‘Traição é algo que você faz e não avisa’, diz Cid Gomes sobre Ciro

Desde a eleição de 2022, a relação entre os irmãos Ferreira Gomes, Ciro e Cid (ambos do PDT), está estremecida RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Desde a eleição de 2022, a relação entre os irmãos Ferreira Gomes, Ciro e Cid (ambos do PDT), está estremecida. O ex-presidenciável amargou o quarto lugar na disputa ao Palácio do Planalto, seu pior resultado nas quatro vezes que concorreu ao cargo, sem ter o senador em seu palanque. O parlamentar, por sua vez, foi mais ativo na campanha de segundo turno do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)Passados meses do pleito, os dois irmãos voltam a se encontrar em lados opostos. Cid trava uma disputa pela presidência do PDT no Ceará, berço eleitoral da família Ferreira Gomes. Ciro, por sua vez, defende a manutenção do deputado federal André Figueiredo no cargo. O pano de fundo para a discordância, que aprofunda ainda mais o racha entre os irmãos, é a eleição do ano passado. O ex-candidato à Presidência acusa Cid de ter sido abandonado por ele, que priorizou uma aliança com o PT e com o ex-governador do Ceará e atual ministro da Educação, Camilo Santana (PT). O senador não se envolveu na candidatura do irmão da mesma forma que fez nos pleitos passados, quando foi seu coordenador de campanha À reportagem, Cid rebateu os lamentos de Ciro. “Não foi traição. Traição é algo que você faz e não avisa. Eu avisei que não me manifestaria sobre a eleição estadual. Agora Ciro fica aí falando de facada”, diz o senador, fazendo referência à fala do irmão sobre a ter sido atacado pelas costas por ele por causa do pleito. A analogia foi dita pelo ex-presidênciável nas vésperas da votação do primeiro turno, e repetida recentemente em entrevista coletiva no encontro regional do PDT, em Fortaleza. “Não quero comentar porque a facada nas minhas costas está doendo muito ainda”, respondeu Ciro, no último dia 22, ao ser questionado sobre a relação com Cid. Racha entre os irmãos O racha entre os dois irmãos começou na indicação do PDT do candidato do partido ao governo do Ceará. Ciro foi a favor da escolha do ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio, enquanto Cid preferia que o postulante fosse a então chefe do Palácio da Abolição, Izolda Cela -nome defendido pelo PT. A decisão pôs fim a aliança de mais de duas décadas entre os dois partidos no estado. “Como não concordava em romper a aliança, me recolhi para não brigar com Ciro e me resguardei. Eu avisei que não iria manifestar na eleição estadual”, diz Cid, justificando porque preferiu não ser uma voz ativa durante o pleito passado. “Tudo que eu previ aconteceu. Tivemos uma grande derrota”. Roberto Cláudio ficou em terceiro na eleição, com 14,14% dos votos. O candidato do PT, Elmano Freitas, foi eleito em primeiro turno, com 54,02%. Afastamento entre os irmãos ficou nítido nas duas agendas finais de campanha de Ciro, nas vésperas do primeiro turno. Na ocasião, o então candidato apareceu sem Cid em carreatas feitas em Fortaleza e Sobral, cidade cearense que os dois administraram. O atual prefeito do município, Ivo Gomes, terceiro irmão da dupla, também não compareceu aos dois eventos, reforçando, assim, a imagem de isolamento do ex-presidenciável. Cid justifica a decisão: “Não fomos [aos eventos] porque ele estava com Roberto Cláudio. Eu e Ivo propusemos para que Ciro fizesse uma agenda sem Roberto Cláudio, mas ele não quis”. O senador conta que o afastamento do irmão, a decisão do partido por Roberto Cláudio e o rompimento com o PT no Ceará fizeram com que ele passasse por uma fase difícil no ano passado. “Eu achava errada a postura do partido e me resguardei. Foram os piores meses da minha vida”, diz Cid, que acrescenta que esperava que a situação melhorasse após a eleição. Disputa pelo PDT no Ceará O novo racha entre os irmãos passa pela eleição municipal do ano que vem e também envolve o PT. Cid faz parte da ala do PDT que defende retomar as alianças com os petistas no estado para que eles apoiem um candidato pedetista à prefeitura de Fortaleza, hoje ocupada por José Sarto (PDT). Em troca, a sigla passaria a fazer parte oficialmente da base do governo de Elmano. Do outro lado, pedetistas mais próximos de Ciro, André Figueiredo e Roberto Cláudio preferem que o partido mantenha a independência do PT. Segundo aliados, um dos motivos para isso é que não ocorra a mesma briga da eleição passada, isto é, uma cisão no PDT porque petistas preferem um nome diferente do que quer o partido. Nos bastidores, a ala de Figueiredo, que também acumula o cargo de presidente interino do PDT nacional, afirma que a tentativa