São Paulo bate recorde de fechamento de indústrias

“O Estado de São Paulo registrou o fechamento de 2.325 indústrias de transformação e extrativas nos primeiros cinco meses do ano. O número é o mais alto para o período na última década e 12% maior que o do ano passado”, o que indica que o apoio da Fiesp, dos patos amarelos, ao golpe de 2016 foi um tiro no pé – O apoio da Federação das Indústrias de São Paulo, comandada por Paulo Skaf, que colocou nas ruas seu pato amarelo, ao golpe de 2016, foi um tiro no pé dos industriais paulistas. “O Estado de São Paulo, maior polo industrial do País, registrou o fechamento de 2.325 indústrias de transformação e extrativas nos primeiros cinco meses do ano. O número é o mais alto para o período na última década e 12% maior que o do ano passado, segundo a Junta Comercial”, aponta reportagem do Estado de S. Paulo, deste domingo. “Entre 2014 e 2018, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro acumulou queda de 4,2%, enquanto o da indústria de transformação em todo o País caiu 14,4%. “Significa que a produção caiu bastante e obviamente teve impacto nas empresas, com fechamento de fábricas e demissões”, diz o economista José Roberto Mendonça de Barros, da MB Associados”, aponta ainda o texto.
Morre Walter Barelli, o economista dos trabalhadores

Faleceu nesta noite de quinta-feira (18), em São Paulo, o economista Walter Barelli, que foi Diretor-técnico do Dieese durante 22 anos, professor, ex-ministro do Trabalho e ex-deputado federal. Barelli ganhou notoriedade ao desmontar a farsa dos cálculos sobre índices da inflaçao durante a ditadura militar. Ele foi incansável na luta, ao lado dos sindicatos, contra o perverso mecanismo de “arrocho salarial”, que achatava os rendimentos da classe trabalhadora. – Filho de um mecânico de manutenção e de uma tecelã, militante na universidade, bancário, corintiano, economista, ministro e secretário do Trabalho, deputado federal e professor, ele morreu na noite de ontem (18), uma semana antes de completar 81 anos. Estava internado havia três meses, em decorrência de uma queda durante evento em São Paulo. Viúvo, deixa três filhos (Suzana, Paulo e Pedro). Barelli pensou em estudar Administração, mas o salário de funcionário do Banco do Brasil não era suficiente para pagar a mensalidade. Prestou vestibular e foi um dos primeiros, entrando na Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo (USP). Formou-se em 1964 e não teve formatura, por causa do golpe. Nesse período, militou na Juventude Universitária Católica (JUC), que ajudou nas suas reflexões sobre os problemas brasileiros. Integrou també a organização política Ação Popular. O economista entrou no Dieese em um período de perseguição ao movimento sindical, que sustentava o instituto, desativado em um primeiro momento e rearticulado aos poucos, sem deixar de sofrer tentativas de fechamento por falta de recursos. Mas resistiu e ganhou notoriedade externa em 1977, depois que um relatório do Banco Mundial mostrou manipulação nos dados oficiais de inflação no Brasil em 1973 – a estimativa mais próxima da realidade era a do Dieese. Nesse período, em 1975, o Dieese lançou um estudo chamado 10 Anos de Política Salarial, sobre o período autoritário. Os autores foram Barelli e o também economista Cesar Conconne. O episódio das perdas inflacionárias de 1973 deu impulso às campanhas salariais a partir de 1977 e 1978 – um dos que telefonaram a Barelli querendo informações foi o então presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema (atual sindicato do ABC), Luiz Inácio da Silva, o Lula. A descoberta do “erro” na inflação oficial irritou o ministro da Fazenda em 1973, Delfim Netto, que atacou o Dieese e, em resposta, foi chamado de “lobo que perde o pelo”. Barelli chegou a ser preso em 1979, primeiro ano do governo João Figueiredo, o último dos presidentes-generais. Em um dia de visita de Figueiredo a São Paulo, para tentar garantir que não houvesse protestos, os órgãos de segurança passaram a “recolher” pessoas. Barelli passeava perto de casa de bicicleta, sem camisa, quando foi levado para o Dops. Foi liberado no início da tarde. O economista deixou o Dieese no início de 1990. Foi dar aulas na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ao mesmo tempo, colaborou, durante quase dois anos, como coordenador da área econômica do chamado “governo paralelo” criado por Lula após as eleições presidenciais de 1989, quando