Aliados de Lula ironizam e criticam Moro após operação na casa do ex-juiz

• A justiça do Paraná tomou a decisão pela busca na casa do ex-juiz acatando o argumento de que materiais de campanha de Moro violam a legislação eleitoral Aliados do ex-presidente Lula (PT) ironizaram o mandado de busca e apreensão realizado na residência do ex-juiz e candidato a senador Sergio Moro (União Brasil-PR) neste sábado (3/9). Quando foi responsável pela Lava Jato, Moro determinou diversas operações policiais contra Lula e seus correligionários. Agora, petistas e simpatizantes aproveitaram a decisão da Justiça Eleitoral do Paraná para fazer troça do ex-magistrado. O ex-chefe do Executivo, porém, não deve comentar o ocorrido, segundo a assessoria. “A terra plana gira e capota: Justiça determina operação judicial na casa de Sergio Moro por campanha eleitoral irregular”, escreveu nas redes sociais o líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e candidato a deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP). A TERRA PLANA GIRA E CAPOTA: Justiça determina operação judicial na casa de Sérgio Moro por campanha eleitoral irregular. — Guilherme Boulos (@GuilhermeBoulos) September 3, 2022 A deputada federal e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann (PT-PR), também aproveitou a ocasião para criticar o ex-juiz. “Que moral essa gente tem? Nunca conseguem cumprir a lei!!!”, publicou. Justiça no Paraná faz busca e apreensão de materiais irregulares de campanha de Sérgio Moro e Paulo Martins por violação da lei eleitoral e propaganda irregular nas redes sociais. Que moral essa gente tem? Nunca conseguem cumprir a lei!!! — Gleisi Hoffmann (@gleisi) September 3, 2022 A juíza auxiliar do TRE-PR (Tribunal Regional Eleitoral do Paraná) Melissa de Azevedo Olivas tomou a decisão pela busca na casa de Moro acatando o argumento de advogados do PT de que diversos materiais impressos e das redes sociais da campanha de Moro violam a legislação eleitoral. Isso porque, segundo o advogado Luiz Eduardo Peccinin, que representa a federação petista que dá base à candidatura de Lula, em todo o material de campanha de Moro o nome de seus suplentes estão em tamanho inferior ao exigido pela lei. O deputado federal André Janones (Avante-MG), que recuou da candidatura à Presidência da República para apoiar Lula e tentar mais um mandato no Legislativo, respondeu a publicação em que Moro classifica o mandado como “abusivo”. “E eu que achei que tinha aprendido com o senhor que se a decisão emana de um juíz, ela é sempre legal! Que coisa”, publicou. Hoje, o PT mostrou a “democracia” que pretende instaurar no país, promovendo uma diligência abusiva em minha residência e sensacionalismo na divulgação da matéria. O crime? Imprimir santinhos com letras dos nomes dos suplentes supostamente menores do que o devido. ➡️ — Sergio Moro (@SF_Moro) September 3, 2022 Tweets by AndreJanonesAdv O ex-governador e ex-senador do PT Jorge Viana (PT-AC), que concorre ao governo do estado novamente, também comentou a operação contra Moro nas redes sociais. “Deu ruim, falso juiz Sergio Moro? Nada como um dia atrás do outro, né não?”, escreveu. Deu ruim, falso juiz Sérgio Moro?Nada como um dia atrás do outro, né não?Moro: Justiça Eleitoral ordena busca e apreensão na casa de ex-juiz@LulaOficial @ptbrasil https://t.co/768DFQ9Hsf — Jorge Viana (@jorgeviana) September 3, 2022 A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) foi outra que aproveitou a oportunidade para ironizar Moro. “Oi Moro, juiz ladrão, tudo bem por aí em Curitiba?”, escreveu. Oi @SF_Moro, juiz ladrão, tudo bem por aí em Curitiba? ???? pic.twitter.com/o2TWeSk3zz — Sâmia Bomfim (@samiabomfim) September 3, 2022 O senador Humberto Costa (PT-PB), por sua vez, fez um trocadilho e disse que o ex-juiz “desmoronou”. “Urgente! Justiça Eleitoral cumpriu mandado de busca e apreensão na casa de Sergio Moro”, informou no Twitter. https://twitter.com/senadorhumberto/status/1566123600284979200?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1566123600284979200%7Ctwgr%5E068628f572b57a38b51405326c32210c424e48de%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fd-2883848122967123642.ampproject.net%2F2208172101000%2Fframe.html
