Adeus ao cardeal dos operários, do ambiente e da democracia, dom Cláudio Hummes

Religioso, que é lembrado por sua atuação durante as greves dos metalúrgicos do ABC, também foi defensor dos povos indígenas. E alertava para a degradação ambiental Morreu na manhã desta segunda-feira (4), aos 87 anos, o cardeal Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo. Primeiro presidente da Conferência Eclesial da Amazônia (Ceama), cargo ao qual renunciou em março, ele também é sempre lembrado por sua atuação durante as greves dos metalúrgicos na região do ABC paulista entre o final dos anos 1970 e início dos 1980. Em dezembro de 1975, havia tomado posse como bispo da Diocese de Santo André. Gaúcho de Montenegro, dom Cláudio Hummes completaria 88 anos em 8 de agosto. Em 1952, ingressou na ordem dos franciscanos. Ordenado padre seis anos depois, em Divinópolis (MG), tornou-se doutor em Filosofia após um período de estudos em Roma, e em maio de 1975, bispo em Porto Alegre, alguns meses de se transferir para o ABC. Também foi responsável pela Pastoral Operária. Pesar e esperança O anúncio da morte do religioso, que tinha câncer do pulmão, foi feito em nota de “pesar e esperança” pelo cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo. Seu corpo será velado na Catedral Metropolitana, na praça da Sé, região central da capital paulista. Dom Cláudio tinha “um grande coração pulsante – e não há retórica em dizer isso – pelos pobres”, escreveu o Vatican News. Nessa lista, estão os povos indígenas da Amazônia, missionários e leigos que atuam na região, “sedentos e famintos”, operários e vítimas das mudanças climáticas. “Ele os tinha em mente o tempo todo, mesmo nas últimas votações do Conclave de 2013 que elegeu o arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio. Ao amigo argentino, sentado ao seu lado, quando alcançou o número de votos necessários para ser eleito, sussurrou-lhe ao ouvido: ‘Não se esqueça dos pobres’.” Em 1996, foi nomeado arcebispo de Fortaleza, e dois anos depois, arcebispo metropolitano de São Paulo. Nomeado por João Paulo II, lá ficou até 2006. O mesmo papa nomeou-o cardeal em 21 de fevereiro de 2001. Em 2013, era um dos cardeais na praça de São Pedro ao lado de Mario Jorge Begoglio quando este foi eleito e passou a ser o papa Francisco. Foi presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam) e um dos relatores da Assembleia do Sínodo dos Bispos sobre a Amazônia, evento convocado pelo papa em 2019. Crise ambiental e futuro Dom Cláudio alertava para a “grave crise climática e ecológica” mundo. Que punha em risco “o futuro do planeta e, portanto, o futuro da humanidade”. Ele criticou o decreto presidencial que, em 2017, extinguiu a Reserva Nacional de Cobre e seus Associados (Renca), uma área que engloba nove áreas protegidas, uma ação que, segundo ele, “vilipendia” a democracia brasileira. O religioso também afirmou: “Aos povos indígenas devem ser restituídos e garantidos o direito de serem protagonistas de sua história. Sujeitos e não objetos do espírito e da ação do colonialismo de ninguém”.
