Nem o poste e nem o cachorro. Lontra quer alternativa sem imposição

O município de Lontra, desmembrado de São João da Ponte há mais de três décadas, ainda carrega no seu lombo a espora do coronelismo, marcado por mandatários que ignoram a evolução do tempo e continuam tratando seu povo como mera massa de manobra. Sua emancipação politica ocorrida em 1992, que, sem dúvida, trouxe importantes avanços para a cidade, ainda não conseguiu libertar de vez o ranço do Tiú e Calango herdado da aristocracia de São João da Ponte, mesmo com a chegada do Jacaré, que acabou gostando do poder e já aderiu à velha política do continuísmo, indicando um fantoche para continuar sendo o ventríloquo. Fato que está deixando muita gente indignada. Essa salutar fúria da população pode contribuir para acabar com o toma lá, dá cá entranhado no poder lontrense. Quem sabe apareçam outras alternativas, como, por exemplo, o Dr. Wender Oliva, que precisa deixar de ser um mero coadjuvante; ou Eudes Tales, para encarar essa batalha e não desistir novamente no meio do caminho. Ou será que não é a hora do nosso amigo Marcelo Cardoso, o Marcelo da Drica, também conhecido como Marcelo enfermeiro ou Marcelo da farmácia, ser essa alternativa que Lontra precisa? Outro que poderia assumir a lacuna é o carismático Elson Palmeira, com a anuência da sua companheira Eliana, é claro. Sem falar no Dr. Éder Brandão, filho do estimado casal Deusdete e Maria da Conceição, que dispensa comentários. O certo é que esses nomes são alguns de muitos que surgem como alternativa para desbancar o populismo e coronelismo enraizado na terra abençoada por Nossa Senhora do Perpétuo Socorro desde a época em que vivíamos sob a tutela de São João da Ponte. Fica a dica! E lembre-se que um cavalo arreado não passa duas vezes na nossa frente.
Coteminas procura rivais para superar crise financeira

Segundo o jornal Valor Econômico, a Coteminas estaria buscando algum tipo de acordo ou sociedade Em apuros financeiros, a Coteminas estaria conversando com rivais do setor, entre eles a Vicunha Têxtil, em busca de algum tipo de acordo ou sociedade para enfrentar a crise. O arrendamento de parte da operação seria uma das possibilidades no radar. Unidades fabris teriam sido oferecidas a pelo menos outras duas empresas, mas as conversas avançam devagar. As informações são do jornal Valor Econômico. A publicação destaca que Josué Gomes da Silva, dono da Coteminas, “tem batido em muitas portas na tentativa de buscar uma solução para a empresa”. Recentemente, segundo o Valor, o empresário teria procurado fundos especializados em soluções de capital popularmente conhecidos como “special sits”. A romaria esbarraria em obstáculos diante do quadro da companhia. Recentemente, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), principal reguladora do mercado de capitais no Brasil, cobrou explicações da Coteminas sobre uma dívida da empresa com um fundo de investimento. Outros problemas incluem o atraso no pagamento de salários e de rescisões trabalhistas, após desligamentos em massa. Só em Blumenau foram mais de 700 demissões no último ano. O descumprimento do acordo fez o sindicato que representa a categoria ir até São Paulo no início do mês cobrar respostas de Gomes da Silva. O último balanço operacional da Coteminas é do segundo trimestre de 2023. Entre janeiro e março do ano passado, a receita líquida da empresa foi de R$ 171,3 milhões, queda de 55% em relação ao mesmo período de 2022. O prejuízo foi de R$ 212 milhões. Ao prestar contas a acionistas, a Coteminas, que fabrica artigos de cama, mesa e banho, tem atribuído a crise a contextos econômicos, alta da inflação e perda de poder aquisitivo das famílias.