CNBB defende pacto pela democracia e fim da “manipulação religiosa”

Sem fazer menções, documento também critica armas e suposta manipulação religiosa. Assembleia da direção da Igreja Católica condenou ainda a “flexibilização da posse e porte de armas que ameaçam o convívio humano harmonioso e pacífico na sociedade” Os bispos reunidos na 59ª Assembleia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgaram nesta sexta-feira mensagem dirigida ao povo brasileiro sobre o atual momento porque passa o país. No texto, os bispos citam a desigualdade, a fome, “os alarmantes descuidos com a terra”, a violência potencializada pelo uso de armas”. Também fazem referência ao período eleitoral e a defesa da “nossa jovem democracia”. “Nosso país está envolto numa complexa e sistêmica crise, que escancara a desigualdade estrutural, historicamente enraizada na sociedade brasileira. Constatamos os alarmantes descuidos com a Terra, a violência latente, explícita e crescente”, que é “potencializada pela flexibilização da posse e porte de armas que ameaçam o convívio humano harmonioso e pacífico na sociedade”. “Entre outros aspectos destes tempos estão o desemprego e a falta de acesso à educação de qualidade para todos”, prosseguem os bispos, reunidos em Aparecida (SP) desde o dia 28 de agosto e que encerraram os trabalhos nessa sexta-feira. Entre outros aspectos destes tempos estão o desemprego e a falta de acesso à educação de qualidade para todos. A fome é certamente o mais cruel e criminoso deles, pois a alimentação é um direito inalienável (cf. Papa Francisco, Fratelli Tutti, 189)”, continuam os religiosos. Segundo relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, 2022), a quantidade de brasileiras e brasileiros que enfrentam algum tipo de insegurança alimentar ultrapassou a marca de 60 milhões”, cita o documento. “Como pastores, temos presente a vida e a história de nossas comunidades, o rosto de nossa gente, marcado pela fé, esperança e capacidade de resiliência. Nossas alegrias e esperanças, tristezas e angústias são as mesmas de cada brasileira e brasileiro. Com esta mensagem, queremos falar ao coração de todos”, segue a nota. De acordo com o texto, além dos desafios “estruturais e conjunturais”, ainda temos que “defender o óbvio”. “Como se não bastassem todos os desafios estruturais e conjunturais a serem enfrentados, urge reafirmar o óbvio: nossa jovem democracia precisa ser protegida, por meio de amplo pacto nacional”. Isso não significa somente “um respeito formal de regras, mas é o fruto da convicta aceitação dos valores que inspiram os procedimentos democráticos […] se não há um consenso sobre tais valores, se perde o significado da democracia e se compromete a sua estabilidade” (Compêndio da Doutrina Social da Igreja, 40.7).. “Ao comemorarmos o bicentenário da Independência do Brasil, é fundamental ter presente que somos uma nação marcada por riquezas e potencialidades, contudo, carente de um projeto de desenvolvimento humano, integral e sustentável”, defende a CNBB. O texto aponta que somos vítimas de uma “economia que mata”. “Vítimas de uma economia que mata, celebramos as conquistas desses 200 anos de independência conscientes de que condições de vida digna para todos ainda constituem um grande desafio”. “É necessário o compromisso autêntico com a verdade, com a promoção de políticas de Estado capazes de contribuir de forma efetiva para a diminuição das desigualdades, a superação da violência e a ampliação do acesso a teto, trabalho e terra”, pontuam os pontífices. Comprometidos com essas conquistas e inspirados pela cultura do diálogo e do encontro, podemos ser uma nação realmente independente e soberana”, continuam. MANIPULAÇÃO E FAKENEWS Os bispos citam também a “manipulação religiosa” e a difusão de fake news que têm o “poder de desestruturar a harmonia”. É motivo de preocupação a manipulação religiosa e a disseminação de fake News que têm o poder de desestruturar a harmonia