de Cid de controlar o diretório do Ceará não condiz com a posição do senador de não ter apoiado o candidato do próprio partido na eleição passada. A ofensiva tem sido vista como uma forma de transformar o PDT em um “puxadinho do PT”. Cid, por sua vez, nega com veemência a acusação e afirma que tem o apoio da maioria do diretório estadual para retomar a aliança. “Temos o apoio da maioria dos deputados e dos prefeitos. O André começou a tomar uma posição de oposição contra a vontade da maioria”, diz Cid, que completa: “Não estou pleiteando [a presidência do partido no estado] por capricho ou desejo”. Para resolver o impasse, a ala de Cid convocou uma reunião do PDT cearense para o dia 7 de julho. O ato, no entanto, foi questionado por adversários, que alegaram que o encontro não teria legitimidade. O senador, por sua vez, afirmou que a convocação teve a assinatura de mais de dois terços do diretório, respeitando o estatuto do partido. No meio da briga, pedetistas chegaram a falar que Cid sairia do partido. As suspeitas aumentaram após conversas que o senador teve com a presidente nacional do Podemos, a deputada federal Renata Abreu (SP). À Folha de S.Paulo, o parlamentar confirmou que chegou a ser
BH publica lei que proíbe nome de torturadores da ditadura em ruas e imóveis

Legislação agora permite mudança na identificação de alguns espaços públicos Antes de receber o nome de Dona Helena Greco, viaduto se chamava Marechal Castelo Branco — Foto: Reprodução/Google Street View O prefeito de Belo Horizonte Fuad Noman (PSD) sancionou, no Diário Oficial do Município (DOM) desta quarta-feira (14), um projeto de lei aprovado em dois turnos na Câmara Municipal que restringe nomes de locais públicos como ruas, bairros e imóveis na capital. A medida busca proibir homenagens a pessoas que cometeram torturas na época da ditadura militar. Pela nova lei, que foi proposta pelo vereador Pedro Patrus (PT), abre-se uma brecha para alterar logradouros públicos que façam menção ou homenagem a “autores das graves violações de direitos humanos durante o período da ditadura militar”, ou também que mencionem datas referentes a este período. Até a publicação desta lei, a legislação da capital impede a mudança de nome oficialmente outorgado há mais de 10 anos, exceto quando há a duplicidade de nome, e se o homenageado for pessoa condenada judicialmente por crime hediondo, por crime contra o estado democrático, a administração pública ou os direitos individuais. Já para dar nome a local não identificado, a legislação continua proibindo homenagens a pessoas vivas, além de letras isoladas ou em conjuntos que não formem conteúdo lógico, ou com números não considerados em expressões relativas a datas, e também com palavras, expressões ou nomes estrangeiros que dificultem a legibilidade e assimilação pela população, salvo quando adaptados à grafia do idioma latino ou do anglo-saxão. Militantes homenageados Se a partir de agora pessoas envolvidas com violação dos direitos humanos podem não aparecer em logradouros públicos na capital, uma pesquisadora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) descobriu que a capital tem 200 ruas com nomes de militantes que lutaram contra o regime militar. A pesquisa teve quatro etapas e investigou dados sobre a forma como se deram as homenagens aos militantes políticos de oposição à ditadura nas vias de Belo Horizonte e a relação da população desses locais com esses atos, analisando aspectos da construção da memória social sobre o período. A maioria das ruas que homenageiam os militantes políticos estão localizadas na periferia da capital mineira, em regiões que fazem limite com cidades da região metropolitana. Muitos logradouros estão em bairros novos que permitiam novas nomeações. Os moradores destas ruas geralmente sofrem com brigas políticas entre municípios sobre de quem seria a responsabilidade das questões de infraestrutura dessas vias, já que uma cidade joga a responsabilidade para a outra. O Tempo
Empresário golpista fez doação para Bolsonaro com conta bloqueada pelo STF

