Lula herda maioria dos votos de Tebet e Ciro Gomes, diz Ipespe

Segundo o levantamento, Lula herda 55% dos eleitores de Simone Tebet, 44% dos votos de Ciro Gomes e 40% dos que votaram nos demais candidatos Pesquisa telefônica Ipespe divulgada nesta terça-feira (11) aponta que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o maior herdeiro dos votos depositados na senadora Simone Tebet (MDB) e em Ciro Gomes (PDT) no primeiro turno das eleições. De acordo com o levantamento, Lula tem 55% dos eleitores que votaram em Simone Tebet, 44% dos votos do eleitorado do pedetista e 40% dos que votaram nos demais candidatos no primeiro turno do pleito eleitoral. A pesquisa registra, ainda, que 51% dos que não puderam comparecer no primeiro turno, agora, pretendem votar em Lula. Os dados da pesquisa Ipespe revelam que Jair Bolsonaro (PL) recebe 36% dos eleitores de Ciro Gomes e 16% dos que votaram em Tebet, além de 33% dos apoiadores dos demais candidatos. Outros 40% que não votaram no primeiro turno dizem que irão votar no atual ocupante do Palácio do Planalto no dia 30 de outubro. Bolsonaro herda, ainda, a maioria dos votos brancos/nulos (23% – ante 20% de Lula) e de indecisos (48% – ante 28% de Lula). De acordo com a pesquisa, Lula registra 54% dos votos válidos, contra 46% de Jair Bolsonaro, uma distância de oito pontos percentuais. Considerando os votos totais, o petista tem 50% da preferência do eleitorado, ante 43% de Bolsonaro. Os votos branco e nulos somam 4% e os eleitores indecisos 2%. A pesquisa ouviu 1.100 eleitores por telefone entre 8 e 10 de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais e o intervalo de confiança de 95,45%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01120/2022.

Lula tem 51% dos votos totais e Bolsonaro, 42%, mostra pesquisa Ipec

Vantagem é de nove pontos percentuais do candidato do PT O novo levantamento divulgado pelo Ipec (antigo Ibope) mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com vantagem na corrida presidencial. Ele tem 51% das intenções de voto, contra 42% de Jair Bolsonaro (PL), que oscilou um ponto para baixo. Brancos e nulos são 5% e não sabem, 2%. A pesquisa mostra as intenções de votos totais. Esta é a segunda sondagem feita pelo Ipec após a votação do primeiro turno. No primeiro levantamento, publicado na última quarta-feira (5), Lula somou 51%, contra 43% do atual presidente. Ou seja: os resultados desta segunda indicam estabilidade no cenário da disputa presidencial. Nos votos válidos, o levantamento apontou que Lula tem 55%, e Bolsonaro, 45%. Para calcular os votos válidos, são excluídos os brancos, os nulos e os de eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição. No primeiro turno das eleições, Lula terminou na frente, com 48,4% do total de votos válidos. Bolsonaro veio a seguir, com 43,2%. Leia também: Decreto libera militante de esquerda nas eleições A pesquisa publicada nesta segunda-feira contou com 2.000 entrevistas presenciais em todo o país, e tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento, contratado pela Globo, foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-02736/2022.

Bolsonaro intensifica uso da máquina pública e viola lei eleitoral

Condutas podem motivar representações junto ao TSE e resultar em sanções que vão de multa à cassação do mandato Jair Bolsonaro (PL) intensificou o uso da máquina pública a seu favor na tentativa de diminuir a diferença que o separa de Lula. Nos últimos dias, registra a Folha, o chefe do Executivo usou as dependências do Palácio da Alvorada, para anunciar apoios de aliados em mais de uma ocasião —em uma clara violação à legislação eleitoral, segundo especialistas consultados. O governo também disparou uma série de medidas buscando efeitos positivos na campanha, como antecipação do pagamento de benefícios sociais pela Caixa, inclusão de novas famílias no programa Auxílio Brasil, perdão de débitos de famílias endividadas e nomeação de concursados da PF (Polícia Federal) e da PRF (Polícia Rodoviária Federa). Algumas dessas iniciativas foram anunciadas publicamente, em entrevistas coletivas com presença de autoridades do governo, em pleno período de defeso eleitoral, quando normas para gastos públicos e comunicação institucional são mais restritas. As condutas podem motivar representações junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), de iniciativa de partidos políticos, coligações, candidatos ou do Ministério Público Eleitoral, e resultar em sanções que vão de multa à cassação do mandato —ou inelegibilidade, caso Bolsonaro seja derrotado nas urnas. A corte já avalia se Bolsonaro incorreu em crime eleitoral em razão dos atos do 7 de Setembro, em que foi acusado por adversários de transformar um evento público na Esplanada dos Ministérios em comício. Na visão de especialistas em direito e integrantes da Justiça Eleitoral, eventuais decisões para torná-lo inelegível, neste caso, são improváveis. Em julho, os parlamentares autorizaram Bolsonaro a injetar R$ 41,25 bilhões em benefícios sociais, apesar de a legislação eleitoral proibir esse tipo de medida no ano de eleição —justamente para evitar o uso da máquina em favor de um dos candidatos. Uma PEC tem maior força legal do que uma lei ordinária. A estratégia era turbinar as ações voltadas à baixa renda, público que dá mais votos a seu principal adversário, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apesar de todos os esforços, o presidente terminou o primeiro turno atrás do petista. Por isso, o governo decidiu intensificar a divulgação das ações e lançar novas promessas