entre pessoas, povos e culturas, colocando em risco a democracia”. “A manipulação religiosa, protagonizada por políticos e religiosos, desvirtua os valores do Evangelho e tira o foco dos reais problemas que necessitam ser debatidos e enfrentados em nosso Brasil. É fundamental um compromisso autêntico com o Evangelho e com a verdade”. A CNBB destaca que “a corrupção, histórica, contínua e persistente, subtrai o que pertence aos mais pobres”. E a Lei da Ficha Limpa, “que proíbe que condenados por órgãos colegiados possam se candidatar a cargos políticos é uma conquista popular e democrática, que deve ser promovida, juntamente com outros mecanismos de controle que garantam a ética na política”. O texto menciona que iniciativas de “ruptura” da ordem institucional objetivam “colocar em xeque” a lisura do processo eleitoral. “Mesmo com todos esses desafios, a dinâmica da democracia nos coloca, mais uma vez, num processo eleitoral. Tentativas de ruptura da ordem institucional, veladas ou explícitas, buscam colocar em xeque a lisura desse processo, bem como, a conquista irrevogável do voto”. Mas, “pelo seu exercício responsável e consciente, a população tem a capacidade de refazer caminhos, corrigir equívocos e reafirmar valores”, acreditam. “Reiteramos nosso apoio incondicional às instituições da República, responsáveis pela legitimação do processo e dos resultados das eleições”, afirmam. Finalizam conclamando toda a sociedade brasileira a “participar ativa e pacificamente das eleições” elegendo candidatos “comprometidos com o bem comum”. “[…] Conclamamos, mais uma vez, toda a sociedade brasileira a participar ativa e pacificamente das eleições, escolhendo candidatos e candidatas, para o executivo (presidente e governadores) e o legislativo (senadores e deputados federais, estaduais e distritais), que representem projetos comprometidos com o bem comum, a justiça social, a defesa integral da vida, da família e da Casa Comum”.
Depois de passar a boiada, Ricardo Sales passa o carro em cima da população

Ex-ministro de Bolsonaro atropela motociclista e não presta atendimento Ricardo Sales candidato a deputado federal Ricardo Salles (PL) atropelou um motociclista de aplicativo em São Paulo Um grupo protestava em frente a um local onde o político estava, e, ao acelerar o carro, Salles bateu em uma moto. O entregador conseguiu escapar ileso do acidente. Salles não parou para prestar atendimento ao trabalhador. ricardo salles atropleando trabalhador e não prestando socorro, suco de brasil pic.twitter.com/nEGjmVSpJ6 — bruna (@brnacnha) September 2, 2022 Esta é a segunda confusão que o ex-ministro se envolve em menos de uma semana. Durante o debate com os candidatos à presidência, realizado na Band, no último domingo (28/8), o bolsonarista teve uma discussão com o deputado federal André Janones (Avante), após chamar Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “mentiroso”. Passando a boiada Salles sugeriu “ir passando a boiada’ para mudar regras durante pandemia, enquanto a imprensa estava voltada para a covid-19
Pesquisa Quaest – Lula tem 44% contra 32% de Bolsonaro no 1º turno

Na simulação de segundo turno, o ex-presidente tem 51%, contra 37% do atual ocupante do Palácio do Planalto Pesquisa Genial/Quaest publicada nesta quarta-feira (31), aponta a consolidação da liderança de Lula na corrida presidencial.e O levantamento mostra que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém 12 pontos percentuais à frente de Jair Bolsonaro (PL). Foram ouvidas 2.000 pessoas com mais de 16 anos entre os dias 25 (quinta) e 28 (domingo). Os dois líderes oscilaram um ponto para baixo em relação à rodada anterior: agora Lula tem 44% das intenções de voto, contra 32% de Jair Bolsonaro. Ciro Gomes, do PDT, oscilou positivamente e tem 8% dos votos no primeiro turno (antes tinha 6%). Simone Tebet, do MDB, manteve-se estável, com 3%. Vera Lúcia (PSTU) e Pablo Marçal (Pros) tiveram 1%. Os demais candidatos não pontuaram. Indecisos somam 6%, e os eleitores que pretendem votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas são 5%.