Luiz André Tissot, dono do Grupo Sierra e um dos oito empresários que se tornaram alvos do Supremo Tribunal Federal (STF) por defenderem um golpe de Estado caso Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vença as eleições de outubro, aderiu ao movimento de doar R$ 1 para a campanha de reeleição de Jair Bolsonaro (PL). Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, Tissot fez a transferência via Pix no dia 12 de setembro, data em que ainda estava valendo o bloqueio das contas bancárias de todos os empresários envolvidos no caso, determinado em 23 de agosto pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. Já de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, dos oito integrantes do grupo de WhatsApp Empresários & Política que faziam ataques ao Supremo, ao próprio TSE e a qualquer pessoa ou instituição que se opusessem ao atual governo, André foi o único a contribuir com Bolsonaro, sendo essa a única doação eleitoral que ele fez até o momento. Até o último dia 15, o candidato à reeleição já havia recebido R$ 191 mil em doações de apenas R$ 1 via Pix. O movimento ganhou força após aliados do presidente reforçarem os pedidos de contribuição, independentemente da quantia. Luciano Hang, da Havan, que também fazia parte do grupo a favor de um golpe, também fez uma doação enquanto estava com a conta bloqueada, mas o beneficiário foi Jorge Seif Júnior (PL), candidato ao Senado por Santa Catarina
Justiça Eleitoral determina busca e apreensão na casa de Sergio Moro

• Apartamento de Sergio Moro foi o local da busca e apreensão porque o endereço foi indicado no registro da campanha dele ao Senado A Justiça Eleitoral cumpriu, na manhã deste sábado (3), mandados de busca e apreensão de materiais de campanha irregulares na casa do ex-juiz e candidato ao Senado pelo Paraná Sergio Moro (União Brasil). O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná tomou a decisão acatando o argumento de advogados da Federação Brasil da Esperança no Paraná (organização política formada pelo PT, PC do B e Partido Verde) de que diversos materiais impressos da campanha de Moro violam a legislação eleitoral. O advogado Luiz Eduardo Peccinin afirmou também à Justiça que as redes sociais de Moro têm publicado propaganda irregular. Segundo ele, em todo o material de campanha de Moro, o nome de seus suplentes, Luis Felipe Cunha e Ricardo Guerra, estão em tamanho inferior ao exigido pela legislação. O artigo 36 da lei eleitoral diz que na propaganda dos candidatos a cargo majoritário “deverão constar, também, os nomes dos candidatos a vice ou a suplentes de senador, de modo claro e legível, em tamanho não inferior a 30% (trinta por cento) do nome do titular.” “Em breve observação olho nu, já se nota que Moro, ao que parece, tenta esconder o nome de seus suplentes, Luis Felipe Cunha e Ricardo Guerra, expondo em sua marca de campanha o nome de seus companheiros de chapa em tamanho muito inferior àquele exigido pela legislação eleitoral, longe de dar ao eleitor essa informação ‘de modo claro e legível’, como exige norma”, argumenta Peccinin no processo. A Justiça determinou também a exclusão de todos os vídeos do canal de Sérgio Moro do YouTube, inclusive aqueles com críticas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de dezenas de links nas páginas sociais de sua campanha. Procurada, a assessoria de Moro disse que “a busca e apreensão se refere tão somente à, supostamente, os nomes dos suplentes não terem o tamanho de 30% do nome do titular”. “Todavia, isso não corresponde com a verdade. Os nomes estão de acordo com as regras exigidas, sendo assim, a equipe jurídica pedirá a reconsideração da decisão”, diz em nota. O apartamento de Sergio Moro foi o local da busca e apreensão porque o endereço foi indicado no registro da campanha dele ao Senado. “No local, nada foi apreendido”, afirma a assessoria de Moro. A Justiça eleitoral também cumpriu mandado de busca e apreensão de materiais de campanha no comitê de Paulo Roberto Martins (PL), candidato ao Senado pelo Paraná que é apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). Para o advogado da federação, Luiz Eduardo Peccinin, “a Justiça eleitoral paranaense garante a igualdade no cumprimento da lei para todos os candidatos”. “O critério é objetivo e praticamente toda a campanha dos candidatos está irregular. No caso de Sérgio Moro, sua propaganda visivelmente tenta esconder seus suplentes do eleitor, por isso deve ser inteiramente suspensa”, disse. Em um primeiro momento, o ex-juiz da Operação Lava Jato e ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro disse que pretendia disputar a Presidência da República. Vetado pela cúpula do partido, começou a sinalizar que poderia concorrer ao Senado por São Paulo. Em março deste ano, ele se filiou ao União Brasil e transferiu o título eleitoral para São Paulo. No início de junho, porém, o Tribunal Regional Eleitoral do Estado de São Paulo (TRE-SP) decidiu que Moro (União Brasil) não poderia concorrer às eleições de 2022 por São Paulo. O TRE considerou irregular a transferência do título de eleitor do ex-juiz para a capital paulista. E decidiu que ele está impedido de disputar qualquer cargo no estado. Em julho, então, ele anunciou que sairia candidato ao Senado pelo Paraná.
