Minas anuncia pavimentação entre Rio Pardo de Minas e Mato Verde

O Governo de Minas anunciou, nesta última quinta-feira (9), o início da primeira etapa das obras de pavimentação da LMG-629, que faz a ligação de Rio Pardo de Minas a Mato Verde, na região Norte do estado. Esta é mais uma obra que vai melhorar a vida dos mineiros e trazer mais desenvolvimento para o estado. Da Agência Minas As obras serão realizadas pelo Governo de Minas por meio do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG). A intervenção abrange 32 quilômetros entre os dois municípios, serão executadas em duas etapas e vão beneficiar direta e indiretamente mais de 250 mil pessoas da região. As intervenções fazem parte do Provias, maior conjunto de investimentos rodoviários da última década em Minas Gerais. O edital do primeiro lote com 9,5 quilômetros deverá ser publicado em julho e o início das obras no segundo semestre deste ano. O investimento nesta etapa é da ordem de R$ 29,5 milhões. A estimativa é de um investimento total em torno de R$ 69,5 milhões para a pavimentação de 22,5 quilômetros. O edital será publicado no primeiro semestre de 2025. Para o vice-governador de Minas, Professor Mateus, a obra é um compromisso do Governo de Minas com a região. “É uma questão de responsabilidade, para nós, conseguir anunciar finalmente a retomada dessa obra, que foi planejada há 40 anos e que, infelizmente, foi abandonada desde então. É uma enorme alegria, hoje, garantir que há o recurso para a primeira etapa, e que já estamos com o projeto em andamento para licitar essa obra nos próximos meses. Sabemos que essa ligação de Mato Verde até Rio Pardo significa a junção de duas das regiões mais importantes do Norte do Estado, que é o Alto Pardo com a Serra Geral”, afirmou. O secretário de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias, Pedro Bruno, destacou que este é mais um avanço para Minas. “Vale ressaltar que temos obras em execução em todo estado. Temos um desafio de melhorar nossa malha viária, sabemos que muito ainda precisa ser feito, mas estamos trabalhando e com a certeza de que estamos no caminho certo. O mineiro já começa a sentir a diferença ao trafegar pelas estradas de Minas”, disse. O DER-MG também já trabalha na revisão do projeto para a execução da segunda etapa, inclusive no que se refere aos procedimentos para licenciamento ambiental da obra e no detalhamento da planilha de custo e orçamento dos serviços. “A gente usou os primeiros meses do ano para fazer a atualização do projeto. Mas vale ressaltar que, em relação à primeira etapa, tudo está pronto. A gente pretende lançar o edital de licitação ainda no primeiro semestre e dar início às obras na segunda parte do ano”, explicou o diretor-geral do DER-MG, Rodrigo Tavares. IMPORTÂNCIA DA OBRA O trecho faz a conexão entre as regiões de Serra Geral e Alto Rio Pardo. Trata-se de um link faltante fundamental para o acesso da população de diversos municípios com o polo de saúde em Taiobeiras, onde está localizado o hospital de referência da região. Pelo trecho circulam ambulâncias, Samu e veículos que transportam pacientes de hemodiálise, entre outros. A obra, depois de concluída, vai promover a integração regional, criando um elo pavimentado entre Taiobeiras e a LMG-635, o que favorecerá a circulação da população e o escoamento da produção agropecuária de diversos municípios, como Espinosa, Mamonas, Monte Azul, Catuti, Mato Verde, Santo Antônio do Retiro, Montezuma, Rio Pardo de Minas, Novo Horizonte, Salinas, Rubelita, Coronel Murta e Araçuaí. Além de possibilitar o acesso ao Sul da Bahia, a partir da BR-251. “Isso significa, obviamente, mais segurança, melhor circulação das pessoas e condição de integração das redes de saúde. Mas, mais do que isso, ela significa condição de escoamento de produção e, portanto, a criação de uma nova via de acesso para as cargas, o que significa incremento na atividade econômica para toda a região”, ressaltou o vice-governador. Os benefícios também virão para a educação, pois a obra facilitará o acesso dos estudantes às faculdades que estão localizadas do lado da Serra Geral. Na logística, haverá a criação de uma nova rota de transportes, uma vez que o usuário da via poderá fazer o contorno entre as duas regiões, retornando para a região Central do estado sem ter que ir e voltar pela mesma rota, fazendo com que se reduza o custo do transporte. No setor industrial, exemplo de benefício é a cidade de Taiobeiras, que já é um polo de produção têxtil, com foco na confecção de lingerie. Além disso, o município já se desponta no setor de Equipamento de proteção Industrial (EPIs).