Oposição protocola requerimento para criação da CPI do MEC, com 4 assinaturas a mais

Liderada pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), a oposição protocolou no início da tarde desta terça-feira (28) o requerimento para criação da CPI do MEC, que visa investigar o possível esquema de corrupção na pasta durante a gestão Milton Ribeiro, que contou com a ajuda dos pastores Arilton Moura e Gilmar Santos. Cabe ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), instalar a comissão. “No dia de hoje, a oposição protocola requerimento para instalação de CPI para averiguar o conjunto de irregularidades de que se tem notícia desde março no âmbito do Ministério da Educação. Este requerimento, que já contou com 29 assinaturas e, a partir de uma ação coordenada do governo ainda no mês de abril, tivemos a retirada de algumas dessas assinaturas, a partir dos últimos acontecimentos, em decorrência da prisão do senhor ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, conseguimos, finalmente, as assinaturas que restavam. Esse requerimento é protocolado no dia de hoje com 30 assinaturas”, contou Randolfe Rodrigues. O mínimo necessário para a instalação de uma CPI no Senado são 27 assinaturas. Segundo o parlamentar, assinaram o requerimento “ainda há pouco” os senadores Marcelo Castro (MDB-PI) e Confúcio Moura (MDB-RO). “Temos ainda a expectativa de contarmos com a assinatura de outros dois colegas senadores”, contou. Enquanto Randolfe Rodrigues ainda concedia entrevista coletiva, o senador Jarbas Vasconcelos (MDB-PE) também assinou o pedido de CPI, segundo a CNN Brasil. O requerimento, portanto, chegou a 31 assinaturas. “É um requerimento robusto, mostrando que há um desejo no Senado de que este esquema escandaloso que se instalou no Ministério da Educação tenha uma séria investigação”, afirmou Randolfe. O senador destacou que as investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público estão “sob forte ameaça” por parte do governo Jair Bolsonaro (PL) e que o objetivo da CPI é protegê-las. “É de conhecimento de todos, em áudio do próprio senhor Milton Ribeiro, de que o presidente da República interveio de forma clara para impedir que a investigação avançasse, em um claro crime, conforme o Código Penal, de obstrução às investigações e uso de informações privilegiadas. Além disso, outros elementos precisam ser investigados por essa CPI”.
A cada aborto legal, 11 meninas são internadas por sequelas de procedimentos clandestinos

A comparação sugere uma alta ocorrência de complicações nos abortos realizados fora do ambiente hospitalar Agenda do Poder – A cada aborto legal feito em meninas de 14 anos ou menos no Brasil, outras 11 precisaram ser hospitalizadas em decorrência de interrupções de gravidez provocadas ou espontâneas em 2021. O levantamento foi realizado pela Folha com dados de registros hospitalares do SUS (Sistema Único de Saúde). No ano passado, foram registradas 1.556 internações relacionadas a abortos na faixa etária dos 10 aos 14 anos. Apenas 131 delas (8%) ocorreram por causas autorizadas no Brasil: estupro, risco à vida da gestante e anencefalia do feto, esta última por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal). As outras 1.425 internações (92%) ocorreram em razão de abortos espontâneos ou induzidos fora dos hospitais. A frequência foi comparável à dos atendimentos por asma (1.565) ou anemia (1.397). As intervenções autorizadas são a minoria, apesar de a gravidez nessa idade apresentar risco à saude da gestante e de o aborto ser previsto em lei nos casos de estupro, o que automaticamente inclui meninas engravidadas antes de completar 14 anos. Também no ano passado, foram realizados 1.502 procedimentos de curetagem ou aspiração intrauterina, apenas em caráter de urgência, em pacientes da faixa etária dos 10 aos 14 anos. Utilizadas para a retirada de restos de abortamentos incompletos, as duas técnicas estão associadas mais frequentemente às tentativas malsucedidas de interrupção da gravidez do que aos casos naturais. A comparação com o número de internações sugere uma alta ocorrência de complicações nos abortos realizados fora do ambiente hospitalar. Menina que foi estuprada em SC consegue fazer aborto, informa MPF Caso ganhou repercussão nacional, após divulgação de um vídeo em que a juíza