Zema critica Congresso e Pacheco rebate chamando de oportunista

O governador Romeu Zema (Novo) questionou a postura do Congresso Nacional ao não apreciar reformas prioritárias como a tributária. Ao anunciar a revisão geral do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), nesta sexta-feira (20), durante o 1º Congresso de Direito Empresarial da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Zema afirmou que o Legislativo, “infelizmente, muitas vezes, foge de sua responsabilidade” em modernizar o aparato constitucional. O governador apontou a necessidade de modernizar as leis a fim de garantir segurança jurídica para empreendedores. “Não é fácil. O sistema é muito mais complexo do que imaginamos, depende do Legislativo”, pontuou Zema. “Sempre vejo os ministros (do STF) falarem que eles, muitas vezes, em vez de julgar, legislam, porque o Legislativo deixa um vácuo, não assume a responsabilidade”, acrescentou, em referência ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, convidado como o palestrante do seminário. Um exemplo “claríssimo”, de acordo com o governador, seriam as reformas, que estão “há 10, 20 anos aguardando” discussão. “O Legislativo está preocupado em votar ‘fundão’ eleitoral, não em votar uma reforma tributária, que tem impacto positivo. O ‘fundão’ eleitoral perpetua os que sempre foram eleitos. Nós temos um Legislativo que, infelizmente, muitas vezes foge da sua responsabilidade e que é de fundamental importância para que nós venhamos a modernizar todo o aparato legal que nós temos”, criticou Zema. O “fundão” a que se referiu o governador é o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, instituído em 2017 para compensar o fim de doações privadas às campanhas eleitorais. Quando discutiu a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2022, o Congresso elevou o montante do fundo de, aproximadamente, R$ 2,1 bilhões para cerca de R$ 5,7 bilhões. Entretanto, ao apreciar a Lei Orçamentária Anual de 2022, os parlamentares reduziram o total para pouco menos de R$ 5 bilhões. Inclusive, o Novo questionou o aumento junto ao STF por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade. Contudo, apesar do voto contrário do relator, ministro André Mendonça, o plenário da Suprema Corte manteve os R$ 5 milhões para o financiamento de campanhas por 9 votos favoráveis a 2. Um dos votos pela manutenção foi justamente o de Fux. Pacheco rebate Zema: ‘Discursos oportunistas’ Presidente do Senado e do Congresso Nacional, o senador mineiro Rodrigo Pacheco (PSD) rebateu, neste sábado (21), o governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) dizendo que as críticas direcionadas do governador são “oportunistas”, “gratuitas” e influenciadas pelo período eleitoral. Zema tenará se reeleger em outubro. O senador afirmou que o parlamento entregou à sociedade brasileira reformas essenciais e que estavam engavetadas há anos, traduzidas em benefícios essenciais a estados e municípios. “Um país unido e conectado aos anseios da sociedade não se faz a partir de discursos oportunistas, da criminalização da política e de ataques gratuitos em período eleitoral. Ainda mais quando essas críticas recaem sobre um Congresso que entregou e continua entregando reformas que estavam engavetadas há anos beneficiando, principalmente, municípios e estados no momento de crise aguda”, escreveu Pacheco em sua conta no Twitter. Uma das reformas em análise no Senado, a reforma tributária, proposta na PEC 110, está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Pacheco já se comprometeu publicamente a encaminhá-la ao plenário da Casa tão logo seja aprovada na CCJ. Outra proposta que prevê a modernização do sistema tributário, a reforma do imposto de renda, está na Comissão de Assuntos Econômicos.