Resultados do 1º turno das eleições presidenciais e votos em disputa para o 2º turno

• Por Gilmar Ribeiro Análises de pesquisas entre o primeiro e segundo turno precisam levar em consideração os resultados eleitorais do primeiro. Nesse patamar o resultado é soberano. Ademais, devemos trabalhar, em eleições com disputa muito acirrada, com números absolutos. Os percentis oriundos das pesquisas eleitorais são ferramentas insubstituíveis, mas quando temos em mãos dados advindos das urnas convém priorizá-los. Sendo assim optamos por elaborar uma análise simples da disputa eleitoral para a presidência da República com maior ênfase nos resultados eleitorais do último dia dois de outubro. Foram 118.229.719 votos válidos. Destes, Lula obteve 57.259.504 e Bolsonaro 51.072.345. Uma diferença, portanto, de exatos 6.187.159. Lula esteve, no primeiro turno, a 1.855.357 votos da vitória, ou seja, 50% mais um voto dos votos válidos. Muito se tem especulado sobre o patamar de votos em disputa para o segundo turno. Os outros nove candidatos somaram 9.897.870 votos. São os eleitores de fato em disputa no segundo turno. Existem ainda 1.964.779 votos em branco, e 3.487.874 votos nulos para presidente. Eles somam exatamente 5.452.653 votos. Alguns analistas estão somando os votos em outros candidatos aos brancos e nulos e informando o montante de 15.000.000 de votos em disputa no segundo turno. Outros somam a estes as abstenções, chegando a números absurdos, mais de trinta milhões de votos em disputa. A experiência demonstra a ocorrência de alguns raros casos, onde quem votou no candidato A no primeiro turno votará no candidato B no segundo e vice versa. Mas isto não tem importância em um universo de mais de cem milhões de votos válidos. Reduzir a abstenção em locais onde o candidato foi bem votado é uma obrigação do mesmo. No caso do Lula, no Nordeste, onde ele obteve dois terços dos votos válidos, é muito pertinente a luta para reduzir a abstenção, mesmo o retrospecto não sendo muito animador em relação a tais tentativas. Existe um padrão histórico de menor comparecimento dos eleitores no segundo turno, variando entre um milhão e meio e quatro milhões e meio nas eleições presidenciais no Brasil, desde as eleições de 2006. A abstenção tende a ser maior no segundo turno em relação ao primeiro. No entanto, por incrível que pareça, o não comparecimento não significa necessariamente menor quantitativo de votos válidos no segundo turno. A tabela apresentada ao final do texto demonstra a tese da dificuldade de se reduzir a abstenção, até mesmo porque ela é decorrente de inúmeros e na maioria das vezes incontroláveis fatores. Ao contrário, é possível reduzir significativamente os votos brancos e nulos, pois parte deles decorre do voto de protesto, mas outra parte do simples erro ou falta de paciência do eleitor para votar sete vezes no primeiro turno, com o agravante do voto para presidente ser o último. No segundo turno são apenas dois votos, no máximo. Quanto mais acirrada a disputa eleitoral, como no caso das eleições de 2014, maior a chance de se reduzir os votos brancos e nulos e consequentemente aumentar os votos válidos. Nas eleições de 2014 um total de 2.439.004 eleitores votaram no primeiro turno e não compareceram para votar no segundo. Mas os votos validos somaram 1.518.471 a mais no segundo turno em relação ao primeiro. Isto se explica pela grande redução dos votos