Unimontes realiza primeira banca de mestrado em um Quilombo/Terreiro

A Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), por intermédio do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE), realizou nos últimos meses, diversas ações relacionadas com as comunidades quilombolas.a Unimontes e do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE), de serem também para as comunidades tradicionais. Em fevereiro de 2024 ocorreu a primeira banca de mestrado da Unimontes em território Quilombola e Terreiro de Candomblé, da dissertação de Welington Coimbra. No mês de abril a primeira banca de indígena do PPG/Unimotnes, de Tita Maxakali. As duas dissertações foram desenvolvidas pelo Grupo de Pesquisa para uma Educação Decolonial – GDECO-ETNOPO, sendo orientadas pelo professor Heiberle Horácio, do PPGE e do GDECO-ETNOPO. Em 19 de fevereiro, o mestrando Welington Coimbra apresentou para a comunidade e para integrantes da Unimontes, o trabalho intitulado Candomblé de Angola no Quilombo Manzo Diá Luango: História, Ensinagens e Educação. A banca do programa de mestrado avaliou o trabalho no Quilombo e Terreiro de Candomblé, nas dependências da entidade de matriz africana “Manzo diá Luango”, no município de São Francisco-MG. “O processo no Mestrado foi um encontro entre a necessidade da educação com a valorização dos saberes tradicionais. Isso foi possível graças à singeleza do orientador Heiberle Horácio, que abraçou este processo, as Divindades que permitiram todo esse processo e as “ensinagens” de Terreiro da Comunidade Tradicional de Matriz Africana Manzo diá Luango. Entender as Ensinagens é defender um outro modo de ser e viver o mundo, uma educação complexa e necessária para um Brasil negro e indígena”, destacou o mestrando Welington Coimbra No dia de abril foi a vez da indígena Canoeiros Maxakali Patrícia Murta Loyola – Tita Maxakali fazer sua apresentação para da PPGE, com a avaliação do trabalho denominado “Os Processos Educativos das/nas Festas Canoeiros Maxakali, e as escolas coronel-murtenses”. Tita Maxakali foi a primeira indígena a apresentar seu projeto de mestrado no PPGE Unimontes.” Fazer o mestrado foi um processo de construção coletiva, no qual, todos os dias, resistir e insistir em existir, só foi possível porque o meu orientador, Heiberle Horário, acreditou e não desistiu. Encontrei, através dele, na nossa Família GDECO Unimontes, pessoas acolhedoras, que me apoiaram e me ajudaram a superar as minhas dificuldades”, afirmou a indígena. Além do professor Heiberle Horácio, estiveram presentes nas bancas os professores da Unimontes: Mônica Amorim, Fabiano José, Cassio Alexandre e Denilson Meireles. O GDECO-ETNOPO Tanto Welington Coimbra, quanto Tita Maxakali são integrantes do GDECO (Grupo de Pesquisa e Ação de Educação Popular PluriEtnoDecolonial). O grupo tem como coordenadores os professores Heiberle Horácio, Nelcira Durães e Mônica Amorim, sendo integrado por estudantes e de graduação e do PPGE, de Povos e Comunidades Tradicionais, e de Movimentos Sociais, bem como por professores do ensino básico da Unimontes. Diferentes integrantes do GDECO concluíram o mestrado no PPGE, como a quilombola e advogada Nadja Moana, as professoras Laura Patrícia, Elen Sabrina e Maria Edilza, além do professor João Rosa.