perdeu no segundo turno para Fernando Collor. Em 1992, veio o impeachment e assumiu o vice, Itamar Franco, que levou Barelli para o Ministério do Trabalho. Ali, até 1994, ele fez uma verdadeira cruzada pelo país em defesa do contrato coletivo de trabalho, um esforço para tentar modernizar as relações capital-trabalho no Brasil. Em São Paulo, foi por duas gestões secretário estadual de Emprego e Relações do Trabalho, de 1995 a 2002, nos governos de Mário Covas, que morreu em 2001 e foi substituído pelo vice, Geraldo Alckmin. Também exerceu parcialmente mandato de deputado federal, entre 2005 e 2007, pelo PSDB, cuja filiação manteve. *Os dados biográficos são do jornal da Unicamp
Justiça retira ICMS de energia elétrica e conta de luz pode ficar mais barata em Minas

A conta de luz dos mineiros pode ficar mais barata a partir deste mês, segundo a Cemig. A empresa conseguiu na Justiça o direito de excluir o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) da base de cálculo do Pasep e Cofins na fatura, o que representa uma economia de aproximadamente 1%. – A decisão foi expedida pelo Tribunal Regional da 1ª Região (TRF-1) e incide nas contas de energia elétrica residenciais em todo o Estado, representando, de acordo com o gerente de tarifas da companhia, Giordano Bruno, um impacto positivo no orçamento da maioria das famílias. “Apesar da boa notícia, sempre ressaltamos que a economia mais expressiva ocorre quando consumimos a energia de modo consciente, sem desperdícios”, ponderou. Do valor cobrado na tarifa, 29,5% se referem a tributos, como Cofins, Pasep e ICMS. A Cemig fica com 22,4% para remunerar o investimento, cobrir a depreciação e o custeio da empresa. Conforme esclarece Giordano Bruno, os demais 48,1% são utilizados para cobrir encargos setoriais (12,9%), energia comprada (29,3%) e encargos de transmissão (5,9%). Por ser tratar de um imposto estadual, o governo de Minas foi procurado para comentar o impacto nas contas públicas, mas ainda não se manifestou. Via Hoje em Dia
Policiais são os mais poupados na primeira etapa de votação da reforma da Previdência

– Profissionais na ativa poderão se aposentar com 53 (homens) e 52 (mulheres), contra os 65 e 62 da média da população. Câmara concluiu primeiro turno da reforma nesta sexta, e segundo turno deve ser votado em 6 de agosto. Os remendos feitos à reforma da Previdência aprovada em primeira votação na última quarta-feira acabaram elegendo algumas categorias especiais de trabalhadores. As principais delas são os policiais federais e outros agentes civis de segurança pública. Eles serão os que menos sentirão o impacto das mudanças nas regras de aposentadoria caso a proposta de emenda constitucional seja aprovada em segundo turno na Câmara, que deve ocorrer em 6 de agosto, e também em duas votações no Senado Federal, estas últimas com previsão de que aconteça até outubro. Enquanto a regra geral prevê que os homens só poderão se aposentar aos 65 anos e as mulheres aos 62, para os policiais na ativa, essa idade foi reduzida para 53 e 52, respectivamente, com 30 anos de contribuição para homens, e 25 para mulheres. Além disso, terão a integralidade de seus salários, enquanto que os demais trabalhadores (com exceção dos professores) só poderão chegar ao teto definido pela previdência caso tenham contribuído por 40 anos. Essas regras valem até a promulgação da reforma para os policiais federais, ferroviários, legislativos, rodoviários federais, civis no Distrito Federal, além de agentes penitenciários e socioeducativos que estiverem na carreira. Após esse período, a idade mínima sobe para 55 anos para ambos os sexos. A idade reduzida vale, ainda, para quem cumprir 100% de pedágio do tempo que falta para se aposentar. Ou seja, os policiais na ativa que estiverem a dois anos de se aposentar quando a reforma for promulgada, por exemplo, terão de trabalhar quatro anos para alcançar o benefício. Como os Estados e municípios ficaram de fora dessa reforma, os policiais militares e civis estaduais, assim como os guardas civis municipais, acabaram excluídos dessas alterações. A redução de idade para policiais teve forte apoio dos deputados, e foi aprovada por 467 votos a favor (com apoio geral da bancada da bala) e 15 contra. A avaliação de especialistas é de que essa concessão aos policiais é injusta e desnecessária. “Eles estão sujeitos a uma atividade distinta por conta dos riscos que correm, do estresse e da carga