nulos e brancos no segundo turno em relação ao primeiro. Naquele pleito 3.957.475 eleitores que votaram branco ou nulo no primeiro turno, no segundo votaram em Dilma ou em Aécio. Tal fato ocorreu nessa dimensão apenas em 2014, quando a disputa entre os dois turnos foi muito acirrada. As eleições de 2022 tendem a repetir alguns padrões de 2014, apontam os resultados eleitorais do primeiro turno. A diferença de menos de sete milhões de votos entre os dois candidatos, a grande abstenção e a elevada temperatura da disputa tendem a mobilizar os dois lados na tentativa de aumentarem seus votos. É fato, os candidatos possuem um quantitativo de 9.897.870 de votos depositados na urna para os nove candidatos derrotados no primeiro turno. Podem ser somados aí pelo menos parte dos cerca de cinco milhões de votos nulos e brancos do primeiro turno. Calculamos, a partir da análise de cinco eleições anteriores, estarem realmente uma parte dos brancos e nulos, podem ser de dois a três milhões de votos, também na disputa. Mas eles estão fora dos votos válidos. Esses votos, ao passarem para um dos candidatos aumentam os votos válidos, exigindo um acréscimo no quantitativo de votos necessários para se vencer a eleição no segundo turno. Em síntese, enquanto a disputa ocorre entre os votos dos eleitores derrotados os votos necessários para a vitória são, 1.855.357 para a vitória do Lula e 8.042.516 votos para Bolsonaro chegar à vitória. Ao se reduzir a abstenção, quadro muito difícil, ou reduzir o quantitativo de brancos e nulos, o número de votos necessários para a vitória seria majorado proporcionalmente ao aumento dos votos válidos. A disponibilidade dos votos desagregados por região ilustra melhor o quadro da disputa. Dos cerca de 10.000.000 de votos dos candidatos agora fora do segundo turno, cerca de 5.000.000 estão no Sudeste, 2.000.000 no Nordeste e 1.500.000, aproximadamente, no Sul. O Centro-Oeste e o Norte possuem apenas pouco mais de meio milhão de votos desses ex-candidatos. Os brancos e nulos se distribuem em proporção semelhante, 2.7000.000 aproximadamente, no Sudeste, 1.500.000 no Nordeste, pouco mais de 600.000 no Sul e pouco mais de 200.000 votos tanto no Centro-Oeste quanto no Norte. Está claro, a batalha será decidida no Sudeste e no Nordeste, pois juntos possuem quase dois terços dos últimos votos em disputa, próximo do peso das duas regiões no conjunto do eleitorado brasileiro. Assim como o triângulo São Paulo, Minas e Rio de Janeiro no Sudeste, no Nordeste temos Bahia, Pernambuco, Ceará e Maranhão, os quatro somam quase trinta milhões eleitores, portanto, concentram a maior quantidade de votos restantes a serem disputados no Nordeste. Serão concentradas nesses sete estados as batalhas finais pelo voto, pois as possibilidades de vitória e derrota ocorrerão a partir dos mesmos, não desmerecendo os

Lula arranca no 2° turno com 10 pontos percentuais a mais que Jair Bolsonaro

A pesquisa Ipec, divulgada nesta quarta-feira (5) e encomendada pela Globo, mostrou o candidato a presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva com 55% dos votos válidos, contra 45% de Jair Bolsonaro. Nos votos totais, Lula teve 51% e Jair Bolsonaro, 43%. Brancos e nulos somaram 4% e não souberam responder, 2%. Foram entrevistados 2.000 eleitores, entre 3 e 5 de outubro. A margem de erro foi de de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-02736/2022.