e promotora pedem para a criança seguir com a gravidez O Ministério Público Federal (MPF) informou, no começo da tarde desta quinta-feira (23), que o procedimento de interrupção de gestação foi realizado na menina de 11 anos impedida de fazer aborto após estupro em Santa Catarina. De acordo com a assessoria de imprensa, o aborto foi realizado na quarta-feira (22). O hospital havia recebido recomendação do MPF para realizar o procedimento nos casos autorizados por lei, independentemente de autorização judicial, idade gestacional ou tamanho do feto. Em comunicado, o MPF informou que o hospital “comunicou à Procuradoria da República, no prazo estabelecido, que foi procurado pela paciente e sua representante legal e adotou as providências para a interrupção da gestação da menor”. A criança descobriu a gestação quando tinha 22 semanas, foi impedida de realizar o procedimento e levada a um abrigo (entenda abaixo). O caso ganhou repercussão na segunda-feira (20), após uma reportagem do Portal Catarinas e The Intercept. Em nota, o hospital informou que não dá informações sobre os pacientes, em respeito à privacidade, e porque o caso está em segredo de justiça. A advogada da família também não quis se pronunciar. Relembre o caso A menina de 11 anos, que engravidou após estupro, estava sendo mantida pela Justiça em um abrigo em Santa Catarina, para evitar a realização de um aborto. A criança foi levada pela mãe a uma unidade de saúde em Florianópolis dois dias após ter descoberto a gestação. No entanto, como estava com 22 semanas, o Hospital Universitário se negou a realizar o procedimento — na instituição, é permitido aborto até 20 semanas. A situação veio à tona na última segunda-feira (20) após a divulgação de vídeos, pelo Intercepet e Portal Catarinas, que mostram a juíza e a promotora à frente do caso pedindo para que a criança siga com a gravidez. Em entrevista exclusiva ao Diário Catarinense, na terça-feira (21), a juíza Joana Ribeiro defendeu decisão que impediu a menina de fazer o aborto. Em despacho, ela afirmou que o encaminhamento da menina ao abrigo tinha como objetivo protegê-la do procedimento e de possíveis novas agressões. No Brasil, o aborto é permitido em três situações: quando a gravidez é decorrente de estupro, quando há risco à vida da gestante ou quando há um diagnóstico de anencefalia do feto.
Partidos afirmam que PEC de Bolsonaro é tardia e insuficiente para enfrentar a crise que ele criou

“Se temos hoje 33 milhões de brasileiros e brasileiras passando fome, na imensa maioria crianças, a culpa é de um governo que só despertou para a crise a 100 dias das eleições em que será julgado pelo povo”, afirma a nota Os sete partidos que integram a frente Vamos Juntos pelo Brasil divulgaram no início da noite de hoje (24) nota conjunta em que criticam o governo Bolsonaro por não tomar medidas para enfrentar a crise a tempo de impactar positivamente a vida da população. Diz a nota que “o povo brasileiro sabe que Bolsonaro é o responsável pela crise econômica, o desemprego, a inflação, o aumento do custo de vida e a volta da fome e da miséria ao nosso país”. Para os partidos que subscrevem a nota “com o envio dessa PEC ao Congresso, Bolsonaro volta a fugir de suas responsabilidades e transferi-las para outros, assim como ocorreu na pandemia da COVID-19, que ceifou a vida de quase 700 mil pessoas”. Acreditam que as medidas são eleitoreiras e que não terão o efeito desejado pelo governo. “Imaginar que um aumento no valor do Auxílio Brasil, do vale gás e um vale caminhoneiro a 100 dias da eleição vão comprar a consciência e o voto da população não é apenas oportunismo eleitoral: é preconceito e desrespeito à inteligência do povo brasileiro”. Confira a íntegra da nota: PEC DE BOLSONARO É TARDIA E INSUFICIENTE PARA ENFRENTAR A CRISE QUE ELE CRIOU As medidas anunciadas por Jair Bolsonaro em Proposta de Emenda à Constituição são tardias e insuficientes para enfrentar a gravíssima crise social que seu desgoverno aprofundou. O povo brasileiro sabe que Bolsonaro é o responsável pela crise econômica, o desemprego, a inflação, o aumento do custo de vida e a volta da fome e da miséria ao nosso país. Com o envio dessa PEC ao Congresso, Bolsonaro volta a fugir de suas responsabilidades e transferi-las para outros, assim como ocorreu na