Clã Bolsonaro comprou metade do seu patrimônio com dinheiro vivo

Desde os anos 90, quando ingressou na política, até os dias de hoje, o presidente Jair Bolsonaro (PL), além de seus irmãos e filhos, negociaram 107 imóveis, dos quais pelo menos 51 foram comprados total ou parcialmente com uso de dinheiro vivo, segundo declarações dos próprios familiares. Foram registrados em cartórios com o modo de pagamento “em moeda corrente nacional”, expressão padronizada para repasses em espécie, R$ 13,5 milhões. Em valores corrigidos pelo IPCA, o valor equivale hoje a R$ 25,6 milhões. Com informações do UOL. Não consta nos documentos de compra e venda a forma de pagamento de 26 imóveis, que somaram valores de R$ 986 mil (ou R$ 1,99 milhão em valores corrigidos). Transações por meio de cheque ou transferência bancária envolveram 30 imóveis, totalizando R$ 13,4 milhões (ou R$ 17,9 milhões corrigidos pelo IPCA). Pelo menos 25 dos imóveis foram comprados em situações que suscitaram investigações do Ministério Público do Rio e do Distrito Federal. Entre os imóveis comprados com dinheiro vivo pela família, estão lojas, terrenos e casas diversas. Os filhos Flávio e Carlos Bolsonaro, além de Ana Cristina Siqueira Valle, segunda mulher de Jair Bolsonaro, são investigados desde 2018, por suspeita de envolvimento com o repasse ilegal de salários dos funcionários de gabinetes, o esquema conhecido como “rachadinha”. Os assessores, quase todos funcionários fantasmas, sacavam em espécie os salários e entregavam a operadores cerca de 90% do total recebido. As investigações do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) sobre o senador Flávio Bolsonaro descobriram que esses valores eram “lavados” posteriormente com compras de imóveis. Parte de provas produzidas durante a apuração foram anuladas recentemente, mas as investigações continuam em curso. No caso de Carlos, o sigilo bancário foi quebrado por indícios semelhantes.
TSE derruba fake news bolsonarista que relaciona Lula a irmão de Adélio

A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Maria Claudia Bucchianeri, determinou a remoção imediata de publicações que relacionam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a um falso irmão de Adélio Bispo, autor da facada contra o presidente Jair Bolsonaro (PL). As fake news, publicadas no Facebook, Kwai, Twitter e Gettr, mostram a foto de um homem ao lado de Lula, afirmando ser o irmão do agressor de Bolsonaro. No entanto, o homem em questão não é nenhum familiar de Adélio, trata-se do médico Marcos Heridijanio, candidato ao cargo de deputado federal pelo PT em 2018. A liminar foi concedida no ultimo domingo (28) em representação apresentada pela campanha petista. “A disseminação de tal desinformação faz parte de um braço de uma campanha de propagação de fake news que visa violar o processo eleitoral e distorcer a percepção e a opinião do eleitor quanto ao candidato Lula”, afirmam os advogados Marcelo Winch Schmidt e Cristiano Zanin, na representação. As plataformas têm o prazo de 24 horas para remover as publicações. Também foi determinado pela ministra que as redes forneçam os dados de acesso e registro, além do endereço de IP para identificar os responsáveis pelas páginas em que foram publicadas as postagens.