Lula recebe o apoio de dezenas de governadores e senadores de todo o país

Lideranças de 18 estados brasileiros se engajam na campanha de Lula e Alckmin. “Com força de vontade e a ajuda de vocês, vamos ganhar as eleições e recuperar este país”, disse o ex-presidente “Com força de vontade e a ajuda de vocês, vamos ganhar as eleições e recuperar este país”, afirmou Lula. Foto: Ricardo Stuckert “Feliz o candidato que tem a quantidade de companheiros que eu tenho nesta reunião aqui”, disse Lula, nesta quarta-feira (5), após ele e Geraldo Alckmin receberem o apoio para o segundo turno das eleições de dezenas de governadores e senadores, de 18 estados do país. Segundo o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que coordenou o encontro, o objetivo era agradecer ao que já trabalharam ao lado de Lula e Alckmin no primeiro turno e dar as boas vindas aos que se juntaram agora à Frente Brasil da Esperança. “E vamos engajar o time para essa mobilização final e definitiva”, acrescentou. “Com força de vontade e a ajuda de vocês, vamos ganhar as eleições e recuperar este país”, afirmou Lula, após ressaltar a importância histórica do encontro, que reuniu lideranças de diferentes campos políticos, mas todos comprometidos com a democracia e a reunificação do país (leia abaixo o que disseram os líderes que fizeram uso da palavra). Lula lembrou que o país está desgovernado porque o atual ocupante do Planalto se recusa a conversar com governadores e prefeitos. E se comprometeu a fazer, caso seja eleito, uma reunião com todos os governadores, independentemente do partido a que pertençam, para juntos pensarem um programa de retomada do crescimento econômico. “Quando você se torna presidente, você não ganha um mandato de dono do Brasil. Você ganha, na verdade, quase que o papel de síndico. Tem que administrar não os seus interesses, mas os interesses da sociedade”, ressaltou Lula. O ex-presidente, agradeceu o apoio e pediu o empenho de todos para que busquem mais votos em seus estados. “Todo mundo já fez suco de laranja aqui. Espremendo, sempre sai um pouco mais”, brincou. E mostrou disposição de voltar aos atos de campanha: “Eu gosto de comício, gosto de passeata, gosto de carreata. Sinceramente, acho que campanha a gente ganha olhando no olho das pessoas. A gente tem que sentir o bater do coração das pessoas”. Ao lado de Lula, Alckmin também se mostrou agradecido e entusiasmado: “Tivemos uma grande vitória no primeiro turno, expressiva vitória. E vamos ter uma vitória ainda maior no segundo turno, pelo interesse da nossa população”. DECLARAÇÕES DE GOVERNADORES Carlos Brandão (PSB), governador reeleito do Maranhão “Sem dúvida nenhuma, mais uma vez, o Nordeste vai lhe dar, lula, a grande maioria dos votos, devido à toda a relação que o Nordeste tem com o senhor. Vamos nos empenhar.” Clécio Luís (SD), governador do Amapá “É importante nossa presença aqui porque tem um consórcio de desenvolvimento interestadual de desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal, e nós queremos ver o Brasil discutir a Amazônia, mas a partir de quem mora na Amazônia. Porque queremos ver a Amazônia preservada, mas também queremos o desenvolvimento da Amazônia, queremos o povo da Amazônia desenvolvido.” Elmano Freitas (PT), governador eleito do Ceará “Nosso povo tem muita consciência porque vivenciou a experiência de ter Lula presidente. Nós tínhamos, no Cerá, três institutos federais, passamos de 30; ganhamos universidade federal no Cariri; ganhamos siderúrgica, no seu governo; tivemos crescimento de carteira assinada para o povo cearense, para o povo poder melhorar de vida; tivemos o Minha Casa Minha Vida, e o povo está com esperança de voltar a ter política habitacional para quem hoje não tem condição de pagar seu aluguel ou sua casa própria. Fátima Bezerra (PT), governadora reeleita do Rio Grande do Norte “Todos nós temos clareza absoluta do que está em debate neste exato momento. É algo muito caro à nossa geração e às gerações anteriores, que lutaram e deram as suas vidas, que é a defesa da democracia.” Helder Barbalho (MDB), governador reeleito do Pará “Estou feliz, presidente Lula, de estar aqui ao seu lado, na certeza de que o que nos une é o Brasil, é este projeto de nação para que possamos assegurar um modelo de desenvolvimento que garanta distribuição de renda e justiça social. E que possamos olhar para a Amazônia em um modelo de desenvolvimento sustentável, respeitando as nossas vocações, como a mineração e o agro, mas de forma compatível à floresta em pé.” João Azevedo (PSB), governador da Paraíba “A Paraíba vai continuar na luta que começou desde o primeiro dia das eleições. Nossa fala durante todo o processo foi sobre a possibilidade de o Brasil trazer de volta a esperança e a política de inclusão e passe a respirar novos ares, numa relação republicana acima de tudo, de respeito entre a Presidência e governadores. Fique certo que vamos aumentar o percentual (de votos), em benefício do povo da Paraíba e do Brasil.” Paulo Câmara (PSB), governador de Pernambuco “A luta continua, e estamos muito empenhados no segundo turno para, mais uma vez, fazer o que precisa ser feito para o Brasil voltar a ser o Brasil que queremos; a reconstrução da Federação, onde tenhamos um presidente que converse com os estados e municípios.” Paulo Dantas (MDB), governador de Alagoas “Tenha certeza de que não vai faltar empenho e dedicação. Nós vamos andar com a mesma alegria com que andamos no primeiro turno, com o mesmo compromisso, apresentando o que nós fizemos anteriormente, que nós estamos fazendo e nosso projeto de desenvolvimento.” Rafael Fonteles (PT), governador eleito do Piauí “Queremos aumentar a votação. É plenamente possível chegarmos aos 80% dos votos no Paiuí. Então, a gente vai continuar perseguindo essa meta para contribuir para sua vitória em 30 de outubro, que é a eleição mais importante do país.” Regina Sousa (PT), governadora do Piauí “O segredo é: onde estão os votos que a gente ainda pode conquistar? Eles estão na abstenção e nos votos que foram para Ciro e Simone. Agora é fazer o mapa e escalar os corredores que vão se responsabilizar de achar