Ônibus do Fortaleza é atacado por torcedores do Sport e jogadores ficam feridos

Atletas que ficaram feridos foram encaminhados ao Real Hospital Português, no Recife. Vídeo mostra como ficou o ônibus, sangue espalhado pelo local e praticamente todas as janelas destruídas O ônibus que levava a delegação do Fortaleza foi atacado por torcedores do Sport após o jogo entre as equipes, em Recife, na madrugada desta quinta-feira (22). Após o empate em 1 a 1, a delegação leonina deixava a Arena Pernambuco no momento do ataque. Torcedores do time pernambucano arremessaram bombas, rojões e pedras contra o veículo, quebrando janelas e atingindo jogadores. Seis atletas ficaram feridos e foram encaminhados ao Real Hospital Português, em Recife, onde foram atendidos. Após atendimento e cuidados médicos, os atletas foram liberados às 5h30. O goleiro João Ricardo, os zagueiros Titi e Brítez, lateral-esquerdo Gonzalo Escobar, o lateral-direito Dudu e o volante Lucas Sasha estão entre os feridos. O Fortaleza divulgou nota oficial informando que todos estão bem e conscientes. VEJA VÍDEO DO ÔNIBUS DO FORTALEZA APÓS O ATAQUE ????ATENTADO CONTRA O FORTALEZA Pedras e bombas jogadas. Jogadores feridos. O ônibus que levava a delegação do Tricolor ficou destruído. Vidros quebrados e sangue nos bancos e no chão do veículo. Isso é tentativa de homicídio! Cena de guerra. Um absurdo sem tamanho! ????Fortaleza pic.twitter.com/88ak5e9j0o — André Almeida (@andrealmeidac) February 22, 2024 SITUAÇÃO DOS FERIDOS Seis jogadores foram atingidos: o goleiro João Ricardo foi ferido com um corte no supercílio e o lateral-esquerdo Gonzalo Escobar sofreu uma pancada na cabeça, um corte na boca e um outro corte no supercílio. O lateral-direito Dudu, os zagueiros Titi e Brítez, e o volante Lucas Sasha foram feridos com estilhaços de vidro e tiverem que conter sangramentos. João Ricardo e Gonzalo Escobar passaram por suturas, procedimento de recebimento de pontos cirúrgicos. O lateral-esquerdo também realizou exames de tomografia na cabeça, mas está bem e consciente. Os demais atletas passaram por cuidados médicos para a retirada de estilhaços de vidro pelo corpo. Dois seis, Escobar, João Ricardo e Dudu são os jogadores que ficaram mais feridos. REPERCUSSÃO O CEO do Fortaleza, Marcelo Paz, gravou vídeo repudiando o ataque. “A gente está saindo do jogo, jogaram pedra e bomba no nosso ônibus. Torcedores do Sport. Atingiram nossos jogadores. Dudu está aqui sangrando, Sasha está sangrado. Isso é um absurdo e não cabe mais no futebol brasileiro. Estamos todos revoltados aqui”, declarou Paz. Quem também se pronunciou, na manhã desta quinta-feira (22), foi o governador Elmano de Freitas (PT). Nas redes sociais, ele categorizou o ataque contra os jogadores como “Triste e lamentável”. Triste e lamentável o ataque sofrido pela delegação do Fortaleza Esporte Clube em Recife (PE), que teve o ônibus apedrejado por torcedores do Sport após o jogo de ontem à noite. Minha solidariedade aos atletas, comissão técnica, diretoria e ao CEO do clube, Marcelo Paz. Desejo pronta recuperação aos jogadores feridos. Futebol não combina com episódios de violência como este. ELMANO DE FREITAS Governador do Ceará Jade Romero, vice-governadora do Ceará e esposa de Marcelo Paz, ela classificou o ataque como “absurdo”. “Um país que se prepara e comemora o pleito para a possiblidade de receber mais uma Copa do Mundo, não pode admitir que esse tipo de crime aconteça, manchando a imagem do nosso futebol, que é espaço de alegria. Minha solidariedade aos jogadores, comissão técnica e diretoria. Que esse triste episódio tenha punição exemplar para evitar que se repita”. Ainda em publicação nas redes sociais, Jade Romero deu informações sobre o estado de saúde dos jogadores. “Conversei com o Marcelo há pouco, os seis jogadores feridos receberam atendimento e estão retornando com a delegação. Apesar do enorme susto, Deus os protegeu de uma tragédia maior. Agradeço o carinho e a preocupação”. VEJA FOTOS APÓS O ATAQUE
Bolsonaro sai fortalecido espiritualmente da Paulista, até para ser preso