Sem aumento na aprovação do governo, chance de reeleição de Bolsonaro cai a 23%,

Estudo do economista Maurício Moura, presidente empresa de pesquisas Ideia, aponta que as chances de reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL) estão diretamente vinculadas a duas variáveis fora do tradicional índice de intenção de votos: a aprovação e reprovação do governo. De acordo com o estudo a partir do histórico de reeleição e aprovação de governos estaduais e federais, um índice de apoio acima de 50% daria ao presidente ou governador uma probabilidade de reeleição de 86%. Mas a média atual de eleitores que consideram o governo Bolsonaro ótimo ou bom de 34% na pesquisa Exame/Ideia divulgada nesta quinta-feira limita suas chances 23%. A boa notícia para Bolsonaro na curvas das últimas pesquisas é que a aprovação ao governo tende a subir, mais pela redução no preço dos combustíveis do que pelo reajuste no Auxílio Brasil. A má notícia é que a desaprovação ao governo segue alta demais, 46% — compara Moura. Entre os mais pobres, 54% consideram o governo Bolsonaro ruim ou péssimo. Histórico de pesquisas levantadas por Moura mostra que hoje o governo Bolsonaro tem uma avaliação positiva levemente maior que o de Dilma Rousseff em agosto de 2014, mas a desaprovação é muito maior. — O saldo do governo é deficitário. O obstáculo de Bolsonaro será transformar a desaprovação em avaliação regular, depois para positiva e, finalmente, convencer este eleitor a votar pela reeleição. Tudo isso em pouco mais de um mês de campanha — analisa Moura Correlação entre rejeição a Bolsonaro e voto em Lula no segundo turno Na pesquisa Exame/Ideia, o ex-presidente Lula (PT) lidera com 44% das intenções de voto, mesmo número de julho. Já Bolsonaro saiu de 33% para 36%. O aumento de julho para agosto está na margem de erro da pesquisa e três pontos percentuais para mais ou para menos e é o mesmo que o presidente ostentava em junho. A análise da simulação para o segundo turno aponta outro obstáculo para Bolsonaro, sua rejeição. Metade dos eleitores entrevistados pela Exame/Ideia diz que Bolsonaro não merece ser reeleito, índice similar aos 49% obtidos por Lula contra o presidente na simulação de segundo turno. — Existe uma correlação entre a rejeição ao presidente a votação de Lula no segundo turno. Comparando com eleições anteriores no Brasil e outros países, esse índice coloca o presidente em uma situação delicada — Moura. Fonte: O Globo
Celulares de empresários bolsonaristas mostram troca de mensagens com Aras

O procurador-geral da República, Augusto Aras. também exerce a função de procurador-geral-eleitoral, responsável por fiscalizar a lisura do pleito Os celulares apreendidos pela Polícia Federal na operação desta terça (23) com empresários bolsonaristas mostram que houve troca de mensagens entre eles e o procurador-geral da República, Augusto Aras. A informação foi publicada pelo site Jota. De acordo com a reportagem, a informação foi confirmada por fontes da PF, do Ministério Público Federal (MPF) e do Supremo Tribunal Federal (STF). Além de PGR, Aras é procurador-geral-eleitoral. O Ministério Público Eleitoral é o órgão que atua na fiscalização da regularidade e da lisura das eleições, sendo responsável pela aplicação das leis eleitorais. Nessas mensagens, ainda segundo a reportagem, haveria críticas à atuação do ministro Alexandre de Moraes – que ordenou a operção da PF – e também comentários sobre a candidatura de Jair Bolsonaro. As mensagens estão sob sigilo. Assessores informaram à reportagem que Aras tem conhecidos e amigos no mundo empresarial e, portanto, há conversas entre eles. Eles reiteram que Aras soube somente nesta terça-feira (23/8) da operação e, portanto, não trocou informações sobre as diligências policiais. Além disso, afirmaram que as mensagens enviadas por Aras a um dos empresários, agora alvo da investigação, são comentários apenas “superficiais”. Empresários defenderam golpe de Estado A Polícia Federal cumpriu nesta terça-feira (23) oito mandados de busca e apreensão em endereços ligados a empresários bolsonaristas que defenderam, em conversas em um grupo de WhatsApp, um golpe de Estado caso Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja eleito presidente neste ano. As buscas foram determinadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Elas foram realizadas nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará. Os alvos da PF são Luciano Hang, dono da rede de lojas de departamentos Havan; Afrânio Barreira, da rede de restaurantes Coco Bambu; José Isaac Peres, dono da gigante de shoppings Multiplan; José Koury, dono do Barra World Shopping, no Rio de Janeiro; André Tissot, do Grupo Serra; Meyer Nigri, da Tecnisa; Ivan Wrobel, da construtora W3 Engenharia; Marco Aurélio Raymundo, o Morongo, dono da marca de surfwear Mormaii. Eles fazem parte de um grupo de Whatsapp onde circulam as mensagens golpistas. Nele, José Koury disse preferir uma ruptura institucional à volta do PT ao governo. Disse também que, se o Brasil voltasse a viver sob ditadura, isso não o impediria de receber investimentos estrangeiros. Ele também sugeriu o pagamento de bônus a empregados durante o período eleitoral, o que poderia configurar compra de votos. Morongo apoiou em mensagens o ato militar convocado pelo presidente Bolsonaro para o feriado do dia 7 de setembro, em Copacabana, no Rio; disse que foi um golpe terem soltado “o presidiário” e que o “supremo” age contra a Constituição. Já Ivan Wrobel falou sobre uma suposta fraude na eleição deste ano. “Quero ver se o STF tem coragem de fraudar as eleições após um desfile militar na Av. Atlântica com as tropas aplaudidas pelo público”, citando o ato programado para o dia 7.