horária de trabalho. Por isso, merecem tratamento melhor na ativa, mas não uma aposentadoria mais precoce”, avaliou o economista Jorge Boucinhas Filho, professor da Fundação Getúlio Vargas. A emenda ao texto em favor dos policiais só ocorreu por conta da política de valorização do governo Jair Bolsonaro para os profissionais da área da segurança pública. “O presidente sempre lutou por esse tema e contou com a forte representatividade da bancada da bala na Câmara”, avaliou o consultor legislativo do Senado Luiz Alberto Santos. Bolsonaro se empenhou pessoalmente nessa alteração, ainda que tenha sido alertado por Paulo Guedes sobre o impacto econômico, com redução de valor da economia da reforma, e o político, com a abertura da possibilidade de que outras categorias acabassem beneficiadas. E foi o que aconteceu ao final. Ao beneficiar os policiais, o Governo se viu obrigado a ceder para outros grupos de interesse. Essas mudanças representam um impacto que pode variar de 30 bilhões a 50 bilhões de reais, segundo estimativas de técnicos que assessoram bancadas parlamentares. Oficialmente, o Ministério da Economia informou que só fará esse cálculo após a votação do segundo turno da proposta, no início de agosto. O projeto que chegou ao plenário tinha uma estimativa de economia aproximada de 900 bilhões de reais pelas contas governistas e de 714 bilhões, conforme o Instituto Fiscal Independente do Senado Federal, que usa parâmetros distintos da União. Os apoiadores da reforma acabaram aceitando uma redução na idade mínima para os professores se aposentarem no período de transição (de 58 para 55 anos para homens e de 55 para 52 as mulheres); o tempo mínimo de contribuição de todas as trabalhadoras, de 20 para 15 anos; e o pagamento integral de pensões das viúvas que não tiverem renda oficial. Também concordaram em reduzir de 20 para 15 anos o tempo mínimo de contribuição, para ambos os gêneros. No texto original aprovado só as mulheres tinham a obrigação dos 15 anos. “Em geral reformas não vêm para beneficiar ninguém, elas vêm para corrigir questões atuariais, por exemplo. A lógica é de tentar acertas as contas, e não ajudar determinada categoria”, alertou o economista Boucinhas. Até o momento, a categoria que menos sofrerá com a reforma da Previdência é a dos militares. Os trabalhadores das Forças Armadas não foram incluídos na atual PEC e o projeto de lei que trata de suas especificidades veio embutido com uma espécie de valorização profissional o que reduziu a estimativa de economia de 97,3 bilhões de reais em uma década para 10,45 bilhões de reais. Esse projeto ainda não tem data para ser analisado pelo Congresso Nacional. Via El País
Votação da Previdência é aprovada em comissão da Câmara

Aprovação de texto-base em comissão não atende completamente a policiais e agrada produtores rurais. Texto vai ser analisado pelos 513 deputados Via El País A reforma da Previdência foi aprovada com folga na comissão especial do tema nesta quinta-feira, mas chega ao plenário da Câmara dos Deputados na próxima semana com algumas batalhas ainda a serem travadas. Uma delas envolve diretamente uma base de apoio do presidente Jair Bolsonaro: a bancada ligada à segurança pública. Outra atinge uma categoria que tem obtido êxito em seus anseios e também o apoio de boa parte da sociedade, os professores. Já outra base bolsonarista, a dos ruralistas, obteve uma vitória no último minuto. Para além da pressão dos partidos e da guerra de lobbies, a proposta de mudanças de aposentadorias que passará pelo crivo de 513 deputados na semana que vem mantêm os principais pontos defendidos como essenciais pela equipe econômica de Paulo Guedes, apesar de ter sofrido alterações. A fixação de uma idade mínima continua no cerne do texto, pondo fim às aposentadorias apenas por tempo de contribuição, que em geral beneficiam os mais ricos e com mais estabilidade no mercado de trabalho. A reforma também dá mais um passo rumo à convergência entre o sistema de benefícios dos servidores públicos, um dos mais generosos do mundo, e o regime dos trabalhadores comuns. O texto-base prevê o benefício apenas a partir dos 65 anos para homens e de 62 para mulheres, com ao menos 20 e 15 anos de contribuição respectivamente. A sessão nesta quinta-feira foi maratônica outra vez, com direito a protesto de agentes de segurança que diziam “traídos” pelo partido de Jair Bolsonaro, o PSL: “PSL traiu a polícia do Brasil”, gritaram