As dez cidades mais pobres de Minas Gerais

DESIGUALDADE SOCIAL – Das dez cidades mineiras mais pobres, nove pertencem à mesma região. A mais pobre tem renda média de R$ 62 por pessoa; saiba qual Dados de 2020 do Banco Mundial apontavam o Brasil na nona posição entre os países mais desiguais do mundo, com a maior parte da riqueza concentrada nas mãos de uma pequena parcela da população. Em Minas Gerais, a situação não é diferente. O estado tem 853 municípios. A maior concentração de riqueza por m² do Brasil está em Nova Lima, na Região Metropolitana de BH, com uma renda média per capita de R$ 8.897. Por outro lado, Verdelândia, no Norte do estado, em que a renda média é de R$ 62 por pessoa. Os dados são do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV Social), que divulgou neste ano o ‘Mapa da Riqueza’, que avaliou, em 2020, a distribuição de renda no país. O cálculo é feito sobre a renda total acumulada do município em relação ao número de habitantes. Para a pesquisa, foi usada a combinação dos dados do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), gerados pela Receita Federal, e de pesquisas domiciliares tradicionalmente usados em estudos sobre pobreza e desigualdade. Confira a lista das dez cidades mais pobres de Minas Gerais 1 – Verdelândia/Norte de Minas A economia do município se destaca pela agropecuária, sobretudo pelo cultivo de banana e criação de gado. É banhada pelo rio Verde Grande, de relevância para seu desenvolvimento. Como a maioria das cidades de Minas, a chegada da estrada de ferro, em um município próximo, contribuiu para a atração de pessoas de outras cidades a partir da década de 1940. 2 – São João do Pacuí/Norte de Minas Situado a 500Km de Belo Horizonte e com uma população estimada de 4.476 habitantes pelo IBGE, em 2021, São João do Pacuí tem uma renda média de R$ 78,150 por pessoa. A principal atividade econômica é a agricultura e pecuária de subsistência. O município guarda um importante acervo construído pela natureza ao longo dos tempos: as grutas, que apresentam registros da passagem do homem pré-histórico, marcadas por sinalizações ou por desenhos multicores não identificados. 3 – Monte Formoso/Jequitinhonha A única da lista que não pertence ao Norte de Minas, a cidade de Monte Formoso está situada no Vale do Jequitinhonha. Em 2021, sua população estimada era de 4.939 habitantes. A renda média por pessoa é de R$ 81,28 por pessoa. Acredita-se que a origem dos primeiros habitantes de Monte Formoso foram de descendentes da Bahia e de outros estados nordestinos, que tinham a intenção de fugir da seca que atingiu a região na última década do século 19. 4 – Cônego Marinho/Norte de Minas Fundado em 1995, o município tem três distritos: Cônego Marinho, Cruz dos Araújos e Olhos d′Água do Bom Jesus. Sua população estimada, em 2021, era de 7.730 habitantes, com uma renda média de R$ 86,68 por pessoa. A economia é baseada no artesanato de utensílios de barro (olaria), produzidos por artesãos locais. Outro setor que movimenta a economia do é a produção de cachaça. 5 – Matias Cardoso/Norte de Minas Matias Cardoso está situada no extremo Norte de Minas, na divisa com a Bahia, tem uma população estimada pelo IBGE, em 2021, de 11.360 habitantes, com uma renda média de R$ 87,48 por pessoa. Devido à criação de gado e à produção de alimentos, que comercializava em Salvador, surgiu um caminho que ligava as duas cidades e que posteriormente passou a fazer parte dos chamados caminhos do sertão ou caminhos da Bahia. Além da estrada, o comércio intenso e lucrativo com a sociedade baiana possibilitou à população do então povoado de Morrinhos a construção da primeira igreja de Minas Gerais, que até hoje existe em Matias Cardoso. A igreja dedicada a Nossa Senhora da Conceição foi erguida por volta de 1670 e provavelmente é a construção mais antiga do Estado que ainda se encontra de pé, já que sua origem é anterior ao ciclo do ouro e da criação da Capitania de São Paulo e Minas D’Ouro. 6 – Fruta de Leite/Norte de Minas Segundo dados do IBGE, de 2021, a população estimada de Fruta de Leite era de 5.232 habitantes, com renda média de R$ 87,60 por pessoa. O nome da cidade vem da presença, em sua vegetação, de uma grande quantidade de fruta comestível adocicada, chamada fruta de leite 7 – Pedras de Maria da Cruz/Norte de Minas Segundo dados do IBGE, a população estimada, em 2021, era de 12.313 habitantes, com uma renda média de R$ 88,66 por pessoa. A fonte de sustento da maior parte de seus habitantes está na zona rural, com o trabalho na agricultura e pecuária. Pedras de Maria da Cruz tornou-se município, desmembrando de Januária, em 1992. Um dos setores que movimentam a economia da região é o turismo. Fieis vão à cidade a capela Imaculada Conceição, localizada na parte baixa da cidade. 8 – Pintópolis/Norte de Minas A 705km de BH e a 480 metros acima do nível do mar, a cidade recebeu esse nome em homenagem ao fundador do município, Germano Pinto. Segundo dados do IBGE, de 2021, a população estimada era de 7.540 habitantes, com uma renda média de R$ 88,89 por pessoa. A economia está concentrada principalmente na extração de carvão vegetal, agricultura e pecuária de gado de leite e corte. 9 – Mamonas/Norte de Minas A população estimada da cidade de Mamonas é de 6.565 habitantes, com renda média de R$ 89,02 por pessoa. A economia de Mamonas é baseada na agricultura familiar e na produção de cachaça. A cidade tem uma história marcada por manifestações culturais, como as festas juninas de São João e as famosas barraquinhas de Santo Antônio. Por ser considerada a capital mineira do forró, todos os anos Mamonas atrai muitos visitantes de várias cidades do país que vão ao local prestigiar as festividades do município. 10 – Santo Antônio do Retiro/Norte de Minas Santo Antônio do Retiro tinha uma população estimada de