pandemia da COVID-19, que ceifou a vida de quase 700 mil pessoas. Todos se recordam que coube ao Congresso Nacional e ao Poder Judiciário tomar as medidas necessárias para proteger a população, porque o presidente da República nada fazia, ou fazia errado, como demonstrou a CPI da Pandemia. Se temos hoje 33 milhões de brasileiros e brasileiras passando fome, na imensa maioria crianças, a culpa é de um governo que só despertou para a crise a 100 dias das eleições em que será julgado pelo povo. Imaginar que um aumento no valor do Auxílio Brasil, do vale gás e um vale caminhoneiro a 100 dias da eleição vão comprar a consciência e o voto da população não é apenas oportunismo eleitoral: é preconceito e desrespeito à inteligência do povo brasileiro. Desde a instituição do Bolsa Família, no governo Lula, em 2003, o Estado passou a cumprir a obrigação constitucional de garantir renda à população mais necessitada. Ao longo desses quase 20 anos, o povo brasileiro compreendeu que este é um direito de cidadania e não um favor do governo, qualquer que seja. As pessoas sabem o que Bolsonaro deixou de fazer por elas e não fez no tempo certo. Não vão se iludir com medidas que vêm tarde demais para corrigir três anos e meio de sofrimento. A realidade é que o compromisso do atual Presidente da República é com os muitos ricos, especuladores e financistas, que se enriquecem às custas do sofrimento de um povo trabalhador, explorado por um modelo econômico que não oferece esperança nem dignidade. O Brasil espera de todos nós compromisso, e não irresponsabilidade. Espera solidariedade nas dificuldades. Planejamento em vez de atropelo. O Brasil espera mais de nós. O Brasil não pode continuar sendo governado por gente egoísta, desumana e medíocre. Brasília, 24 de junho de 2022. PT – Gleisi Hoffmann PCdoB – Luciana Santos PSB – Carlos Siqueira PSOL – Juliano Medeiros Solidariedade – Paulo Pereira da Silva PV – José Luiz Penna REDE – Wesley Diogenes
Milton Ribeiro confirma que Bolsonaro vazou operação sigilosa

Foram divulgados os áudios dos grampos telefônicos que mostram o ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, admitindo que foi avisado pelo presidente Jair Bolsonaro de que uma operação da Polícia Federal seria desencadeada contra ele e que o apartamento onde mora, em Santos (SP), seria alvo de um mandado de busca e apreensão. O diálogo gravado é entre Milton Ribeiro, que é pastor da Igreja Presbiteriana, e sua filha. “Hoje o presidente me ligou. Ele tá com pressentimento novamente de que eles podem querer atingi-lo através de mim. É que eu tenho mandado versículos pra ele né”, diz Ribeiro. Sua filha então questiona se o presidente “quer que o pai pare de mandar mensagem?” A informação de Jair Bolsonaro vazou a operação da Polícia Federal e interferiu diretamente no caso que pesa contra um antigo integrante de seu governo caiu como uma bomba em Brasília. O Ministério Público Federal (MPF) entrou no caso e solicitou que o Supremo Tribunal Federal (STF) investigue o chefe do Executivo, já que ele tem direito a foro privilegiado. Ouça o trecho em que Milton afirma ter sido avisado por Bolsonaro sobre a operação:
Jovem usa ferro em brasa para marcar 22 de Bolsonaro na pele

Ele decidiu fazer a marca por se sentir desafiado pelos amigos. Mãe diz que adolescente ama Bolsonaro e sonha conhecer o presidente RD News Em um leilão de gado, um adolescente de 17 anos decidiu “tatuar” o 22 nas costas, número da legenda do presidente Jair Bolsonaro (PL), com ferro em brasa – que é utilizado para marcar bois em fazendas. O caso foi registrado Mirassol D’ Oeste (a 297 km de Cuiabá) Guilherme Henrique Moreira Santos, que é emancipado, segundo a mãe Layane Moreira, de 36 anos, disse que decidiu fazer a marca por se sentir desafiado pelos amigos que são de esquerda. Em entrevista ao RD News, ela conta que a marca foi feita em 12 de junho, durante um leilão no assentamento Roseli Nunes. O evento, em que o pai do adolescente era coordenador, foi em prol do Hospital do Câncer de Barretos. “Guilherme estava trabalhando na equipe de manejo do gado. Meu filho tem um grupo de amigos de esquerda e ele se sentiu desafiado. E, como é um menino bem rústico e corajoso, pediu para um menino carimbá-lo. Um não aceitou, mas o outro sim e fez a marca”, detalha à reportagem.