Jair Bolsonaro já defendeu aborto em entrevista: “decisão do casal”

Publicada em 2000 pela “Istoé Gente”, matéria traz ainda presidente sugerindo fuzilamento de Fernando Henrique Cardoso Uma entrevista para a revista “Istoé Gente” publicada em 14 de fevereiro de 2000 com Jair Bolsonaro voltou a circular ao ser repercutida pela jornalista Mônica Bergamo, da “Folha de S. Paulo” nesta quarta (5) por conta de seu conteúdo contraditório, que destoa do discurso religioso que vem realizando em campanha. Então deputado federal, Bolsonaro afirmou que aborto deve ser “uma decisão do casal” e relatou que “passou para a companheira” a decisão de abortar o filho Jair Renan, porém ela optou por não fazê-lo. Na época da publicação da entrevista, o filho tinha um ano e meio. Hoje é conhecido como 04. Sobre seus relacionamentos, Jair Bolsonaro declarou ainda que nunca bateu em suas ex-mulheres, mas já teve “vontade de fuzilá-la várias vezes” e também que perdeu sua virgindade com uma profissional do sexo. “Eu estava na Escola Preparatória de Cadetes do Exército, em Campinas. Ninguém tinha dinheiro. Juntávamos uns 20 alunos, fazíamos um sorteio, íamos para o baixo meretrício e os cinco sorteados faziam fila com a mesma mulher”, ralatou. A palavra fuzilamento apareceu também em outro momento da entrevista, ao sugerir o assassinato do então presidente Fernando Henrique Cardoso. “Acho que o fuzilamento é uma coisa até honrosa para certas pessoas”, completou, compartilhando um plano de como fazê-lo. “Pode-se pegar uma arma com mira e matar o presidente em Brasília. Com uma besta dá para eliminar uma pessoa a 200 metros. Até com um canivete dá para chegar no cangote do presidente”. Sem pudor, também declarou que se divorciou da primeira esposa Rogéria Bolsonaro por ela se recusar a ser laranja quando eleita vereadora em 1992. “Ela era uma dona de casa. Por minha causa, teve 7 mil votos na eleição. Acertamos um compromisso. Nas questões polêmicas, ela deveria ligar para o meu celular para decidir o voto dela. Mas começou a frequentar o plenário e passou a ser influenciada pelos outros vereadores”, afirmou Além de querer abortar Jair Renan, Bolsonaro duvidou ser o pai da criança Além de defender o aborto de Jair Renan, prática condenada pelos católicos e evangélicos, Bolsonaro relutou em assumir a paternidade da criança. Cristina foi amante de Bolsonaro quando ele ainda era casado com a mãe de Eduardo, Flávio e Carlos. Um trecho do livro da repórter Juliana Dal Piva descreve o episódio: “O filho de Cristina nasceu às 10h55 do dia 10 de abril de 1998, na Casa de Saúde São José, em Botafogo. Cristina foi a responsável por registrar o filho no cartório: ‘Renan Valle’. O campo ‘pai’ no documento ficou sem identificação. O bebê era mais um brasileiro de ‘pai desconhecido’ ou ‘não declarado’ na certidão de nascimento. O reconhecimento da paternidade só veio depois de um exame de DNA, que comprovou que Jair era de fato o pai de Renan”. Bolsonaro não apenas sugeriu o aborto de Jair Renan, como também não acreditava que o filho era seu pic.twitter.com/C5Yl3maijj — Pragmatismo Politico (@Pragmatismo_) October 5, 2022