Lontra foi destaque no XII Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora

Com o projeto Máquina de Triturar Vidros, Lontra conquistou o terceiro lugar entre 250 municípios mineiros participantes. O anúncio dos vencedores da etapa estadual da premiação aconteceu em uma cerimônia na capital mineira na quarta-feira, 17/04, com a presença de diversas autoridades. O município de Lontra conquistou o troféu no XXII Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora na categoria Sustentabilidade & Meio Ambiente. A cidade se classificou no 3º. Ao todo foram 10 categorias premiadas nas mais diversas atuações da gestão pública. “Lontra muito se alegra com o resultado da premiação, uma vez que esta iniciativa promove melhor qualidade de vida para a população. E, a nossa cidade, mais uma vez, se tornou um exemplo para outras prefeituras. Parabéns ao prefeito Dernival Mendes dos Reis pela exemplar administração’, comentou o secretário de obras, Diogo Gusmão O presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, Marcelo Souza e Silva, destaca que o propósito da instituição é impulsionar o empreendedorismo para transformar vidas. “Essa transformação passa pelo desenvolvimento do território e dos pequenos negócios, que contribuem de forma significativa para a melhoria das condições de vida da população. Por isso, o Prêmio é importante para disseminar as boas práticas das gestões públicas municipais de estímulo ao empreendedorismo”, frisa.

Morre o ex-deputado Cleuber Carneiro

Corpo do político será sepultado em Januária, no Norte de Minas, nesta terça-feira Por Luiz Ribeiro EM LUTO NA POLÍTICA MINEIRA – O ex-deputado (estadual e federal) Cleuber Brandão Carneiro, de 84 anos, morreu na tarde desta segunda-feira (15/04), em Belo Horizonte. Ele estava internado no Hospital Felício Rocho, com problemas cardíacos. O corpo do ex-parlamentar será velado a partir das 12 horas desta terça-feira (16/04), no Salão da Funerária Avelar, em Januária, no Norte de Minas. O enterro acontecerá no cemitério local, às 9 horas de quarta-feira (17/04). Cleuber Carneiro foi vereador e prefeito de Januária (às margens do Rio São Francisco) na década de 1970. Ele exerceu cinco mandatos de deputado estadual (1979 a 1998) e dois mandatos na Câmara Federal (1999 a 2007). Também advogado, professor e produtor rural, com base eleitoral no Norte de Minas, Cleuber Carneiro foi vice-presidente (1989/1990) da Assembleia Legislativa de Minas e participou da elaboração da Constituição Mineira, promulgada em 15 de setembro de 1989. Na legislatura de 1987 a 1990, como liderança do antigo PFL, ele ganhou notabilidade por fazer uma forte oposição ao então governador Newton Cardoso (MDB), que enfrentou pedidos de impeachment na casa. Nota de pesar O presidente do Senado, Rodrigo Pachedo (PSD), divulgou nota de pesar pelo falecimento do ex-deputado mineiro. “Lamento a morte do ex-deputado Cleuber Carneiro, ocorrida nesta segunda-feira, e externo meus sentimentos aos familiares, aos amigos e admiradores de Carneiro, que protagonizou uma extensa carreira na vida pública”, diz a nota. Luto A Prefeitura de Januária decretou luto oficial no município em função do falecimento do ex-deputado e ex-prefeito da cidade. No decreto, assinado pelo prefeito de Januária, Maurício Almeida, é ressaltado que o luto oficial se justifica considerando “ os inestimáveis trabalhos dedicados a toda comunidade Januarense” por Cleuber Carneiro no decorrer de sua vida como cidadão, vereador, prefeito e deputado.

