE DO SUL A barragem 14 de de Julho, que fica localizada nos municípios de Cotiporã e Bento Gonçalves, não suportou o volume de água e acabou se rompendo na tarde desta quinta-feira (02). De acordo com as informações divulgadas, houve uma… pic.twitter.com/qoBbMFYOhq — Giro Serra (@PortalGiroSerra) May 2, 2024