“Faltaram vigor político e uma palavra de ordem na aglomeração da extrema direita”, escreve o colunista Moisés Mendes Duas conclusões elementares sobre a aglomeração golpista e religiosa em São Paulo. Bolsonaro se fortaleceu espiritualmente para enfrentar a prisão. E líderes que pareciam vacilantes se habilitaram como herdeiros do espólio do sujeito. O resto vale pouco. Vale quase nada, por exemplo, a especulação de que a manifestação, com público muito aquém do esperado, possa ter o poder de provocar reações radicais se Bolsonaro for preso. Que tipo de reação? Um levante? Badernas? Mais uma invasão de Brasília? A “destruição” dos que prenderem Bolsonaro, como blefou Silas Malaia no discurso com ataques a Alexandre de Moraes? Uma revolta com o apoio de Braga Netto e Augusto Heleno, que já contam com celas em reforma à espera do tenente e dos generais no QG do Exército em Brasília? A disseminação do terror nas cidades por grupos de CACs e milicianos? Alguém imagina que, a partir da demonstração de força da fé na Paulista, seja possível ver Eduardo Bolsonaro rearticulando a extrema direita, mesmo sabendo que ele preferiu, ao invés de apoiar o pai em São Paulo, participar de um evento do fascismo em Washington? Imaginam uma cruzada religiosa liderada por Malafaia? A aglomeração teve algumas utilidades, mas nenhuma com promessa de efeitos drásticos. Uma utilidade é a definição dos políticos que vão disputar a herança deixada por Bolsonaro. Correram riscos e mostraram a cara Tarcísio de Freitas (com um discurso frouxo) e Romeu Zema e, num segundo time, Jorginho Mello e Ronaldo Caiado. Estão com alvará para levar o bolsonarismo adiante. E Bolsonaro passa a ser um santinho do pau oco. Os pretendentes ao que ele deixa para 2026 estiveram no trio na avenida como crocodilos dentro de um tanque, no qual entraram querendo ou meio sem querer (alguns foram empurrados) e do qual não conseguirão sair A briga agora é pela herança de Bolsonaro, porque o inelegível não tem mais poder militar, não tem Paulo Guedes, Augusto Aras, Mauro Cid, Anderson Torres, não pode comprar o centrão e, depois da eleição municipal, talvez nem Valdemar Costa Neto e partido tenha mais. Bolsonaro é uma entidade gasosa, quase um espírito da extrema direita, e essa passa a ser a sua função. Os que foram à Paulista e subiram no trio elétrico não estavam pensando em salvá-lo, mas em mostrar fidelidade ao santo e em fidelizar a base que ele deixa. Comprovou-se no domingo, como era esperado, que o eleitorado mais ativo de Bolsonaro saiu da viuvez, um ano depois de dois fracassos, na eleição e no golpe. O lastro de direita continua ativo e vivo, mais vivo do que o próprio Bolsonaro. Nesse cenário, saem os militares, como força capaz de inspirar e mobilizar golpistas e acolher manés e terroristas em quartéis, e entram os líderes espirituais. Sai Braga Netto e começa o protagonismo da era Malafaia e Michelle. A guerra santa agora é de novo a dos costumes contra os demônios, e não a da possiblidade já sepultada de um golpe com suporte militar. Prevalecem a pregação moralista e anticomunista e os ataques ao Supremo, com ameaças de amordaçamento do Judiciário por deliberações do Congresso. Bolsonaro saiu da Paulista certo de que mantém em alerta grupos que vão lutar pelo que defende nas redes sociais, nas igrejas e nas eleições municipais. Mas é claro que ele esperava mais gente e também um grito de guerra por parte dos oradores, que não aconteceu. Nem ele mesmo se preparou, por mediocridade, para oferecer o que poderia ser uma palavra de ordem. Agora, é manter as engrenagens de líderes regionais e de tios e tias do zap, as rezadoras que seguem Michelle e os chefes paroquiais de direita que se transformaram em extremistas irreversíveis. A fé é o sentimento que fica da aglomeração, que não transmitiu o vigor político esperado, mas cumpriu a tarefa de pelo menos expressar proteção espiritual ao líder. Não há como imaginar que os efeitos da Paulista, em que todos os oradores deram um tom bíblico aos discursos, possam impedir que as investigações sigam em frente, possivelmente com novas informações devastadoras. E que em algum momento Bolsonaro seja denunciado, processado, julgado, condenado e preso, mas com o Deus de Michelle e Malafaia no coração. Moisés Mendes é jornalista, autor de “Todos querem ser Mujica” (Editora Diadorim). Foi editor especial e colunista de Zero hora, de Porto Alegre.