Centro histórico de Januária é tombado patrimônio cultural do Estado

Local é marcado por festividades religiosas de pescadores e pessoas ribeirinhas Gerais somou mais um centro histórico como patrimônio cultural do Estado nesta quinta-feira (11 de abril). No Norte de Minas, à beira do rio São Francisco, a cidade de Januária mantém viva uma tradição de vida ribeirinha, associada ao comércio e às navegações, desde as primeiras ocupações do Brasil colônia. O tombamento garante proteção às 54 edificações da arquitetura regional. O centro histórico, ainda conectado ao antigo cais, conquista a presença de turistas que visitam a Igreja Matriz, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e a Capela de Santa Cruz. É lá onde ocorrem as festividades religiosas dos pescadores e das pessoas ribeirinhas que vivem do “Velho Chico”. Para receber o título, Januária mostrou colaborar com a “mineirice” através de uma cultura marcada pelos derivados da cana de açúcar e pelas tradições como a do Caboclo d’Água — presente na vida dos pescadores e característica da vivência do cerrado. “O dossiê de tombamento avaliou os sentidos e os significados do centro histórico, do porto de Januária e das referências espaciais construídas e existentes que materializam as diversas narrativas de processos históricos, econômicos e culturais dos modos de viver da região Norte de Minas e do Rio São Francisco”, afirmou o Conselho Estadual de Patrimônio Cultural por meio de nota. Festividade é reavaliada como Patrimônio Imaterial do Estado após 11 anos O Conselho do Patrimônio Cultural de Minas (CONEP) também reavaliou o título de patrimônio imaterial do Estado à Festa de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, na Chapada do Norte, no Vale do Jequitinhonha, nesta quinta-feira (11 de abril). O tombamento foi registrado, pela primeira vez, em 2013. “A celebração transformou o pacato município do médio Jequitinhonha pela materialização da fé, em um momento de devoção e de alegria”, descreveu o órgão. A festividade reúne milhares de pessoas vindas dos mais distantes lugares para saudar a Virgem do Rosário. A festa acontece desde o século XVIII, como forma de devoção da Irmandade do Rosário de Chapada. Ela é marcada pela cultura afro-brasileira e pelos “valores do sincretismo religioso, da oralidade, da culinária e da musicalidade” da população negra de Minas Gerais.

Com votos de Paulo Guedes e Délio Pinheiro DPVAT voltará a ser cobrado

Com os votos dos deputados federais Paulo Guedes (PT) e Délio Pinheiro (PDT) e mais 302 parlamentares, a Câmara aprovou na noite dessa terça-feira (9) o projeto de lei complementar (PLP 233/23) que restabelece a obrigatoriedade do Seguro Obrigatório para Danos Pessoais por Veículos Automotores Terrestres (DPVAT). Pelo texto, que será encaminhado ao Senado, o DPVAT será renomeado como Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito (SPVAT). O projeto expande as despesas cobertas pelo SPVAT, incluindo reembolso para despesas médicas suplementares, como fisioterapia e medicamentos não disponíveis pelo SUS no município de residência da vítima, além de serviços funerários e reabilitação profissional para vítimas de invalidez parcial. As indenizações por morte e invalidez permanente continuarão sendo previstas. A governança do fundo será feita pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), e a fiscalização ficará a cargo da Superintendência de Seguros Privados (Susep). As indenizações serão pagas exclusivamente por crédito em conta bancária. Os pagamentos serão anuais e diretos, não exigindo bilhetes ou apólices, oferecendo cobertura para casos de morte e invalidez permanente, total ou parcial, com pagamentos efetuados mesmo em casos de culpa ou inadimplência do motorista.