os manifestantes quando sua tentativa de mudar o texto de forma ampla foi derrotada mais vez. Agora, resta apenas apelar ao plenário ou buscar alternativas, como uma lei própria para o setor, assim como o Planalto reservou aos militares. Já se sabe que emendas envolvendo não só os policiais, mas também os professores, devem tentar a sorte com o pleno dos deputados. Os ruralistas, por sua vez, mostraram mais força. No último minuto, conseguiram retirar do projeto um artigo que suspendia a isenção previdenciária ao exportador rural, ao custo de 8 bilhões de reais em economia para os cofres públicos. Já os agentes de segurança pública tentarão se manter como uma categoria diferenciada, para se aposentar até dez anos antes dos demais trabalhadores com salários e pensões integrais. Essa mudança foi chamada pelo relator da proposta, Samuel Moreira (PSDB-SP), de “a destruição da reforma”, porque o seu custo ainda não foi calculado, mas criaria regras com impactos bilionários aos cofres públicos. Os professores do setor privado queriam, por exemplo, extinguir a idade mínima, mantendo apenas um tempo básico de contribuição, de 25 anos para as mulheres e de 30 para os homens. Tanto os policiais quanto os professores já são grupos que obtiveram vitórias antes mesmo do projeto chegar ao plenário. No relatório de Samuel Moreira aprovado nesta quinta-feira, oficializou-se que ambos poderão se aposentar antes das demais categorias (policiais aos 55 e professoras aos 57). Leia também – Vitória de Marcelo de Freitas e derrota do trabalhador e do povo miserável – Marcelo de Freitas será reconhecido por ajudar a jogar a velhice na miséria – Marcelo de Freitas é a favor da reforma da Previdência de Bolsonaro Disputa sobre pensionistas Há um prazo de cinco sessões, previsto no regulamento, até que a Câmara possa de fato votar o projeto em dois turnos, com a aprovação da maioria qualificada (o que representa 308 dos 513 deputados). O plano do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, um dos maiores entusiastas da reforma, é liquidar o trabalho até 17 de julho, quando começa o recesso parlamentar. Haverá pressão e haverá correria, mas já é certo também que haverá barulho dos opositores ao Governo ultraconservador. Trechos da reforma que envolvem a população mais pobre acabarão sendo discutidos de novo no plenário, como a nova regra do abono salarial, que reduz o número de beneficiários. Outro ponto é a diminuição no valor da pensão por morte. Essas são alguns dos maiores motes das críticas dos parlamentares opositores, minoritários na Câmara. Caso a reforma seja aprovada, o abono salarial será pago apenas para quem recebe até 1.364,43 reais. Hoje, anualmente, trabalhadores que recebem até dois salários mínimos (1.996 reais) têm direito a receber o benefício equivalente ao salário mínimo por ano, que, em 2019, é de 998 reais. Já em relação a pensão por morte, o valor do benefício que é atualmente de 100% para segurados do INSS, respeitando o teto de 5.839, 45 reais, passará para 60% mais 10% por dependente adicional. Apenas no caso dos beneficiários que não possuem outra fonte de renda, a pensão será de, pelo menos, um salário mínimo. Neste ponto das pensões, os policiais ligados à União —federais e rodoviários— conseguiram sua demanda: garantir que a pensão integral por morte seja paga em todos os casos relacionados com o trabalho. No texto anterior, o benefício integral era apenas nos casos em decorrência de agressões sofridas no exercício do posto, deixando de lado, por exemplo, acidentes de trânsito e doenças relacionadas à atividade policial. A partir de agora, qualquer mudança no texto depende de um elevado quórum de votação, equivalente a quintos dos parlamentares. Se for feita uma analogia com o que ocorreu na comissão, essa quantidade de votos será alcançada. Quatro quintos dos deputados do colegiado (36 entre 49) concordaram com o relatório de Moreira. “É um indicativo bom, mas ainda temos de brigar pelos votos”, afirmou o líder do Governo, Major Vítor Hugo (PSL-GO). Os opositores, contudo, minimizaram esse apoio obtido na comissão especial. “Foi um resultado fabricado. O Governo teve de trocar parlamentares de alguns partidos para chegar ao resultado de hoje. No plenário não tem como trocar deputado”, disse o líder da oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ). Na prática, a oposição teria oficialmente hoje cerca de 140 votos. O Governo não tem base de