Bolsonaro sugere matar influenciador digital – e fica por isso mesmo

Jair Bolsonaro disse no twitter que não erraria o tiro num “gordinho” caso houvesse uma invasão de propriedade Jair Bolsonaro usou suas redes sociais nesta segunda-feira para postar uma mensagem contra o influenciador Cauê Moura, que pode ser interpretada como uma clara ameaça. Cauê ironizou a cena armada pelos marqueteiros de Bolsonaro num clube de tiro, em que ele se mostrou incapaz de disparar os tiros. Logo depois, Bolsonaro disse que não erraria o tiro num “gordinho” como Cauê, caso houvesse uma invasão de propriedade. Confira o tweet de Bolsonaro e algumas reações: – Confesso que não dá para disputar uma olimpíada, mas em uma eventual invasão de propriedade, se o alvo fosse um gordinho do seu tamanho não ficaria tão difícil acertar. Kkk. ???????? https://t.co/R1C9abN0pQ pic.twitter.com/V9EigKgCbF — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) February 7, 2022 Imagina se em 2018 o Lula dissesse que ia dar um tiro no Kim Kataguiri. Era prisão em flagrante, PLANTÃO DA GLOBO, capa de todos os jornais. Hoje Bolsonaro ameaçou de morte o Cauê Moura e ficou por isso mesmo. — Thiago dos Reis ???????? (@ThiagoResiste) February 7, 2022 Leia-se: PRESIDENTE BRASILEIRO AMEAÇA DE MORTE INFLUENCIADOR DIGITAL QUE O IRONIZOU. Esta é a manchete. Ou o editor é incompetente ou a imprensa segue passando pano para fascista. https://t.co/A9RSgAMMII — Jean Wyllys (@jeanwyllys_real) February 7, 2022 The YouTuber Caue Moura released a video showing Bolsonaro struggling to handle a gun. In response to Caue, Bolsonaro said on social media that it wouldn’t be hard to hit a "chubby" target as the youtuber. So yes, the Brazilian President made a “humorous” death threat! pic.twitter.com/twRnC0I3dt — Nathália Urban (@UrbanNathalia) February 7, 2022 Via 247
Folha torce para que Moro passe ‘Noivinha do Aristides’ nas pesquisas até fevereiro

A torcida da Folha e da velha mídia corporativa como um todo, desavergonhadamente, é pela vitória do ex-juiz suspeito Sergio Moro nas eleições de 2022. Isso é ‘Segredo de Polichinelo‘ nos meios políticos e chegou ao distinto público. No Twitter, o youtuber Felipe Neto observou que “a campanha de certas partes da mídia pelo Sergio Moro é uma das coisas mais vergonhosas que já vi na vida”. Bingo! Dito isso, o jornalão paulistano afirma nesta sexta-feira (03/12) que “Moro vai passar Bolsonaro nas pesquisas até fevereiro, avaliam presidentes de partidos” e que o “ex-juiz tem crescido ao participar de eventos públicos enquanto presidente cai em meio à crise econômica”. O diabo é que Sergio Moro é uma variante de Jair Bolsonaro, logo é justo afirmar que a velha mídia vestiu a camisa da facção “#BolsoMoro” na disputa presidencial do ano que vem. A torcida da Folha por Moro não tem disfarces: “Os presidentes de alguns dos principais partidos do país atualizaram os diagnósticos eleitorais nas últimas semanas e avaliam que Sergio Moro (Podemos) tem grandes chances de ultrapassar Jair Bolsonaro (PL) nas pesquisas de intenção de voto dos próximos meses.” Note que os jornalões jamais criticaram o desastre econômico de Bolsonaro, a ‘Noivinha do Aristides‘, e querem que o mesmo modelo neoliberal, as mamatas, continue para o andar de cima com Sergio Moro. Esse é o script da burguesia paulistana que habita a região da Faria Lima, em SP. Blog do Esmael
Montes Claros perde o Mestre Zanza. O maior nome do folclórico-cultural-religioso

Morreu nesta segunda-feira (25), João Pimenta dos Santos, o Mestre Zanza, aos 89 anos de vida. Zanza era o maior nome das Festas de Agosto, principal evento folclórico-cultural-religioso de Montes Claros e, quiçá, do Brasil, realizada há mais de 180 anos. Mestre Zanza herdou a tradição dos festejos de seu pai e de seu avô. Esteve mais de 70 anos à frente do Primeiro Terno de Catopês de Nossa Senhora do Rosário. Foi sua mãe que lhe deu o apelido de Zanza porque, quando criança, o pequeno João ficava zanzando por todo canto. Outro apelido, esse dado pelas senhoras que moravam próximo à Igrejinha do Rosário (palco principal das Festas de Agosto), é Sabiá. Todas ficavam felizes ao vê-lo se apresentar. Redação com Ascom/Prefeitura de Montes Claros