Zema recua de privatização da Cemig e Copasa; federalização ganha força

O governador Romeu Zema (Novo) se mostrou disposto a ceder empresas estatais à União como forma de pagamento da dívida do estado. O Governo de Minas Gerais anunciou a suspensão das discussões relacionadas aos planos de privatização da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Em vez disso, os deputados estaduais buscam uma solução alternativa para resolver o problema da dívida mineira por meio da federalização desses ativos, incluindo a amortização imediata da dívida principal. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, mencionou que o governador Romeu Zema (Novo) se mostrou disposto a ceder empresas estatais à União como forma de pagamento da dívida do estado. Essa possibilidade de federalização das estatais mineiras está sendo discutida em um projeto costurado por Pacheco com ministros do governo federal e deputados estaduais. Zema foi apresentado à alternativa em novembro de 2023. Segundo informações do jornal Estado de Minas, as discussões incluem a possibilidade de manutenção das restrições à privatização dessas empresas, garantindo que permaneçam com sede administrativa em Minas Gerais. A decisão foi vista pela Genial Investimentos como o fim oficial do processo de privatização e o possível início das tratativas para federalização dos ativos. A empresa expressou preocupação com o impacto negativo dessa decisão, especialmente para a Cemig, destacando que ainda há incertezas sobre como se daria o processo de federalização e a avaliação para ressarcimento por parte do governo federal. Além da suspensão das discussões sobre privatização, a Cemig anunciou a emissão de debêntures no valor de R$2 bilhões. O prospecto preliminar foi divulgado na noite anterior, com início das apresentações para potenciais investidores marcado para esta quarta-feira, 21 de fevereiro. O processo de bookbuilding terá início em 12 de março. No mercado financeiro, as ações preferenciais da Cemig registraram alta de 1,01% no pregão anterior, fechando a R$12,01. A média das estimativas compiladas pelo InvestingPRO aponta um preço justo de R$11,20, o que representa um potencial de baixa de 6,8%. Deputados retiram venda de estatais da pauta Na terça-feira (20), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 24/2023, que buscava retirar a obrigatoriedade de um referendo popular em caso de venda de estatais como a Cemig e a Copasa, foi retirada da pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O presidente da comissão, deputado estadual Arnaldo Silva (União), atribuiu o ocorrido a um “equívoco” e anunciou a retirada do texto da pauta. Arnaldo Silva explicou que os projetos aptos a serem pautados são disponibilizados pelos assessores dos membros da comissão. No entanto, ele assumiu a responsabilidade pelo equívoco de incluir a PEC 24/2023 na pauta, afirmando que o projeto ainda não estava pronto para discussão. “Um assunto desta relevância não seria pautado sem um consenso dos líderes da casa, sem uma disposição da presidência da casa, da mesa diretora. Jamais cometeríamos isso”, enfatizou o presidente da comissão. O relator da PEC 24 também anunciou que apresentou um requerimento para a retirada do projeto da pauta, após o comunicado do presidente da comissão. A proposta em questão buscava revogar artigos da Constituição Mineira que exigem quórum de 3/5 dos parlamentares para a venda das empresas e a realização de referendo popular. Desde 2001, a venda de estatais como Cemig, Copasa e Gasmig requer a aceitação popular por meio de um referendo, conforme estabelecido no parágrafo 17 do artigo 4 da Constituição. A PEC 24/2023 pretendia alterar essa regra. A retirada da proposta da pauta da CCJ ia em direção oposta à nova proposta de adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF), elaborada pelo senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que inclui a federalização das estatais mineiras. O Regime de Recuperação Fiscal é uma alternativa para renegociar dívidas com a União, mas a proposta de Zema para adesão ao RRF tem sido alvo de críticas por conta das medidas de austeridade econômica previstas, como os reajustes salariais limitados para os servidores e a falta de pagamento dos débitos com a União durante o período do regime. Com o fim do efeito de liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) que impedia o pagamento da dívida com a União, o governo de Minas corre contra o tempo para evitar impactos financeiros significativos nos cofres estaduais a partir de janeiro de 2024.