Programa Acolher oferece atendimento psicológico gratuito aos estudantes da Unimontes

A ação conta com a parceria de vários profissionais psicólogos e da Residência de Psiquiatria da Unimontes Os acadêmicos da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) contam com atendimento psicológico gratuito. O serviço é oferecido por meio do Programa Acolher.Trata-se de um projeto de extensão, vinculado ao Departamento de Saúde Mental e Saúde Coletiva. O atendimento psicológico, disponibilizado para alunos dos cursos de graduação de todos os campi da Unimontes, passou a ser oferecido também pelo sistema online. Conforme explica a coordenadora do Programa Acolher, professora e psicóloga Vera Lúcia Mendes Trabbold, para ser atendido, basta que o acadêmico acesse o site do sistema do projeto, no link do link https://sigap.unimontes.br/registrar/aluno e cadastre-se para solicitar um atendimento psicológico. Após o cadastro, um psicólogo do Programa Acolher irá receber a solicitação e entrará em contato com o aluno pelo whatsapp. As solicitações também podem ser feitas por intermédio do e-mail: programa.acolher@unimontes.br. Neste caso, o aluno deve enviar o pedido de atendimento psicológico com nome, whatsapp, matrícula e curso de graduação. Cada estudante pode ser atendido em até 10 sessões pelo sistema online. A ação conta com a parceria de vários profissionais psicólogos e da Residência de Psiquiatria da Unimontes A professora Vera Lúcia Trabbold, que também é coordenadora do curso de Psicologia da Unimontes, ressalta que “estudos mostram que a entrada em um curso superior traz consigo determinadas particularidades relacionadas às exigências socioculturais na juventude, como o apropriar-se de uma nova metodologia de ensino, fazer novos laços sociais, tomar decisões por si próprio, estar distanciado da família e dos amigos de infância, se haver com as questões sobre a sexualidade e vida amorosa, preparar-se para uma profissão, entre outras questões, ocorrências que podem desestabilizar o sujeito”. Foi dentro deste contexto que foi instituído o Programa Acolher. A iniciativa, implementada desde 2017, tem como objetivo “oferecer um serviço de acolhimento psicológico da urgência subjetiva para os alunos da Unimontes”. A professora Vera Trabbold salienta que o programa oferece ao aluno o apoio na clínica psicanalítica, “entendida como um dispositivo dentro de uma perspectiva discursiva, que acolhe a singularidade do sofrimento do estudante na relação com o social”. Ainda conforme a coordenadora, o Programa Acolher busca também “contribuir com a comunidade universitária ofertando palestras, rodas de conversas e intervenções, em parceria com outros departamentos”.

Região sediará o 6º ciclo de formação do Selo Unicef

A Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams) sediará dia 9 de abril, em sua sede em Montes Claros, o 6º Ciclo de Formação do Selo Unicef – Avaliando Conquistas & Identificando desafios com os municípios que aderiram ao programa. O evento é do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Durante o encontro, as equipes municipais terão a oportunidade de fazer uma revisão geral de entregas, prazos e metodologia de certificação. O presidente da Amams e prefeito de Padre Carvalho, José Nilson Bispo, destaca que o selo Unicef tem um resultado prático, pois ajudou na queda da desnutrição infantil, reduziu a evasão de alunos na rede de ensino e ainda combateu o trabalho infantil, ao premiar os municípios que fomentaram políticas públicas para a infância. Ele cita como exemplo o programa Leite Pela Vida, que atendeu 150 mil famílias em vulnerabilidade social e minimizou os impactos da fome. “A Amams sempre foi parceira da Unicef por reconhecer a relevância deste trabalho”, disse. A coordenadora do Departamento de Políticas Sociais da Amams, Laila Tatiane Souza lembra que “este sexto ciclo de formação do Selo Unicef em Montes Claros tem o objetivo de apoiar e mobilizar os municípios participantes para realizarem um esforço concentrado no desenvolvimento das atividades finais desta edição do Selo. Está focado no fortalecimento das políticas municipais de promoção, garantia e defesa dos direitos de crianças e adolescentes com ênfase na entrega dos resultados e produtos previstos nos sete resultados sistêmicos, seus respectivos indicadores de impacto social e no eixo de participação cidadã e gestão por resultados previstos na metodologia”. A proposta de programação do encontro, no período da manhã, é compartilhar as orientações sobre o II Fórum Comunitário e, pela tarde, realizar uma revisão geral de entregas, prazos e metodologia de certificação. O momento é decisivo para consolidar o trabalho realizado pelas gestões municipais na entrega de políticas, programas, projetos e serviços de qualidade que garantem uma vida melhor para cada criança e adolescente e como consequência para toda a sociedade. Não há tempo a perder! É preciso concentrar os esforços na entrega dos produtos estabelecidos nos resultados sistêmicos do Selo Unicef e preparar todo o município para participar do II Fórum Comunitário que vai avaliar os resultados alcançados e apresentar os desafios do fim deste mandato da atual gestão municipal. Para participar deste momento formativo, a Unicef recomenda a presença de três representantes de cada município: Articulador do Selo Unicef; Mobilizador de Adolescentes e Representante do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) ou um(a) mobilizador(a) de uma das áreas temáticas (Assistência Social, Educação ou Saúde).