No dia em que foi revelada carta de Léo Pinheiro, STF garante nova vitória a Lula

Um dia depois de a Justiça Federal de São Paulo determinar o arquivamento de inquérito sobre um suposto tráfico de influência em prol da empreiteira OAS, foi a vez do Supremo Tribunal Federal (STF) garantir uma nova vitória ao ex-presidente Lula. O ministro Ricardo Lewandowski determinou a suspensão de dois processos que a corte já havia determinado anulação. A defesa de Lula, comandada Cristiano Zanin e Valeska Martins, pediu a suspensão de dois processo relativos ao Instituto Lula alegando que o Ministério Público Federal (MPF) tentou reaproveitar material que havia sido anulado pelo STF. O processo está entre os que foram impactados pelas decisões que reconheceram a suspeição do ex-juiz Sergio Moro e a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba para processar o ex-presidente. Lewandowski reconhece “dano irreparável” nas investigações conduzidas anteriormente e concedeu liminar em favor da suspensão. “Este quadro fático empresta plausibilidade ao direito invocado pelo reclamante, considerado o risco iminente de instauração de nova persecução penal, ou mesmo de imposição de medidas cautelares diversas, utilizando-se como fundamento os fatos aqui discutidos com ampla verticalidade, quais sejam, o amplo e irrestrito uso do Acordo de Leniência da Odebrecht e dos elementos de prova oriundos de tal pacto de cooperação”, afirma. O plenário da corte ainda vai dar parecer sobre a anulação dos processos. A presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), celebrou a decisao. “Importante decisão do STF hoje, para evitar reabertura de ações contra Lula q já foram anuladas. Impressionante como lavajatistas tentam burlar a Justiça com acusações sem fundamento. Seguir a lei e respeitar o direito nunca foi o método deles”, tuitou. A decisão saiu no mesmo dia em que veio à público carta em que o empreiteiro Léo Pinheiro admite que mentiu em delação para incriminar o presidente. A carta foi escrita em maio e foi incluída nos autos do processo que foi arquivado na segunda-feira (13) sobre suposto tráfico de influencia em favor da OAS. Confira aqui a íntegra da decisão de Lewandowski, obtida pelo blog Fausto Macedo, no Estadão Com informações do Estadão e do G1
Falta material, internet e até comida: os obstáculos para a educação na pandemia

Pelo Plano Nacional de Educação (PNE), Lei 13.005/2014, o Brasil deve zerar a taxa de analfabetismo até 2024. Com a pandemia, porém, meta deve ser impactada de forma significativa No Brasil, 11 milhões de pessoas são analfabetas. São pessoas de 15 anos ou mais que, pelos critérios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), não são capazes de ler e escrever nem ao menos um bilhete simples. Pelo Plano Nacional de Educação (PNE), Lei 13.005/2014, que estabelece o que deve ser feito para melhorar a educação no país até 2024, desde o ensino infantil até a pós-graduação, o Brasil deve zerar a taxa de analfabetismo até 2024. No Dia Mundial da Alfabetização, celebrado no último dia 8 de setembro, a Agência Brasil conversou com professores que trabalham com a alfabetização de crianças sobre os impactos da pandemia na etapa de ensino e sobre a rotina desses profissionais. Sem tempo para cansaço O professor do terceiro ano do ensino fundamental da Escola Classe Comunidade de Aprendizagem do Paranoá, no Distrito Federal, Mateus Fernandes de Oliveira diz que ainda não conseguiu parar para sentir o cansaço que todo o período de pandemia causou até aqui. Nos últimos 18 meses, ele precisou lidar com diversas situações, incluindo famílias de estudantes com fome. Foi preciso que a escola se organizasse para distribuir cestas básicas nas casas dos alunos. “A gente estava falando de falta de alimentos em casa. Famílias passando por necessidades. Não era possível cobrar de uma família que estava preocupada com alimentação que desenvolvesse um processo de escolarização em um momento como este. A gente entendeu que a escola pública, como parte do Estado, tem responsabilidade social. O Estado deveria cuidar das necessidades básicas, mas não estava dando conta. A escola teve que se mobilizar”. Enquanto a escola esteve fechada, o