Ministro condena disseminação de fake news sobre a Ilha de Marajó, no Pará

Silvio Almeida criticou a associação de mazelas nacionais com o modo de vida de uma população, especialmente envolvendo crianças. O ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida, expressou sua indignação diante da divulgação de informações falsas sobre a população da Ilha de Marajó, no Pará. Durante entrevista, nesta sexta-feira (23), Almeida condenou veementemente essa prática, destacando que tais alegações são irresponsáveis e prejudiciais à imagem das pessoas que vivem na região. A exploração sexual infantil na Ilha do Marajó, no Pará, voltou ao debate, tematizada por uma canção evangélica viralizar na internet ao citar supostas violações de direitos humanos na comunidade, especialmente envolvendo exploração sexual de crianças e tráfico de órgãos. O alerta veio acompanhado do sensacionalismo de que na região isso é considerado normal — o que é repudiado por organizações que atuam no Marajó. O Ministério Público Federal desmentiu que haja tráfico de órgãos na região. O Ministério divulgou nota em que alerta para divulgação e compartilhamento da desinformação sobre cancelamento de ações e projetos do governo federal na Ilha do Marajó, no Pará. De acordo com a pasta, em maio de 2023, foi criado o Programa Cidadania Marajó, com recursos para o combate à violência de crianças e adolescentes e promoção de direitos humanos e acesso a políticas públicas. “É preciso inverter lógica assistencialista e modos de vida da população do Marajó. Possuímos o compromisso de não associar imagens de vulnerabilidade socioeconômica ou do próprio modo de vida das populações do Marajó, em especial, crianças e adolescentes, ao contexto de exploração sexual”, diz nota do ministério. O local vem recebendo, desde o ano passado, o programa Cidadania Marajó, que disponibiliza recursos para ações de combate à violência contra crianças e adolescentes. No entanto, Almeida lamentou que a iniciativa esteja sendo alvo de desinformação, muitas vezes disseminada por influenciadores nas redes sociais, mesmo que de boa fé. “Não podemos associar a imagem de pessoas que sofrem com problemas históricos, responsabilidade do Brasil, com o modo de vida dessas populações. Temos que reconhecer a riqueza cultural e social dessas comunidades, em especial quando se trata de crianças, ao invés de retratá-las de forma redutora, como se suas vidas se limitassem à exploração sexual”, enfatizou o ministro. Almeida também repudiou a tentativa de oportunistas que, segundo ele, nunca contribuíram efetivamente para o bem-estar do povo de Marajó, mas que utilizam a imagem das crianças e adolescentes da região para promover seus próprios interesses. Um discurso da ex-ministra Damares Alves (Republicanos) de 2022, sobre supostas práticas de tortura e mutilação de crianças para abuso sexual no Marajó, também voltou a tona. Na época, ela alegou possuir evidências, mas os casos nunca foram comprovados. Tempos depois, Damares declarou ao MPF que as denúncias se baseavam apenas em relatos, não em provas. “Rejeito veementemente essas tentativas de aproveitadores que buscam se beneficiar da situação, sem realmente se comprometerem com a melhoria das condições de vida das comunidades locais. É uma prática condenável e que deve ser combatida com veemência”, declarou Almeida. O ministro enfatizou a importância do compromisso e da responsabilidade na divulgação de informações, especialmente quando se trata de questões sensíveis que envolvem a dignidade e os direitos humanos das pessoas. Ele destacou que o governo está empenhado em promover políticas públicas eficazes que beneficiem as comunidades da Ilha de Marajó e de todo o país, combatendo a desigualdade e a violência de forma efetiva e responsável.