Equinox mantém investimentos de R$ 75 milhões na região

Aporte da empresa será feito no sistema de depósito de rejeitos a seco no complexo em Riacho do Machados A Equinox Gold planeja investimentos de R$ 75 milhões neste ano na Mineração Riacho dos Machados (MRDM), no Norte de Minas. O objetivo é a implantação da deposição de rejeito a seco na unidade e descaracterização da atual barragem de rejeitos, localizada nas cidades de Riacho de Machados e Porteirinha. A mineradora anunciou também que a produção de ouro na MRDM cresceu 60% em 2023. As informações foram publicadas na segunda-feira (25) pelo Diário do Comércio, de Belo Horizonte. Os investimentos da Equinox visam ao cumprimento do estabelecido na Lei Mar de Lama Nunca Mais, que obriga a extinção das barragens de rejeitos. No caso da unidade da mineradora canadense em Minas Gerais, a previsão é que o empilhamento a seco já seja possível a partir do segundo semestre deste ano. Juntamente da nova deposição de rejeitos, será iniciada a descaracterização da barragem da Equinox em Riacho dos Machados. O projeto de extinção da estrutura está em análise pela Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) e a previsão inicial é que, após aprovado, seja finalizado ao longo do ano de 2025. “Até por uma demanda da sociedade, já existe uma busca para que as mineradoras passem a buscar rejeito à seco e não mais barragens de rejeito”, afirma o vice-presidente de Relações Institucionais e Licenciamento da MRDM, César Torresini. Já o crescimento expressivo da extração de ouro da unidade mineira se deve principalmente ao melhor teor – a qualidade – do minério. A lavra a céu aberto tinha uma produção de 0,5 grama (g) de ouro por 1 tonelada (t) extraída de minério. Ano passado, essa proporção passou para 0,78 g/t, um crescimento de 50% na quantidade do mineral. Além dos investimentos, o desempenho da Equinox Gold na MRDM proporcionou a arrecadação de R$ 6,8 milhões por meio da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem) para as duas cidades do Norte mineiro. O valor representa um aumento de 44% em relação a 2022. Já em impostos e taxas municipais, o valor arrecadado pela produção da mineradora ultrapassou os R$ 2,9 milhões. “(O aumento da arrecadação) é também fruto de uma produção maior, mas nós tivemos um preço maior no ouro. A expectativa agora é que a gente continue no mesmo ritmo de produção, mas existe uma expectativa do preço do ouro maior. Em março já praticamos um preço 13% maior que o ano de 2023”, comenta Torresini. ÁGUA – A Equinox Gold firmou um termo de compromisso com a Prefeitura Municipal de Riacho dos Machados e com a Copasa para fornecimento de água à população a partir da captação na barragem do Rodeador, estrutura que também abastece as atividades operacionais da unidade. A barragem foi construída após investimentos de R$ 50 milhões pela MRDM, para abastecer a operação da mina e assegurar reservatório estável também em benefício da população de Riacho dos Machados e comunidades do entorno. Em períodos de estiagem, as fontes de água eram intermitentes e sujeitas a escassez.