Em meio ao caos econômico, juros do cartão de crédito explodem e vão a 299,8% ao ano

Taxa média do rotativo subiu 1,2 ponto percentual em relação a abril, chegando a 299,8% ao ano, segundo dados do Banco Central; taxa de juros do cheque especial caiu 2,4 pontos percentuais em maio, comparada a abril, e está em 320,9% ao ano; apesar da queda, o aumento no ano chegou a 8,3 pontos percentuais e a 9 pontos percentuais em 12 meses Andreia Verdélio, repórter da Agência Brasil – Os consumidores que caíram no rotativo do cartão de crédito pagaram juros um pouco mais caros em maio. A taxa média do rotativo subiu 1,2 ponto percentual em relação a abril, chegando a 299,8% ao ano. Os dados foram divulgados hoje (26) pelo Banco Central. A taxa média é formada com base nos dados de consumidores adimplentes e inadimplentes. No caso do consumidor adimplente, que paga pelo menos o valor mínimo da fatura do cartão em dia, a taxa chegou a 279,9% ao ano em maio, aumento de 1,9 ponto percentual em relação a abril. A taxa cobrada dos consumidores que não pagaram ou atrasaram o pagamento mínimo da fatura (rotativo não regular) subiu 0,4 ponto percentual, indo para 314% ao ano. O rotativo é o crédito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão. O crédito rotativo dura 30 dias. Após esse prazo, as instituições financeiras parcelam a dívida. Em abril de 2018, o Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu que clientes inadimplentes no rotativo do cartão de crédito passem a pagar a mesma taxa de juros dos consumidores regulares. Essa regra entrou em vigor em junho do ano passado. Mesmo assim, a taxa final cobrada de adimplentes e inadimplentes não será igual porque os bancos podem acrescentar à cobrança os juros pelo atraso e multa. Enquanto a taxa de juros do rotativo chegou a 299,8% ao ano, o parcelamento das dívidas do cartão de crédito pôde ser feito com juros de 174,1% ao ano em maio. As taxas médias do crédito parcelado do cartão subiram 3,3 pontos percentuais em relação a abril. Cheque especial Já a taxa de juros do cheque especial caiu 2,4 pontos percentuais em maio, comparada a abril, e está em 320,9% ao ano. Mesmo com a queda no mês, o aumento no ano chegou a 8,3 pontos percentuais e a 9 pontos percentuais em 12 meses. De acordo com o Banco Central, essa taxa esteve em queda de maio a outubro do ano passado, mas essa dinâmica de diminuição mudou devido a um aumento nas taxas pelas instituições bancárias. As regras do cheque especial também mudaram em julho do ano passado. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os clientes que utilizam mais de 15% do limite do cheque durante 30 dias consecutivos passaram a receber a oferta de um parcelamento, com taxa de juros menores que a do cheque especial definida pela instituição financeira. As taxas do cheque especial e do rotativo do cartão são as mais caras entre as modalidades oferecidas pelos bancos. A do crédito pessoal não consignado é mais baixa, de 120,1% ao ano em maio, queda de 7 pontos percentuais em relação a abril. A taxa do crédito consignado (com desconto em folha de pagamento) recuou 0,2 ponto percentual, indo para 23,2% ao ano em maio. A taxa média de juros para as famílias caiu 1,5 ponto percentual em maio para 44,4% ao ano. A taxa média das empresas ficou em 19,5% ao ano, baixa de 0,4 ponto. Inadimplência A inadimplência do crédito, considerados atrasos acima de 90 dias, para pessoas físicas, subiu 0,1 ponto percentual e ficou em 4,8% em maio. No caso das pessoas jurídicas, o indicador se manteve em 2,7% no mês. Esses dados são do crédito livre, em que os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado. No caso do crédito direcionado (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito), os juros para as pessoas físicas oscilaram 0,1 ponto percentual para cima, para 7,8% ao ano. A taxa cobrada das empresas se manteve em 9,6% ao ano. A inadimplência das pessoas físicas no crédito direcionado ficou estável em 1,8% e a das empresas subiu 0,1 ponto percentual, para 2,4%. Saldo dos empréstimos Em maio, o estoque de todos os empréstimos concedidos pelos bancos ficou em R$ 3,286 trilhões, com expansão de 0,6% em relação a abril e de 0,9% no ano. Em 12 meses, a expansão foi de 5,5%. Esse estoque do crédito corresponde a 47,2% de tudo o que o país produz – o Produto Interno Bruto (PIB). Isso representa aumento de 0,1 ponto percentual em relação a abril, que foi de 47,1%.