“Carnagado”: manifestação bolsonarista vira piada nas redes

Redes reagem à mobilização de extrema direita coordenada por Malafaia e Bolsonaro Neste domingo (25), a extrema direita brasileira estará em reunião para defender Jair Bolsonaro, investigado como líder de uma tentativa de golpe de estado e de uma organização criminosa. A manifestação na Paulista ganhou um apelido especial nas redes sociais: virou o ‘Carnagado’. Duas semanas depois do Carnaval, a trupe bolsonarista tenta realizar uma demonstração de força ao ex-presidente. Bolsonaro, que está prestes a ser preso após as revelações da Operação Tempus Veritatis, tenta, ao lado do Pastor Silas Malafaia, desestabilizar a democracia e faz um teste para medir a temperatura de apoio de sua base mais radical na Paulista neste domingo. Contudo, a previsão de chuva e a incapacidade de unir sua própria base em torno da manifestação faz com que o “Carnagado” vire piada antes mesmo de sua realização. Veja os memes nas redes: MUITO TRISTE: a previsão do tempo para o ato golpista amanhã na Avenida Paulista é de MUITA CHUVA! Se formos olhar pelo lado positivo, ao menos na cadeia não tem chuva! Dali eles poderão sair para um ambiente bem quentinho e aconchegante! LULA TEM RAZÃO#CarnaGado pic.twitter.com/wTUDhE0MlN — Vinicios Betiol (@vinicios_betiol) February 24, 2024 https://twitter.com/vinicios_betiol/status/1761425484003307798/photo/1?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1761425484003307798%7Ctwgr%5E29852bf5ec1f8ab74dcaa79603f827573e7421c4%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fd-81495203895445740.ampproject.net%2F2402080818000%2Fframe.html ????CARNAGADO???? O carnaval terminou, mas a folia continua. Carnagado na Paulista. Vídeo motivacional ???? pic.twitter.com/VfPMhjph3q — ???? Bruno ???? (@Brunocomunika) February 18, 2024 Bolsonaro faz o último pronunciamento para o CARNAGADO do dia 25. pic.twitter.com/2lNh3mPQDp — Lázaro Rosa ???????? (@lazarorosa25) February 24, 2024 CarnaGado ou Gadociata?Vai chover ???????????????? pic.twitter.com/Wf6EVdMrO8 — Distopia Brazil (@DistopiaBrazil) February 24, 2024 Três Poderes: Derrite é o vencedor da semana e Lula, o perdedorhttps://t.co/y4dfCf3bRR — Folha de S.Paulo (@folha) February 24, 2024
Ufa, até que enfim!!! – Barragem de Juramento transbordou

Depois de 11 anos, a Barragem Copasa em Juramento-MG quebra o jejum e chega ao nível máximo da sua capacidade Por José Ponciano Neto* Hoje 22 de Fevereiro chega ao fim a ansiedade da população de Montes Claros e da Copasa com relação ao enchimento da barragem. Com a capacidade de 45.000.000 milhões de metros cúbicos, desde de Dezembro de 2010 não atingia 100%. A pirraça das chuvas foi devida as mudanças climáticas dos últimos anos – para alguns especialistas, trata se do antropocentrismo – para outros – como este que vos escreve – se trata dos ciclos naturais do sol – lua e da inclinação axial da terra (eixo), são as chuvas recidivas de 50 a 100 anos que vêm acontecendo pelo o mundo afora a cada ciclo – inclusive nesse Brasil, com 523 anos de descobrimento. Continue lendo após o comercial Nos últimos dois anos o mundo vem sofrendo com inundações vorazes – porém, se analisarmos os diferentes métodos determinísticos e probabilísticos – estas chuvas estavam previstas! O abastecimento de Montes Claros só não colapsou nesta década, foi graças as construções do Sistema Pacuí (Coração de Jesus MG) e São Francisco em Ibiaí – MG – que este escriba monitorou os rios citados, durante muitos e muitos anos, visando