Xandão determina buscas em endereços do Véio da Hang e outros golpistas

O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Federal cumpra mandados de busca e apreensão em endereços de oito empresários que compartilharam mensagens golpistas em um grupo de WhatsApp. Os mandados estão sendo cumpridos na manhã desta terça-feira (23/08) em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Ceará. Eles aparecem defendendo um golpe de Estado caso Lula vença as eleições de outubro. O furo foi de Guilherme Amado no Metrópoles. São todos, evidentemente, bolsonaristas. Os nomes: Afrânio Barreira Filho, Ivan Wrobel, José Isaac Peres, José Koury, Luciano Hang, Luiz André Tissot, Marco Aurélio Raymundo, Meyer Joseph Nigri. Moraes decretou bloqueio das contas bancárias dos empresários, bloqueio das contas dos empresários nas redes sociais, tomada de depoimentos e quebra de sigilo bancário. Na última quinta-feira (18), advogados e entidades jurídicas entraram com uma notícia-crime no TSE contra eles. Colegas de Moraes na corte acreditavam que ele seria “implacável” com os golpistas a fim de impedir que cometessem algum crime durante as eleições. Ele não prendeu empresários que financiaram manifestações antidemocráticas em 2019. Agora, dificilmente deixaria que ações golpistas passassem impunemente. A suspeita é de que eles estejam financiando grupos radicais como o do bolsonarista que ameaçou pendurar os ministros do Supremo “de cabeça para baixo”. Os empresários que estavam no grupo afirmam que é tudo em âmbito privado, mas Alexandre de Moraes tem provas de que as ações têm como objetivo a sustentação política de Bolsonaro.
Bolsonaro mente durante 40 minutos no Jornal Nacional; veja como foi

Mesmo com promessas de moderação ao longo do dia, presidente repetiu narrativas, mentiras e teorias conspiratórias em entrevista que explorou todos os temas que lhe tiram o sono O presidente Jair Bolsonaro (PL) esteve na noite desta segunda-feira (22) no Jornal Nacional, da TV Globo, onde foi entrevistado pelos apresentadores William Bonner e Renata Vasconcelos por 40 minutos. O JN receberá ao longo dessa semana os quatro melhores colocados nas pesquisas divulgadas em 28 de julho. Nesta terça-feira o jornal recebe Ciro Gomes (PDT). O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), líder das pesquisas, falará na próxima na quinta e Simone Tebet (MDB) na sexta. O presidente levou uma cola na mão para a entrevista que, em paralelo à transmissão, registrou centenas de panelaços nas principais cidades do país. Ao longo da entrevista, Bolsonaro foi colocado contra a parede por diversas vezes, desde as críticas que recebe por se apoiar no Centrão no Congresso, até pelo uso eleitoral do Auxílio Emergencial de R$600 aprovado às pressas antes da campanha, passando pelas teorias conspiratórias sobre o sistema eleitoral e as declarações golpistas enterradas pelo ministro Alexandre de Moraes na última semana. O ponto alto foi quando William Bonner cobrou de Bolsonaro uma declaração afirmando que aceitaria qualquer resultado nas eleições. A contragosto, o presidente disse que respeitará o resultado, “caso as eleições sejam limpas”. Entre muitas mentiras e tergiversações ao longo dos quarenta minutos de conversa, Bolsonaro viralizou nas redes sociais e ganhou manchetes na imprensa quando negou ter imitado vítimas da Covid-19 com falta de ar e, sobre elas ter dito: “e dai, eu não sou coveiro”. Veja a seguir como foi a entrevista Bonner abriu a entrevista citando que Bolsonaro faz “ataques sem provas ao sistema eleitoral” e xinga ministros de cortes superiores. O âncora, então, perguntou: “Com franqueza, o que o senhor pretende com isso? Criar um ambiente que permita um golpe?” Em sua resposta, Bolsonaro afirmou que Bonner pratica fake news ao falar que ele xinga ministros. O presidente disse, ainda, que quer transparência nas eleições, citando inquérito da Polícia Federal que faria menção a hackers que teriam invadido o sistema do TSE. “Quero evitar que pairem dúvidas