Bolsonaristas entram em parafuso com vídeo do presidente na maçonaria

No Telegram, vídeo gera corrente de decepção e contracorrente de justificativas em defesa de Bolsonaro “Bom dia, amigos, eu vi uma notícia que nosso presidente é maçom, estou muito desapontado.” Esse é um dos comentários que exemplificam parte da decepção de alguns bolsonaristas em grupos de Telegram nesta terça (4), quando um vídeo de Jair Bolsonaro (PL) discursando a maçons voltou a circular. “O Bolsonaro é maçom?”, “A maçonaria criou o comunismo”, “Não acredito que fiz campanha por quatro anos para um maçom”, “Em perfil de maçom, eu passo longe. Lixo satanista!” e “Pessoal, o vídeo é verdadeiro, não adianta negarmos. A pergunta que fica agora é: por que o nosso presidente está participando de cerimônias maçom?” são amostras dos comentários de frustração em grupos pró-governo. Vídeos de um canal do YouTube com títulos “Maçonaria Inimiga da Igreja” também foram disseminados nos grupos, acompanhados de comentários que a associam ao comunismo. Diante da onda de dúvidas e desapontamento, militantes logo começaram a divulgar mensagens tentando conter o dano ao explicar que Bolsonaro estava fazendo campanha. O vídeo é de 2017 e Bolsonaro, em cima de um altar, diz que percorre o Brasil para entender “os grandes problemas que temos que enfrentar”. “Petralhas estão postando vídeos e mensagens mentirosas sobre Bolsonaro: maçonaria e satanismo. Fiquem espertos e não caiam nessa!”; “Ele não é maçom, nunca foi!”; “O cara só foi pedir voto e vocês aí falando isso, Bolsonaro não é maçom. Precisamos de ajuda!”. Um dos eleitores pede que Bolsonaro se pronuncie sobre o vídeo em circulação. Além do vídeo, a ofensiva digital contra Bolsonaro passou a divulgar fake news com montagens do presidente associando-o ao demônio. “O plano oculto de Bolsonaro foi descoberto pela igreja, a mando da maçonaria, o Bolsonaro quer implantar o chip da besta na população crente, em aliança com George Soros, Mark Zuckerberg e iluminatis”, diz uma mensagem. https://twitter.com/PopOnze/status/1577144481857810433?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1577144481857810433%7Ctwgr%5Efb05edf528253095364727d56ee2c20e7369b8c4%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fd-25509386083916010743.ampproject.net%2F2209142312000%2Fframe.html .Segundo o Observador Folha/Quaest, que monitora 465 grupos de Telegram e 1.346 de WhatsApp, as mensagens mais virais sobre o assunto nesta terça foram as que tentaram explicar que a disseminação do vídeo é uma tática da esquerda para Bolsonaro perder voto entre evangélico eleitores.” O parlamentar escolheu como cenário da live o pátio do Templo de Salomão, da Igreja Universal do Reino de Deus, fechada com Bolsonaro. Para defender o presidente, várias pessoas justificaram que o vice Hamilton Mourão (Republicanos), eleito senador pelo Rio Grande do Sul, é maçom e que Bolsonaro precisa dialogar com todos para se eleger. Eles usam uma reportagem da Folha, de 2018, que relata que o vice é maçom há 20 anos e que incluiu em sua campanha visitas a templos dessa fraternidade de homens. No vídeo do templo, Bolsonaro diz que não está como candidato e que saiu “da zona de conforto que é um mandato parlamentar”. Muitos grupos religiosos, como parte dos evangélicos, comparam a maçonaria a uma seita. O Vaticano já afirmou que os princípios maçons são incompatíveis com a doutrina da Igreja Católica. Em 1983, o então cardeal Joseph Ratzinger, futuro papa Bento 16, assinou documento em nome da Santa Sé reforçando “o parecer negativo da igreja a respeito das associações maçônicas. A Folha mostrou que a campanha petista deve usar as imagens caso Bolsonaro suba o tom da campanha. Os termos “maçonaria”, “decepção” e “Bolsonaro satanista” também entraram na lista dos assuntos mais comentados do Twitter. O segundo dia de campanha para o segundo turno da eleição mostra que ataques envolvendo questões religiosas serão explorados na disputa por votos. O PT também voltou a ser alvo de um vídeo manipulado que mostra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dizendo que faria pacto com o demônio. Um outro vídeo, viral nos últimos dias, ainda relaciona Lula ao “satanismo”. A coligação do partido entrou com uma representação nesta terça por propaganda eleitoral negativa no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra apoiadores de Bolsonaro, como Flávio Bolsonaro, os deputados federais Carla Zambelli e Gustavo Gayer e o músico Roger Rocha Moreira pela divulgação do vídeo em que um homem que se apresenta como um suposto “satanista” e demonstra falso apoio a Lula.