viabilizar as tais captações, intencionado a garantir o abastecimento de Montes Claros – que era a minha obrigação – não obstante que, o Sistema Verde Grande (barragem Juramento) tem atendido além da vida útil do projeto, que era “água até o ano 2000”. As imagens eram fortes no passado, numa região que sempre sofreu muito com a seca, ver a Barragem de Juramento cheia e sangrando (vertendo), deixa a população de Montes Claros e cidades vizinhas transbordando de felicidade. Compará-las com as imagens do mesmo local completamente seco entristece toda nossa gente. Não é fácil! Aliás, não foi nada fácil para as pessoas acompanharem, com muito sofrimento e o transtorno no dia-a-dia, vendo a barragem secar gradativamente. – Bom… Passou! Agora é a Copasa ser mais proativa diante da projeção populacional e do crescimento industrial e comercial, e mais nunca deixar a população ansiosa e desacreditada. Durante os períodos chuvosos destes últimos 11 anos; a pergunta que não queria calar: – “Por que a Barragem da Copasa não enche?” Eram muitas perguntas escabrosas, sem nenhum fundamento – além dos fake’s e os deepfake’s. Não ocasionava e, não ocasiona nada, a empresa divulgar tecnicamente a correlação: Área da bacia hidrográfica X Volume anual de chuva X Capacidade de armazenamento da barragem X Evaporação X captações clandestinas X Demanda de abastecimento. Este balanço hídrico era elucidado por mim (este que vos escreve), de forma amigável, pois, oficialmente, muitos gerentes pretéritos – até hoje, guardam os dados que deveriam ser públicos – já que os gastos para os obter vem do recurso público. Esperamos que a empresa venha profissionalizar na relação com a mídia (imprensa), de forma levar informações para o cliente que paga as faturas de consumo da água. De Outubro de 2023 até hoje 22 de fevereiro/ 24, já choveu em média (μ) 991,04 milímetros (mm) nas regiões onde localizam as captações que abastecem Montes Claros. São elas: > Juramento – MG Ibiaí – MG (Rio S. Francisco) Coração de Jesus-MG (Rio Pacuí) Montes Claros-MG (Rios Porcos – Pacuí “alto” – Lapa Grande e Rebentão dos ferros) XXII – II – MMXXIV (*) José Ponciano Neto é Técnico em Recursos Hídricos / Meio Ambiente – Ex- Supervisor de Gestão de Barragens e supervisor de Estação Climatológica com tanques Classe A
Concursos da Prefeitura vão ofertar quase 4 mil vagas

Em 2024, a Prefeitura de Montes Claros planeja realizar 3 concursos públicos para o preenchimento de vagas de diversos cargos de nível médio, técnico e superior. Serão lançados 3 editais, contemplando as áreas de Educação, Administração e Guarda Municipal. A estimativa inicial é de que sejam disponibilizadas 3.984 vagas para ingresso imediato, com um cadastro de reserva de até 5 vezes o número de vagas por cargo disponibilizado. Para o concurso da Educação, já foi contratada a Fundação de Apoio da UFMG (FUNDEP) para a prestação de serviços técnicos de elaboração, diagramação, impressão, logística, bem como para organização e aplicação das provas. Neste concurso serão ofertadas vagas para 35 cargos, incluindo Magistério, Agente Administrativo, Auxiliar de Docência, Auxiliar de Secretaria de Educação Básica, Analista de Sistemas, Assistente Social, Arquiteto, Contador, Engenheiro Civil, Engenheiro Eletricista, Contador, Fonoaudiólogo, Instrutor de Libras, Nutricionista, Psicólogo e Técnico em Informática. No concurso da Administração a contratada para a realização do certame será a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino Superior