Simone Tebet, candidata dos bilionários, cai de 2% para 1% e enterra de vez a “terceira via”

Criação artificial dos golpistas de 2016, Tebet representa a continuidade da “ponte para o futuro” – Simone Tebet (Foto: Roque de Sá/Agência Senado) 247 – A pré-candidata Simone Tebet, que representa os interesses dos bilionários que patrocinaram o golpe de estado de 2016 contra a ex-presidente Dilma Rousseff e a continuidade da fracassada “ponte para o futuro”, caiu de 2% para 1% no Datafolha e enterrou de vez o projeto da “terceira via”. “Simone Tebet caiu de 2% de intenções de voto para 1% entre a pesquisa do Datafolha de junho e a de hoje. Nestes quase 30 dias, ela foi lançada oficialmente pré-candidata pelo MDB, recebeu apoio do PSDB e deu dezenas de entrevistas como postulante ao Planalto. Numa palavra, mostrou a cara. E, mesmo assim, perdeu metade do apoio que possuía. Em resumo, o que já era ruim, muito ruim, escalou para péssimo. Em conversas privadas, tanto líderes do MDB quanto do PSDB já viam com ceticismo a chance de Simone decolar ou mesmo de ser consagrada candidata de fato na convenção do MDB, que se realizará em julho. Com o 1% de hoje, que a coloca alinhada com Pablo Marçal (PROS) e Vera Lucia (PSTU), a manutenção da sua candidatura vai ser uma tarefa complicada”, escreveu o colunista Lauro Jardim, do Globo. A pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (23), apontou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seria eleito no primeiro turno, com 53,4% dos votos válidos. Em segundo lugar ficou Jair Bolsonaro (PL), com 32%. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) apareceu com 8% dos votos. Outras candidaturas não ultrapassaram 2% das intenções de voto cada, como André Janones (Avante), Simone Tebet (MDB), Pablo Marçal (Pros) e Vera Lúcia (PSTU). Os eleitores que não sabem são 4% e os que votarão branco ou nulo chegaram a 7%. Nos votos totais, Lula alcançou 47% contra 41% dos rivais no primeiro turno. Na pesquisa anterior, divulgada em março, o ex-presidente atingiu 54% dos votos válidos e também seria eleito em primeiro turno. Foram entrevistados 2.556 eleitores em 181 cidades nos dias 22 e 23 de junho. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos. A pesquisa, realizada nessa quarta (22) e nesta quinta (23), foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número 09088/2022.
Datafolha confirma vitória de Lula em primeiro turno com 47% contra 41% dos rivais

O ex-presidente atingiu 47% das intenções de voto no primeiro turno, contra 28% de Bolsonaro (PL). Ciro Gomes (PDT) alcançou 8% A pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (23), mostrou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 19 pontos de vantagem sobre Jair Bolsonaro (PL). O petista atingiu 47% das intenções de voto no primeiro turno, contra 28% do seu adversário na pesquisa estimulada, o que o levaria a uma vitória no primeiro turno. Ciro Gomes (PDT) alcançou 8%. André Janones (Avante) teve 2%, e Simone Tebet (MDB), 1%. Pablo Marçal (Pros) e Vera Lucia (PSTU) também registraram 1% cada. Foram entrevistados 2.556 eleitores em 181 cidades nos dias 22 e 23 de junho. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos. Divisão de classe Lula lidera entre mais pobres e desempregados; Bolsonaro, entre ricos e empresários Os resultados desagregados da pesquisa mostram uma divisão de classe entre os eleitores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL). Lula atinge sua melhor marca entre quem se declarou desempregado: 62% declaram voto no petista entre esse público, que compõe 9% da amostra de entrevistados pelo instituto. Por outro lado, Bolsonaro lidera entre os empresários (4% dos entrevistados), com 43% de intenções de voto. O petista também tem larga vantagem entre quem ganha até dois salários mínimos, faixa de renda mais baixa na metodologia do Datafolha, marcando 56%, nove pontos percentuais acima de seu resultado geral, de 47%. Já