Caixa preta do BNDES não é nenhum mistério: está tudo no site

Entre os 50 maiores tomadores de recursos, nada de Venezuela ou Cuba; campeões são Petrobras e Embraer O presidente Jair Bolsonaro prometeu, em campanha, abrir a “caixa-preta” do BNDES. Chegou a falar que “estava por aqui” com Joaquim Levy, presidente demissionário do banco, por ele não dar notícia do que foi feito dos recursos investidos na Venezuela e em Cuba. O substituto Gustavo Montezano assumiu com a mesma missão, mas será que há algum mistério a ser revelado? Ex-dirigentes da instituição, inclusive no governo Temer, se mostraram ofendidos com as insinuações do presidente de que havia uma caixa-preta, o que consequentemente poderia significar que eles a esconderam. Ao contrário, não há indícios de escândalo, culpados ou propinas. Os dados sobre devedores do BNDES estão disponíveis no próprio site do banco para quem quiser consultar. E a caixa-preta, quem diria, parece mais uma caixa branca, ou melhor, chapa branca: o maior cliente do BNDES é a Petrobras, que tem compromissos de R$ 62,4 milhões com o banco, entre renda variável e financiamentos. A seguir vem a ex-empresa brasileira Embraer, agora pertencente à americana Boeing, que deve R$ 49,3 milhões em financiamentos. Entre os 50 maiores tomadores de recursos do BNDES, nenhum governo ou empresa da Venezuela ou de Cuba e sim uma estatal brasileira e uma empresa norte-americana. Além dos estados de São Paulo e Rio, operadoras de telefonia, Fiat, Klabin, Banco do Brasil, Caixa e até a JBS… Veja aqui a lista. Via: Bianca Alves – Os Novos Inconfidentes
Toyota vai demitir mais de 800 operários no interior de São Paulo

Crise é jogada no colo do trabalhador A empresa Toyota, uma fabricante automotiva japonesa, afirmou que irá demitir mais 400 trabalhadores até o dia 5 de agosto, quando encerrará o terceiro turno da planta de Sorocaba, no interior de São Paulo. Somando-se aos 340 que foram dispensados anteriormente, chegamos agora ao total de 740 demitidos, mais um número trágico para a classe trabalhadora dentro da destruição do golpe de Estado. Em outra planta, na cidade de Porto Feliz, onde são fabricados os motores da empresa, foram mais 100 funcionários jogados no “olho da rua”, onde também foi anunciado o encerramento do terceiro turno. Setores da imprensa noticiaram que houve uma “má interpretação” das informações do fabricante, com a divulgação de que seriam demitidos 400 colaboradores apenas em Sorocaba. Porém, a fábrica quer eliminar todas as vagas criadas para o terceiro turno, o que não muda em nada as demissões. Cinicamente, declararam que a última leva será demitida ao longo do mês de julho e não toda agora de uma vez. Quanta benevolência! Para finalizar, vale analisar brevemente de onde veio o grande golpe que levou às demissões que estamos presenciando. No final do mês de maio, o fraco desempenho nas exportações da marca, principalmente pela crise da Argentina, que era o maior importador dos automóveis brasileiros da marca, foi o golpe de misericórdia. A empresa preparou durante esse tempo as demissões dos temporários na primeira leva, o que, lembremos, é mais uma grande vitória do fim da CLT feita pelos golpistas, e sem pensar nas famílias dos operários, agora irá encerrar um turno inteiro para manter seus lucros. Aqui temos o reflexo da crise capitalista mundial, que atingiu a Ford, a Mercedes Benz no Brasil, e, para que os patrões possam salvar os seus lucros, atacam frontalmente os empregos da classe operária, especialmente nos países oprimidos como é o caso da Argentina e do Brasil. Na Argentina, a mão de obra vem ficando cada vez mais barata, o desemprego aumenta exponencialmente, a crise interna do país é brutal. No Brasil, idem! E o melhor de tudo, segundo a nova CLT – que ainda será mais atacada com a destruição total dos sindicatos -, agora os patrões podem mandar embora todo dia milhares de trabalhadores temporários, contratar de novo mais barato, até chegarem no lucro ideal sobre o suor de seus escravos assalariados. Por isso é preciso derrotar o golpe no Brasil e derrotar a direita argentina nas ruas, organizando amplas massas, os operários, estudantes, colocando os partidos de esquerda nas ruas contra o golpismo imperialista. Isso é resultado da política de intervenção dos EUA nesses dois países.