professor chegou até mesmo a visitar os estudantes pessoalmente, levar para eles as atividades e verificar como estavam. A maior parte dos alunos não tinha acesso à internet e acabava não participando das aulas online. Agora a escola voltou em um modelo híbrido, intercalando ensino presencial e ensino remoto. Oliveira percebe que as desigualdades se acentuaram. Aqueles alunos que vêm de um contexto familiar em que a leitura faz parte do cotidiano, em que há livros e revistas em casa, chegam agora ao terceiro ano do fundamental sabendo ler e escrever. Aqueles que moram em casas com pouca ou nenhuma leitura, às vezes sem mães e pais alfabetizados, acabam tendo um conhecimento aquém do esperado para crianças com 8 ou 9 anos de idade. “Não dá para considerar este ano como só este ano. É pensar este ano e o seguinte como duas coisas contínuas, porque senão a gente se exaspera e atropela os processos. Atropela o tempo de entender o que a gente sentiu e o que está sentindo e de perceber que caminhos pode trilhar. A gente pode acabar até gerando o contrário do que gostaria. Em princípio, é preciso ter calma e, ao mesmo tempo, saber que não temos tempo a perder”. Trabalho redobrado Em Corumbá (MS), foi com cachorrinhas que a professora da Escola Municipal Almirante Tamandaré, Sonia Bays, conquistou os alunos e conseguiu medir o que eles haviam aprendido em um ano de pandemia. Ela dá aula para o primeiro ano do ensino fundamental, estudantes de 6 anos, que estão começando a ser alfabetizados. “Queria fazer algo mais lúdico. Acredito que as crianças são penalizadas por estar longe da escola. Criança em fase de alfabetização precisa da escola”, diz. Diante das dificuldades de ensinar a distância e por meio de tecnologias, ela gravou um vídeo apresentando os próprios animais de estimação e pediu que os pais estimulassem os filhos a fazer o mesmo com seus bichinhos. “Na fase da alfabetização, a criança precisa de oralidade. Ela fala e depois transfere para o papel. É preciso estimular essa espontaneidade, essa fala das crianças”. Ao pequeno grupo que estava sendo atendido presencialmente em horários especiais na escola, ela pediu que desenhasse e, se soubesse, escrevesse os nomes dos animais. Foi assim que avaliou o que os alunos sabiam e aquilo em que tinham dificuldades. Com base nas atividades desenvolvidas com as crianças, surgiu o trabalho Alfabetização e Infância em Tempos de Pandemia, apresentado em agosto no 5º Congresso Brasileiro de Alfabetização. A maior parte dos alunos de Sonia está em situação de vulnerabilidade. Não é raro que as famílias tenham apenas um celular com acesso limitado à internet. A estratégia muitas vezes, durante mais de um ano de pandemia, era mandar vídeos por WhatsApp, para que os responsáveis baixassem usando a internet do trabalho e, depois, mostrassem para as crianças. No ano passado, ela chegou a conhecer os alunos pessoalmente, antes do fechamento das escolas por causa da pandemia. A turma desse ano, no entanto, era uma lista com 23 nomes e contatos. Sonia fez questão de entrar em contato com cada um por ligação e conversar com alunos e famílias. A logística não foi simples, alguns estudantes precisaram ir para uma área com wifi aberto, para receber a videochamada. A escola foi retomando aos poucos o ensino presencial. Primeiro, apenas uma vez por semana para atender aos alunos que não tinham acesso a aulas remotas. Agora, a escola voltou às aulas presenciais em esquema de revezamento, com turmas reduzidas. “Os professores, cada um de uma série, selecionaram os conteúdos que seriam prioritários, que seriam essenciais. Não vamos ter como dar conta de tudo. Estamos focando em leitura e escrita”, diz. E acrescenta: “Os alunos não perderam o ano, eles ganharam a vida. Se antes já tínhamos déficit de aprendizagem, agora também temos, ainda maior. Teremos que redobrar o trabalho para vencer isso”. Da sala para a tela O professor Ricardo Fernades (Michell Albuquerque/SME) Depois de oito anos nas salas de aula no Rio de Janeiro, o professor Ricardo Fernandes assumiu, em 2019, o cargo de assistente de Gerência de Alfabetização e Anos Iniciais da Secretaria Municipal de Educação. No ano passado, com a pandemia, Fernandes