Bolsonaro marca apenas 22%, seis pontos abaixo dos 28% que registrou. Esse público representa 52% da amostra populacional entrevistada pelo instituto e é o mais atingido pela crise econômica, sofrendo mais com o alto desemprego, queda de renda e com a alta inflação, especialmente de alimentos. Da mesma forma, Lula tem vantagem entre os menos escolarizados, vencendo também por 56% a 22% de Bolsonaro. A tendência se inverte conforme se sobe na pirâmide de renda do país. Bolsonaro tem seus melhores resultados nas duas faixas mais ricas da amostra da pesquisa. Entre aqueles que ganham entre 5 e 10 salários mínimos, o presidente tem 44% de intenções de voto. Ele vai ainda melhor entre os que ganham mais de 10 mínimos, com 47%. Os dois segmentos somados representam 11% da população. Essa divisão não é novidade, e já foi registrada na última rodada da pesquisa Quaest, divulgada no início de junho. Segundo o levantamento, os mais ricos se dividiam entre o ex-presidente (36%) e o atual (43%). Mas os pobres (até dois salários mínimos) tinham uma maior preferência por Lula (56%) do que por Bolsonaro (22%) — resultado numericamente idêntico ao do Datafolha. Nordeste x Centro-Oeste Em termos regionais, Lula mantém larga dianteira no Nordeste, segunda região mais populosa do país (27% dos eleitores), onde derrota Bolsonaro por 58% a 19%. Já o presidente vai melhor no Centro-Oeste, fortemente influenciado pelo setor do agronegócio em termos econômicos e culturais, onde lidera com 40% das intenções de voto. No Sudeste, região mais populosa e decisiva do país, com 42% da população, Lula vence Bolsonaro por 43% a 29%, não muito distante do resultado global da pesquisa. Redação com Brasil de Fato
CPI que vai investigar corrupção no MEC atinge apoios para ser instalada no Senado

Metrópoles – Os senadores Randolfe Rodrigues e Jorge Kajuru disseram no Plenário nesta quarta-feira terem conseguido os 27 apoios necessários para instalação da CPI do MEC Isso porque hoje assinaram o documento os senadores Eduardo Braga, do MDB, e Soraya Thronicke, do União Brasil. Segundo o senador Kajuru, Izalci Lucas, do PSDB, também se comprometeu a assinar. A lista para a CPI atingiu o número necessário de adesões no dia em que o ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, foi preso pela Polícia Federal, investigado por suspeita de corrupção no manejo da verba da pasta. Em 2021, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, viu-se obrigado a instalar a CPI da Covid na Casa após determinação da Justiça, que justificou que a lista tinha atingido o número de solicitantes exigido para instauração.
Ex-ministro da Educação de Bolsonaro, Milton Ribeiro, é preso pela Polícia Federal

Os pastores Arilton Moura e Gilmar Santos, ligados a Bolsonaro e apontados como lobistas que atuavam no MEC, também foram presos A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (22) uma operação que apura irregularidades na liberação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Entre os alvos da operação estão os pastores Arilton Moura e Gilmar Santos, ligados a Jair Bolsonaro (PL) e suspeitos de atuarem como intermediários na liberação de verbas do esquema. O ex-ministro da Educação Milton Ribeiro foi preso preventivamente, de acordo com CNN Brasil. Ao todo, os agentes cumprem cinco mandados de prisão e 13 de busca e apreensão nos estados de Goiás, São Paulo, Pará e Distrito Federal. Áudios divulgados em março deste ano mostraram Ribeiro afirmando que os pastores favoreciam municípios que negociavam verbas diretamente com eles. Ainda segundo Ribeiro, a priorização de verbas para determinadas prefeituras por intermédio dos pastores seria um pedido de Jair Bolsonaro (PL), apesar deles não possuírem cargos no governo. Na ocasião, Jair Bolsonaro chegou a dizer que “botava a cara no fogo” pela idoneidade do então ministro. Milton Ribeiro foi exonerado do cargo poucos dias após o escândalo ser divulgado pela imprensa.