EM CRISE – Mais da metade das famílias brasileiras acumula dívidas

Pesquisa mostra que inadimplência atingiu 63,4% dos lares em maio, um aumento de 4,4 pontos percentuais em relação a igual período no ano passado – Diretor técnico do Dieese avalia aumento das dividas como resultado do desemprego e do baixo crescimento da economia, e propõe programa para regularizar situação dos brasileiros São Paulo – O total de famílias endividadas no Brasil já chega a 63,4% dos lares, de acordo com levantamento divulgado nesta terça-feira (11) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O aumento é 4,4 pontos percentuais a maior em comparação a igual período do ano passado. O levantamento, que considera as dívidas que as famílias têm com cheque pré-datado, cartão de crédito, carnê de loja, prestação de carro, seguro ou empréstimo pessoal feito com financiadores, indica que o número de inadimplentes cresce entre as famílias com até 10 salários mínimos em decorrência, sobretudo, do cartão de crédito e do cheque especial. Os dados revelam ainda uma média de 63 a 64 dias de atraso para o pagamento das faturas. E cerca ainda de 1/3 das famílias acumula dívidas há mais de um ano. Para o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, o crescimento no número das famílias inadimplentes mostra a “fragilidade da economia brasileira”, como descreve à jornalista Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual. “Não é um atraso conjuntural. No geral, está associado ao problema do desemprego e da ausência de uma renda garantida para fazer frente ao endividamento”, avalia. De acordo com Clemente, o aumento do endividamento prejudica o consumo das famílias. Afeta negativamente a economia, o que torna fundamental, por parte do governo federal, um programa voltado à regularização dos devedores. “Um programa de regularização é também um programa que apoia à retomada do crescimento econômico, apoiando a capacidade de consumo das famílias e da regularização dos seus débitos para que elas possam ter capacidade de realizar o consumo e parcelamento das dívidas”, propõe o diretor técnico do Dieese.
Relatório do IPC mostra maio com queda na inflação de Montes Claros

Maio foi o mês com a menor inflação em Montes Claros, em 2019, segundo dados do Índice de Preços ao Consumidor, projeto do Departamento de Economia da Universidade Estadual de Montes Claros. O percentual foi de 0,34% e o acumulado geral do ano chega a 2,72%. Até então, o menor registro havia sido em abril, com 0,42%. Os produtos alimentícios seguem como de maior influência no índice de inflação. Entre os “vilões”, alho (10%), vagem (9,86%), cenoura (6,53%), banana prata (5,95%) e limão (4,25%), além dos industrializados como bacon (4,3%), leite longa vida (2,9%) e milho verde (2,86%). Gás de cozinha (1,15%), etanol (2,54%), diesel (1,3%) e gasolina (1,25%) foram outras variações destacadas no estudo do IPC/Unimontes referente ao quinto mês do ano. Por outro lado, maio registrou uma queda significativa nos preços de produtos que tiveram peso na inflação dos meses anteriores, como maracujá (- 20,85%), tomate (- 13,71%) e abóbora (- 12,49%). COMPARATIVO Em maio do ano passado, a inflação registrada na maior cidade do Norte de Minas foi maior que o dobro do índice deste ano: 0,78%. No entanto, o acumulado naquela época era menor do que o de agora: 2,15%. O relatório revela, ainda, que o trabalhador local em Montes Claros precisou gastar 33,83% do salário mínimo (R$ 998,00) para adquirir os 13 produtos que compõem a cesta básica. SOBRE – O IPC/Unimontes é feito com base na pesquisa de preços de produtos, bens e serviços em 400 estabelecimentos comerciais da cidade, com coleta de dados sempre no primeiro dia de cada mês. A equipe é formada por oito pesquisadores coordenados pela professora Vânia Silva Vilas Bôas Lopes. O cálculo é feito com base no rendimento de famílias entre um e 6 salários mínimos. IPC/UNIMONTES – MENSAIS EM 2019 Janeiro – 0,64% Fevereiro – 0,65% Março – 0,92% Abril – 0,42% Maio – 0,34% Acumulado – 2,72% Via Site Unimontes