FHC declara voto em Lula: “uma história de luta pela democracia e inclusão social

“Voto em Luiz Inácio Lula da Silva”, escreveu Fernando Henrique Cardoso Ex-presidente do Brasil e quadro histórico do PSDB, Fernando Henrique Cardoso declarou nesta quarta-feira (5) apoio ao ex-presidente Lula (PT) no segundo turno da eleição presidencial contra Jair Bolsonaro (PL). O tucano destacou a “história de luta pela democracia e inclusão social” de Lula. Também pelo Twitter, Lula agradeceu: “obrigado pelo apoio, FHC. Vamos juntos pela democracia. Um grande abraço!”. No primeiro turno, FHC fez uma declaração de apoio velado ao petista. Sem citar Lula, pediu votos “em quem tem compromisso com o combate à pobreza e à desigualdade, defende direitos iguais para todos”. Neste segundo turno voto por uma história de luta pela democracia e inclusão social.Voto em Luiz Inácio Lula da Silva. pic.twitter.com/xgs6citdJv — Fernando Henrique Cardoso (@FHC) October 5, 2022  

Bolsonaro, a maçonaria e o próprio veneno – Por Fernando Brito, do Tijolaço*

Nada mais definidor – e assustador – do processo que está usando a fé religiosa como plataforma eleitoral do que a atitude do bispo Samuel Ferreira, da Assembleia de Deus, ontem, ao preparar-se para receber Jair Bolsonaro, de ameaçar a imprensa caso registrasse o encontro: “Receberemos aqui algumas autoridades que foram convidadas por nós. Somente esses e membros da igreja podem permanecer aqui. Se algum órgão de imprensa não autorizado estiver presente saiba que está atrapalhando o bom andamento desta assembleia e saiba que pode ser processado por atrapalhar o culto em local que é guardado pela Constituição. […] Esse é um assunto de família”. Não foi só. Os repórteres Mariana Zylberkan, Carlos Petrocilo e Renan Marra, da Folha, registram que “no momento em que Bolsonaro subiu ao púlpito, seguranças da igreja pediram aos fiéis que desligassem os celulares”. As igrejas evangélicas, assim, viraram palcos de comícios. E o debate sobre o país – em lugar de ser sobre crise, fome, pobreza – vira maçonaria, satanismo, banho de pipoca e congêneres. Segundo escreve o comentarista Otávio Guedes, da Globonews, “o termo “maçonaria” ficou durante oito horas no ranking dos 10 assuntos mais comentados no Twitter mundial. Sim, mundial. “Bolsonaro satanista” também ficou quatro horas como o assunto mais comentado no mundo todo. Segundo levantamento do analista de dados de redes sociais Pedro Barciela, as palavras “maçonaria” e “Bolsonaro” foram as mais buscadas ontem no Google, no Brasil”. Sim, Bolsonaro até provou um pouco do seu próprio veneno, com esta história aloprada da maçonaria. Sentiu o golpe, é verdade, mas não será aí que vai colher a derrota. Por mais que haja quem vote abduzido pelas maluquices que eles espalham – terra plana, vacina-jacaré, kit-gay, fechar igrejas, etc – Lula ficou a meros 1,6% da vitória porque, apesar das mentiras, existe a vida real: a das dificuldades de morar, de comer, de vestir, de ter saúde, de que seus filhos tenham futuro. A mentira, com suas pernas curtas, vai ficar para trás e a realidade vai se impor, se não nos deixarmos levar por esta transformação da política em uma espécie de seita. Foco na vida real é o que importa. * Fernando Brito é editor do Blog Tijolaço