do Norte de Minas (FADENOR). Nele serão ofertadas 2.484 vagas, que atenderão às áreas administrativas, técnicas, de saúde, social e operacional. O terceiro concurso será o da Guarda Municipal, com previsão inicial de preenchimento de 60 vagas para o cargo de Guarda Civil. Será o maior concurso público da história da Prefeitura de Montes Claros. A previsão é que os editais sejam lançados nos próximos meses. “A realização destes concursos é uma determinação do prefeito Humberto Souto, e mostram a transparência da Administração para suprir a demanda de servidores necessários para o bom desempenho dos serviços públicos”, explica a secretária de Planejamento e Gestão, Celeste Leite Fróes.
Ensino em Tempo Integral será implantado na rede municipal

A Prefeitura de Montes Claros, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SME), iniciou os preparativos para a implantação do Programa Educação Ampliada em Tempo Integral (PEATI) nas unidades de ensino do município. Nessa quarta-feira, 21, a equipe pedagógica da SME reuniu diretores e supervisores para discutir as diretrizes e traçar o planejamento para efetivação do programa. Conforme a secretária municipal de Educação, professora Rejane Veloso, o Ensino em Tempo Integral inicia a partir de março em todas as unidades escolares que dispuserem de espaço para as atividades. “Para as unidades que não tiverem estrutura, será realizado o tempo semi-integral, em dias alternados, com aulas ministradas no contraturno de estudo do aluno. Estamos visitando as escolas para avaliá-las e fazer o planejamento de acordo com as condições de cada unidade”, completa. Ainda de acordo com a secretária, o objetivo é possibilitar que os estudantes permaneçam mais tempo na escola e se desenvolvam integralmente por meio de uma grade de cursos e atividades complementares ao aprendizado curricular. “Os estudantes serão acompanhados por profissionais que atuarão diretamente no programa, e as ações pedagógicas serão monitoradas durante todo o ano letivo. Em cada unidade de ensino onde o PEATI for implementado, haverá um professor especialmente designado pela equipe gestora para exercer a função de ‘Professor Articulador da Educação em Tempo Integral’ “, explica. Segundo a gerente de Ensino em Tempo Integral, Kátia Simone de Almeida Melo Reis, a proposta prevê que, semanalmente, os estudantes, tanto da Educação Infantil quanto do Ensino Fundamental, realizem seis horas/aula de oficinas obrigatórias e, no mínimo, nove horas/aula de oficinas eletivas. Kátia Simone explica que para os estudantes da Educação Infantil os conteúdos terão foco no campo de experiências, associando interações e brincadeiras, visando prioritariamente a socialização, a ludicidade, o brincar e o educar. Já os componentes curriculares do Ensino Fundamental Anos Iniciais e Finais irão priorizar a proficiência na leitura, escrita e o raciocínio lógico, seguidos da capacidade de resolver situações problema, desafios, performance cinestésica e criatividade. Para isso, de acordo com a gerente, cada instituição de ensino deverá selecionar, entre as oficinas de caráter eletivo, aquelas que vão ao encontro das demandas apontadas no Projeto Pedagógico Escolar (PPE) e que serão obrigatórias a todos os estudantes. “As disciplinas eletivas a serem desenvolvidas no PEATI são uma oportunidade de diversificar as experiências escolares com vistas a aprofundar, enriquecer e ampliar os estudos relacionados às áreas do conhecimento contempladas na Base Nacional Comum Curricular”, ressalta.