com relação às eleições deste ano”, declarou. Bonner, por sua vez, se defendeu da acusação de ter incorrido em fake news e desmascarou o presidente. “É curioso que o senhor cite esse episódio até porque o senhor se tornou alvo de investigação por divulgar informações sigilosas. Inúmeras entidades já atestaram a segurança das urnas. E vou além. A transparência e segurança das urnas têm sido motivo de orgulho da maioria da população”, afirmou. “Em nome da verdade, o senhor xingou o presidente do TSE de canalha”, prosseguiu Bonner, em referência um discurso de Bolsonaro, feito durante ato político no dia 7 de setembro de 2021, quando Bolsonaro xingou o ministro Alexandre de Moraes e disse que não respeitaria nenhuma decisão do STF. Bonner obriga Bolsonaro a dizer que respeitará resultados das eleições Na segunda pergunta, Bonner “enquadrou” o postulante à reeleição e o questionou sobre acatar o resultado das eleições, lembrando que faz reiteradas ameaças de golpe e desacredita o sistema eleitoral brasileiro. O presidente não respondeu se respeitaria o resultado. Bonner insistiu que o sistema é auditável, confiável e seguro, desmentiu ter “feito fake news”, mostrando que o entrevistado chamou o ministro Alexandre de Moraes de “canalha”, e novamente repetiu na cara do presidente: “O senhor respeitará o resultado das eleições?”. Contrariado e tentando colocar novamente a suposta fragilidade do sistema de votação, ainda assim Bolsonaro admitiu que aceitará a vontade popular, mas sempre colocando cacos e ressalvas. “Vou aceitar o resultado das eleições, se elas forem limpas”, falou o candidato à reeleição. William Bonner e Renata Vasconcelos ainda questionaram suas participações em atos claramente antidemocráticos, com seguidores pedindo AI-5 e fechamento do Congresso, ao que o presidente fez mais rodeios e respondeu minimizando: “Se tem um outro que pede artigo 142, que eu discordo, se tem faixinha com AI-5, acho que isso é liberdade de expressão, é da democracia”. “Tá me estimulando a ser ditador” Na sequência, o âncora do telejornal relembrou que, em 2018, quando era candidato, Bolsonaro se colocava em uma postura de “antipolítica” e contra o centrão. Bonner citou, ainda, o episódio registrado na última semana em que o presidente chegou a agredir um youtuber após ser xingado de “tchutchuca do centrão”. “Por que eleitores como aquele acreditariam nas suas promessas de agora?”, questionou o jornalista, fazendo referência à mudança de postura de Bolsonaro com relação ao centrão no Congresso. O presidente, então, respondeu contrariado: “Você está me estimulando a ser ditador! Se eu não dialogar… São mais de 500 deputados. 300 são dos partidos de centro, chamados pejorativamente de centrão. Então, os partidos de centro fazem parte da base do governo para que possamos avançar em reformas. Através do centrão conseguimos o Auxílio Brasil de 600 reais”. Mais mentiras sobre a pandemia e a imitação de falta de ar Na sequência, Renata Vasconcelos fez o Brasil reviver todo o horror, a tristeza e o desespero dos longos meses do auge da pandemia, relembrando aos milhões de telespectadores de todo o país o sadismo desumano do presidente que fez de tudo para aumentar o número de mortos pela doença. “O assunto é pandemia, candidato. Nos momentos mais dramáticos, o senhor imitou pacientes de Covid com falta de ar… Sobre as mortes, o senhor disse: “e daí, eu não sou coveiro”… O senhor estimulou, e usou dinheiro público, pra comprar medicamento comprovadamente ineficaz contra a Covid… O senhor desestimulou a vacinação, o senhor não teme ser responsabilizado, se não pelos eleitores, mas pela história?”, perguntou Renata, emocionada e indignada. A pergunta foi, para muitos espectadores, o ponto mais dramático e sufocante dos 40 minutos de entrevistas. Nas redes, as pessoas dizem que foi como se passasse um filme de novo pela mente, retomando todo o desespero do isolamento, das mortes, do medo e, sobretudo, do desprezo ultrajante e obsceno com que o presidente